Pela primeira vez na história, Roberto Carlos irá disponibilizar conteúdo para internet e celular. A estréia digital do Rei acontecerá na próxima sexta-feira (23/10), quando as maiores lojas de música on line e mobile do país terão como destaque a canção “A Mulher Que Eu Amo”, tema de Helena (Tais Araújo) na novela “Viver a Vida”. A ação inédita terá destaque nos principais parceiros digitais da Sony Music. Todas as informações que envolvem a campanha e as lojas onde a música poderá ser encontrada estarão no hotsite (clique aqui).
Arquivo de outubro de 2009
Inédito: Roberto Carlos disponibiliza música para internet e celular
quinta-feira, 22 de outubro de 2009O dia em que dois amigos apresentaram um clássico do sertanejo na reunião budista
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Em São Paulo para acertar alguns trabalhos, aceitei o convite de dois amigos para participar de uma reunião budista que rola perto do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Conheci esses caras em uma viagem – ou melhor, uma das melhores viagens da minha vida – a Cuba. Flávio e End, que se tratam como irmãos, tornaram-se prezadíssimos meus e da família toda: quando vão ao Rio, temos encontros magníficos; toda vez que vou a Sampa, faço questão de encontrá-los. Mas, voltando a esta terça-feira (20/10)… eis que chego na casa do anfitrião e encontro os dois, com o gohonzon (o objeto de devoção da fé na prática do budismo de Nitiren Daishonin) por trás, empunhando violão e viola. Atrasada, perdi parte da cerimônia, mas, em tempo, assisti ao dueto mais bonito da história da nossa amizade: Flávio e End cantaram e tocaram “Chico Mineiro”, um clássico triiiiste de Tonico e Tinoco. End dedicou a canção a seu pai, mineiro, que faleceu no ano passado. Na sequência, puxaram um “Parabéns a você”. Percebi, então, que aquilo passava de uma simples reunião budista: eu estava em uma festa de aniversário comemorada durante o encontro dos seguidores. Que experiência!
Veja Flávio e End em “Chico Mineiro”:
O que incluir/encontrar na grande lista das maiores músicas brasileiras
segunda-feira, 19 de outubro de 2009Recebi, no início de agosto, um e-mail de um dos editores assistentes da Rolling Stone Brasil. Paulo Cavalcanti propunha uma tarefa pra lá de difícil: escolher as 20 maiores canções da música brasileira de todos os tempos. Minha opinião e a de outros (jornalistas, produtores etc) resultariam na grande lista (de 100 músicas) publicada na edição especial de 3º aniversário da revista, nas bancas neste mês de outubro (leia trecho, que está no site da RS). Levei dez dias e, ainda assim, não consegui incluir tudo o que queria. Gosto de muito mais de 20 músicas brasileiras… Mas, como precisava desapegar, não teve jeito. Eis minha lista (com os intérpretes que me interessam do lado):
Panis et Circenses (Mutantes)
Amor (Secos e Molhados)
Avôhai (Zé Ramalho)
Alegria Alegria (Caetano Veloso)
Back in Bahia (Gilberto Gil)
Olha (Roberto Carlos)
Partido Alto (intérprete: Cássia Eller)
Disparada (Jair Rodrigues)
Canto de Ossanha (intérprete: Elis Regina)
Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)
Mestre Jonas (Sá, Rodrix e Guarabyra)
Construção (Chico Buarque)
Faroeste Caboclo (Legião Urbana)
Ai, Que Saudades da Amélia (Ataulfo Alves / Mário Lago)
O Mar Serenou (Clara Nunes)
Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben)
Rua Augusta (Ronnie Cord)
Festa de Arromba (Erasmo Carlos)
Ouro de Tolo (Raul Seixas)
Foi um Rio que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
Do que apontei, entrou na lista das “100 maiores músicas brasileiras”:
Construção (1º lugar)
Panis et Circenses (7º lugar)
Canto de Ossanha (9º lugar)
Alegria, Alegria (10º lugar)
Ouro de Tolo (16º lugar)
Disparada (51º lugar)
Na Rua, na Chuva, na Fazenda (60º lugar)
Foi um Rio que Passou em Minha Vida (75º lugar)
Rua Augusta (99º lugar)
E a dor de ver que esqueci nomes como Rita Lee, Marisa Monte, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Wilson Simonal, Milton Nascimento, Lô Borges, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Maria Bethânia… Bom, deixa pra lá… Vida que segue! Parabéns a Rolling Stone pelo aniversário e que venham mais listas! Tenho que confessar: machuca, mas é gostoso de fazer!
