Arquivo de maio de 2011

Céu, Gui Amabis, Rica Amabis, Dengue e Pupillo formam o grupo Sonantes e lançam CD

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Foto: Divulgação / Fabiano Feijó

Vizinhos no bairro de Perdizes, em São Paulo, a cantora Céu, o compositor e produtor Gui Amabis, o membro do Instituto Rica Amabis e a dupla dinâmica da Nação Zumbi Dengue e Pupillo acabam de lançar um disco juntos. O grupo se chama Sonantes e o álbum é uma miscelânea de gêneros. MPB com influência da música afro e da latina, resquícios do cancioneiro ao estilo eletro-acústico, pitadas de som pernambucano… O CD conta ainda com participações especiais de Siba, Lúcio Maia, Beto Villares, Daniel Bozio, Toca Ogan, Fernando Catatau, Gustavo Da Lua, Pepe Cisneros, Sergio Machado, B-Negão e Apollo 9.

Leia entrevista com Rica Amabis:

GarotaFM: De onde surgiu a ideia desse projeto?

Rica Amabis: A ideia foi consequencia do montante de músicas que a gente tinha feito. Quando vimos que tínhamos 10 música prontas, resolvemos lançar o CD.

GFM: Considerando que cada um tem sua carreira e seus compromissos, como foi o processo de desenvolvimento/produção?

RA: O processo foi a base de muito café com leite e pão na chapa na padaria. A gente morava no mesmo prédio, o que facilitou os nossos encontros, disso e de muita conversa, e o tempo livre que tínhamos, montamos o disco. Eu dividia um apartamento/homestudio com o Pupillo e o Dengue e a Céu e o Gui moravam em outro apê.

GFM: Teve um líder ou a divisão de tarefas foi igual? Tem um que fez mais isso, outro que fez mais aquilo…?

RA: A divisão foi muito igual, sempre tinha um que trazia uma ideia e a partir dela desenvolvíamos as músicas.

GFM: Como é misturar estilos e qual influência veio de cada um?

RA: Na verdade, o background musical da gente é muito parecido. Sempre escutamos muita música brasileira, reggae, soul, funk, latina e africana, agora cada um escuta de um jeito e quando juntamos a nossas visões deu esse disco. No todo o disco tem uma unidade, mas é possível identificar cada um.

GFM: Qual é o objetivo do grupo, lançar o projeto ou transformar isso em uma banda, com turnês programadas etc?

RA: A gente não sabe. No momento, está cada um desenvolvendo seus projetos pessoais, nós nunca pensamos em tranformar o Sonantes em um grupo de carreira, fazer shows e etc.. Quem sabe?

GFM: Vai haver show de lançamento, ações na web etc?

RA: Não temos planos para um show de lançamento.

 

Gincana pela sustentabilidade marca a abertura da programação 2011 do SWU

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Iniciativa, voltada para público universitário, envolverá provas de coleta de lixo e um reality show no canal Multishow. Equipe vencedora receberá R$ 500 mil do SWU para implementar projeto de sustentabilidade

O movimento de conscientização em prol da sustentabilidade SWU (Starts With You – Começa Com Você) abre oficialmente sua temporada 2011 com o lançamento da Gincana Impacto Zero SWU, que vai premiar em R$ 500 mil a equipe que apresentar o melhor projeto de sustentabilidade e maior desempenho nas provas eliminatórias.

Destinada a universitários de todo o país, a iniciativa foi criada para engajar o público jovem nas questões da sustentabilidade de forma prática e dinâmica.  As inscrições já estão abertas e devem ser feitas pelo portal SWU (www.swu.com.br/impactozero) até o dia 1º de junho.

Alunos de faculdades públicas e privadas poderão se inscrever na gincana, mas somente por meio das instituições onde estudam. Cada curso poderá inscrever até dois projetos de sustentabilidade para concorrer ao prêmio. Os projetos devem contemplar no mínimo um dos três pilares da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – e serão avaliados de acordo com os critérios de relevância, viabilidade e se atendem aos quesitos da sustentabilidade. Nas fases seguintes da gincana, as equipes representantes dos projetos selecionados participarão de provas eliminatórias que vão envolver coleta e reciclagem de lixo e participarão de um reality show no canal Multishow.

