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Expoentes da música sertaneja, Henrique Lemes e João Gabriel lançam discos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O que esses dois têm em comum além de um rostinho que arranca suspiros de milhares de fãs em todo o Brasil?Além do repertório romântico e uma bela voz, o gaúcho Henrique Lemes e o carioca João Gabriel são as mais novas apostas da música sertaneja.

Vencedor do programa Ídolos 2011 com votação recorde, mais de sete milhões de votos, Henrique Lemes já vem mostrando sua popularidade entre o público desde que entrou no programa de TV. Com apenas 16 anos lança seu primeiro disco, que leva seu nome e traz doze faixas de puro romantismo, além de composições em parceria com sua ex- dupla Gilian e faixas já conhecidas pelo público, como “É de coração”, “Fica combinado” e outras.

Prestes a completar 26 anos, mas na estrada desde os oito, já cantou com grandes nomes da música sertaneja, como Zezé Di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo, João Gabriel é um carioca com alma do interior. Ele lança seu quinto disco, “De carona na vida”, com foco no sertanejo universitário. O cantor inclui no repertório obras de compositores como Chico Roque e Zé Henrique, além de parcerias suas com MC Leozinho e Rodrigo Arantes na primeira faixa do CD, “Carona”, e a regravação da música “Garotos”, sucesso na voz de Leoni.

Renato da Rocinha canta sua comunidade em disco de estreia

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nascido e criado naquela que é conhecida como a maior favela/comunidade da América Latina, Renato da Rocinha estreia em disco com “Qualquer Lugar”. Com produção de Lula Matos, integrante do grupo Galocantô, e produção musical de Maurício Araújo, o disco contém 12 faixas e uma com a participação especial da Velha Guarda da Rocinha. Chama-se “Rocinha”. O cantor, que aos seis anos já frequentava as rodas de samba, traz nesse CD colaboração de músicos do Galocantô, das rodas de samba da Tia Doca, Tia Ciça, do Beco do Rato e da Pedra do Sol.

Na faixa “Qualquer Lugar”, cuja composição é de Alexandre Chacrinha e Flávio Bento, fala um pouco sobre a comunidade. “Misticidade” tem como tema a diversidade religiosa. A paixão aparece em “Jura Quebrada”. Tudo isso está reunida no primeiro trabalho desse cantor, que veio para deixar viva a essência do verdadeiro samba.

Cake se preocupa com sustentabilidade no lançamento do sexto álbum

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Misturando rock, pop, jazz e country, a banda californiana Cake lança seu sexto álbum, “Showroom of Compassion”, pelo selo Oi Música. A banda, que ficou sete anos de “férias”, mostrou sua preocupação com sustentabilidade ao usar material reciclável na produção da caixa do CD. Depois da reforma de seu estúdio, o vocalista John McCrea passou a usar energia solar.

“Showroom of Compassion” ficou no topo do ranking da Billboard 200 durante uma semana, tornando-se o primeiro álbum da banda a conseguir tal feito. Apesar da mistura de gêneros e de o novo trabalho ser encaixado pela crítica especializada na prateleira “rock alternativo”, a banda diz não pertencer a nenhum movimento. Seus integrantes se intitulam “outsiders”, como disse McCrea em entrevista a Folha Online.

Com 11 faixas, o álbum independente mostra que o Cake não deixou de lado a qualidade do seu som e principalmente a sua essência.

Previsto para 2012, disco de Gaby Amarantos terá composições próprias e de Thalma de Freitas, além da participação de Fernanda Takai

