Arquivo de novembro de 2009

Zé Carioca relembra suas origens em Copacabana para 350 mil pessoas

segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Pato Donald e Zé Carioca na abertura do desfile / Foto: Divulgação - Selmy Yassuda

Pato Donald e Zé Carioca na abertura do desfile / Foto: Divulgação - Selmy Yassuda

Trezentos e cinquenta mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar, estiveram na Praia de Copacabana na manhã deste domingo (29/11) para assistir à Parada Disney, evento que acontece pela primeira vez no Brasil e integra a plataforma Rio Faz Bem Nestlé. Os cariocas se encantaram com a presença de Zé Carioca, personagem criado nos anos 40, que abriu a Parada, em homenagem ao Rio de Janeiro. Mickey, Minnie, Pateta, Pato Donald, Princesas e outros também marcaram presença.

A Parada é um grande desfile com toda a magia dos personagens Disney, que compreende sete carros alegóricos e onze veículos, que percorreram os quatro quilômetros de extensão da praia de Copacabana. Mais de 350 bailarinos e atores brasileiros – escolhidos pela Disney – formaram o casting de artistas do desfile. A direção artística foi supervisionada pela equipe própria da Disney, mantendo a fidelidade, a riqueza dos detalhes e o padrão consagrados mundialmente.

Desfilaram sete carros alegóricos: Mickey Mouse e seus Amigos, Fadas, A Bela e a Fera, A Pequena Sereia, Ursinho Pooh, Toy Story e Princesas, além de veículos trazendo O Rei Leão, High School Musical, Lilo & Stitch, Vilões da Disney, Playhouse Disney, O Barco do Peter Pan e Mogli – O Menino Lobo.

Veja o repertório de músicas que foram tocadas durante o desfile:

1 – “Momentos Mágicos” (cantada em português)

2 – Medley de “Be Our Guest” e tema de “A Bela e a Fera” (cantada em português)

3 – “Hawaiian Rollercoaster Ride” – de Lilo & Stitch (cantada em inglês)

4 – “Aqui no Mar” (Under the Sea) – A Pequena Sereia (cantada em português)

5 – “O Mundo Ideal”( A Whole New World) de Aladdin (cantada em português)

6 – “Vilões” (background)

7 – “Peter Pan” (background)

8 – “Voe para o Seu Coração” – Fadas / Tinker Bell (cantada em português)

9 – Tema de Manny Mãos a Obra (cantada em português)

10 – “Life is a Highway” – Carros (cantada em inglês)

11 – Tema de Winnie the Pooh (cantada em inglês)

12 – “Somente o Necessário” (Bare Necessities) / “The Monkey Song”- Mogli O Menino Lobo (cantada em português)

13 – “Amigo Estou Aqui” (You Got A Friend in Me) – Toy Story (cantada em português)

14 – “Hakuna Matata” – O Rei Leão (cantada em português)

15 – “Piratas do Caribe” (background)

16 – Medley de Princesas: “So This is Love”/ “Someday My prince Will Come”/ “Once Upon a Dream”  (cantada em inglês e português)

17 – “We’re all in this Together”/ “All For One” – High School Musical (cantada em inglês)

18 – “Momentos Mágicos” (cantada em português)

Em Curitiba, Banda Gentileza lança disco em piquenique

sábado, 28 de novembro de 2009

bandagentileza

Se você está no Paraná, aí vai uma dica do GarotaFM para sábado:

Depois de 1.500 downloads em dois meses, a Banda Gentileza (conheça o MySpace) lança seu álbum de estreia, neste sábado (28/11), em Curitiba. O show acontece durante um piquenique, à tarde, num agradável quintal de uma casa próxima ao Museu Oscar Niemeyer (MON). O show de abertura fica por conta da banda Lívia e os Piás de Prédio.

Com seis integrantes, que tocam ao todo 16 instrumentos – Artur Lipori (trompete, guitarra, baixo e kazuo), Diego Perin (baixo e concertina), Diogo Fernandes (bateria), Emílio Mercuri (guitarra, violão, viola caipira, ukelelê e voz de apoio), Heitor Humberto (voz, guitarra, violino e cavaquinho) e Tetê Fontoura (saxofone e teclado) –, as influências se multiplicam. Vão do samba à música folclórica do leste europeu, da música caipira à valsa, com espantosa unidade.

Duas participações foram decisivas para o resultado do disco Banda Gentileza (Independente, 2009). A primeira, do produtor Plínio Profeta, que transita entre diversos estilos e tem no currículo um Grammy Latino (pelo disco “Falange Canibal”, de Lenine) e trabalhos com Lucas Santtana, Pedro Luis e a Parede, Tiê, Xis, entre outros. A segunda colaboração veio do público, que pôde acompanhar as gravações ao vivo via streaming e pelo diário da banda no site da Agência Alavanca. Assim, nada mais justo que distribuir o álbum pela internet – o que a Gentileza fez, disponibilizando as músicas, capa, encarte e letras. Além dos downloads, a estratégia rendeu uma divulgação antecipada, com resenhas elogiosas pipocando em blogs, sites e revistas impressas.

