Arquivo de dezembro de 2009

Rodrigo Santos recebe Zélia Duncan em show na Modern Sound

sábado, 19 de dezembro de 2009

O show de lançamento de “O Diário do Homem Invisível”, novo CD de Rodrigo Santos, terá um sabor especial. Em sua segunda aventura solo, o baixista do Barão Vermelho gravou treze canções, oito delas com participações: Ney Matogrosso aparece em “Você Não Entende o Que é o Amor” e a banda Autoramas está na faixa-título do álbum. No palco da Modern Sound, nesta segunda-feira (21/12), Rodrigo recebe Zélia Duncan para cantar “Peso do Passado” uma surpresa (dos Beatles) com ele (veja o vídeo abaixo).

Com produção de Humberto Barros, o novo trabalho traz harmonias sofisticadas que remetem a Beach Boys, Talking Heads, David Bowie e ao disco Sargent Peppers. Participam ainda do disco as bandas Filhos de Judith, Cidade Negra, Canastra e João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, além da cantora Marília Bessy. Onze das músicas estarão no repertório do show de segunda. “Trem de Bala”, “Não Vá”, “Longe Perto de Você” e “Dois Segundos” são algumas delas. “Nunca Desista do Seu Amor” e “Pão Duro”, do álbum anterior, estão no roteiro, assim como alguns clássicos do Barão Vermelho e dos Beatles.

Os músicos Fernando Magalhães (guitarra), Kadu Menezes (bateria), Humberto Barros (teclados) e Jorge Valadão (baixo) acompanham Rodrigo Santos no palco.

Rodrigo Santos: seg (21/12), às 19h, na Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana – 2548-5005). Entrada gratuita (recomenda-se fazer reserva).

‘Quando se cresce, muda tudo’, diz Mallu Magalhães, madura em seu segundo disco

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

mallu005Mallu Magalhães é uma adolescente como outra qualquer quando o assunto é vida pessoal. Bem resolvida profissionalmente – prova disso é o lançamento do seu segundo disco, mais uma vez muito bem recebido pela crítica –, a adolescente vem passando pelos mesmos dramas que grande parte das meninas de sua idade passam. E não é só porque ela viu seu dia a dia virar de cabeça para baixo há dois anos, quando as músicas que compôs, gravou e disponibilizou no MySpace viraram hits não só entre os internautas, como também na cena mainstream da música brasileira. Mallu está tentando virar adulta de uma vez por todas. Mas – não sei se você lembra – não é lá a coisa mais fácil de conseguir quando se tem apenas 17 anos. Mas ela tenta, dizendo isso à mãe na quinta música do CD novo, “Make It Easy”: “I keep fighting for my love / As a woman / And mamma cries (…) It shouldn’t be so hard / No, mamma / We’ll accept each other…”

“As coisas que escrevo têm relação com as dificuldades reais. Já passei por trocentos perrengues. Desde a minha voz, pois depois do primeiro disco tive que tomar muitos cuidados, até o desgaste físico e o emocional de ficar longe da família. Tive que aprender a falar e a ser mais carinhosa, para mostrar para as pessoas que a distância não é destrutiva. Já disse coisas horríveis que não queria ter dito, ouvi coisas que não queria ter escutado… só percebi depois. Mas não adianta ficar com medo de erra e de sofrer. O sofrimento é o primeiro passo para a alegria. Quando se cresce e se torna uma pessoa mais independente, muda tudo. Não faço as coisas que eu fazia, tenho outros sonhos e objetivos”, diz Mallu.

Um deles, comenta, é cuidar da própria vida. Mallu segue estudando – ela acaba de passar para o terceiro ano – e sabe que tudo tem seu tempo. Mas a cantora, que namora Marcelo Camelo (31) há pouco mais de um ano, não esconde a vontade de formar sua própria família:

“Tenho dificuldades na escola, faço reposição de notas com trabalhos, mas sigo em frente… e estou feliz por estar conseguindo. Sempre fui muito caseira, quieta, nunca fui de balada! Então, acho que não tem a ver com o fato de eu ter uma relação com uma pessoa mais velha, mas é um momento em que quero outras coisas. Não quero mais uma pessoa para sair… estou buscando apoio e suporte psicológico. E, quando você tem isso, fica com vontade de fazer planos, construir uma vida, uma família. Tenho muitos sonhos, na verdade. Tento ponderar, claro. É preciso ser sensata, para não atropelar as fases da vida. Mas a gente também não pode deixar de aproveitar as coisas boas: é bom sonhar na hora que o sonho vem e não deixar todos os planos para depois.”

