Arquivo de abril de 2010
David Ganc & Mário Sève homenageiam Pixinguinha e Benedito Lacerda
sexta-feira, 30 de abril de 2010Novo clipe do Leela está na MTV e na internet
quarta-feira, 28 de abril de 2010Recado de Bianca Jhordão, vocalista da banda Leela:
Oi pessoal!
Estreou hoje o novo vídeo do Leela, “Mundo Visionário”, na MTV e no Youtube.com/leelaoficial.
O video é dirigido por Mionzera & Vascolino e ficou muito lindo.
O Myspace.com/bandaleela também está atualizado.
Aproveitem!,
Beijos,
Bianca
http://www.youtube.com/leelaoficial
http://www.myspace.com/bandaleela
Feirinha da Música tem como tema ‘Música e Trabalho’
segunda-feira, 26 de abril de 2010Quer ficar sempre informado do que está rolando no blog? Siga o GarotaFM no Twitter: http://twitter.com/GarotaFM
Gravada por Maria Gadú, Playmobille tem músicas em três novelas e está no Viradão
quarta-feira, 21 de abril de 2010Soube que existia o embrião da Playmobille em 2005, logo após uma viagem de ônibus em que conheci o baixista Rodrigo Lemmings. Era só o começo, mas a força de vontade de seus integrantes foi me comovendo até que, em 2008, consegui ouvir algumas faixas pela primeira vez. Fui rápida no gatilho e consegui incluir a banda em uma matéria que escrevi para o Globo Online (leia aqui). De 2009 para 2010, boas notícias: Maria Gadú gravou “Linda Rosa”, uma linda canção assinada pelo vocalista e principal compositor Gugu Peixoto; a banda assinou contrato com a Som Livre, lançou o CD “Devaneios e Fosforilações” e emplacou músicas nas trilhas sonoras de “Malhação”, “Viver a Vida” e “Cama de Gato”; a Playmobille vai ser atração do Viradão Carioca. O show acontece no sábado (24/04), às 2h30, no Anfiteatro nos Arcos da Lapa, logo após a apresentação de Marcelo D2. A Playmobille é formada por Gugu Peixoto (vocal e guitarra), Gabriel Mello (teclado), Rodrigo Lemmings (baixo), Batata (guitarra) e Bruno Dantas (bateria). Orgulho de ter apostado nesses meninos!
Clique aqui para conhecer o site da Playmobille
Abaixo, uma entrevista com Gugu Peixoto:
GarotaFM: Como e quando a Playmobille foi formada? A banda surgiu do sonho de quem de fazer músicas a sério?
Gugu Peixoto: A primeira formação foi em 2005. A banda surgiu junto aos meus “devaneios” de querer viver de sonho. Chamei o Bruno Dantas pra tocar bateria, pela internet, e assim foram aparecendo quase naturalmente todos os que ficaram. Os que passaram ainda estão, mas de fora, torcendo ou ajudando no que podem.
GFM: Você chegou a trabalhar em bastidores de TV, certo? Conte essa experiência e diga no que ela foi válida para sua carreira na música.
GP: Eu fiz faculdade de cinema e, nela, arrumei uns amigos para tocar. Mas eu precisava de dinheiro e sempre trabalhava em curtas e programas pilotos. Foi aí que fiz um piloto da Ingrid Saldanha (ex-mulher do ator Kadu Moliterno) e o apresentamos juntos na Record. Fui contratado. Trabalhei em produção ao lado de pessoas muito profissionais, e é claro que isso me ajudou e ajudou a banda. Hoje, temos uma irmã-produtora que conheci lá. Em TV, tem-se muita estrutura para trabalhar, e daí surgem ideias de se produzir sem dinheiro, às vezes até utilizar a estrutura de um e por em pratica no outro.
GFM: Como vocês conheceram Maria Gadú e Leandro Leo e como ‘Linda Rosa’ foi parar no disco da cantora?
