Organizado por Marcelo Moutinho e com textos de Sérgio Cabral, Ruy Castro e outros, ”Canções do Rio – A Cidade em Letra e Música” será lançado nesta quarta-feira (20/01/10), na Livraria Folha Seca. O livro compila textos sobre as diversas manifestações musicais cariocas. João Máximo assina ” Dos primórdios à Era de Ouro” enquanto Sérgio Cabral, o pesquisador, escreve sobre “As marchinhas”. Nei Lopes é autor de “O samba” e Ruy Castro, biógrafo de Carnem Miranda e outros nomes, fica com “A bossa nova”. O jornalista Hugo Sukman assina “A canção moderna” e Silvio Essinger, “Rock, rap, funk”.
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Escritores e jornalistas assinam textos em livro sobre as manifestações musicais cariocas
terça-feira, 19 de janeiro de 2010Uma campanha pela reedição de ‘Gauleses Irredutíveis’, o livro sobre o rock gaúcho
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lançado em 2001 pela editora Sagra-Luzzato, de Porto Alegre, o livro “Gauleses Irredutíveis”, de Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller, rapidamente se esgotou. Duas mil cópias com a história do rock gaúcho foram parar nas mãos de apaixonados pela história da música, ou pelo menos por esta parte dela. Infelizmente, não cheguei a esbarrar com nenhum exemplar. Mas dou início agora a uma campanha pela reedição deste trabalho, que encantou e ensinou muita gente coisas sobre o Rio Grande Sul e seus expoentes. Você sabia, por exemplo, que aquele jurado mal-humorado do Ídolos (programa do SBT) integrou bandas chamadas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques? Mais abaixo do post, confira trechos de histórias de músicos (retirados do blog Desorientação) e, por último, vídeos da época. Aqui embaixo, uma pequena entrevista com um dos autores, Cristiano Bastos. Ele conta para o GarotaFM em primeira mão que está trabalhando no projeto de transformação de “Gauleses Irredutíveis” em um e-book.
GarotaFM: Como surgiu a ideia de escrever esse livro (foi sua ou de todos os autores)?
Cristiano Bastos: A ideia nasceu depois que os autores – eu, Alisson Avila e Eduardo Müller – emocionaram-se profundamente com a leitura de “Please Kill Me” (ou, no Brasil, ”Mate-me, por favor”, da LP&M), que retrata a história do punk norte-americano desde os anos 60 aos anos 00. Nos tocamos que a história da música jovem gaúcha nunca havia sido contada nesses moldes e dava muito pano pra manga. É só conferir no livro.
GFM: Fale sobre o processo de produção (quanto tempo durou e quão cansativo foi)?
C.B.: O livro foi feito em seis meses, entre escolher as fontes e achá-las (são mais de 167), entrevistá-las, a edição e a editoração. Recorde absoluto. Vinte e quatro horas de trabalho por dia. Foi uma grande loucura.
GFM: Quando o livro foi lançado e quantas cópias foram editadas?
C.B.: Foram editadas 2 mil cópias que se esgotaram rapidamente.
GFM: O que você diria a um editor para convencê-lo de que é importante a reedição de ‘Gauleses irredutíveis’?
C.B.: Eu diria que é um livro muito divertido de se ler. Rock ao pé da letra. O mais legal é que os entevistados, de modo geral, não furtaram-se em contar seus “causos” mais picantes. Há muito sexo, drogas e, especialmente, muito rock’n'roll. As estórias do legendário Plato Divorak, nosso Rocky Ericson brasileiro, brilham no livro.
GFM: Como anda a ideia de transformar o livro em um e-book? Uma reedição cancelaria o projeto?
C.B.: As editoras, de maneira geral, estão vivendo uma descapitalização. Estamos, agora, estudando o relançamento de ‘Gauleses Irredutíveis’ no formato e-book. Nada mais moderno não é? Mas não dispensamos o suporte em papel, para o qual ele foi concedido. Se alguma editora se interessar em lançá-lo, estamos abertos para negociar.
CARLOS EDUARDO MIRANDA
Ele ganhou atenção de todo o país como o “jurado mau humorado” do programa Ídolos, no SBT. Mas muito antes de se tornar uma espécie de Simon Cowell brasileiro, Miranda já era figura carimbada do rock gaúcho.
