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Depois de lançar ‘Música Crocante’, baterista do Autoramas fala sobre o mercado independente, as turnês internacionais e muito mais

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

“Música Crocante” é o nome do mais novo álbum do Autoramas, lançado no segundo semestre de 2011. A banda, que é uma das mais bem sucedidas do cenário independente nacional, está na estrada desde 2007 e passou por algumas mudanças. Atualmente está com Gabriel Thomaz (vocal e guitarra), Bacalhau (bateria) e Flávia Couri (baixo) em sua formação. Bacalhau fala ao GarotaFM das dificuldades de ser uma banda “alternativa”, de como se articulam para fazer turnês internacionais, das influências e do fato de ter sido a única banda a tocar de forma acústica no “MTV Apresenta”.

O título desse novo disco tem algum significado especial pra vocês?

Acho que é o momento que estamos vivendo. As músicas têm essa crocância que o disco sugere. É um momento bom da banda, nós viemos de uma turnê europeia bem sucedida.

Essa turnê internacional foi desse disco ou do anterior?

Na verdade, todo ano a gente acaba indo para a Europa e a gente testa umas músicas lá. Nessa última turnê, testamos três ou quatro músicas que estão no disco e isso tem funcionado. A gente aproveita todos os shows pra tocar as músicas novas, para testar.

Como vocês conseguem sobreviver no mercado independente?

Acho que porque nós sempre fizemos nossas escolhas, sempre corremos atrás. A gente tem um escritório que trabalha junto com a gente, tem nossa empresária que está sempre com a gente… E a gente ganhou já três prêmios na MTV que também ajudou bastante o nosso trabalho.

Nenhuma gravadora procurou por vocês ou já houve proposta e vocês não aceitaram?

Não, nunca tivemos. Até gostaríamos que tivesse uma gravadora interessada, mas também nunca precisamos e nunca esperamos. A gente sempre correu atrás e fizemos acontecer. E estamos fazendo acontecer até agora.

Como acontece esse contato para fazer essas turnês internacionais? Sendo uma banda independente dificulta mais?

É difícil sim… são anos tentando fazer e a gente já vai pra Europa há mais de cinco anos. E a gente tenta tocar em festivais, pubs, a gente toca em vários tipos de lugares. Quando você tem uma gravadora fica mais fácil, mas estamos correndo atrás disso. Estamos conseguindo isso de forma independente e estamos querendo lançar o disco novo lá também.

Esse disco é o primeiro por uma gravadora ou na verdade é só uma parceria para distribuição?

Na verdade, esse disco foi feito por nós juntos com os fãs e a gravadora Coqueiro Verde, para celebrar esse momento que a gente tá passando. A Coqueiro é mais uma gravadora do que uma distribuidora. É um prazer estar lá, tudo uma maravilha. Eles ajudaram muito na distribuição e colocando a gente em lugares que a gente não conseguia.

Vocês gravaram esse CD com a ajuda dos fãs através de um site. Como funcionou isso?

A gente começou a gravar independente e o site “Embolacha”  acabou batendo um papo com a gente. Conversamos sobre isso e achamos interessante a ideia e nós lançamos um valor e colocamos 45 dias para conseguir alcançar essa meta  e a gente conseguiu e foi muito bom, super gratificante.  Atingimos a meta nos 45 dias. As pessoas pagavam um valor, cada recompensa tinha um valor que foi de vinte a cinqüenta mil reais e, conforme o valor, eles tinham uma recompensa, desde ir ao show de graça, ganhar o disco, entre outras coisas. E, depois que a gente conseguiu alcançar essa meta, apareceu a Coqueiro Verde e fechou com chave de ouro.

Vocês mantêm contato direto com os fãs através das mídias?

Sim, bastante! O pessoal que contribuiu é o pessoal que vai ao show e está sempre com a gente. É uma galera que acompanha a gente há muito tempo.

E qual a maior influência de vocês atualmente?

No geral, a gente gosta muito de rock latino, uma coisa psicodélica, uma guitarrada do Pará, um rock turco, umas coisas assim. Rock de um modo geral, do mundo inteiro.

Vocês foram a primeira banda a se apresentar no “MTV Apresenta” de forma acústica, apesar de vocês terem certo peso no som de vocês. Como foi a ideia de tocar desplugado?

Foi bom porque a gente tinha tanta música que a gente não tocava que estavam perdidas entre os CDs e teve gente que pediu no show. O desplugado foi legal que a gente desconstruiu isso tudo e fizemos de uma forma diferente, foi um trabalho bem difícil porque a gente demorou um bom tempo ensaiando, descobrindo para dar certo. Porque rearranjar suas próprias músicas, escutá-las e pensar numa forma diferente foi bem complicado, mas foi muito bom e ajudou muito para o “Música Crocante”. Foi um desafio.

Como vocês vêem o mercado independente nacional atualmente?

Eu acho que agora talvez tenha um mercado, não sei se tão grande. Mas soube que os festivais têm aumentado e a estrutura também. A Feira de Música tem sido um sucesso… eu não frequento muito, mas tenho acompanhado as coletivas e tem começado a engatinhar com alguma infraestrutura.

Di Stéffano: Apreciador do jazz, músico que acompanhou grandes nomes lança terceiro CD

domingo, 15 de janeiro de 2012

Compositor, músico e educador, Di Stéffano aproveitou a virada do ano para lançar seu terceiro trabalho solo, “Outros Mares”. Na estrada há um bom tempo e tocando bateria ao lado de grandes nomes da música brasileira, ele fala sobre sua trajetória, influências e as grandes participações em seu novo trabalho ao GarotaFM  em entrevista. Só para dar uma palhinha, Di já gravou e/ou tocou com Dominguinhos, João Donato, Boca Livre, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Mart’nália, entre outros.

Você já tem uma longa estrada na música tocando com outros grandes nomes. Como é lançar seu próprio CD?

Este é o terceiro disco solo e tem sido um privilégio poder compor, gravar, produzir e ainda dividir estas emoções com meus amigos e irmãos da música. É muito gratificante ouvir sua música nas rádios, ler críticas de revistas e jornais e ver pessoas comentando.

Qual é sua maior influência na hora de compor?

Ouço muita música de todos os gêneros. Além de nossa música brasileira, ultimamente tenho ouvido muitos discos africanos e franceses, com destaque para Moreira Chonguiça, Richard Bona, Lionel Loueke, Manu Dibango e, da França, o Dominique Fillon, Sylvan Luc, Marc Berthoumieux e do Stéphane Huchard.

E sobre a turnê desse novo trabalho, como está acontecendo?

O primeiro show da turnê “Outros Mares” foi em Brasília, no Jardim Botânico. O show seguiu para Natal e, em janeiro, retomo as atividades com shows nas principais capitais do país e divulgando nas rádios, TVs e jornais.

Fale um pouco sobre o processo de produção do novo CD.

Foi produzido entre Natal, onde foram feita as bases, Rio de Janeiro e São Paulo. Teve ainda a participação especial do pianista francês Dominique Fillon, gravada lá em Paris. Tenho muitos amigos na música morando nessas cidades e tentei reunir alguns deles. O resultado ficou de alto nível.

Ha quanto tempo está na estrada?

Profissionalmente, desde 1991, quando tirei minha carteira da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil). Mas já tocava nas gincanas do colégio e na Igreja.

