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Em exposição no Santa Marta, ensaio ‘SER infância’ mostra artistas brincando com crianças da colônia de férias da comunidade

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Muito gringo não sabe, mas a maioria dos moradores das favelas do Rio não gostam de ser fotografados como meros personagens de cartões postais. Quando são seus filhos que estão em foco, então, a resistência é maior ainda. Foi por isso que Tatynne Lauria levou dois anos para conquistar a confiança dos frequentadores, diretores e coordenadores da ECO, colônia de férias que funciona no Santa Marta há 33 anos e promove durante janeiro, período de férias escolares, atividades para cerca de 300 crianças. A coordenadora de produção da novela Fina Estampa, da TV Globo, e fotógrafa foi se chegando e conquistando respeito. Para provar que seu grande interesse era divulgar esse trabalho que move a comunidade desde o ano em que ela nasceu, Tatynne Lauria levou convidados ilustríssimos para brincarem também e posarem para sua lente junto a toda a turma. Pedro Bial, Milton Gonçalves, Leandro Sapucahy, Marcelo Faustini, Luana Piovanni e Dudu Azevedo foram alguns que subiram o morro e se divertiram durante o ensaio “SER infância”, que está em exposição pelas ruas do Santa Marta. A mostra começa ainda na Rua Marechal Francisco de Moura e vai até a sede da ECO. É só seguir as pegadas amarelas pintadas rente ao meio-fio, do lado direito da rua.

Sobre a ECO:

Há 33 anos desenvolvendo atividades culturais, sociais e educacionais na comunidade do Santa Marta, em Botafogo-RJ, o Grupo Eco é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter educacional e cultural , que tem como filosofia promover e apoiar na Favela Santa Marta e, eventualmente, fora dela, atividades e iniciativas que visem o desenvolvimento humano integral das pessoas e da comunidade, com atenção especial às crianças, adolescentes e jovens, em busca da afirmação da dignidade da pessoa humana; do pleno exercício da cidadania.

Uma das principais atividades do grupo, que hoje conta com aproximadamente cem associados é a colônia de férias cultural ECO, que realizará sua 33° edição em 2012, sempre realizada no mês de janeiro, dos dias 08 a 22, quando o período escolar está em recesso. O projeto conta com a participação de 320 crianças e adolescentes, que ficam 15 dias sob a responsabilidade dos integrantes do Eco, em atividades dentro e fora da comunidade em Botafogo. Esse ano , com o objetivo de arrecadar doadores culturais, parceiros, apoiadores, o grupo lançou a campanha “Jogo da vida – todos fazem parte” para mobilizar ações de integração cultural e urbana com a cidade.

Sobre a exposição:

Com o objetivo de dar maior visibilidade à campanha e afirmar a seriedade e a responsabilidade de todos com o projeto, a fotografa e produtora Tatynne Lauria, desenvolveu junto a integrantes do grupo a II parte da campanha: “Jogo da vida – parte II, a brincadeira da minha infância.”

A intenção, foi criar um ensaio fotográfico que não fosse apenas o vestir a camisa e doar a imagem, e sim convidar pessoas de diversos seguimentos a se disponibilizarem para voltarem a SER criança. A terem uma releitura de suas infâncias e traçarem um panorama sobre a responsabilidade e importância do “SER” infância, que resultou nesse projeto.

Fotos: Tatynne Lauria

O estilo Florence Welch… na música e na moda

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

No dia em que o Fashion Rio abre a temporada de lançamento da coleção Outono-Inverno 2012, o GarotaFM publica um texto fashion musical de Christina Fuscaldo. Aproveite, inspire-se e desfile por aí ouvindo Florence + The Machine:

Sai uma de cena, entra outra. Ou acumulam-se. Assim corre o fluxo de cantoras boas e estilosas no mercado britânico. No mesmo ano em que Amy Winehouse se despediu da cena musical e Adele se estabeleceu, surgiu uma nova promessa: Florence Welch. Nascida em Londres, a líder do grupo Florence + The Machine, que desembarca este mês para três shows no Brasil, despontou em 2011 com o lançamento de seu segundo disco, “Ceremonials”, e ainda levou da revista Harper’s Bazaar UK o posto de segunda personalidade mais bem-vestida da Inglaterra. A cantora e percussionista perdeu apenas para a duquesa de Cambridge, Catherine (Kate) Middelton, mas passou a frente da modelo Kate Moss e da estilista Stella McCartney.

Escalada para o Summer Soul Festival, que acontece em 24 de janeiro em São Paulo, no dia 25 no Rio de Janeiro e em 28 em Florianópolis,  Florence Welch tem apenas 25 anos e uma bagagem musical de dar inveja a muitos veteranos, além de um vozeirão que coloca o reinado de nomes como Lady Gaga em risco. Do rock progressivo ao  metal passando pelo pop, sua música mistura diversos estilos e é produzida com ajuda de músicos como Robert Ackroyd (guitarra), Chris Hayden (bateria e percurssão), Isabella Summers (teclado), Mark Saunders (baixo) e Tom Monger (harpa). “Ceremonials” sucede “Lungs”, disco de estreia de Florence + The Machine, que teve a canção “Dog Days Are Over” como destaque. Entre um e outro, o grupo incluiu “Heavy in Your Arms” na trilha sonora de “Eclipse”, filme da saga “Crepúsculo”.

