Arquivo de julho de 2009

Chuva atrapalha, mas não tira brilho do show de Roberto Carlos no Maracanã

domingo, 12 de julho de 2009
Roberto Carlos e o calhambeque azul / Foto: Divulgação TV Globo

Roberto Carlos e o calhambeque azul / Foto: Divulgação TV Globo

O show de Roberto Carlos no Maracanã foi marcado por muita emoção e um certo desconforto causado pela chuva. Ao contrário do que aconteceu quando Madonna subiu no mesmo palco, o que se viu foi uma plateia de açúcar: parte desistiu de ficar para ver o Rei até o final. Soberano, ele disfarçou bem o incômodo (percebido por quem já foi a outros shows). Os súditos que insistiram não se arrependeram. O aniversário de 50 anos de carreira foi de Roberto, mas o presente quem ganhou fomos nós.

Leia matérias publicadas no site d’O Globo:

Chuva atrapalha, mas não tira brilho e show de Roberto Carlos emociona do início ao fim

Famosos levam o lenço, preparados para chorar com show de Roberto Carlos

Confira os 50 anos de carreira do Rei em fotos e depoimentos

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Um clipe muito legal de Bob Sinclair

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Acabei de assistir no Multishow a um clipe antigo e muito legal: “Rock This Party (Everybody Dance Now)”, de Bob Sinclar. No vídeo, um ator mirim encarna diversos nomes da música e as amiguinhas o acompanham. Entre os homenageados estão Beatles, Jamiroquai, John Travolta, Offspring e, claro, Michael Jackson. Vale a pena conferir.

Da Wikipedia:

“Bob Sinclar (Christophe Le Friant, nascido em 10 de Maio de 1967 em Douarnenez, França) é um DJ e produtor francês. É um dos DJs com maior popularidade na Europa. Bob Sinclar é um pseudônimo, retirado de um filme francês de espionagem chamado “Le Magnifique” dirigido por Philippe de Broca.

Em outubro de 2006, foi lançado seu single ‘Rock This Party’. Seus singles mais tocados são ‘Love Generation’ e ‘World Hold On’, que atingiram boas posições dentre os demais DJs do presente. Seus clipes são bem elaborados, e quase todos levam sempre uma boa mensagem. Bob não tem clipes com teor apelativo, em quase todos existem crianças cantando.”

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Percussionista Joca Perpignan promove workshop de ritmo

terça-feira, 7 de julho de 2009
Flyer: clique aqui para ver em tamanho real

Flyer: clique aqui para ver em tamanho real

Joca Perpignan é fera! No palco, ele arrebata até os mais entendidos da percussão. Agora, este brasileiro com raízes em Israel (ele vai e volta, faz shows aqui e lá) quer disseminar seus conhecimentos através de um workshop de RITMO. Se não estivesse tão ocupada (e sem tempo), correria para lá. Quem quiser e puder…

Dentro do estúdio com o ECT (Eu, Chris e Taís): últimas imagens

terça-feira, 7 de julho de 2009
João Pinaud e Taís Salles no Studio 94

João Pinaud e Taís Salles no Studio 94

Já postei imagens do primeiro dia de gravação, com Jorginho Percussa, e um vídeo do terceiro, quando o Baiano (Rodrigo Sestrem) humilhou todo mundo com sua flauta maravilhosa. Um dia após a primeira mixagem, disponibilizo aqui uma foto de João Pinaud, o inventor da Companhia Brasileira de Modinhas de Sacanagem que toca baixo nos shows do Doces Cariocas e, no segundo dia de estúdio, gravou graves incríveis para o EP do ECT (EU, Chris e Taís). Fica também uma foto de Felipe Melo, produtor do trabalho que colocou violão em “Enteléquia”.

Felipe Melo grava violão em 'Enteléquia'

Felipe Melo grava violão em 'Enteléquia'

Estão nesse post mais dois vídeos: de Taís colocando voz em “Pra Falar da Bahia” (momento mágico!) e da gravação de “Olhozinho”, música de Zeca Baleiro que abriu os trabalhos da banda há um ano.

Ah, fica a dica: quem quiser sacar mais ou menos como vai ser a capa do EP, dê um pulo no nosso MySpace. Mas ignore as músicas. Ou melhor, espere até sexta-feira, quando teremos novidades.

