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DJ de Chris Brown, Babey Drew faz remix de música do Jota Quest e fala ao GarotaFM

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

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RIO - Entre uma discotecagem e outra, o DJ que acompanha Chris Brown fez um pouso no estúdio Minério de Ferro, do Jota Quest, em Belo Horizonte. Babey Drew passou dois dias trabalhando no remix de “Tudo me faz lembrar você”, música do repertório do álbum “La Plata”, da banda mineira. Depois da experiência, o americano assumiu carrapetas de boates em São Paulo, Curitiba e do Rio de Janeiro.

Ouça a versão remix da música do Jota Quest

A visita de Babey Drew não foi divulgada na mídia brasileira, mas, em seu Twitter, o DJ entregou as datas com antecedência. “Eu estarei no Brasil de 23 até 27 de Junho. Dia 23 no São Paulo Club 3p4, dia 25 em Curitiba, no Awake, e dia 26 no Rio, na Baronetti”, publicou o parceiro de Chris Brown no microblog. Quem estava atento, pôde aproveitar o som do produtor e DJ que tem em seu currículo trabalhos com Christina Aguilera, Kanye West, Estelle e Nickelback, entre outros.

Babey Drew conheceu o Jota Quest em maio, durante uma passagem com Chris Brown pelo Brasil. O DJ acompanhava o rapper, ex-namorado de Rihanna, e foi convidado pela banda mineira a voltar ao país.

Leia entrevista com Babey Drew:

GarotaFM: Em que circunstância você encontrou com o Jota Quest, ou algum de seus integrantes, pela primeira vez?

Babey Drew: Encontrei o Jota Quest quando fui ao Brasil fazer show com Chris Brown. A gente precisava de um estúdio para fazer uns trabalhos para o show do Chris e o que a  gente reservou fui justamente o estúdio do Jota Quest. O baterista do Chris, Gerald Heyward, é um lendário baterista de hip hop e o baterista do Jota Quest (PJ) o reconheceu. Depois do show, todos fomos comer e eu conheci o PJ.

GFM: Quem teve a ideia de fazer o remix da música do Jota Quest?

BD: Neste jantar, veio à tona que eu era produtor. PJ disse que o Jota Quest andava buscando novidades para seu som. Trocamos ideia e eu fiquei de mandar algumas músicas para o PJ. Fui convidado de novo pelo Fabolous Fabz, uma grande produtora de festas brasileiras, para voltar ao Brasil e eu comentei com PJ que estaria voltando. Ele disse que queria fazer algum trabalho comigo e, quando entramos em estúdio, sentimos uma química instantânea. Eles sugeriram que eu remixasse “Tudo Me Faz Lembrar Você” e eu senti que essa música precisava de um feeling de festa. Foi o que fizemos. Eles estavam muito abertos para novas ideias. Apesar de virmos de dois países diferentes, estamos na mesma vibe musicalmente falando.

GFM: E como foi o trabalho quando você estava com a banda, em Belo Horizonte?

BD: Foi muito legal! Eles permitiram que eu usasse minha criatividade e eles fizeram a coisa de forma muito profissional.

GFM: Conte sobre sua viagem a São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro e sobre os clubes onde tocou.

BD: Foi minha quarta vez no Brasil, estou acostumado a isso. As festas brasileiras são pesadas e cheias de energia. Eu amo!

GFM: Como é trabalhar com Chris Brown? Qual seu papel na equipe dele?

BD: É ótimo! Chris não é só um chefe, ele é minha família. Eu faço a discotecagem de todos os seus shows. Você nunca vai ver Chris fazendoum show sem seu DJ.

(Matéria publicada no site da Megazine, d’O Globo, em 26/07/2010 + entrevista com Babey Drew por e-mail)

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Roberta Sá e Trio Madeira Brasil homenageiam o baiano Roque Ferreira em disco

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

robertaquandoocantoerezacapa“Quando o Canto é Reza”  é trecho de música de Roque Ferreira e também é o nome do disco que Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil acabam de lançar juntos. Coincidência? Claro que não! A cantora guardava pérolas do sambista baiano desde quando estava gravando seu segundo disco, “Que Belo Estranho Dia pra se Ter Alegria”. Já estava na hora de levá-las ao público. Confira o que Roberta diz sobre o projeto:

GarotaFM: Quando e como surgiu a ideia de fazer um disco só com canções de Roque Ferreira?

Roberta Sá: Quando estava pesquisando canções para o meu segundo disco, liguei para o Roque pedindo repertório. Ele me mandou várias e fiquei com aquelas pérolas nas mãos. Liguei para o Marcello Gonçalves, violão de 7 cordas do Trio Madeira Brasil,  e mostrei pra ele, que também se apaixonou pelas músicas.  Assim nasceu o projeto.

GFM:  Como foi encontrar Roque na Bahia e levá-lo à terra natal?

RS: Foi importante pra conhecer o universo do compositor que estávamos homenageando, além de ouvir mais canções do Roque. Assim, pudemos colher informações, imagens e inspiração para o disco.

GFM: Como foram feitas essas parcerias do Roque com Pedro Luis e com Zé Paulo Becker?

RS: Nossa! Cada uma aconteceu de um jeito. Eles fizeram várias. Acho que a maioria por telefone e sedex!

GFM: Qual foi a reação de Roque quando soube que seria homenageado Quem deu a notícia e como ela foi dada?

RS: Ficou emocionado e desconfiado como ele é. Falamos nisso logo que nos conhecemos, o Trio e eu, e demoramos tanto que acho que ele nem acreditava mais que fosse acontecer!