No que diz respeito ao traje, Florence Welch não tem medo de ser feliz. Mas mesmo os exageros – por exemplo a maquiagem em “Dog Days Are Over” – estão em sintonia com seu trabalho. Com muito tecido, como no clipe “Shake it Out”, ou pouco, como em “Cosmic Love”, Florence parece ter estilo (no aguardo do show para a confirmação). Não é à toa que a inglesa virou uma das queridinhas de Karl Lagerfeld. No ano passado, o estilista da Maison Chanel fotografou a cantora vestida Chanel para a capa de uma edição limitada em vinil do single “Shake it Out”, do novo disco. Ainda de acordo com a revista Vogue, a cantora  fez a trilha sonora ao vivo do último desfile da grife francesa.

No início de 2011, a estilista da Gucci, Frida Giannini, contou que a música “Hurricane Drunk”, da Florence + The Machine, ajudou no processo de criação da coleção outono-inverno 2011/12 da marca, noticiou Lilian Pacce em seu site. Mas, para provar que não vive o glamour 24 horas por dia, a cantora declarou em entrevista à revista NME que passou o último Natal vestida com um pijama super colorido e bijuterias. Fashion, não?

Nissan apresenta os rappers MC Deubem e X Por Cento

domingo, 27 de março de 2011

Sensacional o vídeo com os rappers MC Deubem e X Por Cento que a Nissan do Brasil jogou na rede recentemente. O “som” foi feito para o lançamento do carro “Nissan Tiida”. Assista e abra um sorriso:

Homenagem da Beija-Flor a Roberto Carlos decepciona. Pelo menos saí com a rosa do Rei

sábado, 12 de março de 2011

Divulgação / Beija-Flor

Sempre achei um saco ver os desfiles das escolas de samba pela televisão. Este ano, a expectativa era me surpreender com toda aquela pompa passando bem na minha frente. E foi exatamente o que aconteceu. Realmente, ao vivo, é tudo mais bonito, muito mais contagiante. Mas escolhi ir no segundo dia de Carnaval ao Sambódromo por um motivo especial: ver a homenagem da Beija-Flor ao Rei Roberto Carlos. Quem me conhece bem – e aqueles que andaram acompanhando meu trabalho na grande imprensa entre 2005 e 2009 (infelizmente, em 2010 e 2011, perdi as coletivas do homem por estar fora do país) – sabem que, quando posso, agarro a rosa do Rei. Pois bem… Fui para a Sapucaí pós-bloco, vestida de Branca de Neve, super bem acompanhada de três pessoas maravilhosas e com mochilas e sacos cheios de mantimentos. A Beija-Flor foi a última a desfilar, depois do atraso da Salgueiro e da chuva que caiu durante a Grande Rio. Troquei o vestido encharcado por uma capa e fiquei lá, tremendo de frio, esperando o Rei.

Veja o especial do Rei publicado no site do jornal O Globo em 2009

Queria fazer mais firula, mas prefiro ir direto ao ponto. O desfile da Beija-Flor, intitulado “A simplicidade de um Rei”, foi o pior da noite. Alegorias pobres, nenhuma referência aos filmes nos quais atuou (se teve, foi tão ruim que não chamou a atenção), Lady Laura pouco (ou nada) homenageada… Achei a história do Rei super mal contada. Os carros eram fechados demais, dificultando até mesmo a visão dos artistas que neles estavam. Hebe Camargo precisou meter a cara em um vão entre as hastes das pilastras do veículo. Erasmo Carlos entrou vestido de branco e azul, como se fosse normal vê-lo por aí sem seu tradicional colete de couro e suas pulseiras e anéis de velho roqueiro. E Wanderléa, por onde andava? Enfiar um monte de cantoras em um carro para fazer referência ao show “Elas cantam Roberto Carlos” e um bando de sertanejo no outro para lembrar do álbum “Emoções sertanejas” serviu só pra encher de “gramour” (hein?) o desfile da Beija-Flor, porque esses dois eventos entraram para a história do Rei apenas no ano passado. Há muito mais o que contar sobre o único artista brasileiro com mais de 100 milhões de cópias vendidas dos seus mais de 60 discos lançados.

Agora, você deve estar se perguntando: se a Beija-Flor foi tão mal assim, por que ganhou o título de campeã do Carnaval 2011? Ahhhh, meu amigo (ou amiga)… só vamos descobrir perguntando àquele locutor que, para segurar a atenção da plateia enquanto a escola atrasava (e muito) sua entrada na avenida, ficou metendo o dedo na ferida da Porto da Pedra, dizendo que a escola havia deixado óleo no chão. Engraçado que, mesmo depois de os garis limparem o local, a escola demorou muito a entrar. E, quando passou, correu à beça pra não estourar o tempo. Enfim, pra mim, uma tragédia mal contada.

Só valeu para, mais uma vez, ver o sorriso que adoro de Roberto Carlos e para sair com mais uma rosa do Rei (leia “No navio com o Rei… e a rosa“). Sendo que esta foi distribuída por uma funcionária da Beija-Flor lá no setor 13, onde eu estava.

