Arquivo da Categoria ‘Coberturas especiais’

Rock in Rio: Noite dos ‘de preto’ teve arremessos da plateia e vibração pelo Metallica. Leia depoimentos dos ‘amigos do metal’

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Rock in Rio finalmente teve seu momento “arremesso no artista”. Foram copos de plástico o que os metaleiros ávidos por Metallica jogaram no palco quando a Gloria estava lá. Também rolaram vaias. A banda de São Paulo sofreu com a hostilidade na recepção e durante todo seu show.

Na sequência, o Motörhead recuperou a confiança da plateia e abriu a porteira para o Slipknot passar: durante seu show “eletrizante” (como diriam se fosse na edição de 1985), o baterista da banda tocou na vertical, com seu instrumento preso a uma plataforma que a deixou de pé. O Metallica fez um show memorável, segundo os fãs.

Veja depoimentos de parceiros do meio musical:

“Esse é o verdadeiro dia do Rock. O resto é perfumaria!” (Luiz Garcia, Head of EMI Marketing)

“Não sou metaleiro, acho Slipknot chato, mas Metallica genial. Gosto mais do rock alegre, daçante e cantarolável do Red Hot, por exemplo. O mais legal hoje foi ver uma garrafa d’água passar perto da orelha do Andreas Kisser, quando ele foi pedir paciência aos rapazes de preto na plateia por causa do atraso no show do Sepultura: seria a primeira vez que um metaleiro levaria uma garrafada no Rock In Rio!” (Leandro Souto Maior, repórter do jornal O Dia)

“Ou eu sou muito gata ou esses caras do metal tão muito a perigo.” (Roberta Pennafort, repórter do jornal O Estado de S. Paulo)

“Se vale um depoimento sobre não ir à noite de hoje, lá vai: Me dei folga do Rock in Rio neste domingo. Metal é religião. Como não partilho deste credo, preferi ficar longe da Cidade do Rock, templo temporário da turma que bate cabeça.” (Mauro Ferreira, crítico musical e editor do blog Notas Musicais)

“Acho que foi o dia mais honesto e com line up mais coerente do Rock in Rio. O mais emocionante também, mas isso se deve aos fãs fiéis ao movimento.” (Michele Miranda, repórter do site do jornal O Globo)

Fotos: Divulgação / Image.net

Metaleiros chegam na Cidade do Rock sábado para os shows de domingo

domingo, 25 de setembro de 2011

Antes das 20h de sábado, já havia homens de preto formando fila na porta da Cidade do Rock para garantir um bom lugar no terceiro dia do Rock in Rio, domingo (25/09). Na medida em que os fãs do Red Hot Chili Peppers iam saindo, os do Metallica iam se acumulando no local. Dormir, para quê? Comer, só o que trouxeram na mochila ou as ofertas de ambulantes. Eles são metaleiros e, como declarou um dos jovens da fila, “os metaleiros aguentam porque são fortes, não são que nem aqueles roqueiros fracos, não”.

Com Mike Patton e Red Hot Chili Peppers, o rock começa a mostrar sua cara no segundo (e molhado) dia de Rock in Rio

domingo, 25 de setembro de 2011

O Rock in Rio ameaçou sofrer novamente um drama como o de 1985, não fosse a grama sintética espalhada por toda Cidade do Rock. A chuva, que na primeira edição quase acabou com uma noite do festival ao fazer do chão um lamaçal, deixou algumas poças. Fãs do Red Hot Chili Peppers e do Capital Inicial, as duas bandas que mais agitaram a segunda noite do Rock in Rio, jogaram copos nos filhotes da lama oitentista, o que acabou servindo para chamar a atenção de quem vinha passando. Os mais desatentos molharam o pé. E teve namorado que, durante a briga, chutou a água para molhar a namorada. Comédias da vida nada privada…

Mas a chuva não apavorou. Os shows do palco Sunset foram vistos a seco. A água caiu logo depois a apresentação de Mike Patton de seu projeto “Mondo Cane”, que é uma coleção de sucessos da música pop italiana. No Rock in Rio, ele interpretou as canções acompanhado da incrível Orquestra de Heliópolis, de São Paulo. O vocalista do Faith No More só falou em italiano e incluiu rock também no seu set list. São Pedro fechou a torneira logo após o segundo show do palco Mundo, do Stone Sour (continue lendo para saber mais sobre essa programação).