GFM: Quem teve a ideia, o Trio Madeira Brasil ou a Roberta Sá, e quem convidou o outro?

RS: Tivemos a ideia juntos. Já era vontade antiga fazer essa parceria e o repertório fabuloso do Roque fechou com chave de ouro a ideia.

GFM: Foi o próprio Roque quem “emprestou” as oito músicas do disco que são inéditas?

RS: Sim. Ele nos alimentou com as canções inéditas.

GFM: Como essas letras datilografadas foram resgatadas? Roque ainda usa uma máquina de escrever?

RS: Ele envia as letras datilografadas, com glossário, junto com as demos pelo correio.

GFM: Por que homenagear o samba baiano? Porque era o Roque ou porque o samba veio da Bahia, afinal?

RS: A homenagem é ao Roque Ferreira e o Roque canta a Bahia e o Brasil todo. Amamos música brasileira e esta é sempre a principal razão de tudo!

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Rodrigo Faour reúne sensualidade e safadeza no álbum duplo ‘Sexo MPB’

quinta-feira, 29 de julho de 2010

faour1Mestre em dissertar sobre a presença do sexo nas composições brasileiras, o jornalista Rodrigo Faour acaba de compilar em dois CDs músicas sensuais e safadinhas. Lançado pela EMI, o álbum duplo viaja da primeira década do século XX até os dias de hoje, passando por Doris Monteiro (”Graças a Deus”), Elis Regina (”Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”), Ney Matogrosso (”Por Que A Gente é Assim?”), Jair Rodrigues (”Não Bota no Meu”) e até Gretchen (”Melô do Piripipi”) . Os brindes estão nos bônus: o disco “Músicas Safadinhas” traz a locuções de Faour e as canções “Rua Pau Ferro”e “Boceta de Rapé”, ambas de domínio público.  

Leia entrevista com Rodrigo Faour:

GarotaFM: O que significa para você o lançamento deste CD?

Rodrigo Faour: Uma realização profissional. Não é qualquer um que consegue fazer um livro sobre história da MPB numa grande editora, a Record, chegar à terceira edição, ganhar um programa de rádio numa importante emissora carioca, a MPB FM, um outro de TV no prestigioso Canal Brasil e ainda ter o aval de uma gravadora importante como a EMI Music de querer fazer um CD duplo em cima desta ideia. Estou muito contente. Meu ofício é árduo. Tudo na minha área dá muito trabalho. São muitas autorizações e muita dor-de-cabeça pra conseguir botar um produto bonito na praça. Este CD não foi diferente, mas felizmente todos os projetos saíram como eu queria, o CD inclusive.

GFM: Qual critério usou para selecionar essas músicas?

RF: As faixas mais representativas do repertório da EMI Music e algumas outras consegui de outras gravadoras que não poderiam ficar de fora, como os clássicos “Dois Pra Lá Dois Pra Cá” (com Elis Regina) e “O Meu Amor” (com Bethânia e Alcione). A ideia do CD foi reunir clássicos e faixas menos óbvias em dois temas, o CD 1, Canções sensuais e o CD 2, Músicas safadinhas – que são os dois lados da mesma moeda, a nossa música quente brasileira. No primeiro, as mais envolventes com pitada erótica e o segundo mais escrachadas, para dançar, com um apelo ainda maior.

GFM: Você pesquisou muito sobre sexo na MPB para escrever o livro. Mas parece que continua pesquisando para o programa da rádio e para os discos que lança. O assunto não se esgota e a pesquisa nunca acaba?

RF: Como boa cronista de costumes, a música brasileira retrata tudo o que está à nossa volta, seja na política, na economia e também no aspecto comportamental e afetivo do brasileiro. Sendo assim, o tema não se esgota nunca. E em cada formato posso me aprofundar nele de uma maneira diferente: no livro, no rádio, na TV e no CD. Cada um tem sua mídia favorita. Então atendo a todos os gostos.

GFM: Como é fazer e como está a repercussão do programa da rádio?

RF: Excelente. Recebo muitas mensagens no meu site (clique aqui)  , no meu twiter (clique aqui), no meu Orkut e no Facebook . Às vezes, até nas ruas também. As pessoas curtem muito. Meu maior objetivo com esta série em todos esses formatos é atrair a atenção do público jovem para a MPB, que infelizmente não pegou a fase áurea da nossa música, então tem referências apenas da parte mais pop contemporânea.

GFM: Tirando os falecidos, você já esteve com todos esses músicos que estão compilados no CD? Alguma história que eles tenham contado bacana para repassar ao GarotaFM?

RF: Já estive com quase todos. Ney Matogrosso, Angela Ro Ro, Fátima Guedes e João Roberto Kelly me contaram histórias saborosíssimas em todos os formatos. Participaram dos quatro formatos. Ney conta como fazia questão de chocar com sua postura extravagante numa época que a sexualidade era mais reprimida que hoje e que o homossexual era considerado uma figura menor que deveria ser espezinhado e sacaneado. Ro Ro me contou histórias hilárias de suas músicas, muitas confessionais, baseadas em fatos reais, como a recente “Dorme, Sonha”, que fez para uma namorada vendo-a dormir, na sua presença. Fátima Guedes defendeu amores mais livres, sem a prisão da monogamia em inúmeras músicas, como “Condenados”, “Dois amores” e “Namorado”, e João Roberto Kelly me contou, por exemplo, que fez “Dança do Bole Bole” (que era inédita em CD e aparece pela primeira vez no meu disco) para que as mulatas de seu programa “Rio dá samba”, da TV Bandeirantes, nos anos 70, pudessem evoluir melhor na passarela.

GFM: Alguma história sua que tenha a ver com o tema Sexo na MPB?