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Banda finlandesa Maria Gasolina ganha espaço na Rolling Stone de outubro
sábado, 17 de outubro de 2009Intitulada “Brasil Gelado”, a matéria sobre a Maria Gasolina, banda finlandesa que chega a seu segundo CD só gravando músicas brasileiras, está na Rolling Stone deste mês (outubro). Corra nas bancas e abra a página 26 da revista! Eu que fiz! Se quiser ler um trechinho, acesse o site ou clique direto aqui.
Clique também:
Maria Gasolina volta a atacar com novas versões em finlandês de músicas brasileiras
Ouça músicas no MySpace da Maria Gasolina
Leia matéria publicada no Megazine em 2006: ‘Na rua, na chuva, na Finlândia’
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Artistas do Sul e banda argentina encerram ciclo de shows do Brasil Rural Contemporâneo
sexta-feira, 16 de outubro de 2009O Brasil Rural Contemporâneo também teve uma noite dedicada ao Sul. Como ser diferente se o ministro do Desenvolvimento Agrário é gaúcho?! A banda de abertura da quinta e última noite de shows no BRC, Patubatê, veio de Brasília, onde Guilherme Cassel está hoje sediado, junto à equipe responsável pelo evento que lotou a Marina da Glória de 7 a 12 de outubro. Na sequência, entrou em cena Arthur de Faria & Seu Conjunto. O grupo recebeu como convidados Maurício Pereira (SP), Hique Gómez (do “Tangos e Tragédias”), Muni, Wander Wildner (Rei!), Vanessa Longoni e Luciana Costa (todos do RS), Siba (PE) e Fernanda Takai (MG). Fechou a noite a banda de eletrotango Tanghetto, da vizinha Argentina. Assista a trechos do show e, lá embaixo, saiba um pouco mais sobre as atrações:
Patubatê (DF): O grupo transforma sucata em instrumento e mistura o som com batidas eletrônicas, sempre explorando a musicalidade brasileira. Tonéis, escapamentos de automóveis, chapas de zinco, panelas, latas de refrigerante ou peças de caminhão têm um destino muito curioso quando chegam ao alcance dos músicos do grupo brasiliense.
Arthur de Faria & Seu Conjunto (RS): Desde sua fundação, em 1996, tanto o circo quanto a música do leste europeu foram elementos essenciais no caldeirão da poção mágica destes sulistas. Mais do que uma banda, um coletivo de músicos que tem suas próprias carreiras, mas ali se encontram numa síntese das mais originais.
Maurício Pereira (SP): Compositor, cantor, saxofonista e produtor musical, além de ator e jornalista, Maurício integrou nos anos 80 a banda Os Mulheres Negras, que se caracterizava por sua teatralidade e experimentalismo, e que lançou dois discos. Foi cantor da banda do programa diário “Fanzine”, sempre ao vivo na TV Cultura, apresentado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva. Na carreira solo, lançou quatro álbuns, produziu discos e dirigiu shows. Figura no Guinness Book dos Recordes 1998 por ter feito, em 1996 no Centro Cultural São Paulo, o primeiro show brasileiro ao vivo via internet.
Hique Gómez (RS): Começou a tocar guitarra e bateria profissionalmente aos 15 anos depois de assistir a um show de Rita Lee. Dois anos depois, tornou-se compositor. Realizador do longa metragem “A Festa de Margarette”, consagrou-se com o espetáculo “Tangos e Tragédias”, que montou junto ao músico Nico Nicolaiewsky em 1984. Fazem inúmeras temporadas de sucesso pelo Brasil e apresentam-se em diversos programas de TV: no de Jô Soares, apareceram nada menos que 14 vezes. Foi protagonista do longa metragem “Festa de Margarette”, do diretor Renato Falcão, e também é responsável pela trilha sonora.