Casinha

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Localizada a poucas quadras do Museu Oscar Niemeyer, nos fundos de um terreno, a Casinha foi o local escolhido pelo grupo (veja mapa ao lado). O piquenique de lançamento será o primeiro evento aberto ao público realizado no local. Um palco será montado no quintal e serão vendidos comes e bebes – bolo de cenoura, salgados, café com leite, cerveja e refrigerante.

Piquenique de lançamento do álbum Banda Gentileza, com abertura de Lívia e os Piás de Prédio (16h30): Sábado (28/11), a partir das 15h, na Casinha (Rua São Sebastião, 784, fundos). R$ 8. Informações e mapa: www.bandagentileza.com.br

Leia também: A história de um curitibano que construiu seu próprio ukelelê

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São Paulo sedia lançamento do DVD de ‘Lóki’, o maravilhoso filme sobre Arnaldo Baptista

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Se estiver em Sampa neste sábado, coloque no seu roteiro o lançamento de “Lóki”, de Paulo Henrique Fontenelle, sobre Arnaldo Baptista. Se não der para comparecer no evento, pelo menos tente comprar o DVD do documentário. Isso, claro, se você tiver algum apego à história dos Mutantes. É de chorar! Veja o flyer do evento e leia matérias relacionadas ao filme lançado em 2008:

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Documentário foi ovacionado no Festival do Rio 2008

Festival de Miami consagra ‘Lóki’ como o melhor documentário brasileiro

Leia entrevista com o diretor para o site d’O Globo (aqui embaixo e neste link) em 06/04/2008 e veja trechos do filme

Além de publicar livro, ex-Mutante Arnaldo Baptista pinta o quadro de sua vida em ‘Loki’, um filme produzido pelo Canal Brasil

Christina Fuscaldo

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RIO – No ano em que Arnaldo Dias Baptista lança seu primeiro livro de ficção, “Rebelde entre os rebeldes” pela editora Rocco, Paulo Henrique Fontenelle conclui “Loki”, o filme que começou a rodar em 2004, antes mesmo de o músico topar se reunir novamente com o irmão, Sérgio Dias, para a volta dos Mutantes. A princípio, a idéia do diretor era fazer um apanhado da história de Arnaldo para o “Luz, câmera e canção”, programa de meia hora exibido pelo Canal Brasil. Mas, com tanta história para cortar, ou melhor, contar, ele decidiu investir em um longa-metragem e teve o apoio de Paulo Mendonça, diretor geral da emissora.

- O Arnaldo tinha acabado de lançar o disco “Lei it bed” quando fiz a entrevista para o “Luz, câmera e canção”. Foi meu primeiro contato com ele e fiquei fascinado. Na época, Sérgio Dias e Rita Lee não quiseram falar. Ela não falou mesmo, mas Sérgio depois voltou atrás e deu uma declaração pedindo desculpas a Arnaldo e dizendo que seu sonho era tocar de novo com ele. Eu e André Saddy (produtor do Canal Brasil e do filme) tivemos a idéia de estender o projeto e fazer o longa – conta Paulo Henrique, que acha que a exibição do programa pode ter influenciado na volta dos Mutantes: – Fica a dúvida, mas a filha do Sérgio disse que foi bastante proveitoso.

As cenas para o programa e para o filme foram rodadas de 2004 a 2007. Em 2005, Paulo, André e as câmeras assistiram ao retorno triunfal ao palco dos Mutantes, no Barbican Center, em Londres. O documentário, que depois de um certo ponto passou a contar com a co-produção de Isabella Monteiro, deve correr os principais festivais de cinema do país a partir de agosto. Ele mostra a trajetória do músico a partir de uma tela pintada por ele.

- A idéia é mostrar também a faceta pintor de Arnaldo. Para isso, pedimos que ele pintasse um quadro que representasse a vida dele. A história dele parece mentira: teve sucesso, perdeu o sucesso, se envolveu com drogas, sofreu acidente e sobreviveu, teve decepção amorosa… Ao longo do filme, Arnaldo vai preenchendo a tela e a gente vai contando histórias através de entrevistas com pessoas importantes na vida dele – diz Paulo Henrique.

Além de Sérgio Dias, o documentário traz declarações de Tom Zé, Lobão, Liminha, Sean Lennon (o filho de John Lennon que ama os Mutantes), Gilberto Gil, entre outros. Raridade, Lucinha, a esposa que acompanha Arnaldo desde que ele saiu do coma após a queda da janela de um hospital psiquiátrico em 1982, também falou às câmeras. Rita Lee não se arrependeu de ter se esquivado do assunto, mas mesmo assim a co-fundadora dos Mutantes ganhou menção, só que em forma de desenho.

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- Arnaldo pinta uma moça loira e escreve no quadro: “Sinto muito”. É absolutamente emocionante. Todo mundo que vê o DVD, chora, porque ele desenha sua vida como se estivesse colocando um fechamento nisso – comenta Paulo Mendonça, fã dos Mutantes e um dos responsáveis pelo Canal Brasil hoje não ser cem por cento voltado para o cinema: – Minha geração é, sem dúvida, forjada na música dos Mutantes. Tenho 58 anos e compus com o Secos & Molhados. Minha ligação com música é enorme. Um canal brasileiro não ter música é uma loucura.

