Arquivo de julho de 2010

Guitarras em alto mar: Cruzeiro liderado por Kid Rock teve quatro dias de shows e festas

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Esta é versão completa da matéria publicada no Megazine (O Globo) em 06/07/2010
(Clique para conferir como saiu no site do caderno)

(Clique para abrir o PDF com a matéria)

kid_rock

Tampa, EUA

Quando desembarquei no aeroporto de Miami e disse ao oficial da Imigração que o motivo da minha viagem era o cruzeiro de Kid Rock, o porto-riquenho (até então) mal-encarado soltou uma gargalhada em alto e bom som. Para não ter nenhum tipo de problema para entrar nos Estados Unidos, resolvi entrar no jogo: “Não conte a ninguém!” Ganhei o homem de farda ali mesmo. Mas, como é praxe fazer aquele questionário, fomos às perguntas. Contei que fui convidada, com tudo pago, por uma amiga americana que é grande fã do músico e que, por ser repórter especializada em música, considerei aquilo a chance de viver uma nova experiência. “Divirta-se”, disse ele. Liberada! Ufa! Próximo passo: encontrar Helen em Tampa, de onde o navio Carnival Inspiration sairia, ecoando rock’n’roll mar adentro, rumo às Bahamas.

Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (relaxando ao máximo) é o nome do projeto, que estreou este ano e, devido ao sucesso, já tem edição anunciada para 2011.  No Brasil, o que se sabe sobre Kid Rock é que ele foi marido de Pamela Anderson, a estrela decadente de “S.O.S. Malibu”, e que é autor de “All Summer Long”. O hit faz menção ao clássico “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd, e chegou a tocar em algumas baladas brasileiras. Nos Estados Unidos, o músico de Detroit (Michigan) é rei para um certo nicho. Estreou em disco em 199o, estourou com uma música chamada “Bawitdaba” no final da década e, até hoje, já vendeu mais de 20 milhões de seus dez álbuns. Bob – como as fãs costumam chamar Robert James Ritchie, na tentativa de se aproximar do ídolo – estava na porta para tirar foto com cada um que embarcasse naquela aventura.

Animação a bordo

Animação a bordo

Uma das tatuadas

Uma das tatuadas

O Carnival Inspiration é igual a todos os outros transatlânticos mais conhecidos: grande, decorado ao estilo Las Vegas (muitas cores, muito luxo, mas quase tudo meio plástico) e munido de uma tripulação formada por estrangeiros de todos os cantos do mundo. Dentre os passageiros, eu era a única brasileira. Juntei-me a pessoas de todas as idades e tatuadas: esbarrei com uma moça que tinha uma chave da Volkswagen e brincamos que ela poderia abrir a porta do Fusca que tenho nas costas. Três coisas aquelas 2.200 pessoas tinham em comum: o gosto por bebidas alcoólicas, a paixão pelo rock e o hábito de dizer pelo menos quinze vezes ao dia a frase (que virou grito de guerra) “You’re on a boat, motherfucker!” (Você está em um navio, filho da…).

“Quando saímos de Tampa, Bob subiu ao palco para fazer um show de boas-vindas e soltou esta frase. Ele falou: ‘Como é que não pensei nisso antes? Podíamos ter feito camisetas com o slogan!’ Kid Rock foi um anfitrião maravilhoso… Aliás, foi incrível estar em uma festa em que o rock’n’roll não podia parar”, diz Helen Gemignani, aeromoça e fã de Kid Rock.

Confesso que entrei no transatlântico sem saber que, além de um show de Kid Rock, teria a oportunidade de conhecer outras 15 atrações, que se dividiram entre três espaços reservados para elas: o Lido, um palco a céu aberto montado em frente à piscina; o Candlelight Lounge, um teatro médio; e o Café dês Artistes, espaço pequeno no meio de uma discoteca. Preocupada em deixar tudo arrumadinho no Brasil para essas pequenas férias de quatro dias em pleno maio, não parei para estudar o programa enviado por e-mail.

Slash cover

Slash cover

Leroy Powell

Leroy Powell

Aberta ao que viria, a cada turno, tinha uma surpresa diferente: ora era a banda cover de Guns N’Roses, Appetite For Destruction, que agitava a galera, ora era a revelação do rock (do Sul) Leroy Powell and The Messengers que afagava os corações um pouco menos roqueiros. Sim, porque também passaram por lá a banda The Mighty Dan Halen, que com seus integrantes fantasiados toca sucessos de Van Halen, e a Rehab, de heavy metal.

“Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. O que mais gostei foi o da primeira noite, em que a atmosfera mostrava que todos aqueles fãs selvagens de Kid Rock estavam prontos para curtir. Foi maravilhoso e deu ânimo para todos os outros dias”, conta Mike Edington, o Slash de banda Appetite For Destruction. “Fora do palco, o que achei mais legal foi a atitude Vegas. Dizem que o que acontece em Vegas fica em Vegas. O que aconteceu no cruzeiro… ficou no cruzeiro.”

Vale lembrar que namoros entre passageiros e/ou entre músicos e passageiros estavam liberados.

Lazer x trabalho

Eu e e Helen com Kid Rock

Eu e e Helen com Kid Rock

Minha nacionalidade chamou a atenção até mesmo de Bob, quando – em um momento não consigo viver isso e não pensar em trabalho – abordei o músico ao encontrá-lo na boate do navio, na madrugada após o primeiro show oficial, o que eu vi (cada grupo de passageiros vai em um deles).

“Por que você não me falou isso quando tiramos foto juntos na chegada? Anunciei no palco que tinha norueguês no navio, mas não sabia que vinha gente da América do Sul!”, exclamou Bob, antes de falar para a minha câmera ao melhor estilo Chillin’ The Most Cruise: “You’re on a boat, motherfucker!”

Veja Kid Rock em vídeo (qualidade baixa)

Mas eu tinha também um outro diferencial: o de já ter passado três vezes por um navio temático, o “Emoções em Alto Mar”, que tem como astro Roberto Carlos. Todos os americanos com quem conversava queriam saber qual era a diferença entre ser repórter e ser passageiro comum de um projeto como este. Ponto para Kid Rock! Além da fotinho na entrada – brinde de luxo para quem gosta mesmo do cara – fez, além dos dois espetáculos já programados no Paris Main Lounge, dois shows extras no deck do navio (Lido), um na primeira tarde e o outro em uma das madrugadas (detalhe é que ele convocou a presença de todos pelo rádio). Fora isso, deu entrevista para os fãs na tarde de domingo e saiu à paisana: era possível esbarrar com Bob por outros ambientes, sempre tarde da noite, quando saía da toca para se divertir com os amigos músicos.

“Fiz algumas jam sessions com Bob anos atrás, uma delas em Michigan, com a Shooter Jennings, banda com a qual eu tocava. Foi bom apresentar esse nosso show para aquelas pessoas, porque tocamos nossas músicas e fomos bem recebidos. Haviam poucas bandas que levaram ao cruzeiro repertório original”, declara Leroy Powell.

'Kid e Pamela'

'Kid e Pamela'

Os piratas

Os piratas

Outra experiência inesquecível foi participar das festas à fantasia previamente avisadas aos navegantes. A “Pimps & Hos Night” era uma homenagem ao “Pimp of the Nation” (O cafetão da Nação), como se auto-intitulou Bob no título de uma de suas canções. Os homens deveriam se fantasiar de cafetão e as mulheres… Bom, basta dizer que o casal que mais se destacou era aquele em que ele estava vestido de Kid Rock e ela, de Pamela Anderson. Teve também a “Mustaches & Miniskirts Formal Night”: homens de bigode e mulheres de minissaia. A mais meiga foi a “Pirate Night”. Nesta, a ordem era se fantasiar de pirata.

Comprei minha fantasia pela internet e mandei entregar na casa de Helen. Quando a recebi é que me dei conta de como era linda! Senti-me a verdadeira princesa dos mares, queimada pelo sol das Bahamas, onde o navio aportou por uma tarde para que seus passageiros dessem um maravilhoso mergulho nas águas do Caribe. Com meu vestidinho, chapéu e botas, atraía a atenção principalmente de quem não estava fantasiado. Nesta última noite, o destaque era o show da Yacht Rock Revue, banda que toca cover de Led Zeppelin e The Who. E os músicos das bandas que já tinham encerrado sua participação estavam curtindo a despedida, circulando pelo espaço e socializando com todo mundo. Quando me dei conta, eu e minha amiga estávamos rodeadas por alguns deles.