GP: A Maria tinha acabado de chegar de São Paulo e o ator e a atriz Rafael Almeida e Roberta Almeida marcaram um encontro na casa do Caio Soh(escritor), para apresentar os amigos que se reuniam para fazer som. Acho que foi empatia de todos. A Maria é uma pessoa das mais incríveis que conheço, não só em musicalidade. Ela chegou meio sem lenço e com pouco documento… Estávamos gravando as quatro primeiras músicas do nosso disco. Mostrei para ela. Nós fazíamos os mesmos bares na época. Aí, ouvi dela “Linda Rosa” com o Leandro Leo. Eles filmaram e eu mandei para o produtor do nosso disco (Rodrigo Vidal). Ele se apaixonou e começaram a flertar trabalho. A Maria me deu esse presente de gravar a “Linda Rosa”. O Leozinho, eu conhecia de trombar com ele nos bastidores da RECNOV (estúdio da Record), pois trabalhei na novela em que ele era ator.
GFM: Você acha que algo mudou para a banda depois que Gadú gravou a canção?
GP: Sei que ela deu muita força para nós lá dentro da Som Livre. Ela adora a Playmobille e sempre briga por nós. Mas existiram outras coisas em paralelo, como nosso empresário Marcelo Reis, o próprio Rodrigo Vidal, que sempre nos disse que mostrava nosso som para muitas pessoas do meio. As coisas mudaram bastante quando tivemos o disco na mão.
GFM: Conte como foi o processo “árduo” para conseguir uma gravadora que distribuísse o disco da banda?
GP: Antes da Som Livre, antes de terminar o disco, nós tivemos uma proposta de um selo da UNIVERSAL, para distribuir… Lógico que fomos atrás de todas as propostas que apareceram (ou não)… Mas o árduo é o dia a dia, a história fica sempre mais light…
GFM: Conte como fizeram para gravar este disco. Foi produção independente? Houve apoio de produtor, estúdio etc?
GP: Desde antes de gravar, estávamos num processo de entra e sai de pessoas, mas eu tinha certeza que queria o Rodrigo Vidal… Já tinha ouvido falar muito dele, e tivemos umas duas reuniões para gravar esse disco e eu gostei muito dos pontos de vista dele. Foi “Pai trocínio” que nos proporcionou esse bebê.
GFM: Essas músicas que estão no disco existem há muito tempo?
GP: Existem! As mais novas desse disco devem ter uns quatro anos. As mais antigas, como “As Pontes”, devem ter uns doze anos. Eu tenho 28 anos…
GFM: Onde elas estão neste momento (qual está em Malhação, qual está em novela, qual está nas rádios etc)?
GP: “Linda Rosa”, com a nossa versão, está tocando na MPB FM. Com a versão da Maria, está na novela “Cama de Gato” (TV Globo) e em outras rádios do segmento MPB. “Jorge Maravilha” (Chico Buarque) está em “Malhação”, e “A Próxima Vez” está na novela “Viver a Vida”. Fora as rádios de Minas Gerais, para onde viajamos para fazer divulgação.
GFM: O que você espera deste show do Playmobille no Viradão Carioca?
GP: Espero que tenha muita gente! Muita gente que conheça a gente e quem não conhece também, para conhecer.
GFM: Você acha que 2010 é o ano da banda ou ainda há muita semente a plantar?
GP: O ano da banda é todo e qualquer ano. Desde o nascimento até qualquer morte que nos faça parar de alguma maneira e reinventar a busca. Todo ano é todo dia. E todo dia são muitos dias, mais difíceis do que gloriosos. Cada degrau é um suor, mas temos que olhar para cima e para baixo. Saber onde estamos e onde queremos chegar é importante.
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Rolling Stone publica resenha sobre o Copa Fest
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Nesta segunda-feira (19/04), a Rolling Stone publicou minha resenha sobre o Copa Fest, festival de música instrumental que aconteceu no Copacabana Palace de sexta e domingo (17 a 18/04). Hermeto Pascoal foi escolhido para ser o destaque da home do portal; dentro, há algumas fotos do evento. Dê um pulo lá para ler mais detalhes sobre o que vi no hotel (Clique aqui). E, quando quiser, passeie pelo GarotaFM para assistir a vídeos de trechos dos shows.
