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Leo Morel lança livro sobre o impacto da inovação tecnológica na música: ‘Muita gente chorou e virou saudosista’

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Matéria publicada no siteda Megazine (O Globo) em 01/09/2010

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RIO - Até o surgimento do disco de vinil, a única forma possível de se ouvir música era se aproximando daquele que sabia ler partitura e tinha um instrumento. Com a bolacha transformando faixas em bem de consumo, a sociedade passou a enxergar a música de outra forma. Processo semelhante aconteceu quando apareceu o mp3 e, com ele, as trocas de informação pela web. Muito já se falou sobre isso, mas pouco se ouviu dos músicos, ou melhor, daqueles que realmente (sobre)vivem desse comércio. São pontos de vista desses “operário” que Leo Morel colocou em “Música e Tecnologia”, sua dissertação de conclusão do curso de pós-graduação que acaba de ser lançado como livro pela editora Azougue.

- O livro fala sobre o impacto da inovação tecnológica e as mudanças na maneira de se produzir, distribuir e consumir música. Esse universo virou de cabeça pra baixo, e muita gente sentou, chorou e virou saudosista. Procurei ouvir gente que trabalha, que procurou se adaptar, para saber quais estratégias essas pessoas estão usando para sobreviver - conta.

Durante os estudos para a dissertação, a busca de Leo foi por diferentes pontos de vista. Para isso, entrevistou pessoas que atuam em nichos específicos. Ele foi de Forfun, banda que ganhou força após divulgar sua música na rede, a Geraldo Azevedo, artista que começou sua carreira na época dos discos de vinil. Uma das maiores surpresas foi descobrir que o pernambucano foi dono do primeiro estúdio a ter tecnologia digital da América Latina, o Discovery.

01_mvg_morel21- Ele sempre esteve antenado. Também falei com Leoni que começou a tocar com o Kid Abelha nos anos oitenta e, hoje, comanda uma carreira solo de forma independente. Entrevistei Jay Vaquer, que ainda está tentando firmar seu nome no mercado. Quis ouvir também um instrumentista, porque esse é o artista que tira seu sustento dos shows que faz acompanhando grandes nomes. Falei com João Viana, baterista que trabalha com o pai, Djavan, e já tocou com Cássia Eller e Nando Reis. Também conversei com produtores e jornalistas, como Sérgio Cabral - diz.

Baterista e percussionista - que tem em seu currículo o trabalho com a banda Reverse e hoje acompanha diversos blocos de carnaval do Rio (Empolga às 9, Monobloco, Quizomba e Bloco Cru) - Morel concluiu que não tem como prever o futuro. Para o integrante da banda Unidade Imaginária, uma das cinco indicadas ao prêmio Aposta MTV do VMB 2010, o lado bom é que tudo ficou mais acessível:

- Acabou aquele mundo que a gente conhecia, de discos, gravadoras, lojas de discos e rádios. E ele não volta mais. Percebi também uma quebra do controle do processo produtivo. Se antigamente as gravadoras tinham controle desse processo, agora é o próprio artista que toca sua carreira. Tudo ficou mais possível graças à inovação tecnológica.

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Fenart: Zuenir Ventura fala de Marina Silva e diz que não leu o livro baseado em suas conversas com Veríssimo

domingo, 30 de maio de 2010

Durante um bate papo gostoso com jornalistas que cobriam o Festival Nacional de Arte (Fenart) de João Pessoa, Zuenir Ventura falou sobre seu apoio à pré-candidata à presidência pelo Partido Verde, Marina Silva, lembrou do caso em que um jornalista o “matou” em uma notícia para um site e confessou que ainda não teve coragem de ler “Conversa sobre o Tempo”, livro baseado em conversas suas com o amigo Luis Fernando Veríssimo. O jornalista e escritor comentou sua experiência com a Revolução Digital e se assumiu um otimista. Confira as declarações nos vídeos abaixo:

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Favela Blue apresenta evento multicultural na Lapa com ECT (Eu, Chris e Taís), teatro e cinema

terça-feira, 23 de março de 2010

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Música, teatro, cinema e stand up comedy… Favela Blue Apresenta evento multicultural no MOFO da Lapa. Quinta-feira (25/03), a banda Favela Blue será anfitriã do festival que terá diversas manifestações artísticas. Luciana Malcher pretende fazer o público morrer de rir com seus números de improviso. Michel Schettert apresentará três curta-metragens: “Faça seu papel”, “Arrepio” e “Um modo estranho de ser”. As artes cênicas estarão muito bem representada por André Pateta, que levará seu “Projeto 1434 personagens” ao palco. E a música fica por conta das bandas ECT (Eu, Chris e Taís) (veja MySpace) e Favela Blue (veja MySpace).

Rodrigo Sestrem é compositor e multiinstrumentista. Christina Fuscaldo canta e brinca com instrumentos diversos. Taís Salles é cantora, compositora e violonista. Com violão, flauta, vozes e barulhinhos percussivos, eles estão juntos no ECT (Eu, Chris e Taís), percorrendo a música brasileira de forma descontraída. Vão da roça ao rock, passando pelo folk e pelos baticuns dos terreiros. No repertório do primeiro EP, estão o forrock “De repente na cidade” (Taís Salles), a pop “Fênix” (Taís Salles), o folk “Enteléquia” (Felipe Melo e Taís Salles) e a nostálgica “Pra Falar da Bahia” (Rodrigo Sestrem e Taís Salles). Neste show, eles estarão sozinhos, mostrando seu formato acústico.