Antes de imaginar se tornar produtor e executivo da gravadora Trama, o “não-músico” dirigiu os selos Banguela e Excelente, atuou como jornalista e integrou as bandas Taranatiriça, Urubu Rei, A Vingança de Montezuma, Três Almas Perdidas e Atahualpa y us Pânques.
E no palco ele era ainda mais agressivo que na frente das câmeras. Entre suas peripécias, ele conta no livro como foi repreendido após uma edição do festival Rock Unificado por jogar garrafas de plástico no público.
JÚPITER MAÇÃ
Flávio Basso dispensa apresentações. Júpiter Maçã e Jupiter Apple em carreira solo, ele encabeçou as bandas TNT e Cascavelletes nos anos 1980. Compositor, multi-instrumentista e desvairado, escandalizou gerações com seus shows caóticos, tão pontuais quanto seu talento.
No livro, ele conta como se ressentiu quando, na época do Cascavelletes, Frank Jorge resolveu voltar a tocar com a Graforréia paralelamente.
Então decidiu sabotar o show com Alexandre Barea, baterista da banda. Mas os dois beberam muito antes, e a sacanagem ficou pela metade. “A gente chegou cambaleando, no meio da galera, empurrando todo mundo”, completa Barea.
EDU K
Nascido Eduardo Dornelles, o líder do De Falla, afastado da banda desde 2004, passou a se dedicar à música eletrônica. Mas “o maior golpista da Gália” ainda é mais lembrado pelo seu trabalho no rock, no grupo que o fez famoso nacionalmente e em outros tantos.
No livro, além de assumir que faz tudo por dinheiro, ele conta como quase apanhava, até da própria mãe, por sair na rua vestindo apenas um maiô: “Às vezes, vinha a polícia, ou parava um caminhão, e descia um monte de cara sedentos dizendo ‘vem cá, minha puta!’”.
MARCELO BIRCK
Marcelo foi o primeiro vocalista e guitarrista da Graforréia Xilarmonica. Mas enquanto o irmão Alexandre seguiu no commando das baquetas na banda, ele resolveu ir para outras paragens e deu início a uma carreira solo. Como Miranda, também tornou-se produtor.
Mas uma de suas histórias mais memoráveis no Gauleses tem mais a ver com os maiôs de Edu K. No livro, ele conta como surgiu o visual da Graforréia no seu início: “Minha mãe resolveu botar fora um monte de roupas démodé – e eu e o Frank Jorge resolvemos usá-las. Tinham uns modelos absurdos: umas ceroulas listradas de amarelo, vermelho e verde… Daí, nos olhamos e dissemos: ‘vamos montar uma banda com isso!’”, completa Frank.
EGISTO DAL SANTO
Egisto Dal Santo não pára. Além da Colarinhos Caóticos, ele já passou pelas bandas Ponto de Vista, Elektra, Groo Brothers, Acretinice Me Atray, Benedyct Eskine e Saltin Mantra. Em carreira solo, venceu Júpiter ao assumir em diferentes fases três nomes diferentes: Egisto Ophodge, Egisto 2 e Egisto Dal Santo, o mais recente.
Como produtor já assinou mais de 40 discos. Entre eles, o clássico máximo de Flávio Basso, A Sétima Efervescência. Não satisfeito em produzir, Egisto também tocou para a gravação do disco. No livro, dá pra conferir como, durante um show da Colarinhos, a policia entrou pela segunda vez no antigo Garagem Hermética e fechou toda a rua Barros Cassal.
‘Lula – O Filho do Brasil’: A trajetória do menino que não tinha sapatos e chegou a presidente
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
“Lula – O Filho do Brasil” é um filme que vale a pena ver. A bela trajetória do menino que não tinha sapatos e chegou a presidente do Brasil é retratada no longa de Fábio Barreto sem puxa-saquismos nem floreios. O roteiro lembra um pouco o de ”2 Filhos de Francico”, longa sobre a história Zezé di Camargo & Luciano. Só que, no filme sobre Luiz Inácio da Silva, é a mãe a responsável pelo sucesso do personagem principal. Interpretada maravilhosamente bem por Glória Pires, Dona Lindu é quem traça o destino de Lula, fazendo ele acreditar na frase: “É só teimar. Levante a cabeça, olhe pra frente e teima”. Ela só perde a força quando o filho, após sofrer uma tragédia familiar, decide mergulhar na política: a mãe se amedronta, mas o filho acha que não tem mais nada a perder e se candidata a diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.
