Se o primeiro single é assim, imagine o resto… Não sei se estou ficando velha demais, mas achei a música da dupla Pacto - formada ela ex-BBB Josy Oliveira e Marlos Vinicius - meio que “old fashioned”. Voltei à adolescência nas matinês dance music regidas por Donna Summer, Undercover etc. Isso ainda está na moda? Onde toca esse tipo de música, alguém sabe me dizer? “Fall in Love Again” foi produzida por Rick Bonadio (responsável por criar o grupo Rouge, alçar o NX Zero à fama e produzir o último CD do Titãs) e está no disco de Josy e Marlos, que sai ainda este ano. Na foto, destaque para o visú fatal da loira. Abaixo, trecho retirado do Youtube:
Arquivo de agosto de 2009
O primeiro single da dupla Pacto, da ex-BBB Josy Oliveira: fora de moda
segunda-feira, 31 de agosto de 2009A difícil (mas recompensadora) arte de produzir um show ou Os dez mandamentos da produção
sábado, 29 de agosto de 2009Todo mundo pensa que músico só se diverte. Manter uma banda não é mole, não. Até ter uma carreira consolidada e poder bancar os custos de uma produção bem feita, quem tem que meter a mão na massa é você mesmo! E cada show é um trabalhão que dá. Desde marcar até receber a prestação de contas (e isso muitas vezes acontece dias depois do show), vai tempo. Nesta sexta-feira (28.08.09), vivi uma experiência diferente. Ralei muito, mas achei o esquema muito bacana!
O ECT (Eu, Chris e Taís) foi convidadao a se apresentar no Parada da Lapa, bar anexo à Fundição Progresso. Foi uma honra, afinal, quase sempre éramos nós que corríamos atrás dos produtores das casas onde gostaríamos de fazer show. Foi legal termos conseguido agendar para 28.08, dia em que a banda faria aniversário de um ano. Como já queríamos uma data para lançar nosso primeiro EP (lembra que estávamos em estúdio gravando?), aproveitamos a oportunidade e decidimos investir pesado na divulgação.
Data agendada, montei a estratégia. Pensei, primeiro, nas tarefas que deveria comprir para que o show fosse bem-sucedido. Depois, listei os dez mandamentos da produção:
1 - Convidar artistas para participações especiais (numa data tão especial, é sempre legal ter por perto pessoas que fazem parte da história da banda). Para este show, conseguimos que a feríssima Rejane Luna subisse ao palco antes da gente e fizesse um show inteiro de MPB, e que Felipe Melo - produtor do EP e primeiro “Eu” da banda - tocasse duas com a gente (”Enteléquia” e “Geni e o Zepelin”). Companheiros na Cia Mulungo do “Eu” atual Rodrigo Sestrem, Leo Pinheiro e Mineiro cantaram duas com nosso flautista. Ainda tivemos o imenso prazer de ter Jam da Silva participando de “O Pedido”, música dele e de Júnio Barreto que está no nosso repertório (mas essa participação foi de surpresa e no improviso);
2 - Adaptar o release da banda e preparar um novo, acrescentando informações sobre o show, e fazer um flyer;
3 - Montar o material de divulgação (num e-mail, coloco sempre release no corpo, flyer e foto em anexo);
4 - Montar um mailing de jornalistas para os quais é legal mandar o material de divulgação;
5 - Enviar e-mails para jornalistas e amigos, fazer o follow (no caso de jornalistas, é sempre bom ligar para saber se eles receberam o material. É útil tentar convencê-los de que vale a pena dar destaque para este evento);
6 - Pensar em como organizar a banquinha de vendas de CDs e bottons (o ECT agora tem EP e botton!);
7 - Marcar passagem de som com o técnico da casa de shows e não esquecer de levar os equipamento e de cobrar que o resto da banda leve o seu (acreditem, às vezes, por esquecimento, a gaita não vai e as cordas de violão não são substituídas);
8 - Pensar no figurino;
9 - Ensaiar, claro, sempre e muito (isso inclui passar e repassar as músicas para o baixista e a percussionista… no nosso caso, Serjão Alaúde e Tatá Ogan, que toparam encarar esse desafio com a gente e se saíram maravilhosamente bem);
10 - Subir ao palco e gozar (essa é a hora da diversão)!
Desta vez, que sorte! O Parada da Lapa tem equipe responsável pela divulgação e pela distribuição de flyers. Fora isso, tivemos o auxílio luxuosíssimo de Pedro Henrique Felitte, nosso projeto de produtor (eu e Taís estamos treinando o moço para assumir parte da produção), e Nill Moreira (nosso make-up e hair stylist).
