Arquivo de setembro de 2009

A história de um curitibano que construiu seu próprio ukelelê

sábado, 19 de setembro de 2009

Na ficha técnica do primeiro disco da banda Gentileza - que tem produção de Plínio Profeta e está prestes a chegar ao mercado – o nome de Emílio Mercuri (no vídeo, à direita) vem acompanhado de nada menos que seis instrumentos de cordas mais o backing vocal. Entre guitarra, viola caipira, violão de nylon, violão de aço e bandolim, está o ukelelê, um instrumento do qual pouco se fala. Ou melhor, do qual pouco se falava até menos de um ano atrás, quando a moda “Beirut” pegou (saiba sobre o show da banda no Rio). O grupo sediado em Nova York abusa do ukelelê em canções como “Elephan Gun” – tema de abertura da minissérie “Capitu”, da TV Globo. Encantado com a sonoridade e não estimulado a gastar muito na obtenção de um igual ao de Zach Condon (vocalista do Beirut), Emílio Mercuri decidiu construir o seu próprio. Com as próprias mãos e R$ 100, em três semanas, este curitibano de 24 anos finalizou seu projeto. O resultado, você vê nos vídeos acima (no qual Emílio aparece ao lado do irmão, Eduardo Mercuri, violonista, guitarrista, cavaquinista e bandolinista da banda Bayaka). Como começa e termina essa história, você lê na entrevista dada pelo músico, abaixo.

GarotaFM: Onde, quando e como você descobriu o ukelelê?

Emílio Mercuri: A primeira vez em que vi um ukelelê deve fazer uns cinco anos…. foi no DVD do “Anthology”, dos Beatles, em que George Harrison e Paul McCartney tocavam dois ukelelês na casa do George (clique aqui). Fui atrás e descobri que trata-se de um instrumento havaiano que teve influência portuguesa. Talvez um primo distante do cavaquinho e com origens na guitarra portuguesa. Descobri que o George Harrison gravou algumas músicas com ele, o que o tornou mais popular mundialmente.

GFM: O que te levou a querer ter um?

EM: Um amigo meu tinha comprado um no Ebay e estávamos gravando um disco da minha banda, a Gentileza, e resolvi tocar o instrumento numa música, a “Sempre Quase”. Gostamos da sonoridade, queríamos experimentar algo mais infantil, com brinquedos, e a combinação ukelelê-cazuo-efeitos-engraçados ficou interessante. Em seguida, tive que devolver o instrumento ao meu amigo. Aí fiquei com vontade de ter um pra poder tocá-lo.

GFM: O que te levou a construir um?

EM: Pesquisei na internet onde poderia comprar um ukelelê. Os preços estavam entre 300 e 400 dólares. Não quis gastar tanto… Pesquisando mais, descobri que existia gente que construía variações do instrumento original – que é parecido com o cavaco, porém com cordas de nylon – como o banjolele ou utilizando caixas acústicas retangulares. Lembrei que tinha uma caixa de charuto cubana do meu pai que era bem resistente. Tinha também uma guitarra de criança, de onde podia retirar o braço. Resolvi construir um! Imaginei que não seria tão complicado e não gastaria tanto.

GFM: Como foi o processo de construção? Que tipo de material usou e em que ‘manual’ de baseou?

EM: Pesquisei um pouco na internet, mas não achei nenhum manual específico de luteria. Acabei descobrindo que existia o curso de Tecnologia de Construção de instrumentos musicais na UFPR (Universidade Federal do Paraná). Acabei mesmo conversando com 2 luthiers, que me ajudaram basicamente em dois pontos: o reforço da ligação do braço no corpo do instrumento (e da tensão que seria causada pela colocação das cordas) e a distância que o cavalete deveria ter ao ser colocado – para que eu pudesse afinar o instrumento sem problemas.

Os materials que utilizei foram: uma caixa de charuto cubana; um braço de guitarra de criança; quatro tarrachas de um violão antigo; um cavalete; um rastilho; um pestana; e algumas ripas de madeira.

Os utensílios utilizados: lixas grossas e finas para madeira; serrote; cola para madeira; chave de fenda; pincel; furadeira; parafusos; verniz para madeira;

GFM: O resultado ficou como você esperava?

EM: Me surpreendi, porque não achei que ia funcionar, por ser uma caixa acústica sem o formato mais adequado. E ficou muito bom. Meu próximo desafio é torná-lo amplificado! Aprendi que um instrumento musical é algo muito delicado. É preciso entender de madeira, de tensões e de acústica. Tem muito de física e matemática na construção de um instrumento. Qualquer mudança pequena na estrutura dele pode influenciar muito o som final.

GFM: Como pretende usar o ukelelê?