É incrível perceber que uma das características mais marcantes de Luiz Inácio, o Lula, é o carisma. Destaque para a cena em que ele convoca os metalúrgicos para falar sobre como atuar dali pra frente, diante das ameaças da ditadura militar: Lula fala sem megafone e as pessoas vão passando suas frases para os de trás. Só que são milhares de pessoas em volta. Inacreditável! Bacana também – digo, trágico, mas interessante – o momento em que o torneiro mecânico perde o dedo em uma das máquinas. Dona Lindu não deixa o filho deprimir. Rui Ricardo Diaz merece aplausos pela ótima interpretação do presidente do Brasil.
A trilha sonora perde um pouco a magia, já que foram incluídas no filme músicas que não eram daquele tempo. Foi o próprio presidente quem escolheu muitas delas. Mas não faz sentido “Você”, do disco de Tim Maia de 1971, ser a canção do casamento de Luiz Inácio com Lourdes (Cleo Pires), sua primeira mulher, ocorrido em 1964. Mas tudo certo. É a tal da licença poética, né? Sobre isso, clique aqui e leia matéria de Leonardo Lichote no site de “O Globo”.
Trechos divertidos e/ou emocionantes de “Lula – O Filho do Brasil”:
“Mãe, a gente tá caindo no mundo, não tá?
Quando Luiz Inácio pergunta pelo pai, Dona Lindu diz que ele caiu no mundo. Quando a matriarca junta os oito filhos para viajar de Caetés para Santos, o menino, que estava na barriga quando Aristides arrumou as malas e partiu com a amante grávida para São Paulo, fica curioso para saber se está vivendo a mesma situação que o pai.
“Porque homem não bate em mulher!”
Lula defende Dona Lindu quando Aristides, em Santos, agride a mulher porque ela mandou os filhos para a escola. Em seguida, Lindu leva as crianças para Vila Carioca, em São Paulo.
“Ainda vou ter um macacão desse!”
Luiz Inácio vislumbra o uniforme de torneiro mecânico. Dona Lindu faz sua matrícula em um curso e, em 1961, o jovem sai formado. A mãe não aguenta de emoção ao ver o filho com o diploma na mão.
“Esse sindicato agora é minha família também”
Depois de viver a maior tragédia de sua história (apesar de o trailer do filme mostrar, prefiro deixar o suspense), Luiz Inácio mergulha de vez na política.
“A gente ficou viúvo praticamente ao mesmo tempo, meu filho teria a idade do seu e a gente mora com a mãe. É coincidência demais!”
É isso que Lula diz quando conhece Marisa Letícia, a primeira-dama do Brasil. O primeiro encontro se dá no sindicato, mas logo o metalúrgico vai procurá-la em sua casa.
Assista ao trailer:
Diretor de ‘A Era do Gelo 3′ fala sobre vida, carreira e ‘Rio’, seu novo projeto de animação
domingo, 3 de janeiro de 2010Intitulada “Animação É Com Ele”, a entrevista com Carlos Saldanha foi publicada na terceira edição da revista de cinema Movie (conheça), que chegou às bancas em dezembro. Aqui, leia a entrevista na íntegra.
A animação nunca foi o forte do cinema brasileiro. Nenhum nome havia despontado no mercado nacional, quem dirá fora do país. Até o dia em que um carioca atravessou o tapete vermelho do Kodak Theatre. Carlos Saldanha foi receber com o Chris Wedge, diretor de “A Era do Gelo”, em 2003, o prêmio ao qual o filme estava indicado, Melhor Filme de Animação. Co-diretor do filme sobre um grupo de animais que, em plena Era Glacial, encontra uma criança perdida, saiu sem o troféu. E talvez por isso não tenha percebido que o sucesso já começava a bater em sua porta. Este carioca voltaria à cerimônia um ano depois, concorrendo novamente com o curta-metragem “Gone Nutty” e, em 2009, seria aclamado em seu país de origem pelo sucesso como diretor único dos dois longa-metragens da Twentieth Century Fox e do Blue Sky Studios seguintes ao que alçou ele à fama: “A Era do Gelo 2″ e “A Era do Gelo 3″. Durante o Festival do Rio, o diretor aproveitou a passagem pelo Rio de Janeiro para autografar cópias em Blu-Ray do terceiro filme da série.