Hermeto Pascoal transforma até microfonia em improviso
Marcos Valle e César Camargo Mariano emocionam plateia do festival
Osmar Milito Trio vai de Miles Davis a Chico Buarque no festival instrumental
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Copa Fest: Osmar Milito Trio vai de Miles Davis a Chico Buarque no festival instrumental
segunda-feira, 19 de abril de 2010Osmar Milito Trio fez o último show do Copa Fest, neste domingo, no Copacabana Palace. Acompanhado por Rafael Barata na bateria e Augusto Mattoso no baixo, tocou de Miles Davis a Gershwin, passando por Chico Buarque (“Retrato em Branco e Preto”). O pianista homenageou o amigo falecido Luiz Eça e Durval Ferreira. Abaixo, vídeos do show.
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Copa Fest: Marcos Valle e César Camargo Mariano emocionam plateia do festival
domingo, 18 de abril de 2010Marcos Valle e César Camargo Mariano deixaram boquiabertos os que foram ao Copa Fest neste sábado (17/04). O primeiro levou “Jet Samba”, seu projeto instrumental, ao palco do Copacabana Palace. O outro emocionou com clássicos como “The Shadow Of Your Smile”, tema do filme “Adeus às Ilusões”, e se emocionou ao falar dos amigos falecidos Sebastião de Oliveira e Johnny Alf. Belíssimos shows, que sucederam o do jovem porém já conceituado Chico Pinheiro.
Assista a trechos do show de Marcos Valle:
Assista a trechos do show de César Camargo Mariano:
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Copa Fest: Hermeto Pascoal transforma até microfonia em improviso
sábado, 17 de abril de 2010Sob aplausos, Hermeto Pascoal subiu e, sob aplausos, ele desceu do palco onde apresentou mais um de seus shows de improviso. Roteiro? Nem pensar em seguir um. O velho albino entrou em cena tocando um teclado Roland e, durante o longo show que apresentou no Copa Fest, tocou de flauta e a escaleta, passando pela chaleira. E também teve o patinho de plástico… Por causa das entrevistas que deu antes do show, não teve tempo de passar o som. O resultado foi estouros e microfonias, que, legitimamente, Hermeto adicionou à sua música, como mais elementos de improvisação. Sua banda mostrou virtuosismo do início ao fim. Destaque para a participação de integrantes da Orquestra Itiberê.
Assista a vídeos com Hermeto Pascoal:
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Copa Fest leva Hermeto, Marcos Valle e César Camargo Mariano ao Copacabana Palace
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O Copa Festa vai de sexta-feira (16/04) a domingo (18/04) levando o melhor da música instrumental ao hotel mais tradicional do Rio. No Copacabana Palace, apresentar-se-ão Hermeto Pascoal, Marcos Valle e César Camaro Mariano. Veja a programação e acesse o site (clique aqui).
SEX 21H | ZÉ LUIS E BANDA MAGNÉTICA
Atendendo a pedidos, Zé Luis e a Banda Magnética voltam ao Copa Fest. Carioca radicado em Nova York há 20 anos e conhecido por aqui do tempo em que acompanhava Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Cazuza, o músico assina os arranjos do repertório da Banda Magnética, formada por jovens de 14 a 25 anos.
SEX 23H / HERMETO PASCOAL SEXTETO
Um dos criadores do legendário Quarteto Novo, o alagoano Hermeto Pascoal vem espalhar sua música surpreendente na plateia do Copa Fest. Esse show rompe cerca de seis anos de ausência, tempo em que o bruxo está radicado em Curitiba. Hermeto vai trazer a tiracolo sua obra curiosamente simples e sofisticada, feita com bacias…
SÁB 19H | CHICO PINHEIRO QUARTETO
O jovem Chico Pinheiro já compartilhou acordes com músicos de todos os gêneros e cantoras incríveis, como Brad Mehldau, Dave Holland, Esperanza Spalding, Dori Caymmi, Rosa Passos e Luciana Souza. É reverenciado como um dos maiores guitarristas do seu tempo.
