Entrevista de Jaime Alem ao GarotaFM é citada em site francês

A entrevista que o maestro Jaime Alem concedeu ao GarotaFM em 24/01/2010 serviu como inspiração para um post do Afro-Sambas, site francês dedicado à música brasileira. O texto é praticamente uma reprodução do que foi publicado na época em que o arranjador de Maria Bethânia lançou o álbum solo “Dez Cordas do Brasil”. No final, há uma citação do GarotaFM.

Leia entrevista com Jaime Alem no GarotaFM

Veja o destaque no site Afro-Sambas

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The Mark: C.Q. Lee promove androginia no rock

A revista virtual The Mark publicou esta semana uma resenha sobre o musical “Isto Aqui é Rok’n'Roll”, que está em cartaz às terças e quartas-feiras, até o fim de fevereiro, no Teatro Leblon. No palco, Carlos Lofller e Banda contam a história do roqueiro C.Q. Lee, que experimentou de tudo. Carlinhos Quase Lee (que tem esse nome porque se diz íntimo de Rita Lee), drogou-se pra caramba, vendeu maconha para integrantes dos Rolling Stones, inspirou diversos sucessos do rock etc. Bissexual assumido, entre uma música e outra, fala abertamente dos seus casos e dá em cima dos integrantes de sua banda. Vestem a camisa do show e surpreendem com tanto talento os guitarristas Lula Washington e Danilo Bareiro, o baterista Cassio Acioli, o baixista Rubey Catarcione e a backing vocal Kelly Ana. Carlos Loffler impressiona com seu potencial vocal.

Leia o texto na íntegra na coluna Markusic, na revista The Mark

 

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Marjorie Estiano fala para a The Mark sobre anos 90 e outros momentos de sua vida e carreira

“Nos anos 90, tinha roupas dos anos 90. Acho que usei baloné. É, usei muita baloné.”

Para a música, os anos 90 foram o início da mistura que hoje domina o cenário. O rock continuou tendo seu espaço, mas com ele dividia as atenções o pagode, o axé e o movimento manguebeat, encabeçado pelo pernambucano Chico Science. Nesta mesma época,  em Curitiba, uma jovem apaixonada por todo tipo de arte que não tinha decidido ainda se queria ser cantora ou atriz, mas já estudava teatro e fazia aulas de canto. Mais tarde, já no século XXI, Marjorie Estiano acabou assumindo os dois papéis e conseguiu até protagonizar ambos quando estreou na telinha como Natasha, em Malhação, da Rede Globo. Marjorie tem em seu currículo dois álbuns (“Marjorie Estiano” e “Flores, Amores e Blábláblá”), um DVD (“Marjorie Estiano e Banda Ao Vivo”), participações em coletâneas e shows aos montes. Para nossa entrevista especial sobre anos 90, a The Mark elegeu a cantriz Marjorie Estiano para falar sobre a década em que foi adolescente e outros momentos de sua vida e carreira.

Leia entrevista de Júlia Almeida e Christina Fuscaldo com Marjorie Estiano


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Cantora, compositora, cineasta e ‘filha de’

Herdeira de Glauber, Ava Rocha lança disco de estreia de sua banda, AVA, e faz show no Rio

Realizado todas as quartas-feiras, às 20h30, gratuitamente, no Studio RJ (Av. Vieira Souto, 110, Ipanema), o projeto Cedo e Senta, do Fora do Eixo, recebe a banda AVA. Apresentando o show do disco “Diurno”, AVA é formada por Ava Rocha, Daniel Castanheira, Emiliano Sette e Nana Carneiro da Cunha. A banda Canastra encerra a noite e, no comando das picapes, a DJ Tata Ogan apresenta seu estilo “Da raiz ao chip”. Para conhecer melhor a AVA, leia a matéria que saiu na revista Rolling Stone de dezembro sobre AVA, com complemento especialmente feito para o GarotaFM:

 

“Surge uma nova cantora de voz grave.” A manchete poderia ser essa se Ava Rocha não fosse muito mais do que isso. A cantora de voz peculiarmente grave é também compositora, cineasta, neta de Jorge Gaitán Durán, poeta famosíssimo na Colômbia, e filha caçula do ícone do Cinema Novo Glauber Rocha. Ava entende menos de música do que de cinema, mas enveredou para essa arte depois de aprender a ser musicista com o irmão, o compositor Pedro Paulo Rocha. Ela reuniu três músicos de talentos tão peculiares quanto o dela na AVA e, desde 2008, com o microfone na mão e muitas ideias na cabeça, vem recebendo elogios, conquistando seu público nos palcos do Rio de Janeiro e gravando. O resultado da experimentação está no disco “Diurno”, que a Warner acaba de lançar.

