Arquivo de janeiro de 2010

Escritores e jornalistas assinam textos em livro sobre as manifestações musicais cariocas

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Organizado por Marcelo Moutinho e com textos de Sérgio Cabral, Ruy Castro e outros, ”Canções do Rio – A Cidade em Letra e Música” será lançado nesta quarta-feira (20/01/10), na Livraria Folha Seca. O livro compila textos sobre as diversas manifestações musicais cariocas. João Máximo assina ” Dos primórdios à Era de Ouro” enquanto Sérgio Cabral, o pesquisador, escreve sobre “As marchinhas”. Nei Lopes é autor de “O samba” e Ruy Castro, biógrafo de Carnem Miranda e outros nomes, fica com “A bossa nova”. O jornalista Hugo Sukman assina “A canção moderna” e Silvio Essinger, “Rock, rap, funk”.

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Zélia Duncan: Leila Pinheiro, Isabella Taviani e Rodrigo Santos fazem participação surpresa

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jurei que não escreveria sobre este show de Zélia Duncan que assisti sábado, no Teatro Rival. Foi o terceiro da turnê de “Pelo Sabor do Gesto” que vi e imaginei que nada mais me surpreenderia. Imagine… Zélia não surpreender… Pra começar, dei pulos de alegria porque consegui registrar “Felicidade”, de Luiz Tatit (veja o vídeo lá embaixo), música pela qual me encantei desde a primeira vez que ouvi ZD cantar, na estreia da turnê, No Teatro Municipal de Niterói. Depois, começou a sessão surpresa-atrás-de-surpresa. Quando cantou “Flores”, recebeu flores, muitas flores, da plateia. Até Rodrigo Santos e Isabella Taviani, que assistiam ao show, renderam-se e levantaram-se para entregar rosas à cantora. No Bis, um bis de verdade: no improviso, subiram ao palco Leila Pinheiro, Isabella Taviani e Rodrigo Santos. Christian Oyens foi a única participação prevista.

De bermuda jeans, Leila Pinheiro cantou “Benditas” lendo a letra em um papel, porém, interpretando muito bem a canção de Mart’nália. Isabella Taviani se assustou quando, depois de chamar Oyens, Zélia a convidou para subir ao palco. “Não é furada, não”, prometeu a amiga. E as duas fizeram dueto em “Não Vá Ainda”. ZD soprava a letra e Taviani soltava a voz. A anfitriã foi acompanhada por Oyens também em “Verbos Sujeitos” e em “Alma”. Nesta última, convidou Rodrigo Santos, que hesitou, mas foi mesmo sem violão e sem saber cantar. Perdido? Que nada! O baixista do Barão Vermelho – agora em carreira solo – vocalizou até o fim da canção. Um festival de improviso! Extasiante!

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Com técnica vocal perfeita e domínio de palco, Ithamara Koorax rege a plateia do Leblon

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ik Além de uma técnica vocal perfeita, Ithamara Koorax tem domínio do palco. E é capaz de reger uma plateia usando os olhos e as mãos. A niteroiense que faz mais sucesso no exterior do que no Brasil merece ser designada como uma das três melhores cantoras de jazz do mundo, como o fizeram os leitores das revistas DownBeat, Swing Journal e Jazz People (ao lado de Diana Krall e Cassandra Wilson). Não importa o que diz a crítica brasileira – com a qual Ithamara tem uma certa diferença. No show que apresenta às sextas e sábados, até o dia 30 de janeiro, no Bar do Tom, no Leblon, a cantora mostra por quê a diversificação do seu repertório não compromete o show, cuja unidade é alcançada através de sua voz, desenvoltura e influência sob o público.

Em “Bim Bom World Tour”, a cantora mescla clássicos com canções do seu 12º álbum, “Bim Bom”, um tributo a João Gilberto. Mas a homenagem bossanovista se dissolve em meio a tantos outros hits. Do repertório do baiano, ela canta poucas. “O Pato”, “Minha Saudade”, uma parceria com João Donato, e “Hó-bá-lá-lá-lá” são algumas delas.

