Conheça melhor Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, que fará participação no show da Orquestra Imperial no Rio

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Você conhece GabyAmarantos? E Beyoncé do Pará? Com certeza algum desses nomes já passou por alguma página do seu jornal ou pela tela da sua televisão. E, se ficou curioso(a) para ver de perto, ensaie bem a coreografia porque nesta sexta-feira (11/06) ela vai passar também por um palco carioca. O fenômeno do tecnobrega vai participar do tradicional Baile de Dia dos Namorados da Orquestra Imperial, no Circo Voador. E não se preocupe, pois ela vai cantar “Tô solteira”, sua versão para “Single Ladies”, sucesso da cantora que inspirou seu apelido.

Confira o papo do GarotaFM com Gaby Amarantos (ou Beyoncé do Pará):

GarotaFM: Você diz que veio da MPB. Quanto tempo ficou tentando a sorte até estourar como cantora de tecnobrega?

Gaby Amarantos: Foi tudo por acaso… sempre que eu estava em minhas funções mpbistas, incluía em meu repertório um bloco de flash-brega (os bregas antigos), além dos bregas de sucesso na época. Me deparava com a empolgação da plateia. As pessoas rapidamente passavam de meros expectadores a “dançarinos” de primeira. Logo ousei em experimentar a mistura do brega com batidas eletrônicas. E colou mesmo! Com a minha banda Tecno Show, me transformei na referência do movimento tecnomelody, o  “filho” do tecnobrega que nos dias de hoje é pouco produzido, pois agora o tecnomelody domina o pedaço. Passei uns sete anos pra estourar tentando de tudo. Fiz bailes de formatura, cantei em grupo de carimbó (ritmo tradicional paraense), em banda de rock, axé e até fui “puxadora” de escola de samba. Só não cantei pontos de macumba (ainda… hahaha). Com o trabalho do tecnomelody, me tornei conhecida pela inovação em ter criado uma batida eletrônica autenticamente brasileira. Com isso, já fui procurada por repórteres de varios países como EUA, Japão, Peru, México e parte da Europa, sem contar com os documentários made in Brasil.

GFM: Quem eram seus ídolos quando começou a cantar?

GA: Eu nasci no Jurunas, um bairro periférico de Belém, onde se ouve tudo. Cresci em contato com diversos ritmos musicais e, por isso, reverencio meu querido bairro de origem por todas as influências que me trouxe, dentre elas Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Elza Soares, Leny Andrade, Fafá de Belém, Clara Nunes, Adoniran Barbosa, Elis Regina, Boy George, Roxette, Renato Russo, Zé Ramalho, Balão Mágico, as escolas de samba do Rio e do Pará… 

GFM: Como começou a cantar e quando decidiu que ia ser cantora?

GA: Começei a cantar em um concurso de calouros na Paróquia de Santa Teresinha, no bairro do Jurunas, por incentivo de um amigo chamado Zé Henrique. Eu comandava um grupo de jovens que virou minha torcida me ajudando a vencer o concurso. O prêmio era uma caixa de bombons Garoto e tinha prometido distribuir bombom pra todos caso vencesse. Virou uma bagunça: ganhei o premio, distribuí, não deu pra todo mundo, rasgaram a caixa… enfim, foi bem divertido. Na mesma noite fui convidada pra cantar no ministério de música da igreja, onde apareci e passei a ganhar um público nas missas. Por conta disso acabei despertando a atroz inveja de meu coordenador na época, que gentilmente me convidou a  sair do grupo. Fiquei arrasada. Fui afogar as mágoas tomando sorvete em uma mesa de bar com meus parceiros de bagunça quando me surpreendi com o convite para uma pequena canja dos músicos do local, Cleber Viana e John Kleber. Entrei em transe e escolhi Marisa Monte e Bethânia. É lógico que na saideira mandei uns breguinhas e o povo danou-se a dançar. Nessa o Clebinho me convidou pra formarmos um trio: assim surge o “Chibamtes”, minha primeira banda. Foi o Pai Eterno que traçou meu caminho, pois eu não tinha pretensão de cantar e se não fosse expulsa do grupo musical da igreja, nunca seria Gaby Amarantos. Acho que meu “coordenador” deve se arrepender tanto!!! Adoro…

GFM:  Você sempre fez isso da vida ou chegou a tentar outra profissão?

GA:  Eu queria ser professora de Geopolítica pois era apaixonada pela aula de minha professora Edna Ramos. Queria ser como ela, mas não passei na prova do vestibular. Daí fiz teatro, fui coreógrafa, vendi bolo e chope geladinho, dei aulas particulares para alunos do primário, mas meu único emprego de carteira assinada foi como atendente de telemarketing, onde eu fazia um sucesso por ter uma voz grave. Tinha clientes que ligavam querendo me induzir ao tele-sexo. Eu me divertia com as abordagens. Nos intervalos atendia os pedidos musicais dos colegas à capela, quando viamos já tava em clima de festa! Que saudade.

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GFM: Como, quando e onde surgiu esse apelido Beyoncé do Pará?