Mais sobre o Rei:

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Roberto Carlos contou com a ajuda de pescoços femininos para escolher a fragrância do perfume ‘Emoções’

Roberto Carlos participa do novo CD de MC Leozinho

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Atrizes de ‘Confissões de adolescente’ e atores de ‘Garotos’ falam de suas peças que abordam sexo e drogas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Matéria publicada na revista Megazine em 15/12/2010 (veja aqui)

teatroRIO – “Não ouve o que ele está dizendo. Elas amadurecem primeiro, sim”, exclamou Rafael Almeida logo após José Loreto, seu companheiro de cena, dizer que meninas só são mais adultas em alguns pontos. A pedido da Megazine, atrizes da peça “Confissões de adolescente” e atores de “Garotos”, ambas em cartaz nas duas salas do Teatro dos Grandes Atores, na Barra, conversaram sobre a temática de suas montagens. Os dois espetáculos falam de drogas, azaração, sexo pela primeira vez, etc. Mas “Confissões” vê tudo pelo viés feminino, enquanto “Garotos” se veste com a perspectiva masculina. São marcianos e venusianas dividindo um teatro!

O GLOBO: Sobre o que as peças falam exatamente?

ISABELLA CARNERO: “Confissões” aborda as primeiras experiências. Primeiro beijo, primeira vez… A gente traz nossas experiências.

ÍCARO SILVA: “Garotos” também fala das primeiras vezes, mas pelo viés masculino, pouco explorado. As meninas têm mais liberdade para falar.

Qual é a maior diferença entre as duas peças?

IVAN MENDES: Vi “Confissões” e achei fofinho. Nosso texto é mais agressivo.

MARCELLA RICA: A gente também aborda coisas trash. Quando falamos sobre a primeira vez, por exemplo, não tem delicadeza.

ISABELLA: Mas a gente tenta colocar leveza e humor.

ÍCARO: Na peça, minha primeira vez é com uma mulher mais velha, que é quem conduz a ação. O Ivan faz o papel dessa mulher fatal (risos). No meio do lance, a mãe do meu personagem liga preocupada. Para completar, ele também não tem camisinha.

MARCELLA: Tem o primeiro baseado também. Minha personagem finge que sabe o que está fazendo, mas, na real, nunca fumou maconha.

CAIO BUCKER: O meu personagem fuma para experimentar, porque acha que não faz efeito nenhum. Aí, doidão, ele vai para a prova da auto-escola, e não passa.

Alguém já disse que não se identificou com a peça?

ISABELLA: Teve uma mãe que saiu no meio levando as duas filhas embora.

MARCELLA: A cena de aborto agrada e desagrada. Tem gente que leva muito a sério.

ESTRELA BLANCO: Mas algumas pessoas acham engraçadas as coisas mais agressivas. Todo mundo ri na cena do aborto, mas é um tema delicado.

IVAN: Tentar fazer com que os pais se identifiquem é difícil, mas a gente fala tudo dessa forma mesmo. Minha terapeuta levou os netos para ver “Garotos” e disse que eles ficaram envergonhados.

MARCELLA: Em compensação, tem meninas que já nos viram dez vezes.

Vocês trouxeram violões para a entrevista… Que papel a música faz nas peças?

RAFAEL ALMEIDA: O violão contracena com a gente, mas não temos o compromisso de cantar bem.

MARCELLA: Na nossa peça, o violão só entra na cena do primeiro poeta, que fala sobre Vinicius de Moraes, e entre as outras cenas. Tem músicas de Britney Spears, Black Eyed Peas, Marisa Monte…

Há personagens definidos?

JOSÉ LORETO: Não. Cada hora um é protagonista, mas os outros atuam o tempo todo.

CAIO: As duas peças são diários. “Garotos” é o diário de Leandro Goulart, que era super fã da Maria Mariana, autora de “Confissões”.

ÍCARO: O legal é que os atores atualizam as peças, porque estamos vivendo outra época. Hoje, a gente não existe sem internet, por exemplo.

Quem acha que mulher amadurece antes do homem?

LORETO: Acho que amadurece só em alguns pontos.

RAFAEL: Não ouve o que ele está dizendo. Elas amadurecem primeiro, sim.

E aquela história da mulher que elogia a outra e, quando ela vira de costas, fala mal? Isso é verdade?

MARIANNA PASTORI: Não concordo com isso.

ÍCARO: É que a mulher é mais inclinada a viver em sociedade e precisa disso.

RAFAEL: Fui criado com mãe e duas irmãs. Tenho admiração grande pelas mulheres e não acho nada disso.

CAIO: Rafa é o romântico.

VIZINHAS DE PORTA

ELAS: Escrita por Maria Mariana e dirigida por Matheus Souza, “Confissões de adolescente” está em cartaz na sala azul do Teatro dos Grandes Atores, no Shopping Barra Square (sábado, 19h, e domingo, 18h); e no Teatro das Artes do Shopping da Gávea (quartas e quintas às 20h). R$ 40 (tem meia). Última semana antes do intervalo de fim de ano.

ELES: Escrita e dirigida por Leandro Goulart (com a co-direção de Afra Gomes), a peça “Garotos” está na sala vermelha do Teatro dos Grandes Atores, no Shopping Barra Square (sábado, às 19h, e domingo, às 18h). R$ 40 (tem meia). Esta é a última semana da temporada.