Muni (RS): A cantora gaúcha iniciou sua carreira em 1982. Tem o disco “De Quatro” gravado. Com participação em vários festivais e espetáculos teatrais e musicais, Muni foi recentemente aclamada pela crítica portuguesa, devido a suas apresentações em Lisboa. Foi agraciada pelo Clube dos Compositores de Porto Alegre com o Troféu Clave de Sol como melhor cantora do ano, em 1988, e com o Troféu Açorianos de Música edição 2000, como melhor intérprete de MPB.
Wander Wildner (RS): Conhecido por participar da banda Os Replicantes, que teve grande importância no punk rock nacional dos anos 80, o músico investiu pesado na mistura do rock com o brega, em sua carreira solo. Já teve algumas de suas canções regravadas por Ira! e Tequila Baby e participou recentemente de uma edição do popular Acústico MTV, intitulada “Acústico MTV: Bandas Gaúchas”, que reuniu também as bandas Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Ultramen.
Vanessa Longoni (RS): Com formação erudita e popular, ela cantou em vários grupos vocais, coros de óperas e espetáculos teatrais. Participou de CDs de músicos reconhecidos de Porto Alegre e de espetáculos. Vanessa Longoni é também uma das integrantes da banda Maria Vai Com as Outras, antiga D’ Quina pra Lua. Foi considerada cantora revelação 2006 pelo jornal “Zero Hora”. Em 2008, lançou seu primeiro disco solo, “A Mulher de Oslo”.
Luciana Costa (RS): Cantora e compositora gaúcha de São Leopoldo, começou sua carreira em 1983. Um ano depois, recebeu o merecido título de Cantora Revelação, pelo Jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre. Em 1986, apresentou-se em temporada com Adriana Calcanhotto no show “Adriana Calcanhotto e Luciana Costa”. No ano seguinte, em São Paulo, Luciana mostrou seu talento na VI Semana Elis, onde foi carinhosamente comparada à Janis Joplin, e abriu o show de Angela Ro Ro no teatro Taíb. Em 1989 Luciana transferiu-se para o Rio de Janeiro. Chegou a retornar ao seu Rio Grande do Sul, mas acabou voltando.
Fernanda Takai (MG): Musicista e cronista radicada em Belo Horizonte, é vocalista da banda Pato Fu e esposa do guitarrista John Ulhôa. Em 2007, lançou seu primeiro disco solo, com canções consagradas por Nara Leão: “Onde Brilhem os Olhos Seus” foi bem recebido pela crítica especializada e, desde então, Fernanda Takai tem sido chamada para projetos diversos.
Siba (PE): Um dos criadores do grupo Mestre Ambrósio, Siba Veloso empreendeu uma manobra ousada. Trocou a agitada São Paulo pela tranqüila Nazaré da Mata, despiu-se de costumes aprendidos na universidade e imergiu na cultura dos novos companheiros de grupo, a Fuloresta. Seu principal instrumento é a rabeca.
Tanghetto (Argentina): É uma das principais bandas argentinas de tango eletrônico, liderada por Max Masri (sintetizadores e programações) e Diego S. Velázquez (guitarra). Em 2004, o grupo foi indicado ao Grammy latino, na categoría “Melhor Álbum Instrumental”. Do ano passado para cá, ele vem apresentando por vários países a turnê “El Tour de la Libertad”.
Chico César recebeu Zabé da Loca no Brasil Rural Contemporâneo
sexta-feira, 16 de outubro de 2009Em sua sexta edição – a segunda no Rio de Janeiro – o evento desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) seguiu focando na diversidade e qualidade da produção (agrária e cultural) do país. Na quarta noite do Brasil Rural Contemporâneo, Chico César convidou Escurinho (PE), Chico Corrêa (PB) e Zabé da Loca (PE/PB) ao palco. Veja como foi a participação da anciã com seu pífano:
Chico César (PB): Nascido em Catolé do Rocha, interior da Paraíba, Chico César formou em jornalismo antes de pensar em virar o cantor e compositor que é hoje. Começou no grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Aos 21, mudou-se para São Paulo, onde trilhou o caminho da fama. O primeiro disco veio em 1995 e consagrou sucessos como “Mama África” e “À Primeira Vista”. Em 2009, tomou posse na presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). No mesmo ano, abocanhou três troféus no Prêmio da Música Brasileira, por causa do seu disco “Francisco Forró y Frevo”.