Formada em 2008, a banda Favela Blue nasceu da iniciativa do guitarrista e compositor Amu. O grupo reúne diversos ritmos brasileiros rearranjados numa estética contemporânea. A ideia é experimentar e “suingar”. Em 2009, com a formação atual, a banda gravou um EP com cinco músicas próprias. Favela Blue é um encontro, um abrasileiramento da música de trabalho americana ou uma universalização da música popular brasileira. A mistura se dá na experiência e no encontro de músicos de diferentes origens: Amu, de Brasília, Marcello Gabbay, do Pará, Bernardo Prata e Pablo Diego do Rio de Janeiro. Favela Blue é música popular, é suingue, é encontro. No Mofo, a Favela Blue vai fazer um show elétrico.

Favela Blue Apresenta Evento multicultural no MOFO da Lapa:  Quinta-feira (25/03), às 21h, no Mofo (Av. Mem de Sá, 94, Lapa - 2221-9851). R$ 10.

Escritores e jornalistas assinam textos em livro sobre as manifestações musicais cariocas

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Organizado por Marcelo Moutinho e com textos de Sérgio Cabral, Ruy Castro e outros, ”Canções do Rio - A Cidade em Letra e Música” será lançado nesta quarta-feira (20/01/10), na Livraria Folha Seca. O livro compila textos sobre as diversas manifestações musicais cariocas. João Máximo assina ” Dos primórdios à Era de Ouro” enquanto Sérgio Cabral, o pesquisador, escreve sobre “As marchinhas”. Nei Lopes é autor de “O samba” e Ruy Castro, biógrafo de Carnem Miranda e outros nomes, fica com “A bossa nova”. O jornalista Hugo Sukman assina “A canção moderna” e Silvio Essinger, “Rock, rap, funk”.

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Uma campanha pela reedição de ‘Gauleses Irredutíveis’, o livro sobre o rock gaúcho

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

gauleses Lançado em 2001 pela editora Sagra-Luzzato, de Porto Alegre, o livro “Gauleses Irredutíveis”, de Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller, rapidamente se esgotou. Duas mil cópias com a história do rock gaúcho foram parar nas mãos de apaixonados pela história da música, ou pelo menos por esta parte dela. Infelizmente, não cheguei a esbarrar com nenhum exemplar. Mas dou início agora a uma campanha pela reedição deste trabalho, que encantou e ensinou muita gente coisas sobre o Rio Grande Sul e seus expoentes. Você sabia, por exemplo, que aquele jurado mal-humorado do Ídolos (programa do SBT) integrou bandas chamadas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques? Mais abaixo do post, confira trechos de histórias de músicos (retirados do blog Desorientação) e, por último, vídeos da época. Aqui embaixo, uma pequena entrevista com um dos autores, Cristiano Bastos. Ele conta para o GarotaFM em primeira mão que está trabalhando no projeto de transformação de “Gauleses Irredutíveis” em um e-book.

Cachorro Grande

Cachorro Grande

GarotaFM: Como surgiu a ideia de escrever esse livro (foi sua ou de todos os autores)?
 
Cristiano Bastos: A ideia nasceu depois que os autores - eu, Alisson Avila e Eduardo Müller - emocionaram-se profundamente com a leitura de “Please Kill Me” (ou, no Brasil, ”Mate-me, por favor”, da LP&M), que retrata a história do punk norte-americano desde os anos 60 aos anos 00. Nos tocamos que a história da música jovem gaúcha nunca havia sido contada nesses moldes e dava muito pano pra manga. É só conferir no livro.

GFM: Fale sobre o processo de produção (quanto tempo durou e quão cansativo foi)?

C.B.: O livro foi feito em seis meses, entre escolher as fontes e achá-las (são mais de 167), entrevistá-las, a edição e a editoração. Recorde absoluto. Vinte e quatro horas de trabalho por dia. Foi uma grande loucura.

Bidê ou Balde

Bidê ou Balde

Cascavelletes

Cascavelletes

GFM: Quando o livro foi lançado e quantas cópias foram editadas?

C.B.: Foram editadas 2 mil cópias que se esgotaram rapidamente.
 
GFM: O que você diria a um editor para convencê-lo de que é importante a reedição de ‘Gauleses irredutíveis’?
 
C.B.: Eu diria que é um livro muito divertido de se ler. Rock ao pé da letra. O mais legal é que os entevistados, de modo geral, não furtaram-se em contar seus “causos” mais picantes. Há muito sexo, drogas e, especialmente, muito rock’n'roll. As estórias do legendário Plato Divorak, nosso Rocky Ericson brasileiro, brilham no livro.
 
GFM: Como anda a ideia de transformar o livro em um e-book? Uma reedição cancelaria o projeto?
 
C.B.: As editoras, de maneira geral, estão vivendo uma descapitalização. Estamos, agora, estudando o relançamento de ‘Gauleses Irredutíveis’ no formato e-book. Nada mais moderno não é? Mas não dispensamos o suporte em papel, para o qual ele foi concedido. Se alguma editora se interessar em lançá-lo, estamos abertos para negociar.

Aristoteles de Ananias Jr.

Aristoteles de Ananias Jr.