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Os plays invadiram a noite alternativa. Mas quanto esses neorroqueiros sacam do estilo?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Matéria publicada na revista Megazine, em 14/12/2010 (veja aqui)

Rock de salto e camisa polo

rock8RIO – Andam dizendo por aí que tem muito playboy invadindo as festas indie da cidade e que o rock está flertando com as boates engomadinhas. Mas quem vê roupa não vê coração: por trás das camisas polo há muitos simpatizantes das guitarras. Para testar os conhecimentos desses neorroqueiros, a gente foi à night com um quiz sobre o estilo. E se surpreendeu.

Frequentador de Baronneti e 00, Breno Neder jura ser fã também da festa de rock Skinny, da… Nuth Lagoa. Ele mandou superbem nas respostas (veja as perguntas, o percentual de acertos de cada um e o gabarito).

- Tanto faz a boate, as pessoas… Sou frequentador de festas boas e gosto de rock.

Rotular faz parte, crê Marcos Silberman, que diversifica. Na Pista 3, onde às sextas rola a festa rock Histeria, ele já ouviu cada uma…

- Quando falei para uma garota da Comunicação que fazia Engenharia, ela perguntou: “O que você está fazendo aqui?”

Renata Milhas e Mylena Castro já sofreram bullying. Na faculdade, eram as “patricinhas desmioladas”. Na porta da Pista 3, uma foi chamada de Xuxa por usar ombreiras.

- Lá dentro, me pediram o batom emprestado. Amo rock, mas não sou obrigada a vir para a night de All Star! – protesta Renata.

Bruno Leite, que admite ser playboy e não sai de Baronneti, Nuth e 00, também dá plantão no karaokê indie do Rock ‘n’ Drinks:

- Não tenho cabelão, piercing e camisa xadrez. Mas venho cantar Offspring e Blink-182. Sou eclético, o que vale é a descontração.

Veja como os ‘plays’ se saíram no Quiz do Rock da Megazine

PERGUNTAS:

1. Quem foi Chuck Berry?
2. Qual o nome da turnê que os Rolling Stones trouxeram ao Rio em 2006?
3. De quem são esses discos: “Dark side of the moon”, “Nevermind” e “Revolver”?
4. Qual o nome do baterista dos Beatles?
5. Qual o nome do movimento de rock que explodiu no Brasil nos anos 80?
6. Em que ano foi lançado o primeiro disco do Legião Urbana?
7. Quem foi o primeiro vocalista do Barão Vermelho?
8. Qual o nome do primeiro disco do Strokes?
9. Cite uma música do Phoenix.
10. De que país é a banda Franz Ferdinand?

RESPOSTAS:

Renata Milhas e Tatiana Guedes, 23 anos: 50%

rock21Mylena não participou, e Tatiana fez a maior parte dos acertos. Renata é boa em Phoenix, mas não saca de clássicos: “Chuck Berry é do tempo do meu pai!”

1 – Chuck Berry é do tempo do meu pai. Não sei (Renata). Foi um dos primeiros roqueiros (Tatiana)
2 – Putz… (Renata)
3 – Pink Floyd (Tatiana), Nirvana (Renata). Revolver, não sei (Renata)
4 – Ringo (Tatiana)
5 – Não sei (Tatiana)
6 – Comecei a escutar Legião com 12 anos. Deve ter sido em 86 (Tatiana). Foi em 85? (Renata)
7 – Cazuza (Renata)
8 – Sou ruim para decorar (Renata).
9 – “Lizstomania”, “Everythinh is everything” é minha favorita (Renata)
10 – Fui no show mas não sei (Renata)

Breno Neder, 21 anos: 70%

rock5Breno gosta de rock gringo, mas o brasileiro… “Não sei muito de Legião Urbana”. E o movimento que estourou no Brasil nos anos 80? “Rock in Rio!”

1 – Um guitarrista que tocou Johnny B. Goode.
2 – Nunca fui fã de Rolling Stones.
3 – Pink Floyd! Não sei e não sei!
4 – Ringo Starr.
5 – Rock in Rio!
6 – Não sei muito de Legião Urbana.
7 – Cazuza!
8 – Is this it? Chutei legal!
9 – Do Amadeus Phoenix? Rome!
10 – Inglaterra? Finlândia? Escócia?

Aline Morais, 19 anos, e Bruno Leite, 22: 20%

Bruno acertou o nome do baterista dos Beatles (Ringo Starr), mas errou feio a pergunta sobre o primeiro vocalista do Barão Vermelho: “Lulu Santos!”

1 – Baterista de alguma banda (Bruno)
2 – Eu era um feto (Aline)
3 – Pink Floyd! Revolver é Sex Pistols? (Bruno)
4 – Ringo Starr! (Bruno)
5 – Rock boiola! Ela falou Cazuza, Renato Russo… (Bruno)
6 – 1982! (Bruno) 1988! (Aline)
7 – Lulu Santos? (Bruno)
8 – Ih! F… (Bruno)
9 – Nem conheço essa banda (Bruno)
10 – Espanha? Irlanda? (Bruno)

Isabel Langlands, 21 anos, ajudando Antônio Barbosa, 21: 70%

rock6Para não passar vergonha, Antônio chamou a amiga Isabel. E ela tirou onda, mesmo quando não sabia. “Se perguntar do Led Zeppelin, digo tudo!”, respondeu sobre o rock brasileiro.