Antes de Patton, passaram também pelo Sunset Marcelo Yuka, Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra, que fizeram o show com uma bandeira do MST pendurada na mesa de sintetizadores do ex-Rappa. Com um cocar de índia, Amora seguiu protestando, com ”Tribunal de rua”, “Baía de Guantânamo” e “Ninguém regula a América”. “Vai se foder, América, com sua bomba atômica”, gritou a cantora. Tulipa Ruiz e Nação Zumbi misturaram São Paulo com Pernambuco no show que fizeram no palco de Zé Ricardo. Milton Nascimento e Esperanza Spalding foram as estrelas da noite no palco dos encontros. O mineiro e a americana mostraram a sintonia que ela já vinha buscando desde que gravou “Ponta de Areia” em seu disco de 2008.

No palco Mundo, não houve polêmica. No máximo, uma baixa de energia durante o show do Snow Patrol. Os roqueiros da média guarda – lembrem-se que Red Hot tem 30 anos de carreira e estourou há exatos 20 anos!!! Foi em 1991, com o álbum “Blood Sugar Sex Magik” – não tiveram muito ânimo para o indie (ou melhor, brit) rock da banda britânica. Mas houve respeito. A turma se dividiu entre a grama sintética e as filas dos bares e restaurantes. Antes, o NXZero tocou em paz e a Stone Sour, banda de Corey Todd Taylor, vocalista do Slipknot, teve carinho de parte do público. O Capital Inicial surpreendeu com suas explosões de fogo no palco e com a adesão da grande maioria dos presentes. O Red Hot entrou em cena uma hora depois do previsto (coloquem na conta da produçã0), mas levou o público à loucura quando entoou hits como “Give it Away” e “Californication”. “Under the Bridge” embalou muitos beijos na boca e músicas mais novas (do recém-lançado disco “I’m With You”) fez os fãs ficarem mais olhos do que pulos. Anthony Kiedis (vocais), Flea (baixo), Chad Smith e Josh Klinghoffer (guitarra) pareciam meio influênciadospor ritmos latinos, talvez por causa da presença, na gig, do percussionista brasileiro Mauro Refosco.

Fotos: Divulgação / Image.net

‘Anacrônico’, de Pitty, é lançado em vinil no Rock in Rio

sábado, 24 de setembro de 2011

A Polysom está lançando o vinil de “Anacrônico”, álbum de Pitty de 2005, em sua loja no Rock in Rio (saiba mais). Lá, além de outros discos da roqueira, é fácil encontrar relançamentos como “África Brasil”, de Jorge Ben, “Estudando o Samba”, de Tom Zé, “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, e muito mais. O compacto do Agridoce, projeto paralelo de Pitty, também está à venda, assim como o vinil em edição limitada com desenho da logo do Rock in Rio e com a música tema da primeira edição, de 1985. A loja da Polysom fica situada em frente ao Palco Mundo e funciona das 14h às 2h, durante o festival.

Primeira noite do Rock in Rio foi de vaia, sensualidade, teste de organização e muito mais

sábado, 24 de setembro de 2011

O Rock in Rio começou nesta sexta-feira (23/09) com um elenco de atrações de risco. Muitos foram para ver Katy Perry e Rihanna. Outros muitos estavam de olho em Elton John, que já foge ao estilo das duas popstars. Se tinha lá algum fã de Claudia Leitte, segunda atração do palco Mundo, esse brigou para manter a musa baiana no salto. No auge do show de Claudinha, uma turma vaiou. Segundo Leo Dias em sua coluna, “Pronto, falei!”, no site do Yahoo!, ela reagiu mal: ”Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?” Já Katy Perry mostrou que música é o de menos e sensualidade é o que move o público em sua apresentação na estreia desta quarta edição do festival. A cantora que beijou uma garota e gostou chamou ao palco o “primeiro homem que tirar a camisa”. Julio, de Sorocaba, ganhou carinho no peito e um beijo quase na boca (assista ao vídeo no site do Multishow).

Elton John não chegou a ser atacado pelo fã que subiu ao palco e os Paralamas do Sucesso e Titãs, que receberam Milton Nascimento, Maria Gadú e a Orquestra Sinfônica Brasileira, não renderam muitos comentários. Rihanna impressionou fãs, mas não convenceu críticos, como Leonardo Lichote, do jornal O Globo (assista ao comentário). Mostrou o “popô”, cantou pacas, mas não trouxe nenhuma novidade, segundo o jornalista.