CARLOS EDUARDO MIRANDA

Ele ganhou atenção de todo o país como o “jurado mau humorado” do programa Ídolos, no SBT. Mas muito antes de se tornar uma espécie de Simon Cowell brasileiro, Miranda já era figura carimbada do rock gaúcho.

Antes de imaginar se tornar produtor e executivo da gravadora Trama, o “não-músico” dirigiu os selos Banguela e Excelente, atuou como jornalista e integrou as bandas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques.

E no palco ele era ainda mais agressivo que na frente das câmeras. Entre suas peripécias, ele conta no livro como foi repreendido após uma edição do festival Rock Unificado por jogar garrafas de plástico no público.

JÚPITER MAÇÃ

Flávio Basso dispensa apresentações. Júpiter Maçã e Jupiter Apple em carreira solo, ele encabeçou as bandas TNT e Cascavelletes nos anos 1980. Compositor, multi-instrumentista e desvairado, escandalizou gerações com seus shows caóticos, tão pontuais quanto seu talento.

No livro, ele conta como se ressentiu quando, na época do Cascavelletes, Frank Jorge resolveu voltar a tocar com a Graforréia paralelamente.

Então decidiu sabotar o show com Alexandre Barea, baterista da banda. Mas os dois beberam muito antes, e a sacanagem ficou pela metade. “A gente chegou cambaleando, no meio da galera, empurrando todo mundo”, completa Barea.

Byzzarro

Byzzarro

EDU K

Nascido Eduardo Dornelles, o líder do De Falla, afastado da banda desde 2004, passou a se dedicar à música eletrônica. Mas “o maior golpista da Gália” ainda é mais lembrado pelo seu trabalho no rock, no grupo que o fez famoso nacionalmente e em outros tantos.

No livro, além de assumir que faz tudo por dinheiro, ele conta como quase apanhava, até da própria mãe, por sair na rua vestindo apenas um maiô: “Às vezes, vinha a polícia, ou parava um caminhão, e descia um monte de cara sedentos dizendo ‘vem cá, minha puta!’”.

MARCELO BIRCK

Marcelo foi o primeiro vocalista e guitarrista da Graforréia Xilarmonica. Mas enquanto o irmão Alexandre seguiu no commando das baquetas na banda, ele resolveu ir para outras paragens e deu início a uma carreira solo. Como Miranda, também tornou-se produtor.

Mas uma de suas histórias mais memoráveis no Gauleses tem mais a ver com os maiôs de Edu K. No livro, ele conta como surgiu o visual da Graforréia no seu início: “Minha mãe resolveu botar fora um monte de roupas démodé – e eu e o Frank Jorge resolvemos usá-las. Tinham uns modelos absurdos: umas ceroulas listradas de amarelo, vermelho e verde… Daí, nos olhamos e dissemos: ‘vamos montar uma banda com isso!’”, completa Frank.

EGISTO DAL SANTO

Egisto Dal Santo não pára. Além da Colarinhos Caóticos, ele já passou pelas bandas Ponto de Vista, Elektra, Groo Brothers, Acretinice Me Atray, Benedyct Eskine e Saltin Mantra. Em carreira solo, venceu Júpiter ao assumir em diferentes fases três nomes diferentes: Egisto Ophodge, Egisto 2 e Egisto Dal Santo, o mais recente.

Como produtor já assinou mais de 40 discos. Entre eles, o clássico máximo de Flávio Basso, A Sétima Efervescência. Não satisfeito em produzir, Egisto também tocou para a gravação do disco. No livro, dá pra conferir como, durante um show da Colarinhos, a policia entrou pela segunda vez no antigo Garagem Hermética e fechou toda a rua Barros Cassal.

‘Lula - O Filho do Brasil’: A trajetória do menino que não tinha sapatos e chegou a presidente

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

lulafilme4“Lula - O Filho do Brasil” é um filme que vale a pena ver. A bela trajetória do menino que não tinha sapatos e chegou a presidente do Brasil é retratada no longa de Fábio Barreto sem puxa-saquismos nem floreios. O roteiro lembra um pouco o de ”2 Filhos de Francico”, longa sobre a história Zezé di Camargo & Luciano. Só que, no filme sobre Luiz Inácio da Silva, é a mãe a responsável pelo sucesso do personagem principal. Interpretada maravilhosamente bem por Glória Pires, Dona Lindu é quem traça o destino de Lula, fazendo ele acreditar na frase: “É só teimar. Levante a cabeça, olhe pra frente e teima”. Ela só perde a força quando o filho, após sofrer uma tragédia familiar, decide mergulhar na política: a mãe se amedronta, mas o filho acha que não tem mais nada a perder e se candidata a diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.

É incrível perceber que uma das características mais marcantes de Luiz Inácio, o Lula, é o carisma. Destaque para a cena em que ele convoca os metalúrgicos para falar sobre como atuar dali pra frente, diante das ameaças da ditadura militar: Lula fala sem megafone e as pessoas vão passando suas frases para os de trás. Só que são milhares de pessoas em volta. Inacreditável! Bacana também - digo, trágico, mas interessante - o momento em que o torneiro mecânico perde o dedo em uma das máquinas. Dona Lindu não deixa o filho deprimir. Rui Ricardo Diaz merece aplausos pela ótima interpretação do presidente do Brasil.

