Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

Conselheiros da Megazine analisam os discos de estreia das bandas Legião Urbana, Ultraje a Rigor e RPM, que fazem 25 anos em 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Matéria publicada no jornal O Globo, na Megazine e no site, em 12/10/2010 (leia aqui)

LEGIÃO URBANA, Legião Urbana, por Lucas Gibson

Lucas por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

Lucas por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

A nostalgia de uma época que não vivi foi inevitável quando escutei o disco. As batidas despertaram o legítimo e hoje banalizado rock brasileiro. O poeta Renato Russo parecia prever o futuro: estamos todos imersos na “Geração Coca-Cola”, que dita o que é bom e padroniza o ser humano. O mundo é um eterno “por enquanto”, onde as coisas têm validade curta, tal como a música de qualidade. O primeiro disco de Legião Urbana permite fugir do mundo sujo que se faz concreto: é um apelo ao coração, que pede calma diante da canção e ao mesmo tempo quer pulsar como em um show.  

NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA Ultraje a Rigor, por Felipe Rosenvald

Felipe por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

Felipe por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

Após escutar esse som, identifiquei a sinceridade. E com humor. Diferente da maioria das músicas atuais. Como ele pode dizer que se ama? Não era para ele dizer isso a mim? Não dá para saber se o foco do Ultraje era agradar a quem ouvia. Mas com certeza o fizeram comigo. Sensacional. Som de qualidade e declarações atípicas. Se “Inútil” surgisse hoje, com certeza seria a música de protesto às bandas coloridas, às fãs que amam se sentirem especiais por seus ídolos agradecerem sua existência. Alguém consegue imaginar Fiuk dizendo que elas têm cara de “babaca”?

REVOLUÇÕES POR MINUTO RPM, por Gabriela Andrea 

Gabriela por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

Gabriela por Gustavo Stephan / Foto reprodução O Globo

Anos 80? Imagino música brega, cantores com estilo duvidoso e sintetizadores, que acabam com qualquer melodia. Após ouvir o RPM, tais opiniões foram reforçadas. Soou estranho o excesso de sintetizadores e arranjos com teclados, que não é mais utilizado da mesma forma. Contudo, o ponto mais decepcionante foram as letras, clichês do homem-que-canta-sobre- aquela-mulher-que-lhe-decepou-o-coração. Títulos como “Liberdade – Guerra Fria” me fizeram esperar algo com mais conteúdo, mas continuei frustrada, apesar de ter achado a voz de Paulo Ricardo muito sedutora.

Queens Of The Stone Age e Linkin Park deixam marca roqueira no encerramento do SWU

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Matéria publicada no site do jornal O Globo em 12/10/2010 (leia aqui)

Queens Of The Stone Age / Divulgação Inpress

Queens Of The Stone Age / Divulgação Inpress

ITU, São Paulo – O encerramento do SWU Music and Arts Festival só seria mais roqueiro se não tivesse terminado com a discotecagem (esse termo ainda é usado?) de Tiësto. A programação de segunda-feira nos Palcos Água e Ar começou com Gloria e Alain Johannes e, até umas 2h30 mais ou menos, quando começou o batidão do DJ holandês, teve Crashdïet, Rahzel, Yo La Tengo, Cavalera Conspiracy, Avenged Sevenfold, Incubus, Queens Of The Stone Age, Pixies e Linkin Park.

Na terceira noite, foi mais fácil concluir que a solução (de logística) para a produção foi o maior problema do festival para a plateia. Porque os dois palcos principais eram grudados um no outro. Quem chegou para ver uma banda, ficou ali vendo as outras até a sua preferida começar o show. Isso gerou uma falta de circulação e alguns artistas acabaram tocando para fãs de outros, que não arredavam o pé dali para não perder o lugar. Dessa forma, Pixies – cujo público era formado por trintões – acabou seu show com a “molecada” gritando “Linkin Park, Linkin Park”. Mesmo assim, Black Francis (guitarra e voz) e Kim Deal (baixo e voz) levantaram o público, da pista comum ou da Premium, e saíram satisfeitos.

- É nossa primeira vez em São Paulo – declarou a baixista, em português, logo no início do show.