Quem esteve na Cidade do Rock neste primeiro dia do festival reclamou do arrastão de assaltos que rolou durante o evento. Teve jornalista que ficou sem credencial e muitos fãs, sem carteira e telefone celular. A programação terminou por volta das 4h, o que fez com que os não moradores da zona Oeste chegassem em casa perto das 6h. Falou-se bem da organização: o banheiro feminino tinha papel até altas horas da madrugada e, a não ser pelas filas, as lojas e restaurantes funcionaram bem. A Roda Gigante parou, por medida de segurança, devido à ventania que assolou o Rio de Janeiro inteiro, mas a Rock Street (rua inspirada em Nova Orleans) agradou às/aos fãs de rock e blues que foram carregadas pelos(as) namorados(as) para esse dia do festival. Com curadoria de Zé Ricardo, o palco Sunset é com certeza o que não pode deixar de ser visto. Quando alguém conseguirá, na mesma noite, assistir à seguinte programação: Móveis Coloniais de Acaju + Lettieres Leite & Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar; Ed Motta + Rui Veloso + Andreas Kisser; Bebel Gilberto + Sandra de Sá; The Asteroids Galaxxy Tour + The Gift ?

Fotos: Divulgação / Image.net

 

Gotan Project mistura eletrotango com música brasileira na MIMO 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os integrantes do Gotan Project gostam mesmo de música brasileira. Na tarde que antecedeu o show que fizeram na Mostra Internacional de Música em Olinda – MIMO 2011, um dos assuntos em pauta na coletiva de imprensa foi a força de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. De noite, no palco montado na Praça do Carmo, em Olinda, o grupo inseriu em seu som um trecho de “Samba de Uma Nota Só” e, para homenagear Pernambuco, um pedaço de “Morena Tropicana”, de Alceu Valença.

“A música brasileira deu a volta no mundo e foi adotada em todos os lugares. É como o rock, que foi adotado por outras culturas”, declarou o argentino Eduardo Makaroff, na entrevista.


O Gotan Project levou seu eletrotango à praça pública e contagiou o público com músicas de seu mais recente trabalho, “Tango 3.0″. Foi a primeira apresentação em Pernambuco de Eduardo, do francês Philippe Cohen Solal e do Suíco Chistoph Muller, que tocaram acompanhados de uma violinista, uma cantora, um pianista e um acordeonista. Do blues à cumbia, o grupo misturou todos os estilos, inclusive os brasileiros. O telão foi um show à parte.

Confira a programação da MIMO em Olinda, Recife e João Pessoa

Fotos: Divulgação / Beto Figueiroa

 

Ballaké Sissoko, do Mali, e o francês Vincent Segal levam kora e violoncelo à MIMO 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O show de abertura da Mostra Internacional de Música em Olinda – MIMO 2011, nesta quarta-feira (07/09), surpreendeu a todos que enfrentaram a fila para pegar senha e reservaram seu lugar na Igreja da Sé, em Olinda (PE). Também prendeu a atenção dos passantes que depararam-se com um telão exibindo o mesmo espetáculo para quem ficou do lado de fora. O maliano Ballaké Sissoko e o francês Vincent Segal mostraram músicas do álbum “Chamber Music”. Ballaké apresentou ao público o kora, um instrumento típico da República do Mali que é formado por uma cabaça, um braço de madeira, 21 cordas e argolas de couro exercendo a função de afinador. Vincent acompanhou o parceiro no violoncelo, mostrando uma forma diferente de tocá-lo.

“Meu cello é como se fosse a minha câmera. Gosto de ver alguém tocar para  imitar o som e o gestual. Se vejo uma zabumba, uma guitarra ou uma cuíca, faço isso. Tento fazer também como Ballaké. E é interessante porque ele faz a mesma coisa. Ele não toca a kora tradicional. Para mim, o bom músico é o que transforma o instrumento”, comentou Vincent, durante a coletiva de imprensa realizada em um hotel de Olinda nesta quinta-feira (08/09).