“A Gincana Impacto Zero é a primeira grande ação do SWU em 2011. Ela surge como uma nova proposta de engajamento comunitário por meio do público universitário, que é um importante agente de mudanças, para ensinar, executar e divulgar as melhores práticas sustentáveis que cada um pode fazer no seu dia a dia. Esse é um projeto que vai envolver provas desafiadoras, competição e mobilização da comunidade em torno das questões da sustentabilidade”, diz Helder Castro, Diretor-geral do SWU.

Mecânica e etapas da Gincana: Pré-seleção – Na inscrição, os alunos devem indicar o tema central do projeto, bem como uma breve descrição, público impactado e custo previsto. Essas informações serão importantes na fase de pré-seleção, que vai de 1º a 5 de junho. Os projetos serão avaliados por um corpo técnico liderado pelo consultor José Pascowitch, da Visão Sustentável, que vai escolher 50 projetos a serem enviados para um júri.

Desses 50 trabalhos, o júri selecionará apenas 20 para a fase seguinte. Os jurados desta etapa serão o músico e ativista Marcelo Yuka; Isaac Edington, presidente do Instituto EcoD e publisher do portal EcoDesenvolvimento; e Alessandra França, presidente do Banco Pérola, que atua em microcrédito.

Os 20 projetos finalistas serão anunciados no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, quando começa a etapa de provas eliminatórias da gincana, envolvendo cooperativas de catadores de lixo para reciclagem.

Tarefa – Nesta segunda fase da gincana, as equipes universitárias representantes dos 20 projetos selecionados passarão por uma grande tarefa de separação de lixo para reciclagem. Esse trabalho será realizado dentro de aterros sanitários pelos alunos, em parceria com cooperativas de catadores. A prova acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de junho em seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Porto Alegre e Recife.

Passam para a etapa seguinte da gincana as dez equipes que conseguirem recolher a maior quantidade de lixo em valor de mercado. Todo o dinheiro arrecadado com a venda do material reciclável será revertido para as cooperativas de catadores que contribuíram para a realização da prova.

Reality show – Os alunos das dez equipes que vencerem a etapa no aterro sanitário vão passar por uma seleção a partir de agosto para participar de um reality show de sustentabilidade. Serão selecionados dois alunos para representar cada equipe. O reality será transmitido pelo canal Multishow entre 2 de agosto e 1º de setembro, quando será anunciada a equipe vencedora.

A faculdade vencedora receberá R$ 500 mil do SWU para implementar o seu projeto de sustentabilidade, devendo prestar contas da aplicação desses recursos ao SWU. Os dois finalistas da equipe vencedora também ganharão um curso de empreendedorismo na Babson College, em Massachusetts.

As inscrições e o regulamento completo da Gincana Impacto Zero SWU estão no portal www.swu.com.br/impactozero.

Programação 2011 – A programação completa do SWU em 2011 será anunciada em coletiva de imprensa no dia 8 de junho, em São Paulo. Na ocasião serão apresentadas as ações de sustentabilidade do movimento e as atividades culturais.

Sobre o SWU

O SWU (Starts With You – Começa Com Você) é um movimento que convida a repensar atitudes, trazendo o debate sobre sustentabilidade para a esfera individual de ação – demonstrando como as nossas escolhas diárias podem contribuir para um mundo mais equilibrado e para a união de conceitos do quadruple bottom line: econômico, humano, ambiental e cultural. Idealizado por Eduardo Fischer, presidente do Grupo Totalcom, o movimento teve início em junho 2010 com uma plataforma de ações de comunicação e engajamento que teve como seu primeiro grande marco de celebração o SWU Music andArts Festival.

‘Eu amo o Brasil’, escreveu Paul McCartney após segundo show no Rio

terça-feira, 24 de maio de 2011

A assessoria de imprensa do show de Paul McCartney no Rio divulgou nesta segunda-feira um texto escrito pelo ex-Beatle, no qual expôs toda a emoção que sentiu ao ser tão bem recebido na cidade, tanto no hotel Copacabana Palace quanto no palco do Engenhão. Apesar de um dos papéis da equipe que divulgou detalhes sobre a Up and Coming Tour ser justamente fazer a revisão dos textos que envia, a carta parece ter sido traduzido por um “gringo” que está aprendendo a falar português. E olha que Sir Paul dificilmente escreveria errado em sua língua… Mas o que importa é que o Rio devolve à Inglaterra cinza um McCartney bem mais ensolarado.  Aos fãs…