“Nunca imaginei isso tudo, pois meus objetivos são de pouco em pouco. Fui para os Estados Unidos com o objetivo de aprender animação e , lá, aprendi animação. Depois, quis fazer um filme e fiz. O resto veio com o trabalho. Eu tracei uma linha para a minha vida: vou casar, ter filhos, trabalhar… sigo essa linha, que é simples e reta”, conta Saldanha.
Carlos Saldanha, hoje com 41, casou-se ainda no Brasil. Com Isabela, que lhe deu quatro filhos: Manuela (12), Sophia (8), Julia (1) e Rafael, de dois meses. O único menino nasceu no Rio, durante uma das três passagens anuais do diretor pela cidade. Foi aqui também que veio à luz a arara que Saldanha acaba de criar para sua próxima animação. “Rio”, que se passa na cidade natal do pai de Rafael, está em fase de produção e deve levar pelo menos dois anos para chegar aos cinemas.
Pode-se dizer que a história da arara tem a ver com a de Saldanha, só que ao contrário. Formado em Informática e apaixonado por desenho, Carlos Saldanha cansou do trabalho que exercia e, aos 21 anos, decidiu ir para Nova York da noite para o dia. A mulher trancou a faculdade de engenharia e foi junto. Pensas que ele se sentiu acuado ao ver que o mercado da animação era para gente grande e que a capital do mundo não era a cidade mais caliente que ele conheceu na vida? Que nada! Saldanha tirou de letra.
“Ah, eu adorei! Foi engraçado porque minha esposa falou assim: ‘Eu achava que você era feliz e, quando você chegou aqui, vi que você ficou mais feliz.’ Eu adorava trabalhar com computador, mas adorava mais ainda desenhar. Eu ficava naquela de querer fazer algo com desenho, mas também não queria largar o computador. Aí, fui para os Estados Unidos para ver se conseguia juntar as duas coisas. Vi que poderia fazer animação, comecei a trabalhar com isso e descobri que finalmente tinha um sonho.”
Confira entrevista com Carlos Saldanha:
Quando saiu do Brasil, há 18 anos, você imaginou que voltaria autografando o DVD do maior fenômeno da história da animação no Brasil?
Nunca imaginei isso tudo, pois meus objetivos são de pouco em pouco. Fui para os Estados Unidos com o objetivo de aprender animação e , lá, aprendi animação. Depois, quis fazer um filme e fiz. O resto veio com o trabalho. Eu tracei uma linha para a minha vida: vou casar, ter filhos, trabalhar… sigo essa linha, que é simples e reta.
Como era sua vida antes de ir para os Estados Unidos e o que te fez jogar tudo para o alto e ir para lá?
Aqui no Brasil, trabalhei com informática. Me formei em ciência da computação. Mas eu adorava desenhar. Então, eu sempre ficava naquela de “pôxa, quero fazer alguma coisa com desenho”. Mas também não queria largar o computador. Foi aí que decidi ir para os Estados Unidos ver o que eu poderia fazer. A animação me atraiu muito. Comecei a trabalhar com isso e descobri que tinha um sonho.
Depois que se formou na School of Visual Arts, seu primeiro emprego foi com animação?
Assim que me formei, fui trabalhar na Blue Sky e não saí mais. Estou na lá o tempo que estou nos Estados Unidos praticamente. Sou fiel. Me casei e fui para os Estados Unidos. Aí, me casei com o país. Cheguei na faculdade e me casei com ela. E, depois, casei com a Blue Sky. Aí, veio ‘A Era do Gelo’ e eu casei de novo.
E sua esposa embarcou na sua?