EM: Agora dá vontade de usar ele em tudo! Brincadeira! Ele é um instrumento que tem basicamente agudos. Fica boa a combinação da voz com o ukelelê. Pode ser usado para criar melodias também e combina bastante com música latino-americana em geral. Minha ideia é fazer a fusão deste instrumento com vários estilos de música, entre eles o folk, o samba e a música cigana.

GFM: Alguma influência do Beirut ou outras bandas que usem o ukelelê?

EM: O Beirut com certeza teve grande influência, não só porque eles usam o instrumento, mas também pela inspiração que a banda traz, de música característica do Leste Europeu. Fabrizio Moretti, do Little Joy, também usa ukelelê. A Marisa Monte, em seu último disco, tocou ukelelê em ritmos como o samba. George Formby também é influência e George Harrison, claro.

Quem disse que não dá para ser ator e cantor ao mesmo tempo?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

boa

Daniel Boaventura mostra, nesta sexta e sábado (18 e 19/09), que é fácil atuar durante o dia e cantar pela noite. Para quem tem voz, é claro. O diretor da escola de “Malhação”, Adriano, faz o show de lançamento do seu primeiro CD, “Songs 4 U”, no Teatro Rival. Lá, o ator e cantor mostrará tudo o que já sabia e o que aprendeu atuando em grandes musicais, como “A Bela e a Fera” e “My Fair Lady”. No repertório, estão “standards” americanos, como “Hello, Detroit” (Berry Gordy e Willie Hutchison), “I’m in the Mood for Love” (Jimmy Mchugh e Dorothy Fields), “Send in the Clowns” (Stephen Sondheim) e “If” (David Gates).

O show de estréia em SP no final de agosto teve direito a casa lotada e excelentes críticas. A produção do álbum de estreia de Boaventura é de Guto Graça Melo.

Daniel Boaventura lança “Songs 4 U”: Sex e sáb, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia – Tel.: 2240-4469). R$ 60,00 (setor A), R$ 50 (setor B), R$ 40 (os 100 primeiros pagantes). Classificação: 16 anos.

Blog Pitadinhas estreia série com dica da GarotaFM

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

pitadinhas1

O blog Pitadinhas, de Daniela Name, estreou nesta sexta-feira (18/09) a série “Pick up”. Além da dica do DJ Jorge Lz , que comanda o programa semanal Geleia Moderna na rádio Roquete Pinto (RJ), a jornalista postou lá uma dica da editora deste site. Sim, com tantos vídeos legais para sugerir, Christina Fuscaldo fala porque um em especial mexe tanto com ela. Trata-se de “Añoranza Por La Conga”. Nunca ouviu essa música? Clique aqui e dê um pulo lá para ver o vídeo e conferir a relação da jornalista com a música.

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MoMo embarca para primeira turnê nos EUA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Momo em foto de Ariel Martini

Momo em foto de Ariel Martini

Convidado a participar do World Music Festival Chicago, MoMo embarca nesta sexta-feira para os Estados Unidos. Mas o músico não ficará só nos shows dos dias 23 e 24 de setembro. Marcelo Frota passará por 12 estados americanos em 40 dias. Serão 30 shows em teatros, universidades, programas de auditório em rádios, além de apresentações no Nublu e no Pianos, duas casas clássicas de Nova York, e no Empty Bottle e no Schubas, essas duas em Chicago. MoMo (guitarra e violão) será acompanhado por Caetano Malta (baixo, guitarra e casiotone) e Bruno Braggion (bateria).

No festival de Chicago, o músico estará junto a 56 artistas de 32 nacionalidades. O evento acontece há 11 anos e por lá já passaram brasileiros como Otto, Cibelle e Orquestra Imperial. MoMo teve seu disco de estreia, “A Estética do Rabisco”, incluído na lista dos dez melhores de 2007 pelo jornalista Peter Margasak, do “Chicago Reader”.

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Clipe de Pitty tem 1 milhão de views em apenas um mês

quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Pitty na gravação do clipe 'Me Adora' / Foto: Divulgação Otavio Sousa

Pitty na gravação do clipe 'Me Adora' / Foto: Divulgação Otavio Sousa

Desde que entrou em estúdio, a cantora Pitty tem usado a internet, especialmente seu site e seu twitter para divulgar notícias do novo álbum, “Chiaroscuro”.  Foi na “rede” que o clipe de “Me Adora” estreou há cerca de um mês e atingiu a marca de 1 milhão de views em tempo recorde. Além disso, em agosto “Me Adora” foi o vídeo “mais comentado”, “melhor avaliado” e “mais visto” nos canais de música do YouTube.

