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Barão Vermelho se reúne em gravação de disco do baixista Rodrigo Santos

quarta-feira, 28 de julho de 2010

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Rodrigo Santos era só o baixista do Barão Vermelho até Frejat, seu vocalista, pedir férias à banda, em 2007. Enquanto os outros músicos cuidavam de seus projetos, ele realizou o sonho de gravar um disco cantando suas composições. Daí veio o segundo e Rodrigo se firmou como um frontman conhecido nos palcos brasileiros. Agora, para ele, tanto faz se sua banda vai voltar a tocar logo. Além da consciência de que a carreira solo anda de vento em popa, Rodrigo acabou de matar as saudades ao reunir Frejat, Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Maurício Barros (teclado), Peninha (percussão) em seu terceiro álbum, Waiting on a Friend.

Você lê esta matéria na íntegra na edição 46, julho/2010, da Rolling Stone

Assista a vídeos que resumem o astral do Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise

sábado, 17 de julho de 2010

carnival-inspiration

Para finalizar a sequência de posts sobre o Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise, vídeos de divulgação do evento. Um deles resume os acontecimentos do cruzeiro, o outro traz os músicos que participaram agradecendo e, por último, há um do Kid Rock dando um “hello” para o Brasil.

Leia:

Guitarras em alto mar: Cruzeiro liderado por Kid Rock teve quatro dias de shows e festas

Guitarrista da Appetite for Destruction, Slash cover voltaria a tocar no Kid Rock’s Cruise: ‘O que aconteceu no cruzeiro… ficou lá’

Filha de backing vocal do Lynyrd Skynyrd se fantasiou para tocar sucessos de Van Halen no cruzeiro de Kid Rock

Conheça Leroy Powell, um dos poucos que levaram música própria ao cruzeiro de Kid Rock

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Conheça Leroy Powell, um dos poucos que levaram música própria ao cruzeiro de Kid Rock

sexta-feira, 16 de julho de 2010

leroy-powell

Leroy Powell tem cabelo e barba grandes. É daqueles caras para quem você olha e tem a certeza de que viu alguém que acabou de sair do palco de uma casa de shows do Alabama, onde tocou country a noite inteira. É mais ou menos isso. Mais ou menos porque não, ele não nasceu no “interior”. Leroy é californiano. E aprendeu a gostar de country music ainda pequeno, com seu pai. Mudou-se para Nashville, cidade ultra musical no Tennessee, há cerca de um ano, para dar um gás em sua carreira solo, lançada em 2006 depois de um período acompanhando membros de bandas como Spearhead, Fishbone, Gene Loves Jezebel, Blink 182, Ike Turner e o (lá nos EUA) famoso grupo Shooter Jennings. Com dois CDs lançados, Leroy Powell foi escalado para fazer shows no Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre) e, lá, mostrou que a “música de raiz” ficou na influência e que agora, acompanhado do grupo The Messengers, ele toca é rock’n'roll… do bom.

Abaixo, uma entrevista com Leroy Powell:

GarotaFM: Quem te convidou para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Leroy Powell: Foi a produção do Kid Rock. Eles acreditavam que meu som tinha a ver e funcionou.

GFM: Você já conhecia Kid Rock ou encontrou- o pela primeira vez no cruzeiro?

LP: Eu já havia encontrado com ele. Nós fizemos jam session juntos algumas vezes no passado. Isso aconteceu, por exemplo, no show da Shooter Jennings, minha antiga banda, em Flint, Michigan.

GFM: Quantos shows Leroy Powell and The Messengers fizeram no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

LP: Foram três shows. Adorei tocar para aquela quantidade de gente. Acho que foi o segundo show o melhor deles, porque estava cheio.

GFM: Que tipo de show você e sua banda fizeram?

LP: Tocamos nosso set normal. Foram poucas as bandas que levaram seu repertório próprio ao cruzeiro.

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n’roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

LP: É uma ideia maravilhosa, mas tenho que estar no próximo! Claro que repetiria!