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Entre a versão em português de “Human Nature” (Michael Jackson), gravada por Dulce Quental em 1986, e “Smoke Gets in Your Eyes” (The Platters), Ithamara Koorax cantou os temas de Chapeuzinho Vermelho e Dona Baratinha, mostrando que, além de graves e agudos perfeitos, ela sabe fazer vozes estridentes quando quer brincar. O dance “Got To Be Real” (Cheryl Lynn) virou um jazz irreconhecível e “Aviso aos navegantes”, de Lulu Santos, ganhou teclado e baixo jazzísticos e violão e bateria de samba: só não dá para dizer que é “a perfeita bossa nova” porque nesse movimento não há vozes primorosas.

Ithamara Koorax encerrou o show com o tango “El Día Que Me Quieras”, sucesso do argentino Carlos Gardel, e “Mas Que Nada”, de Jorge Ben, que ganhou solo de bateria de Haroldo Jobim. Antes, chamando com os olhos e fazendo gestos sutis com as mãos, conseguiu que as pessoas presentes a acompanhassem em coro em diversas canções. No bis, “Never can say goodbye” e “Garota de Ipanema”.

Uma das três melhores cantoras de jazz do mundo, Ithamara Koorax faz temporada no Rio (leia entrevista)

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Contido, Ney Matogrosso interpreta belas músicas em ‘Beijo Bandido’

sábado, 16 de janeiro de 2010

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Depois de bem-sucedidas passagens por palcos cariocas, o grande Ney Matogrosso deu a última chance para o público do Rio se despedir de “Beijo Bandido”, fazendo dois fins de semana de shows no Canecão. Claro que eu, que havia perdido os da primeira temporada, fui lá nesta sexta-feira (15/01) conferir a atuação do cantor. Um Ney burocrático subiu ao palco às 22h em ponto. Saiu às 23h, deixando o público querendo mais. Voltou para um bis. Voltou para o segundo bis. E, antes das 22h30, o show estava terminado.

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O repertório, sem comentários… Uma música mais linda que a outra, apesar do “Nada por mim” (Herbert Vianna e Paula Toller) que parecia perdido no roteiro. Contido, Ney vestia um terninho bege e justo, com pouco brilho e pouca pele à mostra. Quando tirou o paletó, ecoou da plateia: “Tira mais, tira tudo!” É, os fãs acostumaram-se com o Ney cheio de brilhos que troca de roupa em cima do palco, como fez em “Inclassificáveis”, show que deu origem a um CD e um DVD, anterior a “Beijo Roubado”, que também rendeu um disco.

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Acompanhado por Leandro Braga (piano), Lui Coimbra (cello e violão), Ricardo Amado (violino e bandolim) e Felipe Roseno (percussão), Ney interpretou “Medo de Amar” (Vinícius de Moraes), “Bicho de sete cabeças” (Geraldo Azevedo/Zé Ramalho/Renato Rocha) e “Mulher sem razão” (Cazuza, Dé e Bebel Gilberto), além de pérolas do cancioneiro, como “Tango para Teresa” (Evaldo Gouveia/Jair Amorim), sucesso de Ângela Maria. Destaque para “De Cigarro em Cigarro”, clássico de Luiz Bonfá gravado por Nora Ney, que ganhou um vídeo de Ney dançando bolero, exibido em um telão ao fundo do palco.

Veja vídeos do show:

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Uma campanha pela reedição de ‘Gauleses Irredutíveis’, o livro sobre o rock gaúcho

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

gauleses Lançado em 2001 pela editora Sagra-Luzzato, de Porto Alegre, o livro “Gauleses Irredutíveis”, de Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller, rapidamente se esgotou. Duas mil cópias com a história do rock gaúcho foram parar nas mãos de apaixonados pela história da música, ou pelo menos por esta parte dela. Infelizmente, não cheguei a esbarrar com nenhum exemplar. Mas dou início agora a uma campanha pela reedição deste trabalho, que encantou e ensinou muita gente coisas sobre o Rio Grande Sul e seus expoentes. Você sabia, por exemplo, que aquele jurado mal-humorado do Ídolos (programa do SBT) integrou bandas chamadas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques? Mais abaixo do post, confira trechos de histórias de músicos (retirados do blog Desorientação) e, por último, vídeos da época. Aqui embaixo, uma pequena entrevista com um dos autores, Cristiano Bastos. Ele conta para o GarotaFM em primeira mão que está trabalhando no projeto de transformação de “Gauleses Irredutíveis” em um e-book.

Cachorro Grande

Cachorro Grande

GarotaFM: Como surgiu a ideia de escrever esse livro (foi sua ou de todos os autores)?
 