RF: Várias, todas impublicáveis! (Risos) Só posso dizer que já testei o CD1 das Canções Sensuais “naquelas horas” e funcionou maravilhosamente bem!!! E já tive amigos que também já o testaram com grande êxito! (Risos)

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Conheça Leroy Powell, um dos poucos que levaram música própria ao cruzeiro de Kid Rock

sexta-feira, 16 de julho de 2010

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Leroy Powell tem cabelo e barba grandes. É daqueles caras para quem você olha e tem a certeza de que viu alguém que acabou de sair do palco de uma casa de shows do Alabama, onde tocou country a noite inteira. É mais ou menos isso. Mais ou menos porque não, ele não nasceu no “interior”. Leroy é californiano. E aprendeu a gostar de country music ainda pequeno, com seu pai. Mudou-se para Nashville, cidade ultra musical no Tennessee, há cerca de um ano, para dar um gás em sua carreira solo, lançada em 2006 depois de um período acompanhando membros de bandas como Spearhead, Fishbone, Gene Loves Jezebel, Blink 182, Ike Turner e o (lá nos EUA) famoso grupo Shooter Jennings. Com dois CDs lançados, Leroy Powell foi escalado para fazer shows no Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre) e, lá, mostrou que a “música de raiz” ficou na influência e que agora, acompanhado do grupo The Messengers, ele toca é rock’n'roll… do bom.

Abaixo, uma entrevista com Leroy Powell:

GarotaFM: Quem te convidou para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Leroy Powell: Foi a produção do Kid Rock. Eles acreditavam que meu som tinha a ver e funcionou.

GFM: Você já conhecia Kid Rock ou encontrou- o pela primeira vez no cruzeiro?

LP: Eu já havia encontrado com ele. Nós fizemos jam session juntos algumas vezes no passado. Isso aconteceu, por exemplo, no show da Shooter Jennings, minha antiga banda, em Flint, Michigan.

GFM: Quantos shows Leroy Powell and The Messengers fizeram no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

LP: Foram três shows. Adorei tocar para aquela quantidade de gente. Acho que foi o segundo show o melhor deles, porque estava cheio.

GFM: Que tipo de show você e sua banda fizeram?

LP: Tocamos nosso set normal. Foram poucas as bandas que levaram seu repertório próprio ao cruzeiro.

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n’roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

LP: É uma ideia maravilhosa, mas tenho que estar no próximo! Claro que repetiria!

Assista a vídeos de Leroy Powell

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Filha de backing vocal do Lynyrd Skynyrd se fantasiou para tocar sucessos de Van Halen no cruzeiro de Kid Rock

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Filha de backing vocal do Lynyrd Skynyrd se fantasiou para tocar sucessos de Van Halen no cruzeiro de Kid Rock

quarta-feira, 14 de julho de 2010

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Inacreditável que aquela menina linda, no palco, consegue se transformar numa figura indescritível. Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre). De tarde, no deck da piscina, uma banda mucho loca tocava sucessos de Van Halen. O adjetivo tem a ver com o estilo dos integrantes da The Mighty Dan Halen: fantasiados, eles se mexiam de um lado para o outro. Única mulher da formação, a baixista usava short vermelho de tactel estilo anos 80 e tênis. O cabelo era preto e bem desarrumado. Raquel Wynn surpreendeu ao aparecer em uma das festas do cruzeiro dizendo que ela era aquela mesma pessoa. Loira, de olhos azuis, com sorriso largo e muito simpática, a única semelhança com a integrante da banda parecia ser a hiperatividade. Ela não para. Fora do navio Carnival Inspiration, onde se apresentou ao lado do marido, o guitarrista Phil, também é assim.  Filha de Carol Chase, backing vocal do Lynyrd Skynyrd há quinze anos, Raquel trabalha como personal training e com terapia e terapia holística para cachorros e seres humanos em Nashville, cidade do Tennesse onde mora.

Abaixo, uma entrevista com Raquel Wynn:

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GarotaFM: Quem convidou sua banda para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Raquel Wynn: A The Mighty Dan Halen foi convidada pelo produtor do Kid Rock, que é amigo nosso e também produz Lynyrd Skynyrd, banda na qual minha mãe canta. Acho que a ideia foi do próprio Kid Rock.

GFM: Vocês já conheciam Kid Rock ou encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro?

RW: Nos encontramos muitas vezes e acho ele fabuloso! Os outros integrantes da banda encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro e todos o amaram!

GFM: Quantos shows a The Mighty Dan Halen fez no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

RW: Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. Adorei todos. É bem legal tocar do lado de fora, mas oúltimo show, de noite no lounge, foi fantástico!

Bateria e vocal

Bateria e vocal

GFM: Como você se sentiu tocando músicas do Van Halen para aquelas pessoas?

RW: Foi maravilhoso levar de volta para todas aquelas pessoas os tempos em que a música de Van Halen era uma trilha sonora em suas vidas. Fizemos alguns passageiros chorar de emoção!

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n’roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

RW: Amo a ideia e adoraria fazer de novo!!

GFM: Qual foi a melhor coisa que você viveu no cruzeiro, fora do palco?

RW: O cruzeiro foi ótimo por causa das pessoas que estavam lá. Todo mundo tão dentro da música e amando a experiência… Uma grande festa do amor.

GFM: Você pode falar um pouco sobre seus projetos e a carreira da banda?