Recentemente você teve uma de suas músicas inseridas no disco “Instrumental Nordeste”. Como isso aconteceu?

Foi através de um show que fiz dentro da programação da Feira da Música em Fortaleza. Foram selecionados alguns artistas e minha música foi contemplada a entrar numa coletânea com um repertório belíssimo de artistas da região nordeste.

Como aconteceu a ideia de lançar seu próprio CD?

Vim morar no Rio de Janeiro em 2004 e, tocando com alguns amigos, percebi que existia um mercado vasto na produção de música instrumental. Como eu sempre gostei do jazz e de suas nuances, comecei a produzir o meu próprio trabalho solo e a coisa deu certo. Hoje, quando não estou tocando com algum cantor ou dando aulas de bateria, faça os meus shows pelo mundo afora.

O título do novo CD é o nome de uma faixa. Tem algum significado especial?

“Outros Mares” é o título de uma música que é fruto de uma parceria com o grande músico e tecladista carioca Glauton Campelo.

Como tem sido a crítica em relação ao seu novo trabalho?

Olha, tenho recebido muitas mensagens, com as pessoas parabenizando pela qualidade.

Fale sobre as participações desse CD.

O disco “Outros Mares” traz um time dos melhores músicos do nosso país. Teclado e piano foi gravado por Vitor Gonçalves, músico da nova geração que toca na banda da Maria Bethania e no Grupo Bambú, e pelos veteranos André Mehmari e Glautom Campelo. Também nas teclas, só que no acordeon, tive o auxílio luxuoso do Adelson Viana. Nos sopros, tive os saxofonistas Marcelo Martins e Josué Lopez, os trompetistas Fábinho Costa e Bruno Santos, que também assinam um arranjo de naipe na Salsa “Lais”, e clarinete do Jotapê. Os baixistas foram Arthurzinho Maia, Marcelo Mariano, Hamilton Pinheiro, Nema Antunes, Rômulo Gomes e Alex Rocha. Nos violões, os conterrâneos Sérgio Farias e Jubileu Filho. Na guitarra, a participação especial de Ricardo Silveira e do capixaba Clauber Fabre. O disco saiu pelo meu selo, o “DWB Music”, mas espero lançar na Europa, Estados Unidos, Japão e África do Sul.

Jovem revelação da música, Laura Rizzotto canta em inglês enquanto presta vestibular e sonha com carreira internacional

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cantora e compositora, com apenas 17 anos e 34 canções no currículo, Laura Rizzotto começou a escrever quando foi morar nos Estados Unidos, fazendo versões de músicas brasileiras em inglês para mostrar aos seus amigos. Laura toca piano, estudou dança por muitos anos e, ao invés de fazer uma festa de debutante aos 15, pediu um clipe de presente para seu pai. Ela bateu um papo com o GarotaFM e falou de sua carreira, o novo CD, o que toca em seu Ipod e muito mais.

Conte pra gente um pouco sobre o CD “Made in Rio”.

O “Made in Rio” é o meu disco de estreia cem por cento autoral. Tem doze faixas autorais e três faixas bônus em português e eu escrevi cinquenta por cento em co-parceria com meu irmão Lucas Rizzoto e ainda tem a participação especial do Eumir Deodato no CD. Ele produziu a faixa número 12. O CD foi produzido pelo Paul Ralphes, a parte de arranjo eu fiz com os músico e com o Paul, foi um trabalho em conjunto e os músicos que gravaram o CD são os que me acompanham agora nos shows.

Como aconteceu essa aproximação com Eumir Deodato?

A gente se conhecia pela internet, temos alguns amigos em comum e ele acabou ouvindo as minhas músicas por indicação de alguma outra pessoa. Ele ouviu e gostou e a gente começou a se falar e, quando eu viajei para Nova York com minha família, a gente se conheceu pessoalmente. O Deodato já virou um amigo de família. A gente sempre conversava e falávamos de um dia trabalharmos juntos, fazermos algum projeto juntos. Quando comecei a gravar meu CD, fiz o convite e ele aceitou. Foi ele que escolheu a faixa 12.

Como começou a compor?

Eu comecei a compor aos 12 anos de idade, quando eu estava morando nos Estados Unidos. É por isso que eu sempre escrevo em inglês. Antes de eu começar a escrever minhas músicas, estava escrevendo versões em inglês de músicas brasileiras que eu gostava e queria que os meus amigos entendessem as letras porque eles curtiam o nosso som, a música pop brasileira, mas não entendiam nada. Então, comecei a fazer essas versões e logo depois comecei a escrever minhas próprias músicas, fazer meu próprio som e eu aprendi a me expressar musicalmente nesse idioma. Peguei essa prática toda. A primeira música que escrevi lembro que foi aos doze anos e se chama “The Reason Why”. Não está nesse CD, mas é um rock mais pesado. E é um processo muito orgânico pra mim, é muito gostoso, todas as músicas meio que fazem parte do meu diário, é o meu diário só que musicado. Fala sobre experiências que eu tive, coisas que eu sinto. Apesar de eu continuar escrevendo bastante em inglês, também comecei a escrever em português quando voltei pro Brasil, tanto que temos algumas faixas em português no CD.

Seu irmão mais velho compõe com você, né? Como funciona o processo de criação?

Quando rola uma parceria, escrevo algo no meu canto e ele escreve no canto dele. Quando a gente se encontra, a gente vê se tem algo que se encaixa. Nós sempre compomos separadamente e tem uma hora que a gente chega e mostra para o outro o que a tem. A própria música de trabalho, “Friend In Me”, foi assim. Eu tinha feito um início de uma música e não sabia qual versão colocar, não conseguia continuar e mostrei para meu irmão e ele falou: “Ah,  eu tenho uma versão que encaixa.” E a gente juntou. Ou então, às vezes, ele vem com uma melodia e eu dou aquela ajeitadinha. Mas é muito gostoso até porque meu irmão tem um ponto de vista diferente em relação ao meu na música. Fica bem interessante quando a gente junta um pouquinho de cada um e fica uma música diferente.

Você almeja carreira internacional?

Ah, sim! Tenho uma vontade enorme de fazer carreira internacional. Até porque, para todo o artista, a música que ele escreve, para o compositor principalmente,  é a contribuição dele para o mundo. É a mensagem que ele está mandando. A carreira internacional permite que essa mensagem chegue a um número maior ainda de pessoas. Tanto que a maior realização de um músico é ter um número maior de gente se identificado com seus sucessos.

Você acha que seu trabalho vem sendo bem aceito pelo público?

Ah, eu estou tendo um feedback bem positivo da galera, até porque eu acho que tem muita música em inglês tocando no Brasil, músicas de artistas internacionais e até de uma galera que agora tá começando a escrever em inglês aqui no Brasil. Às vezes a pessoa pode não entender tudo o que estou falando, mas curte a sonoridade. E a galera que entende inglês está se identificando bem.
Como você concilia a carreira com seus estudos?

Tá dando pra conciliar, mas tá sendo meio loucura conseguir ter tempo pra tudo, até porque eu gosto de dar cem por cento em tudo o que eu faço. Ainda mais agora que eu estou na época de vestibular e ENEM. Às vezes fica até meio complicado de poder conciliar, mas eu tô dando um jeito, pois eu gosto muito do que eu faço.

Você pretende fazer vestibular para algo relacionado à música?