“Estar no Rio foi fantástico desde o minuto que pousamos. A multidão em volta do hotel era “bananas” (maluca). Eles eram loucos e a atmosfera foi crescendo até fazermos os shows. Eu amo o Brasil. Eu amo o fato que eles amam música, é uma nação muito musical. Eu se eu amo música e eles amam música, então é uma conexão natural. Fãs de todas as idades estavam nos shows. Tinha um enorme grupo de fãs jovens, que eu amo, e também tinha seus pais e até seus avós. Então era uma enorme variação de idade. O entusiasmo pela minha música era simplesmente sensacional. Todos nós da banda curtimos esse momento maravilhoso e nós agradecemos aos fãs por tornarem tudo tão excitante.  Quando tocamos “Hey Jude” e pedi a plateia para cantar “na na na na’s”, de repente todos mostraram cartazes. Foi uma coisa muito visual. Foi muito emocionante porque os fãs tiveram todo este trabalho. Ele poderiam ter apenas vindo ao show e assistido, mas eles se falaram antes para criar este momento tão especial. Ele se conectaram uns com os outros, depois conectaram-se conosco e com a equipe inteira. Todos se sentiram unidos. Foi muito excitante e emocionante ver que as pessoas se importam tanto.”

Assinado: Paul McCartney

‘Promoção ainda é o maior problema do mercado independente’, diz criador da Melody Box

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O evento produzido pela Melody Box (conheça) no Circo Voador mostrou que a música brasileira tem sim novos talentos. O que falta é o público prestar atenção ou se conectar mais e, dessa forma, ficar mais antenado ao que rola na rede. Impressionante, por exemplo, a banda baiana Maglore ter ganhado coro em TODAS as músicas que apresentou no MB Ao Vivo, realizado nesta quinta-feira (19/05), na casa de shows da Lapa. Legal também foi ver João Brasil, diretamente de Londres, trazendo seu som para discotecar na festa, e o Brasov colocando a turma pra dançar. Damm, O Quarto Azul, Drops 96… teve muito mais.

Aqui, veja algumas fotos do evento e, mais abaixo, leia entrevista com Fernando Jardim, um dos criadores da Melody Box.


GarotaFM: Como surgiu a ideia da Melody Box e o que vocês precisaram fazer para colocá-la no ar?

Fernando Jardim: Decidimos montar uma produtora. Porém o grande desafio na época era quais artistas iríamos contratar e qual seria a estratégia para promovê-los. As novas tecnologias trouxeram liberdade para os artistas com relação à gravação e distribuição, mas a promoção ainda é o maior problema do mercado independente. Como promover o artista de forma acessível e principalmente constante? A inteligência por trás da MB busca justamente resolver esse problema. Os usuários do site nos apontam quem são os artistas que eles mais gostam e nós motivamos eles através dos prêmios a nos ajudarem na promoção. De forma bem básica, montamos com as ferramentas da internet um boca a boca acelerado. O maior desafio é fazer as pessoas comprarem a ideia e aderirem a rede. Precisamos concentrar em um único lugar a nova geração de músicos brasileiros, para que os interessados em boa música saibam onde achá-los. A internet é muito grande, está tudo muito perdido por aí. Só assim o projeto passa a fazer sentido. Quanto mais gente aderir, maior será a força que a rede vai ter, principalmente no mundo off line.

GFM: Qual é a formação de vocês, os sócios? Me fale um pouco sobre cada um?

FJ: Joana Carneiro se formou pela Goldsmiths College em Mídia e Comunicação e fez mestrado na London College of Communication em Marketing. Eu, Fernando Jardim, sou empresário da área de telecomunicações. Apesar de nunca ter trabalhado de forma direta com música, trago uma experiência de muitos anos como administrador de empresas. Além disso, fui músico na adolescência, conheço muitos músicos, e, através deles, vinha acompanhando há muito tempo os processos de mudanças no mercado da música, imaginando junto com eles qual poderia ser um novo modelo viável.

GFM: Como vocês se descobriram parceiros nessa empreitada?

FJ: Amigos em comum nos apresentaram. Trocamos ideias e vimos que tínhamos pensamentos muito parecidos a respeito de para onde o mercado deveria seguir.

