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Julia Bosco larga o petróleo pela música e lança um disco com participação do pai, João Bosco

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não foi quando menina que Julia Bosco decidiu ser cantora. Tampouco a vontade veio por influência do pai, apesar de ser apaixonada pela obra dele. A filha de João Bosco trabalhava como consultora em uma multinacional do petróleo, mas frequentava rodas de samba e saraus. Quando conheceu o músico e produtor Fabio Santanna, não teve mais dúvida: com ele se casou e gerou o primeiro filho, “Tempo”, que chega às lojas sem correr qualquer risco de comparação.

“A gente fez quase todas as músicas para o disco diretamente, pensando nelas como parte de um projeto único, como um enredo que se desenha desenvolvendo um tema. Algumas coisas acabaram não entrando justamente porque saíram um pouco deste tema comum que amarra o ‘Tempo’ e estão guardadas para projetos futuros”, explica Julia.

O enredo é a vida de Julia, que hoje tem 32 anos, e a paixão pelo jazz foi o que ajudou o casal a dar uma unidade ao álbum, que tem produção de Fabio e Plinio Profeta. A cantora carioca e o marido dividem a maioria das composições, mas algumas eles assinam separadamente. Entre as participações estão a de Marcos Valle (“Curtição”) e de seu pai (“Na Oração”):

“As participações têm cada uma um valor muito especial para mim. O Marcos é um ídolo de sempre. Eu estudava os discos dele e ficava chocada com tanto suingue. Ele é um homem solar, que irradia alegria e luz. Tê-lo no disco foi um presente. O papai foi uma participação muito emocional, apesar de eu também ser absolutamente alucinada pelo trabalho dele, mas a música que ele toca no meu disco foi feita para ele com o coração, é diferente… Foi uma ligação a mais que a gente estabeleceu ali, não dá muito para explicar. E o Plínio foi o nosso ‘toque especial’. Fabio fez o convite porque eles são amigos. Ele dizia: ‘Esse cara faz aqueles discos do jeito que você gosta, vai por mim que vai ser lindo!’ E realmente foi. O Plínio é um produtor super zeloso, um amigo querido e tem um bom gosto incrível. No final, eu só saí ganhando.”

Fale um pouco da sua infância.

Nasci no Rio de Janeiro, mas fui criada no eixo Rio-Belo Horizonte, porque como meus pais viajavam muito em longas turnês quando éramos pequenos, meu irmão Francisco e eu acabávamos passando um terço do ano com a família em Minas Gerais.

Por que você demorou a optar pela carreira artística?

Eu percebi que poderia cantar bem mais tarde do que as pessoas me diziam que eu deveria cantar e, por isso, demorei a assumir essa posição. Enquanto não brotasse dentro de mim uma grande certeza, eu não faria! E isso veio ali, quase na casa dos 30…

O fato de ter um pai famoso (e celebrado na MPB) fez com que você adiasse esse sonho?

Não, de forma alguma. Era uma questão exclusivamente minha.

Você achou que ter um pai famoso poderia ajudar ou atrapalhar? Em que momento se deu conta de que valeria a pena tê-lo como parceiro nesse projeto?

Não pensei em “ajudar ou atrapalhar”, pensei nos bons conselhos que ele me daria e no conhecimento que poderia dividir comigo, como ele de fato faz. E isso acaba ajudando.

Você ainda trabalha como consultora de petróleo?

Não, pedi demissão depois de muita ponderação no momento em que as caixas com os primeiros mil discos chegaram à minha casa e eu pude entender que agora eu teria um novo trabalho que exigiria uma dedicação exclusiva. Isso foi praticamente ontem, em setembro de 2011.

Como é dividir a vida e, agora, a obra com Fabio Santanna?

É fácil e prático por um lado, mas requer um cuidado maior por outro. Quando se trabalha com o seu parceiro de vida, você tem que saber dividir bem as duas realidades, para não deixar nem o trabalho correr frouxo e nem o relacionamento ficar de lado. Mas acho que como para tudo na vida, isso é só uma questão de equilíbrio. O mais importante, e também o mais difícil, é dar a sorte que eu dei em encontrar uma pessoa que tivesse tanta afinidade comigo.