Sim, eu vou fazer vestibular para música. Quero fazer faculdade de música, é exatamente isso o que eu quero fazer. Eu estou prestando outros vestibulares só por fazer, mas eu quero mesmo me formar em música e com a autorização dos meus pais.

Seus pais sempre te deram força pra você seguir a carreira musical?

Sim!  A minha família me apoia cento por cento desde o início porque é algo que eu quero muito. Eu não tenho essa coisa de “ah, eu quero ficar famosa”, não. Eu gosto muito de trabalhar com música, estudar música e por isso eu tenho me dedicado muito. Eu tinha um trato com a minha mãe: se eu tivesse um contrato antes de terminar o colégio eu poderia fazer faculdade de música. Bem, então agora eu posso fazer minha faculdade.

Como foi a sensação de participar do Criança Esperança?

Era um quadro de novos talentos que estavam fazendo e chamaram a Maria Gadú para participar também. Fizeram uma homenagem ao Legião Urbana e tocaram algumas músicas. Mas foi incrível ter participado de um evento que tem um objetivo legal e foi uma delícia!

Quais são suas influências pra compor?

Internacional, gosto muito da Joss Stone, Maroon 5, One Republic, Shania Twain, Michael Bublé. Agora, da galera do Brasil, curto muito Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Ed Motta, Seu Jorge, Ivete.

O que toca no seu Ipod?

Geralmente eu escuto essas pessoas que falei anteriormente. As influências que eu tenho é o que eu mais tenho escutado. E tem Beatles, porque eu sou apaixonada também.

Seu clipe entrou no Acesso MTV. Depois disso, você sentiu a repercussão do seu trabalho?

Participar do Acesso MTV deu uma repercussão legal porque é um programa que  tem um público bem jovem e bem grande. Então, teve uma galera que veio falar comigo depois que eu participei que não conhecia o som. Foi muito legal participar.

O que você espera da sua carreira daqui pra frente?

Eu pretendo continuar trabalhando bastante, estudando música, compondo, tocando, fazendo muito shows e levando minha música pelo Brasil.

Björk lança álbum que teve parte gravada em um tablet

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A islandesa Björk inova ao lançar seu novo álbum, “Biophilia”. Grande parte foi gravada em um tablet, em parceria com a Apple, e será o primeiro “álbum de aplicativo”. No equipamento, os fãs vão pode interagir com as dez faixas do CD simultaneamente. Novos instrumentos musicais foram criados para o CD e para os shows da nova turnê, como a “gamaleste” (que é controlado pelo tablet) e uma bobina de Tesla.

Björk inova a cada novo trabalho, com essa mistura de sonoridades, orquestrações e melodias um tanto quanto melancólicas. Ela não deixa de lado a preocupação estética com a música. Tudo é perfeitamente produzido pela cantora. O disco sai também na versão “Ultimate”, limitada, com apenas 200 unidades que inclui CD, outro CD com gravações exclusivas, um manual com fotos, histórias de bastidores, partituras e letras, e uma caixa com dez diapasões, cada uma ajustada ao tom de uma faixa de “Biophilia”.

DVD e show no Rock in Rio fazem Rodrigo Santos comemorar a vitória da (velha) nova fase

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dono de uma carreira solo muito bem-sucedida, Rodrigo Santos lançou três CDs e, agora, chega ao seu primeiro DVD. “Rodrigo Santos – Ao Vivo em Ipanema” tem participações de grandes nomes da música brasileira, como Frejat, Pepeu Gomes, Ney Matgrosso e outros. O show do seu projeto Kombi Elétrica e o clipe com a participação de Chris Pitman (tecladista do Guns’n’ Roses) cantando “Holidays In The Sun”, do Sex Pistols, também estão no novo trabalho do ex-baixista do Barão Vermelho.

Baixista, violonista, cantor, compositor e produtor musical que já tem uma extensa jornada na música e já tocou com grandes nomes como Lobão, Léo Jaime, Kid Abelha, Rodrigo bateu um papo com o GarotaFM e falou sobre o Rock in Rio este ano, momentos marcantes da sua vida e o show de lançamento, que acontece nesta sexta-feira (18/11), no Teatro Ipanema, no Rio (com convidados).

Fale um pouco sobre a ideia de fazer esse DVD e seu processo de produção.

Eu vinha de dois discos autorais e muitos shows e, quando fui marcar o show de lançamento de “Waiting On A Friend” no Teatro Ipanema, me ocorreu de gravar um DVD para registro. Um local tão bacana e diferente… Aí me deu o estalo de gravar um DVD geral do que vinha acontecendo na carreira solo, com as músicas dos três CDs. Valorizei as autorais e algumas de “Waiting”, onde acho que interpreto melhor. Foi um registro da minha imagem em alta qualidade, com 6 câmeras e dirigido lindamente pelo grande João Elias Jr e seu sócio, Luiz Paulo Assumpção. Eles me descobriram num show acustico (voz e violão) no Città América, um mês antes da gravação em Ipanema, ou seja, eu tinha marcado o evento, mas não tinha as câmeras ainda… (risos). Numa carona de volta para casa, ao ser perguntado por Luiz Paulo sobre quem filmaria, eu respondi: “Ninguém ainda.” Ali começou nossa parceria, que no caso do João Elias ainda se desdobrou para o programa Roda de Rock, onde serei apresentador junto com a Erika Martins. Em relação à produção, ficou praticamente tudo nas minhas costas e acabei fazendo a direção geral do DVD. Marcação de ensaios, roteiro, clima de show, escolha dos convidados, direção geral da passagem de som,  figurino, fotógrafos, making of, captação de patrocínio, venda de ingressos antecipada (na minha casa), textos para redes sociais, painéis para entrada do teatro com as marcas de patrocínio, arte das filipetas e banners. Arrumei praticamente tudo para o show do teatro e ainda me veio a ideia de registrar o show da Kombi um mês depois, pois essa historia tinha muito a ver comigo também. Sempre gostei de tocar em luaus, ar livre, na rua e inventar novas soluções de shows. Como estava muito falada a Kombi, resolvi gravar o DVD em duas partes e incluí-la também. O show do Teatro seria mais focado no repertorio dos CDs,  comigo no violão, voz (em quinteto, com Humberto Barros e Jorge Valladão) e o show da Kombi seria baseado no meu power trio Rodrigo Santos & Os Lenhadores, que inclui Fernando Magalhães (Barão) e Kadu Menezes (ex- Kid Abelha), que também participaram no teatro. Esse trio tem rodado o Brasil todo em mais de 20 shows por mês… Não poderia deixar de fora essa realidade. Nessa fase Kombi, eu cantei e toquei baixo e o repertório foi mais festa contando a minha história como baixista no Brock. Para a realização dessa etapa, contei com a ajuda de um amigo (Bernardo Egas) que conseguiu a liberação do espaço no WQS do Arpoador, final do campeonato de surf, dia 10/10/10. Lucio Maia e Jorge Valbuena me ajudaram nos eventos também. Em ambos o público marcou presença e compareceu em grande número, me deixando realmente muito feliz. Escolhi o Fausto Prochet para mixar o DVD inteiro (ele captou também). Belíssimo trabalho. Foi uma ralação sem precedentes a captação de tudo isso (contando com ajuda de São Pedro) e ainda da parte com Chris Pitman, no estúdio Jam House. O cenário da Latoog também foi muito belo, no teatro, assim como o PA, feito pelo Eduardo Zero (Dico).