Além da música – não poderiam faltar hits como “Top, top, top” no documentário, né? -, das tintas e das declarações emocionantes, “Loki” mostra também um Arnaldo divertido, sorridente e feliz. Paulo Henrique Fontenelle é a prova carioca de que o músico paulista radicado em Juiz de Fora pode fazer qualquer um ir das lágrimas às gargalhadas em questão de minutos:

- Eu e André passamos duas semanas na Inglaterra acompanhando os ensaios e o show dos Mutantes. Um dia, estávamos filmando na feira de Camden Town, quando seis homens começaram a correr atrás de mim para roubar a câmera. André correu, ultrapassou os eles e começou a ser perseguido também. Aí, o Arnaldo começou a correr atrás dos caras, gritando muito, e eles se dispersaram. Quando voltei, ele falou: “Pude praticar o meu karatê”.

Paulo Henrique Fontenelle assinou a direção do filme “Mauro Shampoo, jogador cabeleireiro e homem”, vencedor do prêmio de Melhor Curta Metragem na Escolha do Público do Festival do Rio, em 2006.

GarotaFM: O encontro consagrador com Zeca Baleiro

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
No abraço, Zeca avista a câmera

No abraço, Zeca avista a câmera

A minha consagração aconteceu no mesmo dia em que Serjão foi acentuado e virou Allaúde (leia aqui). Só que meu lance não teve a ver com tatuagem. De rabiscos e e-mails, eu já estava cheia. Havia decidido que não tentaria mais fazer contato com Zeca Baleiro. Depois de algumas trocas de e-mails e telefonemas, na época em que começamos a fazer entrevistas sem ser por intermédio de assessorias e a bater papo sobre a ECT (Eu, Chris e Taís), minha banda, ele parou de responder logo quando o assunto ficou sério: estávamos entrando em estúdio, doidos para registrar uma versão de “Olhozinho” – música que ele fez para Rita Ribeiro gravar – e Zeca não respondia se achava a ideia legal.

Zeca vai ao encontro de Taís e Serjão

Zeca vai ao encontro de Taís e Serjão

Do começo…

Foi Hyldon quem me colocou em contato com este que é um dos meus ídolos na música brasileira e um cara que certamente me influencia muito. Estava fazendo para o Segundo Caderno do jornal O Globo uma matéria sobre a gravação de “Soul Brasileiro” e precisei falar com os convidados que fariam participação no disco do soulman baiano. Entrevistei Chico Buarque, Carlinhos Brown, Frejat e Zeca Baleiro. Depois de Chico – não posso negar que não fiquei tensa ao abordá-lo no seu campo de futebol numa manhã de sábado – a entrevista com Zeca foi a que mais me deixou nervosa (sim, jornalistas tremem de vez em quando). Putz, quando eu trabalhava no Extra, participei de uma coletiva de imprensa com ele e, depois, era só pergunta por e-mail e resposta via assessoria de imprensa. Maletação pura! Eu achando que o cara era um sebo e, nesta história do Hyldon, percebi que é um dos mais solícitos e gentis que conheci (o problema, como sempre é a entourage).

Entrego o material da banda para ele

Entrego o material da banda para ele

Uma ou duas semanas depois da entrevista, que rolou por telefone, fui a um show de Rita Ribeiro com participação de Zeca, acompanhada de Totonho (aquele que toca acompanhado dos Cabra). Esse paraibano doido foi dizer ao cara, no camarim, que eu cantava “pra cacete”. Eu? Dali em diante, Zeca sempre perguntava sobre a banda, pedia para que eu mandasse algo gravado etc. Mas a gente ainda estava para estrear (o primeiro show aconteceria um mês depois desse encontro) e eu ficava só enrolando o moço. Um ano depois, quando decidimos entrar em estúdio, mandei um e-mail falando sobre “Olhozinho”. E, depois, mais um. Após a gravação, liguei para dizer que havia enviado o mp3 da faixa para ele por e-mail (recado na secretária eletrônica). Zeca nunca mais respondeu. Fiquei triste, tristinha…

Em São Paulo, deixei os dias correrem. Estava lá desde segunda e, na quinta, numa noitada no Grazie a Dio, desabafei com Paulo Zaidan – o produtor que me ajudou a marcar os shows da ECT (Eu, Chris e Taís) -, com Tatá, percussa da banda, e uma amiga. Eles disseram que eu devia tentar de novo, no dia seguinte. Mas dormi certa de que não faria isso, afinal, vai que o cara queria me ver longe de “Olhozinho”?

Vale uma pausa para falar sobre o por quê da paixão por essa música. Taís levou dez anos tentando me convencer de que tínhamos que ter uma banda. Eu, que nunca toquei bem nenhum instrumento e que não gostava muito de me exibir no palco, declinava. Em 2008, Taís me liga dizendo: “Pi, vamos montar uma banda? Tem uma música que quero muito que você cante. O nome é ‘Olhozinho’.” Por causa de uma sequência de coincidências que estavam rolando (um dia vou escrever um post só sobre isso), topei na hora e pode-se dizer que esta foi a primeira música do repertório da ECT (Eu, Chris e Taís). É ou não é importante para a nossa história?