O que você ouve normalmente?

Nossa, eu ouço um pouco de tudo e um muito de pouco… Tem coisas que são sagradas para mim e que vão de Nina Simone a Pink Floyd passando por Jackson do Pandeiro e Dolores Duran, mas procuro conhecer o que toca hoje em dia, para não ficar por fora dos papos!

Jorge Mautner tem sua ‘complexidade de valores’ exposta em emocionante documentário de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt

domingo, 25 de março de 2012

“A complexidade de valores na família dele me deixava surpreso. Pra gente era pão, pão, queijo, queijo.”

A declaração do artista plástico José Roberto Aguilar em “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” ajuda a esclarecer a personalidade do músico homenageado no documentário que abriu, no Rio, a 17ª edição do festival “E Tudo Verdade” (em São Paulo a abertura foi com “Tropicália”, de Marcelo Machado). Dirigido por Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, o filme é uma releitura do livro “O Filho o Holocausto – memórias (1941 a 1958)”, lançado por Mautner no início do século XXI, complementado por entrevistas, músicas e histórias sobre o resto da vida (e obra) do artista. O documentário é emocionante, divertido, complexo e objetivo ao mesmo tempo. Percebe-se um processo de produção minucioso e uma finalização primorosa.

O filme começa com Mautner vestido de Adolf Hitler e é seguido pela interpretação do artista para sua canção “Lágrimas Negras”. Acompanhado de seu violino e pela banda formada por Nelson Jacobina (violão), Kassin (baixo), Pedro Sá (guitarra), Domenico Lancelotti (bateria) e Berna Ceppas (teclado), Jorge interpretou músicas suas de todos os tempos em um ambiente acolhedor para um poket show que, distribuído ao longo do filme, dá brilho às histórias contadas pelo músico e pelos convidados. Depois do depoimento de Suzanne Bial, mãe de Pedro, falar sobre os imigrantes que escaparam do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, Mautner interpreta seu maior sucesso, “Maracatu Atômico”. A canção volta em um dos momentos mais emocionantes do filme: Gilberto Gil toca o hit alçado à fama por Chico Science de frente para o amigo, que chora.

Filho da iuguslava católica Anna Illichi com o judeu austríaco Paul Mautner, Jorge Mautner cresceu frequentando cerimônias do candomblé com sua babá, Lúcia. E aprendeu a tocar violino com o segundo marido de sua mãe, Henri Müller. A avó postiça era uma francesa arrogante e o avô, um homem bom que defendia o pequeno filho de judeu da “bruxa”, mas tinha em seu quarto uma suástica. Na adolescência, ganhou da mãe um bar com bebidas alcoólicas e, em uma briga com um amigo chamado Frederico, enfiou nele um punhal, o que fez com que nunca mais ingerisse álcool. Jorge cresceu escritor, compositor, poeta, músico, mas, sobretudo, um homem livre.

No que diz respeito à vida de Mautner, os entrevistados primam pela espontaneidade. A filha Amora Mautner – que tinha vergonha do nome até entender que não foi uma homenagem à fruta, mas ao amor – declara que a psicanálise a salvou de uma criação sem parâmetros, na qual o pai andava nu em casa e a buscava na escola trajando apenas uma sunga. Em bate papo com a diretora de TV, Jorge diz que debates assuntos aleatórios em sua análise e, pressionado pela cria a dizer por que frequentar uma terapia se não sente que tem problemas a resolver, ele arrancou risos dos espectadores: “Pressão pública!”

Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Helena Guimarães gargalham ao lembrar da visita que receberam de Jorge Mautner e a mulher Ruth Mendes enquanto estavam no exílio, em Londres, durante a ditadura militar. O músico rodou “O Demiurgo”, um filme que mistura ficção com saudade do Brasil. Uma “chanchada filosófica”, segundo Nelson Jacobina, parceiro musical de Mautner desde a década de 70. Caetano canta “Eu Não Peço Desculpas” com Mautner no documentário.

