Arquivo de maio de 2010

Yamandu Costa e Antônio Nóbrega aclamados por público diversificado em festival paraibano

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Na plateia do Cine Bangüê, jovens, idosos, casais, solteiros. Noite de quarta-feira (26/05), a sala de cinema estava cheia… todos ansiosos pelo Yamandu Costa Trio no Festival Nacional de Arte (Fenart) de João Pessoa. Mas o esquenta com o grupo Oxente Groove agradou. O grupo de Campina Grande tocou blues, choro e frevo à base de guitarra, baixo de seis cordas, bateria e acordeon. Ao finalizar, anunciou com orgulho que era uma honra dividir o palco com um nome tão importante da música brasileira. Yamandu entrou acompanhado do violinista francês Nicolas Krassik e do baixista gaúcho Guto Wirtti. Um espetáculo! Com seu violão de sete cordas, ao tocar canções como “Ana Terra” e “Brincante”, o gaúcho arrancou gritos, suspiros e aplausos emocionados de todo tipo de gente… gente da Paraíba.

“Venho muito pouco ao Nordeste e a repercussão é sempre muito grande. É bom a gente conseguir congregar esse número de pessoas no mesmo ambiente, poder compartilhar…”, declarou Yamandu, que foi saudado até por Glorinha Gadelha, viúva de Sivuca. ”Não cheguei a tocar com ele, mas uma vez o encontrei em um aeroporto e fiz questão de cumprimentar.”

No palco principal, Antônio Nóbrega encerrou a noite colocando todo mundo para dançar. Enquanto o multiartista pernambucano se dividia entre rabeca, canto e dança, a plateia acompanhava com a voz e com o corpo. Até Yamandu arriscou uns passos na lateral, sem se distanciar da plateia. Depois do show, Nóbrega anunciou que está se preparando para gravar um DVD em São Paulo, onde mora, nos dias 11 e 12 de junho. Fiquemos atentos.

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Veja fotos de Érika Martins na gravação do ‘Som Brasil Rita Lee’

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nesta sexta-feira, depois do “Programa do Jô”, a TV Globo vai exibir o “Som Brasil Rita Lee”. Na programação, está o grupo Lafayette & os Tremendões. Veja fotos de Érika Martins, a vocalista, na gravação.

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Com teatro, literatura, cinema e música em sua programação, festival em João Pessoa homenageia Sivuca

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A décima-terceira edição do Festival Nacional de Arte (Fenart) de João Pessoa acontece em um espaço Espaço Cultural José Lins do Rego totalmente reformado (conheça o site do evento). À frente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Maurício Navarro Burity reabriu a Oficina-Escola de Lutheria Isabel Burity, o Planetário, retomou a programação de cinema no Bangüê, inaugurou a Escola Especial de Música Juarez Johnson e o Espaço Cine Digital etc. Completando um ano de gestão, o presidente convidou a explorar cada cantinho deste local mais de cem atrações de todos os cantos do Brasil.

Cinema, teatro, literatura e, claro, música preenchem a programação, que começou no domingo (23/05) e terminará no sábado (29/05). O homenageado desta edição é ninguém menos que Sivuca, artista paraibano que faria 80 anos este mês. Na programação, além de um show da viúva, Glorinha Gadelha, diversas menções  ao grande acordeonista.

Dos grandes nomes, foi Hermeto Pascoal quem abriu o Fenart, no domingo. O músico alagoano acompanhou a Orquestra Sinfônica da Paraíba em um concerto em homenagem a Sivuca. João Bosco, Yamandu Costa e Antônio Nóbrega também encheram de orgulho os apaixonados por música brasileira. Ainda passarão pelo evento Frejat e Lenine.

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Primeiro registro de Jair Rodrigues com Jair Oliveira e Luciana Mello está no DVD de samba que os irmãos acabam de lançar

terça-feira, 25 de maio de 2010

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Quem disse que em São Paulo não se faz samba do bom? Jair Oliveira e Luciana Mello acabam de lançar o CD/DVD “O Samba me Cantou” para reafirmar que a terra da garoa também gera bambas. Se no passado o pai dessa dupla já provou que é capaz de gingar em qualquer lugar do Brasil, agora os filhos de Jair Rodrigues fazem o mesmo, só que em um banquinho, com um violão, um cavaco, percussão e clarinete, e rodeados de convidados especialíssimos. Além de Jairzão, Jairzinho (35) e Luciana (31) recebem no palco do Auditório Ibirapuera – onde o show foi gravado, em 2009 – Mariene de Castro, Skowa, Anna Luisa e Claudio Lins.

