E, por falar em irmã de Renato Russo, achei uma relíquia no Youtube: uma entrevista ótima do líder da Legião Urbana, de 1984, para Leilane Neubarth. Delicie-se!
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Carmem com a banda Tantra / Foto: reprodução revista Sucesso
No ano em que o mundo da música está celebrando Renato Russo através do lançamento de mais uma biografia, intitulada “Renato Russo: Filho da Revolução” (Carlos Marcelo, editora Agir), e do site oficial da banda, a irmã do músico falecido em 1996 se lança como cantora. Carmem Manfredini, professora de inglês que já tinha experimentado a função ao gravar “Rocky Raccoon” para a coletânea brasileira “Álbum Branco”, de canções dos Beatles, agora assumiu os vocais do novo disco do Tantra.
Formada por músicos que acompanharam a Legião Urbana em shows e Renato Russo em seus discos da carreira solo (Gian Fabra, Carlos Trilha, Fred Nascimento e Lourenço), a banda lança em julho “O Fim da Infância”, que traz faixas inéditas como “Luz do Dia” e duas regravações: “Rocky Racoon” (Lennon e McCartney) e “Virgem” (Marina Lima e Antônio Cícero).
O terceiro disco da Leela, ainda em fase de pré-produção, trará uma parceria da banda com Fausto Fawcett. A vocalista Bianca Jhordão enviou a letra para o GarotaFM e explicou como tudo aconteceu:
“Nossa parceria rolou aqui, em São Paulo, num dia que o Fausto estava na área. Ele veio aqui pra casa, onde o Leela estava ensaiando e, nesse dia, o Tchago tinha trazido uma música pra mostrar pra gente. Fausto sentou no sofá ouvindo a música que estávamos ensaiando e começou a escrever a letra.”
Eu topo tudo com você
Que tem a manha da surpresa
Que me deixa satisfeita
Toda solta na certeza
Longo beijo
Desafio caos
Amor pra sempre
Slogan compulsivo
Morando em São Paulo há cerca de dois anos, a Leela segue apresentando o show da turnê “Pequenas Caixas”, só que já com músicas novas no repertório. O que mudou recentemente foi o formato do que a banda leva ao palco: além das projeções em telão, há um joystick à disposição da plateia, que é desafiada a vencer o game “Pequenas Caixas” durante a performance da música.
A ideia era tentar ver os gols que deram ao Brasil o tricampeonato na Copa das Confederações. Eu, não. Na verdade, fui chamada à sala porque a primeira cena a ser vista foi Alexandre Pires dançando como Michael Jackson no “Domingão do Faustão”. Simpático. Mas eis que o ex-Só Pra Contrariar fala a maior barbaridade do fim de semana para Fausto Silva: “Elvis Presley foi um grande artista, mas tem muito Elvis Presley por aí: Emílio Santiago… Michael Jackson só teve um.” Também estou triste com a morte de Jackson, mas não vamos meter Elvis nessa história! É nisso que dá ligar a TV no domingo!
Luana e Selton em 'A Mulher Invisível' / Divulgação
Acabo de voltar do cinema e a sensação é a de que assisti à continuação de ‘Clube da Luta’, só que na versão comédia e dublada em português, com Selton Mello interpretando Tarso, o personagem esquizofrênico do Bruno Gagliasso em ‘Caminho das Índias’. Só que, em vez de bater em Luana Piovani (na linha Edward Norton x Brad Pitt), Selton só queria beijar. Não dá para dizer que houve influência da novela de Glória Perez, visto que o filme foi rodado bem antes da estreia da mesma. Mas que Claudio Torres “chupinhou” (como diz um amigo do trabalho) ideias do longa de David Fincher, ah, isso rolou. Mas é bom.
Pra variar, Selton segura bem o espectador como Pedro, o controlador de tráfego “maluco” que é visto beijando o ar (na verdade, a mulher invisível) na boate, no cinema, no restaurante… O corpo de Luana Piovani (Amanda) também manda bem. Vladimir Brichta (Carlos), bom, sou fã desse cara quando ele faz comédia. A tímida Vitória revela uma ótima atriz chamada Maria Manoella e a participação de Fernanda Torres é essencial para a dar a liga nos momentos que poderiam ser os mais dramáticos do filme: com Lúcia, eles acabam sendo alguns dos mais engraçados.
Pedro (Selton Mello) é o próprio Jack (Edward Norton), só que com ares de Tarso - há um momento em que vozes não param de atormentá-lo. Luana Piovani é a versão feminina e mais carinhosa de Tyler Durden (Brad Pitt). O casal segue vivendo a história de amor mais maravilhosa do mundo até que Carlos (Vladimir Brichta), o “amigo-irmão” de Pedro, começa a tentar convencê-lo de que aquela mulher é fruto da sua imaginação. A tendência é o filme acabar como “Clube da Luta”, só que o roteiro faz a curva e ganha um final feliz. Valem a pena as cenas de air kiss e, para os rapazes, o investimento de Luana em dietas e malhação para deixar o corpo na sua mais perfeita forma (ela confessou ter ido para um spa e cuidado da alimentação como parte da preparação). Vai lá e, depois, me diga o que achou.