Você recebeu vários amigos e parceiros nesse show. Fale um pouco sobre essas participações.

As participações foram escolhidas seguindo três critérios: quem já havia participado de algum dos meus CDs solo; quem foi importante na minha história como músico; e quem fez parte da minha formação musical na adolescência. Segui o mesmo critério na escolha do repertório, portanto, foi um DVD dos mais completos que já participei. Em alguns dos casos, a escolha acaba coincidindo em dois critérios. Por exemplo, o Ney Matogrosso foi influência em minha formação musical e cantou no meu segundo CD, portanto, cantamos uma música dele (dos Secos & Molhados) e outra minha, a do CD. O Frejat, nem preciso dizer o porquê, mas o mais interessante e não óbvio foi que não cantamos músicas do Barão, apesar dele ser super importante nessa minha parte da história, e sim que para esse momento era mais verdadeiro e importante que fizéssemos as duas músicas em que ele participou nos meus solos, aliás todas títulos de dois dos meus CDs, “Um Pouco Mais de Calma” e “Waiting On A Friend”. Isabella Taviani cantou comigo no terceiro CD e repetimos a canção, pois ao mesmo tempo em que eu gravava um DVD no Teatro Ipanema, também lançava “Waiting On A Friend”. Leoni participou do meu primeiro CD e no segundo fizemos a parceria que deu nome ao disco, “O Diario do Homem Invisível”. Foi essa que entrou no DVD e pela primeira vez juntos, pois no segundo CD cantei-a com Autoramas. Os Miquinhos entraram em dois quesitos, tanto fizeram parte da minha história como baixista, como participaram de meu segundo disco. Além disso toquei com eles em 1985 no Teatro Ipanema. Mesmo caso do Leo Jaime, afinal toquei  com Leo anos e também no Teatro, em 86. Toquei com a Blitz e Evandro solo em 2002, numa excursão de um ano. Pepeu foi minha grande influência, pois aprendi a tocar baixo escutando os LPs dele e tirando os baixos e riffs do Didi Gomes. Alguns grandes músicos entraram também, caso de Milton Guedes e Rogerio Meanda (Blitz e ex-Cazuza), muito pela grandeza de sua arte, um com sax e gaita, outro com a super guitarra. A distribuição de todos entre Teatro e Kombi obedeceu a alguns critérios meus, mas todos poderiam estar em qualquer dos eventos e até nos dois, caso dos Miquinhos, companheiros meus de surfe na decada e 80. Afinal, a Kombi foi dentro do WQS do surfe. Tudo a ver com Evandro (surfista do Arpex que se sentiu em casa) e Pepeu (nesse ultimo caso, mais pela Kombi Elétrica, que é uma mini extensão do trio elétrico). Leo Jaime poderia estar também no teatro, onde tocamos juntos em 86, assim como Frejat poderia estar na Kombi conosco. O Ney tem tudo a ver com teatro, luz, cenário, mas também ficaria sensacional na Kombi, pois ele é sensacional (e rock’n’roll) em qualquer lugar. Isabella também é rock! Kombi, teatro, tanto faz o que interessava era a escolha afetiva e emocional também, além da profissional. Acredito que funciono muito melhor quando as pessoas que estão ao meu lado têm afinidade emocional comigo. Tudo isso foi colocado em questão e também ficaram faltando Zélia, Moska e Lobão, mas quem sabe numa próxima. Sobre Chris Pitman, foi pura afinidade musical e emocional também. Ficamos amigos rápido e ele cantou em dois shows meus antes de eu convidá-lo a participar. Um grande cara! Todos ali foram escolhidos a dedo. Só gente da melhor qualidade.

Você tocou no Rock In Rio, e seu show foi super bem recebido. Conte essa experiência.

É verdade… Estávamos super a vontade e a fim de mostrar serviço. Já tinha participado em 91 com Lobão e em 2001 com o Barão. Em carreira solo foi diferente, como começar do zero! Sabia que faríamos um bom show, pois estamos azeitados na estrada, com 20 shows por mês, eu, Kadu Menezes e Fernando Magalhães, mas superou muito nossas expectativas, por melhores que fossem. Acho que entramos muito concentrados para ganhar o jogo, uma vez que éramos para o publico passante, ilustres desconhecidos. Mas escolhi um show para festival e deu certo. Acabou sendo o recorde de publico da Rock Street, deviam ter umas 10.000 pessoas e quem estava indo ver Ivete, parou e ficou lá com a gente. Foram três bis e gritos da galera de “palco mundo” . Super emocionante. Eu entrei muito feliz por estar ali, nada nervoso e sim curtindo cada momento. Para mim até passou rápido, mas foi quase uma hora e meia de show. Foi sem dúvida o show mais marcante da minha carreira solo e talvez da minha vida. Tinha um misto de garra e urgência, tipo: “Ó, estamos na área!!!”.

Fale sobre a turnê do novo trabalho.

Bom, como toda turnê que faço, terá um pouco de tudo, só que dessa vez mais músicas autorais nos locais que permitir cenário, luz, etc. Como já venho de muitos shows e estou com agenda fechada ate março de 2012, quando volta o Barão, vou me divertir e ao mesmo tempo cair dentro da divulgação desse DVD, o produto da minha vida. Foi feito com muita raça, carinho, perseverança e planejamento. Vou pra estrada e o levo debaixo do braço. Já tenho shows marcados em todos os estados, mas o lançamento oficial (apesar de eu já ter feito noite de autógrafos na Argumento e pré-lançamento no Rock in Rio ,inclusive vendendo na loja do festival) será dia 18 no Teatro Ipanema e talvez uma Kombi em janeiro.

Você está em algum projeto como baixista neste momento? Como tem conseguido conciliar com sua carreira solo?

Não, o único projeto como baixista é também como apresentador de um programa de TV (também como cantor), chamado “Roda de Rock” e os discos em que venho produzindo, caso da Marilia Bessy e Mauro Santa Cecília, onde também toco baixo. Nos meus shows sou o baixista e cantor, mas não toco como baixista de outros artistas ha tempos. Alias exceção a Mart’nália, no show em que fui diretor musical no Vivo Rio (Saúde Criança). Além de fazer meu show, toquei cinco sambas com ela, como músico. De resto não tem dado tempo ou folga na agenda para isso. Conciliarei em 2012 todos os projetos que vim cavando ao longo desses cinco anos, mas a prioridade será o Barão, a partir de março. Fecho um ciclo com esse DVD (4 discos) e abrirei outro em 2013.

Como e quando surgiu a idéia de tocar uma carreira solo?

Quando foi anunciada a segunda parada do Barão, num ensaio para a volta aos palcos em 2004. Frejat comentou no estúdio, que haveria uma nova parada em 2007 (sem previsão de volta). Ali decidi que ia me preparar para uma carreira solo e o primeiro passo foi dado em 2005, quando parei com álcool de drogas.

Qual o show mais marcante que você já fez na vida?