'Esgotado!'

'Esgotado!'

Por algumas horas, Helen quis se matar, afinal, se tivéssemos conhecido essa galera antes, teríamos a chance de participar das festas “particulares” que faziam com Kid Rock. Eu fiquei satisfeita, já que ganhei em dobro ao conhecer Raquel Wynn, baixista da The Mighty Dan Halen e filha de Carol Chase, que por quinze anos foi backing vocal do Lynyrd Skynyrd, banda que fez parte da minha infância e adolescência. Fora isso, todo o rock e os Bloody Marys que vivi lá dentro foram suficientes.

“O cruzeiro foi ótimo por causa das pessoas que estavam lá. Todo mundo tão dentro da música e amando a experiência… Uma grande festa do amor”, define Raquel Wynn.

Já estava cansada de só ver mar, mas confesso que foi triste pisar em terra novamente depois de uma experiência tão intensa. A boa notícia é a de que, se rolar aquela animação e o planejamento financeiro, dá para repetir a dose no ano que vem. Ou, melhor ainda, testar o Simple Man Cruise, que terá nova edição em janeiro de 2011 com o Lynyrd Skynyrd como cicerone. Ops, tem ainda o cruzeiro com o Sister Hazel, o do Devils and Dolls… Veja a tabela abaixo. Só não dá para deixar para cima da hora, pois quem foi este ano já disse que vai voltar. Quem quer entrar na fila?

kid_rock_tabela

*Acompanhe o blog e leia, a partir de segunda-feira (12/07), entrevistas que fiz com alguns dos músicos.

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Ney Matogrosso, Hermeto Pascoal e outras atrações no Festival de Inverno Sesc Rio

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Festival de Inverno Sesc Rio 2010 será realizado de 13 de julho a 1º de agosto de 2010, com apoio do Sistema Fecomércio-RJ, em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. O maior evento cultural do Estado, em sua nona edição, traça um panorama da produção artística brasileira, abrindo espaço para grandes nomes e novos talentos nas áreas de teatro, música, dança, literatura, cinema e artes plásticas. A força do festival está na qualidade da programação. São espetáculos teatrais como “A mulher que escreveu a Bíblia”, “As meninas”, “Confissões de adolescente”, “Hiperativo”, “As conchambranças de Quaderna”, “A forma das coisas”, “As impostoras”, entre outros. No set de shows, destaque para Ney Matogrosso, Adriana Calcanhoto, Hermeto Pascoal, Toni Platão, Selma Reis, Dominguinhos e Soraya Ravenle. Em dança, o público vai se encantar com Quasar Cia de Dança, com o espetáculo “No drama” (coreografia de Antonio Ruz, que fez parte do Ballet du Grand Théâtre de Genève e do Ballet de l’Opéra de Lyon), além de oficinas de Rodrigo Werneck (ex-integrante da Cia Deborah Colker) e Fernanda Reis (ex-bailarina do grupo Corpo e da Cia de Dança da Márcia Milhazes), por exemplo.

A Orquestra Tabajara vai comandar o baile para quem gosta de dança de salão. No estilo revista musical, destaque para “Oui oui a França é aqui”, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche, com direção de João Fonseca; “Miranda por Miranda” e “Eu te amo mesmo assim”, com composições de Chico Buarque, Vinicius de Moraes, José Augusto, Tim Maia e Roberto Carlos, entre outros. Sucesso de público e crítica, o primeiro stand up comedian Fernando Ceylão leva o “Comédia no título” para as três cidades do festival. Dietas, secretária eletrônica, gente que puxa conversa em fila, verdades e mentiras, celebridades, televisão, casamento, plástico bolha, lanchonetes, shoppings, cinema, estacionamentos, entre outros tópicos surrealistas de nosso dia a dia estão no cardápio do espetáculo. Clara Sverner e o Quinteto Villa-Lobos atendem aos seletos fãs de música clássica. Ainda dentro do tema, tem o Recital-palestra “Frédéric Chopin: 200 anos de um gênio da música romântica”, com o Trio Aquarius clássico.