domingo, 6 de novembro de 2011

No ano passado, logo que ficou conhecida em todo o Brasil como a Beyoncé do Pará, Gaby Amarantos bateu um papo exclusivo com o GarotaFM. Quando fizemos a pergunta: “Você é compositora. Qual é a diferença, para você, entre fazer uma música própria e uma versão?”, a estrela do tecnobrega, ritmo que domina a região amazônica e faz a festa nas aparelhagens de Belém, vibrou: “Adoro essa pergunta pois é minha chance de dizer para as pessoas: eu sou compositora. Já fui premiada e tenho músicas gravadas por outros artistas, mas sempre fiz versão por gostar da brincadeira, principalmente a pedido dos fãs . Inclusive a Som Livre lançou um DVD que apresenta pro Brasil a cena tecnobrega, no qual canto uma de  minhas composições, Eu vou pro Vetron,  fora jingles e musicas para aparelhagens sonoras e grupos folclóricos. Compus samba enredo, galope, musica gospel, várias paródias, canções para campanhas de conscientização social, trilhas para filmes, desenhos animados, músicas infantis e fora as que eu esqueço.”

Pelas contas de Gaby, já são mais de 300! Para sua estreia em disco solo, marcada para o início de 2012, ela reservou quatro, entre elas “Faz um T”, já um clássico do tecnobrega, que Gaby canta em seus shows desde os tempos da banda TecnoShow. Com produção de Carlos Eduardo Miranda, que assina discos de mundo livre s/a e Raimundos, o CD tem como carro-chefe Xirley (Assista ao clipe) , do pernambucano Zé Cafofinho, que ganhou um clipe inspirado, dirigido pela cineasta Priscila Brasil. Desde que foi lançado, há cerca de um mês, o vídeo recebeu críticas elogiosas de Hermano Vianna, em sua coluna de O Globo (considerando-o um dos melhores de todos os tempos), e de Nelson Motta, no Jornal da Globo. Foi essa mesma música que ela cantou no encerramento do VMB, da MTV, este ano, com um look de LED, assinado pelo estilista-revelação Guilherme Rodrigues.

Mas a música que conta a saga de Xirley Xarque, que faz de tudo para fazer sucesso, é só um aperitivo do disco, que traz canções de Thalma de Freitas, Iara Rennó, o saudoso Alípio Martins, o novato Felipe Cordeiro e, ainda, dona Onete, lenda viva da música paraense. A nortista (nasceu no Amapá, embora muita gente pense que é mineira) Fernanda Takai participa na faixa “Sal e Pimenta”.

“Sempre admirei a Fernanda e o Pato Fu. No início de 2011, ela, eu e também Zelia Duncan, Mart’nália e a diva Elba Ramalho fomos convidadas para cantar na posse da presidente Dilma Roussef. Foi um momento importante para todas nós. E a Fernanda foi uma querida, disse que conhecia a música de Belém e, aí, vi que não tinha pessoa mais acertada para cantar comigo”.

Antes do lançamento do disco, a cantora vai aparecer na telinha da Globo em dois programas: o Som Brasil em homenagem a Zezé di Camargo (recriando à sua maneira “Tapa na Cara”, “Indiferença” e “Coração Tá em Pedaços”) e o especial de ano novo do Domingão do Faustão, primeiro programa nacional de que participou, nos idos de 2003. “Faustão prestou atenção à nossa música desde o início. Já tenho uma história no programa e fico muito comovida com o espaço que ele me dá”, comenta.

Para 2012, Gaby promete um supershow com as músicas do disco, recriações e até números inusitados, como Águas de Março, cuja versão em tecnobrega faz sucesso na Europa. A direção será de Cleodon Coelho e a produção, de Marcel Arede. Na direção musical, estará Felix Robato, um dos grandes nomes da nova música paraense. “Em todas as cidades em que eu cantar, vou chamar uma voz local para me acompanhar. Adoro esses encontros”.

Aclamada por nomes que vão da paulista Tiê e o carioca Marcelo Mira ao pernambucano Almir Rouche (com quem cantou no Galo da Madrugada esse ano), Gaby nunca se sentirá sozinha.

Sucessos de Cyro Monteiro são lançados no disco ‘Meu samba, minha vida’

sábado, 5 de novembro de 2011

O álbum “Meu samba, minha vida”, do cantor e compositor carioca Cyro Monteiro (1913 – 1973), é mais um que faz parte do projeto de revitalização da Copacabana Discos pela Microservice e traz os sucessos desse cantor que era considerado pelo poeta e compositor Vinicius de Moraes como “o maior cantor popular brasileiro de todos os tempos”.