Esse do Rock in Rio 2011,  sem dúvida, pelo caráter emocional e pelo simbolismo de uma grande vitória na nova fase, a prova de que se trabalhando dignamente e com foco, as coisas acontecem, sem pressa de ser feliz. Tudo tem seu tempo. Ali, meu filho mais velho, Leo, me viu tocando no Rock in Rio!!! Pude estar com ele junto! Sempre pensei que com a parada do Barão, meus filhos não me veriam mais num momento tão importante, de orgulho… Antes, em 2005, com álcool e drogas, isso era inimaginável. Muita coisa mudou internamente e vendo meu filho e minha mulher ali, num dia tão importante, de uma carreira suada, no braço, não tem preço. Está eternizado no meu emocional e não apenas no profissional… Foi bem diferente e novo para nós. E garanto que Kadu e Fernando também tiveram esse sabor de… Vencemos!!!

Qual a experiência que mais marcou sua vida até hoje?

A de ter filhos e a de parar com álcool e droga, principalmente num meio tão careta, que é mais preconceituoso com quem não bebe ou usa drogas, do que ao contrário. O conceito de caretice está invertido, pois liberdade é transgressão e prisão (no caso emocional e interno do uso de drogas pesadas) é caretice. A vida é feita de escolhas e a liberdade de ser quem você é não tem preço. Mas muitas pessoas andaram esquecendo que já fui louco (no bom e mau sentido), um dos mais divertidos e loucos músicos do Rock, mas isso teve um preço e hoje me sinto muito feliz, há seis anos e meio sem usar nada. Isso para mim é liberdade e liberdade é sinônimo de não caretice… Se é que me entende. Precisar de um prato, um canudo, uma carreira para poder fazer as coisas, é uma prisão caretérrima e doentia. Saí dela… E junto abandonei o álcool também. Quando fui chamado para a campanha “Rock in Rio vou sem drogas.”, senti que os doidões de plantão estavam mais preocupados em pichar a campanha do que com o real teor dela, isso é preconceituoso, é defeituoso, é careta, é ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Mas eu relevo e perdôo, pois já fui assim também. Portanto mais respeito com quem viveu os dois lados da moeda. E o trabalho e meu astral e bom relacionamento com todo mundo falou mais alto. Cito esses momentos, filhos porque são o motivo real de se viver, de dar continuidade, com responsabilidade de estar junto, atento, amigo, parceiro, pai, vilão e mocinho, mas inteiro… Com a droga junto isso não é possível, e olha que não tem nada de religioso o que estou falando e sim de amor pela família, de entrega e dedicação. A droga tira isso das pessoas, isso é careta! Cuidar dos filhos é liberdade e quem acha que se drogando violentamente está cuidando de alguém, se ilude, é mentira. Portanto esses dois momentos estão intimamente ligados ao mais importante, pois se eu não tivesse inteiro e pleno, não poderia cuidar da minha família como cuido hoje em dia… E de mim também. Ao parar com álcool e drogas, tomei uma decisão que influenciou em todos os setores da minha vida e hoje em dia convivo inclusive com a malucada numa boa! Rs

 

Lançando novo trabalho, Djangos diz que ska e reggae estão o DNA da banda

sábado, 12 de novembro de 2011

A banda carioca Djangos lança seu novo trabalho “Mundodifusão” com mais mistura de sons e participações pra lá de especiais de Amora Pêra, João Xavi, Lazão, Marcelo Yuka e Jomar Schrank. Com Marco Homobono (voz / guitarra), Carlyle Diniz (baixo / voz) e Jj Aquino (bateria / voz), a banda vai fazer turnê por alguns estados brasileiros e, apesar de terem acrescentando mais ritmos ao seu trabalho, continua com suas raízes no ska e no reggae, que estão o “DNA da banda”, como disse o baterista João Aquino em entrevista ao GarotaFM.

Fale um pouco sobre o CD “Mundodifusão”. Quais são as maiores influências?

Passamos por um período de mudança  de som. A gente estava procurando uma nova sonoridade sem deixar as influências que a gente sempre teve do ska e do reggae. Então, independente do que nós iríamos fazer, isso seria uma base da nossa influência e nisso a gente estava escutando um monte de coisa, uma série de sons que tinham outros elementos de reggae, coisas que nós estávamos pensando em fazer, pegamos músicas do Oriente da índia, coisas dessa influência que a gente trouxe pro nosso som. Esse é nosso segundo disco e no meio nós lançamos algumas coisas, lançamos algumas demos, participamos do “Sepultura inédito”, nós ficamos nesse hiato fazendo essas coisas. Fizemos antes também um clipe brinde aos Paralamas, e fizemos também “Dos Margaritas”, tipo um videoclipe.

Fale um pouco sobre as participações especiais nesse disco.

Nós tivemos o João Xavi, um rapper de Volta Redonda com quem já tínhamos trocado ideia e a gente achou legal que ele participasse do disco até pelas afinidades musicais que nós tínhamos. Tem a Amora Pêra, que é filha do Gonzaguinha… Eu já tinha visto o show dela com as Chicas e gostei muito do trabalho dela. O Yuka é o produtor do disco e teve essa sacação de chamar a Amora para cantar a música “Comportamento Geral”, que a gente escolheu pra entrar no repertório. E acabou caindo como uma luva, pois a interpretação dela foi linda. Todo mundo no estúdio se emocionou muito com a participação dela e até hoje a gente escuta e pensa: “Caramba! É uma música forte.” Teve o Lazão, do Cidade Negra, participando em “Imigrante Ilegal”, que a gente sempre pensou enquanto estávamos fazendo a música: “Pô, cara, parece que cai como uma luva o Lazão cantando essa parte.” Fora as pessoas que estavam envolvidas na gravação do CD, o Marcelo Yuka que é o produtor e participou de uma demo atrás, ele já estava trabalhando com a gente nesse disco a um bom tempo e ele participou tocando algumas coisas também, além de participar dos vocais. Teve o Jomar Schrank tocando vários instrumentos também que estava junto com a gente lá participando das gravações e ele levou várias coisas de guitarra e teclado. Enfim, essas são as participações que deram o recheio do bolo do CD.

E em relação ao primeiro disco, o que você acha que tem de diferente em “Mundodifusão”?

Acho que todo mundo sempre falou da nossa mistura de som, mas esse disco é bem mais mistura, porque o primeiro estava muito focado no ska, que ainda é nossa influência. Nesse, tem ska e reggae também. Acho que é nosso DNA, mas tem muito mais mistura. Acho que essa é a grande diferença. Tivemos mais cuidado com as letras também e com qual música ia encaixar dentro desse repertório. Foi um hiato bem grande de um disco para o outro e a gente compôs muita música mesmo.

O processou de gravação levou um ano um ano e meio?

Gravamos durante mais ou menos um ano. Depois a gente mixou e, nesse meio tempo, fizemos uma coisa importantíssima, que foi a capa do disco. Raul Mourão e Quito fizeram a capa do disco e o legal foi que eles pegaram a concepção, escutaram… Isso foi bacana! Aí masterizamos… Vamos colocar dois anos aí, né? Porque foi um processo bem nosso mesmo, a gente arregaçou as mangas e foi um processo um pouco lento, mas, agora está tudo muito mais rápido pra gente depois que o CD sai é outra etapa.

Fala um pouco sobre a historia da banda? Como vocês se conheceram?