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A trilha sonora perde um pouco a magia, já que foram incluídas no filme músicas que não eram daquele tempo. Foi o próprio presidente quem escolheu muitas delas. Mas não faz sentido “Você”, do disco de Tim Maia de 1971, ser a canção do casamento de Luiz Inácio com Lourdes (Cleo Pires), sua primeira mulher, ocorrido em 1964. Mas tudo certo. É a tal da licença poética, né? Sobre isso, clique aqui e leia matéria de Leonardo Lichote no site de “O Globo”.

Trechos divertidos e/ou emocionantes de “Lula - O Filho do Brasil”:

“Mãe, a gente tá caindo no mundo, não tá?

Quando Luiz Inácio pergunta pelo pai, Dona Lindu diz que ele caiu no mundo. Quando a matriarca junta os oito filhos para viajar de Caetés para Santos, o menino, que estava na barriga quando Aristides arrumou as malas e partiu com a amante grávida para São Paulo, fica curioso para saber se está vivendo a mesma situação que o pai.

“Porque homem não bate em mulher!”

Lula defende Dona Lindu quando Aristides, em Santos, agride a mulher porque ela mandou os filhos para a escola. Em seguida, Lindu leva as crianças para Vila Carioca, em São Paulo.

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“Ainda vou ter um macacão desse!”

Luiz Inácio vislumbra o uniforme de torneiro mecânico. Dona Lindu faz sua matrícula em um curso e, em 1961, o jovem sai formado. A mãe não aguenta de emoção ao ver o filho com o diploma na mão.

“Esse sindicato agora é minha família também”

Depois de viver a maior tragédia de sua história (apesar de o trailer do filme mostrar, prefiro deixar o suspense), Luiz Inácio mergulha de vez na política.

“A gente ficou viúvo praticamente ao mesmo tempo, meu filho teria a idade do seu e a gente mora com a mãe. É coincidência demais!”

É isso que Lula diz quando conhece Marisa Letícia, a primeira-dama do Brasil. O primeiro encontro se dá no sindicato, mas logo o metalúrgico vai procurá-la em sua casa.

Assista ao trailer:

Diretor de ‘A Era do Gelo 3′ fala sobre vida, carreira e ‘Rio’, seu novo projeto de animação

domingo, 3 de janeiro de 2010

Intitulada “Animação É Com Ele”, a entrevista com Carlos Saldanha foi publicada na terceira edição da revista de cinema Movie (conheça), que chegou às bancas em dezembro. Aqui, leia a entrevista na íntegra.

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A animação nunca foi o forte do cinema brasileiro. Nenhum nome havia despontado no mercado nacional, quem dirá fora do país. Até o dia em que um carioca atravessou o tapete vermelho do Kodak Theatre. Carlos Saldanha foi receber com o Chris Wedge, diretor de “A Era do Gelo”, em 2003, o prêmio ao qual o filme estava indicado, Melhor Filme de Animação. Co-diretor do filme sobre um grupo de animais que, em plena Era Glacial, encontra uma criança perdida, saiu sem o troféu. E talvez por isso não tenha percebido que o sucesso já começava a bater em sua porta. Este carioca voltaria à cerimônia um ano depois, concorrendo novamente com o curta-metragem “Gone Nutty” e, em 2009, seria aclamado em seu país de origem pelo sucesso como diretor único dos dois longa-metragens da Twentieth Century Fox e do Blue Sky Studios seguintes ao que alçou ele à fama: “A Era do Gelo 2″ e  “A Era do Gelo 3″. Durante o Festival do Rio, o diretor aproveitou a passagem pelo Rio de Janeiro para autografar cópias em Blu-Ray do terceiro filme da série.

“Nunca imaginei isso tudo, pois meus objetivos são de pouco em pouco. Fui para os Estados Unidos com o objetivo de aprender animação e , lá, aprendi animação. Depois, quis fazer um filme e fiz. O resto veio com o trabalho. Eu tracei uma linha para a minha vida: vou casar, ter filhos, trabalhar… sigo essa linha, que é simples e reta”, conta Saldanha.

Carlos Saldanha, hoje com 41, casou-se ainda no Brasil. Com Isabela, que lhe deu quatro filhos: Manuela (12), Sophia (8), Julia (1) e Rafael, de dois meses. O único menino nasceu no Rio, durante uma das três passagens anuais do diretor pela cidade. Foi aqui também que veio à luz a arara que Saldanha acaba de criar para sua próxima animação. “Rio”, que se passa na cidade natal do pai de Rafael, está em fase de produção e deve levar pelo menos dois anos para chegar aos cinemas.

Pode-se dizer que a história da arara tem a ver com a de Saldanha, só que ao contrário. Formado em Informática e apaixonado por desenho, Carlos Saldanha cansou do trabalho que exercia e, aos 21 anos, decidiu ir para Nova York da noite para o dia. A mulher trancou a faculdade de engenharia e foi junto. Pensas que ele se sentiu acuado ao ver que o mercado da animação era para gente grande e que a capital do mundo não era a cidade mais caliente que ele conheceu na vida? Que nada! Saldanha tirou de letra.