Uma das novidades desta edição do Festival de Inverno Sesc Rio 2010  é que pela primeira vez o Festival recebe o selo Carbon Free, por compensar as emissões de CO2 – decorrentes da realização do evento – através do plantio de 799 árvores nativas da Mata Atlântica. A certificação é da Iniciativa Verde, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público precursora na criação do programa ‘verde’. Por serem plantadas em áreas de proteção ambiental degradadas, tanto quanto contribuir para desacelerar o aquecimento global, colabora-se com o restauro de matas ciliares, ou seja, vegetação no entorno de rios, o que inclui preservação dos recursos hídricos, do solo e da biodiversidade. Com essa iniciativa, o Sesc Rio propõe, para além do plantio, pensar na construção de novos valores e atitudes, pensar que cultura e natureza são partes de nós, de forma mais equilibrada. Como a atividade florestal possui forte sazonalidade, o início da temporada de plantio se dá em outubro. A compensação, por parte do Sesc Rio, se dará na APA da Bacia do Rio São João-Mico leão Dourado, em matas ciliares do distrito de Aldeia Velha, em Silva Jardim (RJ).

As atividades serão realizadas no Sesc Quitandinha, Sesc Teresópolis e Teatro Higino (Teresópolis), Ginásio Pedrão (Teresópolis) e Sesc Nova Friburgo. Veja a programação completa no site do Sesc Rio (clique aqui).

Prêmio da Música Brasileira divulga indicados da vigésima primeira edição

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dona Ivone Lara/D

(Da assessoria de imprensa)

O Prêmio da Música Brasileira anunciou nesta segunda-feira (05/07) a lista de indicados à sua vigésima primeira edição. São 105 nomes, selecionados a partir dos 695 CDs e 103 DVDs inscritos, e distribuídos em 16 categorias, numa ampla radiografia da produção fonográfica nacional. A cerimônia de entrega do Prêmio volta este ano ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto, com homenagem àquela que é a síntese da nobreza do samba, a carioca Dona Ivone Lara, de 88 anos.

Após ter sido realizado em 2009 apenas por conta do empenho pessoal de seu idealizador, José Maurício Machline, com a colaboração gratuita dos artistas e técnicos envolvidos, o Prêmio da Música Brasileira ganhou este ano um novo parceiro: a Vale, que passa a ser a patrocinadora oficial do evento. “A Vale é uma empresa preocupada com os valores da cultura produzida neste país e ter o seu patrocínio reiterou a importância do Prêmio para a produção musical brasileira. Desde que surgiu, em 88, o Prêmio se consolidou como a maior distinção dada aos talentos nacionais”, enaltece Machline.

Este ano, está de volta a categoria Voto Popular, para melhor cantor e cantora. A votação terá início no dia 08 de julho no site oficial www.premiodemusica.com.br e o vencedor também será anunciado na cerimônia.

Com sete indicações, Maria Bethânia lidera a disputa este ano com dois trabalhos, ‘Encanteria’ e ‘Tua’. Pelo CD ‘Encanteria’, a baiana concorre como Melhor Disco e Melhor Cantora, na Categoria MPB, Melhor Projeto Visual e Melhor Cantora/Voto Popular, além de ter duas faixas deste álbum indicadas à Melhor Canção, a música título, de Roque Ferreira, e ‘Feita na Bahia’, de Paulo César Pinheiro. Bethânia domina esta categoria concorrendo também à Melhor Canção com ‘Saudade’, de Chico César e Moska, presente no CD ‘Tua’.

O segundo lugar na lista é de Ney Matogrosso, com quatro indicações, pelo CD ‘Beijo Bandido’: Melhor Disco e Melhor Cantor de MPB, Melhor Cantor/Voto Popular e Melhor Projeto Visual. Já a medalha de bronze registrou um empate sêxtuplo. Por ‘Zii e Zie’, Caetano Veloso concorre a Melhor Cantor e Melhor Disco Pop/Rock/Reggae/Hip hop/funk, além de Melhor Cantor/ Voto Popular. Rita Ribeiro também tem três indicações, pelo CD ‘Tecnomacumba a tempo e ao vivo’: Melhor Cantora e Melhor Disco Canção Popular e Melhor Cantora/Voto Popular. Na mesma categoria, Zeca Baleiro aparece como Melhor Cantor e Melhor Disco, além de Melhor Cantor/Voto popular, por ‘O coração do homem-bomba ao vivo mesmo’.

