Arquivo de junho de 2010

GBOB Brasil abre inscrições: Maior campeonato de bandas do mundo tem edição no país

terça-feira, 8 de junho de 2010

“No dia 1º de junho, começaram as inscrições para a primeira fase do Festival GBOB Brasil (consulte o site), que promove etapas seletivas em cinco capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Salvador. A banda vencedora na final brasileira representará o país na final internacional da competição, que acontece em dezembro de 2010, em Londres, Inglaterra. As inscrições para o GBOB Brasil podem ser feitas até o dia 30 de junho de 2010 (ou quando for preenchido o limite de vagas). Estão aptos a participar do GBOB Brasil quaisquer artistas e/ou bandas independentes que apresentem suas músicas autorais e inéditas, sem distinção de estilos e ritmo.

As bandas participantes concorrem a uma premiação de US$ 100.000, que será dividida em turnê de 10 datas no Reino Unido, uma semana de gravação em um estúdio em Londres, o prêmio de US$ 10 mil em dinheiro, além de marketing internacional. O maior campeonato de bandas do mundo, que acontece desde 2004 em mais de 30 países em diversos continentes, tem como objetivo descobrir e promover para a audiência mundial os grandes talentos da música independente.

Para participar da competição, cada banda precisa apenas preencher o formulário de inscrição disponível no site do GBOB Brasil, além de pagar a quantia de R$ 50,00 por integrante. Uma das características do Festival é que todas as bandas têm o direito de se apresentar nas etapas seletivas. No processo de inscrição, as bandas escolhem a cidade na qual preferem tocar e são incentivadas a trazerem seus fãs. Cada banda tem o direito a 10 minutos de apresentação e pode tocar até duas músicas de sua autoria.

 As fases eliminatórias da edição brasileira (e única na América do Sul) acontecem entre os meses de agosto e outubro de 2010, quando serão realizados shows em diversas casas de espetáculo nas cinco capitais. Nessa etapa, as apresentações serão julgadas por um júri formado por profissionais especializados em música e/ou em produção cultural. O público também tem direito a voto, que tem peso de 50% na decisão.

Em novembro de 2010, acontece a final nacional, que será realizada no Circo Voador, Rio de Janeiro. Na ocasião, vão se apresentar as cinco bandas vencedoras de cada uma das eliminatórias locais. Na final nacional, as bandas serão julgadas por outro júri especializado, que escolherá a grande vencedora da etapa brasileira, que representará o país na final mundial, em Londres, já saindo do país com os custos da viagem pagos pelo GBOB Brasil.

Vencedores de edições anteriores do Festival GBOB – The Global Battle Of The Bands chegaram a assinar contratos com grandes gravadoras, como Warner Music, Universal Music e EMI Music, além de acordos de produção com grandes produtores, como Jim Lowe (Stereophonics, Charlatans, etc) e Danny Saber (U2, David Bowie e muitos outros).

A proposta do Festival GBOB é contribuir para fortalecer o mercado da música independente no país e ajudar a promover novos talentos da música no Brasil e no mundo. “Queremos divulgar a pluralidade da música e da cultura brasileira internacionalmente, além de incentivar o crescimento e profissionalização da indústria da música no Brasil”, afirma Filipe Gomes, idealizador e diretor da etapa brasileira do festival.”

Histórico – The Global Battle of The Bands

O GBOB – The Global Battle of The Bands é uma competição global de música ao vivo para bandas independentes apresentarem seus trabalhos autorais, teve sua primeira edição internacional em 2004 e foi realizada em 16 países.

Desde a sua criação, o evento vem crescendo consideravelmente e na edição de 2008 ele foi realizado em 26 países, tendo até hoje envolvido mais de 40.000 músicos, sendo atualmente a maior e mais respeitada competição de música do mundo. No ano de 2009, fizeram parte do The Global Battle of The Bands mais de 12 mil músicos de mais de 30 países. Foram realizados mais de 200 concertos, envolvendo uma audiência que ultrapassou 2 milhões de pessoas.