O que falar de uma banda que é fã de Daft Punk e Backstreet Boys, tem visual de boyband mas toca de verdade, e já levou mais de 1,3 milhão de curiosos ao MySpace, tornando-se a primeira a alcançar tal marca no site de relacionamentos? Ainda é cedo para dizer que a banda Cine é um fenômeno, já que o sucesso ainda está concentrado em São Paulo e em Curitiba e o disco de estreia, “Flashback”, acaba de chegar às lojas. Mas é tarde para reconhecer que, com tanta mistura de estilo e som (rock+pop+eletrônica+coresvibrantes), algo de novo está surgindo na cena brasileira. Se é bom, cabe a você, leitor, decidir. Se a mistura dá certo, também. Mas Diego, o vocalista e principal compositor ao lado do guitarista e programador Dan, está aí para tentar convencê-lo de que merece um minutinho de sua atenção.
- A gente tem como referência os anos 80 e 90. A gente ouve até hoje bandas desta época, tipo A-Ha. Também curtimos Daft Punk, Simple Mind, Ace of Base… O Backstreet Boys tem melodias muito boas! Também gostamos de Skank, Paralamas, Charlie Brown Jr., Jota Quest e Fresno. Se fôssemos dar um rótulo para a Cine, seria power-pop-rock-eletrônico – disse por telefone Diego, ou melhor, Dh, como apelidou uma fã.
A banda foi formada há dois anos em São Paulo, onde os cinco integrantes moram, e este ano abriram shows dos fenômenos teen McFly e Jonas Brothers. O help da rede foi fundamental para que Dh, Dan, o baixista Bruno, o tecladista Dash e o baterista Dave – os três últimos também assumem os backing vocals – chegassem aos palcos já aclamados pela garotada e, segundo Dh, pelos pais:
- A gente não tinha gravadora, então, divulgávamos nosso trabalho pelo fotolog, MySpace e todos os veículos de comunicação da internet que estavam ao nosso alcance. Colocamos nosso primeiro EP no ar e os primeiros shows já começaram cheios. Legal que os pais levam os filhos e depois dizem que ficaram fãs.
O EP trazia seis faixas que estão no primeiro CD do quinteto: “Dance e Não Se Canse”, “Prometa”, “Vem Aqui”, “Flashback” e “A Noite Virou Dia”. Mas, atualmente, a música que está bombando com seu clipe no Youtube é “Garota Radical”, iniciada por um “tchururu” que vai do eletrônico à voz. No vídeo, dá para sacar que os integrantes apostam alto no visual. Cabelos moldados, calças justas, óculos diferentões, tênis de cano alto e cores, muitas cores dão o tom ao estilo (agora de moda) da banda Cine:
- Essa tendência meio inglesa, meio louca está voltado e a gente gosta bastante. Preferimos tons mais coloridos do que o preto e o branco. Acaba sendo proposital porque é importante a banda ter uma imagem.
Sobre o rótulo boyban, isso não só não é um problema para a banda como virou piada nos shows.
- Nossas fãs começaram a brincar com isso e a gente foi na onda. Na introdução do nosso show, rola uma voz robotizada dizendo que está surgindo uma nova boyband. Levo na brincadeira, apesar de achar que sou feio para isso - brinca Dh.
Feio, mas pronto para arrasar corações, né? Com idades entre 20 e 25 anos, quase todos os músicos estão solteiríssimos, para alegria das meninas que vem acompanhando a trajetória da banda Cine.
- Só o Dave tá namorando, o resto tá solteiro e gosta de ir pra balada – diz Dh, de 22 anos, hoje em dia menos baladeiro, mas não por opção. – A proposta da banda é falar de namoro e balada. Fizemos um show numa balada e arrumamos um problemão. Descemos do palco no meio do evento e as meninas rasgaram nossa roupa. Não vamos mais poder fazer.
Assista ao clipe da música ‘Garota Radical’, disponível no Youtube:
Michael Jackson na turnê 'History world tour', em 2004 / Foto: Reprodução internet
De folga, recebi a notícia por um amigo do Jornal do Brasil, através do MSN: “Acho que Michael Jackson morreu”. Minha primeira reação foi colocar aquele monte de “K” que representa uma gargalhada. Não acreditei, juro. Uma hora depois, liga uma amiga e colega de trabalho lá do site d’O Globo: “Ainda bem que estás de folga. Mas mataste dois” (ela falou isso porque morreu hoje também Farrah Fawcett e porque, todo fim de semana em que dou plantão, morre alguém). Gelei. Era verdade! Falei “é, tô sabendo”, mas ainda demorei a crer.