Ainda no terceiro lugar, disputam João Bosco: Melhor Cantor e Melhor Disco de MPB (‘Não vou pro céu, mas já não vivo no chão’) e Melhor Cantor/Voto Popular e Zélia Duncan, concorrendo a Melhor Cantora Voto/Popular, Melhor Cantora e Melhor Disco de Pop/Rock/Reggae/Hip hop/funk, com ‘Pelo sabor do gesto’.

Por fim, dois álbuns receberam indicação tripla: ‘Afro samba jazz – a música de Baden Powell’, de Mario Adnet e Phillippe Baden Powel, que concorre a Melhor Disco Instrumental, além de ter rendido indicações a seus dois realizadores, na categoria Melhor Arranjador; e ‘Luz da Aurora’, de Hamilton de Holanda e Yamandu Costa, que disputam como Melhor Solista, mas podem dividir o Prêmio de Melhor Disco Instrumental.

Como já é uma tradição no Prêmio, o Rio de Janeiro dispara no número de indicações, com um total de 43, seguido por São Paulo, com 15, Bahia, com 14, e Minas Gerais, com 9. Entre as gravadoras, a Biscoito Fino continua na ponta, desta vez totalizando 21 nominações, seguida pela Universal, com 11, e a EMI, com 10, mesmo número que somam os lançamentos independentes.

Prêmio promove concurso em homenagem à Dona Ivone Lara

Este ano, o Prêmio da Música Brasileira presenteará os fãs de Dona Ivone Lara através de um concurso que escolherá a melhor versão para uma obra da grande sambista. O regulamento completo está no site oficial www.premiodamusica.com.br/blog. Os interessados podem enviar um vídeo onde interpretam um sucesso de Dona Ivone Lara, com arranjo e formação musical a critério dos candidatos.

O concurso contemplará duas categorias: uma voltada para o público geral e uma outra exclusiva para os funcionários da Vale. O grande vencedor de cada categoria receberá um prêmio especial no valor de R$ 9.600, em títulos de capitalização, e um troféu na noite da celebração, ao lado dos grandes nomes da música brasileira. Serão escolhidos três finalistas e o vencedor será conhecido apenas na cerimônia.

A cerimônia de premiação terá cenografia e direção de arte de Gringo Cardia, roteiro de Aloísio de Abreu, figurinos de Sonia Soares e direção musical de Rildo Hora. A direção geral de é de José Maurício Machline.

Criado em 1988, O Prêmio da Música Brasileira vem, desde então, prestigiando uma das mais ricas formas de expressão artística do país, respeitada e reverenciada em todo o mundo. O Prêmio não apenas referenda os grandes intérpretes, músicos e compositores já consolidados, como aponta para novos talentos e dá abrangência nacional a carreiras com expressão de alcance regional.

O Sistema de votação

O corpo de jurados de CDs é composto por 21 integrantes, com nomes como Dudu Falcão, Marcelo Janot, Claudio Jorge, Altay Veloso e os jornalistas Sérgio Cabral, Artur Xexéo, Nelson Gobbi, Mauro Ferreira, Marcus Preto e Lauro Lisboa Garcia, entre outros. Para analisar a categoria DVD foram escolhidos seis jurados, dentre eles, Gabriela Gastal e Homero Olivetto. Os três mais votados em cada categoria são indicados ao Prêmio da Música Brasileira.

Todos tiveram acesso a um sistema de votação 100% informatizado. Através do site, os jurados ouviram os trabalhos concorrentes, obtiveram as informações detalhadas sobre cada lançamento e puderam votar. O júri é formado ainda por músicos, o que permite que um integrante seja também um concorrente. Neste caso, ele não vota na categoria da qual participa.

Para eleger aos finalistas, o júri fez uma pré-seleção de 423 CDs e 48 DVDs dentre os 695 CDs e 103 DVDs recebidos, incluindo tanto os trabalhos de gravadoras nacionais e multinacionais quanto aqueles distribuídos de forma independente ao longo de 2009 em todo o país. O foco não é apenas nos lançamentos em CD, mas também nos novos formatos e configurações da indústria, como mp3s, downloads, etc.