Assista a vídeos de Leroy Powell

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Filha de backing vocal do Lynyrd Skynyrd se fantasiou para tocar sucessos de Van Halen no cruzeiro de Kid Rock

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Filha de backing vocal do Lynyrd Skynyrd se fantasiou para tocar sucessos de Van Halen no cruzeiro de Kid Rock

quarta-feira, 14 de julho de 2010

danhalen

Inacreditável que aquela menina linda, no palco, consegue se transformar numa figura indescritível. Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre). De tarde, no deck da piscina, uma banda mucho loca tocava sucessos de Van Halen. O adjetivo tem a ver com o estilo dos integrantes da The Mighty Dan Halen: fantasiados, eles se mexiam de um lado para o outro. Única mulher da formação, a baixista usava short vermelho de tactel estilo anos 80 e tênis. O cabelo era preto e bem desarrumado. Raquel Wynn surpreendeu ao aparecer em uma das festas do cruzeiro dizendo que ela era aquela mesma pessoa. Loira, de olhos azuis, com sorriso largo e muito simpática, a única semelhança com a integrante da banda parecia ser a hiperatividade. Ela não para. Fora do navio Carnival Inspiration, onde se apresentou ao lado do marido, o guitarrista Phil, também é assim.  Filha de Carol Chase, backing vocal do Lynyrd Skynyrd há quinze anos, Raquel trabalha como personal training e com terapia e terapia holística para cachorros e seres humanos em Nashville, cidade do Tennesse onde mora.

Abaixo, uma entrevista com Raquel Wynn:

raquelwynn

GarotaFM: Quem convidou sua banda para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Raquel Wynn: A The Mighty Dan Halen foi convidada pelo produtor do Kid Rock, que é amigo nosso e também produz Lynyrd Skynyrd, banda na qual minha mãe canta. Acho que a ideia foi do próprio Kid Rock.

GFM: Vocês já conheciam Kid Rock ou encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro?

RW: Nos encontramos muitas vezes e acho ele fabuloso! Os outros integrantes da banda encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro e todos o amaram!

GFM: Quantos shows a The Mighty Dan Halen fez no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

RW: Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. Adorei todos. É bem legal tocar do lado de fora, mas oúltimo show, de noite no lounge, foi fantástico!

Bateria e vocal

Bateria e vocal

GFM: Como você se sentiu tocando músicas do Van Halen para aquelas pessoas?

RW: Foi maravilhoso levar de volta para todas aquelas pessoas os tempos em que a música de Van Halen era uma trilha sonora em suas vidas. Fizemos alguns passageiros chorar de emoção!

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n’roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

RW: Amo a ideia e adoraria fazer de novo!!

GFM: Qual foi a melhor coisa que você viveu no cruzeiro, fora do palco?

RW: O cruzeiro foi ótimo por causa das pessoas que estavam lá. Todo mundo tão dentro da música e amando a experiência… Uma grande festa do amor.

GFM: Você pode falar um pouco sobre seus projetos e a carreira da banda?

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RW: The Mighty Dan Halen é formada por quatro talentosos multiinstrumentistas que tocam também em outras bandas. Nosso baterista, Paulie, toca bateria na The Reverend Horton Heat. O guitarrista, Phil, que é meu marido, toca profissionalmente para vários artistas. Atualmente, ele está acompanhando Chris Cagle. O vocalista, Matt, escreve músicas para programas de TV. E eu trabalho como personal training e com terapia e terapia holística para cachorros e seres humanos. Em breve vou excursionar cantando e tocando baixo com uma nova revelação do pop, Ke$ha. Nós todos adoraríamos que a The Mighty Dan Halen fosse para a estrada!

