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Ramon Mello aplica paixão pela música à literatura e lança ‘Vinis Mofados’

terça-feira, 27 de outubro de 2009

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Da assessoria de imprensa:

Ramon Mello desenvolve, como jornalista, um trabalho de cartografia de sua geração: entrevistas escritas e gravadas registram o que pensam os novíssimos autores da literatura brasileira. Trata-se de um trabalho que representará, no futuro, um importante documento, que permitirá uma leitura mais ampla sobre a literatura do início do século XXI. Ao lado das obras propriamente ditas, as entrevistas sempre foram um instrumento revelador das tendências que os artistas seguem, dos seus interesses e objetivos.

Fruto também de sua experiência como jornalista, Ramon Mello agora publica “Vinis Mofados”, seu primeiro livro de poemas. O título revela o diálogo com uma das obras mais estimadas por seus contemporâneos, Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu, que, entre outros aspectos, deixou como legado, desde os anos 1990, o amor pela música popular brasileira. Legado que foi muito bem absorvido por poetas como Augusto Guimaraens Cavalcanti, Bruna Beber e, agora, Ramon Mello. Em Vinis mofados encontramos uma série de características típicas da Geração 00, a que pertence Ramon, embora estejam desenvolvidas sob uma linguagem própria, que toma da música popular o sentimentalismo das relações amorosas, mas encoberto de humor e ironia.

vinis

Com versos preponderantemente curtos, que “fotografam” cenas do cotidiano afetivo, Vinis mofados trabalha o humor e a ironia como vias de acesso à profundidade dos sentimentos, distanciando-se, contudo, de qualquer possibilidade de abraçar o “peso” como quem abraça o sustentáculo de sua poesia. Ao contrário, Ramon Mello explora o verso simples, mas não fácil. E a simplicidade reúne-se muito bem ao flerte com a música popular brasileira e ao registro do cotidiano afetivo e urbano de seu livro de estreia.

SOBRE O AUTOR

Ramon Mello nasceu em Araruama, em 1984. É poeta e jornalista. Mantém os blogs Sorriso do Gato de Alice (clique aqui), ClickInversos (clique aqui) e Letras – Saraiva Conteúdo (clique aqui). Foi pesquisador e coorganizador de ENTER – Antologia Digital. Vinis mofados é o seu primeiro livro de poemas.

O QUE DIZEM

“Ler Vinis Mofados de Ramon Mello é acompanhar uma busca. E isso é sempre um momento de delicadeza. Foi assim que me senti ao ler os originais de Ramon. Amor declarado ao seu mestre Caio Fernando Abreu, citações necessárias a Caetano e Waly Salomão, o poeta sai à procura de alguma coisa que não pode e não deve ser guardada. Não há grande certeza se esta é busca da poesia ou a busca mais pesada da própria palavra.” (Heloísa Buarque de Hollanda)

“Sempre fui alérgico. Principalmente à poesia que afasta o leitor da palavra, criando uma espécie de ‘quarta parede’. Poesia Muro de Berlim, Poesia Muralha da China. Quando coloquei o livro de Ramon Mello na vitrola, não espirrei, nem tossi, embarquei porque fui chamado a embarcar. Porque o poeta aqui abre os braços, sem paredes. Fui faixa a faixa escutando o barulho de uma agulha cheia de desejos na Língua. Como um afro-samba em que o corpo não consegue parar de sacudir. Eu dancei porque a palavra dançou nesse monte de ritmos e amplificações. Vinis mofados é um hit!” (Rodrigo Bittencourt)

Veja Ramon Mello declamando ‘Vinis Mofados’:

‘Minha Fama de Mau’ reúne histórias do Tremendão. Leia uma delas

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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Erasmo Carlos lança esta semana o livro “Minha Fama de Mau”, no qual conta histórias de sua vida. O coquetel acontecerá na terça-feira (27/10), no Rio, apenas para convidados. Para o grande público se esbaldar, a editora Objetiva colocou no ar um site especial sobre o Tremendão. Um dos melhores trabalhos de divulgação que já vi… Além de trechos do livro, o espaço abriga fotos, músicas, um quiz e material para a imprensa. Tudo isso dentro de um amplificador. Clique aqui, dê um pulo no site e vasculhe o amp do Tremendão.

Clique aqui para ler o primeiro capítulo do livro: minha_fama_de_mau_capitulo_11

Documentário sobre produção de disco de Lenine chega a São Paulo

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

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Agora é a vez dos paulistas se deliciarem com ”Continuação”, documentário de Rodrigo Pinto que mostra os bastidores da gravação do CD “Labiata”, do cantor e compositor Lenine: o filme está na programação da 33ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Lenine e Rodrigo Pinto – apresentador do Multishow e co-autor do livro “Barão Vermelho – Por Que a Gente é Assim” – estarão na capital para o lançamento do longa. O cineasta participará de um debate aberto ao público, após a exibição.