Essa recém-conquistada maturidade transborda nas palavras de Mallu e também em seu novo disco, que foi produzido por Kassin e traz seis canções em português e sete em inglês. Um rock estilo anos 60, “My Home is My Man” (Minha casa é meu homem) é o nome da primeira faixa do álbum, que também é marcado por uma diversidade de ritmos. “Shine Yellow” é um reggae. “Versinho de Número Um” parece ter sido composta por Camelo (mas é dela mesmo), que, aliás, faz vocais em algumas canções. O folk reaparece em músicas como “Make It Easy” e “Nem Fé Nem Santo”.

“É fruto das misturas e do meu contato com esses estilos. Me senti livre o bastante para fazer desse jeito e acabou saindo. Não tenho muitas influências de reggae, mas até gosto de Bob Marley. Ouço Muito Skatalites e Lee Dorsey, por exemplo. Meu baixista, o Thiago (Consorti), me deu um box com quatro discos dos Mutantes e eu passei um tempo apaixonada, dedicada a ouvir e entender a banda”, conta Mallu.

Compositores de samba e MPB também mexeram com Mallu nos últimos tempos. A responsável por essas novas influências foi Nara Leão.

“Nara foi a grande revolução na minha vida e na minha percepção de mundo. Me apaixonei quando ouvi ela cantando ‘Joana francesa’. Fiquei maravilhada! Aí, essa paixão se desdobrou em muitas outras. Perguntei: ‘O que mais Chico Buarque escreveu?’ E fui ouvir Chico, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Noel Rosa…”

Assim como fez com Fernanda Takai, que acabou gravando um disco tributo à cantora já falecida (leia entrevista antiga com a vocalista do Pato Fu), Nara também mostrou a Mallu que é possível se sentir segura mesmo não tendo vozeirão. A pequena segue cantando mais do que nunca e cuidando do instrumento (natural) que a faz ser uma das mais queridinhas do Brasil:

“Bebo muita água para liberar as toxinas, faço exercícios vocais, poupo a voz e me poupo de estresses. Procuro não gritar no travesseiro, não passar frio e não andar descalça. Faço inalação, bebo chá e tenho acompanhamento médico. A Narinha me fez ter vontade de cantar mais. Percebi que há um lugar, onde ela canta e fala, que não machuca. Consigo me sentir mais segura e usar o que minha voz pode me oferecer”.

Veja vídeos que a própria Mallu postou no Youtube:

Dinho Ouro Preto fala sobre estado de saúde e novo CD em vídeo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Do R7 (clique aqui):

“Em dois vídeos postados no site oficial da banda Capital Inicial, o vocalista Dinho Ouro Preto comentou seu acidente e o lançamento do próximo disco do grupo. Ao todo, as produções têm cerca de 20 minutos e apresentam um Dinho mais magro e extremante falante (como sempre!). O músico recebeu alta em 30 de novembro, após um mês de internação. Dinho estava hospitalizado desde 1º de novembro, com leve traumatismo craniano, fraturas nas costelas, além de quadro infeccioso, segundo o boletim médico. Em 31 de outubro, o vocalista caiu de um palco de três metros de altura durante uma apresentação do grupo, em Patos de Minas, Minas Gerais.”

Abaixo, entrevista de Dinho ao Fantástico (TV Globo):

Gilberto Gil deixa Teatro Rival abarrotado

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acostumado a lotar de Circo Voador para cima, Gilberto Gil subiu ao Palco de um Teatro Rival abarrotado nesta segunda-feira (14/12), para o show/entrevista do Palco MPB (leia mais). Com entrada gratuita, muita gente acabou em pé, já que os convites para convidados se esgotaram. Era a última edição de 2009 do programa da rádio MPB FM, em que Fernando Mansur faz perguntas e o artista responde, entre um bloco de músicas e outro.