GFM: Qual foi a maior inspiração para a criação deste projeto?

FJ: Pesquisamos diversos sites e novos modelos de negócio estrangeiros. Não teve um específico que nos serviu de inspiração, até porque o que funciona lá fora não necessariamente funciona aqui. A MB é na verdade um pedaço de cada um deles em um formato adaptado ao mercado nacional.

GFM: Há quanto tempo o site está no ar? Qual era a sua expectativa antes e o que pode dizer do retorno agora?

FJ: Estamos em fase de teste para convidados desde julho de 2010. Mas apenas em março desse ano abrimos para acesso de qualquer pessoa. Aprendemos muito na fase de teste, mas a verdade é que esse projeto vai estar em constante mutação e amadurecimento. Mas estamos tendo um aceitação acima das nossas expectativas!

GFM: Quais são os projetos para fazer da Melody Box a maior referência?

FJ: Os que oferecemos fora da internet. O MB ao Vivo por exemplo. Nossa maior preocupação é não ficar apenas no online. Outro grande diferencial do site é trazer os profissionais do mercado para participar da rede. Estamos constantemente atrás de parceiros que possam trazer oportunidades reais para os artistas além das que a gente oferece diretamente.

GFM: “A” Melody Box ou “o” Melody Box? Por que?

FJ: Chamamos “A Melody Box” por ser “A rede melody box”.

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Beth Carvalho leva o show que celebra seus 45 anos de carreira, sexta, ao Vivo Rio

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Foto de Thiago Cortes (divulgação)Beth Carvalho apresenta o show que celebra seus 45 anos de carreira sexta-feira, no Vivo Rio. No palco, a “Madrinha do Samba” vai comandar uma grande roda. A cantora voltou oficialmente ao trabalho, depois de um ano e meio afastada dos palcos, no dia 19 de fevereiro, quando encerrou, numa apresentação memorável, o evento SESC Rio Noites Cariocas, no Rio, show que colheu inúmeros elogios do público e da crítica especializada. No último dia 15 de abril, Beth também retornou aos palcos paulistas, onde arrebatou o público que lotou o palco do HSBC Brasil. No dia 1º de maio, a sambista se apresentou para mais de 30 mil pessoas em show gratuito, na Quinta da Boa Vista, comemorando o Dia do Trabalho.

Reverenciada por grandes nomes da música brasileira, Beth Carvalho fez uma pausa no trabalho em dezembro de 2009, pouco após uma fissura na região sacra, o que a obrigou a permanecer em repouso absoluto, desde então. “Estou muito feliz e emocionada por reencontrar meus músicos e me apresentar novamente no Rio, depois de uma volta emocionante, em fevereiro. Espero novamente retribuir aos meus fãs toda a boa energia que recebi naquela noite inesquecível”, celebra a cantora.

A sambista preparou um show especial, no qual estarão presentes os grandes sucessos que marcaram a sua carreira. No repertório do show, estão garantidas músicas, como “Coisinha do pai” (Jorge Aragão / Almir Guineto / Luiz Carlos) e “Vou festejar” (Jorge Aragão / Dida / Neoci), além de outras grandes canções, como “As rosas não falam” (Cartola), “1800 colinas” (Gracia do Salgueiro), “Ainda é tempo pra ser feliz” (Arlindo Cruz/Sombra/Sombrinha) e “O show tem que continuar” (Arlindo Cruz/ Sombrinha/ Luiz Carlos da Vila).

Empolgada com sua volta aos palcos, Beth Carvalho promete não deixar ninguém parado. A cantora vai interpretar um pot-pourri de marchinhas, que até hoje animam os bailes de carnaval. A sambista também vai levar para o público o clássico pot-pourri de sambas-enredo, numa homenagem a escolas de samba como a Mangueira, sua escola de coração, Portela, Salgueiro, Ilha do Governador, Mocidade Independente de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel e Império Serrano.

Reconhecida como a cantora que melhor escolhe seu repertório, Beth Carvalho preparou ainda uma homenagem especial ao cantor e compositor Nelson Cavaquinho, que completaria 100 anos em outubro de 2011 (Nelson também foi homenageado no samba-enredo da Mangueira no Carnaval desse ano). No show, a cantora interpreta a música “Folhas secas”, parceria de Nelson Cavaquinho com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente.