“Continuação” foi apresentado no Festival do Rio 2009 e foi indicado na categoria de “Melhor Documentário” no Swansea Bay International Film Festival, na Inglaterra. O filme também foi incluído na programação do festival tailandês International Film of Thailand, e no francês Cultures & Cultures International Film Festival. A produção foi selecionada também para o Mexico International Film Festival e será exibida no Cinema Conta Música, evento que acontecerá de 8 a 15 de novembro, nas cidades alemãs de Stuttgart e Colônia.

Veja onde assistir ao filme neste fim de semana:

Dia 24 de outubro (sábado) – Unibanco Arteplex 2 – 19h40

Dia 25 de outubro (domingo) – Cine Bombril 2 – 14h

Dia 26 de outubro (segunda) – Unibanco Arteplex 3 – 13h

Leia também:

Festival do Rio: Documentário sobre Lenine é exibido pela primeira vez no Rio

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Festival do Rio 2009: Premiados da Premiére Brasil e Mostra Geração

sábado, 10 de outubro de 2009

Confira os filmes premiados da Première Brasil, no Festival do Rio:

JURI OFICIAL – Presidido pelo diretor Fernando Solanas e composto pelo produtor alemão Roman Paul, pelo diretor e produtor do canal francês ARTE,  François Sauvagnargues, pela cineasta Helena Solberg e pela atriz Julia Lemmertz.

- Melhor Longa-Metragem de Ficção: Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho

- Melhor Longa-Metragem Documentário: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez e Reidy, a construção da utopia, de Ana Maria Magalhães

- Melhor Curta-Metragem: Olhos de Ressaca, de Petra Costa

- Menção Honrosa: Sildenafil, de Clovis Mello

- Melhor Direção: Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, por Viajo porque preciso, volto porque te amo

- Melhor Ator: Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, por O Sol do Meio Dia

- Menção Honrosa: Fulvio Stefanini, por Cabeça a Prêmio

- Melhor Atriz: Nanda Costa, por Sonhos Roubados

- Melhor Atriz Coadjuvante: Cássia Kiss, por Os Inquilinos

- Melhor Ator Coadjuvante: Gero Camilo, por Hotel Atlântico

- Melhor Roteiro: Beatriz Bracher, por Os Inquilinos

- Melhor Montagem: Renato Martins, por Tamboro

- Melhor Fotografia: Heloísa Passos, por Viajo Porque Preciso e  o Amor Segundo B. Schianberg

- Prêmio Especial de Júri: Tamboro, de Sérgio Bernardes

VOTO POPULAR

- Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular; Sonhos Roubados, de Sandra Werneck

- Melhor Longa-Metragem Documentário de Voto Popular; Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez

- Melhor Curta-Metragem de Voto Popular: Sildenafil, de Clovis Mello

Prêmio Fipresci – presidido por Paulo Portugal e composto pelos críticos Rodrigo Fonseca e Mario Abadde.

Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho

Confira os filmes premiados da Mostra Geração, no Festival do Rio:

VENCEDOR JURI POPULAR FILMES EM RETROSPECTIVA (10 anos Mostra Geração)

SOMOS TODOS DIFERENTES (Taare Zameen Par / Stars on Earth) de Aamir Khan. India, 2007, Cor, 35mm, 165 min

VENCEDOR JURI POPULAR 2009

QUEM TEM MEDO DO LOBO? (Kdopak By Se Vlka Bál / Who is Afraid of the Wolf) de Maria Procházková Rep Tcheca, 2008, Cor, 35mm, 90 min

Festival do Rio: Documentário sobre Lenine é exibido pela primeira vez no Rio

domingo, 4 de outubro de 2009
Rodrigo Pinto e Lenine no cinema Odeon

Rodrigo Pinto e Lenine no cinema Odeon

A dupla com Roberta Sá e Pedro Luís

A dupla com Roberta Sá e Pedro Luís

Dentro da programação do Festival do Rio 2009, a primeira exibição de “Continuação” no Rio, filme de Rodrigo Pinto sobre/com Lenine, emocionou o Odeon lotado na última sexta-feira (02/10). O jornalista e diretor passou parte do ano de 2008 capturando imagens do músico enquanto este trabalhava no processo de produção de seu último disco, “Labiata”. O documentário mostra Lenine no estúdio, nos palcos, junto aos parceiros de composição, reunido para conversar sobre a arte gráfica da capa e dividindo seus momentos com a família (mulher, filhos e pais). Incrível ver Lenine tentando achar qual a melhor voz para uma música e/ou gravando com o Quinteto da Paraíba. Emocionante acompanhar o reencontro do músico com os pais, em Pernambuco: destaque para o momento em que o casal de senhores conversa com Lenine aparece ao fundo, olhando, apaixonado.