Zeca mostra o CD da banda para a câmera

Zeca mostra o CD da banda para a câmera

Voltando… Na sexta-feira, um dia antes de irmos para Pindamonhangaba (para o show do festival Fun Music), dois dias antes da apresentação na Livraria da Vila e três dias antes de irmos embora de Sampa, estávamos eu, Taís e Serjão no ônibus para a Praça da República. Íamos na Galeria do Rock acentuar Allaude. Algo gritou dentro de mim e eu escrevi um torpedo para o Zeca, seco:

“Zeca, estou em SP e gostaria de deixar um CD da banda para você. Tem algum endereço possível? Beijos, Chris Fuscaldo”

Minutos depois, pi-pi! Ele respondeu!!! Pediu desculpas por não ter retornado antes e me deu um endereço. Agradeci, dizendo que deixaria lá no domingo. Toca o telefone. É ele! “Taís, filma isso!” Eu, nervosíssima, vendo o nome dele piscar na tela do meu celular e pedindo para Taís – que estava com a câmera na mão – registrar aquele momento para o filme (makinf of da turnê)que estávamos fazendo desde a nossa saída de casa para Sampa.

“Achei melhor ligar, porque no domingo o escritório está fechado. Como estão seus dias aqui?”, perguntou.

Comecei e falar e chegamos à conclusão de que em meia hora estaríamos no mesmo quarteirão, pois ele faria uma participação no show de Siba no Vale do Anhangabaú e a concentração seria no Teatro Municipal, que fica ao lado da Galeria do Rock. Combinei de encontrá-lo logo ali. Meu Deus, o cara é solícito mesmo!

A despedida do músico gentil

A despedida do músico gentil

Enquanto Serjão se transformava em Allaúde, comprei um vestido para usar no show do Fun Music. Estava sobrando pano, mas uma senhora na loja da frente ajustou para mim. Nervosa, decidi que encontraria Zeca Baleiro com a roupa nova (o toque de Zeca deu sorte, pois saímos classificados do festival). Taís e Serjão morriam de rir enquanto me seguiam em busca de Zeca. Me perdi dele, troquei torpedos, telefonemas e finalmente avistei o cara vindo a pé ao meu encontro. Depois de um abraço, ele perguntou se eu estava só. Apontei Taís e Serjão, que filmavam tudo de longe. Que vergonha!!! Fiquei na dúvida se o cara ia ficar chateado, mas ele quis conhecer o resto da galera. E foi até lá. Taís não largou a câmera, o que fez o vídeo ficar muito engraçado.

Taís brincou dizendo que eu devia ter dito que estava “só, sozinha”. Mas ainda bem que sou sincera sempre: quando assisti ao vídeo, percebi que Zeca avistou a câmera assim que ele me deu o abraço. Acho que a pergunta sobre estar sozinha era para conferir se eu ia falar a verdade e/ou para saber se aquela câmera era de algum paparazzo.

Zeca foi demais! E saiu de lá com “Olhozinho” nas mãos. Pedimos para que ele nos diga se gostou da versão. Não sei se ele vai sumir mais uma vez, mas confesso que gostaria de ser um mosquitinho para entrar onde ele estivesse ouvindo o nosso disco. De noite, todos da banda queriam assistir ao filme. No domingo, todos ficaram ansiosos para saber se Zeca ia nos ver na Livraria da Vila (ele disse que, se chegasse a tempo do show de Brasília, tentaria passsar lá). Mas, com ou sem resposta dele, posso dizer que aquele fim de tarde no Centro de São Paulo foi o dia da minha consagração, no que diz respeito à ECT (EU, Chris e Taís).

Quer ouvir ‘Olhozinho’? Clique aqui: Olhozinho

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Novo selo Oi Música lança disco da banda Sobrado 112 com transmissão ao vivo

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

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Da assessoria de imprensa:

A Oi acaba de entrar de vez no mercado da música. Através de seu selo, Oi Música, a operadora lança, no próximo dia 25 de novembro, no Oi Futuro em Ipanema, o novo álbum da banda Sobrado 112, revelação do portal Oi Novo Som, projeto de novos artistas também ligado à operadora e que comemora um ano de existência. O lançamento começa às 21h com transmissão ao vivo pelo site do Oi Novo Som e com cobertura da rede de rádios Oi FM, com flashes ao vivo ao longo da programação direto do local.

O disco, chamado “Isso Nunca me Aconteceu Hoje”, tem a produção assinada por Bid, um dos produtores mais conceituados do mercado, e traz uma mistura rítmica e sonora que passeia por diversos estilos musicais. O álbum estará disponível para download no site da banda, com opção de compra faixa a faixa , álbum completo, via celular, enviando o comando SOBRADO para o número 939 e ainda como CD físico.
Mas a grande novidade é o aplicativo para iPhone, que pode ser baixado de graça na loja da Apple. Mais do que um simples aplicativo, ele é um disco digital, com uma rádio, streaming de todas as músicas, notícias atualizadas em tempo real, fotos, agenda de shows, vídeos, links com redes sociais da banda e muito mais.
A aproximação da Oi com a indústria musical começou em 2005, com o lançamento da Oi FM, que hoje está presente em 10 cidades do Brasil. Desde então, o volume de vendas de conteúdos ligados à música cresceu exponencialmente. No ano passado, surgiram o Oi Novo Som, portal voltado a novos artistas, e o selo Oi Música. Além disso, a empresa é patrocinadora de eventos com foco em música em diversas regiões do país, como o OI Fashion Rocks, que trouxe ao Brasil em outubro atrações como Puff Daddy, Mariah Carrey, Grace Jones, entre outros.