Como vocês puderam ler, deu tudo mais do que certo. O show foi anunciado na coluna d’O Globo “Discolândia”, de Antônio Carlos Miguel (Segundo Caderno), na coluna “Qual é a Boa?”, do Megazine (O Globo), no blog MPBPlayer, comandado por Leonardo Lichote no site de O Globo, em vários veículos da internet (entre eles, o e-mailing Showbusiness, que é recebido por mais de 60 mil pessoas diariamente). O Parada da Lapa ainda fechou promoção com o jornal Extra e nossa foto saiu com destaque. A casa estava cheia e as pessoas elogiaram bastante. Ainda conseguimos vender uns disquinhos…
Produção dá trabalho, mas, se bem feita, vale muito a pena.
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O dia em que segurei na mão de Belchior no avião… e com medo
terça-feira, 25 de agosto de 2009A reportagem exibida pelo “Fantástico” neste domingo sobre o sumiço de Belchior rendeu bons momentos nesta segunda-feira (assista aqui). Não! Ninguém comemorou o desaparecimento do cara. Pelo contrário! Perder Belchior é perder uma figura importantíssima da nossa música! Mas é que a repercussão foi enorme no meu telefone celular, Orkut etc. O que teve de gente apurando se eu sabia do paradeiro do homem… Bom, essa é uma história longa, mas vou tentar resumir.
Fui convidada, em maio 2006, a fazer a cobertura da Festa Nacional da Música de Canela (RS) para o jornal Extra, onde trabalhava na época. Eram diversos artistas participando de encontros, palestras, shows etc… antigos se juntavam a novos, pagodeiros conversavam com roqueiros, e assim o evento foi rolando, durante quatro dias. No primeiro, esbarrei com Belchior. Abordei ele para uma entrevista: “Belchior?”
“Parla italiano?”, perguntou ele.
“Sì, un poco”, respondi.
E aquele homem com pinta de galã mexicano começou a falar um italiano perfeito! Pedi para que voltássemos à nossa língua, já que meu italiano ainda não estava afiado para entrevistas. Lá fomos nós aos minutos de papo. Esbarramo-nos todos os dias do festival. E, sempre que nos separávamos, eu pensava: “Puxa, devia ter tirado uma foto com ele. Este cara é um ícone!” Mas eu sempre esquecia. Eis que, ao final de tudo, encontrei Belchior no lugar mais propício para se fazer uma foto de recordação: o avião! E lá fui eu, abordá-lo novamente:
“Belchior, posso tirar uma foto com você aqui no avião, segurando a sua mão e com medo?”
Ele riu e me recebeu no banco ao lado. Depois, voltamos a conversar por telefone, para outras entrevistas, e, à medida em que ia me sentindo mais à vontade, fui trocando mais ideias com ele em italiano. Nesta segunda-feira de luto pelo sumiço dele, muitos amigos lembraram que nossa relação ficou “próxima” durante os dias que se seguiram.
Abaixo, a letra da música que inspirou a foto acima:
Foi por medo de avião
Que eu segurei pela primeira vez na tua mão
Um gole de conhaque, aquele toque em teu cetim
Que coisa adolescente, James Dean
Foi por medo de avião
Que eu segurei pela primaira vez na tua mão
Não fico mais nervoso, você já não grita
E a aeromoca, sexy, fica mais bonita
Foi por medo de avião
Que eu segurei pela primaira vez na tua mão
Agora ficou fácil, todo mundo compreende
Aquele toque Beatle, I wanna hold your hand
Agora ficou fácil, todo mundo compreende
Aquele toque Beatle, I wanna hold your hand
Obs.: O site Palma Louca já vem procurando Belchior há mais tempo que o “Fantástico”.
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Sambapunk e Circo Voador apresentam Nervoso e Os Calmantes no ‘Papo no Palco’
domingo, 23 de agosto de 2009O primeiro vídeo da série “Papo no Palco”, produzida pelo site Sambapunk em parceria com o Circo Voador, já está no ar: assista a Nervoso e os Calmantes falando sobre carreira, cena musical e muito mais. Lembrando que fiz uma das câmeras e a edição deste trabalho. A entrevista é de Adilson Pereira, editor do Sambapunk. E aí, curtiu?