“Ah, eu adorei! Foi engraçado porque minha esposa falou assim: ‘Eu achava que você era feliz e, quando você chegou aqui, vi que você ficou mais feliz.’ Eu adorava trabalhar com computador, mas adorava mais ainda desenhar. Eu ficava naquela de querer fazer algo com desenho, mas também não queria largar o computador. Aí, fui para os Estados Unidos para ver se conseguia juntar as duas coisas. Vi que poderia fazer animação, comecei a trabalhar com isso e descobri que finalmente tinha um sonho.”

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Confira entrevista com Carlos Saldanha:

Quando saiu do Brasil, há 18 anos, você imaginou que voltaria autografando o DVD do maior fenômeno da história da animação no Brasil?

Nunca imaginei isso tudo, pois meus objetivos são de pouco em pouco. Fui para os Estados Unidos com o objetivo de aprender animação e , lá, aprendi animação. Depois, quis fazer um filme e fiz. O resto veio com o trabalho. Eu tracei uma linha para a minha vida: vou casar, ter filhos, trabalhar… sigo essa linha, que é simples e reta.

Como era sua vida antes de ir para os Estados Unidos e o que te fez jogar tudo para o alto e ir para lá?

Aqui no Brasil, trabalhei com informática. Me formei em ciência da computação. Mas eu adorava desenhar. Então, eu sempre ficava naquela de “pôxa, quero fazer alguma coisa com desenho”. Mas também não queria largar o computador. Foi aí que decidi ir para os Estados Unidos ver o que eu poderia fazer. A animação me atraiu muito. Comecei a trabalhar com isso e descobri que tinha um sonho.

Depois que se formou na School of Visual Arts, seu primeiro emprego foi com animação?

Assim que me formei, fui trabalhar na Blue Sky e não saí mais. Estou na lá o tempo que estou nos Estados Unidos praticamente. Sou fiel. Me casei e fui para os Estados Unidos. Aí, me casei com o país. Cheguei na faculdade e me casei com ela. E, depois, casei com a Blue Sky. Aí, veio ‘A Era do Gelo’ e eu casei de novo.

E sua esposa embarcou na sua?

A gente era noivo, eu estava trabalhando, tinha um emprego bom, ganhava um salário legal. A gente estava planejando casamento, aquela coisa toda. Aí, falei: ” Eu vou largar tudo e vou para os Estados Unidos. Vamos?” Ela falou: “Você tá maluco?” Eu falei: “Vamos? Vambora!” Ela trancou a faculdade de engenharia que fazia, na PUC, e fomos de mala e cuia. Eu com 21 anos e ela com, 20. Fomos para ficar três meses, mas foi dando certo. As coisas foram rolando, a gente foi ficando. Depois que me formei e consegui um trabalho, ela voltou a estudar. Fez matemática, trabalhou e foi muito bem-sucedida. Aí, quando a gente teve nosso segundo filho, ela largou tudo e foi ser dona de casa. E até hoje a profissão que ela mais ama é ser mãe. Temos quatro filhos.

O que você fez na Blue Sky até ser chamado para trabalhar com Chris Wedge em “A Era do Gelo”?

Quando comecei, a companhia era pequena. Fazíamos muita publicidade, e a gente buscava fazer comerciais de televisão com animação, para poder continuar fazendo o que gostava. Tive a oportunidade de dirigir e ganhei prêmios. Isso deu visibilidade para nosso trabalho. Começamos, então, a fazer uns filminhos aqui, outros ali. Chris Wedge, que era o fundador da companhia, foi convidado pela Fox a fazer “A Era do Gelo” e perguntou se eu queria ser o diretor. Falei: “Eu topo! É o nosso sonho! Vambora!” A equipe toda trabalhou no filme e foi aquele sucesso. Fizemos “Robôs” (2005) logo depois e, durante o processo, a Fox perguntou se eu faria “A Era do Gelo 2″ sozinho, já que o Chris queria descansar depois de dois longas.

Todos os filmes da série foram um sucesso, mas “A Era do Gelo 3″, em particular, foi um estouro, né?

No Brasil, “A Era do Gelo 3″ é o filme mais visto da história do cinema. Em trinta países, ele foi o filme do ano. Internacionalmente, ele só perdeu para “Titanic” e “O Senhor dos Anéis”.  O filme já fez mais de US$ 880 milhões no mundo todo.

E, agora, suas forças estão voltadas para um filme que leva o nome da cidade onde você nasceu…

Se Deus quiser, agora é Rio! O nome do filme é “Rio”.

Conte sobre esse projeto.
 
 Não posso contar.

Ah, nem um pouquinho?

Não.

Mas é animação?

É a historia de um pássaro brasileiro… uma arara… que foi criada nos Estados Unidos e vem pro Rio de Janeiro como um gringo. Só que, aqui, descobre sua brasilidade através da música, do visual, dos amigos… de tudo.

É o Zé Carioca?

Não! É melhor que o Zé Carioca!

E o Carlos Saldanha que volta ao Rio.. qual é a diferença entre ele e aquele que saiu daqui há 18 anos?

Está bem mais velho, né?!

Mas você se realizou? O que mudou?

Ganhei mais confiança em mim mesmo e mais felicidade no sentido de ter construído coisas que dão orgulho, que me dão inspiração para continuar. Construí minha família, minha vida profissional. Fico feliz e sei que dou orgulho a meus filhos. Acho que o Carlos de hoje é isso. É um Carlos mais realizado emocionalmente, talvez até mais do que profissionalmente. Hoje, para mim, se eu e minha família tivermos e pudermos resolver os problemas juntos, é o que eu quero. O resto, tá bom.