O selo Oi Música nasceu da oportunidade da Oi em trabalhar os novos talentos em suas plataformas e da demanda do mercado musical por novos modelos de negócio. Os conteúdos do selo também poderão ser licenciados para outras lojas digitais. O selo tem a meta de lançar pelo menos quatro artistas por ano vindos do Portal Oi Novo Som, desenvolver um catalogo internacional e também trabalhar artistas já consagrados. Segundo Bruno Vieira, consultor de Novos Negócios da Oi, o selo Oi Música foi uma evolução natural, já que “a Oi é uma empresa multiplataforma e a música é um tema que circula muito bem em todas elas”. Outro fator fundamental, para Vieira, foi a forte presença da Oi no país. “Ter um selo começou a fazer todo sentido, a partir do momento que temos como divulgar os artistas descobertos no portal Oi Novo Som e disponibilizar para eles uma nova forma de distribuição e contato com o público”, diz Bruno.

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Conheça os ‘Babilaques’ de Waly Salomão na galeria Lurixs

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

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A galeria Lurixs Arte Contemporânea, em Botafogo, abre suas portas para a exposição “Babilaques”, que reúne 43 ampliações fotográficas, feitas a partir de slides de 35 mm, dos famosos trabalhos do poeta, ensaísta, diretor artístico, curador e editor baiano Waly Salomão (1943-2003). Pela primeira vez, será feita uma tiragem limitada, de 15 exemplares, de cada um dos “Babilaques” que estarão na exposição. Foi produzido, ainda, especialmente para a mostra, um texto com informações sobre cada uma das obras, destacando pessoas que participaram direta e indiretamente do processo. Os “Babilaques” foram feitos em Nova York, Rio de Janeiro e Salvador, durante os anos de 1975 e 1977. São fotos dos cadernos pessoais do artista, em composição com o espaço externo (rua, mata, residências, sombra, texturas, rasgos, cores etc).

Na música… Waly Salomão foi letrista de “Vapor Barato” em parceria com Jards Macalé. Suas canções foram intérpretadas por Maria Bethânia, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Gal Costa, entre outros. Na década de 1960, participou do movimento tropicalista. Nos anos 90, dirigiu dois discos da cantora carioca Cássia Eller, “Veneno AntiMonotonia” e “Veneno Vivo”. Trabalhou no Ministério da Cultura, como assessor de Gilberto Gil, no início de seu mandato.

B-A-B-I-L-A-Q-U-E-S- (WALY SALOMÃO): 29/10 a 18/12, das 14h às 19h, na Lurixs Arte Contemporânea (Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo – 2541-4935). Entrada gratuita.

GarotaFM: O dia em que o baixista da ECT (Eu, Chris e Taís) virou Serjão Allaúde, com acento

terça-feira, 24 de novembro de 2009
Serjão, antes de acentuar o Allaude (mas com a marcação em vermelho)

Serjão, antes de acentuar o Allaude (mas com a marcação em vermelho)

Não tem como falar sobre a turnê da ECT (Eu, Chris e Taís) por São Paulo e deixar de contar alguns episódios que, se um dia a banda ficar famosa, serão com certeza incluídos em sua biografia (tudo está registrado em vídeo).  Cada integrante teve a sua consagração nesta viagem de uma semana à terra da garoa. Algumas histórias não devem e/ou merecem ser comentadas neste blog. Mas a de Serjão… ah, essa vai ganhar um espaço especial.

Nosso baixista saiu do Rio de Janeiro chamando-se Sérjão Allaude. Leia assim mesmo, como está escrito: com o “e” super acentuado, o “ão” perdendo a força, e o “au” de Allaude completamente morto. Tudo começou quando, atualizando o release da banda duas semanas antes de Sampa, perguntei a Taís  Salles – idealizadora do projeto junto comigo e minha parceira constante de Messenger – se Allaude tinha acento. Eu queria tirar a prova, já que todo mundo chama o cara de Allaúde, mas na tatuagem do braço dele não tinha acento. Um minuto depois, Taís responde: “Espera que ele está pensando.” Chorei de rir e liguei até a webcam para ela ver o estado em que fiquei. “Bicho”, pensei, “o cara tem 20 anos de carreira, uma tatuagem no braço e ainda não decidiu seu nome artístico?” Daqui a pouco, ela volta: “Chris, é Sérjão Allaude.” Quase caí da cadeira! O nome é cheio de acento e o sobrenome não tem nenhum. Hahahaha… Óbvio que não levei a decisão dele em consideração e escrevi da maneira mais correta: Serjão Allaúde. Sabia que ele mesmo ia acatar a sugestão. Depois do ok, claro, a história virou piada. E ficou combinado que, em São Paulo, acentuaríamos aquela tatuagem e mudaríamos para sempre o destino de Serjão.