A gente era noivo, eu estava trabalhando, tinha um emprego bom, ganhava um salário legal. A gente estava planejando casamento, aquela coisa toda. Aí, falei: ” Eu vou largar tudo e vou para os Estados Unidos. Vamos?” Ela falou: “Você tá maluco?” Eu falei: “Vamos? Vambora!” Ela trancou a faculdade de engenharia que fazia, na PUC, e fomos de mala e cuia. Eu com 21 anos e ela com, 20. Fomos para ficar três meses, mas foi dando certo. As coisas foram rolando, a gente foi ficando. Depois que me formei e consegui um trabalho, ela voltou a estudar. Fez matemática, trabalhou e foi muito bem-sucedida. Aí, quando a gente teve nosso segundo filho, ela largou tudo e foi ser dona de casa. E até hoje a profissão que ela mais ama é ser mãe. Temos quatro filhos.
O que você fez na Blue Sky até ser chamado para trabalhar com Chris Wedge em “A Era do Gelo”?
Quando comecei, a companhia era pequena. Fazíamos muita publicidade, e a gente buscava fazer comerciais de televisão com animação, para poder continuar fazendo o que gostava. Tive a oportunidade de dirigir e ganhei prêmios. Isso deu visibilidade para nosso trabalho. Começamos, então, a fazer uns filminhos aqui, outros ali. Chris Wedge, que era o fundador da companhia, foi convidado pela Fox a fazer “A Era do Gelo” e perguntou se eu queria ser o diretor. Falei: “Eu topo! É o nosso sonho! Vambora!” A equipe toda trabalhou no filme e foi aquele sucesso. Fizemos “Robôs” (2005) logo depois e, durante o processo, a Fox perguntou se eu faria “A Era do Gelo 2″ sozinho, já que o Chris queria descansar depois de dois longas.
Todos os filmes da série foram um sucesso, mas “A Era do Gelo 3″, em particular, foi um estouro, né?
No Brasil, “A Era do Gelo 3″ é o filme mais visto da história do cinema. Em trinta países, ele foi o filme do ano. Internacionalmente, ele só perdeu para “Titanic” e “O Senhor dos Anéis”. O filme já fez mais de US$ 880 milhões no mundo todo.
E, agora, suas forças estão voltadas para um filme que leva o nome da cidade onde você nasceu…
Se Deus quiser, agora é Rio! O nome do filme é “Rio”.
Conte sobre esse projeto.
Não posso contar.
Ah, nem um pouquinho?
Não.
Mas é animação?
É a historia de um pássaro brasileiro… uma arara… que foi criada nos Estados Unidos e vem pro Rio de Janeiro como um gringo. Só que, aqui, descobre sua brasilidade através da música, do visual, dos amigos… de tudo.
É o Zé Carioca?
Não! É melhor que o Zé Carioca!
E o Carlos Saldanha que volta ao Rio.. qual é a diferença entre ele e aquele que saiu daqui há 18 anos?
Está bem mais velho, né?!
Mas você se realizou? O que mudou?
Ganhei mais confiança em mim mesmo e mais felicidade no sentido de ter construído coisas que dão orgulho, que me dão inspiração para continuar. Construí minha família, minha vida profissional. Fico feliz e sei que dou orgulho a meus filhos. Acho que o Carlos de hoje é isso. É um Carlos mais realizado emocionalmente, talvez até mais do que profissionalmente. Hoje, para mim, se eu e minha família tivermos e pudermos resolver os problemas juntos, é o que eu quero. O resto, tá bom.
Carlos Saldanha em números:
41 anos
18 anos fora do Brasil
4 filhos
Investimento:
“A Era do Gelo”: aproximadamente US$ 70 milhões
“A Era do Gelo 2″: aproximadamente US$ 90 milhões
“A Era do Gelo 3″: aproximadamente US$ 100 milhões
- “A Era do Gelo 2” foi o filme de animação mais lucrativo de 2006 e um dos mais lucrativos da história da Fox.
- Retorno “A Era do Gelo 3″: Mais de US$ 880 milhões no mundo todo.
Bilheteria e público no Brasil:
“A Era do Gelo”: R$ 13,3 e 2,5 de espectadores
“A Era do Gelo 2″: R$ 42,8 e 5,8 de espectadores
“A Era do Gelo 3″: R$ 81,8 e 9,2 de espectadores
Tecnologia e incentivo à animação:
Do primeiro “A Era do Gelo” para o segundo, mudou a tecnologia: “Eu desenhava no papel e, se não dava certo, jogava tudo fora. Fazia a mesma cena umas trezentas vezes. Agora, é tudo digital. Mas ainda tem quem faça a lápis. Não me meto nisso, não. Deixo cada um escolher sua ferramenta e espero só um resultado legal. Desenvolvo a idéia e vários artistas desenham, cada um a sua maneira. Meto a mão na massa ajudando eles, solucionando problemas, desbloqueando idéias. Meu trabalho é de diretor, psicólogo, amigo, tudo”, explica.