1 – Era um cara negro que tocava guitarra de um jeito bizarro e todo mundo achava que ele era branco. A música mais irada é “Sweet little sixteen”.
2 – Não sei. Pra mim, Rolling Stones sé me interessa até “Shine a light”.
3 – Pink Floyd! Nirvana! Ramones! Não… Velvet underground! Não… Beatles, pô!
4 – Ringo Starr.
5 – Tropicalismo? Não, isso é antes… Chico Buarque? Tem a ver com Mutantes, mas não consigo… Não sei! Sou inglesa. Se perguntar do Led Zeppelin, digo tudo!
6 – (Silêncio)
7 – Cazuza!
8 – “Is this it”!
9 – “Lizstomania”!
10 – Escócia!

Marcos Silberman, 21 anos, e Yuri Leipner, 22: 20%

rock31Yuri e Marcos só acertaram dois terços da segunda pergunta. “Odeio Beatles!”, disse Marcos, que achou que o baterista da banda era George Harrison: “Tem Ringo, Paul, John… Falta o nome do baterista…” Para não passar vergonha, Antônio chamou a amiga Isabel. E ela tirou onda, mesmo quando não sabia. “Se perguntar do Led Zeppelin, digo tudo!”, respondeu sobre o rock brasileiro.

1 – Conheço de nome, mas não sei o que ele fez. Muito old school pra mim (Yuri)
2 – Nem ideia… Rolling Stones é uma coisa da qual não sou muito fã (Yuri)
3 – Pink Floyd! (Yuri) Nirvana! (Marcos) Velvet Revolver ! É Beatles? Odeio Beatles, acho ridículo! (Marcos)
4 – Tem o Ringo, o Paul, o John… já foram três, falta um, que é o baterista… (Marcos)
5 – Movimento tropical? Não, isso é tipo Caetano Veloso… (Yuri)
6 – Oitenta alguma coisa… 82! (Yuri) 81! (Marcos)
7 – Rock brasileiro não é comigo (Yuri). Tô com medo de falar uma besteira muito grande, mas acho que foi ele… Cazuza? (Marcos)
8 – Tenho no meu ipod, mas não vou lembrar (Marcos)
9 – Desse aí eu nunca ouvi falar, pra ser sincero ao extremo (Marcos)
10 – Inglaterra? País de Gales? Sei que eles vêm daqueles países horríveis… (Marcos)

GABARITO:

1 – Guitarrista americano, autor de “Johnny B. Goode”, frequentemente descrito como “inventor do rock”; 2 – A Bigger Bang Tour; 3 – Pink Floyd, Nirvana e Beatles; 4 – Ringo Starr; 5 – BRock; 6 – 1985; 7 – Cazuza; 8 – “Is This It”; 9 – “Lizstomania”, “Rome”…; 10 – Escócia

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Motivados pelo lançamento do ‘Guia do toco’, estudantes falam de foras que deram e levaram

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Matéria publicada na revista Megazine (O Globo) em 30/11/2010 (leia aqui)

tocoRIO – Que atire a primeira pedra quem nunca deu ou levou um fora inesquecível. Ligação não atendida, sumiço ou frases dolorosas como a simples “não estou mais a fim” podem deixar uma pessoa de cama. Experientes no assunto, as jornalistas Leticia Rio Branco e Fabi Cimieri listaram 69 tipos de veto no livro “O guia do toco – como dar e levar sem perder o bom humor”, recém-lançado pelo selo Best Seller. E a Megazine foi ao campus da PUC para saber que espécies de toco estão à solta por aí.

- O toco atinge pessoas de todas as idades. Mas, se há dez anos eu soubesse o que sei sobre o assunto hoje, teria evitado muitos. Todos vão se identificar com o livro, mas os jovens terão a visão de mulheres experientes – comenta Fabi, de 34 anos.

Se tivesse experiência, talvez o estudante de cinema Guilherme Arcanjo pudesse ter evitado o que o livro chama de “toco amigo” no cinema.

- Tentei beijar a garota, mas ela não deixou. Pulei duas cadeiras para o lado.

E Eduarda Dupin, do curso de Comunicação Social, talvez soubesse sair de uma relação “não estável” sem deixar o cara chateado.

- Não estava mais a fim e não sabia como falar. Fui parando de atender o telefone – conta a estudante.

Acostumada a dar nomes aos tocos, sempre anotando-os em guardanapos de bar ou folhas de papel, Leticia Rio Branco, de 33 anos, acha que saber aceitar o fora é uma arte. Mas ela admite que já se deixou abalar.

- Uma vez, tomei um “toco gringo” que me deixou doente. Viajei para a casa do cara, e ele mudou de figura – diz a jornalista, que levou o pé nabunda do estrangeiro.

Os tocos reunidos pela dupla estão divididos nas categorias Clássicos (“toconfuso” e “tocudoce”), Esfarrapados (“tô chegando” e “redes sociais”) ou Sinistros (“eu sou gay” e “doença fatal”). Na página ao lado, você lê histórias reais de pessoas que levaram ou deram os mais diversos tipos de toco – catalogados ou não no livro das jornalistas.

ANA ELISABETH AMARAL: Só porque não quis conversar com um cara na boate, a estudante de jornalismo de 25 anos acabou levando um tapa: “Ele puxou meu cabelo para me beijar, e eu o empurrei”. O menino partiu para a agressão, e ela revidou. “O toco acabou em porrada. Ele me bateu, e eu bati nele!” O mané foi expulso da boate, e Ana Elisabeth lançou uma nova espécie de toco, o “barraqueiro”, que não está no livro.