Acompanhado do filho Bem Gil, de 24 anos, o músico apresentou canções do novo trabalho, “Banda Dois”, e clássicos como “Andar com Fé”. A plateia fez todos os coros necessários e Gil, as piadas mais inusitadas.

“Eu costumo dizer que esse é um show de 14 cordas: as seis do violão de Bem, as seis do meu, e as minhas duas, que estão velhinhas, mas ainda afinam”, declarou o cantor, que passou maus bocados com a voz na época em que estava no ministério da Cultura.

Wilson Moreira recebe Roberta Sá, Aline Calixto e outras em seu aniversário

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

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Autor de “Goiabada Cascão”, “Candongueiro” e “Coisa da Antiga”, Wilson Moreira comemora 73 anos do jeito que gosta: ao lado de cantoras que vivem exaltando por aí a sua importância na história do samba. O show acontece nesta terça-feira (15/12), no teatro Rival, com Iracema Monteiro, Dona Inah, Graça Braga, Nãnãna da Mangueira, Mariana Baltar, Aline Calixto e Roberta Sá. No repertório, os clássicos do mestre.

Wilson Moreira começou nas escolas de samba de Realengo, onde morava. Foi tocar tamborim na Água Branca, que se fundiu posteriormente à Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 1956, Leny Andrade gravou sua primeira música, “Antes Assim”. Com grupo Partido em 5, gravou um LP de mesmo nome na década de 60. O disco fez tanto sucesso que motivou Wilson a largar sua profissão de carcereiro.

Wilson Moreira recebe cantoras de samba: terça (15/12), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia – tel.: 2240-4469). R$ 36 e R$ 25 (os 100 primeiros pagantes).

Leia também:

‘Aline Calixto’ é o disco do ano, segundo a APCA

Roberta Sá: segurança no Palco MPB

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Sertanejos lideram listas do ECAD e da Billboard brasileira

domingo, 13 de dezembro de 2009
Victor & Leo / Reprodução

Victor & Leo / Reprodução

E por falar em listas… A cada três meses, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) divulga o ranking de canções mais executadas no Brasil. Entre abril e junho, Victor & Léo e João Bosco & Vinícius lideraram as listas das regiões Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Sul. “Borboletas”, da primeira dupla, foi a primeira colocada no Norte e Centro-Oeste, segunda no Sul e décima no Sudeste. A dupla é dona também da sétima posição no Sudeste com “Você Sabia” e em terceiro no Sul com “Deus e eu no Sertão”. João Bosco & Vinícius lideram as paradas no Sul e Sudeste com “Chora, me Liga” e aparecem na segunda e décima colocações nas regiões Centro-oeste e Norte, respectivamente, com a mesma música.

Outros destaques do ranking do ECAD em 2009 são Chimarruts (“Versos Simples”), Jota Quest (“Vem Andar comigo”), Bruno & Marrone (“Não Tente me Impedir”), Pixote (“Insegurança”), César Menotti & Fabiano (“Para de Chorar”) e Claudia Leitte (“Beijar na Boca”).

João Bosco & Vinícius / Reprodução

João Bosco & Vinícius / Reprodução

Os sertanejos também dominam a parada de sucesso que a Billboard brasileira está divulgando em sua segunda edição (revista de novembro). O número um do “Brasil Hot 100 Airplay” é de Beyoncé. Atrás dela vem Bruno & Marrone. Entre um gringo e outro, figuram a lista Jorge & Mateus, Hugo Pena & Gabriel e Leonardo. Expoente do pagode romântico, Belo quebra o ritmo ocupando o oitavo lugar e, depois dos dez mais, aparecem timidamente Skank (11º), Titãs (21º), Pitty (25º) e Seu Jorge (30º). Mas o reinado dos cantores do segmento segue até o final da lista dos cem mais: Marco & Mario ocupa esta última posição. Victor & Leo aparecem em 14º e João Bosco & Vinícius, em 13º.