O Brasil é o primeiro país da America do Sul a fazer parte dessa competição que já conta com mais de 30 países pelo mundo, entre eles as principais potências do mercado da música mundial, Inglaterra, Estados Unidos e Japão.

Todos os anos, eliminatórias locais agitam o mercado da música independente e as finais nacionais acontecem em países em todo o mundo. Os ganhadores dessas finais nacionais têm a oportunidade de participar da final mundial do GBOB, que acontece anualmente em dezembro em Londres, Inglaterra.

Comentários Internacionais

“Foi muito emocionante ter feito parte da fundação de um evento de música, cuja reputação vem crescendo exponencialmente. As bandas têm a oportunidade de tocar na frente de um seleto grupo de profissionais da música, que pode tirar uma banda da obscuridade e posicioná-la para o sucesso no mundo inteiro. O GBOB será o próximo SXSW (http://sxsw.com/) ou CMJ.(http://cmj.com)”

Gary Helsinger, Universal Music Publishing

“Esta não foi a primeira vez que fui jurado numa batalha de bandas.. No entanto, o The Global Battle of The Bands  foi primeiro evento que eu realmente gostei. O nível e talento dos participantes foi alto, a noite foi bem organizada e toda a coisa foi tratada profissionalmente. Foi ótimo fazer parte disso tudo.”

Joshua Freni, Virgin Records

“Foi um imenso prazer ser um dos jurados do GBOB. Não houve uma única banda no palco, que não merecem estar lá. Eu realmente gosto do conceito e espero que cresce ano após ano.”

Steve Lillywhite, produtor de bandas como U2, Iggy Pop, The Rolling Stones, dentre outras

“Tivemos um grande prazer de participar em cada rodada da competição, especialmente nas finais  dos Estados Unidos, em Los Angeles, e  no histórico Astoria, em Londres. Eu sei que é preciso muito trabalho para produzir um evento deste porte. As oportunidades que surgiram para a Heavy Mojo, desde que vencemos o GBOB World Final, em 2006, trouxeram em 2007 muitas conquistas para a banda. O crédito é do GBOB, que tem ajudado a encontrar novos talentos.”

Heavy Mojo, banda vencedora do GBOB World Final, em 2006

 

 (Da assessoria de imprensa)

 

GarotaFM No Camarim: Teresa Cristina gostaria de ouvir The Cure enquanto se arruma

quarta-feira, 2 de junho de 2010

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Quem diria que uma das maiores representantes do samba da atualidade gostaria de ouvir The Cure enquanto se arruma para subir ao palco? Foi o que Teresa Cristina, estrela da terceira edição do programa GarotaFM No Camarim, revelou nos bastidores, antes de dar início ao show “Melhor Assim” no Circo Voador, no sábado 08/05. Era o lançamento da turnê do CD/DVD homônimo que a cantora acaba de lançar. Teresa estava animada, contando histórias inusitadas sobre suas passagens pelos camarins da vida.

Assista ao vídeo para saber outras curiosidades sobre o camarim de Teresa Cristina:

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Antônio Villeroy lança novo álbum no Teatro Rival com participação de Teresa Cristina

terça-feira, 1 de junho de 2010

antoniovilleroy01“O cantor e compositor Antônio Villeroy faz show de lançamento do seu novo álbum, ‘José’, lançado pela gravadora Biscoito Fino, no Teatro Rival, na próxima quarta-feira (02/06), às 19h30. A cantora Teresa Cristina, que participou da gravação do disco, também dará uma canja no show. Antônio Villeroy será acompanhado pelos músicos Sérgio Brandão (baixo acústico), Daniel Santiago (violões aço e nylon), Eduardo Neves (sax e flauta), Bebê (piano e acordeão), Kiko Freitas (bateria) e Marcos Suzano (percussão).”

(Da assessoria de imprensa)

Lançamento do CD “José”  de Antônio Villeroy: Quarta (02/06), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia). R$ 30 ou R$ 15.