Cristiano Bastos: A ideia nasceu depois que os autores – eu, Alisson Avila e Eduardo Müller – emocionaram-se profundamente com a leitura de “Please Kill Me” (ou, no Brasil, ”Mate-me, por favor”, da LP&M), que retrata a história do punk norte-americano desde os anos 60 aos anos 00. Nos tocamos que a história da música jovem gaúcha nunca havia sido contada nesses moldes e dava muito pano pra manga. É só conferir no livro.

GFM: Fale sobre o processo de produção (quanto tempo durou e quão cansativo foi)?

C.B.: O livro foi feito em seis meses, entre escolher as fontes e achá-las (são mais de 167), entrevistá-las, a edição e a editoração. Recorde absoluto. Vinte e quatro horas de trabalho por dia. Foi uma grande loucura.

Bidê ou Balde

Bidê ou Balde

Cascavelletes

Cascavelletes

GFM: Quando o livro foi lançado e quantas cópias foram editadas?

C.B.: Foram editadas 2 mil cópias que se esgotaram rapidamente.
 
GFM: O que você diria a um editor para convencê-lo de que é importante a reedição de ‘Gauleses irredutíveis’?
 
C.B.: Eu diria que é um livro muito divertido de se ler. Rock ao pé da letra. O mais legal é que os entevistados, de modo geral, não furtaram-se em contar seus “causos” mais picantes. Há muito sexo, drogas e, especialmente, muito rock’n'roll. As estórias do legendário Plato Divorak, nosso Rocky Ericson brasileiro, brilham no livro.
 
GFM: Como anda a ideia de transformar o livro em um e-book? Uma reedição cancelaria o projeto?
 
C.B.: As editoras, de maneira geral, estão vivendo uma descapitalização. Estamos, agora, estudando o relançamento de ‘Gauleses Irredutíveis’ no formato e-book. Nada mais moderno não é? Mas não dispensamos o suporte em papel, para o qual ele foi concedido. Se alguma editora se interessar em lançá-lo, estamos abertos para negociar.

Aristoteles de Ananias Jr.

Aristoteles de Ananias Jr.

CARLOS EDUARDO MIRANDA

Ele ganhou atenção de todo o país como o “jurado mau humorado” do programa Ídolos, no SBT. Mas muito antes de se tornar uma espécie de Simon Cowell brasileiro, Miranda já era figura carimbada do rock gaúcho.

Antes de imaginar se tornar produtor e executivo da gravadora Trama, o “não-músico” dirigiu os selos Banguela e Excelente, atuou como jornalista e integrou as bandas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques.

E no palco ele era ainda mais agressivo que na frente das câmeras. Entre suas peripécias, ele conta no livro como foi repreendido após uma edição do festival Rock Unificado por jogar garrafas de plástico no público.

JÚPITER MAÇÃ

Flávio Basso dispensa apresentações. Júpiter Maçã e Jupiter Apple em carreira solo, ele encabeçou as bandas TNT e Cascavelletes nos anos 1980. Compositor, multi-instrumentista e desvairado, escandalizou gerações com seus shows caóticos, tão pontuais quanto seu talento.

No livro, ele conta como se ressentiu quando, na época do Cascavelletes, Frank Jorge resolveu voltar a tocar com a Graforréia paralelamente.

Então decidiu sabotar o show com Alexandre Barea, baterista da banda. Mas os dois beberam muito antes, e a sacanagem ficou pela metade. “A gente chegou cambaleando, no meio da galera, empurrando todo mundo”, completa Barea.

Byzzarro

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EDU K

Nascido Eduardo Dornelles, o líder do De Falla, afastado da banda desde 2004, passou a se dedicar à música eletrônica. Mas “o maior golpista da Gália” ainda é mais lembrado pelo seu trabalho no rock, no grupo que o fez famoso nacionalmente e em outros tantos.

No livro, além de assumir que faz tudo por dinheiro, ele conta como quase apanhava, até da própria mãe, por sair na rua vestindo apenas um maiô: “Às vezes, vinha a polícia, ou parava um caminhão, e descia um monte de cara sedentos dizendo ‘vem cá, minha puta!’”.

MARCELO BIRCK

Marcelo foi o primeiro vocalista e guitarrista da Graforréia Xilarmonica. Mas enquanto o irmão Alexandre seguiu no commando das baquetas na banda, ele resolveu ir para outras paragens e deu início a uma carreira solo. Como Miranda, também tornou-se produtor.