“Meu samba, minha vida” foi feito em duas sessões de gravação, com um intervalo de um ano entre elas, e traz 12 faixas. Cyro interpreta “Saquinho de dinheiro”, em parceria com Lilian de Matos, “Tristezas não pagam dívidas”, de Ismael Silva, “Saudade dela”, de Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, “Deus me perdoe”, de Lauro Maia e Humberto Teixeira, e “Como a vida é”, parceria com Dias da Cruz, entre outras. Tudo regado ao suingue do puro samba na voz do cantor.

Selo Discobertas relança os três primeiros discos de Candeia

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

 

 

 

 

 

 

Os três primeiros discos de Antonio Candeia Filho, mais conhecido como Candeia, “Candeia” (1970), “Seguinte…: Raiz” (1971) e Samba de Roda (1975) acabam de ser relançados pelo selo Discobertas. O cantor e compositor que compôs em 1953 “Seis Datas Magnas”, seu primeiro enredo, só teve seu disco de estreia lançado em 1970, incentivado por Paulinho da Viola. Depois de ter as pernas paralisadas após ser atingido por tiros, tragédia que mudou sua vida completamente, Candeia passou a dedicar-se somente a música. No ano de sua morte, 1978, gravou “Axé”, um dos discos mais importantes da história do samba e ainda viu publicado seu livro escrito com Isnard, “Escola de Samba, Árvore que Perdeu a Raiz.” O relançamento desses dois discos é para matar a saudades dos muitos fãs inconsoláveis deixados por esse sambista memorável.

Décio Rocha recebe Carlos Malta no Odisséia

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Da assessoria de imprensa

O baixista Décio Rocha segue com a turnê de lançamento do seu quarto CD, “Quando Estou Dormindo Nem Sempre Sei Por Onde Ando”, produzido por Zeca Baleiro. E, nesta quinta-feira (27/10), ele recebe Carlos Malta e o Grupo Vocal 4 Cantus no palco do teatro Odisséia. Na abertura, apresentação do violonista André Muato. A Orquestra SuperPopular fecha o evento.

Décio Rocha é instrumentista, compositor e artesão. Nascido em Pernambuco, no bairro de Peixinhos, foi lapidando sua carreira tocando pelos bailes da região. Durante esse período solidificou seu nome na cena pernambucana, incluindo sua participação na Banda de Pau e Corda, uma das mais importantes do Estado. Décio Rocha tem como diferencial maior em sua obra a construção de seus próprios instrumentos a partir da sucata e materiais inusitados. Além do seu trabalho como luthier de resíduos aparentemente inúteis, Décio produz brinquedos com materiais que, até então, seriam descartados, o que lhe rendeu uma exposição no Espaço Tom Jobim em 2006. Com isso, Décio Rocha desconstrói o lixo e o reinventa em cor, forma e som, de maneira extremamente original.

Os primeiros instrumentos de Décio Rocha foram surgindo e recebendo nomes inusitados como: Metrola, Rochimbau, Bayma, Pirâmide e vários outros, formatando a partir deles seus discos Talvez não Seja Assim, Peixinhos e Estamira, que teve várias faixas como trilha sonora original do documentário de mesmo nome do diretor Marcos Prado, vencedor dos Festivais internacionais de Marseille (França) e Karlovy Vary (Tchekoslovaquia). Baixista virtuoso, Décio Rocha é reverenciado pelos melhores baixistas do Brasil, tais como Artur Maia e Adriano Giffone. Sua técnica e o fato de tocar invertido por ser canhoto, acabaram resultando em uma sonoridade muito especial. Sem falar de suaperfomance com os instrumentos criados por ele próprio, com os quais ele demonstra seu domínio e técnicas impressionantes. Não é à toa que, em 2008, num dos momentos de maior reconhecimento de sua carreira, Décio recebe o Troféu Cata-Vento, cedido pela Rádio Cultura Brasil de São Paulo, como melhor trilha sonora pelo CD Estamira.Em 2010, Décio Rocha grava seu mais atual álbum “Quando Estou Dormindo Nem Sempre Sei Por Onde Ando”.