Beth Carvalho sobe ao palco do Vivo Rio acompanhada de experientes e requisitados músicos, como Dirceu Leite (sopro), Jorge Gomes (bateria), Carlinhos 7 Cordas (violão de 7 cordas), Charlles da Costa (violão de 6 cordas), Marcio Vanderlei (cavaquinho), Paulinho da Aba (pandeiro), Marcelo Pizzott (repique), Pirulito (percussão) Chá Cha Cha (surdo) e Beloba (tantan).

Para o ano de 2011, a cantora já tem inúmeros projetos. O mais importante deles é o lançamento de seu mais novo álbum de inéditas, já batizado de “Brasileiríssima”, o 36º da discografia da artista. Esse disco marca o reencontro da cantora com o produtor musical Rildo Hora, que assinou a produção dos mais importantes discos da cantora na década de 70. Beth e Rildo já trabalham na escolha do repertório, que vai trazes canções dos maiores compositores do samba brasileiro.

No último dia 26 de abril de 2011, Beth Carvalho recebeu o Prêmio Atitude Carioca, na categoria “Música”, promovido pela TV Record Rio. Em março desse ano, a cantora ganhou o troféu “Estandarte de Ouro”, como a “Personalidade do Ano”. Mesmo no período em que esteve afastada dos palcos, a cantora recebeu algumas homenagens e reconhecimentos importantes. Em setembro de 2010, foi lançada pelo selo Discobertas a caixa de CDs “Primeiras Andanças – Os 10 primeiros anos”, com cinco discos, contendo 71 gravações feitas pela cantora entre 1965 e 1975, reunidas pelo jornalista e pesquisador Marcelo Fróes. Também em setembro, um de seus afilhados mais famosos, Zeca Pagodinho, lançou o CD “Vida da Minha Vida”, dedicado à “Madrinha”. No carnaval de 2010, a escola de samba Imperatriz Dona Leopoldina, de Porto Alegre, fez homenagem para a cantora, que foi tema do enredo da escola, e se tornou a grande campeã.

Em novembro de 2009, a cantora foi a primeira sambista a receber o prêmio “Life Achievement Awards” (Conquista de Toda uma Vida), em reconhecimento à sua obra. A homenagem foi concedida durante cerimônia especial, na 10a edição do Grammy Latino. No dia 1º de maio de 2009, no palco da Quinta da Boa Vista, RJ, onde a cantora se apresentou para mais de 100 mil pessoas, Beth recebeu o título de Comendadora (embaixadora cultural do Brasil no mundo) das mãos do Ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi.

Show Beth Carvalho – Sexta-feira (20/05), às 22h, no Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo – Tel: (21) 2272-2900). Ingressos: R$ 40 a R$ 140.

(Da assessoria de imprensa)

MB Ao Vivo leva artistas da Melody Box para o palco do Circo Voador

terça-feira, 17 de maio de 2011

Já faz tempo que a morte do MySpace foi anunciada. Ele ainda não morreu. Continua lá, fazendo o serviço para quem já é cadastrado e não apetecendo quem está chegando no mundo virtual da música. Para os brasileiros, ele perdeu totalmente sua função desde que um tal de Melody Box apareceu na rede. O site de relacionamento agrega músicos, produtores, empresários e fãs em um mesmo endereço. E ainda oferece promoções e a possibilidade de os inscritos acabarem no palco participando do MB Ao Vivo, cuja primeira edição acontece nesta quinta-feira (19/05), no Circo Voador. O que um artista em ascenção pode querer mais?

O show vai celebrar a diversidade e qualidade da música brasileira, seja ela rock, pop, samba ou MPB. Cinco artistas e dois DJs foram selecionados diretamente do casting da Melody Box, além da banda Brasov e do DJ João Brasil, que se dividirão entre dois palcos: Palco Brasil e Tenda MIX . Também haverá lugar interativo para a galera jogar rock band, uma área lounge para socializar, relaxar ou tirar fotos com os artistas Melody Box e uma lojinha vendendo produtos não apenas do site, mas também de seus artistas.

As outras atrações são O Quarto Azul, Drops 96, Damm, Maglore, 5Nós, DJ Marie Bouret,  DJ Carla Avila e participações de Letuce, Lucas Santtana, Anna Ratto, Maldita, Ana Clara Horta, Destemido Walace e Bleffe.  O MB Ao Vivo começa às 19h. O ingresso custa R$ 50 ou R$ 25 ( estudante ou 1 k de alimento não perecível). O Circo Voador fica na Ruas dos Arcos, s/número, Lapa.