Ballaké aprendeu a tocar vendo os movimentos de seu pai, Djelimady Sissoko, um dos maiores nomes do kora em Mali. Mas engana-se quem pensa que foi natural genitor ensinar ao filho. Enquanto seu irmão estudava engenharia elétrica, Ballaké esperava o momento de solidão para pegar no instrumento.

“Na África, não é como na Europa, que crescemos com aula de música. Talvez no Brasil também seja assim: você tem que aprender por você mesmo. O pai de Ballaké não o obrigou nem mostrou como tocar. Ele começou aos 13 anos e acabou se tornando o músico oficial da família”, contou Vincent.

A mãe de Ballaké também sabia tocar kora, mas, no Mali, o instrumento é coisa de homem. No país onde a maioria da população é muçulmana, a função da mulher é, no máximo, cantar. Ballaké também é adepto do Islã, mas não segue todas as tradições.

“A tradição é algo muito forte, mas Ballaké às vezes desvia dela. Não é comum tocar kora com as unhas compridas, mas ele sempre está com elas grandes”, disse Vincent.

 

No show, o duo apresentou “Oscarine”, “Houdesti” e “Halinkata Djoubé”, entre outras. No bis, convidou para uma palhinha o percussionista Naná Vasconcellos, com quem Vincent já tocou no passado. No segundo retorno ao altar da igreja, a dupla homenageou Luiz Gonzaga interpretando “Asa Branca”.

“Eu vejo muita coisa da música africana no baião. Não gosto quando alguém diz que o Brasil tem só um estilo. Para mim, Luiz Gonzaga é como Vivaldi. Gosto muito também do Trio Nordestino, Novos Baianos, Geraldo Azevedo e Duo Assad”, declarou Vincent.

Ballaké Sissoko e Vincent Segal tocam juntos há quase dez anos. O disco “Chamber Music” está à venda na França, nos Estados Unidos, em Mali e em sites como o Amazon. O toque da dupla poderá ser sentido no próximo disco de Roberta Sá, com quem gravou dias antes do show na MIMO. E, para quem ainda quiser correr, o maliano e o francês tocam nesta sexta (09/09), na Igreja de São Francisco, em Jão Pessoa (PB).

Fotos: Divulgação / Beto Figueiroa

Mostra Internacional de Música em Olinda chega à oitava edição e se firma como um dos mais expressivos eventos do gênero no país

sábado, 3 de setembro de 2011

Gotan Project e Philip Glass estão entre as atrações internacionaisNomes como Egberto Gismonti, Guinga e Arrigo Barnabé também marcarão presença

Um dos mais expressivos eventos no Brasil que trabalha de forma abrangente com o limite entre o popular e o erudito e sem a cobrança de ingressos, a MIMO – Mostra Internacional de Música em Olinda chega à sua oitava edição entre os dias 5 e 11 de setembro de 2011. O festival é idealizado por Lu Araújo, que divide com André Oliveira a direção artística. A produção é da Lume Arte Projetos Culturais e patrocínio do Ministério da Cultura, BNDES, Empetur, Chesf, Funarte e Prefeituras de Recife e de Olinda. O cenário não poderia ser mais aconchegante e paradisíaco, a acolhedora cidade de Olinda, que incrementa ainda mais o seu potencial turístico com o evento que recebe pessoas de todo o mundo dispostas a assistir verdadeiros concertos nas igrejas históricas.

A MIMO reúne cerca de 50 atrações, com nomes nacionais e internacionais. Artistas, como o grupo Gotan Project e Philip Glass vão iniciar a turnê sul-americana pela Mostra. Além das apresentações em espaços como a Igreja da Sé, Seminário de Olinda e Igreja do Monte, entre outros patrimônios, a MIMO ainda oferece workshops com artistas renomados e de forma democrática: o acesso é gratuito. A cidade de Olinda vai abrigar a maior parte das atrações, que se estendem por igrejas centenárias de Recife e João Pessoa.

Os números impressionam: participam nessa oitava edição cinco orquestras sinfônicas. A MIMO multiplica o seu público a cada ano. A primeira edição teve a participação de cerca de 12 mil pessoas enquanto a última reuniu mais de 100 mil. Segundo a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Olinda, a MIMO faz com que o faturamento na cidade durante os sete dias de evento chegue a R$ 6 milhões. Nos centros urbanos da região Nordeste e, em especial em Pernambuco, a economia atravessa um novo ciclo de expansão. Foi o estado com maior crescimento econômico, com taxa acumulada de 9,4% no ano passado, em análise apresentada pelos economistas da Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento).