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Guitarrista da Appetite for Destruction, Slash cover voltaria a tocar no Kid Rock’s Cruise: ‘O que aconteceu no cruzeiro… ficou lá’

segunda-feira, 12 de julho de 2010

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Foi uma surpresa pra lá de boa descobrir que, na programação de shows do Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (leia sobre), estava uma banda cover de Guns N’Roses. A turma Axl Rose marcou demais minha adolescência! E, como não conhecia nenhuma das atrações do cruzeiro capitaneado por Kid Rock, foi um alívio ver no bloquinho de dias e horas que haveria shows da Appetite For Destruction. Fiquei ansiosa e, claro, corri para o deck na hora certa. O cover de Axl Rose, Chad Atkins, é realmente muito parecido, tanto fisicamente quanto vocalmente (essa palavra existe?)! Mas simpático mesmo é o Slash cover, que, em uma das festas promovidas dentro do navio, bateu um papo comigo sobre nossos ídolos. Observação importante: cresci fã de Axl, porém mais apaixonada por Slash. Mike Edington perde um pouco a graça fora do palco, pois não faz aquela linha “sou durão” do cabeludo. Pelo contrário… ele é gente como a gente. Leia a entrevista “formal” que fiz com ele por e-mail, depois que tudo acabou:

appetite-for-destruction-com-slash GarotaFM: Quem convidou sua banda para tocar no Kid Rock Chillin’ The Most Cruise?

Mike Edington / Slash: A produção queria o Guns N’Roses, mas como não iam conseguir levá-los, decidiram fazer um tributo. Chamaram a banda de uns amigos nossos, que não pôde tocar porque um de seus integrantes estava saindo, e o vocalista nos indicou, pois achou que representaríamos bem.

GFM: Vocês já conheciam Kid Rock ou encontraram-no pela primeira vez no cruzeiro?

ME / Slash: Nenhum de nós havia encontrado Kid Rock antes do cruzeiro. Espero que não seja a última vez que tenhamos encontrado com ele.

GFM: Quantos shows a Appetite For Destruction fez no cruzeiro? Qual foi o melhor deles?

ME /Slash: Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. O que mais gostei foi o da primeira noite, em que a atmosfera mostrava que todos aqueles fãs selvagens de Kid Rock estavam prontos para curtir. Foi maravilhoso e deu ânimo para todos os outros dias.

GFM: Como você se sentiu tocando Guns N’Roses para aquelas pessoas?

ME / Slash: Eu me senti muito bem! Amamos GNR e realmente gostamos de tocar músicas deles para seus fãs.

GFM: O que você acha da ideia de um cruzeiro com rock’n'roll rolando o dia inteiro? Você repetiria a dose?

ME / Slash: A ideia é perfeita! Pode até parecer que fica cansativo haver shows das mesmas bandas durante os quatro dias, mas tem sempre algo diferente acontecendo, então, acho que é difícil ver a mesma banda duas vezes. E, céus, claro que eu faria de novo. Nem precisaria pensar duas vezes, faríamos de novo, sim.

GFM: Qual foi a melhor coisa que você viveu no cruzeiro, fora do palco?

ME / Slash: Além de conhecer muita gente diferente, fora do palco, o que achei mais legal foi a atitude Vegas. Dizem que o que acontece em Vegas fica em Vegas. O que aconteceu no cruzeiro… ficou no cruzeiro.

GFM: Você pode falar um pouco sobre seus projetos e a carreira da banda?

ME / Slash: Em primeiro lugar, sou um músico. Eu costumava dar aulas de guitarra, mas parei para ter mais tempo para escrever músicas próprias. Começamos basicamente por causa do nosso vocalista, Chad Atkins, que além de muito parecido com Axl Rose tem uma habilidade incrível para imitá-lo. A banda teve muitos integrantes: Chad e o baterista, Mike Ropelewski, são os dois únicos membros originais. Atualmente estamos sendo processados pelo Slash que eu substituí porque ele acha que é o dono do projeto. Provavelmente vamos ganhar a causa, mas estamos gastando muito dinheiro com isso, quantia que poderia ser usada em outras coisas para a banda. Nossa maior meta é fazer uma turnê internacional, com shows na América do Sul e na Europa. Temos muitos convites, mas, infelizmente, precisamos de investimento.