Depois de entrarmos na Rua Augusta a 120 por hora (primeiro dia), a 160 por hora (segundo dia) e a 200 por hora (terceiro dia), chegou o momento de visitar a Galeria do Rock, no Centro de São Paulo. Era o grande dia do acento! Roda aqui, procura loja de tattoo ali… encontramos Wagner, um gaúcho gente fina que fez uma proposta indecente: “O valor mínimo para abrir o material é R$ 60. Por que você não faz uma tattoo pequena, para valer o preço, e eu te dou o acento?” Muitas dúvidas na cabeça de Serjão, mas bastou sugerir de fazer o contorno de um contrabaixo e de eu e e Taís dizermos “Você vai acentar o Allaude” para ele aceitar. Fomos nós registrar o momento em foto e vídeo.

Serjão passou a ser Allaúde depois da turnê da banda por São Paulo. E essa foi a grande consagração do nosso baixista, que, se um dia teve dúvida de se fazia parte da ECT (Eu, Chris e Taís), agora, depois de dividir esse momento tão íntimo com as mentoras do projeto, não tem mais.

Veja o momento em que Serjão virou Allaúde:

Leia também:
As dores e as delícias de produzir a primeira turnê da banda

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Depois de selecionar gente consagrada para a Feira Música Brasil, Funarte dá oportunidade a novos nomes (será?)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

conexaovivo

Mais de 800 bandas/artistas tentaram uma vaga na Feira Música Brasil, que acontece em Recife, em dezembro, patrocinada pela Funarte. Inclusive o ECT (Eu, Chris e Taís). Apenas 24 nomes foram selecionados. Escândalo! O edital dava a entender que era para iniciantes, mas os escolhidos são todos artistas já consagrados. Não sei se para aplacar a decepção dos 776 restantes ou porque já estava na pauta, rolou uma segunda inscrição: “Conexão Vivo seleciona artistas para circuito de shows complementar à Feira Música Brasil”. Trata-se de um circuito off que vai rolar na cidade. Resta saber se eles darão oportunidade a quem não mostrou seu trabalho ainda em feiras desse porte.

Veja a lista dos artistas (já consagrados), selecionados pela Funarte: A Trombonada, André Abujamra, Aurinha do Coco, Cidadão Instigado, Daniel Migliavacca, DJ Dolores, Fabiana Cozza, Fino Coletivo, Josildo Sá, Júpiter Maçã, Kassin, Macaco Bong, Marina De La Riva , Milocovik, Mundo Livre S/A, Murilo da Rós, Nauréa, Nina Becker, Osquestra Contemporânea de Olinda, Paula Morelenbaum, Samba de Rainha, Silvia Machete, Wilson das Neves e Zabé da Loca.

Agora, o anúncio do novo edital:

“Artistas, cantores, bandas e DJs interessados em participar do Conexão Vivo – Feira Música Brasil (circuito de shows complementar à programação da Feira) já podem se inscrever em edital aberto para shows e apresentações ao vivo até o dia 20 de novembro. Os grupos serão selecionados através de um edital, cuja curadoria é formada por profissionais indicados pelos representantes das 16 entidades que compõe o Conselho Provisório da Rede Música Brasil.

Serão selecionados pelo menos 18 artistas que vão se apresentar em vários locais do Recife entre os dias 9 e 13 de dezembro, ao lado de músicos convidados e patrocinados pelo Conexão Vivo. As inscrições são gratuitas e serão realizadas exclusivamente pelo portal www.conexaovivo.com.br. Podem se inscrever qualquer músico ou DJ, individualmente ou representando um grupo ou conjunto. Para participar, é necessário criar um perfil no portal e postar no mínimo 02 (duas) músicas completas, 01 (um) release/currículo e 01 (uma) foto do artista/grupo/DJ.

Não há restrições quanto à inscrição de trabalhos autorais, versões, instrumentais ou cantados em quaisquer línguas. Não há restrições de estilo ou gênero e os artistas podem ou não possuir registros fonográficos gravados e distribuídos comercialmente. Vídeos, fotos, links, matérias escaneadas e postadas no perfil do artista serão consideradas relevantes na avaliação da curadoria, mas é opcional a cada artista inscrito.

Shows – O Conexão Vivo – Feira Música Brasil é um circuito de shows que acontecerá paralelamente à programação da Feira ocupando espaços culturais do Grande Recife. Os artistas selecionados receberão uma ajuda de custos para a realização do show incluindo uma estimativa de gastos com passagens e hospedagem.

A maior parte dos shows acontecerá após a meia-noite, quando se encerra a programação oficial da Feira no palco do Marco Zero. O Conexão Vivo também estará presente com um estande no Terminal Marítimo, no Marco Zero, dedicado à mostra de experiências, serviços e projetos nacionais na área da música.

A Feira Música Brasil – Música Tocando Negócios – é uma iniciativa do Ministério da Cultura com a realização da Fundação Nacional de Artes (Funarte), e conta com o Apoio da Prefeitura de Pernambuco, da Fundarpe, do Governo de Pernambuco e das principais entidades do setor: ABEART, ABEM, ABER, ABMI, ABPD, ABRAFIN e ARPUB, constituída como a mais importante feira de negócios da cadeia produtiva da música já realizada no país. O Conexão Vivo é uma plataforma de desenvolvimento pioneira no país constituída por uma rede de projetos incentivados abrangendo elos fundamentais da cadeia produtiva da música. A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultural da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas.”