Veja como foi a apresentação do filme no Odeon, por Andréa Cals:

Aqui, o trailer de ‘Continuação’:

Festival do Rio: Tarantino não virá mais ao Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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É com grande tristeza que recebemos a notícia de que Quentin Tarantino não virá ao Rio de Janeiro na semana que vem, como todos esperavam (ansiosamente). O diretor, que lançaria no Festival do Rio 2009 seu “Bastardos Inglórios”, está cansado de tantas viagens. Fala sério, Tarantino!!! Abaixo, o e-mail enviado pela assessoria de imprensa da Paramount:

“É com grande tristeza que a Universal Pictures informa que, infelizmente, Quentin Tarantino, diretor de Bastardos Inglórios, não poderá vir ao Brasil e participar da divulgação e pré-estréia do seu filme durante o Festival do Rio 2009. O diretor sente muito, mas as viagens que tem feito pelo mundo por conta da divulgação de Bastardos Inglórios, desde maio, o deixaram exausto.”

Thalita Rebouças convida leitores a irem à Bienal do Livro

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Rainhas das adolescentes, Meg Cabot e Thalita Rebouças têm encontro emocionante na Bienal

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meg Cabot (com o botton) e Thalita Rebouças (de coroa) / Divulgação / Ricardo Amaral

Meg Cabot (com o botton) e Thalita Rebouças (de coroa) / Divulgação / Ricardo Amaral

O encontro de Meg Cabot e Thalita Rebouças na tarde deste domingo (13/09), na Sala dos Autores – espaço reservado para alguns poucos jornalistas e os VIPs da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro -foi emocionante. Até para quem não é adolescente e/ou desesperada pelas escritoras mais bem-sucedidas da literatura infanto-juvenil dos últimos tempos… As duas queriam se conhecer. E a vontade foi feita. Thalita, que está lançando “Fala Sério, Pai” na Bienal, deu o botton da campanha “Ler É Bacana” para Meg. A americana, autora da série “O Diário da Princesa”, emprestou sua coroa para a autora carioca. E as duas trocaram experiências com fãs (papo de best-seller), falaram sobre roupas, compras e maridos, e comentaram que é surpreendente todo esse sucesso. Do vidro da sala reservada, cumprimentaram a multidão que esperava lá fora: a histeria foi geral.

“Eu nunca imaginei que viria lançar livro no Rio de Janeiro. E as meninas choram quando me veem”, comentou Meg, surpresa.

“É uma emoção muito grande quando essas adolescentes falam delas, contam suas histórias…”, emendou Thalita.

Muito simpática, Meg fez duas sessões de autógrafos neste domingo. As primeiras 400 senhas esgotaram-se às 11h30, uma hora e meia após a abertura da Bienal. Foi necessário disponibilizar um segundo lote de 400 senhas, porque a fila dava voltas no estande da editora Record. Thalita passou o dia na Rocco, assinando e beijando com batom os seus livros e distribuindo bottons. A fila não era menor… No dia anterior, no qual as crianças visitaram a feira com as escolas, houve empurra-empurra e livros voando no estande. O mesmo aconteceu ao lado, na editora Moderna, quando Xuxa chegava para autografar “O Mistério da Feiurinha”.

Leia também: Depois dos políticos, de Mutarelli e de Melamed, Meg Cabot se declara a Clarice Lispector na abertura da Bienal do Livro

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Bienal: Quadrinistas Dash Shaw, Fábio Moon e Gabriel Bá falam de processo produtivo

sábado, 12 de setembro de 2009

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Outro encontro interessante neste sábado foi o do quadrinista americano Dash Shaw com os brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá (Os Gêmeos). Mediados pelo jornalista André Miranda, no Café Literário, eles debateram o tema “Umbigo sem fundo: trauma e trama”. Na verdade, o assunto era… quadrinhos.

“Eu não tinha um roteiro. Tinha ideias, notas, desenhos… pude escolher o que queria incluir no livro e o que não queria. Fiz no meu tempo”, disse Dash Shaw ao ser perguntado sobre como se programou para escrever “Bottomless Belly Button”.

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Os Gêmeos também falaram sobre seu processo criativo e de como o lençol da Turma da Mônica – aquele que tinha os personagens vestidos de astronautas – influenciou sua inspiração (essa parte foi de Gabriel Bá). Quando André Miranda quis saber o que eles achavam mais valioso no quadrinho, Fábio Moon foi enfático:

“A história é a coisa mais importante, porque é o que fica com as pessoas. Os desenhos são usados para contar.”