Guitarras em alto mar: Cruzeiro liderado por Kid Rock teve quatro dias de shows e festas

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Guitarras em alto mar: Cruzeiro liderado por Kid Rock teve quatro dias de shows e festas

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Esta é versão completa da matéria publicada no Megazine (O Globo) em 06/07/2010
(Clique para conferir como saiu no site do caderno)

(Clique para abrir o PDF com a matéria)

kid_rock

Tampa, EUA

Quando desembarquei no aeroporto de Miami e disse ao oficial da Imigração que o motivo da minha viagem era o cruzeiro de Kid Rock, o porto-riquenho (até então) mal-encarado soltou uma gargalhada em alto e bom som. Para não ter nenhum tipo de problema para entrar nos Estados Unidos, resolvi entrar no jogo: “Não conte a ninguém!” Ganhei o homem de farda ali mesmo. Mas, como é praxe fazer aquele questionário, fomos às perguntas. Contei que fui convidada, com tudo pago, por uma amiga americana que é grande fã do músico e que, por ser repórter especializada em música, considerei aquilo a chance de viver uma nova experiência. “Divirta-se”, disse ele. Liberada! Ufa! Próximo passo: encontrar Helen em Tampa, de onde o navio Carnival Inspiration sairia, ecoando rock’n’roll mar adentro, rumo às Bahamas.

Kid Rock’s Chillin’ the Most Cruise (relaxando ao máximo) é o nome do projeto, que estreou este ano e, devido ao sucesso, já tem edição anunciada para 2011.  No Brasil, o que se sabe sobre Kid Rock é que ele foi marido de Pamela Anderson, a estrela decadente de “S.O.S. Malibu”, e que é autor de “All Summer Long”. O hit faz menção ao clássico “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd, e chegou a tocar em algumas baladas brasileiras. Nos Estados Unidos, o músico de Detroit (Michigan) é rei para um certo nicho. Estreou em disco em 199o, estourou com uma música chamada “Bawitdaba” no final da década e, até hoje, já vendeu mais de 20 milhões de seus dez álbuns. Bob – como as fãs costumam chamar Robert James Ritchie, na tentativa de se aproximar do ídolo – estava na porta para tirar foto com cada um que embarcasse naquela aventura.

Animação a bordo

Animação a bordo

Uma das tatuadas

Uma das tatuadas

O Carnival Inspiration é igual a todos os outros transatlânticos mais conhecidos: grande, decorado ao estilo Las Vegas (muitas cores, muito luxo, mas quase tudo meio plástico) e munido de uma tripulação formada por estrangeiros de todos os cantos do mundo. Dentre os passageiros, eu era a única brasileira. Juntei-me a pessoas de todas as idades e tatuadas: esbarrei com uma moça que tinha uma chave da Volkswagen e brincamos que ela poderia abrir a porta do Fusca que tenho nas costas. Três coisas aquelas 2.200 pessoas tinham em comum: o gosto por bebidas alcoólicas, a paixão pelo rock e o hábito de dizer pelo menos quinze vezes ao dia a frase (que virou grito de guerra) “You’re on a boat, motherfucker!” (Você está em um navio, filho da…).

“Quando saímos de Tampa, Bob subiu ao palco para fazer um show de boas-vindas e soltou esta frase. Ele falou: ‘Como é que não pensei nisso antes? Podíamos ter feito camisetas com o slogan!’ Kid Rock foi um anfitrião maravilhoso… Aliás, foi incrível estar em uma festa em que o rock’n’roll não podia parar”, diz Helen Gemignani, aeromoça e fã de Kid Rock.

Confesso que entrei no transatlântico sem saber que, além de um show de Kid Rock, teria a oportunidade de conhecer outras 15 atrações, que se dividiram entre três espaços reservados para elas: o Lido, um palco a céu aberto montado em frente à piscina; o Candlelight Lounge, um teatro médio; e o Café dês Artistes, espaço pequeno no meio de uma discoteca. Preocupada em deixar tudo arrumadinho no Brasil para essas pequenas férias de quatro dias em pleno maio, não parei para estudar o programa enviado por e-mail.

Slash cover

Slash cover

Leroy Powell

Leroy Powell

Aberta ao que viria, a cada turno, tinha uma surpresa diferente: ora era a banda cover de Guns N’Roses, Appetite For Destruction, que agitava a galera, ora era a revelação do rock (do Sul) Leroy Powell and The Messengers que afagava os corações um pouco menos roqueiros. Sim, porque também passaram por lá a banda The Mighty Dan Halen, que com seus integrantes fantasiados toca sucessos de Van Halen, e a Rehab, de heavy metal.