As igrejas tornam-se o cenário de uma oportunidade ímpar para assistir a performance de nomes como os internacionais Alex Tassel, Orquestra de Câmera de Toulouse e Daniel Gortler. Guinga, Arrigo Barnabé e Egberto Gismonti, entre muitas outras atrações também marcarão presença nessa oitava edição. Não podemos deixar de destacar a riqueza gastronômica de Olinda com seus charmosos restaurantes, como Trattoria Don Francesco, Maison do Bonfim e Oficina do Sabor que encantam a todos, somando mais alguns motivos para tornar esse evento inesquecível. O Grupo Gotan Project será o grande destaque do Palco do Carmo, que junta uma multidão para conferir o show ao ar livre. (Programação de shows completa mais abaixo).

Etapa Educativa: Cursos Gratuitos, como o de regência com o Maestro Isaac Karabtchevsky, incrementam ainda mais a Mostra

Uma semana inteira, de 5 a 11 de setembro, será dedicada à Etapa Educativa, que ocorre entre as cidades de Olinda, Recife e João Pessoa nas seguintes categorias: oficina de formação de orquestra, curso de regência, master classes, workshops e projeto MIMO para Iniciantes, este último nas escolas da rede pública. A inscrição para a participação dessa primeira etapa é feita pela internet e é uma chance dos interessados em música terem aulas ministradas por nomes como Isaac Karabtchevsky e outras atrações do evento. Philip Glass, Hamilton de Holanda, Marcos Suzano e Arrigo Barnabé são mais alguns músicos que vão enriquecer a bagagem cultural dos participantes da mostra.

“A Etapa Educativa é um dos momentos mais gratificantes da MIMO, onde grandes músicos podem compartilhar suas técnicas,  ideias e reflexões sobre a música e todo o ambiente que a circunda. Nosso interesse é contribuir para além do desenvolvimento técnico, buscando a formação plena do cidadão, da sua sensibilidade e criatividade por meio do contato com a linguagem artístico-musical”, diz Lu Araújo, idealizadora da Mimo.

Festival MIMO de Cinema – Atrações como “Canções do Exílio: a Labareda que Lambeu Tudo” serão exibidos gratuitamente em telões espalhados pela cidade

Paralelo aos shows e concertos, acontece o Festival MIMO de Cinema, com direção de Lu Araujo e da cineasta Rejane Zilles. Com uma seleção de 15 filmes com referências musicais, o Festival acontece entre 6 e 11 de setembro, também em Olinda. A programação é definida pela recente safra nacional e apresenta filmes inéditos em Pernambuco. Os filmes são projetados em telas de grandes dimensões ao ar livre, nos pátios das igrejas da Sé e Seminário de Olinda, com estrutura para acomodar confortavelmente a platéia. A expectativa é que tenham um público de aproximadamente 20 mil pessoas (Programação completa mais abaixo).

Confira a programação da MIMO em Olinda, Recife e João Pessoa

(Da assessoria de imprensa)

Prêmio da Música Brasileira surpreende pelos shows em homenagem a Noel Rosa

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Roberta Sá, a grande vencedora da noite

Realizado quarta-feira (06/07) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira surpreendeu pelo bom gosto na escolha de artistas para os shows que celebraram o centenário de Noel Rosa. Paulinho da Viola abriu os trabalhos fazendo um belíssimo dueto com sua filha, Beatriz Faria. Próxima revelação do samba, a jovem cantora acompanhou o pai em “De babado” e “Feitiço da Vila”. Dori e Nana Caymmi interpretaram “Três apitos” e “Último desejo” e Yamandu Costa e Hamilton Holanda tocaram “Coisas nossas”. Zizi Possi entrou sozinha para cantar “Pela décima vez” e Wilson das Neves e Tantinho da Mangueira interpretaram juntos “Conversa de botequim” e “Com que roupa”. Zélia Duncan e Lenine encontraram no palco expoentes da nova geração: ela cantou “Quando o samba acabou” e “O X do problema” com Tulipa Ruiz e ele foi de “Pierrot apaixonado” e “O orvalho vem caindo” com Luísa Maita. O gran finale foi promovido por Marisa Monte, que com sua banda levou “Feitio de oração” ao palco.