Foi um lance meio casual, nós éramos moleques saindo do colégio e eu conheci um amigo que conhecia outro em comum e acabou a gente se encontrando e formamos a banda. Aí, teve o processo e acabou. Depois voltamos a nos encontrar,  eu e o Gilmar,  numa formação diferente e começou a dar o pontapé inicial. Aí, mais tarde, saiu o baixista, até chegar a essa formação que é agora com Lyle Diniz no baixo e aí, nós começamos a fazer um demo. Na verdade foi uma junção de coisas. O Lyle é o meu primo, a gente já se conhecia por parte de família mesmo e ele tocava baixo numa outra banda e acabou a banda dele. E nessas coisas que acontecem com as bandas, todo mundo se encontra, todo mundo toca com todo mundo. Aí, acabou a gente fechando nesse formato, esse trio. Mas, começou meio coisa de colégio, mais ou menos aí uma coisa familiar e colegial.

MC Marcinho dribla as agruras da vida e revoluciona o funk ao gravar DVD com banda

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Com Christina Fuscaldo

Marcinho já foi famoso, mas viu sua carreira ter uma baixa quando o funk erotizado passou a dominar os bailes e as pistas de dança do Rio de Janeiro. O MC não desistiu. Fez muitas viagens de ônibus para estúdios de gravação, estúdios de DJs e empresários. Chegou a trabalhar no setor administrativo de um hospital. Quando estava no auge da carreira, depois de explodir com “Glamurosa”, aí foi sua vida que teve uma baixa. Em um acidente de carro, Marcinho quase morreu. Em 2008, dois anos depois, largou as muletas e revolucionou o funk gravando, acompanhado de uma banda, o DVD “MC Marcinho – Tudo é Festa”. O trabalho chega às lojas agora, depois de mais um capítulo sobre as dificuldades da vida: desta vez, dizia respeito a liberação de fonogramas. Depois disso tudo, Marcinho sorri e confessa que vive talvez a melhor fase de sua vida. Mais voltado para sua religião, quando não está no palco, o funkeiro do bem se dedica à família. Confira a entrevista que Marcinho deu ao GarotaFM:

Como surgiu a vontade de gravar esse que é o seu primeiro DVD?

Esse DVD foi uma ideia da Lidiane Madureira, nossa produtora musical. Ela sempre teve essa vontade de colocar músicos para me acompanhar, para tocar comigo. Ela achava que dava para fazer essa junção de funk com músicos tocando. Só que eu tinha medo de fugir muito da essência do funk. Ela continuou amadurecendo a ideia, mas eu estava debilitado, tinha voltado do acidente e estava fazendo show de cadeira de rodas ainda. Aí ela falou: “Cara, vamos lançar um DVD! A hora é agora! Agora que você já consegue se levantar e está conseguindo se libertar um pouco das muletas.”E eu falei: “Vambora”.

Daí começamos a agitar o DVD e ela disse: “Vamos colocar um violão aí.” Colocamos o violão. Depois ela falou: “Dá para colocar um sax!” Aí colocamos o saxofone, o teclado e uma percussãozinha, que ela disse que ficaria legal também. Quando vi, a galera já estava toda formada e a gente conseguiu fazer essa junção do DJ com o tambor e a banda acompanhando atrás, colocando só aquilo que justamente o DJ fazia no estúdio. Para gravar esse DVD ao vivo, foi uma emoção tremenda. Quando eu vi aquele monte de gente… eu tinha vindo de um acidente eu não imaginava que as pessoas tinham um carinho tão grande assim por mim. O Circo Voador lotado, todo mundo cantando minhas músicas… foi um momento mágico pra mim, que estava pra baixo. Foi o que me deu aquela injeção de ânimo pra eu poder continuar, porque eu vi que muita gente gostava de mim e o DVD ficou maravilhoso!

E por que levantou tanto tempo pra sair o DVD?

Tivemos problemas com edição, liberação de músicas. Algumas mais antigas tinham sido editadas em editoras que não queriam liberar as músicas para sair no DVD. Aí, começou toda a nossa luta e eu agradeço muito à EMI. O DVD foi gravado em 2008. A gente deu a proposta para a EMI em 2009, mostramos o DVD e eles ficaram encantados com o trabalho e resolveram lançar. Só que tivemos problemas com as liberações. Mas em momento algum a EMI desistiu. Eu é que já achava que nem ia sair mais… Já ia completar três anos que gravamos e, com muito custo, conseguimos.

O povo tinha esse preconceito de falar que a EMI não era funkeira. Eu disse: “Gente, não se trata disso, estamos falando da minha carreira, do meu DVD, da minha vida. Vocês estão pensando em vocês e estão esquecendo de mim.” Eles começaram a refletir e acabaram liberando. Aí, depois de três anos, graças a Deus, o DVD saiu. As pessoas já estavam me perguntando: “Cadê o DVD?”.

Você já tinha algum disco lançado por gravadora multinacional?

Não, por uma multinacional não. Eu tive pela MIC, que é a gravadora do Marlboro, e pela Furacão 2000 Records, mas por uma multinacional é a primeira vez.

Você quase colocou uma barreira na história da banda. Agora que se apaixonou, vai carregá-la com você?

Agora eu não consigo mais largar minha banda (risos).

Você toca algum instrumento?

Não, eu só arranho um pouquinho de violão. Eu tenho que aprender a tocar!

E a turma do funk aceitou essa história da banda?

Na verdade, meu medo era esse. Só que aconteceu o contrário: as pessoas aderiram bem isso porque a gente não tirou a essência do funk, a gente só musicalizou o funk. A gente não tirou a batida do tambor nem aquela coisa do “funkão”, não. A galera achou muito legal e, hoje em dia, faço show com a banda mesmo se tiver que reduzi-la. Nesses casos, baixo e violão estão sempre comigo, pra poder dar uma musicalidade na parada. Eu me amarro. Se todo mundo fizesse isso, ia ser muito bom pro funk. Hoje em dia, o Sapão faz a mesma coisa e o Léozinho, também. As pessoas estão tentando fazer com que o funk tenha uma imagem melhor porque a galera vê o funk como fim de festa, todo mundo já doidão. Mas a gente tem que ver também que o funk tem música, tem uma letra e que é legal de se curtir, não é só vulgaridade e baixaria.

E as participações?

As participações foram uma benção. Sandra de Sá foi minha adolescência todinha… Eu cresci ouvindo Sandra de Sá. Foi um sonho realizado gravar “Tem Que Acreditar” com ela! Flávia Santana cantando comigo em “Quer Casar Comigo, Amor?” também foi um presente maravilhoso, porque eu já era fã quando ela cantava com o Belo e, quando surgiu o convite, ela aceitou. Mirian Martin também veio gravar comigo “Olha Pra Mim”. E o restante são meus amigos, sem palavras… Sapão é fora de sério, cantou “Hino Funkeiro” comigo. Ele chega num lugar e ilumina o ambiente, faz todo mundo rir. Mc Bob Rum, cantamos juntos em “Zona Oeste 2”, é parceria que já faz mais de dez anos. E foi só felicidade poder gravar com a minha filha o clipe “Pra Ver Se Cola”. Eu paro e penso: “Eu poderia ter morrido naquele acidente, mas Deus me deu outra oportunidade de estar vivo e de poder compartilhar com minha filha uma música, de ver ela crescendo, de ver meus filhos participando do clipe. Só tenho a agradecer a Deus”.

Você já era evangélico antes do acidente?