Para Carlos Saldanha, só falta o Brasil conquistar seu lugar na animação: “Não dá para comparar aos Estados Unidos porque são realidades diferentes, mas a animação evoluiu muito da época em que saí do país. Mas ainda tem muito espaço para crescer e meu objetivo, no futuro, é ajudar essa indústria a crescer. No momento, posso ajudar de lá. Mas o futuro a Deus pertence. Se houver oportunidade aqui também, até estou disposto a voltar.”
Outros filmes para os quais trabalhou:
“The Adventures of Korky, the Corkscrew” (1992)
“Time For Love” (1993)
“Joe e as Baratas” (1996)
“Um Passe de Mágica” (1997)
“Clube da Luta” (1999)
Prêmios:
“Big Deal”, anúncio da Bell Atlantic, ganhou vários prêmios, entre eles um Bronze Clio, em 1997. Em 1999, ganhou um Gold Clio pela animação de “Re-Incarnated”, comercial da cerveja Tennents para a campanha da Copa do Mundo de 1998 na Europa. “A Era do Gelo” foi indicado ao Oscar em 2003. “Gone Nutty” foi indicado ao Oscar em 2004.
Veja vídeo exclusivo com Carlos Saldanha falando sobre sua passagem pelo Rio:
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Se depender de Antônio Palocci, veto a biografias está perto do fim
domingo, 22 de novembro de 2009Em entrevista ao jornalista Cristiano Bastos para o “Estado de SP”, Antônio Palocci afirmou que o veto a biografias está perto do fim. O deputado é autor do projeto de lei que tramita na Câmara e modifica artigo 20 da Lei 10.406, de 2002, sobre obras não autorizadas. Eu, uma biógrafa em início de carreira, e os grandes, como Ruy Castro, esperamos ansiosamente que haja a aprovação do projeto de lei apresentado em 2008 e que está atualmente tramitando na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, e que tem como objetivo é coibir a proibição de livros biográficos no Brasil. Se houver a aceitação, casos como o do historiador Paulo César Araújo, que teve sua obra “Roberto Carlos em Detalhes” vetada pelo próprio “Rei”, e de Ruy Castro, que enfrentou problemas com a família de Garrincha no momento da publicação da biografia do jogador, “Estrela Solitária”, nunca mais acontecerão.
Cristiano Bastos: O seu Projeto de Lei 3378/08 garantirá liberdade de divulgação de imagens e informações de personalidades públicas. Como a liberdade de informação e expressão vem sendo cerceada por conta dessa lei que, atualmente, vigora? O senhor vê risco à liberdade de expressão no Brasil?
Antônio Palocci: A proposta busca modificar um artigo da legislação em vigor que permite interpretar, equivocadamente, que ao escrever a biografia sobre uma pessoa de interesse público, o biógrafo estaria fazendo o uso indevido do direito de imagem da personagem biografada, movido por interesse comercial.
Mas é preciso levar em conta que biografias têm muito mais do que um mero interesse comercial. Elas são, na verdade, obras de grande valor histórico e cultural e, portanto, de interesse público. Todo mundo sabe que um livro, para ser lançado, demanda pesquisa, produção e um investimento alto, que só será recuperado com seu lançamento como produto no mercado.
Informar, analisar e apresentar aos leitores esses dados, inclusive fazendo uso de fotografias e documentos históricos, não pode ser confundido com exploração comercial não autorizada da imagem de personagens notoriamente do interesse público.
Além de atentar contra a liberdade de expressão, também tem, sob outro aspecto, desestimulado autores e editores a investirem tempo, dedicação e recursos na pesquisa e publicação de biografias. Isso representa uma perda muito séria para a sociedade.
Mostra leva a Ipanema 16 filmes sobre a história do rock inéditos no Brasil
sábado, 7 de novembro de 2009
A partir desta sexta-feira, a 3ª Mostra de Cinema Rock & Totem mostrará que história é o que não falta sobre o rock: serão exibidos no Estação Ipanema 16 filmes inéditos no Brasil. A seleção é do empresário Fred D’Orey, um apaixonado por música que costuma garimpar em outros países títulos que nunca chegaram no Brasil.