Paulinho da Viola e Beatriz Faria

O Prêmio da Música Brasileira, que tem a tradição de agraciar muitas vezes os mesmos nomes, desta vez se superou ao dar espaço ao “novo”. Apresentando Luísa Maita como cantora Revelação e abrindo o palco para Tulipa Ruiz, o prêmio teve Roberta Sá como grande estrela da noite: a cantora saiu do Municipal com dois troféus, o de melhor cantora de MPB e o de melhor álbum do segmento, com “Quando o canto é reza”, que gravou com o Trio Madeira Brasil.

Marisa Monte: uma estrela canta Noel Rosa

Elba Ramalho exuberante

Alcione, Zeca Pagodinho, Zezé di Camargo & Luciano e Elba Ramalho repetiram levaram mais uma vez os prêmios de melhor cantora de samba, melhor cantor de samba e melhor dupla da categoria canção popular, melhor cantora regional, respectivamente.

Estranho é ainda estarem juntas as categorias pop, rock, reggae, hip hop e funk. E quem disse que Vanessa da Mata se encaixa nela(s), se, além de todos esses estilos, ela ainda absorve a MPB e o samba em sua música? Lulu Santos ganhou o troféu de melhor cantor nesta categoria.

Os instrumentais Hamilton e Yamandu

Deborah Bloch e Regina Casé podiam ter se saído melhor como apresentadoras se não tivessem forçado tanto a barra nas piadas. Regina escorregou na leitura do teleprompter, mas deu show de bagagem sobre Noel Rosa. Deborah mostrou que não sabe nada sobre o poeta, mas soube segurar bem os textos do roteiro. Muito interessante foi relembrar a história de Noel e aprender mais curiosidades sobre o poeta nascido em 1910 e morto em 1937.

Zélia Duncan e Tulipa Ruiz representando duas gerações

Conheça os vencedores

ARRANJADOR
Cristóvão Bastos

MELHOR CANÇÃO
Dolores e Suas Desilusões, de Monarco e Mauro Diniz

PROJETO VISUAL
Gringo Cardia

REVELAÇÃO
Luísa Maita

CANÇÃO POPULAR

MELHOR ÁLBUM
Cine Tropical  (Criolina )

MELHOR DUPLA
Zezé Di Camargo e Luciano

MELHOR GRUPO
Roupa Nova

MELHOR CANTOR
Reginaldo Rossi

MELHOR CANTORA
Sandra de Sá

INSTRUMENTAL

MELHOR ÁLBUM
Gismonti Pascoal (Hamilton
de Holanda e André Mehmari)

MELHOR SOLISTA
Hamilton de Holanda

MELHOR GRUPO
Trio de Câmara Brasileiro

MPB

MELHOR ÁLBUM
Quando o Canto é Reza / Roberta Sá & Trio Madeira Brasil

MELHOR GRUPO
Os Cariocas

MELHOR CANTOR
Emílio Santiago

MELHOR CANTORA
Roberta Sá

POP/ ROCK / REGGAE / HIPHOP / FUNK

MELHOR ÁLBUM
Música de Brinquedo( Pato Fu )

MELHOR GRUPO
Pedro Luís e a Parede

MELHOR CANTOR
Lulu Santos

MELHOR CANTORA
Vanessa da Mata

REGIONAL

MELHOR ÁLBUM
Capoeira de Besouro (Paulo César Pinheiro)

MELHOR DUPLA
Renato Teixeira & Sérgio Reis

MELHOR GRUPO
Quinteto Violado

MELHOR CANTOR
Vitor Ramil

MELHOR CANTORA
Elba Ramalho

SAMBA

MELHOR ÁLBUM
Pra gente fazer mais um samba (Wilson das Neves)

MELHOR GRUPO
Gafieira São Paulo

MELHOR CANTOR
Zeca Pagodinho

MELHOR CANTORA
Alcione

ESPECIAIS

DVD
Arnaldo Antunes / Ao Vivo
Lá Em Casa ( Andrucha Waddington)

ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA
Alma Mía  (Leny Andrade)

ÁLBUM ERUDITO
Chopin The Nocturnes (Nelson Freire)

ÁLBUM INFANTIL
Quando Eu Crescer ( Éramos Três )

ÁLBUM PROJETO ESPECIAL
Adoniran 100 anos

ÁLBUM ELETRÔNICO
Calavera (Guizado)