GarotaFM: Fazer um trabalho de samba era um sonho?

Luciana Mello: Este projeto nasceu de um show, que montamos em 2007. A gente tem o samba em comum, escutamos samba desde muito cedo. É uma influência nossa. Não preciso dizer porquê, né? A gente gosta muito de samba. O Jair como compositor, para mim, é uma influência grande. Colocamos três músicas dele aí. Então, o show era um sonho antigo, só que cada hora um estava fazendo alguma coisa. Em 2007, conseguimos. Apresentamos esse show até na Europa. No ano passado, veio a vontade de registrar.

GFM: O samba nunca foi o foco do seu trabalho nem no do seu irmão, mas ele sempre esteve presente de alguma forma no seu trabalho, né?

LM: Isso mesmo. Não era o foco, mas sempre existiu. Sempre esteve ali. Meus discos sempre tiveram sambas. Meu pai participou na vinheta “Calados”, que é um samba (do disco “Assim que se Faz”). No meu primeiro trabalho, quando ainda usava o nome Luciana Rodrigues, era o samba de roda a minha maior influência. Todos os discos meus tem samba, só que com muita mistura. No “Nêga” tem o “Galha do Cajueiro”, que é a instrumentação do samba com groove. A música “O Samba me Cantou” também estava no “Nêga”.

GFM: Por falar em samba de roda, onde você e Jair conheceram Mariene de Castro, grande cantora de samba da Bahia que é pouco conhecida no Sudeste?

LM: Conheci Mariene na Bahia mesmo. Frequntei o carnaval baiano durante treze anos. Ela tem algo em comum comigo, que é a influência da Clara Nunes. Me tornei uma grande fã dela. Sempre gostei da voz dela. Quando montamos o projeto para gravar o DVD, estávamos escolhendo vozes e eu falei que adoraria ter a voz dela. Também chamamos a Anna Luisa por causa da voz, porque nem a conhecíamos. Jair havia escutado o disco dela quando foi convidado para ser jurado de um prêmio TIM. Gostamos da voz, conversamos por telefone e conhecemos a Anna Luisa no dia do show.

GFM: E os outros convidados, Scowa e Claudio Lins?

LM: Scowa é amigão da gente há um tempão. Claudio Lins, conheço há dez anos e acho ele um artista completo. Sempre deu músicas lindas pra mim. Sou fã.

GFM: Imagino que a participação mais especial mesmo tenha sido a do pai de vocês, o grande Jair Rodrigues. Estou certa?

LM: Esse foi o primeiro registro de nós três juntos. Eu e meu irmão sempre fazemos shows com nosso pai, mas cada hora um entra no palco. Participamos do DVD dele, mas nesse esquema, cada um em um momento. Registro dos três juntos cantando ao mesmo tempo foi o primeiro. Ele ficou super feliz quando o convidamos. Nossa família é super unida e ninguém nunca interferiu no trabalho do outro. Ele não poderia faltar no DVD.

GFM: Fale sobre a escolha do repertório.

LM: São músicas de pessoas que sempre escutamos. É difícil escolher repertório para qualquer disco, mas para o de samba é pior ainda. Sempre escutamos muito samba e, se fôssemos cantar todos que gostamos, teríamos que gravar uns cem DVDs. O critério foi, então, músicas que a gente gosta, aquelas que escutamos a vida toda e sambas recentes de pessoas que foram influenciadas por esses clássicos.

GFM: Com o lançamento de “O Samba me Cantou”, como fica a carreira solo de Luciana Mello e a de Jair Rodrigues?

LM: Estou fazendo meu disco novo de inéditas e trabalhando num DVD também. Tem ainda um outro projeto que tô montando sozinha, à parte da minha carreira, sobre o qual não posso falar muito agora. Jair acabou de lançar o “Sambazz”, um trabalho lindo! É um CD-livro com fotos lindas, sobre o processo de como ele faz o CD. Estamos nós dois numa correria danada! Eu ainda me desdobro porque sou mãe da Nina, de um ano. Mas, quando se faz com amor, dá certo.