O Prêmio da Música Brasileira possui um Conselho Deliberativo, que determina as regras, define o júri e o homenageado de cada edição. Ele é composto pelos músicos Gilberto Gil, João Bosco, Wanderléa e Paulo Moura, o crítico musical Zuza Homem de Mello, o jornalista Antônio Carlos Miguel, a diretora executiva de Recursos Humanos e Serviços Corporativos da Vale, Carla Grasso, além do idealizador do Prêmio, José Maurício Machline.

Desde o ano de sua criação, quando homenageou Vinicius de Moraes, o Prêmio enaltece um artista brasileiro, que serve como fonte para o roteiro e repertório do show da cerimônia de entrega. Já foram homenageados, pela ordem, Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Ângela Maria & Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Ary Barroso, Lulu Santos, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Ketti, Dominguinhos e Clara Nunes.

Dona Ivone Lara

Se o samba fosse uma monarquia, certamente Dona Ivone Lara seria sua rainha. Mais legítima representante do matriarcado no samba, seu primeiro contato com a música, contudo, passou longe do ritmo que a consagrou. Foi aluna de Lucila Guimarães, primeira esposa de Villa-Lobos, tendo cantado sob a regência do maestro. Logo depois, aprendeu a tocar cavaquinho e se casou com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, futura Império Serrano. E justamente na sua escola de coração, veio a consagração com ‘Os cinco bailes da história do rio’, de 1965, quando se tornou a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma agremiação.

Mesmo com a carreira artística consagrada, Dona Ivone nunca abandonou a enfermagem – com especialização em terapia ocupacional – e seguiu na profissão até sua aposentadoria, em 1977, quando passou a se dedicar exclusivamente à música. A gravação do primeiro disco, ‘Samba, minha verdade, minha raiz’ só aconteceu em 1979, impulsionada pela explosão de ‘Sonho meu’, em dueto histórico de Maria Bethânia e Gal Costa.

Dona Ivone Lara compôs inúmeros clássicos como ‘Alvorecer’, ‘Sonho meu’, ‘Alguém me avisou’, ‘Sorriso Negro’, entre outros, e foi gravada pelos principais intérpretes brasileiros, como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione e Paulinho da Viola, entre tantos outros. A rainha tem um séquito fiel e que só aumenta, ano após ano.

INDICADOS PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA 2010

CATEGORIA ARRANJADOR

ARRANJADOR

• Mario Adnet por ‘Afro samba jazz- a música de Baden Powell’ – Mario Adnet E Philippe Baden Powell

• Mauricio Carrilho por ‘Brasileiro Saxofone’ – Nailor Proveta

• Philippe Baden Powell por ‘Afro samba jazz – a música de Baden Powell’ – Mario Adnet e Philippe Baden Powell

CATEGORIA CANÇÃO

MELHOR CANÇÃO

• ‘Encanteria’, de Paulo César Pinheiro – intérprete Maria Bethânia (CD ‘Encanteria’)

• ‘Feita Na Bahia’, de Roque Ferreira – intérprete Maria Bethânia (CD ‘Encanteria’)

• ‘Saudade’, de Chico César e Paulinho Moska – intérprete Maria Bethânia (CD ‘Tua’)

CATEGORIA PROJETO VISUAL

ARTISTA

• Manacá, disco ‘Manacá’ – Retina 78

• Maria Bethânia, disco ‘Encanteria’ – Gringo Cardia

• Ney Matogrosso, disco ‘Beijo Bandido’ – Ocimar Versolato

CATEGORIA REVELAÇÃO

ARTISTA

• Alexandre Gismonti Trio

• Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

• Maria Gadú

CATEGORIA CANÇÃO POPULAR

MELHOR DISCO

• ‘Autorretrato’, de Kleiton E Kledir, produtor Paul Ralphes

• ‘Tecnomacumba a Tempo e ao Vivo’, de Rita Ribeiro, produtores Israel Dantas e Rita Ribeiro

• ‘O Coração do Homem_ Bomba ao Vivo Mesmo’, de Zeca Baleiro, produtor Isabelli Maciel

MELHOR DUPLA

• Edson e Hudson (‘Despedida’)

• Victor e Leo (‘Ao Vivo e em Cores em São Paulo’)

• Zezé Di Camargo & Luciano (‘Duas Horas de Sucesso ao Vivo’)

MELHOR GRUPO

• Dna (‘Pode Acreditar’)

• San Marino (‘Simples, mas Autêntico’)

• Trilogia (‘Jogatina’)

