Gravada por Maria Gadú, Playmobille tem músicas em três novelas e está no Viradão

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Soube que existia o embrião da Playmobille em 2005, logo após uma viagem de ônibus em que conheci o baixista Rodrigo Lemmings. Era só o começo, mas a força de vontade de seus integrantes foi me comovendo até que, em 2008, consegui ouvir algumas faixas pela primeira vez. Fui rápida no gatilho e consegui incluir a banda em uma matéria que escrevi para o Globo Online (leia aqui). De 2009 para 2010, boas notícias: Maria Gadú gravou “Linda Rosa”, uma linda canção assinada pelo vocalista e principal compositor Gugu Peixoto; a banda assinou contrato com a Som Livre, lançou o CD “Devaneios e Fosforilações” e emplacou músicas nas trilhas sonoras de “Malhação”, “Viver a Vida” e “Cama de Gato”; a Playmobille vai ser atração do Viradão Carioca. O show acontece no sábado (24/04), às 2h30, no Anfiteatro nos Arcos da Lapa, logo após a apresentação de Marcelo D2. A Playmobille é formada por Gugu Peixoto (vocal e guitarra), Gabriel Mello (teclado), Rodrigo Lemmings (baixo), Batata (guitarra) e Bruno Dantas (bateria). Orgulho de ter apostado nesses meninos!

Clique aqui para conhecer o site da Playmobille 

Abaixo, uma entrevista com Gugu Peixoto:

GarotaFM: Como e quando a Playmobille foi formada? A banda surgiu do sonho de quem de fazer músicas a sério?

Gugu Peixoto: A primeira formação foi em 2005. A banda surgiu junto aos meus “devaneios” de querer viver de sonho. Chamei o Bruno Dantas pra tocar bateria,  pela internet, e assim foram aparecendo quase naturalmente todos os que ficaram. Os que passaram ainda estão, mas de fora, torcendo ou ajudando no que podem.

GFM: Você chegou a trabalhar em bastidores de TV, certo? Conte essa experiência e diga no que ela foi válida para sua carreira na música.

GP: Eu fiz faculdade de cinema e, nela, arrumei uns amigos para tocar. Mas eu precisava de dinheiro e sempre trabalhava em curtas e programas pilotos. Foi aí que fiz um piloto da Ingrid Saldanha (ex-mulher do ator Kadu Moliterno) e o apresentamos juntos na Record. Fui contratado. Trabalhei em produção ao lado de pessoas muito profissionais, e é claro que isso me ajudou e ajudou a banda. Hoje, temos uma irmã-produtora que conheci lá. Em TV, tem-se muita estrutura para trabalhar, e daí surgem ideias de se produzir sem dinheiro, às vezes até utilizar a estrutura de um e por em pratica no outro. 

GFM: Como vocês conheceram Maria Gadú e Leandro Leo e como ‘Linda Rosa’ foi parar no disco da cantora?

GP: A Maria tinha acabado de chegar de São Paulo e o ator e a atriz Rafael Almeida e Roberta Almeida marcaram um encontro na casa do Caio Soh(escritor), para apresentar os amigos que se reuniam para fazer som. Acho que foi empatia de todos. A Maria é uma pessoa das mais incríveis que conheço, não só em musicalidade. Ela chegou meio sem lenço e com pouco documento… Estávamos gravando as quatro primeiras músicas do nosso disco. Mostrei para ela. Nós fazíamos os mesmos bares na época. Aí, ouvi dela “Linda Rosa” com o Leandro Leo. Eles filmaram e eu mandei para o produtor do nosso disco (Rodrigo Vidal). Ele se apaixonou e começaram a flertar trabalho. A Maria me deu esse presente de gravar a “Linda Rosa”. O Leozinho, eu conhecia de trombar com ele nos bastidores da RECNOV (estúdio da Record), pois trabalhei na novela em que ele era ator.

GFM: Você acha que algo mudou para a banda depois que Gadú gravou a canção?

GP: Sei que ela deu muita força para nós lá dentro da Som Livre. Ela adora a Playmobille e sempre briga por nós. Mas existiram outras coisas em paralelo, como nosso empresário Marcelo Reis, o próprio Rodrigo Vidal, que sempre nos disse que mostrava nosso som para muitas pessoas do meio. As coisas mudaram bastante quando tivemos o disco na mão.

GFM: Conte como foi o processo “árduo” para conseguir uma gravadora que distribuísse o disco da banda?

GP: Antes da Som Livre,  antes de terminar o disco, nós tivemos uma proposta de um selo da UNIVERSAL, para distribuir… Lógico que fomos atrás de todas as propostas que apareceram (ou não)… Mas o árduo é o dia a dia, a história fica sempre mais light…

GFM: Conte como fizeram para gravar este disco. Foi produção independente? Houve apoio de produtor, estúdio etc?

GP: Desde antes de gravar, estávamos num processo de entra e sai de pessoas, mas eu tinha certeza que queria o Rodrigo Vidal… Já tinha ouvido falar muito dele, e tivemos umas duas reuniões para gravar esse disco e eu gostei muito dos pontos de vista dele. Foi “Pai trocínio” que nos proporcionou esse bebê.

GFM: Essas músicas que estão no disco existem há muito tempo?

GP: Existem! As mais novas desse disco devem ter uns quatro anos. As mais antigas, como “As Pontes”, devem ter uns doze anos. Eu tenho 28 anos…

GFM: Onde elas estão neste momento (qual está em Malhação, qual está em novela, qual está nas rádios etc)?

GP: “Linda Rosa”, com a nossa versão, está tocando na MPB FM. Com a versão da Maria, está na novela “Cama de Gato” (TV Globo) e em outras rádios do segmento MPB. “Jorge Maravilha” (Chico Buarque) está em “Malhação”, e “A Próxima Vez” está na novela “Viver a Vida”. Fora as rádios de Minas Gerais, para onde viajamos para fazer divulgação.

GFM: O que você espera deste show do Playmobille no Viradão Carioca?

GP: Espero que tenha muita gente! Muita gente que conheça a gente e quem não conhece também, para conhecer.

GFM: Você acha que 2010 é o ano da banda ou ainda há muita semente a plantar?

GP: O ano da banda é todo e qualquer ano. Desde o nascimento até qualquer morte que nos faça parar de alguma maneira e reinventar a busca. Todo ano é todo dia. E todo dia são muitos dias, mais difíceis do que gloriosos. Cada degrau é um suor, mas temos que olhar para cima e para baixo. Saber onde estamos e onde queremos chegar é importante.

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