GFM: Jair também tem a função de pai, né?

LM: Ser mãe dá mais trabalho (risos)! Mas ainda bem que tenho um marido incrível, que me ajuda muito. Mas, bom, esse papo de que ter filho atrapalha não é verdade… Claro que tem sempre aquele tempo que você precisa, mas dá pra fazer tudo.

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Primeiro trabalho de Nasi depois da briga com o Ira! privilegia nomes do underground e mostra que o Wolverine brasileiro está ‘Vivo na Cena’

segunda-feira, 24 de maio de 2010

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Três anos depois do barraco público com Edgar Scandurra, também fundador da banda Ira!, Nasi volta ao mercado discográfico com “Nasi Vivo na Cena”. É a estreia do “Wolverine brasileiro” em DVD e o renascimento de um novo artista, que agora não só gosta, como toca de Raul Seixas a João Bosco, privilegiando nomes da cena underground de todos os tempos. No novo trabalho, além de homenagens a velhos amigos e parceiros, como Cazuza e Picassos Falsos, e músicas de várias fases do Ira!, Nasi levanta a bola de novatos como Ludov, Eddie e The River Raid. No “show” gravado em estúdio, há participações de Vanessa Krongold, vocalista do Ludov e Marcelo Nova, entre outros. Aos 48 anos, Nasi tem hoje uma média de shows parecida com a do Ira!, diz estar satisfeito com a banda que montou e afirma que só não fala “melhor impossível porque sempre dá pra melhorar”.

Ouça faixas, veja vídeos e fotos de Nasi

GarotaFM: No release (texto de apresentação enviado junto ao CD para jornalistas), Kid Vinil diz que você dá uma “verdadeira aula de rock’n’roll e suas vertentes”. Quais são as vertentes que sempre te atraíram?

Nasi: O rock clássico dos anos 60 e 70, como Stones, Beatles, Led Zeppelin, The Animals, tudo da primeira fase da invasão britânica. Depois, o punk rock inglês, The Jam, Sex Pistols e principalmente The Clash. Os grandes nomes do blues também. Nunca fiz muita distinção, porque os caras de que gosto tiveram no blues a sua essência. No Ira! é que isso complicava, porque às vezes queria algo mais negro e não conseguia inserir.

GFM: Por que resgatar Zé Rodrix (“Por Amor”) e João Bosco (“Bala com Bala”)?

N: Esse é meu primeiro trabalho em DVDe ele veio num momento de final de ciclo e início de outro. É um panorama da minha carreira, mas só com coisas que eu curto. Eu quis gravar João Bosco para introduzir um estilo de blues de que gosto, aquela coisa meio New Orleans. Pra também não ficar só no didatismo do trabalho de blues, trouxe coisas do Ira! e coisas do início da minha carreira.

GFM: Por que regravar bandas da cena underground dos anos 80, como Picassos Falsos (“Carne e Osso”), Muzak (“Onde Estou?”) e Voluntários da Pátria (“Verdades e Mentiras”)?

N: Para lembrar o estilo de música e retratar o cenário no qual o Ira! nasceu. Éramos uma banda pós-punk, com influências dessas outras bandas. Mas essa fase que durou de 1982 a 84 não teve registro fonográfico. Quando estreamos na (gravadora) Warner, em 85, já era uma nova fase do Ira! Optamos por uma sonoridade mais anos 60, mais lírica. Por isso quis o registro de uma época.

GFM: Por que gravou ‘Rockxixe’? Você também cansou do ‘Toca Raul’ em seus shows?

N: Já toco Raul antes de eles pedirem! Participei de vários tributos… Estou no projeto Baú do Raul, por exemplo. Em 2009, como foi o ano da comemoração dos 20 anos da morte dele, fiz o (álbum) “Krig-Ha Bandolo” na Virada Cultural de São Paulo. E venho fazendo sets de homenagem nos meus shows. Nesse disco, caberia essa homenagem. E ainda juntou eu e Marcelo Nova, pois temos muita amizade. Dizem que somos os últimos vira-latas do rock num mar de poodles.

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GFM: E essa queda por nomes ‘novos’, como Ludov (Vanessa Krongold participa em “Por Amor”), Eddie (“Desequilíbrio” e “Eu Só Poderia Crer”) e The River Raid (“Não Caio Mais”)?