“Sou a pessoa menos preparada musicalmente na banda. Falo de composição como se estivesse falando de um filme que invento. Sempre cantei, mas nunca me vi como cantora. Comecei a entender esse meu lugar na música ao lado do Pedro, porque ele também não tem o compromisso estritamente musical. A partir da música que ele faz, estética, política e filosófica, senti uma vitalidade no meu canto. Encontrei neles (músicos da banda) a mesma liberdade”, conta Ava.

Pedro virou o quinto elemento da AVA, além de parceiro da irmã em “O Futuro”, “Batendo no Mundo” e “Filha da Ira”, esta última a primeira composição da artista. Na banda, estão Daniel Castanheira, Emiliano Sette e Nana Carneiro da Cunha. Doutorando em Letras, Daniel assume a bateria, a percussão e os elementos eletrônicos do álbum. Fã de João Gilberto e Jimi Hendrix, Emiliano toca violão com pedais. Nana faz do violoncelo seu instrumento de rock’n'roll. No palco, o quarteto também é acompanhado pelo baixista (Rodrigo Sebastian) e  pelo pianista (Otávio Ortega), que também gravaram em “Diurno”. Gravado em estúdios, salas abertas e até no atelier do Tunga (artista plástico que fez a capa do CD), a mistura resulta em um som experimental, meio soturno meio enigmático e, sem dúvida, orgânico e diferente de tudo o que se vê por aí.

“Cada um traz seu conjunto de referências e todo mundo compartilha algumas. John Cage, Velvet Underground e Arto Lindsay, que gravou guitarra em ‘O Futuro’, são alguns. A última música do disco são todas as músicas coladas uma por cima da outra numa faixa só. É uma ruidagem que Cildo Meireles fez em um dos trabalhos dele”, diz Daniel.

Ava tenta enumerar as influências acumuladas em seus 32 anos de vida: “Para mim, referências fortes nesse disco e nesse processo são Clarice Lispector, Frida Kahlo, Hélio Oiticica, Glauber Rocha, Jards Macalé, John Cage, Godart, Deleuze, a poesia latino-americana, Charly Garcia…”

Da MPB, a banda regravou “Movimento dos Barcos”, de Jards Macalé e Capinam, e “Pra Dizer Adeus”, de Edu Lobo e Torquato Neto. Os irmãos Ava e Pedro assinam com Clarice Lispector a autoria de “Batendo no Mundo”, que traz uma passagem do livro “Água Viva”, da escritora. Do avô colombiano, Ava Rocha trouxe para o disco, musicado por ela e Emiliano, o poema “Sé Que Estoy Vivo”, do Livro “Os Amantes” (1959). Orgulhosa de sua história, Ava não tem medo do estigma de “filha de”.

“Minha mãe se chama Paula Gaitán e também é cineasta. Minha avó era diretora de teatro. Dos 14 aos 20, morei em Bogotá e deixei de ser a filha de Glauber para me tornar a neta de Jorge Gaitán Durán. Mas sempre fui eu, e acho natural que as pessoas tenham afeto e transfiram um pouco esse sentimento. E não me incomoda. Talvez possa estar havendo uma certa preguiça. Meu irmão (Eryk Rocha) é um cineasta importante no Brasil e continuam chamando ele de ‘filho do Glauber’. É um gancho, abre portas, mas é uma coisa natural na nossa vida… Mas não sou a única filha de cineasta nessa banda”, esquiva, apontando para Emiliano.