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário / Divulgação Gingafotos

Dash Shaw, Gabriel Bá e Fábio Moon no Café Literário / Divulgação Gingafotos

O que fazer para gostar de ler Machado de Assis e Euclides da Cunha?

sábado, 12 de setembro de 2009

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Correndo de um lado para o outro na Bienal do Livro, consegui assistir a dois bate-papos interessantes neste sábado (12/09). Um deles, com os escritores Luiz Antonio Aguiar, Luciana Sandroni e Rosa Amanda Strauz, mexeu com o lado “estudante de Letras” que tenho (sempre na parte da noite, estou na faculdade aprendendo um pouco mais sobre “a vida”). O tema era “Euclides da Cunha e Machado de Assis para jovens leitores?”. Ou seja… o que fazer para que jovens leiam os clássicos da literatura?

Lembrei de uma professora de literatura do quarto período da UFF (Universidade Federal Fluminense) – com quem me relaciono até hoje – que me fez amar “Os Sertões”. Aquele “tijolão”, publicado por Euclides da Cunha em 1902, fala sobre a guerra de Canudos sob o ponto de vista de um jornalista (enviado especial). É um livro arrastado/detalhado em suas descrições. Mas Lúcia Helena me fez pegar gosto. Ela separava frases, analisava com paixão e pedia para que levássemos nosso ponto de vista às aulas. Mas eram trechos pequenos. E não tinha aquela coisa de “leia o livro e faça a prova enquanto estudamos outros assuntos”.

Bom, vamos falar sobre o bate papo no Café Literário?

A mediadora Bárbara Pereira com Rosa Amanda Strauz, Luciana Sandroni e Luiz Antonio Aguiar / Divulgação Gingafotos

A mediadora Bárbara Pereira com Rosa Amanda Strauz, Luciana Sandroni e Luiz Antonio Aguiar / Divulgação Gingafotos

Crianças e adolescentes necessitam de mediadores para ajudá-las na leitura de clássicos da literatura brasileira. Essa foi a conclusão a que Luiz Antonio Aguiar, Luciana Sandroni e Rosa Amanda Strauz chegaram durante o bate papo no Café Literário, na XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Abrindo a programação do espaço neste sábado, os escritores debateram o tema “Euclides da Cunha e Machado de Assis para jovens leitores?”, com mediação de Bárbara Pereira.

“Machado escreveu em um tempo em que não existia eletricidade. A linguagem era a de uma outra época. Não se pode jogar um clássico de um autor como esse nas mãos de um garoto e dizer: ‘Boa sorte na prova’. Tem que oferecer ajuda”, declarou Luiz Antonio Aguiar, após a primeira pergunta da mediadora.

Rosa Amanda Strauz lembrou que, atualmente, a escola tem sido responsabilizada pela falta de interesse do aluno. E citou Ruth Rocha ao tentar explicar o que seria o “mediador” e como um “pai” ou um “professor” podem tentar perceber se o jovem em questão é um leitor por natureza:

“Ruth Rocha diz que, se você pegar uma massa de jovens, tem uma parcela ínfima deles que vão virar leitores sozinhos. E tem aqueles refratários à leitura. A maioria se torna leitora de acordo com a direção que recebe. No Brasil, a escola é que acaba conduzindo e muitas vezes nem o professor está tão preparado para isso. Os pais estão se eximindo dessa responsabilidade.”

Durante o bate papo, Luiz Antonio Aguiar, Rosa Amanda Strauz e Luciana Sandroni destacaram as características dos autores e de suas obras que normalmente atraem a atenção do leitor em potencial. No caso de Machado de Assis, o humor explorado em seus textos, a maneira como o autor descreve o universo feminino e como aborda o amor. No caso de Euclides da Cunha, a emoção com a qual ele descreve a realidade – a exemplo de “Os Sertões”.

“Quando li ‘Dom Casmurro’, aos 15 anos, fiquei impressionada com a sensualidade de Capitu. Machado é encantado pelas mulheres e sempre tem aquela visão de homem apaixonado, mas trazendo a sensualidade à tona. O livro não trata só de amor e de ciúme, mas do amor”, comentou Luciana Sandroni.

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“Acho que se o adolescente quer ler ‘Os Sertões’, mas não consegue porque é um livro grande e descritivo demais, dá para dizer para ele ir logo para a terceira parte. É aquela em que Euclides descreve a guerra de Canudos. É um ser humano que achava que todo mundo devia morrer, mas foi para o meio da guerra, viu o sertanejo lutando e disse: ‘Está tudo errado!’ Ele vira para o outro lado”, acrescentou Luiz Antonio Aguiar.

Obs.: Machado de Assis? Bom… ainda na escola, passei a fazer parte do tal grupo ínfimo – citado por Ruth Rocha – de leitores que se interessaram por este autor espontaneamente.