N: Dentre todas as coisas que ouvi, gostei muito do último trabalho do Eddie, “Carnaval no Inferno”, mas também já ouvia muito a música do Fred Zero Quatro (“Eu Só Poderia Crer”), gravada no primeiro disco do Eddie. Quando você ouve e fala “quero gravar ela”, tem que ser assim. Com o Ludov, sempre tive proximidade. Vanessa (Krongold, a vocalista) deu várias canjas com o Ira! De maneira racional, mas não tanto intuitiva, construí uma cena do underground dos anos 80 ao independente de várias fases. Raul e Cazuza (“O Tempo Não Para”) não deixa de ser parte desse panorama do rock brasileiro.

GFM: De onde surgiu o nome de Roy Cicala (engenheiro de som)?

N: Ele se mudou para o Brasil por conta de uma filha brasileira e acabou gostando de São Paulo. Montou um estúdio com Apollo Nove, que produziu comigo meu último disco solo. Gravei com eles uma versão de “Epitáfio”, dos Titãs, para a novela “Chamas da Vida”, da Record. Acho que foi o projeto ideal porque a especialidade dele é a gravação ao vivo. E ele quebrou paradigmas. Eu não poderia ter um engenheiro melhor!

GFM: O DVD tem um tratamento meio que de cinema. Parece filme.

N: Foi uma escolha minha junto ao diretor (equipe da Reticom Filmes). Já trabalhei com eles antes. Chamei já com essa ideia de fazer uma iluminação de show. Eu queria que tivesse nuances entre as músicas, para não ficar monótono. Procuramos, então, usar uma luz mais sofisticada, fumaça contra luz, efeitos cinematográficos, tonalidade sépia etc. A ideia era que, a cada mudança de faixa, houvesse uma mudança mesmo. Tem clima intimista em algumas delas, com edição mais lenta, por exemplo. Tudo foi pensando em não deixar o produto final linear demais. Criamos climas diferentes e sons diferentes também.

GFM: Este é seu primeiro DVD desde a confusão entre você e o Ira! E o nome é bem sugestivo, “Nasi Vivo na Cena”. O que isso tudo representa para você?

N: Nunca digo “melhor impossível” porque sempre dá pra melhorar. Estou com uma média de shows próxima à media do Ira! Consolidei uma banda, depois de alguns testes de músicos, e quero que seja definitiva. Não quero ficar fazendo discos com músicos contratados, com produtores autorais… Sei o que quero agora. Tenho experiências em produção, já produzi em parceria alguns discos do Ira! e os meu solos. Estava me sentindo limitado num trabalho consensual demais. Tudo era muito dividido. Não que eu não deixe os integrantes da minha banda participar com sua marca. Mas tudo passa pelo meu critério e decisões. Eu só não queria que o Ira! Acabasse para isso, mas eu já objetivava esse projeto solo. Já que aconteceu dessa maneira, acho positivo privilegiar meu futuro. Quero olhar pra frente e conquistar outros desafios.

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Apesar da personalidade, Cat Power faz show tão intimista que público não pede bis

sábado, 22 de maio de 2010

catpowerDepois de fins de semana de pouco público no Circo Voador, Cat Power levou mais de mil pagantes à casa de shows nesta sexta-feira (21/05). No palco, tudo estava tão escuro que mal dava para enxergar os rostos dos músicos. Meio fora de forma – a moça parece que envelheceu uma década de três anos para cá (esqueça essa da foto de divulgação ao lado!) – Cat Power não parecia estar tão animada quanto na noite em que se apresentou no Tim Festival 2007. Mas confirmou que tem personalidade, mesmo ao fazer os mais atentos lembrarem de nomes como Bob Dylan, Björk, Patti Smith: ela mistura todos eles no som que é seu. O intimismo exacerbado só foi ruim porque cansouo público, que saiu de lá sem pedir bis.

Abaixo, twitts que só consegui enviardepois que o show acabou (pela primeira vez, o Blackberry não funcionou):

A banda de Clarah Averbuck, Oneyedcats, no palco do Circo Voador: abertura do show de Cat Power.

Cat Power dá a largada! Sexta-feira, meia-noite, no Circo Voador.