O violonista é filho de José Sette, autor de filmes como “Um Filme 100% Brazileiro” e “A Janela do Caos”, e, assim como todos os outros, inclusive Ava, fã de Glauber:

“Independente de qualquer coisa, meu pai só traz coisas boas para todas as pessoas que tem ligação com a cultura brasileira. Todos aqui são filhos de Glauber”, finaliza Ava.

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Em exposição no Santa Marta, ensaio ‘SER infância’ mostra artistas brincando com crianças da colônia de férias da comunidade

Muito gringo não sabe, mas a maioria dos moradores das favelas do Rio não gostam de ser fotografados como meros personagens de cartões postais. Quando são seus filhos que estão em foco, então, a resistência é maior ainda. Foi por isso que Tatynne Lauria levou dois anos para conquistar a confiança dos frequentadores, diretores e coordenadores da ECO, colônia de férias que funciona no Santa Marta há 33 anos e promove durante janeiro, período de férias escolares, atividades para cerca de 300 crianças. A coordenadora de produção da novela Fina Estampa, da TV Globo, e fotógrafa foi se chegando e conquistando respeito. Para provar que seu grande interesse era divulgar esse trabalho que move a comunidade desde o ano em que ela nasceu, Tatynne Lauria levou convidados ilustríssimos para brincarem também e posarem para sua lente junto a toda a turma. Pedro Bial, Milton Gonçalves, Leandro Sapucahy, Marcelo Faustini, Luana Piovanni e Dudu Azevedo foram alguns que subiram o morro e se divertiram durante o ensaio “SER infância”, que está em exposição pelas ruas do Santa Marta. A mostra começa ainda na Rua Marechal Francisco de Moura e vai até a sede da ECO. É só seguir as pegadas amarelas pintadas rente ao meio-fio, do lado direito da rua.

Sobre a ECO:

Há 33 anos desenvolvendo atividades culturais, sociais e educacionais na comunidade do Santa Marta, em Botafogo-RJ, o Grupo Eco é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter educacional e cultural , que tem como filosofia promover e apoiar na Favela Santa Marta e, eventualmente, fora dela, atividades e iniciativas que visem o desenvolvimento humano integral das pessoas e da comunidade, com atenção especial às crianças, adolescentes e jovens, em busca da afirmação da dignidade da pessoa humana; do pleno exercício da cidadania.

Uma das principais atividades do grupo, que hoje conta com aproximadamente cem associados é a colônia de férias cultural ECO, que realizará sua 33° edição em 2012, sempre realizada no mês de janeiro, dos dias 08 a 22, quando o período escolar está em recesso. O projeto conta com a participação de 320 crianças e adolescentes, que ficam 15 dias sob a responsabilidade dos integrantes do Eco, em atividades dentro e fora da comunidade em Botafogo. Esse ano , com o objetivo de arrecadar doadores culturais, parceiros, apoiadores, o grupo lançou a campanha “Jogo da vida – todos fazem parte” para mobilizar ações de integração cultural e urbana com a cidade.

Sobre a exposição:

Com o objetivo de dar maior visibilidade à campanha e afirmar a seriedade e a responsabilidade de todos com o projeto, a fotografa e produtora Tatynne Lauria, desenvolveu junto a integrantes do grupo a II parte da campanha: “Jogo da vida – parte II, a brincadeira da minha infância.”

A intenção, foi criar um ensaio fotográfico que não fosse apenas o vestir a camisa e doar a imagem, e sim convidar pessoas de diversos seguimentos a se disponibilizarem para voltarem a SER criança. A terem uma releitura de suas infâncias e traçarem um panorama sobre a responsabilidade e importância do “SER” infância, que resultou nesse projeto.

Fotos: Tatynne Lauria

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Di Stéffano: Apreciador do jazz, músico que acompanhou grandes nomes lança terceiro CD

Compositor, músico e educador, Di Stéffano aproveitou a virada do ano para lançar seu terceiro trabalho solo, “Outros Mares”. Na estrada há um bom tempo e tocando bateria ao lado de grandes nomes da música brasileira, ele fala sobre sua trajetória, influências e as grandes participações em seu novo trabalho ao GarotaFM  em entrevista. Só para dar uma palhinha, Di já gravou e/ou tocou com Dominguinhos, João Donato, Boca Livre, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Mart’nália, entre outros.