“Fizemos três shows, dois no Lido e um no Candlelight. O que mais gostei foi o da primeira noite, em que a atmosfera mostrava que todos aqueles fãs selvagens de Kid Rock estavam prontos para curtir. Foi maravilhoso e deu ânimo para todos os outros dias”, conta Mike Edington, o Slash de banda Appetite For Destruction. “Fora do palco, o que achei mais legal foi a atitude Vegas. Dizem que o que acontece em Vegas fica em Vegas. O que aconteceu no cruzeiro… ficou no cruzeiro.”

Vale lembrar que namoros entre passageiros e/ou entre músicos e passageiros estavam liberados.

Lazer x trabalho

Eu e e Helen com Kid Rock

Eu e e Helen com Kid Rock

Minha nacionalidade chamou a atenção até mesmo de Bob, quando – em um momento não consigo viver isso e não pensar em trabalho – abordei o músico ao encontrá-lo na boate do navio, na madrugada após o primeiro show oficial, o que eu vi (cada grupo de passageiros vai em um deles).

“Por que você não me falou isso quando tiramos foto juntos na chegada? Anunciei no palco que tinha norueguês no navio, mas não sabia que vinha gente da América do Sul!”, exclamou Bob, antes de falar para a minha câmera ao melhor estilo Chillin’ The Most Cruise: “You’re on a boat, motherfucker!”

Veja Kid Rock em vídeo (qualidade baixa)

Mas eu tinha também um outro diferencial: o de já ter passado três vezes por um navio temático, o “Emoções em Alto Mar”, que tem como astro Roberto Carlos. Todos os americanos com quem conversava queriam saber qual era a diferença entre ser repórter e ser passageiro comum de um projeto como este. Ponto para Kid Rock! Além da fotinho na entrada – brinde de luxo para quem gosta mesmo do cara – fez, além dos dois espetáculos já programados no Paris Main Lounge, dois shows extras no deck do navio (Lido), um na primeira tarde e o outro em uma das madrugadas (detalhe é que ele convocou a presença de todos pelo rádio). Fora isso, deu entrevista para os fãs na tarde de domingo e saiu à paisana: era possível esbarrar com Bob por outros ambientes, sempre tarde da noite, quando saía da toca para se divertir com os amigos músicos.

“Fiz algumas jam sessions com Bob anos atrás, uma delas em Michigan, com a Shooter Jennings, banda com a qual eu tocava. Foi bom apresentar esse nosso show para aquelas pessoas, porque tocamos nossas músicas e fomos bem recebidos. Haviam poucas bandas que levaram ao cruzeiro repertório original”, declara Leroy Powell.

'Kid e Pamela'

'Kid e Pamela'

Os piratas

Os piratas

Outra experiência inesquecível foi participar das festas à fantasia previamente avisadas aos navegantes. A “Pimps & Hos Night” era uma homenagem ao “Pimp of the Nation” (O cafetão da Nação), como se auto-intitulou Bob no título de uma de suas canções. Os homens deveriam se fantasiar de cafetão e as mulheres… Bom, basta dizer que o casal que mais se destacou era aquele em que ele estava vestido de Kid Rock e ela, de Pamela Anderson. Teve também a “Mustaches & Miniskirts Formal Night”: homens de bigode e mulheres de minissaia. A mais meiga foi a “Pirate Night”. Nesta, a ordem era se fantasiar de pirata.

Comprei minha fantasia pela internet e mandei entregar na casa de Helen. Quando a recebi é que me dei conta de como era linda! Senti-me a verdadeira princesa dos mares, queimada pelo sol das Bahamas, onde o navio aportou por uma tarde para que seus passageiros dessem um maravilhoso mergulho nas águas do Caribe. Com meu vestidinho, chapéu e botas, atraía a atenção principalmente de quem não estava fantasiado. Nesta última noite, o destaque era o show da Yacht Rock Revue, banda que toca cover de Led Zeppelin e The Who. E os músicos das bandas que já tinham encerrado sua participação estavam curtindo a despedida, circulando pelo espaço e socializando com todo mundo. Quando me dei conta, eu e minha amiga estávamos rodeadas por alguns deles.