Vestido de “Aladim” junto a Robertinho do Recife, Mautner gravou em 1981 o (hoje) hilário clipe ”Encantador de Serpentes”, que traz a dupla fazendo a cobra sair de um cesto de palha. Sucesso com Wanderléa, “Quero Ser Locomotiva” também foi citada (e tocada) no filme, assim como “Olhar Bestial”, uma canção que dedicou a Maysa em 1958.

Mas, tirando o nudismo bloqueado por sugestão da psicanalista de Amora, Jorge Mautner foi um ótimo pai, e fez a filha ler uma série de clássicos da literatura (em troca de pagamento, mas ela leu). E é um músico que acrescentou muito à arte brasileira. Também movimentou circuitos tratando da política do Kaos (movimento artístico-literário voltado à discussão de questões ligadas à cultura brasileira). E virou um verdadeiro profeta, contrariando o comentário feito por Bial (apenas em voz) lá pelas tantas em “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” (“Jorge adora o papel de profeta!”):

“Eu sou o profeta!”

‘Sexo é a principal porta para o amor’, declarou Erasmo Carlos em palco carioca

sábado, 24 de março de 2012

O que era para ser apenas o lançamento do álbum “Sexo” virou uma festa de arromba na Lapa, nesta sexta-feira (23/03). Erasmo Carlos subiu ao palco do Circo Voador com a banda mais rock’n'roll que ele podia conseguir montar, não deixou a peteca cair nem mesmo quando apresentou músicas novas e ainda desconhecidas e esbanjou energia em quase duas horas de show. “É um orgasmo inenarrável estar gozando aqui com tanta gente tão bonita”, brincou o Tremendão pouco depois do início do show, quando já tinha agitado os fãs com sucessos como “Filho Único” e “Mesmo Que Seja Eu”.

‘Sexo é a principal porta para o amor’

E a intenção de Erasmo era homenagear o amor. O astro da noite não economizou romantismo e entoou sucessos que ele e Roberto Carlos fizeram juntos em um pot-pourri, segundo ele, de músicas de motel: “Olha”, “Café da Manhã”, “Detalhes”, “Proposta” e “Como é Grande o Meu Amor Por Você” estavam entre elas. Mas, antes, brincou de conquista ao dizer: “Agora é hora do sexo oral.” E apresentou “Apaixocólico Anônimo”, que está na trilha sonora da novela da TV Globo Aquele Beijo. A frase que virou entretítulo desta matéria foi declamada em um momento de emoção ao ver uma plateia tão devota.

Para agradar aos fãs, incluiu “Gatinha Manhosa” no repertório. “Os Rolling Stones cantam ‘Satisfaction’, Roberto Carlos canta ‘Detalhes’. Los Hermanos não cantam ‘Anna Júlia’ porque não querem, mas o pessoal fica triste. Eu não quero ver ninguém triste”, comentou, antes de tocar a canção que embalou muitos casais durante a Jovem Guarda. Quase finalizando o show, disparou “Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo” e “É Proibido Fumar”. Na tentativa de sair do palco, foi agarrado pelo roadie e voltou para fazer do bis uma continuação do show. Teatro, claro. Bem bolado. Palmas para o Tremendão que foi o que nenhum artista conseguiu ser nos últimos tempos: original. E o “bis” contou com “Pega na Mentira”, “Cover” e “Festa de Arromba”. Na música do álbum “Rock’n'Roll”, lançado antes de “Sexo”, mas já com a mesma proposta, recebeu no palco a visita de Raul Seixas, Marilyn Monroe e Roberto Carlos. Eram os covers deles, claro.

Erasmo Carlos tocou acompanhado pelo maestro José Lourenço (teclados), Percy (guitarra), Billy Brandão (guitarra solo) e com os integrantes da banda Filhos da Judith Pedro Dias (baixo), Luiz Lopez (guitarra) e Alan Fontenele (bateria), que abriram a noite com show de seu primeiro álbum de músicas próprias. E recebeu, na plateia e no camarim depois do show, Serguei e Érika Martins, duas gerações de roqueiros.