GA: Minha banda (Tecno Show) foi convidada a participar do Recbeat, um festival de música alternativa de Recife que ocorre em pleno carnaval. Foi, sem dúvida, um dos melhores shows que já fiz na vida. Eu pensei que o público fosse pequeno e, ao entrar em ação, me deparei com o idealizador do festival, Gutti, eufórico com um público de aproximadamente 30 mil pessoas, para uma média esperada de cinco mil. Eu já tô acostumada com a multidão por vir de um segmento popular do Pará, mas participar de um festival meio rock moderno é diferente. Me apresentei de maiô preto e cantei a versão de “Single Ladies” de Beyoncé onde no tecnomelody virou “Tô Solteira”. O povo gritava em couro “Beyoncé, Beyoncé” e, na empolgação, comecei a fazer a dancinha da Diva. Daí o batismo em nome do povo que estava no Recbeat. No dia seguinte, vários jornais do Brasil publicaram “Gaby vive seu dia de Beyoncé”, “Diva Gay do Pará arrebenta em Recife”, me dando oportunidade de mostrar meu trabalho em um dos programas mais desejados pelos artistas brasileiros, “Domingão do Faustão”, por iniciativa do roteirista Cleodon Coelho, que viu a apresentação. E, desde então, vieram outros convites: Ana Maria Braga,  Ana Hickmann, Sônia Abrão, André Marques no Video Show… entrevistas sem parar. Não tô pra brincadeira!

GFM: Você tinha a Beyoncé como exemplo? E as outras cantoras que inspiram suas versões?

GA: Sim, pois pra mim ela é uma das mulheres mais lindas do mundo. Eu tenho total consciência que essa comparação é carinho do povo por mim. Me sinto lisongeadíssima e adoro brincar de fazer versões:  desde Lady Gaga, Madonna, Cyndi Lauper, Roxette, Cher e outras!

GFM: Você é compositora. Qual é a diferença, para você, entre fazer uma música própria e uma versão?

GA: Adoro essa pergunta pois é minha chance de dizer para as pessoas: “eu sou compositora”. Já fui premiada e tenho músicas gravadas por outros artistas, mas sempre fiz versão por gostar da brincadeira, principalmente a pedido dos fãs . Inclusive a Som Livre está lançando um DVD que apresenta pro Brasil a cena tecnomelody, no qual canto uma de  minhas composições, “Eu vou pro Vetron”,  fora jingles e musicas para aparelhagens sonoras e grupos folclóricos. Compus samba enredo, galope, musica gospel, várias paródias, canções para campanhas de conscientização social, trilhas para filmes, desenhos animados, músicas infantins e fora as que eu esqueço. Acontece gente! Mas tive a grande felicidade em ser conhecida no Brasil com a versão da “Bey”.

GFM: Você tem quatro discos lançados, certo? E essas versões… elas entram em algum disco ou ficam só nos palcos?

GA: Sim, tenho quatro trabalhos lançados, entretanto só incluo versões nos discos que distribuo em shows, pois sei que não podem ser comercializados sem prévia autorização. Eu também edito minhas músicas e sou registrada, tenho até minha carteira de compositora, sou da AMAR (Associação de Mísicos e arranjadores).

GFM: O que você vai levar ao palco do Circo Voador esta semana?

GA: Cantar com a Orquestra Imperial é um dos momentos mágicos que tenho na vida pois diverte ambos. Posso ver no rosto dos meninos da orquestra a satisfação em dividir palco comigo. E para mim é uma honra estar com eles. Nós temos set musical meio que “improvi-saiando” devido a participações anteriores. É sempre eletrizante e “Tô solteira” está afiadíssima. 

GFM: Por onde você tem passado e onde ainda deseja cantar (no Brasil e/ou fora)?

GA: Costumo dizer que sou privilegiada por tantas oportunidades maravilhosas que surgem na minha vida. Sou uma artista do povo, pois canto em eventos para um grande número de pessoas como aniversários de cidades, feiras agropecuárias, fui eleita musa Gay do Pará, transitando em varios eventos para o publico LGBT, participo de shows de MPB com amigos que fiz no início da carreira, canto em festas religiosas  por ter sido de movimento jovem ou seja: vou do Bordel a luxuosos teatros e aindo sou a única artista do meu segmento a transitar no público alternativo e moderno. Dividi palco com Catarina Dee Jhá, La Pupuña, Pio Lobato, Bonde do Rolé, Mombojó, Orquestra Imperial,Lia Sofia e outros queridos! Pensando no mercado internacional, estou trabalhando em um novo CD para o publico do exterior. E deixa a música me levar por esse Brasil a fora.

GFM: O que mudou na sua vida? Soube que se mudou para São Paulo… o que mais?

GA: Depois do programa do Fausto me firmei em São Paulo, ganhei várias oportunidades em outras regiões do país, o que me impediu de estar com a permanência em Belém. Tenho um filho de 1 ano e 3 meses que mora lá e me deixa com saudades, mas em Sampa estou tendo uma grande oportunidade com a parceria da BIS produções: a execução do CD internacional com faixas produzidas por Carlos Eduardo Miranda, Kassin, Bernas Ceppas, Cyz Zamorano e participações de Catarina Dee Jhá, Nina Becker, Thalma de Freitas, Daniel Peixoto, além de outros colegas. Terei um novo show com a direção de Cleodon Coelho. Enfim, tô ralando muito nessa nova fase e adorando o aprendizado. Sei que ainda tenho muitos caminhos a percorrer mas sinto-me preparada para ir adiante. Que venha o sucesso! Mas venha forte que eu sou do Norte!  Hahahaha!

Veja Gaby Beyoncé no Faustão:

 

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7 thoughts on “Conheça melhor Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, que fará participação no show da Orquestra Imperial no Rio

  1. Adorei a cantora Beyoce do Para alem de cantar muito bem ela e muito linda, estou com dificuldades para encontrar alguma gravaçao de musicas aqui no interior de SP, pois adoro as musicas dela.

  2. Porra linda isso ai? canta bem? Almir meu querido vc tem um mal gosto . Ela nunca vai chegar aos pés da Diva Beyoncé, Beyoncé é ÚNICA.

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