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Carlos Saldanha em números:

41 anos
18 anos fora do Brasil
4 filhos

Investimento:
“A Era do Gelo”: aproximadamente US$ 70 milhões
“A Era do Gelo 2″: aproximadamente US$ 90 milhões
“A Era do Gelo 3″: aproximadamente US$ 100 milhões

- “A Era do Gelo 2” foi o filme de animação mais lucrativo de 2006 e um dos mais lucrativos da história da Fox.

- Retorno “A Era do Gelo 3″: Mais de US$ 880 milhões no mundo todo.

Bilheteria e público no Brasil:
“A Era do Gelo”: R$ 13,3 e 2,5 de espectadores
“A Era do Gelo 2″: R$ 42,8 e 5,8 de espectadores
“A Era do Gelo 3″: R$ 81,8 e 9,2 de espectadores

Tecnologia e incentivo à animação:

Do primeiro “A Era do Gelo” para o segundo, mudou a tecnologia: “Eu desenhava no papel e, se não dava certo, jogava tudo fora. Fazia a mesma cena umas trezentas vezes. Agora, é tudo digital. Mas ainda tem quem faça a lápis. Não me meto nisso, não. Deixo cada um escolher sua ferramenta e espero só um resultado legal. Desenvolvo a idéia e vários artistas desenham, cada um a sua maneira. Meto a mão na massa ajudando eles, solucionando problemas, desbloqueando idéias. Meu trabalho é de diretor, psicólogo, amigo, tudo”, explica.

Para Carlos Saldanha, só falta o Brasil conquistar seu lugar na animação: “Não dá para comparar aos Estados Unidos porque são realidades diferentes, mas a animação evoluiu muito da época em que saí do país. Mas ainda tem muito espaço para crescer e meu objetivo, no futuro, é ajudar essa indústria a crescer. No momento, posso ajudar de lá. Mas o futuro a Deus pertence. Se houver oportunidade aqui também, até estou disposto a voltar.”

Outros filmes para os quais trabalhou:

“The Adventures of Korky, the Corkscrew” (1992)
“Time For Love” (1993)
 “Joe e as Baratas” (1996)
 “Um Passe de Mágica” (1997)
“Clube da Luta” (1999)

Prêmios:

“Big Deal”, anúncio da Bell Atlantic, ganhou vários prêmios, entre eles um Bronze Clio, em 1997. Em 1999, ganhou um Gold Clio pela animação de “Re-Incarnated”, comercial da cerveja Tennents para a campanha da Copa do Mundo de 1998 na Europa. “A Era do Gelo” foi indicado ao Oscar em 2003. “Gone Nutty” foi indicado ao Oscar em 2004.

Veja vídeo exclusivo com Carlos Saldanha falando sobre sua passagem pelo Rio:

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Após 11 anos em L.A., Allan Fiterman volta ao Brasil por ‘Embarque Imediato’ e ‘Passione’

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Intitulada “O bom filho à casa torna”, a entrevista com o diretor foi publicada na terceira edição da revista de cinema Movie (conheça), que chegou às bancas em dezembro. Aqui, leia a matéria na íntegra.

Allan Fiterman por trás da câmera

Allan Fiterman por trás da câmera

Quando assistiu ao espetáculo musical “Elas por Elas” no teatro, na década de 90, Allan Fiterman não imaginou que passaria 11 anos nos Estados Unidos e muito menos que seria Marília Pêra, a estrela da peça, uma das maiores responsáveis por sua volta ao Brasil. Fiterman deixou o país para estudar cinema, em 1997, e acabou engrenando na carreira em Los Angeles. Junto com o convite para dirigir o longa-metragem “Embarque Imediato”, que chega aos cinemas brasileiros neste dezembro, veio também o desafio: se a atriz não curtisse seu trabalho, o posto seria de outro. Marília não só aprovou Fiterman como diretor como, depois das filmagens, espontaneamente, escreveu uma carta para a TV Globo destacando a qualidade do seu trabalho. O brasileiro arrumou as malas e, no ano passado, veio integrar o núcleo de diretores da novela “Ciranda de Pedra”. No ano que vem, estará por trás das câmeras em “Passione”, próxima novela das oito da emissora.

“Quando o produtor, Marcelo Florião, me chamou para fazer ‘Embarque Imediato’, a Marília já estava associada ao projeto e ela queria conhecer o diretor com quem ia trabalhar. Ela já tinha visto e adorado o curta-metragem que foi meu projeto final da faculdade, ‘Outside the Window’. Convidei-a para fazer uma cena em ‘Leaving the Dream’, o primeiro longa-metragem que dirigi nos Estados Unidos. A empatia foi mútua. Foi ela quem decidiu minha participação no filme brasileiro. Foi isso o que me trouxe de volta ao Brasil”, conta Allan Fiterman.

Allan e Marília nos bastidores

Allan e Marília nos bastidores

“Embarque Imediato” é uma comédia sobre Justina (Marília Pêra), uma supervisora de aeroporto, e Wagner (Jonathan Haagensen), funcionário de uma lanchonete, que arma um esquema para fugir ilegalmente (e sem comprar passagens) do Brasil com a namorada. Ela tem aquela vidinha de quem não acredita mais em sonhos, apesar de o seu sempre ter sido tornar-se cantora. Ele tem o sonho de ter uma vida melhor. Justina pega Wagner no flagra e os dois saem transformados dessa história.