As bandas Gloria, Cavalera Conspiracy e Incubus já haviam mobilizado gente que gosta de peso. A plateia deu uma pequena desanimada por causa do atraso de quase uma hora entre o Incubus e o Queens Of The Stone Age. Foi o primeiro imprevisto desse tipo ocorrido no festival, então, dá para dar o desconto, afinal, problemas técnicos podem ser imprevisíveis. Quando Josh Homme e seu pessoal entraram com “Feel good”, animaram-se ao ver em Itu a mesma mobilização que viram quando a banda tocou no Rock in Rio, em 2001. E olha que, desta vez, não tinha o baixista Nick Oliveri para subir ao palco nu, como fez em 2001, antes de sair algemado da Cidade do Rock. “Sick sick sick”, “Monsters”, “Little sister” foram algumas do repertório do QOTSA.

Linkin Park / Divulgação Inpress

Linkin Park / Divulgação Inpress

A grande recepção da noite foi para o Linkin Park. Camisas pretas pulavam e cantavam quase tudo nas pistas comum e Premium, esta última abarrotada de gente. Parece que tinha mais do que as 56 mil pessoas do que, na sala de imprensa, diziam ter circulado na noite anterior (os números oficiais ainda não foram divulgados). “Papercut”, “New divine”, “Empty spaces” ajudaram a esvaziar as outras áreas da fazenda Maeda mais afastadas dos palcos principais.

Mais cedo, BNegão e os Seletores de Frequência encheram o palco Oi Novo Som, assim como o CSS (Cansei de Ser Sexy). Mombojó e Autoramas também marcaram presença no espaço mais “alternativo” do maior festival brasileiro depois do Rock in Rio.

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Regina Spektor e Dave Matthews Band se destacam no tranquilo segundo dia de shows no SWU

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Matéria publicada no site do jornal O Globo em 11/10/2010 (leia aqui)

Regina Spektor / Divulgação Inpress

Regina Spektor / Divulgação Inpress

ITU, SP – O Segundo dia de SWU Music and Arts Festival foi calmo, com pequenos ajustes ainda sendo feitos e público vibrante para todas as atrações programadas. Com os shows começando pontualmente e os artistas se alternando entre os palcos (principais e do mesmo tamanho) Água e Ar, quem foi para assistir a Jota Quest, estava ali na frente do primeiro pouco depois das 15h30m cantando “Encontrar alguém”e “Do seu lado”. Quem foi pelo Capital Inicial, fincou os pés perante o Ar após 16h40m para acompanhar Dinho Ouro Preto e companhia no clássico “Fátima” e na nova (do álbum “Das Kapital”) “Depois da meia-noite”. Na medida em que a noite ia caindo, o movimento ia aumentando e, para Regina Spektor, que se apresentou sob o céu colorido do sol poente, a plateia fez reverência em peso. E Joss Stone, Dave Matthews Band e Kings of Leon deixaram a fazenda Maeda cheia de gente.

O som falhou durante o show do Jota Quest, deixando a plateia apreensiva, afinal, programação estava apenas começando. Sábado, o problema aconteceu apenas no último show, do Rage Against The Machine .

- O som falhou em um dos shows mais importantes das nossas vidas – gritou Rogério Flausino, no palco.

Na plateia, a pergunta era: “será que hoje o som vai parar também?” Mais tarde, assistindo ao Dave Matthews Band da plateia, o vocalista explicou que foi a mesa de som da banda que deu problema. Até então estava difícil acreditar na declaração do coordenador de produção Caco Lopes, que na sala de imprensa dizia que a falha no show do Rage Against The Machine, no sábado, ocorreu por causa do equipamento da banda.

- Nós oferecemos uma parte do equipamento: caixas, PAs, monitores, iluminação… é tudo top de linha, os mesmos usados nos principais festivais do mundo. Temos duas houses independentes e as bandas trazem suas mesas de som, principalmente as estrangeiras. No show do Rage, o problema foi com a mesa deles – disse Caco Lopes.

De fato, tudo correu muito bem nos shows que se seguiram. Teve ainda Ilo Ferreira, O Teatro Mágico e Sublime with Rome nos palcos principais e nomes como Lucas Santtana, Tulipa Ruiz e Otto no Palco Oi Novo Som. Nick Warren, Roger Sanchez e Markus Schulz agitaram a Tenda Eletrônica Greespace.

Dave Matthews / Divulgação Inpress

Dave Matthews / Divulgação Inpress

Regina Spektor surpreendeu: com piano, violino, violoncelo e bateria, ela conseguiu prender a atenção e, até nos momentos mais intimistas, a plateia ou fez silêncio ou cantou junto. Feliz com a recepção e cheia de frio – “Da próxima vez, quero vir no verão”, declarou, no palco – a cantora russa não cansou de dizer “obrigada”. O Sublime colocou todo mundo pra dançar e Dave Matthews Band contou com um coro bonito de se ver. Além de agradecer, Dave ressaltou as “caipirinhas”.

A plateia mais perto do palco estava calma. Mas, na Área Premium, havia mais gente do que poderia caber, gerando nas pessoas um certo desconforto a cada tentativa de sair da frente dos artistas para ir ao banheiro ou buscar uma bebida. Para a organização, Caco Lopes declarou que mais 54 seguranças foram contratados e uma nova banda foi implementada, já que a tecnologia gerou uma série de problemas no sábado. No primeiro dia de SWU, as 48 mil pessoas presentes ficaram sem ter como comprar fichas de bebidas perto do final do evento e sem sinal para usar telefones celulares de qualquer operadora. A internet também não funcionou bem o dia todo. No domingo, o problema maior foi a falta de comunicação: acessos ao estacionamento, às áreas de alimentação e até mesmo à sala de imprensa e ao backstage (para quem estava credenciado) mudaram e os seguranças não sabiam explicar onde nem por quê, fazendo as pessoas gastarem mais sola de sapato (ou pneus) para chegar onde queriam.

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Rage Against The Machine interrompe show no SWU por causa de tumulto e de falha no som

domingo, 10 de outubro de 2010

Matéria publicada no site do jornal O Globo em 10/10/2010 (veja)

Zack de la Rocha em foto de Divulgação / InpressITU, São Paulo – Estava tudo indo muito bem até que o Rage Against The Machine entrou no Palco Ar, montado na fazenda Maeda, em Itu, para show no SWU Music and Arts Festival. Brothers of Brazil, Infectious Grooves, Mutantes, Los Hermanos . Tudo correu na mais perfeita ordem durante as apresentações das mais de 20 atrações, divididas entre quatro palcos. Durante o show do The Mars Volta, a confusão começou a ser anunciada: enquanto a banda texana tocava, a plateia gritava “Rage, Rage, Rage…”. Quando Zack de la Rocha e companhia iniciaram seu show, os fãs iniciaram um processo de animação que misturou pulos com empurra-empurra. Muitos desesperaram e tentaram deixar a frente do palco, mas chegar aos fundos tornou-se algo impossível. Logo, o show foi interrompido pela produção, que colocou como condição para que tudo seguisse normalmente um pedido para que todo mundo desse três passos para trás. O vocalista voltou ao palco e também pediu atenção.

- Poderíamos estar animados por estar aqui, mas queremos que tenham cuidado. Vamos continuar o show e tocar todas as nossas músicas se tivermos certeza de que vocês estarão cuidando uns dos outros – declarou Zack.

Fãs da primeira fila forçaram as grades da pista Premium e tentaram invadir a área. Pessoas foram retiradas pelos seguranças e algumas foram atendidas no Posto Médico do festival. A sensação de pânico foi geral.

- Eu sabia que as pessoas iam pular, mas não imaginei que seria tão agressivo assim. Estava esperando esse show há anos, consegui um lugar bom a uns trezentos metros do palco e, quando vi, tinha sido cuspido para a parte de trás – declarou o fã Marco Konopacki, que saiu de Curitiba só para ver a banda.

Minutos depois, os ânimos pareciam contidos e a banda californiana prosseguiu. Clássicos como “Guerilla radio”, “Settle for nothing”, “Fisfill of stell”e “Born of a broken man” voltaram a levantar a galera do chão. Até que o som parou. Não para os integrantes do Rage Against The Machine, que, com a audição do retorno, seguiram tocando empolgadíssimos. Com o silêncio do lado de cá, a plateia ensaiou uma vaia, reclamou e acabou esfriando. Sem uma explicação plausível – afinal, só naquele palco foram três os shows bem sucedidos anteriormente – a falha na mesa de som parecia estar sofrendo a influência de uma energia ruim. Passado o “climão”, a banda voltou a tocar, com o baixista e o guitarrista sempre batendo nas cordas dos seus instrumentos antes de iniciar qualquer música.

Atração mais esperada da noite, o Rage Against The Machine deve ter se decepcionado. O contexto acabou decepcionando parte da plateia, que ficou mais triste ainda quando a banda se despediu, com “Kill in the name”: tendo começado às 22h20 e terminado às 23h30, deu menos de uma hora de show, afinal, foram três pausas de cerca de cinco minutos cada uma.

Entre as outras atrações do primeiro dia de SWU Music and Arts Festival estavam Macaco Bong (Palco Água), Infectious Grooves (Palco Ar), Letuce, qinhO, Superguidis, Mallu Magalhães e Cidadão Instigado (Palco Oi Novo Som). Na Tenda Heineken Greenspace, tinha música eletrônica de Glocal, The Twelves, DJ Marky e Steve Angelo, entre outros.

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‘No camarim, eu sinto sono’, diz Zélia Duncan no GarotaFM No Camarim

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

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Zélia Duncan não é muito “boa de cama” quando está em casa. Em compensação, naquele lugarzinho reservado especialmente para ela se ajeitar antes dos shows… Calma, gente! Estamos falando de SONO! Na quarta edição do GarotaFM No Camarim, a cantora contou que é só começar a se maquiar que dá aquela vontade de cochilar. Zélia fala ainda que gosta de se concentrar, de levar seu violão e aquecer a voz e de ter opções de figurino. Ela teoriza:

“Camarim desperta algumas fantasias na cabeça das pessoas porque são esses minutos ou essas horas antes de você entrar no palco.”

Assista ao vídeo para saber outras curiosidades sobre o camarim de Zélia Duncan:

GarotaFM No Camarim: Teresa Cristina gostaria de ouvir The Cure enquanto se arruma

Oswaldo Montenegro acreditava não ter ritual até ser pego pelo GarotaFM No Camarim

Jota Quest abre sua intimidade na estreia da série GarotaFM No Camarim

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GarotaFM No Camarim: Teresa Cristina gostaria de ouvir The Cure enquanto se arruma

quarta-feira, 2 de junho de 2010

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Quem diria que uma das maiores representantes do samba da atualidade gostaria de ouvir The Cure enquanto se arruma para subir ao palco? Foi o que Teresa Cristina, estrela da terceira edição do programa GarotaFM No Camarim, revelou nos bastidores, antes de dar início ao show “Melhor Assim” no Circo Voador, no sábado 08/05. Era o lançamento da turnê do CD/DVD homônimo que a cantora acaba de lançar. Teresa estava animada, contando histórias inusitadas sobre suas passagens pelos camarins da vida.

Assista ao vídeo para saber outras curiosidades sobre o camarim de Teresa Cristina:

Veja também:

Jota Quest abre sua intimidade na estreia da série GarotaFM No Camarim

Oswaldo Montenegro acreditava não ter ritual até ser pego pelo GarotaFM No Camarim

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Go East Orkestar faz ensaio aberto, com Rodrigo Barba, na Praça São Salvador

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Caminhando pela Praça São Salvador, em Laranjeiras, na noite da final da Taça Rio, da qual o Botafogo saiu vencedor sobre o Flamengo, esbarrei com um som diferente. Meio celta, num clima meio balcânico… Quando olhei mais profundamente, vi Rodrigo Barba, o baterista do Los Hermanos. Sentado no muro, ele atacava de caixa e contratempo, enquanto os outros tocavam flauta, clarinete etc. Também foi visto no meio da festa o saxofonista do Brasov e do Canastra, o Daniel Vasques. É o início de uma nova banda que, vasculhando na internet, descobri ter sido formada há pouco tempo. Se seguir o caminho de nomes que entoam sons do mesmo estilo – como Beirut – ela vai longe.

Veja trecho do “ensaio aberto” abaixo:

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Oswaldo Montenegro acreditava não ter ritual até ser pego pelo GarotaFM No Camarim

sábado, 27 de março de 2010

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Na segunda edição do programa GarotaFM No Camarim, gravado no último sábado (20/03/2010), no Canecão, durante um show da turnê “Quebra-Cabeça Elétrico”, Oswaldo Montenegro disse que não tem ritual de camarim. O músico justificou dizendo que seu estilo de show é o que se pode chamar de “vira-lata”. Mas o menestrel acabou surpreendido por sua maior parceira, a flautista Madalena Salles, que entregou alguns dos hábitos do músico.

Assista ao vídeo para conferir esse bate papo e para descobrir outras curiosidades sobre o camarim de Oswaldo Montenegro:

Assista também:

Jota Quest abre sua intimidade na estreia da série GarotaFM No Camarim

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Jota Quest abre sua intimidade na estreia da série GarotaFM No Camarim

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Você tem curiosidade de saber o que acontece dentro do camarim de seu ídolo? O GarotaFM acaba de lançar um novo programa dedicado a desbravar este espaço usado pelo artista antes e depois de sua apresentação. Dirigida por Pedro Palmeiro e produzida por Christina Fuscaldo, o GarotaFM No Camarim vai mostrar o que os astros bebem, comem, ouvem e fazem antes e/ou depois de subir ao palco. Convidada para abrir com chave de ouro a nova série, a banda Jota Quest recebeu a equipe do site em seu camarim na última sexta-feira (26/01), antes do show do Sesc Noites Cariocas, realizado no Armazém 4 do Píer Mauá. Confira no vídeo abaixo o que Rogério Flausino, Marco Túlio, PJ, Márcio Buzelin e Paulinho Fonseca aprontaram:


 

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Depois do encontro com o Rei, reflexões sobre o popstar viciado e as mulheres que amam demais

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

teatro

Domingo, fiquei cara a cara (a mais ou menos uns cinco metros) com Roberto Carlos. Ele estava em seu barco, o Lady Laura, e eu no de uma amiga de infância, ancorado bem próximo ao dele. Passeando pelo deck, avistamos o Rei. E ele estava ali, de blusa azul, apoiado na porta usando um braço – o outro estava na cintura. Uma imagem familiar, um sorriso simpático. Havia acabado de se despedir dos convidados que recebeu naquela tarde ensolarada. Paramos ali, de frente para ele, eu e minha amiga de infância, mas não conseguimos dizer nada. Mesmo depois de cinco anos participando das tradicionais entrevistas coletivas com o Rei, não consegui não ficar meio nervosa. Queria cumprimentar, mas precisava de cinco minutos para relaxar e, em seguida, tomar atitude. Não deu tempo: sua secretária o enxotou para dentro do barco. Ele ainda hesitou, olhando e tentando entender o que aquelas duas moças faziam ali encarando Sua Majestade. Mas logo voltou ao seu conforto, longe de qualquer ameaça.

Terça-feira, fui parar no banco. Dia 5… dia de pagamento… aquela fila! Mal abri o número 4 da revista Movie, que traz a foto de divulgação do filme “Lula – O Filho do Brasil”, e a menina atrás de mim falou: “Nossa, seu piercing é de estrelinha!” O dela era uma pedrinha. Embalamos um papo sobre brincos, tatuagens, namoro, família, faculdade, trabalho e… ufa! Depois de 30 minutos tentando aproveitar aquele tempo que dá raiva de perder, achamos o assunto que tomaria conta da segunda meia hora que passamos juntas dando passos de formiga até o caixa. Ela trabalha no consultório de um psiquiatra que cuida de dependentes químicos. Papo vai, papo vem, disse que tem até artista frequentando lá. E confirmou: aquele menino lindo que estourou com uma música e anos depois apareceu com dreads, dizendo que foi para uma clínica de reabilitação para cuidar de uma dor de barriga, estava (ou está) mesmo viciado. Pior: ele fugiu da clínica. Pegou as coisas e foi embora, dizendo que não precisava mais daquilo ali.

A entrevista com esse cantor saiu no jornal Extra em novembro, se não me engano. Fiquei super triste antes de ler, quando escutei falar sobre o estado dele. Achei meio absurdo uma pessoa que tem muito tempo para tentar refazer sua vida achar que vai resolver seus problemas se metendo “brabamente” com drogas. Mas, depois de reler, achei até meio cômica a maneira como ele mesmo estava lidando com o assunto. E, claro, vi amigos transformarem aquilo em piada: “Tô com prisão de ventre, acho que vou cheirar um pouquinho”, falou um, certo dia. Nossa… Espero que antes que vire homem (fala sério, ele ainda é um menino!), esse ex-projeto-de-popstar saia dessa. Principalmente se ele não quiser virar piada, tipo aquela do “Rafael Pilha”. Olha aí o (bom) exemplo (por enquanto) de Fábio Assunção…

Aliás, acompanhando a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, também esta semana, parei  para pensar sobre as mulheres que amam demais. Essas mesmo, que hoje até têm um espaço para buscar ajuda (MADA – Mulheres Que Amam Demais, uma espécie de A.A. para as obsessivas). Eu tinha o hábito de chamá-las de “mulheres burras”. Mas, refletindo sobre personagens da ficção e da vida real que andei conhecendo ultimamente, mudei de ideia. Mais do que apaixonadas, elas são dependentes, como algumas são do álcool e outras, das drogas. Só que é uma dependência psicológica. É uma doença, que deve ser tratada como a depressão. Morro de pena cada vez que Dalva de Oliveira (Adriana Esteves) sai no tapa com Herivelto Martins (Fábio Assunção). Traindo a mulher sem parar, ele é o errado da história, mas é ela quem pede desculpas.

Enfim, uma semana para refletir…