Maracangalha homenageia o Rei neste sábado
sexta-feira, 21 de agosto de 2009Multishow não tem ‘grande vencedor’: banda Cine surpreende jornalistas
quarta-feira, 19 de agosto de 2009O prêmio Multishow, realizado no Citibank Hall do Rio de Janeiro e exibido pelo canal na noite desta terça-feira (18-08), não teve um grande vencedor nesta 16a edição. Marisa Monte (Melhor DVD por “Infinito ao meu redor” e Melhor Cantora) e Skank (Melhor Clipe por “Ainda gosto dela” e Iniciativa) levaram dois troféus cada um e os outros artistas ficaram divididos. A Revelação no prêmio e para os jornalistas cariocas (leia aqui) foi a Banda Cine, que é fenômeno em São Paulo e já começou a traçar seu caminho pela cidade maravilhosa também. Isso ficou claro por causa das fãs presentes no local. O blog GarotaFM falou sobre os meninos quando o primeiro CD foi lançado (leia aqui).
Confira abaixo a lista dos vencedores do prêmio Multishow:
Melhor DVD - Marisa Monte, por “Infinito ao meu redor”
Melhor instrumentista - Deborah Teicher, da Banda Scracho
Melhor show - “Multishow ao vivo”, Capital Inicial
Revelação - Banda Cine
Melhor música - “Amado”, de Vanessa da Mata
Melhor cantora - Marisa Monte
Melhor CD - “Agora”, Nx Zero
Prêmio iniciativa - Skank
Melhor cantor - Seu Jorge
Melhor clipe - “Ainda gosto dela”, Skank
Melhor grupo - Fresno
Categoria TV Zé (vídeos da audiência) - “Dalila”, de Ivete Sangalo, por Kadu Gauer
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Arranjador de Bethânia há 25 anos, Jaime Alem lança primeiro disco solo
terça-feira, 18 de agosto de 2009Só ao lado de Maria Bethânia, Jaime Alem está há um quarto de século. De carreira, ele contabiliza 44 anos. Mas é nesta terça-feira que o arranjador e violeiro sobe pela primeira vez ao palco para apresentar o repertório de um trabalho solo seu. “Dez Cordas do Brasil” (selo Repique Brasil) é um disco só de viola. O lançamento não foi exatamente a realização de um sonho antigo, mas algo que faltava em sua história, o caminho natural que todo músico costuma seguir. Nesta terça-feira, no Teatro Oi Casa Grande, Jaime Alem incorpora um solista pela primeira vez, mostra que tomou o rumo certo e ainda recebe a rainha baiana, Marcelo Costa e Nair Cândida para participações.
“A verdade é que nunca me achei um solista. Sou mais apegado a orquestrações. Adoro escrever para orquestra e sonhava em um disco com vários músicos. Mas o custo é alto. Tom Jobim vendeu uma casa no Rio de Janeiro para gravar ‘Stone flower’. Não tenho essa coragem nem esse talento. Mas aí veio a história da viola. Comecei a tocar nos shows de Bethânia, ela incentivou e passei a ser cobrado. ‘Por que você não faz um disco?’, perguntavam. Chico Adnet surgiu querendo produzir e eu comecei a gostar da ideia quando já estava no estúdio, compondo”, explica Alem.
É claro que, apesar de o disco “não estar na pauta”, vê-lo pronto causou certa emoção no músico. Além de render elogios e reconhecimento, a bolachinha faz Jaime Alem lembrar da sua infância e de seus primeiros contatos com a viola.
“Quando o disco saiu, falei: ‘Não acredito que tô com isso na mão!’”, conta o músico, que é mineiro, mas passou a adolescência no interior de São Paulo. “A viola permeava meu dia-a-dia quando era criança, em Ouro Fino, e depois, mais velho, em Jacareí. Essas coisas da infância marcam… Eu gostava de Beatles e Rolling Stones, mas ouvia Dolores Duran, Tom Jobim, música francesa, música italiana… Eu gostava de tocar guitarra, mas a viola também me pegava. Com 18, me dediquei a ela.”
Jaime Alem começou a tocar aos 16 anos, em Jacareí. Aos 18, mudou-se para o Rio, onde conheceu Maria Bethânia e virou o braço direito da cantora. Ele já dirigiu mais de 15 discos dela.
“Eu e e Bethânia temos um link. Somos plugados um no outro. Além de escrever os arranjos para ela, consigo às vezes transformar em música ideias que ela tem. Ela é uma das grandes incentivadoras da minha viola”, diz Alem.
Foi com Bethânia que o arranjador voltou a ter contato mais próximo com o instrumento. Quando a cantora gravou o álbum “25 anos”, em 1990, a viola de Jaime Alem estava lá. Depois, em “Olho d’água” (1992), também. O som encantado dos acordes abriram “Maricotinha”, em 2001. E, depois de “Brasileirinho” (2004), a viola passou a ser imprescindível nos discos e shows da baiana:
“Ela só diz assim: ‘Jaime, pegue a violinha.’ Bethânia é criativa e não para de ter ideias. É muita afinidade.”