MELHOR CANTOR

• Cauby Peixoto (‘ Cauby Interpreta Roberto’)

• Fagner (‘Uma Canção no Rádio’)

• Zeca Baleiro (‘O Coração do Homem_ Bomba ao Vivo Mesmo ‘)

MELHOR CANTORA

• Patricia Mellodi (‘Pacote mais que Completo’)

• Paula Fernandes (‘Pássaro de Fogo’)

• Rita Ribeiro (‘Tecnomacumba a Tempo e ao Vivo’)

CATEGORIA INSTRUMENTAL

MELHOR DISCO

• ‘Saudade Do Cordão’, de Guinga e Paulo Sérgio Santos, produtor Mario de Aratanha

• ‘Afro Samba Jazz – A Música de Baden Powell’, de Mario Adnet e Philippe Baden Powell, produtores Mario Adnet e • Philippe Baden Powell

• ‘Luz da Aurora’, de Yamandu Costa e Hamilton de Holanda, produtores Yamandu Costa e Hamilton de Holanda

MELHOR SOLISTA

• Altamiro Carrilho (‘Primeira Noite em Niterói’ – ‘Segunda Noite em Niterói’)

• Hamilton de Holanda (‘Luz da Aurora’)

• Yamandu Costa (‘Luz da Aurora’)

MELHOR GRUPO

• João Donato Trio (‘Sambolero’)

• Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (‘Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz’)

• Rabo De Lagartixa (‘O Papagaio do Moleque’)

CATEGORIA MPB

MELHOR DISCO

• ‘Não Vou Pro Céu Mas Já Não Vivo no Chão’, de João Bosco, produtor João Bosco

• ‘Encanteria’, de Maria Bethânia

• ‘Beijo Bandido’, de Ney Matogrosso, produtor Leandro Braga

MELHOR GRUPO

• 4 Cabeça (‘4 Cabeça’)

• Escambo (‘Flúor’)

• Fausto Prado e Caetano Silveira (‘Cidade Baixa’)

MELHOR CANTOR

• João Bosco (‘Não Vou Pro Céu Mas Já Não Vivo no Chão’)

• Ney Matogrosso (‘Beijo Bandido’)

• Zé Renato (‘Zé Renato ao Vivo’)

MELHOR CANTORA

• Maria Bethânia (‘Encanteria’)

• Nana Caymmi (‘Sem Poupar Coração’)

• Roberta Sá (‘Pra Se Ter Alegria ‘)

CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK

MELHOR DISCO

• ‘Zii e Zie’, de Caetano Veloso, produtores Moreno Veloso e Pedro Sá

• ‘Rock “N” Roll’, de Erasmo Carlos, produtor Liminha

• ‘Pelo Sabor Do Gesto’, de Zélia Duncan, produtores John Ulhoa e Beto Villares

MELHOR GRUPO

• Móveis Coloniais de Acaju (‘C_Mpl_Te’)

• Mundo Livre S/A (‘Combat Samba’)

• Paralamas do Sucesso (‘Brasil a Fora’)

MELHOR CANTOR

• Caetano Veloso (‘Zii e Zie’)

• Ed Motta (‘Piquenique’)

• Lulu Santos (‘Singular’)

MELHOR CANTORA

• Céu (‘Vagarosa’)

• Daniela Mercury (‘Canibália’)

• Zélia Duncan (‘Pelo Sabor Do Gesto‘

CATEGORIA REGIONAL

MELHOR DISCO

• ‘Alma Cabocla’, de Ana Salvagni, produtor Ana Salvagni

• ‘Viva Elpídio’, de Oswaldinho e Marisa Viana, produtores Oswaldinho e Marisa Viana

• ‘Violas de Bronze’, de Siba e Roberto Corrêa, produtores Siba e Roberto Corrêa

MELHOR DUPLA

• Chitãozinho e Xororó (‘Se For Pra Ser Feliz’)

• Gino e Geno (‘Pode Chamar Nóis’)

• Rodrigo Sater e Yassír Chediak (‘Tiago e Juvenal – Os Violeiros da novela Paraíso’)

MELHOR GRUPO

• Frevo Diabo (‘Frevo Diabo’)

• Luciano Maia e Quarteto Riograndense (‘Encomenda’)

• Trio Virgulino (‘Isso Aqui Tá Bom Demais’)