‘Isso é somente uma homenagem’, declarou Maria Rita em show para Elis Regina

sexta-feira, 23 de março de 2012

Noite de segunda-feira, 19 de março. Vivo Rio lotado. É dia de “Nivea Viva Elis” para convidados. Neste  show, Maria Rita homenageia Elis Regina com nada menos que 28 músicas do repertório da estrela que “voltou” para o céu em 1982. No Rio de Janeiro, ela recebeu artistas (globais ou não) e jornalistas para mostrar o espetáculo que levará sábado (24/03) a Porto Alegre, a Recife dia 1º de abril, a Belo Horizonte em 08/04, a São Paulo no dia 22 e ao Rio de Janeiro em 29/04. Desafiou a si mesma dizendo à plateia que não sabia quantas músicas ia durar. E desabou em lágrimas em “Se Eu Quiser Falar com Deus”, 17ª canção do set list, um clássico de Gilberto Gil capaz de fazer outras pessoas menos envolvidos com a homenageada chorarem também.

Maria Rita provou que superou o trauma da comparação, fantasma que a perseguiu no início de sua carreira. Mas, como é melhor prevenir do que remediar, achou por bem deixar seu recado aos engraçadinhos que quisessem sair de lá dizendo que Elis era melhor ou pior.

“O mais importante é que seja percebido ou pelo menos intuído que isso é  única e somente uma homenagem a maior cantora que o país já teve”, declarou Maria Rita.

Acompanhada por Thiago Costa (piano e teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico e elétrico), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), Maria Rita interpretou “Arrastão”, “Como Nossos Pais”, “Águas de Março”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “Tatuagem”, “Alô Alô Marciano”, entre tantos clássicos. Lembrou que eram ídolos de Elis Regina a cantora Ângela Maria, o cantor Cauby Peixoto e o maestro Tom Jobim e comentou que Milton Nascimento foi um grande amigo de sua mãe. Para cada inserção de informação, vinham músicas relacionadas. De Bituca, ela cantou “Morro Velho”, “O que Foi Feito” e “Maria Maria”. O bis ficou por conta de “Fascinação”, “Madalena” e “Redescobrir”.

Fotos de Marco Amarelo

Datas e locais da turnê NIVEA Viva Elis com Maria Rita

24 de março – Porto Alegre
Local: Anfiteatro Pôr-do-Sol – Av. Edwaldo Pereira Paiva, s/n. Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – Praia de Belas
Hora:16h
Entrada gratuita

01 de Abril – Recife
Local: Parque Dona Lindu – Praia de Boa Viagem (acesso principal) – Boa Viagem
Hora:16h
Entrada gratuita

08 de Abril – Belo Horizonte
Local: Parque das Mangabeiras – Rua Caraça, 900 (acesso principal) – Mangabeiras
Hora:16h
Entrada gratuita

22 de Abril – São Paulo
Local: Auditório do Ibirapuera –  Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n. – Moema
Hora:11h
Entrada gratuita

29 de Abril – Rio de Janeiro
Local: Aterro do Flamengo – R. Buarque de Macedo, s/n. – Flamengo
Hora:16h
Entrada gratuita

Bamba Dois leva Luciano e Jesse Royal, Chico César e Luiz Melodia ao Oi Casa Grande

quarta-feira, 21 de março de 2012

Zander, Feeting Circus, Maglore e Fê Paschoal estão na programação do festival Grito Rock

quarta-feira, 21 de março de 2012

Nesta quarta-feira e na próxima (21 e 28/03), a sétima edição do festival Grito Rock leva ao Studio RJ Zander, Feeting Circus, Maglore e Fê Paschoal, duas atrações por dia. Hoje, a noite é permeada pela psicodelia da Fleeting Circus, que incluiu em seu repertório hits de Nirvana e Led Zeppelin, e pelo hardcore da Zander, quinteto formado por músicos que passaram ou integram as bandas Dead Fish, Noção de Nada, Deluxe Trio, Heffer. Na semana que vem,  o compositor, músico, produtor e garimpeiro de ritmos da cena artística atual do Espírito Santo Fê Paschoal apresenta o show de seu primeiro disco, “CMDO Guatemala“ (lê-se “Comando Guatemala”). Na mesma noite, a banda baiana Maglore faz o show de lançamento do single “Marcha Ré”, que mistura influências que vão de Caetano Veloso a Los Hermanos. Além dos shows, o Studio RJ também recebe apresentações do DJ Rafa Lage, da Rádio Microfonia e intervenções poéticas do coletivo Poeme-se.