Sempre fui evangélico, mas eu era um evangélico que acreditava em Deus, mas não ia muito a igreja. Minha mãe sempre foi evangélica, sempre falou de Deus para mim e sobre o caminho que eu deveria seguir. E tem pessoas que são fanáticas, mas eu não prego a religião, eu prego Jesus Cristo. Deus que me tirou daquele acidente.

Você pretende lançar um CD Gospel e deixar o funk?

No momento eu não pretendo fazer isso. No dia em que eu for gravar um CD Gospel, tenho que largar o funk e me dedicar somente à musica gospel, porque as duas coisas acabam confundindo a cabeça das pessoas. Podem falar: “Esse cara aí canta gospel ou música secular?”. Esse clipe que eu fiz de “Deus É Fiel” é um agradecimento a Deus, pode ver que a letra fala das coisas que eu vivi. Eu mentia, eu ficava bêbado, fazia coisas terríveis e hoje não faço mais isso. Eu falo que Deus me mudou. Então, aquilo foi mais que um agradecimento. Mas o pensamento de gravar um CD gospel, no momento, não tenho. Eu deixo Deus trabalhar. Se for da vontade dele eu gravar um CD gospel, pode ter certeza de que vou gravar. Mas aí não vou mais estar cantando musica secular.

Mas será que não dá para misturar e fazer um som gospel?

Você pode até fazer um funk gospel, mas eu não posso estar no mundo secular. As duas coisas não batem. Música secular é música do povão que não fala do evangelho.

Mas essa questão não está mais na letra? O ritmo não pode ser qualquer um?

O ritmo pode ser qualquer um, o problema é a postura que você vai ter. Eu posso até fazer um funk Gospel, mas não posso fazer um show metade funk gospel e metade dedicado a músicas como “Glamurosa”.

As pessoas já sugeriram que parasse de cantar funk?

Muita gente fala, mas minha parada não é com homem, é com Deus. A hora em que Deus me mostrar que tenho que parar, eu vou parar. Não vou parar por pressão de um ou de outro. Vou continuar indo para a Igreja, porque não tô indo lá para buscar o homem. Vou para buscar Deus.

O que você tem escutado ultimamente?

Tenho escutado muita música gospel. Aline Barros, Fernanda Brum… Quando não é isso, escuto Roberto Carlos, Beyoncé… Sou um cara que escuta de tudo. Sou bem eclético.

‘Casinha Branca’ é uma música muito antiga. Por que escolheu essa para regravar em seu DVD?

Foi uma música que marcou minha vida na época em que eu era criança. Coisas do passado… Quando a gravei, fiquei muito feliz porque foi mais um sonho realizado. Tem axé também. Tem “Dinagô”, da Banda Mel. Ficou muito maneiro também!

Quando entrou a fase do funk erotizado, você achou que perdeu espaço? O que fez para reverter essa situação?

Olha, eu passei um bocado… Meu empresário disse: “Tá difícil de fazer show. Se você não fizer alguma parada, vai ficar difícil.” Eu falei: “Nada pessoal, nada contra, cada um com seu cada um. Cada um cante como quiser e responda pelos seus atos. Mas, se for para eu cantar essas paradas, prefiro parar.” Não sei cantar isso. Não tem a ver com minha índole, minha essência. Começamos a bater de frente e ele saiu fora. Aí eu falei: “O que eu vou fazer da minha vida agora?”

E o que você fez?

Sozinho, fui a estúdios pedir para os DJs tocarem “Glamurosa”. Ninguém queria tocar. Fiz um CD independente e comecei a distribuir fora do Rio de Janeiro. Conheci o Elton Madureira, que virou meu empresário, e ele falou: “Vamos expandir essa parada.” Comecei a receber convite e a viajar fazendo show. A galera daqui ia tocar fora do Rio, via que o pessoal pedia “Favela” e “Glamurosa”, e aí começaram a abrir os olhos pra isso. Os DJs hoje em dia me respeitam porque consegui sobreviver sem eles. Nenhum pode dizer que foi por causa dele que voltei às paradas. Logo depois, Furacão 2000 lançou “Marcinho 10 anos” no ano de 2000 e foi um sucesso. A partir daí a elite me abraçou tremendamente.

A Furacão tem seus artistas, Marlboro tem os dele… Você nunca ficou atrelado a um grupo?

Não, nunca fiquei preso a ninguém. Sempre achei que você tem que fazer aquilo que gosta, tem que estar bem no ambiente em que trabalha. Por isso nunca quis ter uma dupla. Se errar ou se eu acertar, fui eu que fiz isso e não tenho que culpar ninguém. Não tenho vínculo com ninguém nem inimizade com ninguém. Se a Furacão me ligar, eu vou. Se o Marlboro me ligar, eu vou também.

Sonic Youth lança compilação que comemora 30 anos de carreira da banda

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

“Hits Are For Squares” é uma compilação de músicas que a banda nova-iorquina Sonic Youth produziu durante seus 30 anos de carreira. As faixas foram selecionadas por diversos nomes, entre eles Radiohead, Eddie Vedder e The Flaming Lips. O álbum possui 16 faixas, sendo que apenas uma é inédita: “Slow Revolution”. “Sugar Kane”, “Kool Thing”, “100%”, entre outras, estão no repertório.

O Sonic Youth, que vai tocar no Brasil este mês, durante o festival SWU, a ser realizado em Paulínia (SP) de 12 a 14 de novembro, também lançou recentemente um documentário em DVD. Intitulado “1991: Year Punk Broke”, o vídeo só podia ser encontrado em VHS. O novo material contém imagens de shows da turnê do grupo em festivais europeus, com o Nirvana como banda de abertura. O filme traz ainda Dinosaur Jr., Courtney Love, Ramones e Babes in Toyland.

Mc Fox$$ e Mc Mãe lançam CD sem papas na língua

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Totalmente sem papas na língua, com muita originalidade e letras polêmicas, os queridinhos das “cocotas” Mc Fox$$ e Mc Mãe lançam o CD “Strondando a Porra Toda” pela Universal. O álbum contém cinco faixas regravadas com batidas diferentes e oito inéditas. Em entrevista ao jornal O Globo, Mc Mãe diz que o Brasil ainda tem tabus com palavrões, sexo e drogas e que não gosta dessa postura puritana e hipócrita no país do carnaval e da bunda de fora. “Criticamos a indústria e quem consome essa porcaria, desde a empregada à patroa. O fato de o Chico Buarque ser um ótimo músico não quer dizer que uma foto dele saindo do mar com uma mulher tenha alguma relevância”,  declarou Fox. Sobre esse trabalho, vale a pena conhecer e dar boas risadas com esses caras que já carregam uma legião de fieis fãs aos seus shows.

Zen, Jorge Vercillo lança disco de forma independente e faz show no Rio

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cada vez mais zen, Jorge Vercillo sobe ao palco do Citibank Hall neste sábado (29/10) para o lançamento de seu novo disco, “Como Diria Blavatsky”. O músico faz um intervalo das aulas de yoga e de projeção astral e leva para o público sucessos e canções novas, como “Memória do Prazer”, parceria com a mulher, Gabriela Vercillo, que está no CD e na trilha sonora da novela “Fina Estampa”. Jorge está em uma nova fase e ele fala sobre isso, sobre seu disco independente, crítica, família e astral ao GarotaFM. Confira a entrevista:

GarotaFM: Você já havia lançado um disco independente antes de “Como Diria Blavatsky”. Hoje, qual seu ponto de vista sobre o mercado fonográfico?