Vamos aguardar o resultado…

Se depender de Antônio Palocci, veto a biografias está perto do fim

domingo, 22 de novembro de 2009

palocci

Em entrevista ao jornalista Cristiano Bastos para o “Estado de SP”, Antônio Palocci afirmou que o veto a biografias está perto do fim. O deputado é autor do projeto de lei que tramita na Câmara e modifica artigo 20 da Lei 10.406, de 2002, sobre obras não autorizadas. Eu, uma biógrafa em início de carreira, e os grandes, como Ruy Castro, esperamos ansiosamente que haja a aprovação do projeto de lei apresentado em 2008 e que está atualmente tramitando na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, e que tem como objetivo é coibir a proibição de livros biográficos no Brasil. Se houver a aceitação, casos como o do historiador Paulo César Araújo, que teve sua obra “Roberto Carlos em Detalhes” vetada pelo próprio “Rei”, e de Ruy Castro, que enfrentou problemas com a família de Garrincha no momento da publicação da biografia do jogador, “Estrela Solitária”, nunca mais acontecerão.

Cristiano Bastos: O seu Projeto de Lei 3378/08 garantirá liberdade de divulgação de imagens e informações de personalidades públicas. Como a liberdade de informação e expressão vem sendo cerceada por conta dessa lei que, atualmente, vigora? O senhor vê risco à liberdade de expressão no Brasil?

Antônio Palocci: A proposta busca modificar um artigo da legislação em vigor que permite interpretar, equivocadamente, que ao escrever a biografia sobre uma pessoa de interesse público, o biógrafo estaria fazendo o uso indevido do direito de imagem da personagem biografada, movido por interesse comercial.

Mas é preciso levar em conta que biografias têm muito mais do que um mero interesse comercial. Elas são, na verdade, obras de grande valor histórico e cultural e, portanto, de interesse público. Todo mundo sabe que um livro, para ser lançado, demanda pesquisa, produção e um investimento alto, que só será recuperado com seu lançamento como produto no mercado.

Informar, analisar e apresentar aos leitores esses dados, inclusive fazendo uso de fotografias e documentos históricos, não pode ser confundido com exploração comercial não autorizada da imagem de personagens notoriamente do interesse público.

Além de atentar contra a liberdade de expressão, também tem, sob outro aspecto, desestimulado autores e editores a investirem tempo, dedicação e recursos na pesquisa e publicação de biografias. Isso representa uma perda muito séria para a sociedade.

Clique aqui e leia a matéria na íntegra

GarotaFM: As dores e as delícias de produzir a primeira turnê da banda

sábado, 21 de novembro de 2009

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Ninguém disse que sair em turnê com a banda seria fácil. E eu pude comprovar que realmente não é. Depois de a ECT (Eu, Chris e Taís) ter sido selecionada para participar do festival Fun Music, achei que o melhor a se fazer seria tentar marcar mais shows, afinal, já que iríamos a São Paulo, por que não aproveitar o tempo e tentar fazer mais dinheiro (a ajuda de custo não pagava nem as passagens dos músicos)?! Um mês antes, fui a Sampa a trabalho (como jornalista) e usei o tempo livre para correr atrás da produção: dois shows fechados, um antes e um depois do festival. Maravilha! No Rio, a banda era alegria só. Comemoração com dois shows na cidade maravilhosa, um no Centro de Referência da Música Carioca (30/10) e o outro no Saloon 79 (08/11). Perto do dia de viajar, os problemas começaram a aparecer…

Duas semana antes, nosso flautista diz que não tem como sair do Rio antes de quinta-feira. Putz, o show mais comemorado, que aconteceria no Studio SP, uma das casas mais hypadas da cidade, estava marcado para quarta-feira, dia 11/11. “Desmarcamos?”, questionei. Todos votaram em tocar com um “sub” (substituto). Nossa percussionista, Tatá Ogan, conseguiu o contato de um cara foda do Ceará – mas que mora em Sampa – e ele topou fazer o show. Viajaríamos na quarta e acabamos indo na segunda-feira, para podermos ensaiar com o moço. Ufa! Gil Duarte é fera e fez um showzão! Aleluia! Passamos por esta na boa.

Show no Studio SP

Show no Studio SP

A hospedagem também rendeu pano pra manga. Um amigo de infância que mora em SP ofereceu a sala de sua casa para acamparmos. Putz, o cara é amigo mesmo! Imagina aturar uma banda durante uma semana em sua casa? No primeiro dia, minha parceira conseguiu brigar com o cara. Uma brincadeira boba dele que acabou numa discussão. Havíamos acabado de chegar do Rio e estávamos exaustos, com fome… tudo errado. Depois da tensão, tudo se resolveu e meu amigo de infância e minha parceira viraram melhores roomates da história. O único problema que rendeu até o dia de ir embora foi o gato do cara que divide o apê com ele: o bichinho soltava pêlo demais e dois da equipe eram alérgicos. Até hoje tem pêlo de gato nos cases dos instrumentos.