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RW: The Mighty Dan Halen é formada por quatro talentosos multiinstrumentistas que tocam também em outras bandas. Nosso baterista, Paulie, toca bateria na The Reverend Horton Heat. O guitarrista, Phil, que é meu marido, toca profissionalmente para vários artistas. Atualmente, ele está acompanhando Chris Cagle. O vocalista, Matt, escreve músicas para programas de TV. E eu trabalho como personal training e com terapia e terapia holística para cachorros e seres humanos. Em breve vou excursionar cantando e tocando baixo com uma nova revelação do pop, Ke$ha. Nós todos adoraríamos que a The Mighty Dan Halen fosse para a estrada!

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

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Foi uma surpresa pra lá de boa descobrir que, na programação de shows do Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre), estava uma banda cover de Guns N’Roses. A turma Axl Rose marcou demais minha adolescência! E, como não conhecia nenhuma das atrações do cruzeiro capitaneado por Kid Rock, foi um alívio ver no bloquinho de dias e horas que haveria shows da Appetite For Destruction. Fiquei ansiosa e, claro, corri para o deck na hora certa. O cover de Axl Rose, Chad Atkins, é realmente muito parecido, tanto fisicamente quanto vocalmente (essa palavra existe?)! Mas simpático mesmo é o Slash cover, que, em uma das festas promovidas dentro do navio, bateu um papo comigo sobre nossos ídolos. Observação importante: cresci fã de Axl, porém mais apaixonada por Slash. Mike Edington perde um pouco a graça fora do palco, pois não faz aquela linha “sou durão” do cabeludo. Pelo contrário… ele é gente como a gente. Leia a entrevista “formal” que fiz com ele por e-mail, depois que tudo acabou:

appetite-for-destruction-com-slash GarotaFM: Quem convidou sua banda para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Mike Edington / Slash: A produção queria o Guns N’Roses, mas como não iam conseguir levá-los, decidiram fazer um tributo. Chamaram a banda de uns amigos nossos, que não pôde tocar porque um de seus integrantes estava saindo, e o vocalista nos indicou, pois achou que representaríamos bem.

GFM: Vocês já conheciam Kid Rock ou encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro?

ME / Slash: Nenhum de nós havia encontrado Kid Rock antes do cruzeiro. Espero que não seja a última vez que tenhamos encontrado com ele.

GFM: Quantos shows a Appetite For Destruction fez no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

ME /Slash: Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. O que mais gostei foi o da primeira noite, em que a atmosfera mostrava que todos aqueles fãs selvagens de Kid Rock estavam prontos para curtir. Foi maravilhoso e deu ânimo para todos os outros dias.

GFM: Como você se sentiu tocando Guns N’Roses para aquelas pessoas?

ME / Slash: Eu me senti muito bem! Amamos GNR e realmente gostamos de tocar músicas deles para seus fãs.

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n'roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

ME / Slash: A ideia é perfeita! Pode até parecer que fica cansativo haver shows das mesmas bandas durante os quatro dias, mas tem sempre algo diferente acontecendo, então, acho que é difícil ver a mesma banda duas vezes. E, céus, claro que eu faria de novo. Nem precisaria pensar duas vezes, faríamos de novo, sim.

GFM: Qual foi a melhor coisa que você viveu no cruzeiro, fora do palco?

ME / Slash: Além de conhecer muita gente diferente, fora do palco, o que achei mais legal foi a atitude Vegas. Dizem que o que acontece em Vegas fica em Vegas. O que aconteceu no cruzeiro… ficou no cruzeiro.

GFM: Você pode falar um pouco sobre seus projetos e a carreira da banda?

ME / Slash: Em primeiro lugar, sou um músico. Eu costumava dar aulas de guitarra, mas parei para ter mais tempo para escrever músicas próprias. Começamos basicamente por causa do nosso vocalista, Chad Atkins, que além de muito parecido com Axl Rose tem uma habilidade incrível para imitá-lo. A banda teve muitos integrantes: Chad e o baterista, Mike Ropelewski, são os dois únicos membros originais. Atualmente estamos sendo processados pelo Slash que eu substituí porque ele acha que é o dono do projeto. Provavelmente vamos ganhar a causa, mas estamos gastando muito dinheiro com isso, quantia que poderia ser usada em outras coisas para a banda. Nossa maior meta é fazer uma turnê internacional, com shows na América do Sul e na Europa. Temos muitos convites, mas, infelizmente, precisamos de investimento.

Guitarras em alto mar: Cruzeiro liderado por Kid Rock teve quatro dias de shows e festas

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Depois de se dar bem no ‘Ídolos’, Diego Moraes lança o CD/DVD ‘Meus Ídolos’ no Teatro Rival

quinta-feira, 17 de junho de 2010

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Diego Moraes chegou à grande final da última edição do programa “Ídolos”, da TV Record, interpretando sucessos de artistas que sempre admirou. Nada mais justo que homenageá-los colocando essas canções em um CD/DVD. Lançado pela EMI, o primeiro trabalho discográfico do cantor de 24 anos já está nas lojas, com Cartola (”As Rosas Não Falam”), Chico Buarque (”Partido Alto”), Gilberto Gil (”Punk da Periferia”) e muito mais. Ah, mas você quer conferir de perto? Então, programe-se, pois o bem-sucedido participante do programa sairá de Campinas para levar o repertório de “Meus Ídolos” ao palco do Teatro Rival nesta sexta e no sábado (18 e 19/06).

Abaixo, um bate papo com o novo… ídolo.

GarotaFM: Qual é a sensação de lançar o primeiro disco?

Diego Moraes: Tô muito feliz! Para qualquer artista, principalmente aqui no Brasil, é tão difícil você conseguir espaço no mercado e já sair com o primeiro trtabalho lançado por uma gravadora… Bacana que é EMI, uma multinacional! Esou saindo com um CD e um DVD… É mais do que um sonho realizado.