Não que eu fosse uma apaixonada por Michael Jackson. Não! Sempre preferi Madonna. E, na verdade, quando me entendi por gente, ele já era uma figura esquisita. Cheguei a ter nojo em alguns momentos. Mas, depois, o tempo foi passando e eu fui me apegando às bizarrices. Este ano, cheguei a fazer cálculos para saber se seria possível ver um desses 50 shows que ele programou para fazer em Londres. Agora, nem se eu ganhar na loteria.
Morre o músico e mantém-se o mito. Vamos guardar na memória o nariz quase pra dentro, a pele que deixou de ser negra para ficar branca, a imagem do neném sacudido na sacada de um hotel e o legado de ótimas músicas que Michael deixou. Que tenha paz pelo menos em seu descanso!
Ricardo Koctus acaba de lançar seu primeiro CD solo. Com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gerson Barral, o álbum traz o baixista do Pato Fu assumindo os vocais e os violões em 12 canções autorais. “Casa Vazia”, “Quero”, “Querida, Por Favor”, “Se sorri ou se chorei” são algumas das músicas do repertório. Assista ao clipe de “Por Você e Ninguém Mais”, disponível no Youtube:
Diretamente do Studio 94, a banda ECT (Eu, Chris e Taís) anuncia a gravação de quatro musiquinhas para seu primeiro EP. Enquanto Taís e João Pinaud, baixista contratado, fumam um cigarrinho ali fora e o percussionista Jorginho grava sua parte, Chris tenta registrar essa sua primeira aventura num estúdio de verdade: fotos e blog confirmam.
Esqueçam o que está no MySpace, pois nas mãos de Felipe Melo (produção) Guilherme Tettamanti (técnico de som e dono do estúdio), nosso som vai ficar outra coisa.
As mulheres dão o tom ao novo CD de Nando Reis. Quando não é cantando, como Ana Cañas fez na faixa “Pra Você Guardei o Amor” – uma das mais belas do disco –, é através de menções. “Drês” foi lançado já com uma homenagem à ex-namorada do músico no título: “Drês” mistura “três” com “Dri”, apelido de Adriana Lotaif. A moça inspirou também outras duas faixas, “Hi, Dri!” e “Driamante”. Outras duas representantes do sexo feminino importantes na vida de Nando, sua mãe e sua filha, ganham verdadeiras declarações de amor em “Conta” e “Só Praso”, respectivamente.
- No caso da minha mãe, é uma tentativa de transformar a saudade em presença, aproximação. Ela morreu faz vinte anos, de câncer. Minha mãe sempre cantava e eu gostava muito disso. Talvez venha daí meu fascínio por voz feminina – analisa. – Essa música surgiu de forma engraçada. Um dia, eu estava cantando “Por Onde Andei” e surgiu o verso “uma criança sou”. Quando fui escrever “Conta”, bateu uma angústia e lembrei dessa frase, que acabou virando o refrão.
A música dedicada à filha “número dois” (ao todo, são cinco) é um apelo: Nando pede perdão por tê-la magoado. Atriz e VJ da MTV, Sophia Reis é a versão feminina - e um pouco mais careta - do músico. Segundo ele, o ponto de atrito está na semelhança entre os dois: sendo tão parecidos, dentre os irmãos, ela foi a que mais se sensibilizou com as agruras do pai ao longo dos últimos 21 anos, ou seja, desde que ela se entende por ser vivo.
- Fiz músicas para outros filhos, mas essa fala das dificuldades numa relação de pai com filha. É uma espécie de pedido de desculpas. Já abusei do álcool e das drogas e ela percebia e não entendia. Tenho uma natureza às vezes angulosa, às vezes doce. Acho graça em revelar esse traço de imperfeição que todo ser humano tem. Não me sinto melhor ou pior, mas vivo. E tenho um orgulho imenso de todos os meus filhos. Sophia é corajosa, fez um filme com 16 anos… Sou fã – derrete-se.
Capa do CD 'Drês'
“Drês” vem com um recado na contracapa: “Ouvir alto”. Com a ajuda da banda Os Infernais, Nando vai fazer esse barulho ao vivo neste fim e semana (sexta e sábado), no Canecão, no Rio. Acompanhado de Carlos Pontual (violão), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados) e Diogo Gameiro (bateria), ele apresentará “Ainda Não Passou”, “Hoje Eu Te Pedi”, “Mil Galáxias” e “Baby, Eu Queria”, do disco novo. Estão no repertório também sucessos antigos, como “Relicário”, “Por Onde Andei”, “All Star”, “Do Seu Lado” e “Os Cegos do Castelo”.