Produzido pelo cantor e compositor Zeca Brasileiro, o álbum do instrumentista reuni todas as influências acumuladas ao longo da carreira e revela um dos momentos de maior expressão do músico.O projeto irá  receber no Teatro Odisséia, ao longo de seis meses convidados para participarem dessa pluralidade de Décio Rocha. Será uma apresentação por mês com convidados como Zeca Baleiro, Joanna, Rita Ribeiro, Danilo Caymmi, Chico César e Fátima Guedes.“Décio em ConSertos” não apresenta apenas um caráter eventual, o de realizar shows que quebram a rotina de determinada cidade e entretêm, mas revela-se como uma iniciativa mais completa, configurando-se como uma ação cultural que leva à comunidade a essência do artista sob todas as perspectivas em que ele trabalha, nas artes plásticas, com seus brinquedos e instrumentos musicais, nas artes visuais onde suas músicas fazem parte de trilhas sonoras, e o trabalho de percepção diferenciada da música, através da reutilização de seus resíduos, da ressignificação da produção.

Décio Rocha: Quinta-feira (27/10), às 20h, no Teatro Odisséia (Rua Mem de Sá, 66, Lapa – Tel: 2224-6367/2266-1014). R$ 25 ou R$ 15 na lista amiga até às 23h e R$ 20 na lista amiga até às 23h (redacao.cult@gmail.com).

Adriana Calcanhotto por Ivy Tinoco: ‘Um cisto que salvou o samba’

domingo, 23 de outubro de 2011

Jornalista, publicitária, fashionista, especialista em moda infantil e fã de Adriana Calcanhotto, Ivy Tinoco enviou ao GarotaFM uma resenha sobre o show que a cantora levou no último fim de semana ao Espaço Tom Jobim. “Um cisto que salvou o samba” narra a atuação de Calcanhotto no palco e conta que, por causa de um cisto no pulso, ela quase cancelou a turnê do disco “O Micróbio do Samba”. O jeito foi abandonar o violão por enquanto e seguir só interpretando. Leia abaixo o texto:

No palco do intimista Espaço Tom Jobim, aconteceu o show “O micróbio do samba”, da cantora e compositora gaúcha mais carioca que muitos artistas cariocas. Num sábado chuvoso na Cidade Maravilhosa, vimos a casa cheia e repleta de talentosos admiradores e amigos da artista – Marisa Monte, Dado Villa Lobos e Elisa Lucinda. Num cenário sem detalhes e com sua banda composta por Alberto Continentino, Davi Moraes e Domenico Lancellotti, começa o espetáculo. Todos trajam figurino preto. E lá vem ela com look de malandra do samba, meio andrógina, meio cool. E, quando abre a boca com um sorriso tímido, começa a canção “Eu vivo a sorrir”. Calcanhotto é performática, mas de uma maneira minimalista. Aprendeu muito bem com a Partimpim a usar elementos na música e em suas apresentações. Transformando assim o que seria um show/homenagem ao samba em cinema. Sim. Ela tem um quê de Almodóvar. O vermelho do cineasta é a cor do secador de cabelo que funciona como elemento sonoro e de cena, quando joga pelos ares as partituras de Davi Moraes. Nessa hora,  o público gargalha.

Adriana canta, samba e faz caras. Desabotoa a camisa e tem humor, até quando tropeça na letra de “Argumento”, de Paulinho da Viola. Ela faz a turma comportadamente sentada, se mexer, se balançar e cantar. Todas as músicas do novo álbum são apresentada. Calcanhotto interpreta mais cinco canções e, no bis, demonstra respeito ao público com o hit “Vambora”. Os três músicos que a acompanham são realmente geniais. Não haveria melhor combinação para o talento dela. No primeiro intervalo do show, Domenico faz um convite à plateia: “Vocês estão preparados para o rock?”. Logo depois, o músico começa com a pesadinha (bem, pesadinha para tal repertório…) “Te convidei pro samba” e, no refrão,  solta um “fiquei puto!”. O público curte.