GFM: Quando entrou no programa, você imaginou que lançaria um disco?

DM: Quando você está no programa, não pensa em nada. Vivíamos confinados. Não sabia se a galera aqui gostava ou odiava meu trabalho. Quando saí e vi que a galera entendeu o barulho, fiquei feliz. Sabia que um dia ia gravar um disco, mas não imaginei que faria isso com tantos privilégios.

GFM: Mas você tinha ideia de que o público estava curtindo seu trabalho, né?

DM: Eu sabia por causa dos votos. Se fiquei até a final, não foi minha mãe que gastou mais de cem mil reais em ligações. Como não poso dizer sobre a mãe dos outros, essa era a única hipótese: a de que o público estava gostando. 

GFM: O que você apresentou no programa e o que gravou neste álbum é sua verdade musical?

DM: Acho que, quando você tem uma essência resistente, tanto musical quanto de ser humano, em qualquer lugar a verdade prevalece. Quando você tem objetivo, acho que as coisas caminham. Eu nunca cantei algo que nunca tivesse ouvido e curtido. Sempre escolhi canções que eu realmente gostasse porque não teria nexo eu cantar algo que fosse programado para agradar as pessoas. Fugiria do meu princípio, que é a verdade. Antes de tudo, a ideia é homenagear as pessoas que sempre curti, que sempre estiveram no meu som. O Diego musical é uma mistura de tudo isso. No próximo disco, deve aparecer um Diego mais autoral.

GFM: E como é o Diego autoral?

DM: O Diego autoral é autobiográfico. Não consigo escrever sobre coisas que não sinto. Admiro quem consegue escrever o que as outras pessoas sentem. Eu sou babaca mesmo, talvez eu goste de ficar pelado.

GFM: De onde veio sua influência musical?

DM: Minha mãe tem uma extensão vocal que nunca vi numa mulher. Meu pai também tinha noções musicais e eu sempre vi ele fazendo segunda voz d eum jeito que dava para ver que era nato. Minha avó tocava sanfona, um tio já gravou vinil… Minha mãe gosta de MPB. Meu pai já faleceu, mas o negócio dele era o sertanejo. Era para eu ser um Zezé Di Camargo, mas um disco que mudou minha vida foi um do Ray Charles.

GFM: E o que vai acontecer no Rival esta semana?

DM: Vou lançar o disco no Rival, no Rio, uma terra que me abraçou muito. Eu tenho uma receptividade no Rio que talvez num tenha em Campinas. Gosto muito daí. Fiz um show no Rival já e lotou, o que me deixou muito feliz. Tive participação da Taïs Reganelli e da Paula Lima. Tenho bons amigos aí. Desta vez, vai ter participação da Taïs, que éuma amiga de Campinas, e da Beyoncé do Pará (conheça). Brincadeira, hein? Ninguém merece!

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Rodrigo Maranhão lança ‘Passageiro’, cuida (bem) do Bangalafumenga e compõe para Roberta Sá e Maria Gadú

domingo, 13 de junho de 2010
Rodrigo Maranhão por Washington Possato

Rodrigo Maranhão por Washington Possato

Um dos compositores mais requisitados da música carioca de hoje em dia, Rodrigo Maranhão acaba de lançar o álbum “Passageiro” pela gravadora Universal. É o segundo de sua carreira solo, à parte do Bangalafumenga, que continua mais na ativa do que nunca, fazendo muitos carnavais cariocas (na e fora da época).

Lançado em 2007, “Bordado” foi aclamado pela crítica e pelas cantoras brasileiras, que sempre acabam tirando uma casquinha das músicas de Rodrigo (”Caminho das Águas” foi gravada por Maria Rita e “Samba de Um Minuto”, por Roberta Sá). Em “Passageiro”, ele passeia por ritmos nordestinos, traz uma parceria com Pedro Luís (”Valsa Lisérgica”), e conta com as participações de Siba, com sua rabeca na faixa-título, e do português Antonio Zambujo, em “Quase um Fado”. Para as cantoras estão guardadas as músicas que lhe são de direito.

Veja o que Rodrigo Maranhão diz sobre ‘Passageiro’:

GarotaFM: Por que demorou tanto a lançar o segundo disco, já que sua estreia solo foi tão bem recebida?

Rodrigo Maranhão: No meio, produzi e gravei um disco com o Bangalafumenga, que também foi muito bem recebido. Em ‘Bordado’, fui Revelação e Melhor Cantor de Música Regional no Prêmio Tim. No ano seguinte, ganhamos com o Banga na categoria Melhor Banda de Pop-rock. É isso mesmo… Cantor Regional Revelação da Melhor Banda de Pop-rock!!! Além de tudo, dei uma oficina com mais de cento e cinqüenta alunos de percussão durante o ano. Bom, acho que já deu pra entender…

GFM: O que você fez por sua carreira solo durante este período?

RM: Quando terminei de lançar o ‘Bordado’, me dediquei de corpo e alma ao disco do Banga.

GFM: O que aconteceu com o Bangalafumenga depois que você deu a largada na carreira solo?

RM: Continuou crescendo. Mas cresce na rua, de carnaval em carnaval.

GFM: Quais são os projetos do grupo e os seus para 2010?

RM: É o ano de lançar ‘Passageiro’ e pré-produzir o próximo do Banga. Já estamos trabalhando nele.

GFM: As composições que estão nesse novo disco são novíssimas ou algumas só estavam aguardando oportunidade de serem mostradas?

RM: Metade do disco é de novíssimas, outras que não entraram no ‘Bordado’ por algum motivo e canções antigas que encaixaram no repertório.

GFM: Como foi o processo de produção desse disco? Parcerias, amigos envolvidos, muitos ombros…?

RM: Amigos sempre, os antigos e os novos. Muita força da minha mulher, que esperou o término das gravações pra trazer ao mundo o Francisco, meu segundo filho, irmão do Joaquim. A parceria com o Zé Nogueira, o som que o Duda tirou no estúdio, o pão com manteiga e o cafezinho no intervalo, todos os músicos… Confesso que não foi difícil de gravar o disco com tanta gente boa por perto.

GFM:  E como vai sua vida de compositor?  

RM: O António Zambujo gravou duas e a Roberta me pediu pra guardar uma canção. Fiz uma pra Maria Gadú, mas ainda não mandei. Vida de compositor é fazer canção, elas acabam achando seu próprio caminho.

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Conheça melhor Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, que fará participação no show da Orquestra Imperial no Rio

quinta-feira, 10 de junho de 2010

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Você conhece GabyAmarantos? E Beyoncé do Pará? Com certeza algum desses nomes já passou por alguma página do seu jornal ou pela tela da sua televisão. E, se ficou curioso(a) para ver de perto, ensaie bem a coreografia porque nesta sexta-feira (11/06) ela vai passar também por um palco carioca. O fenômeno do tecnobrega vai participar do tradicional Baile de Dia dos Namorados da Orquestra Imperial, no Circo Voador. E não se preocupe, pois ela vai cantar “Tô solteira”, sua versão para “Single Ladies”, sucesso da cantora que inspirou seu apelido.

Confira o papo do GarotaFM com Gaby Amarantos (ou Beyoncé do Pará):

GarotaFM: Você diz que veio da MPB. Quanto tempo ficou tentando a sorte até estourar como cantora de tecnobrega?

Gaby Amarantos: Foi tudo por acaso… sempre que eu estava em minhas funções mpbistas, incluía em meu repertório um bloco de flash-brega (os bregas antigos), além dos bregas de sucesso na época. Me deparava com a empolgação da plateia. As pessoas rapidamente passavam de meros expectadores a “dançarinos” de primeira. Logo ousei em experimentar a mistura do brega com batidas eletrônicas. E colou mesmo! Com a minha banda Tecno Show, me transformei na referência do movimento tecnomelody, o  “filho” do tecnobrega que nos dias de hoje é pouco produzido, pois agora o tecnomelody domina o pedaço. Passei uns sete anos pra estourar tentando de tudo. Fiz bailes de formatura, cantei em grupo de carimbó (ritmo tradicional paraense), em banda de rock, axé e até fui “puxadora” de escola de samba. Só não cantei pontos de macumba (ainda… hahaha). Com o trabalho do tecnomelody, me tornei conhecida pela inovação em ter criado uma batida eletrônica autenticamente brasileira. Com isso, já fui procurada por repórteres de varios países como EUA, Japão, Peru, México e parte da Europa, sem contar com os documentários made in Brasil.

GFM: Quem eram seus ídolos quando começou a cantar?

GA: Eu nasci no Jurunas, um bairro periférico de Belém, onde se ouve tudo. Cresci em contato com diversos ritmos musicais e, por isso, reverencio meu querido bairro de origem por todas as influências que me trouxe, dentre elas Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Elza Soares, Leny Andrade, Fafá de Belém, Clara Nunes, Adoniran Barbosa, Elis Regina, Boy George, Roxette, Renato Russo, Zé Ramalho, Balão Mágico, as escolas de samba do Rio e do Pará… 

GFM: Como começou a cantar e quando decidiu que ia ser cantora?

GA: Começei a cantar em um concurso de calouros na Paróquia de Santa Teresinha, no bairro do Jurunas, por incentivo de um amigo chamado Zé Henrique. Eu comandava um grupo de jovens que virou minha torcida me ajudando a vencer o concurso. O prêmio era uma caixa de bombons Garoto e tinha prometido distribuir bombom pra todos caso vencesse. Virou uma bagunça: ganhei o premio, distribuí, não deu pra todo mundo, rasgaram a caixa… enfim, foi bem divertido. Na mesma noite fui convidada pra cantar no ministério de música da igreja, onde apareci e passei a ganhar um público nas missas. Por conta disso acabei despertando a atroz inveja de meu coordenador na época, que gentilmente me convidou a  sair do grupo. Fiquei arrasada. Fui afogar as mágoas tomando sorvete em uma mesa de bar com meus parceiros de bagunça quando me surpreendi com o convite para uma pequena canja dos músicos do local, Cleber Viana e John Kleber. Entrei em transe e escolhi Marisa Monte e Bethânia. É lógico que na saideira mandei uns breguinhas e o povo danou-se a dançar. Nessa o Clebinho me convidou pra formarmos um trio: assim surge o “Chibamtes”, minha primeira banda. Foi o Pai Eterno que traçou meu caminho, pois eu não tinha pretensão de cantar e se não fosse expulsa do grupo musical da igreja, nunca seria Gaby Amarantos. Acho que meu “coordenador” deve se arrepender tanto!!! Adoro…

GFM:  Você sempre fez isso da vida ou chegou a tentar outra profissão?

GA:  Eu queria ser professora de Geopolítica pois era apaixonada pela aula de minha professora Edna Ramos. Queria ser como ela, mas não passei na prova do vestibular. Daí fiz teatro, fui coreógrafa, vendi bolo e chope geladinho, dei aulas particulares para alunos do primário, mas meu único emprego de carteira assinada foi como atendente de telemarketing, onde eu fazia um sucesso por ter uma voz grave. Tinha clientes que ligavam querendo me induzir ao tele-sexo. Eu me divertia com as abordagens. Nos intervalos atendia os pedidos musicais dos colegas à capela, quando viamos já tava em clima de festa! Que saudade.

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GFM: Como, quando e onde surgiu esse apelido Beyoncé do Pará?

GA: Minha banda (Tecno Show) foi convidada a participar do Recbeat, um festival de música alternativa de Recife que ocorre em pleno carnaval. Foi, sem dúvida, um dos melhores shows que já fiz na vida. Eu pensei que o público fosse pequeno e, ao entrar em ação, me deparei com o idealizador do festival, Gutti, eufórico com um público de aproximadamente 30 mil pessoas, para uma média esperada de cinco mil. Eu já tô acostumada com a multidão por vir de um segmento popular do Pará, mas participar de um festival meio rock moderno é diferente. Me apresentei de maiô preto e cantei a versão de “Single Ladies” de Beyoncé onde no tecnomelody virou “Tô Solteira”. O povo gritava em couro “Beyoncé, Beyoncé” e, na empolgação, comecei a fazer a dancinha da Diva. Daí o batismo em nome do povo que estava no Recbeat. No dia seguinte, vários jornais do Brasil publicaram “Gaby vive seu dia de Beyoncé”, “Diva Gay do Pará arrebenta em Recife”, me dando oportunidade de mostrar meu trabalho em um dos programas mais desejados pelos artistas brasileiros, “Domingão do Faustão”, por iniciativa do roteirista Cleodon Coelho, que viu a apresentação. E, desde então, vieram outros convites: Ana Maria Braga,  Ana Hickmann, Sônia Abrão, André Marques no Video Show… entrevistas sem parar. Não tô pra brincadeira!

GFM: Você tinha a Beyoncé como exemplo? E as outras cantoras que inspiram suas versões?

GA: Sim, pois pra mim ela é uma das mulheres mais lindas do mundo. Eu tenho total consciência que essa comparação é carinho do povo por mim. Me sinto lisongeadíssima e adoro brincar de fazer versões:  desde Lady Gaga, Madonna, Cyndi Lauper, Roxette, Cher e outras!

GFM: Você é compositora. Qual é a diferença, para você, entre fazer uma música própria e uma versão?

GA: Adoro essa pergunta pois é minha chance de dizer para as pessoas: “eu sou compositora”. Já fui premiada e tenho músicas gravadas por outros artistas, mas sempre fiz versão por gostar da brincadeira, principalmente a pedido dos fãs . Inclusive a Som Livre está lançando um DVD que apresenta pro Brasil a cena tecnomelody, no qual canto uma de  minhas composições, “Eu vou pro Vetron”,  fora jingles e musicas para aparelhagens sonoras e grupos folclóricos. Compus samba enredo, galope, musica gospel, várias paródias, canções para campanhas de conscientização social, trilhas para filmes, desenhos animados, músicas infantins e fora as que eu esqueço. Acontece gente! Mas tive a grande felicidade em ser conhecida no Brasil com a versão da “Bey”.

GFM: Você tem quatro discos lançados, certo? E essas versões… elas entram em algum disco ou ficam só nos palcos?

GA: Sim, tenho quatro trabalhos lançados, entretanto só incluo versões nos discos que distribuo em shows, pois sei que não podem ser comercializados sem prévia autorização. Eu também edito minhas músicas e sou registrada, tenho até minha carteira de compositora, sou da AMAR (Associação de Mísicos e arranjadores).

GFM: O que você vai levar ao palco do Circo Voador esta semana?

GA: Cantar com a Orquestra Imperial é um dos momentos mágicos que tenho na vida pois diverte ambos. Posso ver no rosto dos meninos da orquestra a satisfação em dividir palco comigo. E para mim é uma honra estar com eles. Nós temos set musical meio que “improvi-saiando” devido a participações anteriores. É sempre eletrizante e “Tô solteira” está afiadíssima. 

GFM: Por onde você tem passado e onde ainda deseja cantar (no Brasil e/ou fora)?

GA: Costumo dizer que sou privilegiada por tantas oportunidades maravilhosas que surgem na minha vida. Sou uma artista do povo, pois canto em eventos para um grande número de pessoas como aniversários de cidades, feiras agropecuárias, fui eleita musa Gay do Pará, transitando em varios eventos para o publico LGBT, participo de shows de MPB com amigos que fiz no início da carreira, canto em festas religiosas  por ter sido de movimento jovem ou seja: vou do Bordel a luxuosos teatros e aindo sou a única artista do meu segmento a transitar no público alternativo e moderno. Dividi palco com Catarina Dee Jhá, La Pupuña, Pio Lobato, Bonde do Rolé, Mombojó, Orquestra Imperial,Lia Sofia e outros queridos! Pensando no mercado internacional, estou trabalhando em um novo CD para o publico do exterior. E deixa a música me levar por esse Brasil a fora.

GFM: O que mudou na sua vida? Soube que se mudou para São Paulo… o que mais?

GA: Depois do programa do Fausto me firmei em São Paulo, ganhei várias oportunidades em outras regiões do país, o que me impediu de estar com a permanência em Belém. Tenho um filho de 1 ano e 3 meses que mora lá e me deixa com saudades, mas em Sampa estou tendo uma grande oportunidade com a parceria da BIS produções: a execução do CD internacional com faixas produzidas por Carlos Eduardo Miranda, Kassin, Bernas Ceppas, Cyz Zamorano e participações de Catarina Dee Jhá, Nina Becker, Thalma de Freitas, Daniel Peixoto, além de outros colegas. Terei um novo show com a direção de Cleodon Coelho. Enfim, tô ralando muito nessa nova fase e adorando o aprendizado. Sei que ainda tenho muitos caminhos a percorrer mas sinto-me preparada para ir adiante. Que venha o sucesso! Mas venha forte que eu sou do Norte!  Hahahaha!

Veja Gaby Beyoncé no Faustão:

 

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Primeiro registro de Jair Rodrigues com Jair Oliveira e Luciana Mello está no DVD de samba que os irmãos acabam de lançar

terça-feira, 25 de maio de 2010

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Quem disse que em São Paulo não se faz samba do bom? Jair Oliveira e Luciana Mello acabam de lançar o CD/DVD “O Samba me Cantou” para reafirmar que a terra da garoa também gera bambas. Se no passado o pai dessa dupla já provou que é capaz de gingar em qualquer lugar do Brasil, agora os filhos de Jair Rodrigues fazem o mesmo, só que em um banquinho, com um violão, um cavaco, percussão e clarinete, e rodeados de convidados especialíssimos. Além de Jairzão, Jairzinho (35) e Luciana (31) recebem no palco do Auditório Ibirapuera – onde o show foi gravado, em 2009 – Mariene de Castro, Skowa, Anna Luisa e Claudio Lins.

GarotaFM: Fazer um trabalho de samba era um sonho?

Luciana Mello: Este projeto nasceu de um show, que montamos em 2007. A gente tem o samba em comum, escutamos samba desde muito cedo. É uma influência nossa. Não preciso dizer porquê, né? A gente gosta muito de samba. O Jair como compositor, para mim, é uma influência grande. Colocamos três músicas dele aí. Então, o show era um sonho antigo, só que cada hora um estava fazendo alguma coisa. Em 2007, conseguimos. Apresentamos esse show até na Europa. No ano passado, veio a vontade de registrar.

GFM: O samba nunca foi o foco do seu trabalho nem no do seu irmão, mas ele sempre esteve presente de alguma forma no seu trabalho, né?

LM: Isso mesmo. Não era o foco, mas sempre existiu. Sempre esteve ali. Meus discos sempre tiveram sambas. Meu pai participou na vinheta “Calados”, que é um samba (do disco “Assim que se Faz”). No meu primeiro trabalho, quando ainda usava o nome Luciana Rodrigues, era o samba de roda a minha maior influência. Todos os discos meus tem samba, só que com muita mistura. No “Nêga” tem o “Galha do Cajueiro”, que é a instrumentação do samba com groove. A música “O Samba me Cantou” também estava no “Nêga”.

GFM: Por falar em samba de roda, onde você e Jair conheceram Mariene de Castro, grande cantora de samba da Bahia que é pouco conhecida no Sudeste?

LM: Conheci Mariene na Bahia mesmo. Frequntei o carnaval baiano durante treze anos. Ela tem algo em comum comigo, que é a influência da Clara Nunes. Me tornei uma grande fã dela. Sempre gostei da voz dela. Quando montamos o projeto para gravar o DVD, estávamos escolhendo vozes e eu falei que adoraria ter a voz dela. Também chamamos a Anna Luisa por causa da voz, porque nem a conhecíamos. Jair havia escutado o disco dela quando foi convidado para ser jurado de um prêmio TIM. Gostamos da voz, conversamos por telefone e conhecemos a Anna Luisa no dia do show.

GFM: E os outros convidados, Scowa e Claudio Lins?

LM: Scowa é amigão da gente há um tempão. Claudio Lins, conheço há dez anos e acho ele um artista completo. Sempre deu músicas lindas pra mim. Sou fã.

GFM: Imagino que a participação mais especial mesmo tenha sido a do pai de vocês, o grande Jair Rodrigues. Estou certa?

LM: Esse foi o primeiro registro de nós três juntos. Eu e meu irmão sempre fazemos shows com nosso pai, mas cada hora um entra no palco. Participamos do DVD dele, mas nesse esquema, cada um em um momento. Registro dos três juntos cantando ao mesmo tempo foi o primeiro. Ele ficou super feliz quando o convidamos. Nossa família é super unida e ninguém nunca interferiu no trabalho do outro. Ele não poderia faltar no DVD.

GFM: Fale sobre a escolha do repertório.

LM: São músicas de pessoas que sempre escutamos. É difícil escolher repertório para qualquer disco, mas para o de samba é pior ainda. Sempre escutamos muito samba e, se fôssemos cantar todos que gostamos, teríamos que gravar uns cem DVDs. O critério foi, então, músicas que a gente gosta, aquelas que escutamos a vida toda e sambas recentes de pessoas que foram influenciadas por esses clássicos.

GFM: Com o lançamento de “O Samba me Cantou”, como fica a carreira solo de Luciana Mello e a de Jair Rodrigues?

LM: Estou fazendo meu disco novo de inéditas e trabalhando num DVD também. Tem ainda um outro projeto que tô montando sozinha, à parte da minha carreira, sobre o qual não posso falar muito agora. Jair acabou de lançar o “Sambazz”, um trabalho lindo! É um CD-livro com fotos lindas, sobre o processo de como ele faz o CD. Estamos nós dois numa correria danada! Eu ainda me desdobro porque sou mãe da Nina, de um ano. Mas, quando se faz com amor, dá certo.

GFM: Jair também tem a função de pai, né?

LM: Ser mãe dá mais trabalho (risos)! Mas ainda bem que tenho um marido incrível, que me ajuda muito. Mas, bom, esse papo de que ter filho atrapalha não é verdade… Claro que tem sempre aquele tempo que você precisa, mas dá pra fazer tudo.

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