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‘Promoção ainda é o maior problema do mercado independente’, diz criador da Melody Box

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O evento produzido pela Melody Box (conheça) no Circo Voador mostrou que a música brasileira tem sim novos talentos. O que falta é o público prestar atenção ou se conectar mais e, dessa forma, ficar mais antenado ao que rola na rede. Impressionante, por exemplo, a banda baiana Maglore ter ganhado coro em TODAS as músicas que apresentou no MB Ao Vivo, realizado nesta quinta-feira (19/05), na casa de shows da Lapa. Legal também foi ver João Brasil, diretamente de Londres, trazendo seu som para discotecar na festa, e o Brasov colocando a turma pra dançar. Damm, O Quarto Azul, Drops 96… teve muito mais.

Aqui, veja algumas fotos do evento e, mais abaixo, leia entrevista com Fernando Jardim, um dos criadores da Melody Box.


GarotaFM: Como surgiu a ideia da Melody Box e o que vocês precisaram fazer para colocá-la no ar?

Fernando Jardim: Decidimos montar uma produtora. Porém o grande desafio na época era quais artistas iríamos contratar e qual seria a estratégia para promovê-los. As novas tecnologias trouxeram liberdade para os artistas com relação à gravação e distribuição, mas a promoção ainda é o maior problema do mercado independente. Como promover o artista de forma acessível e principalmente constante? A inteligência por trás da MB busca justamente resolver esse problema. Os usuários do site nos apontam quem são os artistas que eles mais gostam e nós motivamos eles através dos prêmios a nos ajudarem na promoção. De forma bem básica, montamos com as ferramentas da internet um boca a boca acelerado. O maior desafio é fazer as pessoas comprarem a ideia e aderirem a rede. Precisamos concentrar em um único lugar a nova geração de músicos brasileiros, para que os interessados em boa música saibam onde achá-los. A internet é muito grande, está tudo muito perdido por aí. Só assim o projeto passa a fazer sentido. Quanto mais gente aderir, maior será a força que a rede vai ter, principalmente no mundo off line.

GFM: Qual é a formação de vocês, os sócios? Me fale um pouco sobre cada um?

FJ: Joana Carneiro se formou pela Goldsmiths College em Mídia e Comunicação e fez mestrado na London College of Communication em Marketing. Eu, Fernando Jardim, sou empresário da área de telecomunicações. Apesar de nunca ter trabalhado de forma direta com música, trago uma experiência de muitos anos como administrador de empresas. Além disso, fui músico na adolescência, conheço muitos músicos, e, através deles, vinha acompanhando há muito tempo os processos de mudanças no mercado da música, imaginando junto com eles qual poderia ser um novo modelo viável.

GFM: Como vocês se descobriram parceiros nessa empreitada?

FJ: Amigos em comum nos apresentaram. Trocamos ideias e vimos que tínhamos pensamentos muito parecidos a respeito de para onde o mercado deveria seguir.

GFM: Qual foi a maior inspiração para a criação deste projeto?

FJ: Pesquisamos diversos sites e novos modelos de negócio estrangeiros. Não teve um específico que nos serviu de inspiração, até porque o que funciona lá fora não necessariamente funciona aqui. A MB é na verdade um pedaço de cada um deles em um formato adaptado ao mercado nacional.

GFM: Há quanto tempo o site está no ar? Qual era a sua expectativa antes e o que pode dizer do retorno agora?

FJ: Estamos em fase de teste para convidados desde julho de 2010. Mas apenas em março desse ano abrimos para acesso de qualquer pessoa. Aprendemos muito na fase de teste, mas a verdade é que esse projeto vai estar em constante mutação e amadurecimento. Mas estamos tendo um aceitação acima das nossas expectativas!

GFM: Quais são os projetos para fazer da Melody Box a maior referência?

FJ: Os que oferecemos fora da internet. O MB ao Vivo por exemplo. Nossa maior preocupação é não ficar apenas no online. Outro grande diferencial do site é trazer os profissionais do mercado para participar da rede. Estamos constantemente atrás de parceiros que possam trazer oportunidades reais para os artistas além das que a gente oferece diretamente.

GFM: “A” Melody Box ou “o” Melody Box? Por que?