Frio e chuva não espantam público do Lupaluna, festival que teve de Fresno a The Cult

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nem o frio nem a chuva que caiu no fim de semana foram mais fortes que a vontade de marcar presença no maior evento de música do estado. O headline do Lupaluna não era incrível, mas os curitibanos saíram de casa para conferir shows de artistas que raramente aportam na capital do Paraná. E para prestigiar músicos da cena local, afinal, de 41 atrações escaladas para os três palcos do evento, dezesseis eram de lá. Entre Emicida, Charlie Brown Jr., Fresno, Capital Inicial, Ivete Sangalo e as internacionais The Cult e Sublime with Rome, subiram ao Luna Stage, o principal, as bandas Copacabana Club e Blindagem. O Lupaluna chegou em sua terceira edição provando que, para o público de Curitiba, o importante é misturar estilos e valorizar o que dificilmente ganha mídia fora da cidade.

O evento aconteceu sexta e sábado (13 e 14 de maio), no Bioparque, uma área grande e aberta, que tem por trás a nascente do Rio Iguaçu (aquele que dá nas Cataratas do Iguaçu). O espaço de 52 mil metros quadrados foi tomado por três palcos, o Luna Stage, o Eco Music e o Eletro Luna. O primeiro recebeu grandes nomes da música nacional e as duas bandas gringas. O segundo foi reservado para artistas nacionais alternativos. No outro, DJs como Leo Janeiro e Gui Boratto mostraram o que fazem com as carrapetas. Catorze bandas curitibanas tocaram no Eco Music e surpreenderam pela quantidade de fãs que as acompanharam. Charme Chulo, Djoa, Sugar Kane e as contemporâneas Gentileza e Sabonetes são algumas delas. Namorada Belga e Paranoika foram as vencedoras do concurso Banda Para Sair do Anonimato, promovido pelo Lupaluna um mês antes do evento.

A sexta-feira foi de festa, com shows de Ivete, Paralamas do Sucesso com Frejat, Charlie Brown Jr. e Monobloco com Fernanda Abreu, além de Copacabana Club e The Cult. Otto, Tulipa Ruiz, B Negão & Os Seletores de Frequência e Duo Finlândia compartilharam o palco menor com as paranaenses Locomotiva Duben, Charme Chulo, Match e Banda Gentileza. No sábado, a chuva caiu forte em Curitiba. O show de Vanessa da Mata teve que ser interrompido na metade. E olha que, em festival, os artistas já sobem ao palco com tempo contado (normalmente, 40 minutos para ganhar a plateia). Vanessa até que tentou continuar a cantar mesmo com a água invadindo o palco, molhando seu vestido e encharcando os amplificadores. No in ear (fone de retorno e que permite a organização se comunicar com o artista), pediram para que parasse. Ela tirou a capa que cobria uma saia e uma blusa leves, correu para a passarela descoberta, entregando-se à água, atacando de “Ai, ai, ai”, pulando e chamando a galera para acompanhá-la no refrão: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva.” Vanessa só desistiu quando seu microfone parou de funcionar e os outros que testou não emitiram som.

Passaram ainda pelo Luna Stage no segundo dia de festival Fresno, Emicida, Capital Inicial, Marcelo Camelo já tocando canções do disco novo (“Toque dela”), Marcelo D2 e Blindagem. No Eco Music, estavam Raimundos, Zé Cafofinho & Suas Correntes e as paranaenses Paranoika, Os Milagrosos Decompositores, Djoa, Sabonetes, Sugar Kane, Super Color e No Way. O Teatro Mágico provou que é grande demais para o palco dos alternativos. Quando o circo musical começou, faltou lugar. O grupo demorou a começar o show por causa da chuva forte que ameaçou o evento (e, claro, a maquiagem da trupe). Quando Fernando Anitelli entrou no palco, quem estava lá gritou e quem estava fora correu para tentar um lugar privilegiado. A música e os números circenses impressionaram quem nunca tinha visto ao vivo e agradaram a quem já era fã. O músico cantou e discursou contra “os grupos que tocam sempre as mesmas coisas e, quando todo mundo pensa que já deu, eles vão lá e gravam um Acústico MTV” e muito mais.