Fotos de Marco Amarelo

‘Promoção ainda é o maior problema do mercado independente’, diz criador da Melody Box

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O evento produzido pela Melody Box (conheça) no Circo Voador mostrou que a música brasileira tem sim novos talentos. O que falta é o público prestar atenção ou se conectar mais e, dessa forma, ficar mais antenado ao que rola na rede. Impressionante, por exemplo, a banda baiana Maglore ter ganhado coro em TODAS as músicas que apresentou no MB Ao Vivo, realizado nesta quinta-feira (19/05), na casa de shows da Lapa. Legal também foi ver João Brasil, diretamente de Londres, trazendo seu som para discotecar na festa, e o Brasov colocando a turma pra dançar. Damm, O Quarto Azul, Drops 96… teve muito mais.

Aqui, veja algumas fotos do evento e, mais abaixo, leia entrevista com Fernando Jardim, um dos criadores da Melody Box.


GarotaFM: Como surgiu a ideia da Melody Box e o que vocês precisaram fazer para colocá-la no ar?

Fernando Jardim: Decidimos montar uma produtora. Porém o grande desafio na época era quais artistas iríamos contratar e qual seria a estratégia para promovê-los. As novas tecnologias trouxeram liberdade para os artistas com relação à gravação e distribuição, mas a promoção ainda é o maior problema do mercado independente. Como promover o artista de forma acessível e principalmente constante? A inteligência por trás da MB busca justamente resolver esse problema. Os usuários do site nos apontam quem são os artistas que eles mais gostam e nós motivamos eles através dos prêmios a nos ajudarem na promoção. De forma bem básica, montamos com as ferramentas da internet um boca a boca acelerado. O maior desafio é fazer as pessoas comprarem a ideia e aderirem a rede. Precisamos concentrar em um único lugar a nova geração de músicos brasileiros, para que os interessados em boa música saibam onde achá-los. A internet é muito grande, está tudo muito perdido por aí. Só assim o projeto passa a fazer sentido. Quanto mais gente aderir, maior será a força que a rede vai ter, principalmente no mundo off line.

GFM: Qual é a formação de vocês, os sócios? Me fale um pouco sobre cada um?

FJ: Joana Carneiro se formou pela Goldsmiths College em Mídia e Comunicação e fez mestrado na London College of Communication em Marketing. Eu, Fernando Jardim, sou empresário da área de telecomunicações. Apesar de nunca ter trabalhado de forma direta com música, trago uma experiência de muitos anos como administrador de empresas. Além disso, fui músico na adolescência, conheço muitos músicos, e, através deles, vinha acompanhando há muito tempo os processos de mudanças no mercado da música, imaginando junto com eles qual poderia ser um novo modelo viável.

GFM: Como vocês se descobriram parceiros nessa empreitada?

FJ: Amigos em comum nos apresentaram. Trocamos ideias e vimos que tínhamos pensamentos muito parecidos a respeito de para onde o mercado deveria seguir.

GFM: Qual foi a maior inspiração para a criação deste projeto?

FJ: Pesquisamos diversos sites e novos modelos de negócio estrangeiros. Não teve um específico que nos serviu de inspiração, até porque o que funciona lá fora não necessariamente funciona aqui. A MB é na verdade um pedaço de cada um deles em um formato adaptado ao mercado nacional.

GFM: Há quanto tempo o site está no ar? Qual era a sua expectativa antes e o que pode dizer do retorno agora?

FJ: Estamos em fase de teste para convidados desde julho de 2010. Mas apenas em março desse ano abrimos para acesso de qualquer pessoa. Aprendemos muito na fase de teste, mas a verdade é que esse projeto vai estar em constante mutação e amadurecimento. Mas estamos tendo um aceitação acima das nossas expectativas!

GFM: Quais são os projetos para fazer da Melody Box a maior referência?

FJ: Os que oferecemos fora da internet. O MB ao Vivo por exemplo. Nossa maior preocupação é não ficar apenas no online. Outro grande diferencial do site é trazer os profissionais do mercado para participar da rede. Estamos constantemente atrás de parceiros que possam trazer oportunidades reais para os artistas além das que a gente oferece diretamente.

GFM: “A” Melody Box ou “o” Melody Box? Por que?

FJ: Chamamos “A Melody Box” por ser “A rede melody box”.

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