Apesar de “Dez Cordas do Brasil” ser um disco instrumental, o sow terá vozes também. Bethânia cantará “Tristeza do Jeca”, “De papo pro ar” ou algo parecido (sujeito a mudança, comentou Jaime na entrevista). Com Nair Cândida, esposa de Alem e cantora, o músico apresentará parcerias recentes – o casal lançou em 1975 “Jaime e Nair”, que foi reeditado em 2001. Marcelo Costa também sobe ao palco para um número “planejado há anos” por ele e Jaime. E o público poderá conferir a performance de Jaime Alem com nada menos que cinco violas.
“São algumas caipiras, um violão de 12 cordas, mais o violão de nylon. Uma viola tem a afinação diferente da outra. Mas eu não sou violeiro tradicionalista. Sou um músico que aprendeu a tocar viola. Nem sou violeiro, na verdade. Tiro som com unha, baqueta, varetinha, moeda… Só não vou colocar distorção nem chorus. Exploro a viola de maneiras diferentes do que um caipirinha legítimo faz.”
Show Jaime Alem em “Dez Cordas do Brasil”
Dia 18/08, às 21h, no Teatro Oi Casa Grande (Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon - 2511-0800). Preços: R$ 40 a R$ 80
Tibério Gaspar homenageia o criador dos festivais da canção no Sarau Criar
segunda-feira, 17 de agosto de 2009A convite do amigo Carlos Mills, do selo Mills Records, fui parar neste sábado no Sarau Criar, organizado por Omar Marzagão e Glad Azevedo. O primeiro é ninguém menos que o filho de Augusto Marzagão, o criador dos festivais da canção; o outro, além de produtor, faz parte do grupo Voluntários da Pátria (ao lado de Tico Santa Cruz). Para celebrar esse grande incentivador da música brasileira (o pai Marzaga), quase toda semana, a dupla reúne em um belíssimo apartamento do edifício Chopin, na Avenida Atlântica, uma turma interessada em t(r)ocar: mostrar seu trabalho, assistir aos trabalhos dos outros e/ou, quem sabe, firmar parcerias. Sempre há um convidado especial. Nesta última edição - a décima-sexta - Tibério Gaspar foi a estrela da noite. Além de tocar no violão seus maiores sucessos - “Sá Marina” (gravada por Wilson Simonal), “BR3″ (estourada com Toni Tornado) e “Teletema” (marca registrada de Evinha em carreira solo) -, o compositor contou um pouco de história da época dos festivais. Assista a trechos nos vídeos abaixo:
Doces Cariocas: nervosismo e belas canções na gravação do primeiro DVD
sexta-feira, 14 de agosto de 2009Pierre Aderne e Alexia Bomtempo subiram ao palco do Teatro Tom Jobim nesta quinta-feira (13/08/09) nervosos para a gravação do primeiro DVD do Doces Cariocas. O monitor deu defeito durante a passagem de som, fazendo com que o show previsto para 20h30 começasse perto das 22h. Foram necessárias quatro músicas para que o casal relaxasse e prosseguisse mostrando as belas composições gravadas no CD lançado em 2008 e premiado este ano. Pierre e Alexia, ou melhor, os Doces Cariocas receberam no palco Simoninha, Anna Luisa, Edu Krieger e Luis Carlinhos para participações (belíssimas). No final, todos cantaram juntos (veja vídeo abaixo). Nota zero para o monitor e nota oito para a dupla, que perdeu esses dois pontinhos apenas por não ter conseguido ter jogo de cintura para agir com naturalidade.
Artistas em clima de celebração na gravação do DVD ‘Baile do Simonal’
quarta-feira, 12 de agosto de 2009O mais bacana da gravação do DVD “Baile do Simonal”, que teve Simoninha e Max de Castro como anfitriões na noite desta terça-feira (11/08/09), no Vivo Rio, foi o clima de alegria e comemoração entre os artistas convidados. Maria Rita chorou de emoção ao falar de sua relação (próxima) com a família Simonal.
“Simoninha e Max são quase como irmãos para mim. A gente se conhece desde muito pequeno. Tô até ficando emocionada… Simonal tem uma história muito importante, que fala não só da realidade daquele tempo, mas também do ser humano. Naquele momento, ninguém foi sensível ou capaz de tirá-lo de uma encrenca que não teve necessidade. Ficou uma dívida com aquele artista genial”, disse a filha de Elis Regina.