GRITO ROCK RJ
21 de março, com Zander (RJ) e Fleeting Circus (RJ) + DJ Rafa Lage
28 de março, com Maglore (BA) e Fê Paschoal (ES) + DJ Rafa Lage
Horário: 20h30
Local: Studio RJ (Av. Vieira Souto, 110 – Arpoador – Tel.: 21-2523-1204)
Entrada Franca

 

‘Dando as Letras’ estreia com bate-papo com Oswaldo Montenegro e show de Marcos Suzano

terça-feira, 20 de março de 2012

Famoso por ajudar aos fãs de poesia que não conseguem dormir a recuperarem seu sono, o Corujão da Poesia vai agora abrigar os apaixonados por música que têm insônia. Na verdade, já por volta das 21h, o projeto “Dando as Letras”, criado pelo poeta e letrista Allan Dias Castro, recebe Marcos Suzano nesta terça-feira (20/02) para o show de lançamento do projeto de entrevistas na internet, cujo primeiro convidado é Oswaldo Montenegro (assista). A ideia é de Allan, que fez tudo de forma independente e tem o projeto de levar o programa para a TV. O show de Suzano acontece no Espaço Cavídeo (Cobal do Humaitá), com entrada franca.

Os próximos entrevistados no site do projeto “Dando as Letras” são: Dilson Laguna (03/04); Marcos Suzano (17/04); Guri Assis Brasil (01/05); Bebeto (15/03); Thiago Corrêa (22 e 29/05 e 05/06); Roberto Menescal (19/06); Ricardo Pirecco e Marcelo Fruet (03/07); e George Israel (17/07).

Com direção de Allan e produção musical do arranjador, instrumentista e produtor Guilherme Gê, o programa terá dez episódios em sua primeira temporada na rede: sempre um bate-papo musical a respeito da cena cultural atual, finalizando com música e poesia. O Espaço Cavídeo, onde acontecerá o show, fica Rua Voluntários da Pátria, 446 / lj. 35.

Aniversário de Ernesto Nazareth será comemorado com show e lançamento de projeto que homenageia o compositor

sábado, 17 de março de 2012

Mariana Aydar divide noite de lançamento com Pedro Luís: ‘Acho o Pedro um compositor raro’

quinta-feira, 15 de março de 2012

Foi em um encontro na Bahia, mais precisamente em Trancoso, que Mariana Aydar e Pedro Luís decidiram fazer o show de lançamento de seus novos discos juntos, “Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo” (dela) e “Tempo de Menino” (dele). A cantora de São Paulo já tinha gravado uma música do líder do grupo A Parede e fundador do Monobloco: para seu segundo CD, “Peixes Pássaros Pessoas”, Mariana encomendou “Tá?” a Carlos Rennó, que fez a letra e deu para Pedro e Roberta Sá musicarem. No sábado (17/03), a intérprete e o músico carioca dividem o palco do Circo Voador. Nesse show de lançamento de seu terceiro disco, ela recebe o multi-instrumentista Duani, o produtor Letieres Leite e o rapper Emicida. Pedro Luís apresenta seu primeiro trabalho solo acompanhadopor Marcelo Vig (bateria), Guila (baixo) e Leo Saad (guitarra). “Tá?” também está no repertório dele.

É a primeira vez que divide a noite com Pedro Luís ou já viveu essa experiência antes? Conte e fale sobre a expectativa para sábado!