Mas uma de suas histórias mais memoráveis no Gauleses tem mais a ver com os maiôs de Edu K. No livro, ele conta como surgiu o visual da Graforréia no seu início: “Minha mãe resolveu botar fora um monte de roupas démodé – e eu e o Frank Jorge resolvemos usá-las. Tinham uns modelos absurdos: umas ceroulas listradas de amarelo, vermelho e verde… Daí, nos olhamos e dissemos: ‘vamos montar uma banda com isso!’”, completa Frank.

EGISTO DAL SANTO

Egisto Dal Santo não pára. Além da Colarinhos Caóticos, ele já passou pelas bandas Ponto de Vista, Elektra, Groo Brothers, Acretinice Me Atray, Benedyct Eskine e Saltin Mantra. Em carreira solo, venceu Júpiter ao assumir em diferentes fases três nomes diferentes: Egisto Ophodge, Egisto 2 e Egisto Dal Santo, o mais recente.

Como produtor já assinou mais de 40 discos. Entre eles, o clássico máximo de Flávio Basso, A Sétima Efervescência. Não satisfeito em produzir, Egisto também tocou para a gravação do disco. No livro, dá pra conferir como, durante um show da Colarinhos, a policia entrou pela segunda vez no antigo Garagem Hermética e fechou toda a rua Barros Cassal.

MPB Solo com Zélia Duncan estreia hoje no Portal MPB Brasil

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

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O programa MPB Solo, o primeiro da rádio MPB FM voltado exclusivamente para web, com a cantora Zélia Duncan estreia no portal MPB Brasil (clique aqui) nesta terça-feira (12/01). Com uma hora de duração, o programa é apresentado pelo produtor cultural e diretor de conteúdo e novos negócios da rádio, Bruno Levinson. No programa, a artista mostra, em formato voz e violão, seus grandes sucessos e conversa com o apresentador e com a plateia sobre seus projetos, suas expectativas e sua carreira. Gravado uma vez por mês no Teatro Poeira, em Botafogo, a idéia do talk show é mostrar como o artista se relaciona com seu instrumento. A interação com o público também é um dos pilares do programa. A edição do programa de estreia com o cantor e compositor Frejat já teve mais de 300 mil acessos.

(Da assessoria de imprensa)

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Novo clipe de Luiza Possi é o mais votado no site da MTV

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O ano mal começou e a cantora Luiza Possi já tem muitos motivos para comemorar. O clipe de seu novo single, “Eu Espero”, está em primeiro lugar entre os mais votados do site da MTV. Além disso, o vídeo – dirigido por Pablo Uranga e filmado no Rio de Janeiro – já alcança o posto de terceiro lugar na lista dos mais vistos pelo site. “Eu Espero” faz parte do álbum “Bons Ventos Sempre Chegam”, com o qual Luiza percorre o Brasil atualmente em turnê.

(Da assessoria de imprensa)

Leia matéria publicada no site d’O Globo em 21/06/2009:

Luiza Possi faz foto dentro de tanque e maquiagem borrada para divulgar CD em que dedica canção à mãe

Christina Fuscaldo

luizapossi_nanmoraesRIO – Toda vez que lança um disco, Luiza Possi diz que “esse sim” é a sua cara. Mas, com “Bons ventos sempre chegam”, ela foi além das palavras. Na foto que ilustra a contracapa do encarte, ela aparece descabelada e com a maquiagem borrada, seminua, dentro de um tanque. Segundo a cantora, que está prestes a completar 25 anos (na sexta-feira dia 26 de junho), a foto é “a minha cara”.

- Quem me conhece sabe que sou assim, despojada, descontraída… Eu tomava banho no tanque quando era pequena. Dá para me explicar através dessa foto e dá pra explicar meu disco. Tem seis composições minhas. É tanta entrega que não tem por que ficar tentando posar de outra maneira – diz Luiza.

Produzido por Max Viana, guitarrista conceituado e filho de Djavan, o álbum traz uma canção de Moska (“Agora já é tarde”), uma de Samuel Rosa e Chico Amaral (“Ao meu redor”), uma versão de Chico César para uma composição do músico do Congo Lokua Kanza (“Vou adiante”) e, entre outras, as canções de Luiza. Ela, que vem testando escrever músicas desde seu primeiro disco, de um ano para cá mergulhou com tudo na composição. Livre de todos os preconceitos, ela buscou em um verso de uma canção de sua autoria, “Queixo caído”, o nome do álbum.