Meu Blackberry não enviou os twitts que escrevi ao longo do show da Cat Power. Vou mandar tudo agora, atrasado mesmo.

00:15 – Quer matar a saudade da Rita Lee dos anos 80? Venha para o Circo Voador e fixe os olhos no estilo de Cat Power.

00h30 – Show intimista demais… na verdade, cool!

00h45 – Ficou mais animado quando entraram influências folk.

1h – No show que fez no TIM Festival, Cat Power estava mais em forma… digo mais animadinha.

1h03 – Uma amiga confidenciou que a moça estava apreensiva, porque o show de 2009, no HSBC Arena, foi super frio.

1h10 – Tudo muito escuro no palco. A dois metros de distância já não se vê os rostos dos músicos. Cat Power quase se esconde…

1h30 – Fim do show. E ninguém pediu bis.

1h34 – Isso não quer dizer que o show foi ruim… talvez um pouco cansativo…

No Facebook, o amigo que foi minha companhia no show:

Pedro Palmeiro curtiu Cat Power no Circo, mas constatou que prefere escutar em casa a assistir ao vivo…de preferência namorando, trabalhando, navegando…a gata rende um som ambiente poderoso…

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Quase totalmente cego e sendo conduzido ao palco, Johnny Winter mostra que ainda faz jus ao apelido de ‘lenda da guitarra’

sexta-feira, 21 de maio de 2010

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Quinta-feira, 20 de maio. Show de Johnny Winter no Canecão. Concentração total no palco, alguns twitts só para não perder o hábito.

A lenda da guitarra, Johnny Winter, no palco do Canecão!!! E eu tô aqui!!!

Após ser conduzido ao palco e fazer uma introdução, Johnny Winter: ‘It’s great to be here!’

E o véio ainda toca, hein?!

Inacreditável eu estar sem a câmera no show de Johnny Winter…

Acompanhando Winter, baixo, bateria e outra guitarra.

Johnny Winter tá quase cego. Mas, com essas mãos, quem disse que ele precisa de olhos?

Johnny Winter no bis: ‘Highway 61′! http://tweetphoto.com/23272520

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Músicas do Chile e do Peru compõem o terceiro show da série, que vai até 1º de junho no CCBB

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Com uma mistura dos ritmos peruanos, afros e espanhóis, o show CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU, o terceiro e penúltimo da série AFROLATINIDADES, apresenta uma proposta um pouco mais introspectiva, característica dos povos dessa região, com músicas cadenciadas e letras nas quais os sentimentos aparecem em primeiro plano. A série continua até 1º de junho, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil. Nesta terça-feira, 25 de maio, a banda residente Songoro Cosongo receberá dois convidados especiais: o chileno Horacio Salinas e o peruano Ricardo Bartra. O show será realizado em duas sessões, às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6.

Em destaque, os ritmos LANDÓ e FESTEJO peruanos e CUECA chilena. O LANDÓ é um estilo de música afro-peruana oriunda da música criolla, uma mistura das heranças espanhola e africana, caracterizada pela levada lenta. O instrumento mais representativo da música afro-peruana em geral é o cajón, originário da época colonial, quando os escravos africanos serviram-se de caixas de madeira e gavetas para executarem suas músicas, após terem seus instrumentos de percussão tomados pelos feitores da época. O FESTEJO (nome advindo do espanhol ‘fiesta’) é visto como uma celebração da independência peruana e a emancipação dos escravos, ou, ainda, como uma tentativa de reinventar a música africana da diáspora sem referência à escravidão. Já a CUECA é a dança nacional do Chile.

HORÁCIO SALINAS
O chileno Horacio Salinas é considerado um dos músicos mais importantes da história da música de seu país, sendo responsável pela criação de uma nova era, através do seu trabalho como diretor musical do Inti-Illimani, grupo com mais de 30 álbuns no currículo, que esteve no Brasil pela última vez há 17 anos. Violonista, compositor e arranjador, traz a tradição da música latino americana, num diálogo natural entre os mais diferentes ritmos e estilos de cada canto do nosso continente. Salinas colaborou com muitos artistas do mundo, entre eles Wynton Marsalis, Peter Gabriel, Mercedes Sosa e John Williams.