O primeiro da série é “The US vs John Lennon”, um documentário que narra a evolução do beatle que virou um calo no pé de Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos na década de 70, ao virar ativista da paz contra a guerra do Vietnã. Kiss, Slade e Woodstock estão entre os temas abordados nos filmes.
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Confira a programação:
19h – The US vs John Lennon
Direção: David Leaf e John Scheinfield
Legendas em espanhol, 96 minutos. 2006
21h15 – A Technicolor Dream
Direção: Stephen Gammond
Legendas em inglês, 156 minutos. 2009.
Sáb, 07/11
17h – Kissology
Produção: Alex Coletti
Versão original em inglês, 100 minutos. 2006.
19h –Slade in Flame
Direção: Richard Loncraine
Versão original em inglês, 120 minutos. 1975.
21h30m - Punk attitude
Direção: Don Letts
Legendas em espanhol, 120 minutos. 2005.
Dom, 08/11
17h - Rock School
Direção: Don Argott
Versão em inglês, 93 minutos. 2004.
19h – High Tech Soul, The Creation of Techno Music
Direcão: Gary Bredow
Legenda em inglês, 64 minutos. 2006.
21h15 – Love Story
Direção Chris hall e Mike kerry
Versão original, 110 minutos. 2007
Seg, 09/11
19h – Jusqu’a tombouctou
Direção, Michel Jaffrennou.
Legendas em inglês, 73 minutos. 2007.
21h15 – Woodstock 40th aniversary
Direção Michael Wadleigh
Legendas em inglês, 120 minutos. 2009
Ter, 10/11
19h – Townes Van Zandt, Be Here to Love Me
Direção: Margareth Brown
Versão original em inglês, 100 minutos. 2005.
21h15 - Mayor of the Sunset Strip
Direção: George Hickenlooper
Legendas em espanhol, 95 minutos. 2004
Qua, 11/11
19h – Soft Machine Alive in Paris 1970
Direção: Claude Ventura
60 minutos. 1970.
21h15 – Privilege
Direção: Peter Watkins
Legendas em inglês, 103 minutos. 1967
Qui, 12/11
19h - Rory Gallagher Irish Tour 1974
Direção: Tony Palmer
Original em inglês, 83 minutos. 1974.
21h15 – All you need is love
Direção: Tony Palmer
Original em inglês, 100 minutos. 1976.
3ª Mostra de Cinema Rock & Totem
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 605, Galeria Astor, Ipanema (21) 2529-4829.
Entrada a ser retirada nas lojas Totem de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 547, (21) 2540-0661).
Argentino Victor Biglione lança livro sobre sua carreira na música brasileira
quinta-feira, 5 de novembro de 2009O guitarrista Victor Biglione é argentino, mas pouca gente sabe tanto da música brasileira como ele e poucos tiveram a oportunidade de trabalhar com nomes como Ivan Lins, Emílio Santiago e Marcos Valle. Naturalizado, o músico juntou todo esse conhecimento e experiência em “O guitarrista Victor Biglione & a MPB” (Edições Baleia Azul, 204 páginas), que ele autografa nesta quinta-feira (05/11), às 20h, na Livraria da Bolívar, em Copacabana (Rua Bolívar, 42 / loja A). Escrito pelo poeta e pesquisador Euclides do Amaral, o livro reúne uma minuciosa pesquisa sobre a carreira de Biglione: os textos abrangem e particularizam a visão do guitarrista quanto a gêneros musicais como o rock, samba, choro, blues, bossa nova, baião, entre outros.
O livro reúne 27 capas de discos do Biglione e partituras. Há ainda cerca de 70 fotos com alguns dos mais de 250 artistas com os quais o músico vem atuando na MPB desde a década de 1980 (Marina, Fátima Guedes, Sergio Mendes, Gal Costa, Wagner Tiso são alguns deles). Na parte final, do livro, consta o ensaio “A Contribuição Estrangeira na MPB do Século XVI ao XXI”. Nele, através de verbetes, é prestada uma homenagem aos principais músicos, letristas e editores musicais que influenciaram a MPB.