SAB 21H | MARCOS VALLE – JET SAMBA
O compositor, cantor e pianista Marcos Valle mostra no Copa Fest o show ‘Jet Samba’, que costuma lotar teatros mundo afora, com inéditas e releituras sofisticadas de seus clássicos. Sucesso nas pistas da Europa, do Japão e da China, suas composições foram gravadas por artistas espetaculares como Sarah Vaughan.
SÁB 23H / CESAR CAMARGO MARIANO TRIO
O pianista Cesar Camargo Mariano desembarca no palco do Golden Room com seu trio para relembrar os temas autorais que embalaram gerações. O músico participou do surgimento da bossa nova, foi arranjador dos maiores sucessos de Wilson Simonal e tocou em discos importantíssimos da MPB.
DOM 18H / OSMAR MILITO TRIO E CONVIDADOS
O pianista Osmar Milito – que nas palavras de Paulo Moura “tem a bossa nova toda debaixo dos dedos” -, convoca seu trio para receber convidados uma saborosa jam session de encerramento do Copa Fest. Em quase 50 anos de carreira, já acompanhou artistas como Nara Leão, Vinicius de Moraes, Maria Bethânia e Ivan Lins.
LOUNGE COM VINIL É ARTE
Outra tradição é a rapaziada do coletivo Vinil é Arte, que foi elogiadíssima em 2009. Eles fizeram, literalmente, a festa no Lounge Copa Fest com suas pick-ups e coleção de vinis espetaculares. Conquistaram admiradores de todas as idades e, atentendo a pedidos, voltam nesta edição.
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Prêmio da Música Brasileira consegue patrocínio e homenageia Dona Ivone Lara
quinta-feira, 15 de abril de 2010A Vale será a patrocinadora oficial do Prêmio da Música Brasileira. A nova parceria foi anunciada nesta quarta-feira, 14 de abril, por Carla Grasso, diretora executiva de Recursos Humanos e Serviços Corporativos da empresa, e José Maurício Machline, idealizador e diretor do prêmio, durante reunião que elegeu o artista homenageado do ano. O nome escolhido por unanimidade pelo Conselho Deliberativo do Prêmio foi o da cantora e compositora carioca Dona Ivone Lara, de 88 anos. A cerimônia de entrega acontecerá no dia 11 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Leia matéria publicada no site de O Globo em 2009: Prêmio da Música Brasileira é marcado pela colaboração entre os artistas
Criada em 1988, o prêmio de maior prestígio da música brasileira tem como finalidade resgatar e celebrar grandes nomes do cenário nacional, além de avalizar carreiras de artistas iniciantes ou com expressão de alcance regional. O Prêmio da Música Brasileira vem, há 22 anos, valorizando a nossa música no que ela tem de melhor: a sua capacidade de se reinventar e manter o nível de excelência que a fez reconhecida mundialmente. O Prêmio enaltece o esforço e o talento dos cantores, músicos, arranjadores e produtores do Brasil e reúne, no mesmo dia e no mesmo palco, as mais variadas manifestações musicais do país.
Para a Vale, mineradora presente nos cinco continentes, este patrocínio está em linha com sua política de apoio às manifestações culturais das regiões onde atua. “Esta iniciativa reforça nosso compromisso com a valorização da cultura nos países onde atuamos. Estamos muito felizes em associar a nossa marca a esta premiação que já é referência no meio cultural brasileiro”, afirma Carla Grasso, diretora da Vale.
No Brasil, a Vale atua como um importante agente de estímulo à cultura, associando sua marca a projetos que utilizam a arte para sensibilizar e formar públicos, oferecer diversão e também conhecimento. “A Vale soube entender a importância do Prêmio e respeitar os seus 22 anos de história, e mais do que tudo, valorizar o artista brasileiro e a sua música”, enaltece Machline.