Você já tem uma longa estrada na música tocando com outros grandes nomes. Como é lançar seu próprio CD?

Este é o terceiro disco solo e tem sido um privilégio poder compor, gravar, produzir e ainda dividir estas emoções com meus amigos e irmãos da música. É muito gratificante ouvir sua música nas rádios, ler críticas de revistas e jornais e ver pessoas comentando.

Qual é sua maior influência na hora de compor?

Ouço muita música de todos os gêneros. Além de nossa música brasileira, ultimamente tenho ouvido muitos discos africanos e franceses, com destaque para Moreira Chonguiça, Richard Bona, Lionel Loueke, Manu Dibango e, da França, o Dominique Fillon, Sylvan Luc, Marc Berthoumieux e do Stéphane Huchard.

E sobre a turnê desse novo trabalho, como está acontecendo?

O primeiro show da turnê “Outros Mares” foi em Brasília, no Jardim Botânico. O show seguiu para Natal e, em janeiro, retomo as atividades com shows nas principais capitais do país e divulgando nas rádios, TVs e jornais.

Fale um pouco sobre o processo de produção do novo CD.

Foi produzido entre Natal, onde foram feita as bases, Rio de Janeiro e São Paulo. Teve ainda a participação especial do pianista francês Dominique Fillon, gravada lá em Paris. Tenho muitos amigos na música morando nessas cidades e tentei reunir alguns deles. O resultado ficou de alto nível.

Ha quanto tempo está na estrada?

Profissionalmente, desde 1991, quando tirei minha carteira da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil). Mas já tocava nas gincanas do colégio e na Igreja.

Recentemente você teve uma de suas músicas inseridas no disco “Instrumental Nordeste”. Como isso aconteceu?

Foi através de um show que fiz dentro da programação da Feira da Música em Fortaleza. Foram selecionados alguns artistas e minha música foi contemplada a entrar numa coletânea com um repertório belíssimo de artistas da região nordeste.

Como aconteceu a ideia de lançar seu próprio CD?

Vim morar no Rio de Janeiro em 2004 e, tocando com alguns amigos, percebi que existia um mercado vasto na produção de música instrumental. Como eu sempre gostei do jazz e de suas nuances, comecei a produzir o meu próprio trabalho solo e a coisa deu certo. Hoje, quando não estou tocando com algum cantor ou dando aulas de bateria, faça os meus shows pelo mundo afora.

O título do novo CD é o nome de uma faixa. Tem algum significado especial?

“Outros Mares” é o título de uma música que é fruto de uma parceria com o grande músico e tecladista carioca Glauton Campelo.

Como tem sido a crítica em relação ao seu novo trabalho?

Olha, tenho recebido muitas mensagens, com as pessoas parabenizando pela qualidade.

Fale sobre as participações desse CD.

O disco “Outros Mares” traz um time dos melhores músicos do nosso país. Teclado e piano foi gravado por Vitor Gonçalves, músico da nova geração que toca na banda da Maria Bethania e no Grupo Bambú, e pelos veteranos André Mehmari e Glautom Campelo. Também nas teclas, só que no acordeon, tive o auxílio luxuoso do Adelson Viana. Nos sopros, tive os saxofonistas Marcelo Martins e Josué Lopez, os trompetistas Fábinho Costa e Bruno Santos, que também assinam um arranjo de naipe na Salsa “Lais”, e clarinete do Jotapê. Os baixistas foram Arthurzinho Maia, Marcelo Mariano, Hamilton Pinheiro, Nema Antunes, Rômulo Gomes e Alex Rocha. Nos violões, os conterrâneos Sérgio Farias e Jubileu Filho. Na guitarra, a participação especial de Ricardo Silveira e do capixaba Clauber Fabre. O disco saiu pelo meu selo, o “DWB Music”, mas espero lançar na Europa, Estados Unidos, Japão e África do Sul.

