Jovem revelação da música, Laura Rizzotto canta em inglês enquanto presta vestibular e sonha com carreira internacional

Cantora e compositora, com apenas 17 anos e 34 canções no currículo, Laura Rizzotto começou a escrever quando foi morar nos Estados Unidos, fazendo versões de músicas brasileiras em inglês para mostrar aos seus amigos. Laura toca piano, estudou dança por muitos anos e, ao invés de fazer uma festa de debutante aos 15, pediu um clipe de presente para seu pai. Ela bateu um papo com o GarotaFM e falou de sua carreira, o novo CD, o que toca em seu Ipod e muito mais.

Conte pra gente um pouco sobre o CD “Made in Rio”.

O “Made in Rio” é o meu disco de estreia cem por cento autoral. Tem doze faixas autorais e três faixas bônus em português e eu escrevi cinquenta por cento em co-parceria com meu irmão Lucas Rizzoto e ainda tem a participação especial do Eumir Deodato no CD. Ele produziu a faixa número 12. O CD foi produzido pelo Paul Ralphes, a parte de arranjo eu fiz com os músico e com o Paul, foi um trabalho em conjunto e os músicos que gravaram o CD são os que me acompanham agora nos shows.

Como aconteceu essa aproximação com Eumir Deodato?

A gente se conhecia pela internet, temos alguns amigos em comum e ele acabou ouvindo as minhas músicas por indicação de alguma outra pessoa. Ele ouviu e gostou e a gente começou a se falar e, quando eu viajei para Nova York com minha família, a gente se conheceu pessoalmente. O Deodato já virou um amigo de família. A gente sempre conversava e falávamos de um dia trabalharmos juntos, fazermos algum projeto juntos. Quando comecei a gravar meu CD, fiz o convite e ele aceitou. Foi ele que escolheu a faixa 12.

Como começou a compor?

Eu comecei a compor aos 12 anos de idade, quando eu estava morando nos Estados Unidos. É por isso que eu sempre escrevo em inglês. Antes de eu começar a escrever minhas músicas, estava escrevendo versões em inglês de músicas brasileiras que eu gostava e queria que os meus amigos entendessem as letras porque eles curtiam o nosso som, a música pop brasileira, mas não entendiam nada. Então, comecei a fazer essas versões e logo depois comecei a escrever minhas próprias músicas, fazer meu próprio som e eu aprendi a me expressar musicalmente nesse idioma. Peguei essa prática toda. A primeira música que escrevi lembro que foi aos doze anos e se chama “The Reason Why”. Não está nesse CD, mas é um rock mais pesado. E é um processo muito orgânico pra mim, é muito gostoso, todas as músicas meio que fazem parte do meu diário, é o meu diário só que musicado. Fala sobre experiências que eu tive, coisas que eu sinto. Apesar de eu continuar escrevendo bastante em inglês, também comecei a escrever em português quando voltei pro Brasil, tanto que temos algumas faixas em português no CD.

Seu irmão mais velho compõe com você, né? Como funciona o processo de criação?

Quando rola uma parceria, escrevo algo no meu canto e ele escreve no canto dele. Quando a gente se encontra, a gente vê se tem algo que se encaixa. Nós sempre compomos separadamente e tem uma hora que a gente chega e mostra para o outro o que a tem. A própria música de trabalho, “Friend In Me”, foi assim. Eu tinha feito um início de uma música e não sabia qual versão colocar, não conseguia continuar e mostrei para meu irmão e ele falou: “Ah,  eu tenho uma versão que encaixa.” E a gente juntou. Ou então, às vezes, ele vem com uma melodia e eu dou aquela ajeitadinha. Mas é muito gostoso até porque meu irmão tem um ponto de vista diferente em relação ao meu na música. Fica bem interessante quando a gente junta um pouquinho de cada um e fica uma música diferente.

Você almeja carreira internacional?