Zabé da Loca (PE/PB): Isabel Marques da Silva é uma senhora que ficou conhecida pelos brasileiros depois de seus 85 anos. Nascida em Buíque, região Agreste de Pernambuco, toca pífano desde sete anos. Zabé da Loca ganhou esse nome por ter morado 25 anos dentro de uma gruta (loca), formada por duas paredes de taipa, no Sítio Tungão, a 19km de Monteiro, na Paraíba. Zabé conseguiu o reconhecimento em 2003 com a gravação do CD “Canto do semi-árido”. Hoje, ela vive no Assentamento Santa Catarina, numa casa de alvenaria doada pelo INCRA, a dez minutos da “loca”. Em 2009, ganhou o troféu Revelação no Prêmio da Música Brasileira.
DJ Tatá Ogan recebe Gabriel Grossi e sua gaita em inferninho off Rio
quinta-feira, 15 de outubro de 2009Pausa para falar sobre um evento que está rolando num circuito muito pouco divulgado no Rio de Janeiro. Em plena Avenida Alântica, de frente para o marzão de Copacabana, uma boate-inferninho chamado Atlântico tem ficado cheio. Cheio de gente que não procura eventos nos tijolinhos dos jornais, mas que se diverte pra valer (sem se preocupar com os preços dos drinks). Estive lá duas vezes em menos de uma semana (atípica por ter dois feriados, um deles escolar). Na segunda-feira (12/10), era som do bom. Na quarta (14/10), era som duplamente bom.
Toda semana, a DJ Tatá Ogan coloca o melhor da música brasileira para xaxar (vinis de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e até Jorge Ben e Gilberto Gil) e recebe um convidado para mostrar seus dotes durante o momento eletrônico. Nesta quarta, foi Gabriel Grossi quem deu um show de gaita, enquanto Tatá – que também é percussionista – acompanhou no triângulo e no pandeiro. Ao lado, fotos de celular. Só para registrar, Tatá Ogan acompanha Carlos Malta em suas aventuras e também faz shows com a banda ECT (Eu, Chris e Taís). O gaitista de Brasília já fez shows com nomes como Chico Buarque, Ivan Lins, João Donato, Guinga, Lenine, Djavan, Milton Nascimento, Dominguinhos, Ney Matogrosso, Hermeto Pascoal, entre outros.
Brasil Rural Contemporâneo: assista a trechos do show de BNegão
quarta-feira, 14 de outubro de 2009Trabalhando na feira Brasil Rural Contemporâneo, que rolou na Marina da Glória de quarta a segunda-feira (07 a 12/10), fiz vídeos de shows bacanas que vi lá. Atrasadíssima – dê o desconto, pois dormi de madrugada todos os dias - vou postar alguns hoje, outros amanhã, finalizando a sequência na sexta-feira. Fique à vontade para clicar.
Abaixo, BNegão e os Seletores de Frequência (primeiro vídeo) e Totonho (segundo vídeo), que tocaram na terceira noite (09/10/09):
BNegão e Os Seletores de Freqüência (RJ): O músico carioca faz um som que mistura influências do hip-hop, do Som Brasil (Programa de TV apesentado por Rolando Boldrin nos anos 80),da Radio Fluminense FM , do Circo Voador, dos discos de vinil usados,das fitas K-7, das revistas em quadrinhos, das conversas com seu pai, um ferrenho ativista politico anti-ditadura… BNegão fez parte do Planet Hemp e de outras bandas alternativas.
Totonho (PB): O músico paraibano mistura música popular brasileira com eletrônica quase sempre em cima de temas nunca explorados. Em seu último disco, “Sabotador de Satélites”, canta o mundo de outros planetas. É famoso também por tocar em açougues, matadouros de galinha etc. acompanhado por seu grupo, Os Cabras.