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Moraes Moreira e Davi Moraes comemoram 40 anos de ‘Acabou Chorare’ em palco carioca

Em 2012, um dos álbuns mai significativos dos anos 70, “Acabou Chorare”, do Novos Baianos, completa 40 anos. Para comemorar, um dos responsáveis pelo sucesso do grupo, Moraes Moreira levou o repertório da obra prima ao Studio RJ na sexta-feira (13/01) junto a seu filho, o guitarrista Davi Moraes. Acompanhados ainda por Cesinha (bateria), Augusto Albuquerque (baixo) e Marcos Moletta (bandolim), pai e filho tocaram todas as músicas do LP.

Depois de começar por “Besta é Tu”, a banda colocou a plateia para pular com ”Brasil Pandeiro” e ”Tinindo Trincando”, para se emocionar com a faixa-título e para suingar com ”Preta Pretinha” e “A Menina Dança”. O belo coro em ”Mistério do Planeta” fez com que Moraes pedisse à banda para repetir a canção.

Fundador dos Novos Baianos, Moraes Moreira recitou cordéis com a história e curiosidades sobre o grupo que fez para o DVD ”A história do Novos Baianos e outros versos”, lançado em 2008. Ao esgotar o repertório, a banda seguiu com sucessos de Moraes, de Davi e outras músicas.

Fotos: Christina Fuscaldo

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Lou Reed e Metallica são destaque na Markusic, a coluna musical da revista The Mark

Já faz algumas semanas que me tornei colaboradora da The Mark, que tem lançamento oficial previsto para esta semana, durante o Fashion Rio. Idealizada por Júlia Almeida, atriz, fotógrafa amadora e uma apaixonada por escrever,  a revista virtual traz textos de antenados como o publicitário Rafael Simi, o stylist Yan Acioli e a videomaker Patrícia Fróes. Destacam-se os ensaios fotográficos do diretor de arte Sebastian Bailey, inglês radicado no Rio e co-fundador da The Mark, e os textos editoriais e os de gastronomia de Júlia. Na Markusic, escrevo sobre o que há de mais cool na música ou experiências pessoais com a arte que faz qualquer esqueleto balançar. Nesta quarta-feira (11/01), publiquei uma resenha sobre “Lulu”, o novo disco de Lou Reed com o Metallica. Acesse The Markusic e leia.

Leia também:

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Mallu Magalhães: Amor com gosto de Pitanga

O Rio de Janeiro é de Vinil


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O estilo Florence Welch… na música e na moda

No dia em que o Fashion Rio abre a temporada de lançamento da coleção Outono-Inverno 2012, o GarotaFM publica um texto fashion musical de Christina Fuscaldo. Aproveite, inspire-se e desfile por aí ouvindo Florence + The Machine:

Sai uma de cena, entra outra. Ou acumulam-se. Assim corre o fluxo de cantoras boas e estilosas no mercado britânico. No mesmo ano em que Amy Winehouse se despediu da cena musical e Adele se estabeleceu, surgiu uma nova promessa: Florence Welch. Nascida em Londres, a líder do grupo Florence + The Machine, que desembarca este mês para três shows no Brasil, despontou em 2011 com o lançamento de seu segundo disco, “Ceremonials”, e ainda levou da revista Harper’s Bazaar UK o posto de segunda personalidade mais bem-vestida da Inglaterra. A cantora e percussionista perdeu apenas para a duquesa de Cambridge, Catherine (Kate) Middelton, mas passou a frente da modelo Kate Moss e da estilista Stella McCartney.

Escalada para o Summer Soul Festival, que acontece em 24 de janeiro em São Paulo, no dia 25 no Rio de Janeiro e em 28 em Florianópolis,  Florence Welch tem apenas 25 anos e uma bagagem musical de dar inveja a muitos veteranos, além de um vozeirão que coloca o reinado de nomes como Lady Gaga em risco. Do rock progressivo ao  metal passando pelo pop, sua música mistura diversos estilos e é produzida com ajuda de músicos como Robert Ackroyd (guitarra), Chris Hayden (bateria e percurssão), Isabella Summers (teclado), Mark Saunders (baixo) e Tom Monger (harpa). “Ceremonials” sucede “Lungs”, disco de estreia de Florence + The Machine, que teve a canção “Dog Days Are Over” como destaque. Entre um e outro, o grupo incluiu “Heavy in Your Arms” na trilha sonora de “Eclipse”, filme da saga “Crepúsculo”.