Sim, é a primeira vez que divido o palco com Pedro. Na verdade, a ideia surgiu nessas férias. Nos encontramos em Trancoso e começamos a cantar na praia, com Roberta (Sá) e Duani, e achamos que tinha tudo a ver lançarmos nossos discos juntos no Rio. Estou muito feliz mesmo. É  a primeira vez que faço um show no Circo. Já fiz algumas participações na arena, mas nunca um show inteiro meu.

Você já gravou uma música de Pedro Luís e Roberta Sá (+ Carlos Rennó). Como “Tá?”  foi parar na sua lista?

Na verdade, foi no meu segundo CD,  ”Peixes Pássaros Pessoas”. Eu tinha encomendado uma letra para o Rennó, queria que falasse da nossa condição humana, de quanto o homem é um bicho difícil! E o Rennó acertou em cheio e deu a letra para Pedro e Roberta musicarem. Foi uma grata surpresa na hora em que ouvi!  Achei incrível como a melodia e a letra se fundiram. É uma música que tenho muito carinho e sempre canto nos shows. Acho o Pedro um compositor raro, sempre quis gravar algo dele, todos os discos eu pedia uma música.

Nesse novo álbum, “Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo”, há Emicida, Zé Ramalho… Como foi decidir esse repertório e qual você acha que é a peculiaridade do disco?

Foi um disco que nasceu das minhas composições e, a partir daí, fui escolhendo as músicas que tinham a ver com   essas composições.  Acho que a peculiaridade é ser um disco bem eclético, mas que conta uma história. É um álbum mesmo. A presença dos produtores Letieres Leite e Duani também foi essencial para a sonoridade do Cavaleiro.

Você rotula sua música? Qual você acha que é sue estilo (ou são) e quais são suas principais influências?

Acho que uma das características da minha geração é a falta de rótulo. Eu ouvi tanta coisa a vida inteira e elas se fundem e se transformam em outras, que é a minha música. Mas com certeza tenho uma raiz muito grande na música brasileira, que é o que mais ouço e mais amo.

O que você vai apresentar no show de sábado, no Rio?

Vou apresentar as músicas do meu disco novo, “Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo”, mas também músicas dos meus outros dois discos, como o “Tá?”, “Aqui em Casa” e “Zé do Caroço”.

Apesar de fazer parte do eixo e sediar todas as gravadoras, além de contar com muitos veículos de comunicação, o Rio tem uma cena relativamente fechada. O que você sente em relação à cidade?

Engraçado que já ouvi isso, mas nunca senti na pele . Fui sempre muito bem recebida no Rio, é um lugar no qual eu amo cantar. Me identifico muito tanto musicalmente  como quanto ao estilo de vida . Acho uma plateia totalmente sincera. Se está legal, eles vibram muito e, se não está, você sabe na hora. Gosto muito dessa sinceridade.

Pedro Luis e Mariana Aydar: Sábado (17 /03), às 23h30, no Circo Voador (Rua dos Arcos, s/nº, Lapa – 2533-0354). R$  80 ou R$ 40 (estudantes, menores de 21 anos e idosos, quem levar 1 kg de alimento ou e-flyer e sócios do Clube do Assinante O Globo)

Banda neozelandesa The Naked And Famous faz show com abertura da Tipo Uísque

quarta-feira, 14 de março de 2012

A banda neozelandesa The Naked And Famous faz show no Circo Voador nesta quinta-feira (15/03), com abertura da brasileira Tipo Uísque. Eleita como uma das grandes revelações da cena musical internacional em 2011 e apontada pela equipe da BBC como a promessa musical de 2012, TNAF traz ao país a turnê internacional de seu primeiro álbum “Passive Me, AggressiveYou”. Com o EP “Afague” recém-lançado, a Tipo Uísque mostrará porque tem chamado atenção na cena indie.  O show no Circo Voador está previsto para 23h30 e o ingresso custa R$ 100 ou R$ 50 para estudantes, menores de 21anos, idosos, quem levar 1kg de alimento ou e-flyer.

Clique aqui e leia na coluna Markusic do site The Mark uma entrevista com a banda Tipo Uísque.