      

MONODRAMA CANTADO
José, de Antonio Villeroy (Biscoito Fino, 2010)

Por Francisco Bosco

Antonio Villeroy bem poderia dizer, como disse de si um dos fundadores da poesia moderna: “Eu contenho multidões”. (Des)conhecido pelo grande público como o compositor que está por trás de boa parte dos maiores sucessos de Ana Carolina, suas inquietações extrapolam para todos os lados o eterno presente da música pop. Quem o acompanha desde seu trabalho anterior, Sinal dos tempos, sabe disso. Ali há um diálogo claro com a tradição da canção “clássica” (acho que já se pode dizer assim) brasileira, que por sua vez é marcada por uma abertura artística que não se deixa limitar pela vontade de repetição da indústria cultural. Pois bem, o que Antonio Villeroy faz nesse novo trabalho, José, é oferecer ao público a sua face menos visível. Menos visível, porém não menos cantável: aqui se vão encontrar as mesmas melodias inspiradas de um cancionista para quem compor costuma estar mais próximo de receber que de procurar. 
 
E que cancionista é este? Eu diria que há duas forças, estéticas e existenciais, disputando, como dois Orixás, a cabeça de Villeroy. De um lado, as características que podemos reunir como formadoras de um estilo em tom maior: uma imaginação ambiciosa, em escala vasta, passando pela Bíblia e por Homero, vazada numa escrita metafórica, às vezes enigmática, discursiva, a frase melódica flertando com a prosa, com imagens hiperbólicas e grandiloquentes. São assim, por exemplo, a canção que abre o disco, “Ouro”, e que trata de um afeto demasiadamente humano, a ambição. A ambição que moveu navios e sangrou as veias do Novo Mundo: “Metal raro, quem por ti não alucina?”. Villeroy opera aqui no registro que chamei de maior, assim como em “Odisseia”, alusão ao Odisseu homérico, onde há versos como esse: “Começo de uma rota sinuosa sob o hálito viscoso de neblina” (dois perfeitos decassílabos camonianos, diga-se de passagem).
 
Mas há o Orixá do outro lado, que por sua vez deseja dar forma e rigor, exatidão e serenidade (é Apolo, para continuar nos termos politeístas). Aqui aparece o Villeroy amante da canção enxuta, cada coisa em seu lugar. Em “Recomeço” e “1 e 2″, por exemplo, estão a forma perfeita da canção, a linguagem direta e coloquial, a emoção medida. São os traços de um estilo em tom menor. A esse tom menor me parece ter Villeroy aderido conscientemente: a instrumentação é em geral pequena, a sonoridade procura o suave, a precisão e a delicadeza, e o canto lhes acompanha. 
 
Mas por trás desses dois Orixás há um drama que se passa. Não é por acaso que a primeira palavra do disco é “Eldorado”, e a última canção se abre perguntando: “E agora, você?”. As canções desenham um percurso, uma errância, uma tentativa de saber o que aconteceu, o que se deve fazer e, sobretudo, quem se é. O Eldorado das imaginações quinhentistas é recusado em favor do olhar da mulher, que, esse sim, “é ouro”. Mas a mulher o abandona na canção seguinte, e o sujeito, “pensava eu ser seu herói”, desarvora. Não há encaixe, harmonia: “Quem eu quero bem/ Fica lá pensando eu não sei em quê”. Essa tristeza acaba se tematizando, às avessas, na imprevista leitura de “Felicidade”, que aqui se pode chamar com razão de lupicínica, recorrendo ao trocadilho. É o José Mané, o João Ninguém no fundo do poço. Mas o cinismo não é o forte de Villeroy, de modo que as canções reencontram sua alegria em faixas como “El guión” e “Velas para todos os santos”, essa de sonoridade surpreendente.
 
No fim, uma canção-síntese, que procura compreender o percurso realizado: “E agora, você?”. Talvez seja por causa da angústia da errância, das dúvidas, das indefinições que Villeroy tenha optado deliberadamente por uma sonoridade em tom menor: um pouco de serenidade, por favor. Seja como for, depois do fim, uma faixa bônus, aparentemente despretensiosa, não deixa de nos contar um segredo: a alegria é a prova dos nove, e não existe criação triste. Triste é não criar. 
 
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