MELHOR CANTOR

• Gaúcho da Fronteira (‘Gaúcho Doble Chapa’)

• Juraildes da Cruz (‘Roda Gigante’)

• Targino Gondim (‘Canções de Luiz’)

MELHOR CANTORA

• Claudia Cunha (‘Responde à Roda’)

• Elba Ramalho (‘Balaio de Amor’)

• Patricia Bastos (‘Eu Sou Caboca’)

CATEGORIA SAMBA

MELHOR DISCO

• ‘Chutando O Balde’, de Nei Lopes, produtor Ruy Quaresma

• ‘Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira’, de Tantinho, produtor Paulão Sete Cordas

• ‘Preceito’, de Toninho Geraes, produtor Milton Manhães

MELHOR GRUPO

• Casuarina (‘MTV Apresenta Casuarina’)

• Galocantô (‘Lirismo do Rio ‘)

• Sandália De Prata (‘Samba Pesado’)

MELHOR CANTOR

• Moyseis Marques (‘Fases do Coração’)

• Tantinho (‘Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira’)

• Zeca Pagodinho (‘Uma Prova De Amor- Ao Vivo Especial MTV’)

MELHOR CANTORA

• Alcione (‘Acesa’)

• Aline Calixto (‘Aline Calixto’)

• Luiza Dionizio (‘Devoção’)

FINALISTAS – ESPECIAIS

DVD

• Fernanda Takai / ‘Luz Negra’, diretores Eduardo Zunza e Daniel Veloso

• Gilberto Gil / ‘Banda Dois’, diretor Andrucha Waddington

• Vanessa Da Mata / ‘Multishow ao Vivo‘, diretor Joana Mazzucchelli

DISCO LINGUA ESTRANGEIRA

• ‘Beatles 69 Vol. 01, 02 e 03’ / Coletânea Beatles, produtor Marcelo Fróes

• ‘Songs 4 U’ / Daniel Boaventura, produtor Guto Graça Mello

• ‘Tributo A Ella Fitzgerald’ / Jane Duboc e Vitor Biglione, produtores Jane Duboc e Vitor Biglione

DISCO ERUDITO

• ‘Debussy’ / Nelson Freire, produtor Recording Producer And Editor: Dominic Fyfe

• ‘Shumann Sinfonia N 2 Sinfonia N 4 ‘ / Osesp, produtores Shumann e Uli Schneider

• ‘Villa Lobos Um Clássico Popular’ – Quinteto Villa Lobos, produtor Quinteto Villa Lobos

DISCO INFANTIL

• ‘Partimpim Dois’ / Adriana Partimpim, produtores Adriana Partimpim e Dé Palmeira

• ‘Pequeno Cidadão’ / Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Antonio Pinto, Taciana Barros, produtores Antonio Pinto e Edgard Scandurra

• ‘Projeto Guri Convida’ / Projeto Guri – Vários, produtores Alessandra Costa e Beto Villares

DISCO PROJETO ESPECIAL

• ‘Entre Amigos’ / Dolores Duran, produtor Oswaldo Vidal

• ‘O Baile do Simonal’ / Vários, produtores Max De Castro e Wilson Simoninha

• ‘Ataulfo Alves 100 Anos’ / Vários, produtor Thiago Marques Luiz

DISCO ELETRÔNICO

• ‘Essa Moça Tá Diferente’ / Dj Zé Pedro, produtores Andre Torquato e DJ Zé Pedro

• ‘Organismo Eletrônico’ / Pedra Branca, produtor Luciano Sallun

• ‘Ultrasom’ / Siri, produtor Siri

VOTO POPULAR

CANTOR

Caetano Veloso

Cauby Peixoto

Ed Motta

Fagner

Gaúcho Da Fronteira

João Bosco

Juraildes da Cruz

Lulu Santos

Moyseis Marques

Ney Matogrosso

Tantinho

Targino Gondim

Zé Renato

Zeca Baleiro

Zeca Pagodinho

CANTORA

Alcione

Aline Calixto

Céu

Claudia Cunha

Daniela Mercury

Elba Ramalho

Luiza Dionizio

Maria Bethânia

Nana Caymmi

Patricia Bastos

Patricia Mellodi

Paula Fernandes

Rita Ribeiro

Roberta Sá

Zélia Duncan

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