Festival do Rio 2009: Premiados da Premiére Brasil e Mostra Geração
sábado, 10 de outubro de 2009Confira os filmes premiados da Première Brasil, no Festival do Rio:
JURI OFICIAL – Presidido pelo diretor Fernando Solanas e composto pelo produtor alemão Roman Paul, pelo diretor e produtor do canal francês ARTE, François Sauvagnargues, pela cineasta Helena Solberg e pela atriz Julia Lemmertz.
- Melhor Longa-Metragem de Ficção: Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho
- Melhor Longa-Metragem Documentário: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez e Reidy, a construção da utopia, de Ana Maria Magalhães
- Melhor Curta-Metragem: Olhos de Ressaca, de Petra Costa
- Menção Honrosa: Sildenafil, de Clovis Mello
- Melhor Direção: Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, por Viajo porque preciso, volto porque te amo
- Melhor Ator: Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, por O Sol do Meio Dia
- Menção Honrosa: Fulvio Stefanini, por Cabeça a Prêmio
- Melhor Atriz: Nanda Costa, por Sonhos Roubados
- Melhor Atriz Coadjuvante: Cássia Kiss, por Os Inquilinos
- Melhor Ator Coadjuvante: Gero Camilo, por Hotel Atlântico
- Melhor Roteiro: Beatriz Bracher, por Os Inquilinos
- Melhor Montagem: Renato Martins, por Tamboro
- Melhor Fotografia: Heloísa Passos, por Viajo Porque Preciso e o Amor Segundo B. Schianberg
- Prêmio Especial de Júri: Tamboro, de Sérgio Bernardes
VOTO POPULAR
- Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular; Sonhos Roubados, de Sandra Werneck
- Melhor Longa-Metragem Documentário de Voto Popular; Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
- Melhor Curta-Metragem de Voto Popular: Sildenafil, de Clovis Mello
Prêmio Fipresci – presidido por Paulo Portugal e composto pelos críticos Rodrigo Fonseca e Mario Abadde.
Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho
Confira os filmes premiados da Mostra Geração, no Festival do Rio:
VENCEDOR JURI POPULAR FILMES EM RETROSPECTIVA (10 anos Mostra Geração)
SOMOS TODOS DIFERENTES (Taare Zameen Par / Stars on Earth) de Aamir Khan. India, 2007, Cor, 35mm, 165 min
VENCEDOR JURI POPULAR 2009
QUEM TEM MEDO DO LOBO? (Kdopak By Se Vlka Bál / Who is Afraid of the Wolf) de Maria Procházková Rep Tcheca, 2008, Cor, 35mm, 90 min
Trechos de uma conversa com Kledir, que faz show com Kleiton nesta quinta-feira
quinta-feira, 8 de outubro de 2009Quando Kleiton e Kledir lançaram o CD/DVD “Autorretrato”, fiz uma entrevista com Kledir para a revista Rolling Stone, que acabou não sendo usada. Achei que tinha caducado, mas, quando soube que haveria show dos irmãos gaúchos nesta quinta-feira, no Canecão, voltei ao bate papo e percebi que poderia reciclá-lo. Coloco aqui, então, trechos da conversa.
Sobre o hiato sem discos de inéditas:
Este é o primeiro disco só de inéditas desde 1986. Ficamos quase dez anos deparados e, quando voltamos, fizemos vários discos misturando músicas que já tínhamos com as novas. Nunca era tudo novo.
Sobre coletâneas, releituras etc:
Quando a gente voltou, nossa idéia era fazer coisa nova, mas o mercado estava ruim. O ambiente do showbusiness vivia uma outra coisa. A gente se deparou com a Universal lançando coletâneas, uma atrás da outra. E o público comprando, porque estão ali os sucessos do artista. Na seqüência daquilo, vieram os DVDs, com shows ao vivo de artistas fazendo releituras. Isso era o que estávamos vivendo. Aí, vieram os acústicos, que também era o artista relendo sua obra. Agora que todos os artistas já releram, achamos que era hora de tomar outro rumo.