- Agora posso dizer que sou compositora mesmo. Assinei com a (editora) Warner Chappel, e minha mãe já pediu uma música, a cantora italiana Chiara fez uma versão de uma outra… A composição foi uma descoberta. Gosto mais de fazer a melodia e a harmonia, é mais natural pra mim. Mas descobri que, para fazer letra, a dica é sair da forma e entrar no conteúdo. Se você se prende demais à forma, só sai sol, mar, brisa… A rima vem a partir do conteúdo – explica, já avisando. – Estou compondo em inglês para um próximo projeto.

Com Dudu Falcão – que já compôs com Lenine, Michael Sullivan e outros hitmakers – Luiza Possi escreveu mais de 15 canções para o novo disco. Para não se perder em meio a tanto papel, a cantora comprou um carimbo com um “P”, de “pronto”.

- A gente se encontrou todos os dias durante um ano, e eu sempre saía com a mão toda carimbada. Dá para fazer uns três discos de músicas nossas. Essa parceria com o Dudu foi uma coisa iluminada – comenta.

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Desse pacote de músicas saiu “Toda vez”, “Eu espero”, De graça”, “Paisagem” e “Minha mãe”, primeira canção dedicada a Zizi Possi, a “estrela” que Luiza cita na letra.

- Minha mãe sempre reclamava que eu só fazia música para o meu pai (o produtor Liber Gadelha), mas é que a história dele sempre me inspirou muito. Ele já ficou doente e me fez achar que ia perdê-lo várias vezes. Mas, um dia, na casa da minha mãe, comecei a escrever essa música e mandei para o Dudu, que completou a ideia. Então, serve para a minha mãe, para a dele… E eu sou filha de uma estrela mesmo, né? – gaba-se.

A homenagem chega com o disco às lojas poucos dias depois de Zizi se derramar por Luiza em seu blog: a cantora elogiou a performance da filha no show “Elas cantam Roberto Carlos”, que foi exibido pela TV Globo em maio.

- Ela falou que eu cantei lindamente e que eu estava linda. Para mim, a aprovação da minha mãe é tudo. Todo mundo pode falar que está bom, mas eu só acredito quando ela diz. Admiro sua opinião pela dignidade e seriedade que ela tem com o trabalho dela e o comprometimento com a música. Ela e meu tio são as únicas pessoas que falam a verdade. E olha que eles não pegam leve, não. Mas é bom – analisa.

O tio, José Possi Neto, é quem vai assumir a direção dos shows da turnê de lançamento de “Bons ventos sempre chegam”, ainda sem previsão de estreia.

Para escutar músicas da cantora, clique aqui  e busque os links dentro da matéria 

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‘Os Ruivos’: Imprima o flyer e ganhe desconto para ver a peça no último fim de semana

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Depois de um ano e meio em cartaz, a peça ‘Os Ruivos’ se despede da zona Sul do Rio de Janeiro neste fim de semana com uma super promoção. Imprima o flyer abaixo ou mande e-mail para  osruivos@uol.com.br  e pague apenas R$ 15. Não esqueça de colocar no assunto a palavra PROMOÇÃO. A comédia de Pedro Monteiro, diretor do filme ‘Vida de Balconista’, pode ser vista de sexta a domingo, no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea.

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Depois do encontro com o Rei, reflexões sobre o popstar viciado e as mulheres que amam demais

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

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Domingo, fiquei cara a cara (a mais ou menos uns cinco metros) com Roberto Carlos. Ele estava em seu barco, o Lady Laura, e eu no de uma amiga de infância, ancorado bem próximo ao dele. Passeando pelo deck, avistamos o Rei. E ele estava ali, de blusa azul, apoiado na porta usando um braço – o outro estava na cintura. Uma imagem familiar, um sorriso simpático. Havia acabado de se despedir dos convidados que recebeu naquela tarde ensolarada. Paramos ali, de frente para ele, eu e minha amiga de infância, mas não conseguimos dizer nada. Mesmo depois de cinco anos participando das tradicionais entrevistas coletivas com o Rei, não consegui não ficar meio nervosa. Queria cumprimentar, mas precisava de cinco minutos para relaxar e, em seguida, tomar atitude. Não deu tempo: sua secretária o enxotou para dentro do barco. Ele ainda hesitou, olhando e tentando entender o que aquelas duas moças faziam ali encarando Sua Majestade. Mas logo voltou ao seu conforto, longe de qualquer ameaça.