Por ter acompanhado a história do mestre de longe, Rogério Flausino opinou sem se comprometer. Uma repórter perguntou: “Você tem certeza de que ele foi injustiçado?”
“Eu não posso ter certeza, mas sempre ouvi na minha casa: ‘Não acredito muito, não’. E todo mundo dizia: ‘Eu também não.’ Muito tempo se passou, mas eu nunca acreditei, não. Acho que teve uma vontade geral que isso fosse verdade, mas acho que não é.”
Sobre “Meia-volta (Ana Cristina)”, o vocalista do Jota Quest comentou:
“A música que o Max escolheu pra mim, eu não conhecia. Fala de dar a volta por cima. Ele disse que eu ia defender ela bem. Ouvi e faz uns 15 dias que só escuto essa música. É bem Jota: simples e otimista.”
Simoninha era só alegria no camarim, antes do evento.
“Já estou emocionado com o tanto que já trabalhei. A gente tem condição de realizar bem este show. E tenho certeza de que ele (Simonal) está feliz. Quero devolver essa alegria que ele deu pra gente através da música”, declarou o primogênito. “Vou cantar ‘Aqui é o país do futebol’ e ‘Tributo a Martin Luther King’, que ouvia muito quando era pequeno. Dedico esta ao meu pai e aos meus filhos (os gêmeos Tom e Gabriel, de três anos).”
Simoninha foi elegante ao falar sobre a suposta “injustiça” sobre Simonal, debatida no documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal:
“Uma brincadeira que aprendi com Jorge Ben Jor é dizer que não me preocupo com isso. Me preocupo em fazer com que a música de Simonal esteja cada vez mais dentro das pessoas. Como Max disse no fim do filme: ‘A gente está aqui para celebrar a alegria que ele nos deixou’.”
Max de Castro engrossou o coro:
“A gente está muito feliz com tudo o que vem acontecendo. Nada é forçando a barra. Fomos pegos de surpresa porque a ideia surgiu do presidente da EMI, Marcelo castello Branco, que curtiu o filme e nos perguntou se tínhamos interesse. Ligamos para algumas pessoas que nem têm ligação direta com Simonal e sentimos um feedback positivo. Refizemos alguns elos. Lulu Santos, por exemplo, disse que tinha 14 anos quando foi ao show do meu pai no Maracanãzinho, em 1969. Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso) contou que encontrou o Simonal no aeroporto, uma vez. D2 trouxe os filhos para a passagem de som porque eles vivem cantando ‘Nem vem que não tem’. Modéstia à parte, fomos felizes na escolha das músicas. D2 está cantando essa, que tem super a ver com ele. Os meninos do Exaltasamba (Péricles e Thiago) ficaram com o samba ‘Na galha do cajueiro’. A produção deu trabalho, mas valeu a pena”, disse Max.
Previsto para ser lançado pela EMI ainda este ano, o DVD tem direção do casseta Cláudio Manoel e os filhos do “rei da pilantragem” na direção musical e e produção.
Veja o set list do show:
1 – LULU SANTOS ZAZUEIRA (virtual)
2 – OS PARALAMAS MUSTANG COR DE SANGUE
3 – ED MOTTA LOBO BOBO
4 – MART’NÁLIA MAMÃE PASSOU AÇÚCAR EM MIM
5 – FREJAT VESTI AZUL
6 – FERNANDA ABREU NA TONGA DA MIRONGA DO CABULETÊ
7 – ROGÉRIO FLAUSINO MEIA-VOLTA (ANA CRISTINA)
8 – SIMONINHA AQUI É O PAÍS DO FUTEBOL
9 – SIMONINHA TRIBUTO A MARTIN LUTHER KING
10 – SAMUEL ROSA CARANGO
11- MARIA RITA QUE MARAVILHA
12 – MARCELO D2 NEM VEM QUE NÃO TEM
13 – MAX DE CASTRO MEU LIMÃO, MEU LIMOEIRO
14 – MAX DE CASTRO MENININHA DO PORTÃO
15 – DIOGO NOGUEIRA ESTÁ CHEGANDO A HORA
16 – SANDRA DE SÁ BALANÇO ZONA SUL
17 – ALEXANDRE PIRES SÁ MARINA
18 – PÉRICLES E THIAGO NA GALHA DO CAJUEIRO
19 – CAETANO VELOSO REMELEXO
20 – SEU JORGE PAÍS TROPICAL
21 – ORQUESTRA IMPERIAL TEREZINHA