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Sambapunk e Circo Voador apresentam Big Trep no ‘Papo no Palco’

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O vídeo da série “Papo no Palco” com a Big Trep, produzida pelo site Sambapunk em parceria com o Circo Voador, já está no ar: assista à banda de rockabilly falando sobre carreira, cena musical e muito mais. Lembrando que fiz uma das câmeras e a edição deste trabalho. A entrevista é de Diogo Tirado, do Circo Voador. E aí, curtiu?

Assista também ao ‘Papo no Palco’ com Nervoso e os Calmantes

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‘Viver a Vida’ tem canção inédita de Roberto Carlos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

rei

A nova novela da Rede Globo, “Viver a Vida”, traz em sua trilha sonora uma canção inédita de Roberto Carlos. Intitulada “A Mulher que Eu Amo”, a faixa foi composta e gravada pelo Rei para seu próximo álbum, que deve ser lançado apenas em 2010. Outras seis músicas já foram compostas por ele para o projeto. Já o CD com a trilha da nova novela das 21h deve chegar às lojas, via Som Livre, no mês de outubro. As informações são da Revista Sucesso!

Thalita Rebouças convida leitores a irem à Bienal do Livro

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Rainhas das adolescentes, Meg Cabot e Thalita Rebouças têm encontro emocionante na Bienal

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meg Cabot (com o botton) e Thalita Rebouças (de coroa) / Divulgação / Ricardo Amaral

Meg Cabot (com o botton) e Thalita Rebouças (de coroa) / Divulgação / Ricardo Amaral

O encontro de Meg Cabot e Thalita Rebouças na tarde deste domingo (13/09), na Sala dos Autores – espaço reservado para alguns poucos jornalistas e os VIPs da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro -foi emocionante. Até para quem não é adolescente e/ou desesperada pelas escritoras mais bem-sucedidas da literatura infanto-juvenil dos últimos tempos… As duas queriam se conhecer. E a vontade foi feita. Thalita, que está lançando “Fala Sério, Pai” na Bienal, deu o botton da campanha “Ler É Bacana” para Meg. A americana, autora da série “O Diário da Princesa”, emprestou sua coroa para a autora carioca. E as duas trocaram experiências com fãs (papo de best-seller), falaram sobre roupas, compras e maridos, e comentaram que é surpreendente todo esse sucesso. Do vidro da sala reservada, cumprimentaram a multidão que esperava lá fora: a histeria foi geral.

“Eu nunca imaginei que viria lançar livro no Rio de Janeiro. E as meninas choram quando me veem”, comentou Meg, surpresa.

“É uma emoção muito grande quando essas adolescentes falam delas, contam suas histórias…”, emendou Thalita.

Muito simpática, Meg fez duas sessões de autógrafos neste domingo. As primeiras 400 senhas esgotaram-se às 11h30, uma hora e meia após a abertura da Bienal. Foi necessário disponibilizar um segundo lote de 400 senhas, porque a fila dava voltas no estande da editora Record. Thalita passou o dia na Rocco, assinando e beijando com batom os seus livros e distribuindo bottons. A fila não era menor… No dia anterior, no qual as crianças visitaram a feira com as escolas, houve empurra-empurra e livros voando no estande. O mesmo aconteceu ao lado, na editora Moderna, quando Xuxa chegava para autografar “O Mistério da Feiurinha”.

Leia também: Depois dos políticos, de Mutarelli e de Melamed, Meg Cabot se declara a Clarice Lispector na abertura da Bienal do Livro

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Bienal: Quadrinistas Dash Shaw, Fábio Moon e Gabriel Bá falam de processo produtivo

sábado, 12 de setembro de 2009

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Outro encontro interessante neste sábado foi o do quadrinista americano Dash Shaw com os brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá (Os Gêmeos). Mediados pelo jornalista André Miranda, no Café Literário, eles debateram o tema “Umbigo sem fundo: trauma e trama”. Na verdade, o assunto era… quadrinhos.

“Eu não tinha um roteiro. Tinha ideias, notas, desenhos… pude escolher o que queria incluir no livro e o que não queria. Fiz no meu tempo”, disse Dash Shaw ao ser perguntado sobre como se programou para escrever “Bottomless Belly Button”.

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Os Gêmeos também falaram sobre seu processo criativo e de como o lençol da Turma da Mônica – aquele que tinha os personagens vestidos de astronautas – influenciou sua inspiração (essa parte foi de Gabriel Bá). Quando André Miranda quis saber o que eles achavam mais valioso no quadrinho, Fábio Moon foi enfático:

“A história é a coisa mais importante, porque é o que fica com as pessoas. Os desenhos são usados para contar.”

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário / Divulgação Gingafotos

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário / Divulgação Gingafotos