A cantora quase desistiu seguir com o show por causa de um cisto no pulso, mas sua agenda no exterior já estava confirmada e resolveu encarar. A gente agradece. Sua apresentação foi “Tão chic/tão cheia de si…”. Queremos repeteco!

Jorge Mautner e Jards Macalé encontram-se no palco e, de lá, divertem plateia do Rival

quinta-feira, 31 de março de 2011

Texto e foto de um amigo do blog:

Se Jorge Mautner e Jards Macalé sozinhos são duas figuras, imagine quando eles se juntam? Pois foi em um clima de descontração, diversão e improviso que a dupla se encontrou no palco do Teatro Rival nesta quarta-feira (30/03). Cada artista fez seu show e, entre um e outro e depois de tudo, houve parcerias. Além de músicas e piadas, ambos contaram histórias para divertir.

Acompanhado de seu eterno parceiro Nelson Jacobina, Mauter foi nos seus clássicos, entre eles “Maracatu Atômico” e “Todo errado”. Antes de entoar a música que compôs e gravou com Caetano Veloso contou que, quando muito jovem, ao chegar em casa com uma advertência na caderneta escolar, seu pai o surpreendeu: “Não se preocupe, porque do jeito que você fizer vai estar sempre errado.” O riso foi geral.

Em um banquinho e com um violão, Jards Macalé tocou sambinhas, entre eles “A Poesia do Morro” e “Farinha do Desprezo”. Esta última foi pedida por alguém da plateia. “Calma, estou aqui tentando lembrar dela”, brincou. “Último desejo” ganhou coro do público por pilha do artista: “Nessa vocês vão me ajudar, né? Esse negócio de tocar violão sozinho é chato!”  Jards contou ainda que faz oito anos que iniciou uma campanha pela inclusão da palavra AMOR na bandeira do Brasil. Afinal, do lema do Positivismo, essa não foi absorvida: “O Amor por princípio, a Ordem por base, o Progresso por fim”. ”Isso foi na época da República! Cortaram o amor para começar a nação brasileira”, brincou meio indignado, antes de entoar o “Positivismo” de Noel Rosa.

Juntos, eles apresentaram “Vapor Barato” e, no final, “Puntos cardenales” e as marchinhas “Allah-la-ô” e “Sassaricando”. Esse foi o momento improviso. Macalé puxou a primeira e Mautner e Jacobina correram atrás. Jorge então iniciou a outra em seu violino fazendo com que Jards se virasse para “colar” de Nelson. Uma farra!

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O Albino na toca

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Saiba como foi ver Hermeto Pascoal inesquecível em um bar pequeno de Curitiba em texto enviado por Marco Amarelo:

No dia 09 de dezembro de 2009, preparei-me para ir a um show antológico que, com certeza, iria marcar a história cultural da cidade de Curitiba. Mais cedo havia ouvido a notícia que parecia inacreditável. Hermeto Pascoal tocaria naquela noite no Wonka Bar. Para quem conhece Curitiba e o Wonka, sabe o porquê de eu achar que aquela história estranha.

O Wonka é um bar que fica num porão e, lá, cabem no máximo 300 pessoas… em pé e apertadas. Para esse show, foram colocadas cadeiras em frente ao palco, o que limitou ainda mais o público para aquela noite. Foi um show intimista, mas especialmente preparado por Hermeto. Até por isso, percebia-se que o som produzido pelo Albino e por sua banda entrava diretamente no coração daqueles que ali estavam.

Na saída, não poderia deixar de haver uma ovação a um dos maiores gênios da música popular brasileira. Centenas, em frente ao Wonka, gritavam: “Hermeto, Hermeto, Hermeto…” O músico carregou o táxi laranja com sua escaleta mágica e outros apetrechos e foi-se com sua amada, e parceira de palco Aline Morena. Lá foi o Albino, deixando os que ali estavam com a certeza de que aquele foi mesmo um show inesquecível.

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