O Prêmio da Música Brasileira 2010
A edição de 2010 terá algumas novidades. “O Prêmio era centrado nas palavras cd e disco e agora falamos em produto musical para atender os novos formatos e configurações da indústria, com seus mp3s, DVDs, downloads, etc”, explica Machline.
A categoria pop/rock sofreu uma modificação de nomenclatura, passando a se chamar pop/rock/reggae/hip-hop/funk. A mudança foi uma sugestão de Gilberto Gil, um dos membros do Conselho Deliberativo, ao lado de José Mauricio Machline, Carla Grasso, Zuza Homem de Mello, João Bosco, Paulo Moura, Wanderléa e o jornalista Antônio Carlos Miguel. Para ele, o antigo nome pop/rock não dava mais conta de todas as manifestações pops já enraizadas na música brasileira.
O novo sistema de votação será 100% informatizado. Através do site, os jurados poderão ouvir todos os trabalhos concorrentes, ter acesso a todas as informações sobre os produtos musicais e dar o seu voto. A parceria com a Vale permitirá ainda que o áudio esteja disponível para o público em geral, em forma de streaming (sem possibilidade de download), cujo endereço ainda será divulgado. O endereço ainda será disponibilizado. O corpo de jurados de CDs é composto por 20 integrantes, com nomes como Charles Gavin, Marcelo Janot, e os jornalistas Sérgio Cabral, Artur Xexéo, Nelson Gobbi, Mauro Ferreira e Lauro Lisboa Garcia, entre outros. Para analisar a categoria DVD serão escolhidos oito jurados, cujos nomes ainda serão definidos.
Por não estar atrelado a nenhum aspecto mercadológico, o Prêmio da Música Brasileira se utiliza unicamente de critérios artísticos na base de sua avaliação. Um júri formado por músicos, jornalistas e críticos analisa a produção fonográfica brasileira do ano anterior – seja ela gerada via gravadoras ou de forma independente – e elege os melhores de cada categoria, sob a supervisão de uma auditoria externa.
A cada ano, o Prêmio celebra um artista brasileiro, cujo repertório é a base do show da cerimônia de entrega. A primeira edição foi dedicada a Vinicius de Moraes. De lá para cá, foram homenageados, pela ordem, Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Ângela Maria & Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Ary Barroso, Lulu Santos, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Ketti, Dominguinhos e Clara Nunes.
Dona Ivone Lara
Se o samba fosse uma monarquia, certamente Dona Ivone Lara seria sua rainha. Mais legítima representante do matriarcado no samba, seu primeiro contato com a música, contudo, passou longe do ritmo que a consagrou. Foi aluna de Lucila Guimarães, primeira esposa de Villa-Lobos, tendo cantado sob a regência do maestro. Logo depois, aprendeu a tocar cavaquinho e se casou com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, futura Império Serrano. E justamente na sua escola de coração, veio a consagração com ‘Os cinco bailes da história do rio’, de 1965, quando se tornou a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma agremiação.
Mesmo com a carreira artística consagrada, Dona Ivone nunca abandonou a enfermagem – com especialização em terapia ocupacional – e seguiu na profissão até sua aposentadoria, em 1977, quando passou a se dedicar exclusivamente à música. A gravação do primeiro disco, ‘Samba, minha verdade, minha raiz’ só aconteceu em 1979, impulsionada pela explosão de ‘Sonho meu’, em dueto histórico de Maria Bethânia e Gal Costa.
Dona Ivone Lara compôs inúmeros clássicos como ‘Alvorecer’, ‘Sonho meu’, ‘Alguém me avisou’, ‘Sorriso Negro’, entre outros, e foi gravada pelos principais intérpretes brasileiros, como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione e Paulinho da Viola, entre tantos outros. A rainha tem um séquito fiel e que só aumenta, ano após ano.
(Da assessoria de imprensa)
Foto: Wanderléa, Carla Grasso, diretora executiva de Recursos Humanos e Serviços Corporativos da empresa, e José Maurício Machline, idealizador e diretor do prêmio
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