Veja os dez primeiros da lista da Billboard:

1 – Halo (Beyoncé)
2 – Amor Não Vai Faltar (Bruno & Marrone)
3 – Hush Hush (The Pussycat Dolls)
4 – Voa Beija-Flor (Jorge & Mateus)
5 – Vou Te Amar (Cigana) (Hugo Pena & Gabriel)
6 – I Gotta Feeling (The Black Eyed Peas)
7 – Esse Alguém Sou Eu (Leonardo)
8 – Reinventar (Belo)
9 – Faça Alguma Coisa (Zezé Di Camargo & Luciano)
10 – Não Valeu Pra Você (Eduardo Costa)

Conheça um brasileiro radicado na Bélgica que faz TOP 50 como passatempo

sábado, 12 de dezembro de 2009

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Tem gente que gosta de fazer palavras cruzadas. Há quem prefira estudar um instrumento. Cada um escolhe o que mais dá prazer para ocupar as horas vagas. Carlos Furtado passa seu tempo colocando em ordem as músicas que ele curte ouvir. Seguindo o modelo da famosa Billboard - e de muitas outras revistas que passaram a fazer o mesmo depois do sucesso da americana - todo mês, esse engenheiro brasileiro que mora na Bélgica há mais de dois anos faz o seu TOP 50, com as cinquenta canções que mais gosta de ouvir. Leia o que ele tem a dizer sobre seu hobby:

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GarotaFM: O que é exatamente o seu TOP 50?

Carlos Furtado: Provavelmente você já sabe disso, mas toda semana os artistas que estão lançando um CD escolhem uma música de trabalho (single) e a Billboard, a mais conhecida, e outros sites/revistas/listas (como NME, Mediabase, Rolling Stones, IndieLondon etc) fazem suas listas. Algumas, como a Billboard se baseiam no número de singles que o artista vende mundialmente para montar suas listas (charts), por estilo de música. Outras são baseadas nas opinião de críticos ou são simplesmente informativas. No meu caso, eu pesquiso nos sites o que está sendo lançado e monto minha lista baseado na minha opinião pessoal – o que eu mais gosto – mas também tento ir pelo lado técnico, e não colocar qualquer porcaria que curto.

GFM: Você atualiza ele uma vez por mês ou vai mexendo todos os dias?

CF: Eu mexo toda segunda, que é quando os principais sites atualizam suas listas… Faço uma lista com todas as músicas e vou escutando pouco a pouco (também colocando os links do Youtube) e dando minha opinião (as carinhas que você vê no início da lista completa e depois do nome da música): esta é a lista que você encontra no segundo Worksheet do Excel… Depois de tudo escutado, eu escuto de novo aquelas que tem [:)] e [:))] e vou colocando em ordem, do melhor para o pior… Depois, comparo com as 50 que já estão na lista e só aí eu faço o Top 50. O que está abaixo do Top50 são as músicas que eu julguei. Depois, é só montar as outras listas com o que saiu do Top 50, com o que foi Top-top, e por final, com o que eu não gostei [>((]. No que refere ao Top Worst, eu escuto as 10 músicas e coloco em ordem de pior para menos pior. Parece trabalhoso, mas não leva muito tempo….

GFM: O que te faz incluir uma música na lista?

CF: Como disse antes, principalmente o meu gosto, mas eu também tento ser um pouco crítico com o que aparece na billboard #1.

GFM: Em que você se inspirou para começar esse ‘trabalho’?

CF: Não foi idéia minha, não… Eu tive um namorado em 2001 que fazia esta lista já há alguns anos… Ele ainda faz, semanal, e tem amigos aqui na Europa que a fazem há bem mais tempo que ele. Depois, um outro namorado começou a fazer influenciado pelo primeiro… Eu acompanho estas listas desde anos, mas ultimamente, eu tenho gostado muito mais de música alternativa do que de mainstream, e, então, como estou com mais tempo livre, resolvi fazer a minha, na qual aparece muita coisa da cena indie/eletrônico/alternativo que eles não lançam.

GFM: É trabalho ou um passatempo?