FJ: Chamamos “A Melody Box” por ser “A rede melody box”.

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Frio e chuva não espantam público do Lupaluna, festival que teve de Fresno a The Cult

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nem o frio nem a chuva que caiu no fim de semana foram mais fortes que a vontade de marcar presença no maior evento de música do estado. O headline do Lupaluna não era incrível, mas os curitibanos saíram de casa para conferir shows de artistas que raramente aportam na capital do Paraná. E para prestigiar músicos da cena local, afinal, de 41 atrações escaladas para os três palcos do evento, dezesseis eram de lá. Entre Emicida, Charlie Brown Jr., Fresno, Capital Inicial, Ivete Sangalo e as internacionais The Cult e Sublime with Rome, subiram ao Luna Stage, o principal, as bandas Copacabana Club e Blindagem. O Lupaluna chegou em sua terceira edição provando que, para o público de Curitiba, o importante é misturar estilos e valorizar o que dificilmente ganha mídia fora da cidade.

O evento aconteceu sexta e sábado (13 e 14 de maio), no Bioparque, uma área grande e aberta, que tem por trás a nascente do Rio Iguaçu (aquele que dá nas Cataratas do Iguaçu). O espaço de 52 mil metros quadrados foi tomado por três palcos, o Luna Stage, o Eco Music e o Eletro Luna. O primeiro recebeu grandes nomes da música nacional e as duas bandas gringas. O segundo foi reservado para artistas nacionais alternativos. No outro, DJs como Leo Janeiro e Gui Boratto mostraram o que fazem com as carrapetas. Catorze bandas curitibanas tocaram no Eco Music e surpreenderam pela quantidade de fãs que as acompanharam. Charme Chulo, Djoa, Sugar Kane e as contemporâneas Gentileza e Sabonetes são algumas delas. Namorada Belga e Paranoika foram as vencedoras do concurso Banda Para Sair do Anonimato, promovido pelo Lupaluna um mês antes do evento.

A sexta-feira foi de festa, com shows de Ivete, Paralamas do Sucesso com Frejat, Charlie Brown Jr. e Monobloco com Fernanda Abreu, além de Copacabana Club e The Cult. Otto, Tulipa Ruiz, B Negão & Os Seletores de Frequência e Duo Finlândia compartilharam o palco menor com as paranaenses Locomotiva Duben, Charme Chulo, Match e Banda Gentileza. No sábado, a chuva caiu forte em Curitiba. O show de Vanessa da Mata teve que ser interrompido na metade. E olha que, em festival, os artistas já sobem ao palco com tempo contado (normalmente, 40 minutos para ganhar a plateia). Vanessa até que tentou continuar a cantar mesmo com a água invadindo o palco, molhando seu vestido e encharcando os amplificadores. No in ear (fone de retorno e que permite a organização se comunicar com o artista), pediram para que parasse. Ela tirou a capa que cobria uma saia e uma blusa leves, correu para a passarela descoberta, entregando-se à água, atacando de “Ai, ai, ai”, pulando e chamando a galera para acompanhá-la no refrão: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva.” Vanessa só desistiu quando seu microfone parou de funcionar e os outros que testou não emitiram som.

Passaram ainda pelo Luna Stage no segundo dia de festival Fresno, Emicida, Capital Inicial, Marcelo Camelo já tocando canções do disco novo (“Toque dela”), Marcelo D2 e Blindagem. No Eco Music, estavam Raimundos, Zé Cafofinho & Suas Correntes e as paranaenses Paranoika, Os Milagrosos Decompositores, Djoa, Sabonetes, Sugar Kane, Super Color e No Way. O Teatro Mágico provou que é grande demais para o palco dos alternativos. Quando o circo musical começou, faltou lugar. O grupo demorou a começar o show por causa da chuva forte que ameaçou o evento (e, claro, a maquiagem da trupe). Quando Fernando Anitelli entrou no palco, quem estava lá gritou e quem estava fora correu para tentar um lugar privilegiado. A música e os números circenses impressionaram quem nunca tinha visto ao vivo e agradaram a quem já era fã. O músico cantou e discursou contra “os grupos que tocam sempre as mesmas coisas e, quando todo mundo pensa que já deu, eles vão lá e gravam um Acústico MTV” e muito mais.

No camarim, Vanessa da Mata ressaltou que não tinha nada contra a chuva. E Lucas Silveira, vocalista da Fresno, esbanjou delicadeza ao falar com os jornalistas. Para não dizer o contrário. “Como estão os projetos de carreira solo?”, perguntei, querendo saber também sobre os projetos do resto da banda. O vocalista entendeu que a pergunta era sobre ter ou não um plano de carreira. Além de egocêntrico, foi irônico: “Esse papo tá velho, né? Já lancei meu disco há dois anos.” E disse que, no tempo livre, em vez de andar de bicicleta, ele faz música. “Então, os outros andam de bicicleta?”, questionei, devolvendo a ironia, afinal, fiz algumas matérias sobre seu vôo solo de 2009. Daí surgiu o papo de que o baixista, Rodrigo Esteban Tavares, está para lançar um CD somente seu. Precisava? Vale destacar também a delicadeza de Lucas ao responder a pergunta de um repórter sobre futebol. : “Tem um time pelo qual meu coração peida, que é o Inter. E um pelo qual meu coração bate, que é o Grêmio.” Jesus!

Chorão estava animado no camarim do Lupaluna. Primeiro, deu entrevista à repórter Rede Paranaense de Comunicação (RPC), apoiadora do evento. Depois, deixou fãs se aproximarem para fotos. Contou, então, que no Rio de Janeiro tem feito shows em comunidades, onde se sente sempre muito bem recebido. Na sequência, foi para o palco. O Charlie Brown Jr. tocou seus clássicos e o vocalista aproveitou para pedir à galera para não se meter com drogas: “Foge do vício. Já passei por isso e o bagulho é venenoso.” No final, jogou-se na plateia e separou uma briga que começou na frente do palco. Chorão saiu feliz. Missão cumprida no primeiro dia do festival realizado em Curitiba. O segundo foi, sem dúvida, dos artistas que respeitaram a chuva.

Leia mais:

Chorão dá seu alô antes de subir ao palco. Durante o show, separou uma briga

Lucas Silveira, da Fresno, esbanja delicadeza em entrevista a jornalistas

Vanessa da Mata sai do Lupaluna como a cantora mais espontânea do Brasil

O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

Fotos: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Assista a vídeos nos posts abaixo.

Realizado em Curitiba, festival Lupaluna destacou a cena musical do Paraná

domingo, 15 de maio de 2011

A sexta-feira foi de água no Rio de Janeiro. A procissão de Nossa Senhora de Fátima quase me fez perder o voo. Este, por sua vez, atrasou. Cheguei na primeira noite do Lupaluna já na metade do evento. Realizado há três anos em Curitiba, o festival levaria quase 40 mil pessoas sexta e sábado ao Bioparque, uma área grande e aberta, que tem por trás a nascente do Rio Iguaçu (aquele que dá nas cataratas). Na programação, um headline diversificado. Nada de incrível. As atrações internacionais, por exemplo, seriam The Cult e Sublime with Rome. Mas o destaque dado às bandas locais chamava a atenção. Charme Chulo, Djoa, Sugar Kane e as contemporâneas Gentileza e Sabonetes (na foto, o vocalista Artur Roman) são alguns dos 16 nomes paranaenses dos 41 escalados. Copacabana Club e Blindagem foram as únicas a tocarem no Luna Stage junto às atrações “grandes”. Os outros palcos chamavam-se Eco Music (brasucas menos populares) e Eletro Luna (DJs).

“Para incentivar a revelação de novos talentos, o Lupaluna em parceria com a Mundo Livre realizou desde o dia 04 de abril o Concurso de Bandas Para Sair do Anonimato, que teve como objetivo escolher por votação popular duas bandas para estrear no Palco Eco Music do festival. Depois de mais de um mês de espera, mobilização, torcida, chegou a hora tão esperada para as 15 bandas concorrentes. No dia 9, a Rádio Mundo Livre divulgou ao vivo as duas vencedoras: Banda Namorada Belga, com 36.13% dos votos e Banda Paranoika, com 26.21% dos votos”, divulgou a assessoria de imprensa dias antes do festival.

Sábado, a chuva chegou em Curitiba. Forte. O show de Vanessa da Mata teve que ser interrompido na metade. E olha que, em festival, os artistas já sobem ao palco com tempo contado (normalmente, 40 minutos para ganhar a plateia). Vanessa até que tentou continuar a cantar mesmo com a água invadindo o palco, molhando seu vestido e encharcando os amplificadores. No in ear (fone de retorno e que permite a organização se comunicar com o artista), pediram para que parasse. E Vanessa tirou a capa que cobria uma saia e uma blusa leves, correu para a passarela descoberta, entregando-se à água, atacando de “Ai, ai, ai”, pulando e chamando a galera para acompanhá-la no refrão: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva.”

Passaram ainda pelo festival Paralamas do Sucesso & Frejat, Ivete Sangalo, Monobloco com Fernanda Abreu, a revelação Tulipa Ruiz, Otto com o guitarrista Fernando Catatau (foto acima), B Negão & os Seletores de Frequência, Fresno, Emicida, Capital Inicial, Marcelo Camelo (foto ao lado) já tocando canções do disco novo (“Toque dela”), O Teatro Mágico, Raimundos e muitos DJs.

Leia mais:

Chorão dá seu alô antes de subir ao palco. Durante o show, separou uma briga

Lucas Silveira, da Fresno, esbanja delicadeza em entrevista a jornalistas

Vanessa da Mata sai do Lupaluna como a cantora mais espontânea do Brasil

O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

Fotos: Marco Amarelo

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Lupaluna: O Teatro Mágico mostrou que é grande demais para o palco Eco Music

domingo, 15 de maio de 2011

O Teatro Mágico não pode parar. Pelo contrário! O grupo precisa é de mais. A trupe de Fernando Anitelli provou que é grande demais para palcos como o Eco Music, espaço reservado para nomes e bandas alternativos que tocaram no festival Lupaluna. Otto agregou uma galera. Bandas paranaenses como Sabonetes também atraíram fãs para o espaço. Mas quando o circo musical começou, faltou lugar.

O grupo demorou a começar o show por causa da chuva forte que ameaçou o evento. Quando Anitelli entrou no palco, quem estava lá gritou e quem estava fora correu para tentar um lugar privilegiado. A música e os números circenses impressionaram quem nunca tinha visto ao vivo e agradaram quem já era fã. Fernando Anitelli cantou e discursou contra “os grupos que tocam sempre as mesmas coisas e, quando todo mundo pensa que já deu, eles vão lá e gravam um Acústico MTV”. E falou muito mais.

Anitelli acabou de lançar um disco solo (leia aqui) e se manteve fiel aos princípios anti-mainstream. Mas, definitivamente e mesmo tendo levado parte da trupe (apenas dois artistas além dos músicos), o lugar do Teatro Mágico é em palcos grandes, antes ou depois dos “grandes artistas”.

Fotos: Marco Amarelo

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Vanessa da Mata sai do Lupaluna como a cantora mais espontânea do Brasil

domingo, 15 de maio de 2011

Durante a viagem de ida para Curitiba, na sexta-feira, Vanessa da Mata surpreendeu quem estava perto ao passar mais da metade do tempo brincando e elogiando as irmãs gêmeas que estavam no colo dos pais logo atrás de seu banco, no avião. Vanessa não poupou voz, mesmo sabendo que subiria ao palco no dia seguinte para um super show no maior festival de música do Paraná, o Lupaluna. Falou que nem criança, mostrou o esmalte vermelho, enfim, esbanjou simpatia. No sábado, Lucas Silveira, vocalista da Fresno, contou que bateu papo no elevador com Vanessa da Mata, e não sentiu nem um tipo de preconceito da parte dela. Simpática, não? No palco, ela se consagrou ao encarar a chuva com tudo.

Descalça como sempre, a cantora foi para debaixo d’água entoando “Ai, ai, ai” mesmo após ser avisada de que deveria interromper o show. O toró caiu e a água invadiu o palco, molhando muito os amplificadores, a roupa de Vanessa e seu microfone. Sua primeira atitude foi pedir a banda para tocar seu maior sucesso, que teve tudo a ver com o momento: “O que a gente precisa é tomar um banho de chuva.” Vanessa tirou a capa preta e ficou com uma saia florida de tecido transparente e uma blusa sem manga. Correu para a passarela que aproximava os artistas da plateia e pulou na chuva até seu microfone parar de funcionar. Voltou ao palco, testou mais uns três microfones enquanto a banda seguia com a trilha e desistiu, despedindo-se com beijos, braços e sorrisos. No camarim, contou que, no in ear (fone de retorno e para comunicação com a produção), pediam para que ela parasse. Corajosa, Vanessa só saiu do palco quando não tinha mais como cantar.

Veja trechos do show e da entrevista com Vanessa da Mata:

Foto e vídeos: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Lucas Silveira, da Fresno, esbanja delicadeza em entrevista a jornalistas no Lupaluna

domingo, 15 de maio de 2011

Foto e vídeos: Marco Amarelo

Não sei se estou ficando velha e não falo mais a língua dessas bandas novas ou se essa galerinha está ficando marrenta demais. O fato é que, quando trabalhava em jornal popular e escrevia muuuuito sobre qualquer emo ou aspirante a rock’n'roller novo, eu perguntava e eles respondiam com todo carinho e educação que um músico e uma repórter de música devem um ao outro. Bom, mas parece que em três anos, muita coisa mudou.

Encontrei os músicos da banda Fresno dando entrevista no camarim do Lupaluna logo após se apresentar no Luna Stage para meia plateia (no sábado, a galera chegou mais tarde no festival). Depois de várias perguntas, fiz a minha a Lucas Silveira: “Como estão os projetos de carreira solo?”. Eu queria saber também sobre os projetos do resto da banda. Mas parece que o vocalista marrento entendeu que eu estava perguntando se ele tinha plano de lançar uma carreira solo. Além de egocêntrico, foi super irônico, sem saber/lembrar (porque também não se interessa em perguntar com quem está falando) que, quando lançou seu disco como Beeshop, falou comigo para o GarotaFM (clique aqui para ler): “Esse papo tá velho, né?” E disse que, no tempo livre, em vez de andar de bicicleta, ele faz música. “Então, os outros andam de bicicleta?”, eu quis saber. Daí surgiu o papo de que o baixista, Rodrigo Esteban Tavares, está para lançar o seu disco solo. Bicho, precisa ser chatinho assim? Por que não responder direitinho?

Ah, vale destacar também a delicadeza de Lucas ao responder a pergunta de um repórter sobre futebol. : “Tem um time pelo qual meu coração peida, que é o Inter. E um pelo qual meu coração bate, que é o Grêmio.” Peida? É assim que um artista fala com a imprensa hoje em dia? Ou será que eu é que andei entrevistando gente mais educada nos últimos dez anos de jornalismo musical?

Nos vídeos abaixo, confira a delicadeza de Lucas Silveira:

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Chorão dá seu alô antes de subir ao palco do Lupaluna. Durante o show, separou uma briga

sábado, 14 de maio de 2011

Chorão estava animado no camarim do Lupaluna sexta-feira (13/05). Primeiro, deu entrevista à repórter Rede Paranaense de Comunicação (RPC). Depois, deixou fãs se aproximarem para fotos. Deu seu alô ao GarotaFM e contou que, no Rio de Janeiro, tem feito shows em comunidades, onde se sente sempre muito bem recebido. Na sequência, foi para o palco.

O Charlie Brown Jr. tocou seus clássicos e o vocalista aproveitou para pedir à galera para não se meter com drogas: “Foge do vício. Já passei por isso e o bagulho é venenoso.” No final, jogou-se na plateia e separou uma briga que começou na frente do palco. Chorão saiu animado. Missão cumprida no primeiro dia do festival realizado em Curitiba.

Foto: Marco Amarelo

Veja mais fotos do Lupaluna no FlickR (clique aqui)

Jota Quest comemora com turnê de shows os 15 anos do lançamento de seu primeiro disco

domingo, 1 de maio de 2011

Foi dada a largada para a corrida pelo Brasil da banda de pop rock que mais encheu shows no país na última década. Ou melhor, nos últimos 15 anos. E a turnê “Jota15″ está comemorando justamente esse debut, o aniversário do primeiro disco do Jota Quest, “J. Quest”, lançado quando a banda ainda atendia por Jay Quest. O Jota Quest mostrou quinta-feira, em festa fechada no Píer Mauá, o que pretende levar do Oiapoque ao Chuí, começando por Palmas (Tocantins), em 14 de maio, e encerrando em Florianópolis (Santa Catarina), em 3 de dezembro. Rio de Janeiro será a penúltima praça, recebendo os músicos apenas em novembro.

No palco do Armazém 4, Rogério Flausino (voz), Marco Túlio (guitarra), PJ (baixo), Paulinho Fonseca (bateria) e Márcio Buzelin (teclado) mostraram a convidados dos patrocinadores, artistas e jornalistas, por quê consegue colocar seu público pra dançar. O vigor dos músicos e a energia do som – pop daqueles cujas letras grudam, mas real, com instrumentação, como qualquer um feito por uma banda de rock – contagia e instiga. Não se pode fazer pouco de quem topou o desafio de participar do show, permitindo que o Jota Quest desse sua roupagem à música do artista em questão: Pitty, Otto, Seu Jorge e os remanescentes da Legião Urbana Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

O Jota Quest tem muita história para contar e muita música para cantar desses últimos (ou melhor, primeiros) 15 anos de carreira discográfica. “Na Moral”, “Encontrar alguém”, “As dores do mundo”, “De volta ao planeta” e “Só hoje” foram incluídas no repertório. “Fácil” e “Do seu lado”, não. Com Pitty, a banda tocou “Me adora”. Com Seu Jorge, foram de “Ive Brussel”, música de Jorge Ben Jor. Otto pulou sem parar com a versão dançante de “Manguetown”, de Chico Science, Lúcio Maia e Dengue. A Legião Urbana com Flausino no vocal entoou “Ainda é cedo” e, a pedido do público, “Tempo perdido” e “Pais e filhos”.

Veja as datas dos shows do Jota Quest pelo Brasil:

14/05/11   Palmas, TO
17/06/11   São Paulo, SP
09/07/11   Salvador, BA
30/07/11   Goiânia, GO
05/08/11   Belém, PA
06/08/11   Manaus, AM
20/08/11   Brasília, DF
08/10/11   Belo Horizonte, MG
11/10/11   Recife, PE
22/10/11   Maceió, AL
28/10/11   Fortaleza, CE
29/10/11   Natal, RN
04/11/11   São Luiz, MA
14/11/11   Vitória, ES
19/11/11   Curitiba, PR
26/11/11   Rio de Janeiro, RJ
03/12/11   Florianópolis, SC

Conheça Awadi, o rapper mais famoso do Senegal

quinta-feira, 17 de março de 2011

Durante nossa passagem por Dacar, onde cobrimos o Fórum Social Mundial (saiba mais), esbarramos com um ídolo do qual nunca tínhamos ouvido falar. Tudo bem, música africana nunca foi minha praia. Não porque não gosto, mas porque pouco acessei dela. Mas colegas meus esperavam ansiosamente pelo show que Awadi faria no Just 4 U, uma casa de shows recomendada por um a cada dois senegaleses. O moço levou todo mundo à loucura, lá. E, depois, no encerramento do FSM, no palco montado na Universidade Cheikh Anta Diop, causou o mesmo alvoroço. Melhor pesquisar para saber o segredo desse homem, né?

Didier Awadi é filho de pai beninense e mãe senegalesa. Ele tem 41 anos e é o artista mais famoso do Senegal fora do país. Awadi faz rap de protesto: a dívida do mundo com a África, o patrimônio delapidado e as tensões políticas estão entre os temas que aborda. Em 2003, ganhou o prêmio Musique du Monde, da Radio France Internacionale (RFI), e, em 2004, o de Melhor Artista Africano de Rap no TAMANI (troféus de música do Mali). Awadi foi DJ e sua carreira profissional se firmou em meados da década de 80, com o lançamento do CD “Salaam”. Em 2001, Didier Awadi lançou o seu primeiro álbum solo, “Parole d’honneur” (Palavra de honra) e, recentemente, “Un autre monde est possible” (Um outro melhor é possível). Dizem que na França, é muito amado. A gente também amou seu discurso, sua música e sua simpatia.

Conheça Awadi em palavras e na música no vídeo de Pedro Palmeiro:

Para saber mais sobre o Fórum Social Mundial, acesse o site Tamo Aê