RICARDO BARTRA
O peruano Ricardo Bartra, que está radicado no Rio de Janeiro há mais de uma década, é líder do grupo Negro Mendes e, com ele, realiza um trabalho internacional de divulgação da música típica do seu país.

E MAIS

1 DE JUNHO
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI
CONVIDADOS: RENE ROSSANO E HUGO FATTORUSO
O argentino René Rossano toca guitarra no Songoro Cosongo e vai trazer um baú de inéditas para o AFROLATINIDADES. Arturo brinca, dizendo que ele é um dos raros compositores que não se interessam em registrar a própria obra. Enfim, vamos conhecer esse material ao vivo no CCBB! Em outra época, o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso atuou bastante no Brasil e gravou com Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Chico Buarque, João Bosco, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Miúcha, Geraldo Azevedo e Milton Nascimento, entre outros. “É o único convidado internacional que tem um vínculo com o país”, assinala Arturo. Também compositor, arranjador e vocalista, Hugo é um músico fundamental para entender a sonoridade uruguaia. O público vai ouvir TANGOS, MILONGAS e CANDOMBES.

Terça (25/05 e 01/06), às 12h30 e às 19h, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Tel: 3808-2020). R$ 6 e R$ 3 (estudantes e maiores de 65 anos).

(Da assessoria de imprensa)

Belchior ganha tributo em São Paulo. João Sobral leva o ‘Terça Sem Lei’ ao Kabul

segunda-feira, 17 de maio de 2010

 

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Lucas Silveira estreia solo como Beeshop e diz que Fresno continua em primeiro plano

domingo, 16 de maio de 2010

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Acalmem-se, fãs do Fresno. Lucas Silveira  não abandonou a banda, fez plástica no rosto e assumiu outra personalidade. O vocalista apenas desovou no álbum “The Rise And Fall of Beeshop” músicas que vinha compondo e que não tinham a ver com o trabalho que faz com Vavo, Bell e Tavares. Em sua estreia solo, ele quer ser chamado de Beeshop, em homenagem a um personagem de HQ que inventou em 2005. 

“Ele é como se fosse um alter-ego meu. Um alter-ego fanfarrão, que canta como se estivesse no chuveiro”, explica Lucas.

Beeshop promete shows de lançamento; Lucas Silveira diz que o Fresno continua em primeiro plano.  A seguir, depois da entrevista que deu ao GarotaFM, cenas do próximo capítulo.

“As datas de imprensa e shows meus estão sempre sujeitas à agenda da Fresno”, afirma Lucas.

GarotaFM: Normalmente, o artista espera a banda entrar de “férias” para tocar seu projeto solo. Você fez diferente. Como coordenou estar em dois projetos ao mesmo tempo?

Beeshop: No Brasil não tem esse papo de férias, não! Gravei esse disco nos poucos dias livres que tive nos meses de novembro e dezembro do ano passado. Foi como um hobby. É a coisa que eu mais gosto de fazer, escrever, gravar, produzir. Foi ótimo, inclusive para esvaziar um pouco cabeça. O lançamento do disco coincidiu propositalmente com umas pequenas férias de 10 dias que a Fresno tirou. Sou viciado em trabalho.

GFM: O que te levou a essas composições? Inspiração que não cabia no Fresno?

B: Não foi uma coisa muito ponderada. Eu tô sempre fazendo música. Tem coisas que eu percebo desde o começo que não têm nada a ver com a Fresno. Eu vou desviando essas coisas para outras bandas, outros projetos. O Beeshop é mais um desses projetos, e o mais conhecido deles. No Beeshop eu uso diferentes ferramentas de composição, e a produção também é diferente. É algo displicente, mas muito ambicioso. Na Fresno, a gente discute as coisas. A gente tem o compromisso de ser uma grande banda de rock no Brasil. Isso acarreta uma porção de concessões, de coisas que a gente decide em grupo. No Beeshop, eu não fiz concessões a ninguém. É uma coisa “egoísticamente” minha. É saudável, pois assim eu exerço melhor a minha função dentro do grupo. Aprendi muito com o processo.

GFM: Como foi gravar “quase” todos os instrumentos? O que você não toca  no disco e na vida?