Jorge Vercillo: Eu lancei “Leve” em 1999 de forma independente. Eu diria que eu tenho mais estrutura hoje com o “Blavatsky” do que quando lancei “DNA”, pela Sony. Eu saí da Sony e da EMI para ser um artista maior, não menor. É um momento completamente diferente daquele em que eu estava começando, tocando na noite, lançando um disco independente como o “Leve”. Para fazer esse disco agora, preferi sair da Sony porque comecei a perceber que eu tinha como ser um artista maior e investir mais na estrutura do meu trabalho sozinho ou com um parceiro do que numa grande gravadora, que tem muitos produtos pra cuidar.

GFM: Ter uma carreira consolidada e ser conhecido influenciou nessa decisão?

JV: Sim. Hoje eu tenho um estúdio, onde eu posso gravar meus discos, tenho como montar uma estrutura de divulgação que trabalhe melhor para mim do que trabalhariam numa gravadora grande, que tem muitos produtos. Mas mesmo assim eu sou muito grato a Sony pelo trabalho que foi feito no “DNA” e sou muito grato também a EMI, que foi uma casa onde  fiquei mais de dez anos. Foi muito importante pra minha carreira.

GFM: Qual foi sua inspiração e motivação para as canções desse novo trabalho?

JV: Esse é um disco temático, que fala de humanidade, evolução e consciência. Mas, ao mesmo tempo, é um disco que, no repertório, tem umas músicas mais densas e, em outros momentos, tem outras mais suaves paras as pessoas relaxarem e curtirem. Eu acho que esse disco tá refletindo a minha verdade mesmo na totalidade. Eu busco a totalidade na minha vida e na minha carreira, que é sempre estar lançando músicas de MPB, e lançando também um repertório mais pop que tem a ver com a minha verdade também. Essas duas vertentes estão presentes no meu disco também.

GFM: Como está sendo a resposta do público em relação ao novo CD?

JV: Eu estou muito contente porque fico vendo no Twitter e no Facebok as pessoas falando de cada faixa e se surpreendendo e se emocionando… Sinto que esse disco vai ser um disco mais importante na vida das pessoas, mais importante até que o “DNA”.

GFM: Para você, qual é a grande diferença dos trabalhos anteriores?

JV: Eu acho que a diferença mais marcante é o fato do disco ter três sambas e três músicas com influência do rock. Acho que é uma novidade isso na minha discografia. O resto do disco  caminha numa normalidade que as pessoas já conhecem de estilos meus.

GFM: Você já foi alvo de muitas críticas? Isso te incomoda?

JV: Não, porque na verdade nós vivemos num mundo relativo, então, não tem como a pessoa afirmar uma coisa sobre arte até porque a arte é algo abstrato. Não tem, por exemplo, como a pessoa afirmar que “Blavatsky” é “o melhor” ou “o pior” disco do Vercillo. Isso não vai refletir em nada. O que vai refletir é o inconsciente coletivo onde as pessoas vão ouvir, vão gostar, vão se identificar e outras não. E é isso que decide o jogo. E eu sinto que tem uma parte da crítica que espera algo de mim, não sei por quê. Eles esperam que eu faça um disco todo de samba ou de uma forma mais antiga, mas isso não é o meu gosto. O que eles esperam de mim, eu acho chato. Tem trabalhos que a crítica elogia que eu acho chatos; de outros, eu gosto. Mas meus parâmetros são muitos diferentes dos da crítica. E eu acho que a critica tem um parâmetro muito diferente da realidade, do que acontece em rádio, do que as pessoas estão a fim de ouvir, do que estão curtindo, do que é denso e do que não é.

GFM: Como você se posiciona?

JV: Estou ligado em outra esfera, em outra dimensão, atualmente, para ficar preocupado com isso. Eu tô fazendo yoga, curso de projeção astral, estudando filosofia… Minha realidade está muito distante disso. Não querendo subestimar ninguém, não, mas, na verdade, nenhum elogio que já tenha recebido me ajudou tanto e nenhuma crítica negativa por parte da crítica me atrapalhou.

GFM: O que a imprensa nunca te pergunta que você sempre quis falar?

JV: Eu acho que a imprensa nunca mergulhou profundamente no meu trabalho, no contexto das letras. Eu acho que é essa questão da totalidade, “Por que você, Jorge, busca essa totalidade?”; “Por que você grava uma balada rock, um samba, uma música mais hermética como ‘Blavatsky’ e, ao mesmo tempo, grava uma música pop como ‘Me leve a sério’?”. Esse é o tipo de questionamento que nunca fizeram e que eu estou sempre evidenciando e poucos percebem isso. Na verdade, acho que não são poucos não… o público percebe isso, o público tem mais tempo pra ouvir o disco, para perceber…

GFM: Carreira e família, como você concilia?

JV: Ultimamente tenho ficado bastante com a minha família. Agora em outubro fiz aniversário e viajei com eles durante uma semana pelo Caribe. Antes, fui com minha mulher para Amsterdã, onde cantei para a Família Real na abertura de um evento que homenageia o Brasil. Eles entraram em contato e fizeram o convite para eu abrir o festival e cantar para princesa da Holanda. Foi um evento daqueles em que eles querem se aproximar comercialmente do Brasil e foi muito bacana. Desfilei num carro alegórico.

GFM: O que você tem escutado ultimamente?

JV: Chico Buarque. O disco novo do Chico pra mim é um primor. Acho que não tem uma música ruim no disco. É impressionante!

GFM: Se não fosse a música, o que você faria?

JV: Não sei. Eu queria ser jogador de futebol. Mas, ainda bem que a música me levou porque eu era um jogador mediano. Acho que eu faria algo relacionado à criatividade, acho que o ser humano está aqui na terceira dimensão para usar a criatividade dele, para inventar um mundo novo a cada momento e é isso que eu tento fazer através da minha musica, inspirar as pessoas a novas ideias.

GFM: Como você vê Jorge Vercillo no futuro?

JV: Eu me vejo fazendo muitos discos, compondo muitas músicas, conseguindo fazer projeção astral… Acho que “Como diria Blavatsky” é um disco através do qual tento melhorar como pessoa. Talvez por causa disso o meu envolvimento com teosofia, com budismo, com ufologia. Eu acho que a gente precisa ser melhor, a gente precisa melhorar caráter, conteúdo, sintonia consigo mesmo. Estou numa fase em que quero melhorar como pessoa e esse disco reflete isso. E você me pergunta do futuro e eu vejo o Jorge Vercillo melhor como pessoa. Me vejo podendo ganhar mais dinheiro e podendo ajudar mais pessoas com meu trabalho, fazendo shows beneficentes mas sem populismo. Até porque tem milhares de pessoas que ajudam muito mais do que a gente através do suor, do próprio braço. E eu espero que a vida me dê cada vez mais oportunidade pra eu poder ajudar os outros. Seja através de um show, de uma música minha ou do suor do meu trabalho ou através de uma ação ambiental, eu me vejo cada vez mais ligado a isso.

Jorge Vercillo: Sábado (29/10), às 22h, no Citibank Hall (Av. Ayrton Senna, 3.000, Shopping Via Parque, Barra da Tijuca – Tel: 4003-6464). R$ 60 a R$ 130