No camarim, Vanessa da Mata ressaltou que não tinha nada contra a chuva. E Lucas Silveira, vocalista da Fresno, esbanjou delicadeza ao falar com os jornalistas. Para não dizer o contrário. “Como estão os projetos de carreira solo?”, perguntei, querendo saber também sobre os projetos do resto da banda. O vocalista entendeu que a pergunta era sobre ter ou não um plano de carreira. Além de egocêntrico, foi irônico: “Esse papo tá velho, né? Já lancei meu disco há dois anos.” E disse que, no tempo livre, em vez de andar de bicicleta, ele faz música. “Então, os outros andam de bicicleta?”, questionei, devolvendo a ironia, afinal, fiz algumas matérias sobre seu vôo solo de 2009. Daí surgiu o papo de que o baixista, Rodrigo Esteban Tavares, está para lançar um CD somente seu. Precisava? Vale destacar também a delicadeza de Lucas ao responder a pergunta de um repórter sobre futebol. : “Tem um time pelo qual meu coração peida, que é o Inter. E um pelo qual meu coração bate, que é o Grêmio.” Jesus!

Chorão estava animado no camarim do Lupaluna. Primeiro, deu entrevista à repórter Rede Paranaense de Comunicação (RPC), apoiadora do evento. Depois, deixou fãs se aproximarem para fotos. Contou, então, que no Rio de Janeiro tem feito shows em comunidades, onde se sente sempre muito bem recebido. Na sequência, foi para o palco. O Charlie Brown Jr. tocou seus clássicos e o vocalista aproveitou para pedir à galera para não se meter com drogas: “Foge do vício. Já passei por isso e o bagulho é venenoso.” No final, jogou-se na plateia e separou uma briga que começou na frente do palco. Chorão saiu feliz. Missão cumprida no primeiro dia do festival realizado em Curitiba. O segundo foi, sem dúvida, dos artistas que respeitaram a chuva.

Leia mais:

Chorão dá seu alô antes de subir ao palco. Durante o show, separou uma briga

Lucas Silveira, da Fresno, esbanja delicadeza em entrevista a jornalistas

Vanessa da Mata sai do Lupaluna como a cantora mais espontânea do Brasil

O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

Fotos: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Assista a vídeos nos posts abaixo.

Realizado em Curitiba, festival Lupaluna destacou a cena musical do Paraná

domingo, 15 de maio de 2011

A sexta-feira foi de água no Rio de Janeiro. A procissão de Nossa Senhora de Fátima quase me fez perder o voo. Este, por sua vez, atrasou. Cheguei na primeira noite do Lupaluna já na metade do evento. Realizado há três anos em Curitiba, o festival levaria quase 40 mil pessoas sexta e sábado ao Bioparque, uma área grande e aberta, que tem por trás a nascente do Rio Iguaçu (aquele que dá nas cataratas). Na programação, um headline diversificado. Nada de incrível. As atrações internacionais, por exemplo, seriam The Cult e Sublime with Rome. Mas o destaque dado às bandas locais chamava a atenção. Charme Chulo, Djoa, Sugar Kane e as contemporâneas Gentileza e Sabonetes (na foto, o vocalista Artur Roman) são alguns dos 16 nomes paranaenses dos 41 escalados. Copacabana Club e Blindagem foram as únicas a tocarem no Luna Stage junto às atrações “grandes”. Os outros palcos chamavam-se Eco Music (brasucas menos populares) e Eletro Luna (DJs).

“Para incentivar a revelação de novos talentos, o Lupaluna em parceria com a Mundo Livre realizou desde o dia 04 de abril o Concurso de Bandas Para Sair do Anonimato, que teve como objetivo escolher por votação popular duas bandas para estrear no Palco Eco Music do festival. Depois de mais de um mês de espera, mobilização, torcida, chegou a hora tão esperada para as 15 bandas concorrentes. No dia 9, a Rádio Mundo Livre divulgou ao vivo as duas vencedoras: Banda Namorada Belga, com 36.13% dos votos e Banda Paranoika, com 26.21% dos votos”, divulgou a assessoria de imprensa dias antes do festival.