B: É uma coisa a qual eu estou bastante acostumado. Assim como muita gente, eu tenho um pequeno estúdio em casa, dentro do qual eu gravo muitas coisas. Muitas demos da Fresno foram inteiramente gravadas por mim. Dessa forma, eu peguei certa experiência com instrumentos que não são violão e guitarra. Ano passado estudei profundamente o piano, para me aprimorar, e principalmente porque estava embasbacado pelo trabalho do Freddie Mercury como frontman e compositor. Eu até toco um pouco de bateria, mas preferi deixar isso pro Tavares e pro Bell, meus companheiros de Fresno. Eles entendem o que eu quero, além de tocarem mil vezes melhor que eu. O violino em “Rockstars & Cigarettes” é do Amon Lima, da família Lima. E ainda tem um naipe de metais, em “Lovers Are In Trouble”.

GFM: Por que compor em inglês? Qual é a sua relação com a língua?

B: Eu sempre gostei do idioma, desde que me entendo por gente. Desde que uma amiga da minha mãe me ensinou o “one, two, three”, eu não parei mais. Sempre fucei muito em dicionários, e tentava escrever as coisas na língua bretã. Mas eu costumo dizer que eu aprendi inglês mesmo foi assistindo Friends e tentando descobrir o que diziam as letras das músicas que eu gostava. Escrever músicas em inglês também é uma coisa que eu sempre fiz, desde que comecei a tocar em bandas. O Beeshop, nesse caso, é um canal para o qual eu destino toda essa produção, não importando muito o estilo das composições.

GFM: Quais foram suas maiores inspirações para este projeto?

B: No ato da composição, nem tenho muito como dizer com precisão. No entanto, os arranjos deixam bem claro que eu tenho ouvido muito Beatles e Queen para fazer algumas músicas. Noutras, há respingos de Weezer, Dashboard Confessional, e até coisas como Erasure e Joy Division, coisas que herdei dos meus irmãos mais velhos, nos anos 80. Não procurei colocar nenhum filtro e deixei a coisa acontecer no estúdio. O que as músicas pediam, eu colocava. Por isso é que o disco tem uma sonoridade tão ampla e as músicas são tão diferentes entre si.

GFM: Você pensa em seguir só com sua carreira solo?

B: Não.

GFM: Como fica a Fresno neste momento?

B: Em primeiro plano, sempre. As datas de imprensa e shows estão sempre sujeitas à agenda da Fresno. Dessa forma, eu posso dar ao Beeshop o tamanho que eu consigo suportar. Se fosse meu plano A, com certeza estaria trabalhando nisso com afinco duas vezes maior. Mas tenho feito alguns shows, respondido uma porção de entrevistas, algumas coisas em rádio em TV, mas eu sempre trato isso como um projeto paralelo alternativo ao Fresno.

GFM: O que significa lançar este disco para você?

B: Uma realização pessoal sem tamanho, além da oportunidade de mostrar para o grande público uma faceta da minha inspiração, da minha música, que fica obscurecida dentro da Fresno. A gente pode e deve mostrar do que é capaz. Eu ouço praticamente todo tipo de música e também gosto de escrever coisas diferentes, mais fora do lugar-comum do pop rock e do rock.

GFM: Qual seria um próximo projeto ideal para você? Sobrou material ou tem algo guardado?

B: Provavelmente eu faça um novo álbum do Beeshop. Tenho outras músicas, nessa mesma linha. Mas o plano agora é fazer esses shows de lançamento no maior número de cidades que eu conseguir. A Fresno também lança disco no meio do ano, e isso deve me ocupar gravemente pelos próximos oito meses. Mas tenho muita coisa guardada, muitos b-sides. Inclusive músicas em português que foram “escanteadas” na Fresno, mas que eu toco nos shows do Beeshop e público gosta bastante.

GFM: O que vai acontecer agora: você pretende fazer shows solo?

 B: Sim. Alguns shows, em dias alternativos, lugares alternativos. Montei uma banda, chamada The Little Dogfeet. Eles me acompanham nessa empreitada.

GFM: Por que e de onde vem Beeshop?

B: Beeshop é um personagem que eu inventei, ali por 2005. Eu desenhava umas tirinhas e postava no meu antigo fotolog. O nome do rapaz era Sethela, mas depois eu o batizei de Beeshop. Ele é como se fosse um alter-ego meu. Um alter-ego fanfarrão, que canta como se estivesse no chuveiro.

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