CF: É hobbie! Vou fazer até me cansar…

Veja o TOP 50 e a lista das piores músicas segundo Carlos Furtado (clique para ampliar):

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Artistas plásticos pintarão pedalinhos na Lagoa

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sob curadoria de Mate Lelo, da Bloco (RJ), e de Angelina Camelo, da Mini Galeria (MG), onze artistas plásticos deixarão sua marca em pedalinhos que passeiam pela Lagoa Rodrigo de Freitas diriamente. A partir das 10h deste sábado (12/12), quem passar por ali vai poder assistir à customização.

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‘Aline Calixto’ é o disco do ano, segundo a APCA

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

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Grande revelação do samba, Aline Calixto recebeu o aval da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) vencendo o prêmio de Disco do Ano por seu álbum homônimo lançado em junho pela Warner Music. Em clima de comemoração, a cantora prepara uma temporada de shows pelo Rio de Janeiro apresentando as músicas do premiado CD. A agenda está repleta de apresentações que passam por feijoada no Salgueiro (13/01), cinco terças-feiras no Carioca da Gema (05, 12, 19, 26/01 e 02/02) e duas apresentações no Teatro Rival (15/12 e 19/01).

Para as terças-feiras no Carioca da Gema, Aline Calixto preparou um show especial para cada dia. O repertório será construído sobre as músicas do seu álbum e o que irá diferenciar as apresentações serão os sambistas homenageados – Aline escolheu cinco entre os seus favoritos (um para cada dia de show) e adicionará 8 músicas deles em seu repertório. Sendo assim, o set list do dia 05/01 terá 8 canções adicionais de Moacyr Luz e Paulo Cesar Pinheiro; no dia 12/01, é a vez de Dona Ivone Lara e Molequinho serem interpretados pela sambista; dia 19/01 serão Monarco e João Bosco; 26/01 é a vez de Martinho da Vila; e por último, em 02/02, o tema será compositores da Lapa.

(Da assessoria de imprensa)

AGENDA DE SHOWS:
15/12 – Teatro Rival (participação de Wilson Moreira)
05/01 – Carioca da Gema (homenagem a Moacy Luz e Paulo Cesar Pinheiro)
12/01 – Carioca da Gema (homenagem a Dona Ivone Lara e Molequinho)
13/01 – Feijoada do Salgueiro
19/01 – Carioca da Gema (homenagem a Monarco e João Bosco)
19/01 – Teatro Rival – este show contará com a participação de Walter Alfaiate e Wilson Moreira
26/01 – Carioca da Gema (homenagem a Martinho da Vila)
02/02 – Carioca da Gema (homenagem a Compositores da Lapa)

Leia entrevista com a cantora para matéria publicada no site de O Globo em 18/06/2009:

Conheça Aline Calixto, carioca de Minas Gerais que lança CD de samba com participação de Monarco e outros bambas 

Christina Fuscaldo

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RIO – Aline Calixto ficou famosa em Viçosa por comandar rodas de samba no tradicional Bar Leão. Ganhou fãs em Belo Horizonte após convidar ao palco os bambas Monarco, Nelson Sargento e Luis Carlos da Vila em uma temporada de seus shows. Mas foi na Lapa que esta jovem cantora se consagrou. Numa mesma noite de 2007, ela ganhou o concurso “Novos bambas no velho samba”, do Carioca da Gema, e escreveu seu destino: menos de dois anos depois, voltaria à cidade onde nasceu para lançar seu disco de estreia.

- Eu e meus irmãos nascemos no Rio, mas aos seis anos fui para Belo Horizonte, porque minha mãe é mineira. Por incrível que pareça, moramos na Rua Corcovado, no bairro da Urca. Na adolescência vinha muito para cá, passar o réveillon… Agora, fico na divisa do Rio com BH – conta Aline Calixto.

A boa filha que à casa torna é a nova aposta da Warner Music no samba. Para colocar seu disco na mesma prateleira de Teresa Cristina, Roberta Sá e outras cantoras que se dedicam ao ritmo, a gravadora sugeriu que Leandro Sapucahy tomasse conta da cantora. Produtor do álbum “Samba meu”, de Maria Rita, ele chamou grandes músicos da cena carioca para acompanhar Aline Calixto. Estão nos créditos do CD Mauro Diniz (cavaquinho), Layse Sapucahy (percussão), Carlinhos 7 Cordas (violão 7 cordas).