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Zélia Duncan abusa da simplicidade e brilha na estreia de ‘Pelo Sabor do Gesto’ em Niterói

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Depois de assistir à estreia da nova turnê de Zélia Duncan no Teatro Municipal de Niterói neste domingo, deu para sacar que não foi à toa que a cantora escolheu colocar “Duas Namoradas” no repertório de seu novo CD, “Pelo Sabor do Gesto”. No show, ora Zélia é cantora, ora é poeta. E as duas facetas ocupam todo o espaço do palco mesmo estando ela apenas no meio dele. “ZD” – como gritaram as fãs nas repetidas vezes em que a cantora pronunciou o “você” do refrão de “Tudo Sobre Você” (“Não sei se eu saberia chegar até o final do dia sem você”) – abusou da simplicidade para brilhar. Sem muitos efeitos, ali, no chão de sua casa, a niteroiense mostrou que o que gosta mesmo é de estar bem acompanhada das duas namoradas de Itamar Assumpção e Alice Ruiz: “a música e a poesia”.

Fernanda Takai sempre faz falta, mas não doeu nem um pouco ouvir “Boas Razões” com o auxílio luxuoso do guitarrista Webster Santos e da baterista Jadna Zimmerman. Também ficou bacana a brincadeira do baixista e diretor musical Ézio Filho e do tecladista e acordeonista Léo Brandão em “Esporte Fino Confortável”, que não teve Chico César presente. Tudo foi muito natural, inclusive a interpretação da música-poema “Felicidade”, de Luiz Tatit, que levou à plateia aos risos:

“Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade”

Ponto alto do show foi quando Zélia interpretou “Todos os Verbos” traduzindo a letra para a linguagem visual dos surdos e mudos. Foi o sabor máximo dos gestos, principalmente porque junto com a música, veio a história: uma fã portuguesa chamada Marta Morgado teria entrado em contato com a cantora e contado que era deficiente auditiva, mas trabalhava a tradução para surdos e mudos usando letras de Zélia.

“Adoro quando alguém me tira da ignorância”, disse ZD.

As homenagens se estenderam a Michael Jackson, a quem Zélia ofereceu “Nem Tudo”, parceria sua com Edu Tedeschi, e a Roberto Carlos. A cantora tirou do baú “I Love You” (RC e Erasmo Carlos) e apresentou em voz e bandolim a canção lado B do álbum de 1971, do Rei (aquele único em que Roberto aparece desenhado na capa). ZD disse que a música é tão desconhecida que… bom, ela deu a entender que a TV Globo não teria transmitido o número caso ela o tivesse apresentado naquele especial só com mulheres dedicado ao Rei, que foi ao ar em maio.

“Se eu tivesse passado naquela seleção, teria sido cortada depois”, brincou.

Primorosas as interpretações de “Telhados de Paris”, do gaúcho Nei Lisboa, e de “Ambição”, de Rita Lee. Entre as antigas, permearam o repertório “Intimidade”, parceria dela e Christiaan Oyens presente no disco homônimo de 1996, “Benditas”, pérola de Zélia e Mart’nália gravada no “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” (2005), e “Flores”, do niteroiense Fred Martins, que está no “Sortimento” (2001).

Terceiro dia de gravação: nós somos os personagens do Mágico de Oz

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cá estamos nós, na casa-estúdio de Guilherme Tettamanti, para gravar sopros e vozes. Extasiados com o pife do Baiano – vocês precisam vê-lo gravando; dá vontade de voar – descobrimos que é porque temos personalidades tão diversas que estamos juntos nessa missão ECT (Eu, Chris e Taís). Baiano diz que é o “Estampalho” (ele não consegue mais falar sem trocar as consoantes: na verdade, ele é o Espantalho), Taís é o Leão Coragem (porque chora) e eu sou o Homem-Lata (tento ser durona, mas tenho um coração). Na companhia da incentivadora Robertinha Felitte, que decidiu ser a Dorothy, estamos fechando mais um ciclo. Veja abaixo o vídeo que acabei de fazer do Baiano:

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Prêmio da Música Brasileira é marcado pela colaboração de artistas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

RIO – Depois de ter sua realização ameaçada pela falta de patrocínio, a 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que aconteceu na noite de quarta-feira no Canecão, ficou marcada pelo espírito de colaboração entre os artistas. Eles atenderam ao chamado de José Maurício Machline, idealizador e condutor do evento, que tratou de agradecer à classe ao fim da cerimônia. Os principais vencedores da noite foram Zeca Pagodinho e Chico César, que receberam três prêmios cada.