No que diz respeito ao traje, Florence Welch não tem medo de ser feliz. Mas mesmo os exageros – por exemplo a maquiagem em “Dog Days Are Over” – estão em sintonia com seu trabalho. Com muito tecido, como no clipe “Shake it Out”, ou pouco, como em “Cosmic Love”, Florence parece ter estilo (no aguardo do show para a confirmação). Não é à toa que a inglesa virou uma das queridinhas de Karl Lagerfeld. No ano passado, o estilista da Maison Chanel fotografou a cantora vestida Chanel para a capa de uma edição limitada em vinil do single “Shake it Out”, do novo disco. Ainda de acordo com a revista Vogue, a cantora  fez a trilha sonora ao vivo do último desfile da grife francesa.

No início de 2011, a estilista da Gucci, Frida Giannini, contou que a música “Hurricane Drunk”, da Florence + The Machine, ajudou no processo de criação da coleção outono-inverno 2011/12 da marca, noticiou Lilian Pacce em seu site. Mas, para provar que não vive o glamour 24 horas por dia, a cantora declarou em entrevista à revista NME que passou o último Natal vestida com um pijama super colorido e bijuterias. Fashion, não?

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GarotaFM: A música embrulhada para presente

Sempre gostei de dar música de presente para amigos, familiares ou colegas de profissão. Podia ser através de LPs, fitas cassetes, CDs quando já mais crescidinha, livros relacionados ao tema, ingressos para shows ou, já no século XXI, DVDs. Nos últimos dez anos, essa mania virou um hábito. Como jornalista musical, aproximei-me ainda mais dos títulos, porque recebo muitos deles (para usar como material de consulta durante minha produção de textos) e porque segui comprando nas poucas lojas ainda existentes, em sebos, em feiras de rua etc. Nos últimos dez anos, descobri no processo de seleção de presentes uma verdadeira diversão. No Natal, principalmente, escolher no mínimo dez nomes para homenagear pessoas queridas com minha arte preferida é praticamente uma experiência antropológica.

Minha saga quase começou quando tirei o papelzinho do amigo oculto da empresa. Havia uma lista na rede compartilhada com o presente que cada um queria. O primeiro colocou lá: “CD ‘O que Você quer Saber de Verdade’, de Marisa Monte”. A outra repetiu o desejo. Uma terceira fez a mesma coisa. Todos já completamente fãs de “Ainda Bem”, música recém-lançada pela cantora e, com certeza, a sua mais radiofônica depois de “Amor I Love You” (do CD “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”). Eis que um colega vindo do circuito mais underground do jornalismo musical fez seu pedido: “O disco do Kassin.” Ele queria “Sonhando Devagar”, o primeiro solo do produtor de discos de Caetano Veloso, Mallu Magalhães, Vanessa da Mata, Los Hermanos e tantos outros. Entendi melhor ainda o ar vintage da minha chefe quando ela colocou lá seu desejo pelo DVD de algum filme de Elvis Presley. Eu disse que a saga havia quase começado porque não tirei nenhum deles e acabei parando numa loja-de-mulherzinha para buscar um gloss.

Poucos dias depois, fui vencida pela insistência de minha prima de 14 anos. Levei a “aborrecente” a um show de Luan Santana. Pois é… Quando criança, ser fã de Dominó ou New Kids On The Block era, no máximo, colecionar recortes de jornais e revistas e vibrar com apresentações em playback em programas de TV. Quando adolescente, roqueira, tinha como programa preferido frequentar bares e casas de shows onde as bandas de amigos e familiares tocavam. Mas, naquela sexta-feira acalorada de dezembro, fui parar em um clube na Ilha do Governador onde estavam milhares de meninas e otros más berrando e fazendo coraçõezinhos com as mãos. Minha prima pulou, suou se empolgou tanto que eu não pude deixar de achar saudável minha incursão no mundo do astro de “Meteoro”. O moço fala umas besteiras e faz uns gestos não muito apropriados para seu público, mas canta de verdade… e canta o amor. Ownnnn!