 GUILHERME ARCANJO:  ”Me busca na saída do Enem?” A frase foi a senha para uma peguete de Guilherme ganhar um “toco high school”. “Ficamos uma vez. Quando liguei, descobri que ela tinha 16!”. Mas ele também já foi vítima: “Estava no cinema e, quando fui beijar, ela disse que éramos só amigos”. De tanto levar fora, ele tomou uma atitude: “Comecei a fazer stand up comedy, e tudo mudou. Peguei até as que me rejeitaram”.

EDUARDA DUPIN: Não quer mais sair com alguém e não sabe como dizer? Dê um “tocobina”, como fez essa estudante de 19 anos: “Eu dava desculpas, dizia que ia viajar e fui parando de atender o telefone. Teve um dia em que ele percebeu e parou de ligar”. Um tempo depois, Eduarda encontrou o menino na rua e falou com ele como se nada tivesse acontecido. “Meio cara de pau, né? Acho que ele nem queria falar comigo”.

 ELISA TEPEDINO: Ela corria atrás do gatinho, e ele até topava sair (o livro chama esse de “toco até pode”). Um dia, a aluna de 20 anos cansou de ligar e deu o “toco bumerangue”: “Encontrei na night, e ele chegou em mim. Aí, eu disse ‘não’”.

ANWAR NACIFF: A estudante de 20 anos marcou até hora com a menina, que, depois de uma ficada, apareceu em sua casa. “Falei para voltar no dia seguinte e não fiquei lá.” Mas, mesmo após esse “toco Mr. M”, ela ainda deixou um bombom.

 CÉSAR COUTINHO: Esse aí já levou todo tipo de toco: via redes sociais, MSN etc. Mas, para o estudante de Engenharia do Petróleo, o mais comum é aplicar o “tribalista”, aquele em que o homem passa a noite trocando de mulher – e, é claro, ouvindo muitos “nãos”. “Normalmente, chego em quinze e consigo pegar três”. Ao perguntar o nome de garotas na night, ele já ouviu coisas como “eu prefiro a morte”. Mas César, de 20 anos, outro dia reverteu o quadro dando o “toco bumerangue”: “A menina falou que eu era feio. Pensei rápido e disse: ‘mas eu quero ficar com sua amiga, não com você’ (risos)”.

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As dores e delícias de acampar durante o SWU, que arrastou mais de 160 mil pessoas para o interior paulista

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Matéria publicada (no site e) na revista Megazine de 19/10/2010 (leia aqui)

Um festival de rock e coragem

Rafael e Letícia / Christina Fuscaldo

Rafael e Letícia / Christina Fuscaldo

ITU (SP) – Só mesmo muuuito amor pelo rock ‘n’ roll para fazer 5,3 mil pessoas saírem do conforto de casa e se esticarem no chão duro da Fazenda Maeda, em Itu (SP), durante os três dias do SWU Music and Arts Festival, semana passada. Gente de todo o país encarou horas de fila para tomar banho, sem falar na friaca que se abateu, principalmente à noite, sobre a cidade de 175 mil habitantes. Não acostumados com o perrengue, alguns sofreram. Outros definiram a experiência como um sonhado encontro com a paz.

— Nosso objetivo era sair da loucura. Eu queria ficar um pouco mais quieta — resumiu Letícia Marques Verta.

A estudante de análise de sistemas dividiu a barraca com o colega Rafael Pacheco Lemos. Os dois têm 19 anos e trocaram a areia da praia de Santos pela terra que subia do chão (e sujava muito as roupas). Rafael só não curtiu as regras do banho:

— São duas horas na fila e só sete minutos para o banho. Quando acaba, o chuveiro simplesmente desliga!

A fila pro banho / Christina Fuscaldo

A fila pro banho / Christina Fuscaldo

Com pontos de energia para carregar o celular, armários e diversas opções para as refeições, via-se um certo conforto  no espaço projetado para imitar o camping “espontâneo” formado nos arredores da fazenda onde rolou Woodstock, festival realizado em 1969 nos Estados Unidos. Quem está acostumado a acampar não se incomodou com nada. Foi o caso de Gustavo Tressia, de 23 anos. O estudante de engenharia saiu de Uberlândia (MG) satisfeito com os R$ 360 gastos nas vagas dele, da namorada e de uma amiga no Camping Comum (a barraca para um custava R$ 250, a de dois era R$ 310 e a de quatro, R$ 400).

O casal teve de dividir o (col)chão com a amiga Ana Claudia Coelho, de 23 anos. Mas ninguém reclamou, e todos acharam até confortáveis as “instalações”.

Ana Carolina, Gustavo e a amiga Ana Claudia / Christina Fuscaldo

Ana Carolina, Gustavo e a amiga Ana Claudia / Christina Fuscaldo

— Ah, é muita diversão! Encontramos gente de Uberlândia aqui! Para mim, está tudo ótimo, até o banho. O meu dura três minutos — brincou.

Enquanto a maior parte das 164,5 mil pessoas que se dividiram entre os três dias de festival buscavam os grandes nomes que iam tocar nos Palcos Ar e Água, como Rage Against The Machine, Kings Of Leon, Pixies e Incubus, Gustavo assumiu que saiu de Minas Gerais para assistir ao show de BNegão, que tocou no (pequeno) Palco Oi Novo Som.

— Ele é fã — entregou a namorada, Ana Carolina Guimarães, de 25 anos.

Os amigos Davi Torzoni, de 22 anos, e César Morigaki, de 23, ambos de Campinas (SP), também estavam em estado de graça.

— Compramos os convites e o lugar no camping há dois meses — disse César.

Bruno, Felipe e Fernando / Christina Fuscaldo

Bruno, Felipe e Fernando / Christina Fuscaldo

— E é bom não ter que se preocupar com a Lei Seca. Estamos praticamente dentro do show — completou Davi.

Felipe Garcia, de 18 anos, saiu de São Paulo para ver os grandes. No entanto, Dave Matthews Band e Sublime With Rome não o fizeram, >ita<errr, sublimar os problemas encontrados no SWU:

— O som do Rage parou no meio do show e nos enrolamos para chegar de carro, porque a sinalização é ruim.

Além dele, o primo Fernando Garcia, de 19 anos, e o amigo Bruno dos Santos, de 18, estreavam em campings.

— A gente não sabia armar a barraca, e o vizinho veio nos ajudar. Não trouxemos os grampos e tivemos que improvisar prendendo as cordas com madeira — contou Bruno.

O carioca Vinícius Coral / Christina Fuscaldo

O carioca Vinícius Coral / Christina Fuscaldo

As mil barracas do Camping Comum foram montadas entre árvores de lichia numa área de 50 mil metros quadrados. As 700 do Camping Premium — com grama no chão e estacionamento gratuito — ficaram próximas ao belo jardim japonês numa área de 51 mil metros quadrados.

O bancário Vinícius Coral, de 27 anos, dormiu no simples, mas, nos shows do Queens Of The Stone Age e Linkin Park, deu um jeito de passar para a Pista Premium:

— Quando comecei a ficar espremido, disse que estava passando mal e pulei para cá. Dormir no Camping Comum é legal, mas ver o show de perto é muito melhor! — tirou onda o carioca.

Saiba como foram os shows e, abaixo, os altos e baixos do festival:

Rage Against The Machine interrompe show por causa de tumulto e falha no som

Regina Spektor e Dave Matthews Band se destacam no tranquilo segundo dia

Queens Of The Stone Age e Linkin Park deixam marca roqueira no encerramento

ALTOS:

Pontualidade – Coisa rara nos festivais, quase todos os shows começaram no horário.

Fórum de sustentatibilidade – Mais de 3 mil pessoas participaram de 29 palestras.

Reciclagem – Foram enviadas para usinas 30 toneladas de lixo.

BAIXOS:

Segurança – O empurra-empurra no show do Rage Against The Machine mostrou que a produção não estava preparada para a derrubada das grades que separavam as pistas Comum e Premium.

Chegada e saída – Não era fácil achar o veículo entre os mais de três mil ônibus e vans e 42 mil carros.

Mapas dos palcos – posicionamento dos palcos principais fez com que as pessoas não circulassem pela fazenda, acumulando-se. Fãs de uns artistas atrapalharam os shows de outros.

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Turistas Acidentais: A saga errática e tragicômica de dois brasileiros confundidos com terroristas nos Estados Unidos

domingo, 17 de outubro de 2010

Você lê esta matéria na íntegra na edição 49 da Rolling Stone, novembro/2010 (leia este mesmo trecho clicando aqui)

Foto de Rodrigo Peixoto

Foto de Rodrigo Peixoto

“Did you find my bomb?” A pergunta do brasileiro Mizael Mendonça Cabral foi endereçada ao funcionário da Administração de Segurança no Transporte (TSA) no Aeroporto Internacional de Miami, no momento em que se iniciava a revista de sua bagagem após a passagem pelo raio-x. Naquela noite de outubro de 2004, Mizael descobriu a duras penas que “bomb” era a palavra errada para se referir a uma bomba de sucção – o correto seria “pump”. Ao seu lado, o amigo Daniel Augusto Grilo Corrêa também se desentendia com os oficiais. “Não abre a mala, não”, ele pediu ao agente encarregado. “Porque está tão cheia que pode explodir.”

A cena teve requintes de uma comédia de pastelão. Graças ao reforço de segurança imposto pelos Estados Unidos depois dos ataques terroristas de setembro de 2001, rapidamente Mizael e Daniel se viram cercados por membros da TSA, que não hesitaram em acionar o FBI. Algemados, os brasileiros não conseguiam explicar o mal-entendido. Nada ajudou o fato de ambos estarem ilegalmente no país. Acabaram detidos. Já encarcerados, enquanto tentavam entender o que acontecia, as manchetes pipocavam na imprensa de todo o mundo: “Brasileiros presos em Miami como terroristas”.

Faltava menos de uma semana para as eleições que levariam George W. Bush à presidência dos Estados Unidos pela segunda vez. No seu primeiro mandato, principalmente depois do ataque que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, a ordem geral era combater o terrorismo: toda ação nesse sentido poderia aumentar a popularidade de Bush entre o traumatizado povo norte-americano e, consequentemente, render-lhe votos. Enquanto Mizael e Daniel já acreditavam que serviriam de bodes expiatórios, os jornais locais os chamavam de “terroristas brasileiros” sem hesitação. “O engraçado é que, quando estávamos naquela salinha da imigração, um cara do FBI disse que íamos sair dali em breve”, conta Daniel. “Eram dois agentes a favor e dois contra. O interrogatório foi até duas da manhã. Aí um cara chamado Malone falou: ‘Vamos investigar esses caras’. Foi quem ferrou a gente. E fomos para a cadeia.”

rollingstoneDaniel Corrêa tinha 27 anos na época, e havia passado os últimos cinco juntando dinheiro nos Estados Unidos, onde sua mãe morava legalmente. Moreno, de sobrancelhas grossas e nariz bem delineado, ele poderia passar facilmente por um “homem-bomba”, não fosse pelo sorriso constante no rosto e pela dificuldade em focar sua atenção em um só assunto. Mizael, loiro, olhos azuis e jeito de surfista, então com 29 anos, estava na mesma situação de ilegalidade – com o agravante de a família estar concentrada na Paraíba.

Quando um funcionário dos correios bateu na porta da casa de Hilda Grilo Patton, mãe de Daniel Corrêa, e lhe entregou uma caixa com as roupas e sapatos dos rapazes, ela só conseguiu imaginar o pior. Ao identificar o remetente, ela correu para a prisão. Não teve acesso ao filho exatamente por ser cidadã norte-americana: ao adotar o nome de família do marido, Hilda passou a não ter mais o sobrenome igual ao do filho. E não adiantava dizer que os dois tinham o Grilo no nome. “Só pude ver meu filho no primeiro julgamento, que aconteceu uma semana depois”, conta. “Tentei falar com o Daniel, mas o advogado de defesa pedia para que ele não ouvisse ninguém. Eu só queria dizer: ‘Pede desculpas, meu filho’. Eu havia acompanhado um caso em que um traficante da Colômbia se safou após pedir desculpas. Em seu julgamento, ele disse que não sabia quem tinha colocado 5 quilos de cocaína na sua mala. O juiz sorriu e liberou o homem para voltar para seu país. ‘Sorry’ é uma palavra que tem muita força aqui nos Estados Unidos.”

(Continua na revista)

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Jovens da geração MP3 descobrem o vinil e avaliam primeiros LPs de Legião, Ultraje e RPM

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Matéria publicada no jornal O Globo, na Megazine e no site , em 12/10/2010 (leia aqui)

Felipe Rosenvald (à esq.), Lucas Gibson e Gabriela Andrea com discos que completam 25 anos em 2010 / Gustavo Stephan

Felipe Rosenvald (à esq.), Lucas Gibson e Gabriela Andrea com discos que completam 25 anos em 2010 / Gustavo Stephan

RIO – Quando os discos “Legião Urbana”, “Nós vamos invadir sua praia” e “Revoluções por minuto” chegaram às lojas e alçaram Legião Urbana, Ultraje a Rigor e RPM ao topo, em 1985, Lucas Gibson, Felipe Rosenvald e Gabriela Andrea nem eram nascidos. Vinte e cinco anos depois, os conselheiros da Megazine tiveram seu primeiro contato com esses LPs, na loja Baratos da Ribeiro. Além de fazer análise sobre o conteúdo, eles surpreenderam ao contar suas experiências com a bolacha de vinil.

- Ué, tem música nos dois lados? – perguntou Felipe, de 17 anos, chocado ao descobrir que LP tem lado A e lado B e “agarra” quando suas faixas são arranhadas. – O som do computador é melhor porque não trava.

Leia as críticas que os jovens escreveram sobre as estreias, há 25 anos, de Legião, Ultraje e RPM

Vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira lembra que “Nós vamos invadir sua praia”, reeditado em vinil lançado pela gravadora Deckdisc, apenas confirmou o sucesso que a banda já vinha fazendo:

- Estouramos com “Rebelde sem causa”, lado B de nosso segundo compacto. O LP fortaleceu uma tendência e foi o máximo. De repente, estavam falando em Ultrajemania.

Lucas também nunca havia visto toca-discos (para matéria a vitrola foi cedida pelo Salvatore Café) e conhecia alguns hits da Legião, que este mês terá sua obra relançada em vinil e CDs em edição especial pela EMI.

- O som parece arcaico, mas soa mais natural do que as músicas feitas hoje em dia, cheias de tecnologia para melhorar o som e a voz. Na vitrola, achei que fosse pior. É uma experiência diferente. Nunca vi a agulha rodando no disco – comentou o conselheiro, de 18 anos.

Lucas identificou o tom crítico nas letras de Renato Russo. Na época, todas as músicas do LP fizeram sucesso.

- Lançamos depois do Rock in Rio de 1985. O sistema estava mais propício à proposta do disco, meio pós-punk, rascante, direto e sem metáforas. O disco foi acontecendo e nos surpreendendo – conta Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião.

“Revoluções por minuto” fez da RPM uma das bandas de destaque do movimento BRock, nos anos 80. Inovando ao levar luzes ao palco e sintetizadores aos discos, o grupo virou referência de uma época.

- A gente trabalhava demais – diz Paulo Ricardo, o vocalista, tentando ser modesto. – Sou suspeito para falar do RPM.

Gabriela, que escuta Beatles e Police na vitrola de casa, achou o som do RPM estranho, mas identificou o carisma do vocalista.

- Ele tem uma voz sedutora. Deve ter sido o Fiuk da época – compara a conselheira, que destacou a capa como algo legal no disco. – É legal por ser grande. O problema é arranjar espaço para guardar o disco…