Show na Livraria da Vila (sem Serjão)

Show na Livraria da Vila (sem Serjão)

O que deu errado mesmo foi a contagem da grana. A ajuda de custo do festival era pequena demais e o cachê do Studio SP – bacana para um show que tinha entrada gratuita para o público – ajudou, mas não resolveu (claro!). Éramos quatro desde segunda, sendo que tinha o Gil para pagar e o Baiano (o flautista original) para incluir na conta a partir de sexta. Lembre-se que, por fim, ficamos uma semana na cidade (de segunda a segunda) e a casa onde estávamos ficava no Itaim Bibi, um dos bairros mais caros de lá… No último dia, todos estavam sem um puto na carteira. Levei umas duas horas explicando que íamos ter que ficar na coxinha de galinha e tudo acabou entendido.

De tudo isso, tirei algumas lições:

1 – Cansa ser vocalista e produtora da banda ao mesmo tempo;
2 – Se não tem outro jeito, é necessário que a vocalista tire a roupa de produtora pelo menos uma hora antes do show (o que foi resolvido, foi e o que não foi, deixa pra lá);
3 – As diárias devem ser calculadas antes da viagem e não durante e paciência se o dinheiro só der para bancar uma coxinha de galinha e não um prato de arroz com feijão;
4 – É necessário fazer a banda entender que seu trabalho na produção é tão importante quando o deles na música, afinal, se não fosse por você, nenhum desses shows teriam acontecido.

Agora, vamos à parte boa da história da primeira miniturnê da ECT (Eu, Chris e Taís)…

Ensaio com Gil Duarte

Ensaio com Gil Duarte

Não posso dizer que não me diverti. Da hora em que eu, Taís Salles e Pedro Henrique Felitte (cantora e assistente de produção da banda) começamos a colocar a tralha no carro até a hora de deixá-los de volta em casa, devo ter feito um milhão e meio de abdominais. Na ida, em seis horas de viagem, falamos de tudo, rimos de tudo, inventamos uma nova língua… chegamos na intimidade total. Lá, pegamos nosso baixista, Serjão, ainda Allaude (isso é um post à parte, que prometo publicar na sequência), na estação do metrô, e buscamos Tatá em Barra Funda: segundo o policial civil ao qual pedimos informação, ela estava na rua da cracolândia. A primeira sensação foi de tensão. Depois, lembramos que viemos do Rio e… esbarrar no tráfico é com a gente mesmo! Sei que, no final, tudo que acontecia em São Paulo com a gente tinha a ver com a cracolândia ou com o engarrafamento (que também nos pegou de jeito em vários momentos).

Engraçadas eram as nossas noites, as que passamos sem palco. Na véspera do show no Studio SP, fui com meu amigo paulista, End, conhecer a casa, já que ele comemoraria seu aniversário lá no dia do nosso evento. Blackout no país! Saímos e ficamos na Rua Augusta, bebendo no escuro, com o resto da banda. Fomos parar em um lugar não divulgável e nos divertimos com atos não descritíveis. Depois, com a luz de volta e mortos de fome, fomos comer espetinhos na Praça Roosevelt. Mais cerveja, mais diversão. [Tudo nesta parte está sendo bem resumido para preservar a intimidade da banda] Chegamos às 6h e fomos tentar descansar para o grande dia, que, óbvio, começou com todo mundo de ressaca.

Eu (no telefone) e Serjão no camarim do Studio SP

Eu (no telefone) e Serjão no camarim do Studio SP

Eu e Baiano esperando o show do Fun Music

Eu e Baiano esperando o show do Fun Music

Depois do show no Studio SP, mais comemoração! Aniversário do End na Rua Augusta (mesmo boteco). Em seguida, Parlapatões (Praça Rossevelt) por sugestãode Paulo Zaidan, o produtor que me ajudou a fazer contato com a turma do Studio SP para marcar o show. Mais risadas, mais bobagens sendo faladas na mesa, a presença ilustre do grande Jamelão (um paulista bon vivant que conheci junto a End e Flávio, em uma viagem à Cuba, em 2006), mais cerveja. Chegamos na casa do meu amigo pela manhã. Dois dias de risadas por causa da ida de Serjão à Rua 25 de Março, da nossa (eu, Serjão e Taís) à Galeria do Rock, do meu encontro com Zeca Baleiro (post à parte) e da viagem a Pindamonnhangaba, onde rolou o festival.

Vendemos vários discos, tivemos espaço na mídia, fomos elogiadíssimos por todos que assistiram aos shows e ainda saímos vencedores da noite no Fun Music. Classificados para a semifinal, teremos que voltar a São Paulo em dezembro. (Ai, meu Deus! Tenho estômago para outra turnê?) No final, tudo deu certo. A última coisa que falei antes de ir dormir, às 5h da manhã de segunda, cinco horas antes de pegarmos estrada de volta para o Rio, foi: “Enquanto a banda estiver me fazendo rir desta maneira, eu topo continuar.”

Leia também:

A difícil (mas recompensadora) arte de produzir um show ou Os dez mandamentos da produção

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