Terça-feira, fui parar no banco. Dia 5… dia de pagamento… aquela fila! Mal abri o número 4 da revista Movie, que traz a foto de divulgação do filme “Lula – O Filho do Brasil”, e a menina atrás de mim falou: “Nossa, seu piercing é de estrelinha!” O dela era uma pedrinha. Embalamos um papo sobre brincos, tatuagens, namoro, família, faculdade, trabalho e… ufa! Depois de 30 minutos tentando aproveitar aquele tempo que dá raiva de perder, achamos o assunto que tomaria conta da segunda meia hora que passamos juntas dando passos de formiga até o caixa. Ela trabalha no consultório de um psiquiatra que cuida de dependentes químicos. Papo vai, papo vem, disse que tem até artista frequentando lá. E confirmou: aquele menino lindo que estourou com uma música e anos depois apareceu com dreads, dizendo que foi para uma clínica de reabilitação para cuidar de uma dor de barriga, estava (ou está) mesmo viciado. Pior: ele fugiu da clínica. Pegou as coisas e foi embora, dizendo que não precisava mais daquilo ali.

A entrevista com esse cantor saiu no jornal Extra em novembro, se não me engano. Fiquei super triste antes de ler, quando escutei falar sobre o estado dele. Achei meio absurdo uma pessoa que tem muito tempo para tentar refazer sua vida achar que vai resolver seus problemas se metendo “brabamente” com drogas. Mas, depois de reler, achei até meio cômica a maneira como ele mesmo estava lidando com o assunto. E, claro, vi amigos transformarem aquilo em piada: “Tô com prisão de ventre, acho que vou cheirar um pouquinho”, falou um, certo dia. Nossa… Espero que antes que vire homem (fala sério, ele ainda é um menino!), esse ex-projeto-de-popstar saia dessa. Principalmente se ele não quiser virar piada, tipo aquela do “Rafael Pilha”. Olha aí o (bom) exemplo (por enquanto) de Fábio Assunção…

Aliás, acompanhando a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, também esta semana, parei  para pensar sobre as mulheres que amam demais. Essas mesmo, que hoje até têm um espaço para buscar ajuda (MADA – Mulheres Que Amam Demais, uma espécie de A.A. para as obsessivas). Eu tinha o hábito de chamá-las de “mulheres burras”. Mas, refletindo sobre personagens da ficção e da vida real que andei conhecendo ultimamente, mudei de ideia. Mais do que apaixonadas, elas são dependentes, como algumas são do álcool e outras, das drogas. Só que é uma dependência psicológica. É uma doença, que deve ser tratada como a depressão. Morro de pena cada vez que Dalva de Oliveira (Adriana Esteves) sai no tapa com Herivelto Martins (Fábio Assunção). Traindo a mulher sem parar, ele é o errado da história, mas é ela quem pede desculpas.

Enfim, uma semana para refletir…

Max Sette, trompetista da Orquestra Imperial, comanda baile de carnaval

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

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Trompetista da Orquestra Imperial, Max Sette comanda um baile de carnaval muito especial nas sextas-feiras de janeiro: quem aparecer de fralda, paga meia-entrada. Com marchinhas clássicas no repertório, o músico se apresenta no Atlântico acompanhado por uma banda de metais, percussão, teclado, violão e cavaco. Nos intervalos, o DJ Dorneles assume as carrapetas. Atenção! No dia 15, o show acontece no Estrela da Lapa.

As marchinhas “Até Quarta-Feira” e “Máscara Negra” estão no roteiro do Carnaval do Sette, assim como músicas de Max Sette. “Gomalina” e “Vacilow” são algumas delas. Para celebrar a chegada dos corajosos que estiverem de fralda, o trompetista apresentará “De Fralda”.

Carnaval do Sette: sexta (8, 22 e 29/01), às 22h30, no Atlântico (Av. Atlântica, 3880, Copacabana – (21) 3547-9803). R$ 30 e R$ 20 (com filipeta). De fralda paga meia.

Carnaval do Sette: sexta (15), às 21h, no Estrela da Lapa (Av. Mem de Sá, 69, Lapa – (21) 2507-6686). R$ 30, R$ 15 com filipeta e até às 22h, R$ 10 na lista amiga (amigo@estreladalapa.com.br). De fralda paga meia.

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