“Tem uma cena engraçada em que os dois cantam em uma churrascaria. É impossível imaginar este filme com outra atriz. Esse papel foi feito pra ela. Fiquei emocionado por tê-la no elenco. Além de ser uma atriz completa, que atua, canta e dança, é super profissional: chega no set pontulamente, pronta, maquiada e com o texto decorado. Nem todos levam a carreira tão a sério assim”, avalia.

As filmagens de “Embarque Imediato”, e consequentemente a convivência com Marília Pêra, duraram cinco meses. Sem dinheiro para terminar o longa, o diretor voltou para os Estados Unidos. Além do filme “Leaving The Dream”, Allan dirigiu o clipe “Mexican Radio”, da banda mexicana Kink, voltou a trabalhar como fotógrafo e diretor de curta-metragens e a dar aulas na New York Film Academy. Em janeiro de 2008, voltou ao Rio de Janeiro contratado pela TV Globo para dirigir a novela de Alcides Nogueira. No mesmo período, saiu o dinheiro para a finalização do longa com Marília Pêra:

Medindo a luz

Medindo a luz

“O filme fala que a vida não leva ninguém a lugar nenhum, a gente é que escolhe onde a vida vai nos levar. Eu queria colocar essa frase no filme, porque tem muito a ver comigo. Saí dos Estados Unidos com um contrato com a TV e ainda saiu o dinheiro do filme… Era um sinal de que eu tinha que largar minha vida lá e voltar para cá. Para completar, nessa mesma época, minha mãe fez tratamento contra um câncer e foi bom poder fazer companhia nos últimos meses dela.”

Nascido e criado em São Paulo, Allan Fiterman começou a fazer teatro de forma amadora. Foi na época da faculdade de publicidade, cursada na Universidade Metodista de São Paulo, que atuou como diretor pela primeira vez. O então estudante era assistente de direção do grupo Carpe Diem., formado na Hebraica. Com a saída do diretor, ele assumiu a turma até que a coordenadora do projeto encontrasse algum outro profissional. Aos 18 anos, Allan foi rápido na conquista do seu espaço.

“A gente estava montando ‘Saltimbancos’ e, quando assumi, mexi em tudo. Fiz mudanças no elenco, incluí coreografias… dirigi o grupo mesmo! Era para ficarmos quatro semanas em cartaz e a temporada durou um ano. Ganhamos prêmios de melhor diretor, espetáculo e iluminação. Ela não teve coragem de chamar outra pessoa para dirigir”, lembra Allan.

Allan entre José Wilker e Marília Pêra

Allan entre José Wilker e Marília Pêra

A família Fiterman se assustou, a princípio, com a escolha de Allan. O irmão fez engenharia e a irmã, direito. O pai trabalha com construção e hotelaria e mãe era professora. Ela até que incentivou o filho do meio a correr atrás do sonho. Mas o seu sonho era tê-lo de volta no Brasil.

“Minha mãe dizia que eu tinha enrolado ela. É que fui para fazer o mestrado em cinema e ia ficar dois ou três anos. A faculdade durou quatro e ainda emendei uma coisa na outra”, conta Allan, que já demonstrava seu dom aos pais desde criança. “Desde pequeno, brincava de teatro em casa. Colocava meus pais no sofá para assistirem à peça. Eu fazia os amigos atuarem. Eu já me via como diretor.”

A realização veio nos Estados Unidos, onde aprendeu a filmar, editar, escrever etc. Para ele, foi seu maior aprendizado:

“Trabalhei na luz, puxei carrinho, tudo! Era um troca-troca de posições que me fez ficar mais forte como cineasta. Aprendi muito fazendo as outras posições. Isso era o que eu buscava e que não tinha nas faculdades do Brasil. Aqui, era tudo muito teórico.”

Diversão no set

Diversão no set

Testando isso e aquilo, acabou fazendo 16 curtas-metragens em 16mm e quatro em 35mm. Dirigiu e fotografou “Leaving The Dream”, mas ficou querendo mais do cinema.

“Fui convidado pelo ator principal (Christian Schoyen), que foi meu aluno na New York Academy e bancou o projeto. Lá, chamamos isso de ‘vanity project’, projeto de vaidade. O roteiro não era bom, mas ele tinha um milhão de dólares e contratou bons atores. Foi uma experiência importante”.

Seu sonho, agora, é rodar um filme seu. Se tudo correr como o planejado, este será produzido depois de “Fio”, longa de Laura Malin que foi convidado a dirigir pelas produtoras Bianca De Fellipes e Juliana de Carvalho.

“Tenho uma história incrível que já está escrita. É sobre dois irmãos gêmeos que são separados quando bebês e crescem em realidades totalmente diferentes. Um dia, reencontram-se e questionam os valores da vida.”