Sobre como fechar o repertório de um disco:
Tínhamos setenta músicas inéditas. Uma briga! Eu faço uma lista, Kleiton faz a dele. Paul Ralphes, nosso produtor, também participou. Aí, tem o funil, que é doloroso. É como escolher um filho. Mas aí vai surgindo o conceito do trabalho e a gente acaba escolhendo as músicas que se encaixam nesse conceito.
Sobre o disco “Autorretrato”:
Acho que este disco tem um frescor. Perguntam como a gente se mantém tão cheio de energia e eu digo que é o fato de trabalhar com criação. É renovador.
Sobre como era e como é o mundo:
O mundo era mais curto, o mundo era até a esquina. Minha filha tem amigos na Coréia e ela fala o dia inteiro como se ele estivesse no Leblon. Viajar tá mais barato. A gente fazia uma música e, se ela chegasse aos amigos, já era demais. Quando tocou em Porto Alegre pela primeira vez, nossa! Lembro de ouvir dirigindo.
Sobre as diversas mídias:
Brinco que é mentira que tenha feito disco em 78 rotações. Mas gravamos LP, K-7, compacto… passamos pela mudança de AM para FM, no final dos anos 70. Com a chegada das FMs, nossos discos foram bem recebidos, porque sempre tivemos uma preocupação técnica de fazer um disco bem gravado. Depois, chegou o CD. Agora, o CD acabou. Passamos para o DVD. Falta do objeto, não sinto tanto. Música está além disso. A gurizada agora só quer internet, iPOD. Música é etéreo. Eu e Kleiton estamos sempre olhando pra frente.
Sobre as ferramentas de divulgação na internet:
Nosso site foi um dos primeiros sites de artista no Brasil. Um amigo que entende de internet fez no início dos anos 90. Nesse novo site, tivemos a preocupação de estarmos fornecendo material de qualidade. Eu gosto dessa coisa da circulação. Não acredito que atrapalhe as vendas. O que a gente pode fazer, a gente faz. Oferecemos vídeos com boa qualidade…
Temos Myspace, Twitter, Orkut, tudo oficial! Estamos finalizando o blog.
No meu blog, vou colocar minhas atividades literárias, vídeos, crônicas… Fiz um programa no Canal Brasil, no qual eu contava crônicas. A gente quer compartilhar. E tem a ver com o conceito do trabalho.
Sobre o título “Autorretrato”:
O conceito parte do autoretrato e é uma conversa e dois amigos. Tem alinhamento do pensamento via internet. As pessoas estão se relacionando na internet. Criam perfis. A gente troca muito e-mail. Fazemos reuniões no Skype. Branca está em Copacabana. Eu, na Joatinga. Kleiton, em São Conrado. Vou perder uma hora pra ir lá? Uso o Skype.
Sobre a música “Pelotas”:
Temos uma relação de amor com o lugar onde nascemos. Nossa mãe mora em Pelotas. A vida fica marcada pra sempre. Nunca tinha feito uma homenagem escancarada, mas abrimos o coração. Temos sido tratados de maneira carinhosa na cidade. Lancei um livro, “Pai invisível” e, quando fui lá, dei autógrafo por quatro horas. Isso se traduziu na música e ela já está virando um hino.
Sobre a música “Eva”:
Me dei conta de que nunca fizemos uma música com nome de mulher. Vamos fazer uma homenagem começando pela principal? Listei as namoradas do Kleiton… ele diz que é mentira… (risos) Falei: ‘vamos falar de várias’. Gosto desse exercício. São variações em cima dessa ideia de nomes de mulheres. Não satisfeito com a letra com nomes de mulheres, escrevi a mesma letra com nomes de homens. É a mesma música, só que com letras diferentes. É o mesmo jogo de rima. Rimas e aliterações.
Sobre a música “Adão”:
Ia ficar chato eu e Kleiton cantando nomes de homens… Aí, chamamos as meninas do grupo Chicas, que são maravilhosas.
Sobre ação social:
Estamos doando participação das vendas do CD e do DVD ao Retiro dos Artistas. Sistema globo entrou na historia. E nós estamos fazendo doação.
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Kleiton e Kledir no show “Autorretrato”: Qui (08/10), às 21h, no Canecão (Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo). Ingressos: R$ 50 a R$ 100.
Assista ao clipe de “Autorretrato”:





