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Zen, Jorge Vercillo lança disco de forma independente e faz show no Rio

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cada vez mais zen, Jorge Vercillo sobe ao palco do Citibank Hall neste sábado (29/10) para o lançamento de seu novo disco, “Como Diria Blavatsky”. O músico faz um intervalo das aulas de yoga e de projeção astral e leva para o público sucessos e canções novas, como “Memória do Prazer”, parceria com a mulher, Gabriela Vercillo, que está no CD e na trilha sonora da novela “Fina Estampa”. Jorge está em uma nova fase e ele fala sobre isso, sobre seu disco independente, crítica, família e astral ao GarotaFM. Confira a entrevista:

GarotaFM: Você já havia lançado um disco independente antes de “Como Diria Blavatsky”. Hoje, qual seu ponto de vista sobre o mercado fonográfico?

Jorge Vercillo: Eu lancei “Leve” em 1999 de forma independente. Eu diria que eu tenho mais estrutura hoje com o “Blavatsky” do que quando lancei “DNA”, pela Sony. Eu saí da Sony e da EMI para ser um artista maior, não menor. É um momento completamente diferente daquele em que eu estava começando, tocando na noite, lançando um disco independente como o “Leve”. Para fazer esse disco agora, preferi sair da Sony porque comecei a perceber que eu tinha como ser um artista maior e investir mais na estrutura do meu trabalho sozinho ou com um parceiro do que numa grande gravadora, que tem muitos produtos pra cuidar.

GFM: Ter uma carreira consolidada e ser conhecido influenciou nessa decisão?

JV: Sim. Hoje eu tenho um estúdio, onde eu posso gravar meus discos, tenho como montar uma estrutura de divulgação que trabalhe melhor para mim do que trabalhariam numa gravadora grande, que tem muitos produtos. Mas mesmo assim eu sou muito grato a Sony pelo trabalho que foi feito no “DNA” e sou muito grato também a EMI, que foi uma casa onde  fiquei mais de dez anos. Foi muito importante pra minha carreira.

GFM: Qual foi sua inspiração e motivação para as canções desse novo trabalho?

JV: Esse é um disco temático, que fala de humanidade, evolução e consciência. Mas, ao mesmo tempo, é um disco que, no repertório, tem umas músicas mais densas e, em outros momentos, tem outras mais suaves paras as pessoas relaxarem e curtirem. Eu acho que esse disco tá refletindo a minha verdade mesmo na totalidade. Eu busco a totalidade na minha vida e na minha carreira, que é sempre estar lançando músicas de MPB, e lançando também um repertório mais pop que tem a ver com a minha verdade também. Essas duas vertentes estão presentes no meu disco também.

GFM: Como está sendo a resposta do público em relação ao novo CD?

JV: Eu estou muito contente porque fico vendo no Twitter e no Facebok as pessoas falando de cada faixa e se surpreendendo e se emocionando… Sinto que esse disco vai ser um disco mais importante na vida das pessoas, mais importante até que o “DNA”.

GFM: Para você, qual é a grande diferença dos trabalhos anteriores?

JV: Eu acho que a diferença mais marcante é o fato do disco ter três sambas e três músicas com influência do rock. Acho que é uma novidade isso na minha discografia. O resto do disco  caminha numa normalidade que as pessoas já conhecem de estilos meus.

GFM: Você já foi alvo de muitas críticas? Isso te incomoda?

JV: Não, porque na verdade nós vivemos num mundo relativo, então, não tem como a pessoa afirmar uma coisa sobre arte até porque a arte é algo abstrato. Não tem, por exemplo, como a pessoa afirmar que “Blavatsky” é “o melhor” ou “o pior” disco do Vercillo. Isso não vai refletir em nada. O que vai refletir é o inconsciente coletivo onde as pessoas vão ouvir, vão gostar, vão se identificar e outras não. E é isso que decide o jogo. E eu sinto que tem uma parte da crítica que espera algo de mim, não sei por quê. Eles esperam que eu faça um disco todo de samba ou de uma forma mais antiga, mas isso não é o meu gosto. O que eles esperam de mim, eu acho chato. Tem trabalhos que a crítica elogia que eu acho chatos; de outros, eu gosto. Mas meus parâmetros são muitos diferentes dos da crítica. E eu acho que a critica tem um parâmetro muito diferente da realidade, do que acontece em rádio, do que as pessoas estão a fim de ouvir, do que estão curtindo, do que é denso e do que não é.

GFM: Como você se posiciona?

JV: Estou ligado em outra esfera, em outra dimensão, atualmente, para ficar preocupado com isso. Eu tô fazendo yoga, curso de projeção astral, estudando filosofia… Minha realidade está muito distante disso. Não querendo subestimar ninguém, não, mas, na verdade, nenhum elogio que já tenha recebido me ajudou tanto e nenhuma crítica negativa por parte da crítica me atrapalhou.

GFM: O que a imprensa nunca te pergunta que você sempre quis falar?

JV: Eu acho que a imprensa nunca mergulhou profundamente no meu trabalho, no contexto das letras. Eu acho que é essa questão da totalidade, “Por que você, Jorge, busca essa totalidade?”; “Por que você grava uma balada rock, um samba, uma música mais hermética como ‘Blavatsky’ e, ao mesmo tempo, grava uma música pop como ‘Me leve a sério’?”. Esse é o tipo de questionamento que nunca fizeram e que eu estou sempre evidenciando e poucos percebem isso. Na verdade, acho que não são poucos não… o público percebe isso, o público tem mais tempo pra ouvir o disco, para perceber…

GFM: Carreira e família, como você concilia?

JV: Ultimamente tenho ficado bastante com a minha família. Agora em outubro fiz aniversário e viajei com eles durante uma semana pelo Caribe. Antes, fui com minha mulher para Amsterdã, onde cantei para a Família Real na abertura de um evento que homenageia o Brasil. Eles entraram em contato e fizeram o convite para eu abrir o festival e cantar para princesa da Holanda. Foi um evento daqueles em que eles querem se aproximar comercialmente do Brasil e foi muito bacana. Desfilei num carro alegórico.

GFM: O que você tem escutado ultimamente?

JV: Chico Buarque. O disco novo do Chico pra mim é um primor. Acho que não tem uma música ruim no disco. É impressionante!

GFM: Se não fosse a música, o que você faria?

JV: Não sei. Eu queria ser jogador de futebol. Mas, ainda bem que a música me levou porque eu era um jogador mediano. Acho que eu faria algo relacionado à criatividade, acho que o ser humano está aqui na terceira dimensão para usar a criatividade dele, para inventar um mundo novo a cada momento e é isso que eu tento fazer através da minha musica, inspirar as pessoas a novas ideias.

GFM: Como você vê Jorge Vercillo no futuro?

JV: Eu me vejo fazendo muitos discos, compondo muitas músicas, conseguindo fazer projeção astral… Acho que “Como diria Blavatsky” é um disco através do qual tento melhorar como pessoa. Talvez por causa disso o meu envolvimento com teosofia, com budismo, com ufologia. Eu acho que a gente precisa ser melhor, a gente precisa melhorar caráter, conteúdo, sintonia consigo mesmo. Estou numa fase em que quero melhorar como pessoa e esse disco reflete isso. E você me pergunta do futuro e eu vejo o Jorge Vercillo melhor como pessoa. Me vejo podendo ganhar mais dinheiro e podendo ajudar mais pessoas com meu trabalho, fazendo shows beneficentes mas sem populismo. Até porque tem milhares de pessoas que ajudam muito mais do que a gente através do suor, do próprio braço. E eu espero que a vida me dê cada vez mais oportunidade pra eu poder ajudar os outros. Seja através de um show, de uma música minha ou do suor do meu trabalho ou através de uma ação ambiental, eu me vejo cada vez mais ligado a isso.

Jorge Vercillo: Sábado (29/10), às 22h, no Citibank Hall (Av. Ayrton Senna, 3.000, Shopping Via Parque, Barra da Tijuca – Tel: 4003-6464). R$ 60 a R$ 130

Com músicas de todos os lugares, Pitbull promove uma viagem pelo mundo através de seu novo CD

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Com uma mistura de ritmos, batidas e influências de músicas de diversas partes do mundo, Pitbull lança seu sexto álbum, intitulado “Planet Pit”. Armando Christian Pérez (nome de batismo de Pitbull) diz que está tentando ser um embaixador, construindo pontes que ligam várias partes do mundo em prol de um som único.

O disco tem produção de David Guetta, Afrojack, RedOne, Polow Da Don e Dj Frank e conta com a participações de de Chris Brown, Jamie Foxx, Kelly Rowland, Marc Anthony, Ne-Yo, Sean Paul, T-Pain, entre outros. O rapper, que já tem hits que bombam nas pistas de dança, como “I know You Want Me (Calle Ocho)”, “Hotel Room Service” e “Hey Baby (Drop It On The Floor)”, trouxe mais um para estourar: “Give Me Everything”, com Ne-Yo, Afrojack e Nayer.

“Planet Pit” contém 15 faixas dançantes, que fazem o ouvinte viajar pelo mundo sem sair do lugar e ficar longe da mesmice.

Luiz Brasil lança CD de ‘música popular instrumental’ e diz: ‘Eu respiro isso’

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com nove faixas através das quais mostra toda a sua competência musical com as cordas, os metais, as madeiras e ritmos variados, Luiz Brasil lança seu segundo trabalho solo, intitulado “Beira”. Com muito bom humor, ele falou com o GarotaFM sobre turnê, inspirações, paixão pela música e sobre o título do CD, que têm um significado muito especial para ele. Conheça mais da vida e da carreira desse talentosíssimo musicista que está na estrada desde 17 anos.

GarotaFM: Fale um pouco sobre as canções do novo CD.

Luiz Brasil: É um CD de música instrumental brasileira, não é um CD de música cantada, embora tenha uma música cantada. Então, essas são músicas de uma safra nova, compostas para esse trabalho. Há duas músicas no CD que não são minhas. Uma se chama “Farol”, que é do meu irmão, e outra se chama “Ronco Da Cuíca”, de João Bosco e Aldir Blanc, que já é uma música conhecida. No mais, todas as outras são composições minhas e tem duas que tem parceria com pessoas amigas.

GFM: E qual foi sua maior inspiração pra compor as canções desse novo CD?

LB: É difícil te dizer qual foi a inspiração, eu sou um músico muito influenciado pela canção popular brasileira e eu trabalhei a minha vida inteira e trabalho até hoje com cantores e cantoras, produzindo, fazendo arranjos, participando dos shows. Então, minha grande influência é mesmo a música cantada, só que o meu trabalho não é um trabalho de um cantor, é trabalho de um musicista. Com exceção de uma que se chama “Madalena”, música minha que está nesse CD e é cantada, todas as outras são músicas que podem ser letradas porque não tem uma pegada de jazz como geralmente a música instrumental tem. Ela é quase que uma canção mesmo, só falta ter letra. Minha inspiração é João Gilberto, Caetano, Gil, Chico Buarque, que é um grande artista brasileiro, Paulinho da Viola… Esse pessoal me influencia muito e é o pessoal que eu mais escuto. Sou muito influenciado pela música popular brasileira, embora eu faça música popular instrumental.

GFM: Você encaixaria seu disco em algum estilo?

LB: O CD abre com uma bossa que remete bem ao Sul, tipo uma bossa nova muito louca. Depois, tem uma fanfarra com característica baiana, que é da onde eu sou. Depois começam a vir coisas de outro tipo. Eu acho que a música brasileira regional me influencia muito, os ritmos brasileiros. Inclusive é uma coisa que eu trato até de outra forma porque eu também dou Workshop de violão brasileiro, que é baseado em diversos ritmos. Então é claro que eu sou influenciado pela música regionalista, mas minha música tem influencia de tudo. Eu vivo ouvindo, gravando, tocando, música de todos os lugares, inclusive musicas de fora do Brasil. Mas, eu sou muito nacionalista.

GFM: Você está em turnê de lançamento desse novo CD?

LB: Eu fiz um pré-lançamento aqui no Rio no mês retrasado. Depois, fiz o lançamento em Salvador, no Teatro Castro Alves. Em dezembro, vou  fazer em São Paulo e no verão eu devo ir até o nordeste. E, em março do ano que vem, tenho um projeto se estruturando que é uma turnê nos Estados Unidos. Já tem um circuito que estou namorando e já tem uns contatos que devem me ajuda a fechar algumas coisas. De Seattle até São Francisco, Nova York, New Jersey, Boston, Massachusetts… Vou fazer o que puder pelo disco, porque depois a gente começa a se ocupar com  outras coisas e, daqui a pouco, vai vir outro disco.

GFM: O título do CD tem algum significado especial?

LB: Tem um significado muito especial. “Beira” é uma afirmação. Na verdade é até um pouco de protesto com relação ao sistema atual que a gente vê acontecer. Todo mundo tem que fazer o mais legal, o melhor de todos, tem que ser sempre o mais colorido, ter mais valor, que seja mais alto, tudo mais. Eu acho isso imediatista demais. “Beira” quer dizer justamente a não necessidade de estar no centro, basta você estar. Então é isso, beira de tudo. Quando você está na beira, você está. Não precisa estar no centro. “Beira” representa um pouco da tranquilidade do tempo se você faz existir pra valer, inclusive tem no CD essa frase: “Basta existir pra valer.” E “Beira” é isso aí, que você pode estar sem precisar ser a melhor coisa do mundo.  Você pode ser a melhor coisa, mas não que você tenha a obrigação disso. E nessa corrida, às vezes você pode acabar mostrando o que não é. Então, eu procuro fazer a minha parte na minha arte, no meu trabalho, o mais honesto e o mais sincero possível sem a pretensão de ser o melhor.

GFM: Fala um pouco dessa sua paixão pela música, como começou?

LB: Olha, eu não tenho como te explicar como começou. A minha família é uma família de muitos músicos e a vida inteira foi assim. Antes de eu nascer já existiam muitos músicos na minha família e muitos deles são famosos. Minha mãe tocava violão e piano. Com três anos de idade eu ganhei uma gaita da minha bisavó e eu já gostava de música nessa época.  Com cinco, ganhei uma sanfoninha e minha mãe começou a me ensinar violão lá pelos cinco, seis anos.  Ela me ensinou muitos acordes, então eu gostei da música a vida inteira. E na verdade eu não escolhi trabalhar com música, quando eu vi eu já estava ate o pescoço, não tinha mais jeito. Às vezes eu fico chateado com o curso que as coisas tomam, com as dificuldades de sobreviver de música, aí eu penso em fazer outra coisa, mas eu não sei fazer outra coisa.  Eu acho admirável as pessoas que tem mais de uma profissão, porque tem muitos que são dentistas, arquitetos, advogados,  e são músicos também, ou seja,  se eles não estão ganhando muito dinheiro com a música eles tem outra profissão, eu não tenho. Eu posso não tocar, mas eu não consigo trabalhar com outra coisa que não seja com música. E eu sempre fui apaixonado por música minha vida inteira, é uma necessidade básica de sobrevivência. Eu respiro isso. A minha opinião sobre alguma coisa sempre tem alguma coisa a ver com a música mesmo a opinião diante da vida, tem a música no meio. É uma vida dentro da música, eu não tenho mais o que fazer.

Áudio de um show que Bob Dylan fez em 1963 é lançado em CD

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

“Bob Dylan In Concert – Brandeis University 1963″ é a gravação de um show que Bob Dylan fez em 10 de maio de 1963 no “Brandeis First Annual Folk Festival”, em Waltham, Massachusetts, e é uma descoberta recente de Ralph Gleason, compositor e co-fundador da revista Rolling Stone. O tape com sete faixas ficou perdido por mais de 40 anos e foi descoberto em 2009, depois que a mãe do filho de Ralph, Toby Gleason, morreu.

Com 21 anos na época, Bob Dylan interpreta diversas músicas e mostra toda a intensidade de seu trabalho. A apresentação foi realizada duas semanas antes do lançamento de “The Freewheelin ‘Bob Dylan”, considerado como um dos trabalhos mais marcantes de Dylan.

Adriana Calcanhotto por Ivy Tinoco: ‘Um cisto que salvou o samba’

domingo, 23 de outubro de 2011

Jornalista, publicitária, fashionista, especialista em moda infantil e fã de Adriana Calcanhotto, Ivy Tinoco enviou ao GarotaFM uma resenha sobre o show que a cantora levou no último fim de semana ao Espaço Tom Jobim. “Um cisto que salvou o samba” narra a atuação de Calcanhotto no palco e conta que, por causa de um cisto no pulso, ela quase cancelou a turnê do disco “O Micróbio do Samba”. O jeito foi abandonar o violão por enquanto e seguir só interpretando. Leia abaixo o texto:

No palco do intimista Espaço Tom Jobim, aconteceu o show “O micróbio do samba”, da cantora e compositora gaúcha mais carioca que muitos artistas cariocas. Num sábado chuvoso na Cidade Maravilhosa, vimos a casa cheia e repleta de talentosos admiradores e amigos da artista – Marisa Monte, Dado Villa Lobos e Elisa Lucinda. Num cenário sem detalhes e com sua banda composta por Alberto Continentino, Davi Moraes e Domenico Lancellotti, começa o espetáculo. Todos trajam figurino preto. E lá vem ela com look de malandra do samba, meio andrógina, meio cool. E, quando abre a boca com um sorriso tímido, começa a canção “Eu vivo a sorrir”. Calcanhotto é performática, mas de uma maneira minimalista. Aprendeu muito bem com a Partimpim a usar elementos na música e em suas apresentações. Transformando assim o que seria um show/homenagem ao samba em cinema. Sim. Ela tem um quê de Almodóvar. O vermelho do cineasta é a cor do secador de cabelo que funciona como elemento sonoro e de cena, quando joga pelos ares as partituras de Davi Moraes. Nessa hora,  o público gargalha.

Adriana canta, samba e faz caras. Desabotoa a camisa e tem humor, até quando tropeça na letra de “Argumento”, de Paulinho da Viola. Ela faz a turma comportadamente sentada, se mexer, se balançar e cantar. Todas as músicas do novo álbum são apresentada. Calcanhotto interpreta mais cinco canções e, no bis, demonstra respeito ao público com o hit “Vambora”. Os três músicos que a acompanham são realmente geniais. Não haveria melhor combinação para o talento dela. No primeiro intervalo do show, Domenico faz um convite à plateia: “Vocês estão preparados para o rock?”. Logo depois, o músico começa com a pesadinha (bem, pesadinha para tal repertório…) “Te convidei pro samba” e, no refrão,  solta um “fiquei puto!”. O público curte.

A cantora quase desistiu seguir com o show por causa de um cisto no pulso, mas sua agenda no exterior já estava confirmada e resolveu encarar. A gente agradece. Sua apresentação foi “Tão chic/tão cheia de si…”. Queremos repeteco!

Ex-participante do ‘American Idol’, Adam Lambert lança seu primeiro DVD

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Com um visual para lá de excêntrico, maquiagem e direito a beijo no guitarrista, Adam Lambert acaba de lançar o DVD “Glam Nation Live Tour”, que traz o show gravado em agosto de 2010, no Clowe Hall, Indianapolis, Estados Unidos. “Glam Nation Live Tour” é o resultado da turnê de lançamento do primeiro álbum do ex-participante do programa “American Idol”, “For You Entertainment”, que vendeu mais de um milhão de cópias no mundo todo. O novo trabalho também saiu no formato CD ao vivo.

Com produção impecável, o DVD reúne 17 faixas, enquanto o CD possui 13, incluindo “Whatya Want From Me”, música indicada ao Grammy, e uma faixa bônus, “20th Century Boy”. Adam iniciou a sua primeira turnê em 4 de Junho de 2010, e passou por mais de 50 países, fazendo mais de 100 show. Ele é o primeiro ex-participante do  “American Idol” a embarcar numa turnê mundial para divulgar seu álbum.

Novo álbum tenta alçar Wanessa ao posto de maior popstar brasileira

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais pop do que nunca, com produção impecável assinada por Mister Jam e masterizado no estúdio Sterling Sound, por onde já passaram grandes nomes como Lady Gaga, Britney Spears, Rihanna, “DNA” vem para tentar colocar Wanessa no posto de maior popstar brasileira. O álbum, totalmente dançante, teve todas as suas faixas selecionadas com base em um minucioso trabalho de pesquisa de tendências musicais e toques da própria Wanessa. O disco conta com participações especiais da rapper americana BAM BAM, do percussionista brasileiro Marcos Suzano, do violonista Sergio Knust,  do guitarrista Claudio Bezz e de Dave Audé no remix da música “Stuck On Repeat”. Wanessa canta todas as faixas em inglês e aparece com visual, ou melhor, com cabelo e maquiagem dignos de uma verdadeira popstar.

Tunai mistura antigos sucessos com três composições inéditas em novo disco

sábado, 15 de outubro de 2011

O cantor e compositor Tunai fez o lançamento de seu mais novo trabalho “Eternamente” nesta quinta-feira (13/10), no Teatro Rival, com participação especial de seus amigos Wagner Tiso, Patrícia Mellodi, Chico Amaral,  Jane Duboc e Victor Biglione. O repertório foi composto por músicas do cantor que foram gravadas por outros artistas, entre elas “Eternamente” e “Olhos do Coração” (Gal Costa) e “Só de amor” e Olhos Negros” (Simone). Muitas outras canções que fazem parte da história de Tunai estiveram presentes no show.

O renomado compositor, que já teve suas letras interpretadas por Fafá de Belém, Nana Caymmi, Gal Costa, Zizi Possi, Simone, Jane Duboc, Elba Ramalho, Ivete Sangalo, Emílio Santiago, Ney Matogrosso, Beto Guedes, Sérgio Mendes e diversos outros, oferece neste disco três composições inéditas, além de uma rica miscelânea de canções de sua carreira. Com produção e arranjos assinados pelo próprio, o disco é uma viagem pelo tempo que mostra todo o talento de Tunai.

Relançados dois últimos discos de Raul Seixas, que ganha documentário no Festival do Rio

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Copacabana Discos, uma das gravadoras mais importantes da história indústria fonográfica brasileira, tem tido seu acervo repaginado pela Microservice, que lança agora o CD duplo “Raul Seixas – Bilogia: Uma história em 2 CDs de carreira” em homenagem ao eterno “Maluco Beleza”.

“Bilogia” foca nos dois últimos discos do cantor e num dos momentos mais importantes de sua carreira, quando, em 1984, após o lançamento do álbum “Metrô linha 743″, Raul foi pra Salvador recuperar-se do consumo abusivo de drogas e álcool. Três anos depois,  em 1987, ele lançou “Uah-baplu- bap-lah-béin-bum!”, que colocou a canção “Cowboy Fora da Lei” no topo das paradas de sucesso, e em 1988 apresentou “A Pedra do Gênesis”, seu último solo antes de sua morte, em 1989.

O álbum duplo é para matar a saudade do Pai do Rock Brasileiro, que carrega uma legião de fãs até os dias atuais. E quem quiser se satisfazer ainda mais com som e imagem do roqueiro baiano, o Festival do Rio lança às 21h15 da próxima segunda-feira (17/10) o documentário “Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio”, dirigido por Walter Carvalho, no Cine Odeon.

Banda Rajar faz show de lançamento de disco que teve produção de Ézio Filho e Jack Endino

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A banda capixaba Rajar faz show de lançamento do seu mais novo CD “Olha o Sol…” nesta quinta-feira (13/10), no Espaço Acústica do Rio de Janeiro. Com a presença da cantora Luciana Guessa, o show promete ser animado. O novo álbum tem produção de Ézio Filho e co-produção de Jack Endino (de bandas como Nirvana e Soundgarden) e traz sete músicas inéditas, além de outras regravações de discos anteriores com novas roupagens. “Não Vá Embora”, de Marisa Monte, também está no disco.

Formado por Ronaldo Rajar (vocal), Thiago Martins (guitarra), Bruno Castro (bateria) e Eliza Schinner (baixo), a banda que já teve seu trabalho na trilha sonora de “Malhação”, em 2007, e na série do Multishow “Beijo Me Liga”. Agora, o Rajar está com seu novo clipe, “Monstrinho”, nas paradas da MTV.

O GarotaFM fez uma entrevista com Ronaldo, que falou sobre a trajetória da banda, o lançamento do disco e muito mais. Confira:

GarotaFM: Como surgiu a banda? Vocês já se conheciam antes? Como aconteceu esse encontro?

Ronaldo Rajar: A banda começou em Vitória no Espírito Santo, na faculdade. E, com alguns ex- integrantes, começamos a nos reunir pra fazer um som. Lá, tinha o Sérgio Benevenuto, que é um produtor que já trabalhou com Legião Urbana e foi o produtor do nosso primeiro disco. Nós começamos a nos reunir com ele para ver as músicas novas, para gente começar a fazer o álbum. Ficamos um ano com ele e acabou que em 2006 gravamos “Narcisista”, o CD de estreia.

GFM: E vocês tem uma música do primeiro CD que tocou na Malhação, não foi?

RR: Sim, e essa música inclusive está no terceiro CD e se chama “Vaidade”. Nós fizemos uma releitura dela e regravamos para ficar com um áudio mais organizado. A gente preferiu fazer uma versão atualizada para ela, pois ao vivo a gente tem tocado ela de forma muito diferente. E ela entrou na trilha da Malhação de 2007 e foi muito legal.  Tem também a “Volto Logo”, que é do primeiro disco e que esteve na trilha da série do Multishow “Beijo Me Liga”. Também a regravamos nesse disco.

GFM: Qual a expectativa para o lançamento desse novo CD?

RR: A gente lançou o primeiro clipe desse disco novo que é o “Monstrinho” e estivemos no Acesso MTV, que convidou a gente pra fazer o lançamento lá. Foi muito bacana. Estamos com esse disco faz um mês aproximadamente e estamos fazendo os shows de lançamentos. Já fizemos em São Paulo, no Paraná, Espírito Santo e, por último, vai ser aqui no Rio de Janeiro que é onde a banda mora. Está sendo uma experiência muito legal, o som é bem diferente do que a gente estava fazendo e acreditamos numa maturidade do som que a gente quer apresentar. Foi muito legal por causa disso, a gente tá muito satisfeito, a gente não mudaria nada do que foi feito porque todo mundo que tá ouvindo tá curtindo e tá sentindo essa energia boa que a gente queria passar no disco.

GFM: Fale um pouco sobre as canções do novo CD.

RR: No novo CD, nós fizemos uma releitura de duas músicas do primeiro disco e duas do segundo, e colocamos outras sete inéditas. O disco foi gravado na Toca do Bandido, aqui no Rio de Janeiro, que é o estúdio do Tom Capone, que é onde começou O Rappa e várias outras bandas de peso. E a gente teve a produção do Ézio Filho, produtor da Zélia Duncan, e a gente teve a co-produção do Jack Endino, que era produtor do Nirvana. Conseguimos tirar uma qualidade de som muito boa lá na Toca do Bandido e depois levamos para os Estados Unidos para fazer a mixagem lá com o Jack Endino, que deu todo esse toque gringo, que a gente estava buscando. Ficamos muito satisfeitos como disco novo.

GFM: E como aconteceu esse contato com o Jack Endino?

RR: No segundo disco, a gente gravou na Toca e levamos para ele. Só que teve um toque diferente, o segundo disco foi muito mais pesado, nós fizemos uma coisa mais rock’n'roll mesmo. No primeiro CD, a gente mandou as músicas pra ele e ele gostou muito. A gente nem esperava muito que ele fosse topar, mandamos pela pessoa que faz o contato de negócios dele e ele já respondeu pessoalmente falando que tinha adorado as músicas. Quando a gente foi fazer o trabalho, tanto do segundo quanto do terceiro disco, a gente ficou hospedado na casa dele. Então, foi uma experiência bem legal estar com o cara que é um “monstro” da história musical de Seattle, produziu Nirvana, Soundgarden, entre outros artistas. E pra gente foi muito legal, enriqueceu muito o nosso trabalho e trouxa muita coisa positiva.

GFM: E como funcionou esse processo? Vocês gravaram primeiro aqui e levaram só pra ele fazer a mixagem?

RR: Nós gravamos as músicas em estúdio aqui, não valendo, e a gente manda pra ele. A gente fez aqui com o Ézio, que é nosso produtor e que acompanha a banda, sugere coisas de arranjo, dá uma direção… Aí a gente gravou e mandou pro Jack. E ele fez as ponderações e chegamos a um ponto final da pré-produção. Então, gravamos no estúdio amadoramente mesmo, só para  saber como vai ser a estrutura daquela música e como todo mundo vai se preparar.  Aí, a gente gravou tudo aqui. Na gravação, não teve Jack Endino. Ele não veio para o Brasil. Levamos para os Estados Unidos e ele fez a mixagem do disco, que é o que dá toda a qualidade de som.

GFM: Fale sobre o clipe de “Monstrinho”.

RR: O clipe de “Monstrinho”, a gente gravou em São Paulo, com a participação da Mayara Lepre, que é atriz da série “Os caras de pau”. Tiveram também as duas musas do brasileirão, a Lucilene, que é a musa do Goiás, e a Ana Paulo Minerato que é do Corinthians. Todas as três meninas deram um toque especial no clipe, a gente ficou bem feliz com o trabalho delas e também com o trabalho da produção do clipe, que era bem em cima do que a gente estava querendo.

GFM: E com o vídeo de vocês na programação da MTV, vocês já sentiram a repercussão do trabalho de vocês aumentarem?

RR: Com certeza! No twitter, no dia que a gente foi bombou! A tarde que a gente passou lá dobrou o numero de seguidores da banda, todo mundo querendo saber, o pessoal mandando mensagem, o pessoal foi muito carinhoso com a gente.

GFM: E como vocês trabalham o marketing da banda? Nos shows vocês vendem camisetas, bottons, CDs, ou vocês trabalham mesmo pelas mídias?

RR: A gente provavelmente vai fazer isso, porque a turnê tem pouco tempo. Geralmente fechamos com os donos das casas onde nós vamos tocar que a pessoa que compra o ingresso ganha o CD. Então, ele não precisa comprar o CD quando ele vai. Mas, a gente vai até fazer uma sessão no nosso site só disso, de camisa, de boné, com esse tipo de coisas. Mas pra pessoa comprar como souvenir da banda mesmo. Que a gente já fez isso e foi muito legal, a gente vai até hoje em shows e tem gente com a camisa da banda que comprou e tal. A gente gosta de fazer muito sorteio pelo twitter, rádio, esse tipo de coisa.

GFM: No show de lançamento aqui no Rio de Janeiro, vocês vão tocar somente as músicas do novo CD ou vão tocar dos anteriores também?

RR: Não, a gente vai tocar cover também.  A gente gosta muito de tocar cover. Não cover tipo “cover”. A gente gosta de fazer versões como, por exemplo, tem uma no nosso disco que a gente começou a tocar em shows, que é “Não vá embora”, da Marisa Monte, e a gente fez uma versão completamente diferente da versão original. E o bacana, eu acho que é justamente isso, a gente aposta que se a gente for fazer um cover do Capital Inicial ou de alguma coisa que tenha influências com o nosso som, não tem muito que mudar. Então, por exemplo, a gente faz cover do Roberto Carlos, Britney Spears, Lady Gaga… Tem muita coisa diferente do que é o nosso som, a gente pega aquela música e faz outra versão e traz pra dentro do show, e isso é o que mais vem funcionado.