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Se depender de Antônio Palocci, veto a biografias está perto do fim

domingo, 22 de novembro de 2009

palocci

Em entrevista ao jornalista Cristiano Bastos para o “Estado de SP”, Antônio Palocci afirmou que o veto a biografias está perto do fim. O deputado é autor do projeto de lei que tramita na Câmara e modifica artigo 20 da Lei 10.406, de 2002, sobre obras não autorizadas. Eu, uma biógrafa em início de carreira, e os grandes, como Ruy Castro, esperamos ansiosamente que haja a aprovação do projeto de lei apresentado em 2008 e que está atualmente tramitando na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, e que tem como objetivo é coibir a proibição de livros biográficos no Brasil. Se houver a aceitação, casos como o do historiador Paulo César Araújo, que teve sua obra “Roberto Carlos em Detalhes” vetada pelo próprio “Rei”, e de Ruy Castro, que enfrentou problemas com a família de Garrincha no momento da publicação da biografia do jogador, “Estrela Solitária”, nunca mais acontecerão.

Cristiano Bastos: O seu Projeto de Lei 3378/08 garantirá liberdade de divulgação de imagens e informações de personalidades públicas. Como a liberdade de informação e expressão vem sendo cerceada por conta dessa lei que, atualmente, vigora? O senhor vê risco à liberdade de expressão no Brasil?

Antônio Palocci: A proposta busca modificar um artigo da legislação em vigor que permite interpretar, equivocadamente, que ao escrever a biografia sobre uma pessoa de interesse público, o biógrafo estaria fazendo o uso indevido do direito de imagem da personagem biografada, movido por interesse comercial.

Mas é preciso levar em conta que biografias têm muito mais do que um mero interesse comercial. Elas são, na verdade, obras de grande valor histórico e cultural e, portanto, de interesse público. Todo mundo sabe que um livro, para ser lançado, demanda pesquisa, produção e um investimento alto, que só será recuperado com seu lançamento como produto no mercado.

Informar, analisar e apresentar aos leitores esses dados, inclusive fazendo uso de fotografias e documentos históricos, não pode ser confundido com exploração comercial não autorizada da imagem de personagens notoriamente do interesse público.

Além de atentar contra a liberdade de expressão, também tem, sob outro aspecto, desestimulado autores e editores a investirem tempo, dedicação e recursos na pesquisa e publicação de biografias. Isso representa uma perda muito séria para a sociedade.

Clique aqui e leia a matéria na íntegra

Mostra leva a Ipanema 16 filmes sobre a história do rock inéditos no Brasil

sábado, 7 de novembro de 2009
Cena do filme 'The US vs John Lennon': o beatle com a mulher, Yoko Ono, contra a guerra do Vietnã

Cena do filme 'The US vs John Lennon': o beatle com a mulher, Yoko Ono, contra a guerra do Vietnã

 

A partir desta sexta-feira, a 3ª Mostra de Cinema Rock & Totem mostrará que história é o que não falta sobre o rock: serão exibidos no Estação Ipanema 16 filmes inéditos no Brasil. A seleção é do empresário Fred D’Orey, um apaixonado por música que costuma garimpar em outros países títulos que nunca chegaram no Brasil.

O primeiro da série é “The US vs John Lennon”, um documentário que narra a evolução do beatle que virou um calo no pé de Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos na década de 70, ao virar ativista da paz contra a guerra do Vietnã. Kiss, Slade e Woodstock estão entre os temas abordados nos filmes.

 

 

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 Confira a programação:

 Sex, 06/11

19h - The US vs John Lennon
Direção: David Leaf e John Scheinfield
Legendas em espanhol, 96 minutos. 2006

21h15 - A Technicolor Dream
Direção: Stephen Gammond
Legendas em inglês, 156 minutos. 2009.

Sáb, 07/11

17h - Kissology
Produção: Alex Coletti
Versão original em inglês, 100 minutos. 2006.

19h –Slade in Flame
Direção: Richard Loncraine
Versão original em inglês, 120 minutos. 1975.

21h30m -  Punk attitude
Direção: Don Letts
Legendas em espanhol, 120 minutos. 2005.

Dom, 08/11

17h -  Rock School
Direção: Don Argott
Versão em inglês, 93 minutos. 2004.

19h - High Tech Soul, The Creation of Techno Music
Direcão: Gary Bredow
Legenda em inglês, 64 minutos. 2006.

21h15 - Love Story
Direção Chris hall e Mike kerry
Versão original, 110 minutos. 2007

Seg, 09/11

19h - Jusqu’a tombouctou
Direção, Michel Jaffrennou.
Legendas em inglês, 73 minutos. 2007.

21h15 - Woodstock 40th aniversary
Direção Michael Wadleigh
Legendas em inglês, 120 minutos. 2009

Ter, 10/11

19h - Townes Van Zandt, Be Here to Love Me
Direção: Margareth Brown
Versão original em inglês, 100 minutos. 2005.

21h15 -  Mayor of the Sunset Strip
Direção: George Hickenlooper
Legendas em espanhol, 95 minutos. 2004

Qua, 11/11

19h - Soft Machine Alive in Paris 1970
Direção: Claude Ventura
60 minutos. 1970.

21h15 – Privilege
Direção: Peter Watkins
Legendas em inglês, 103 minutos. 1967

Qui, 12/11

19h -  Rory Gallagher Irish Tour 1974
Direção: Tony Palmer
Original em inglês, 83 minutos. 1974.

21h15 - All you need is love
Direção: Tony Palmer
Original em inglês, 100 minutos. 1976.

3ª Mostra de Cinema Rock & Totem
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 605, Galeria Astor, Ipanema (21) 2529-4829.
Entrada a ser retirada nas lojas Totem de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 547, (21) 2540-0661).