Sábado, a chuva chegou em Curitiba. Forte. O show de Vanessa da Mata teve que ser interrompido na metade. E olha que, em festival, os artistas já sobem ao palco com tempo contado (normalmente, 40 minutos para ganhar a plateia). Vanessa até que tentou continuar a cantar mesmo com a água invadindo o palco, molhando seu vestido e encharcando os amplificadores. No in ear (fone de retorno e que permite a organização se comunicar com o artista), pediram para que parasse. E Vanessa tirou a capa que cobria uma saia e uma blusa leves, correu para a passarela descoberta, entregando-se à água, atacando de “Ai, ai, ai”, pulando e chamando a galera para acompanhá-la no refrão: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva.”

Passaram ainda pelo festival Paralamas do Sucesso & Frejat, Ivete Sangalo, Monobloco com Fernanda Abreu, a revelação Tulipa Ruiz, Otto com o guitarrista Fernando Catatau (foto acima), B Negão & os Seletores de Frequência, Fresno, Emicida, Capital Inicial, Marcelo Camelo (foto ao lado) já tocando canções do disco novo (“Toque dela”), O Teatro Mágico, Raimundos e muitos DJs.

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O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

Fotos: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

 

Lupaluna: O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

domingo, 15 de maio de 2011

O Teatro Mágico não pode parar. Pelo contrário! O grupo precisa é de mais. A trupe de Fernando Anitelli provou que é grande demais para palcos como o Eco Music, espaço reservado para nomes e bandas alternativos que tocaram no festival Lupaluna. Otto agregou uma galera. Bandas paranaenses como Sabonetes também atraíram fãs para o espaço. Mas quando o circo musical começou, faltou lugar.

O grupo demorou a começar o show por causa da chuva forte que ameaçou o evento. Quando Anitelli entrou no palco, quem estava lá gritou e quem estava fora correu para tentar um lugar privilegiado. A música e os números circenses impressionaram quem nunca tinha visto ao vivo e agradaram quem já era fã. Fernando Anitelli cantou e discursou contra “os grupos que tocam sempre as mesmas coisas e, quando todo mundo pensa que já deu, eles vão lá e gravam um Acústico MTV”. E falou muito mais.

Anitelli acabou de lançar um disco solo (leia aqui) e se manteve fiel aos princípios anti-mainstream. Mas, definitivamente e mesmo tendo levado parte da trupe (apenas dois artistas além dos músicos), o lugar do Teatro Mágico é em palcos grandes, antes ou depois dos “grandes artistas”.

Fotos: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Vanessa da Mata sai do Lupaluna como a cantora mais espontânea do Brasil

domingo, 15 de maio de 2011

Durante a viagem de ida para Curitiba, na sexta-feira, Vanessa da Mata surpreendeu quem estava perto ao passar mais da metade do tempo brincando e elogiando as irmãs gêmeas que estavam no colo dos pais logo atrás de seu banco, no avião. Vanessa não poupou voz, mesmo sabendo que subiria ao palco no dia seguinte para um super show no maior festival de música do Paraná, o Lupaluna. Falou que nem criança, mostrou o esmalte vermelho, enfim, esbanjou simpatia. No sábado, Lucas Silveira, vocalista da Fresno, contou que bateu papo no elevador com Vanessa da Mata, e não sentiu nem um tipo de preconceito da parte dela. Simpática, não? No palco, ela se consagrou ao encarar a chuva com tudo.

Descalça como sempre, a cantora foi para debaixo d’água entoando “Ai, ai, ai” mesmo após ser avisada de que deveria interromper o show. O toró caiu e a água invadiu o palco, molhando muito os amplificadores, a roupa de Vanessa e seu microfone. Sua primeira atitude foi pedir a banda para tocar seu maior sucesso, que teve tudo a ver com o momento: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva.” Vanessa tirou a capa preta e ficou com uma saia florida de tecido transparente e uma blusa sem manga. Correu para a passarela que aproximava os artistas da plateia e pulou na chuva até seu microfone parar de funcionar. Voltou ao palco, testou mais uns três microfones enquanto a banda seguia com a trilha e desistiu, despedindo-se com beijos, braços e sorrisos. No camarim, contou que, no in ear (fone de retorno e para comunicação com a produção), pediam para que ela parasse. Corajosa, Vanessa só saiu do palco quando não tinha mais como cantar.

Veja trechos do show e da entrevista com Vanessa da Mata:

Foto e vídeos: Marco Amarelo

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