- Todos são nomes que admiro muito. Eles se juntaram a Thiago Delegado (violão 7 cordas) e Ricardo Acácio (pandeiro), músicos que são da minha banda. E ainda tive o prazer de ter a participação dos velhinhos da velha guarda – diz Aline

A música da qual Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Wilson Moreira e Monarco participaram chama-se “Uma só voz” e é de autoria de Edu Krieger. Novo nome da cena carioca, Krieger assina também a composição de “Saber ganhar”. O rapper mineiro Renegado é autor de “Faz o seguinte” e o carioca Rogê é parceiro do bamba Arlindo Cruz em “O teu amor sou eu”.

- É bom ter os sambistas experientes junto aos novos, que vem com frescor. Eu mesma sou uma delas – comenta Aline, que assina as faixas “O dragão da maldade contra o santo guerreiro”, “Você ou eu” e “Cara de jiló”. – Esse repertório vem sendo construído há algum tempo. “Original”, conheci na época da faculdade. “Rainha das águas”, ouvi pela primeira vez na internet. Todas são inéditas, menos “Retrato da desilusão”, que foi gravada por Jorge Aragão (no CD “E aí?”, de 2006), mas não foi muito divulgada.

Aline Calixto estudou geografia em Viçosa e chegou a lecionar em escolas públicas e particulares (“Parabenizo o professor que é isto por opção, porque é uma profissão difícil”). Foi nessa época que começou a organizar rodas de samba (de clássicos) com amigos universitários. Com bela voz e interpretação intuitiva – ouça “Enfeitiçado” – ela nunca fez aula de canto. Aos 28 anos, a carioca das Minas Gerais já deixa avisado que, no futuro, pode mudar de estilo:

- Canto compulsivamente desde criança. Não é porque estou reverenciando o samba que vou sempre seguir este estilo. Sempre cantei muito e de tudo. Tem relatos de que, quando eu era criança, subia nas mesas e começava a cantar. Minha única experiência antes do palco foi quando participei do coral da faculdade onde estudei. Fui aprendendo aos poucos.

Quem quiser conferir a performance da cantora, Aline Calixto estará na Modern Sound, na terça-feira, dia 23 de junho, às 19h. Ela sobe ao palco acompanhada por Thiago Delegado (violão 7 cordas), Hudney Carvalho (cavaquinho), Luis Augusto (congas), Batata (surdo), Peterson de Jesus (tamborim) e Ricardo Acacio (pandeiro).

Roberta Sá: segurança no Palco MPB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Venho acompanhando Roberta Sá desde antes de ela entrar no “Fama”, programa da TV Globo que mostrou a cantora potiguar ao Brasil. Estudamos juntas na faculdade de jornalismo e posso dizer que fui uma incentivadora durante os primeiros momentos depois que ela saiu do ar. Roberta montou banda, chegou a fazer show (no antigo Mistura Fina) e, depois de um tempo, conseguiu gravar seu disco, intitulado “No Braseiro”. Os primeiros shows já tinham uma Roberta cantando muito bem: ela não é daquelas cantoras que “melhoram com o tempo”, pois já surgiu com vozeirão. Mas faltava um baixista, para substituir o baixo programado, e um pouco mais de expressão corporal. Assim se seguiu também depois do lançamento de “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”.

Com “Pra Se Ter Alegria”, CD e DVD que a gravadora Universal distribuiu recentemente, Roberta Sá chegou lá. No palco, ela mostra segurança, dançando e falando, parecendo mais à vontade do que se estivesse em sua casa. Edição? Uma direção bem feita? Não! Roberta aprendeu a dominar a plateia e a mostrar que a banda é uma extensão sua e de sua música. A sintonia é visivelmente perfeita. Um público seleto pôde ver isso na segunda-feira (07/12), durante a gravação do Palco MPB, programa de show e entrevista, com Fernando Mansur, que a rádio MPB FM colocou no ar na terça (08/12). Veja um vídeo (feito com celular Nokia N73):