Para meu pai, beatlemaníaco daqueles, adiantei o presente de Natal: no mês anterior, comprei ingressos para ele e minha mãe assistirem comigo e meu namorado a Ringo Starr e sua All Starr Band. Ultimamente, seu sorriso de felicidade estava viciado por estar atrelado aos DVDs que costumo dar. Mas, naquela madrugada, saímos da Barra da Tijuca com mais comentários do que nunca (meu pai sempre gosta de tecer os seus enquanto seus ídolos estão no palco, mesmo quando os vê pela televisão). Além de ver um ex-Beatle de perto, encontrou vários sessentões da sua turma. A alegria se estendeu até o dia seguinte, quando recebi um e-mail típico deste engenheiro civil apaixonado por música e inimigo da internet: em papel timbrado anexado à mensagem, com belíssimas palavras, mostrou que o esforço que fiz para pagar os tickets mais caros, os da pista VIP, valeu a pena.

Meu namorado… Bom, CD e DVD, não adianta dar. Ele faz a linha “baixo tudo”.  O gato ganhou duas câmeras fotográficas alternativas (uma com lente olho de peixe e uma que faz quatro fotos ao mesmo tempo), mas não pode reclamar de não ter ganhado um presente musical.  Já que estamos perto do ano novo, vale um mini flashback de retrospectiva… Este ano, o levei a grandes shows. O melhor presente veio no dia do seu aniversário: um ingresso para assistir à banda de rock que mais marcou sua adolescência, Red Hot Chili Peppers. Teve ainda vários outros nomes em outros dias de Rock in Rio, Lynyrd Skynyrd no SWU, concertos incríveis na MIMO (Mostra Internacional de Música em Olinda), atrações diversas no Lupaluna… Isso sem contar os eventos fora dos festivais: Mundo Livre S/A, Zé Ramalho, Eric Clapton (!!!), Ringo, Tom Zé, Totonho e os Cabra, A Cor do Som, Tony Tornado (!!!)… ai, chega! Impossível lembrar de todos! Foi bom, né, meu amor?

E, finalmente, chegou o grande dia da distribuição. Enquanto Papai Noel deixava bonecas variadas e uma guitarra das Princesas para a filha do meu irmão, eu comecei a tirar os embrulhos feitos por mim do saco. Para minha progenitora, DVD e CD de André Rieu e o kit de Elymar Santos cantando sucessos de Alcione. Que mistura, hein, mãe?!  No dia seguinte, ela não tirou o espetáculo do regente holandês da TV e o CD do cantor brega brasileiro do som do carro. Minha sobrinha de um ano e meio levou o DVD do Palhaço Topetão e não esboçou nenhum sentimento. Com uma mãe super adepta da importação via internet de produtos estadunidenses, ela já é uma big fan dos CDs do “Hi-5”. Minha prima de sete pulou de felicidade ao rasgar o papel e dar de cara com Justin Bieber. A irmã de 15 anos, adotada como prima desde que meu primo se casou com sua mãe, ficou com o da Taylor Swift, que julguei ser um fenômeno de sua geração. Dei para minha avó, a matriarca de 96 anos – que tem toda a coleção de Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Francisco Alves e Cyro Monteiro – um DVD de Martinho da Vila, porque há algum tempo ela resolveu se encantar por sambistas “novos”. Bom, perto dos ídolos dela, Martinho é mesmo um broto!

E rolaram outros presentes, que gastariam mais alguns parágrafos desse artigo. Cada um tem um gosto, uma preferência. E é uma delícia tentar entender as personalidades através do que gostam de ver ou ouvir. Não sei se vocês conseguiram sacar algo sobre os que citei no texto. Eu começo 2012 ano com mais certeza de que conheço cada vez melhor as pessoas que estão a minha volta. E a música me ajuda nisso. Um 2012 musical a todos!

Obs.: A imagem foi registrada em 2006 pela grande fotógrafa Wania Corredo, que trabalhou comigo no jornal Extra.

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