Ah, sim! Tenho uma vontade enorme de fazer carreira internacional. Até porque, para todo o artista, a música que ele escreve, para o compositor principalmente,  é a contribuição dele para o mundo. É a mensagem que ele está mandando. A carreira internacional permite que essa mensagem chegue a um número maior ainda de pessoas. Tanto que a maior realização de um músico é ter um número maior de gente se identificado com seus sucessos.

Você acha que seu trabalho vem sendo bem aceito pelo público?

Ah, eu estou tendo um feedback bem positivo da galera, até porque eu acho que tem muita música em inglês tocando no Brasil, músicas de artistas internacionais e até de uma galera que agora tá começando a escrever em inglês aqui no Brasil. Às vezes a pessoa pode não entender tudo o que estou falando, mas curte a sonoridade. E a galera que entende inglês está se identificando bem.
Como você concilia a carreira com seus estudos?

Tá dando pra conciliar, mas tá sendo meio loucura conseguir ter tempo pra tudo, até porque eu gosto de dar cem por cento em tudo o que eu faço. Ainda mais agora que eu estou na época de vestibular e ENEM. Às vezes fica até meio complicado de poder conciliar, mas eu tô dando um jeito, pois eu gosto muito do que eu faço.

Você pretende fazer vestibular para algo relacionado à música?

Sim, eu vou fazer vestibular para música. Quero fazer faculdade de música, é exatamente isso o que eu quero fazer. Eu estou prestando outros vestibulares só por fazer, mas eu quero mesmo me formar em música e com a autorização dos meus pais.

Seus pais sempre te deram força pra você seguir a carreira musical?

Sim!  A minha família me apoia cento por cento desde o início porque é algo que eu quero muito. Eu não tenho essa coisa de “ah, eu quero ficar famosa”, não. Eu gosto muito de trabalhar com música, estudar música e por isso eu tenho me dedicado muito. Eu tinha um trato com a minha mãe: se eu tivesse um contrato antes de terminar o colégio eu poderia fazer faculdade de música. Bem, então agora eu posso fazer minha faculdade.

Como foi a sensação de participar do Criança Esperança?

Era um quadro de novos talentos que estavam fazendo e chamaram a Maria Gadú para participar também. Fizeram uma homenagem ao Legião Urbana e tocaram algumas músicas. Mas foi incrível ter participado de um evento que tem um objetivo legal e foi uma delícia!

Quais são suas influências pra compor?

Internacional, gosto muito da Joss Stone, Maroon 5, One Republic, Shania Twain, Michael Bublé. Agora, da galera do Brasil, curto muito Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Ed Motta, Seu Jorge, Ivete.

O que toca no seu Ipod?

Geralmente eu escuto essas pessoas que falei anteriormente. As influências que eu tenho é o que eu mais tenho escutado. E tem Beatles, porque eu sou apaixonada também.

Seu clipe entrou no Acesso MTV. Depois disso, você sentiu a repercussão do seu trabalho?

Participar do Acesso MTV deu uma repercussão legal porque é um programa que  tem um público bem jovem e bem grande. Então, teve uma galera que veio falar comigo depois que eu participei que não conhecia o som. Foi muito legal participar.

O que você espera da sua carreira daqui pra frente?

Eu pretendo continuar trabalhando bastante, estudando música, compondo, tocando, fazendo muito shows e levando minha música pelo Brasil.

Pedro Felitte provou que não é preciso diploma para fazer ser um bom comunicador. Formado em Moda, gosta de escrever sobre música e trabalhar com produção de shows. Profissionalmente, atua como produtor de conteúdo para mídias sociais.

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Um comentário

  1. Meu sonho também e ser cantora mas nunca tive a oportunidade de cantar para uma plateia.
    A minha primeira vez será próxima terça-feira no meu primeiro festival da canção, mas estou com medo pois minhas novas colegas já ganharam vários troféus, a música que cantarei é do gino e geno Apaixonada por você mas eu a transferi para feminino!!!!!!!!!!!!!!

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