“Queria agradecer a presença de todos vocês nesta noite muito especial. Sem o apoio dessas pessoas não seria possível a realização do prêmio este ano, em que tivemos recorde de trabalhos inscritos”, disse.

Este ano, o Prêmio da Música Brasileira recebeu inscrições de 809 CDs e 137 DVDs participantes. Destes, foram selecionados 103, divididos em 16 categorias.

Confira a lista completa dos premiados da noite

Enquanto Machline falava, diversos nomes eram exibidos num telão. Entre eles os do titã Charles Gavin, da cantora Fabiana Cozza e do pianista Cristovão Bastos, jurados do prêmio, da atriz Fernanda Montenegro, apresentadora da noite ao lado de Marcello Antony e Aloísio de Abreu, roteirista da cerimônia, e do cenógrafo Gringo Cardia (diretor de arte do evento). Machline ressaltou que o prêmio é, em si, um grande tributo à música brasileira:

“Nosso objetivo é buscar qualidade tanto através de artistas consagrados como de artistas desconhecidos. Este ano trouxemos Zabé da Loca, que não teria chance de aparecer se nao fosse o prêmio.”

A tocadora de pífano Zabé da Loca, uma pernambucana de 85 anos, 27 dos quais passados numa gruta (ou loca) na Paraíba, foi a vencedora na categoria revelação. Durante as cerca de duas horas do evento, o Prêmio da Música Brasileira consagrou tanto artistas conhecidos, como Milton Nascimento (dois prêmios na categoria MPB) e Zeca Pagodinho (três troféus na categoria Samba) como músicos que lançaram trabalhos independentes, caso de Renata Rosa, melhor cantora na categoria Regional com o álbum “Manto dos sonhos”, ou DJ Dolores, vencedor na categoria Eletrônico pelo disco “1 real”.

O paraibano Chico César viu seu “Francisco forró y frevo” ser premiado como Projeto Visual e melhor disco Regional. Ele também foi escolhido melhor cantor Regional e saiu do Canecão como um dos grandes vencedores da noite.

“Acho que esse prêmio é raçudo. Foi trocando de patrocinador, depois perdeu e mesmo assim continuou. E tem que continuar independentemente de tudo, porque a música também continua”, disse ele.

“Só de o prêmio existir já está bom. Está difícil no mundo inteiro o negócio da música. Ainda bem que o Zé Maurício não deixou o prêmio morrer”, completou Milton Nascimento.

Paula Toller, vencedora na categoria melhor cantora de Pop/ Rock, estava especialmente realizada:

“Eu ganhei o prêmio de Revelação em 1998, quando lancei meu primeiro CD solo. E agora é muito legal estar aqui, com o meu segundo disco solo. É um reconhecimento ao trabalho dos artistas, que às vezes é muito chato nos bastidores. Mas tudo vale a pena, porque quando a gente sobe no palco vai para outro planeta.”

Durante a cerimônia, diversos artistas subiram ao palco do Canecão para homenagear a cantora Clara Nunes. Entre eles Maria Bethânia, que interpretou “Canto de areia”, e Lenine, que dividiu com o filho João Cavalcanti uma releitura de “O mar serenou”.

Ao fim, um emocionado Machline abriu o coração para a plateia.

- Eu amo este prêmio.