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‘Michael Jackson’s This Is It’ confirma: fãs perderam o ídolo e um grande espetáculo
quarta-feira, 28 de outubro de 2009“Serão minhas últimas apresentações!”, exclama Michael Jackson no início de “This Is It”, documentário que mostra os últimos ensaios do Rei do Pop para as 50 apresentações que faria a partir de julho. Exibido simultaneamente em diversos países na noite desta terça-feira (27/10), o filme deixa claro que a perda que os fãs sofreram não foi só a do ídolo, mas a de um grande espetáculo que estava para nascer. A aparência não é das melhores: Michael, muito magro, poucas vezes aparece sem os óculos. Porém a energia surpreende. Quem acompanhou toda a saga após a morte, em 25/06/09, do cantor, não poderia imaginar que, dias antes, ele estava dançando a pleno vapor.
“Os dançarinos são a extensão de Michael Jackson”, avisa Kenny Ortega, diretor do show e do filme, antes da seleção dos bailarinos que acompanhariam o cantor na turnê. Michael não era só um grande astro, mas também um professor: é ele mesmo quem ensina ao eleitos como se tornar sua “extensão”. Destaque para as aulas em “They Don’t Really Care About Us”. Deu para ver que também os músicos aprendiam com “MJ” – como é chamado pelo diretor, muitas vezes – durante os ensaios. Um deles é o tecladista e diretor musical Mo Pleasure, que leva alguns minutos para satisfazer o astro com um acorde desejado pelo mesmo e não alcançado.
‘Parece que estão apunhalando meus ouvidos!’
Michael Jackson tem seus momentos de estrela. Na verdade, todo o tempo ele é tratado como criança. “Michael, você quer que a gente faça isso?”; “Michael, você quer que façamos aquilo?”. E, às vezes, ele surta (com educação), como quando acha que o som do in ear (fone de ouvido) está alto demais. “Parece que estão apunhalando meus ouvidos! O som está alto. Gosto de som natural. Estou falando isso com amor. L.O.V.”
Em “I’ll Be There”, não fica claro se ele tem dificuldade de soltar o agudo – esse não seria um achismo coerente, visto que as notas, todas elas, ao longo do filme, acontecem -, mas é neste momento que Michael dá uma de estrela. “Estou tentando preservar a voz”, diz. Quando faz dueto em “I Just Can’t Stop Loving You” com Judith Hill (leia mais sobre a backing vocal), repete a frase, sem perceber que está colocando a moça muuuitos degraus abaixo dele: “Tudo bem você soltar a voz. Eu tenho que preservar a minha.” Ela nem liga…
Além de um presente para os fãs que nunca mais assistirão a um show de Michael Jackson, o documentário é a prova de que o músico era um grande apaixonado pelo ser humano e pelo planeta. Ao final, declara-se à equipe (“Somos uma família”), pede amor nas apresentações (“Vamos mostrar a eles que é importante amar um ao outro”) e faz um apelo pela Terra (“Temos quatro anos para desfazer os estragos ou os danos serão irreversíveis”).
E, quem saiu do cinema quando as letrinhas começaram a subir, não viu mais uma cena de Michael Jackson. Nada demais, mas… por que não aproveitar até o último segundo da imagem do grande ídolo?!
Erasmo Carlos autografa livro enquanto fila não para de crescer
quarta-feira, 28 de outubro de 2009Erasmo Carlos autografou seu livro “Minha Fama de Mau” (editora Objetiva) nesta terça-feira (27/10), no 00, na Gávea. A fila aumentava a cada segundo, tomando conta da casa. E os convidados – alguns ilustres – comentavam como estava sendo legal ter a oportunidade de ver o Tremendão naquela função. As Frenéticas estavam lá, assim como a atriz Beth Faria. O presidente da gravadora DeckDisc e mais novo dono da única fábrica de vinis da América Latina, João Augusto, foi acompanhado do filho, o produtor Rafael Ramos. O empresário de Pitty, Marcelo Lobato, e o jornalista Marcelo Fróes, também marcaram presença. Os integrantes da banda Filhos de Judith – que acompanha Erasmo em seu novo show, “Rock’n'Roll” – também aguardaram na fila a vez de pegar a assinatura do ídolo. Érika Martins assumiu as carrapetas soltando muito… rock’n'roll, claro!
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