Veja as homenagens a Clara Nunes que rolaram durante a noite:

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Rita Ribeiro registra ‘Tecnomacumba’ em DVD e recebe Maria Bethânia no palco

quarta-feira, 1 de julho de 2009

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O projeto Tecnomacumba começou despretensiosamente, com Rita Ribeiro fazendo uma temporada curta, no Rio de Janeiro. Quando a cantora se deu conta, já estava há quatro anos apresentando o mesmo show (e vendo a plateia crescer). O disco foi lançado em 2006 e o DVD, intitulado “Tecnomacumba – A Tempo e ao Vivo”, será gravado em tempo, na próxima sexta-feira, dia 3 de julho, a partir das 21h, no Vivo Rio. Para quem não tinha mais esperanças de ter Rita dentro de casa…

“Tudo acontece no tempo certo e a hora é agora! A ideia original era fazer um mês de shows no Rio, com participações especiais de alguns artistas que admiro, e fiquei quatro anos em cartaz e ainda lancei o CD em 2006 pelo meu selo, Manaxica, com distribuição da gravadora Biscoito Fino.Com o passar do tempo, fui verificando que o projeto tinha vida e força devido ao grande apelo do público em todo o Brasil. Tenho feito vários shows pelo Brasil e as pessoas estão sempre perguntando pelo DVD do ‘Tecnomacumba’. Sempre que canto as canções do projeto nesses shows, rola uma comoção geral da plateia, o que me estimula bastante a seguir em frente com ele”, diz Rita, animada.

Este será o primeiro DVD solo de Rita Ribeiro em 20 anos de carreira (entre os discos estão “Rita Ribeiro”, “Pérolas aos Povos” e “Comigo”). A cantora maranhense gravará canções já conhecidas dos fãs de “Tecnomacumba” e outras pérolas do cancioneiro popular. No repertório estão “Domingo 23” (Jorge Benjor), “Babá Alapalá” (Gilberto Gil), “Oração do Tempo” e “Iansã” (ambas de Caetano Veloso), “Coisa da Antiga” (Wilson Moreira e Ney Lopes), “É D’ Oxum” (Gerônimo e Vevé Calazans), “Rainha do Mar” (Dorival Caymmi) e “Cocada” (Antonio Vieira). A convidada da vez é ninguém menos que Maria Bethânia.

“Minha grande alegria é poder está de volta com um show que adoro fazer e, poder compartilhar essa alegria com meu público, sempre atento e carinhoso comigo. Além disso, e tão importante quanto, é ter a participação especialíssima de uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos. Terei também as participações especiais dos bailarinos Kiusam de Oliveira e Cridemar Aquino, além do Tambor de Crioula As Três Marias”, adianta.

Paralelamente à gravação do DVD, Rita Ribeiro segue trabalhando na elaboração do projeto “(Sub)Urbano Coração”, que vai virar um CD em breve, e na finalização para lançamento do DVD “Três Meninas do Brasil”, no qual dividiu o palco com Jussara Silveira e Teresa Cristina. Ela agradece ao “Tecnomacumba” pelo público que conquistou.

“O ‘Tecnomacumba’ sem dúvida deu maior visibilidade ao meu trabalho e o fato de após quase seis anos de projeto ainda existir um grande interesse pelo mesmo, afirma o quanto as pessoas ainda estão envolvidas e fiéis ao projeto, o que me deixa muito feliz. Nunca deixei de fazer ‘Tecnomacumba’, apesar de tê-lo encerrado oficialmente em dezembro de 2007. Os convites pra fazê-lo continuam acontecendo e acho que ainda há muito a fazer na divulgação do projeto”, diz.

Para Rita, “Tecnomacumba” não é simplesmente um show, mas uma intervenção cultural.

“Pretendo retomar aquele sentido amplo que a música tem para os negros africanos e para o povo de santo – o de que a música não se presta apenas à fruição estética e ao prazer; ela é meio de transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações, logo, fundamental para a cultura de um povo – e ressaltar que a MPB deve muito às religiões afro-brasileiras.Sendo assim, acredito que as coisa vão se complementando no processo de trabalho e, paralelo a isso, continuo desenvolvendo outros projetos, como ‘Três Meninas do Brasil’ e ‘(Sub)Urbano Coração’”.

Para finalizar a entrevista, Rita convida a todos para se juntar a ela e soltar o corpo na sexta-feira:

“Será, sem dúvida, uma grande festa com a benção de todos os santos e orixás. Saravá!”

Gravação do DVD ‘Tecnomacumba – A Tempo e ao Vivo’
Data: 03 de julho (sexta-feira)
Abertura da casa: 20:30h
Horário da apresentação: 22h
Local: Vivo Rio (Av Infante Dom Henrique, 85)
Capacidade: 4.374 lugares
Ingresso: R$ 40

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