'Esgotado!'

'Esgotado!'

Por algumas horas, Helen quis se matar, afinal, se tivéssemos conhecido essa galera antes, teríamos a chance de participar das festas “particulares” que faziam com Kid Rock. Eu fiquei satisfeita, já que ganhei em dobro ao conhecer Raquel Wynn, baixista da The Mighty Dan Halen e filha de Carol Chase, que por quinze anos foi backing vocal do Lynyrd Skynyrd, banda que fez parte da minha infância e adolescência. Fora isso, todo o rock e os Bloody Marys que vivi lá dentro foram suficientes.

“O cruzeiro foi ótimo por causa das pessoas que estavam lá. Todo mundo tão dentro da música e amando a experiência… Uma grande festa do amor”, define Raquel Wynn.

Já estava cansada de só ver mar, mas confesso que foi triste pisar em terra novamente depois de uma experiência tão intensa. A boa notícia é a de que, se rolar aquela animação e o planejamento financeiro, dá para repetir a dose no ano que vem. Ou, melhor ainda, testar o Simple Man Cruise, que terá nova edição em janeiro de 2011 com o Lynyrd Skynyrd como cicerone. Ops, tem ainda o cruzeiro com o Sister Hazel, o do Devils and Dolls… Veja a tabela abaixo. Só não dá para deixar para cima da hora, pois quem foi este ano já disse que vai voltar. Quem quer entrar na fila?

kid_rock_tabela

*Acompanhe o blog e leia, a partir de segunda-feira (12/07), entrevistas que fiz com alguns dos músicos.

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Rolling Stone publica resenha sobre o Copa Fest

segunda-feira, 19 de abril de 2010

copa_fest_rs Nesta segunda-feira (19/04), a Rolling Stone publicou minha resenha sobre o Copa Fest, festival de música instrumental que aconteceu no Copacabana Palace de sexta e domingo (17 a 18/04). Hermeto Pascoal foi escolhido para ser o destaque da home do portal; dentro, há algumas fotos do evento.  Dê um pulo lá para ler mais detalhes sobre o que vi no hotel (Clique aqui). E, quando quiser, passeie pelo GarotaFM para assistir a vídeos de trechos dos shows.

Hermeto Pascoal transforma até microfonia em improviso

Marcos Valle e César Camargo Mariano emocionam plateia do festival

Osmar Milito Trio vai de Miles Davis a Chico Buarque no festival instrumental

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Favela Blue apresenta evento multicultural na Lapa com ECT (Eu, Chris e Taís), teatro e cinema

terça-feira, 23 de março de 2010

show-lapa

Música, teatro, cinema e stand up comedy… Favela Blue Apresenta evento multicultural no MOFO da Lapa. Quinta-feira (25/03), a banda Favela Blue será anfitriã do festival que terá diversas manifestações artísticas. Luciana Malcher pretende fazer o público morrer de rir com seus números de improviso. Michel Schettert apresentará três curta-metragens: “Faça seu papel”, “Arrepio” e “Um modo estranho de ser”. As artes cênicas estarão muito bem representada por André Pateta, que levará seu “Projeto 1434 personagens” ao palco. E a música fica por conta das bandas ECT (Eu, Chris e Taís) (veja MySpace) e Favela Blue (veja MySpace).

Rodrigo Sestrem é compositor e multiinstrumentista. Christina Fuscaldo canta e brinca com instrumentos diversos. Taís Salles é cantora, compositora e violonista. Com violão, flauta, vozes e barulhinhos percussivos, eles estão juntos no ECT (Eu, Chris e Taís), percorrendo a música brasileira de forma descontraída. Vão da roça ao rock, passando pelo folk e pelos baticuns dos terreiros. No repertório do primeiro EP, estão o forrock “De repente na cidade” (Taís Salles), a pop “Fênix” (Taís Salles), o folk “Enteléquia” (Felipe Melo e Taís Salles) e a nostálgica “Pra Falar da Bahia” (Rodrigo Sestrem e Taís Salles). Neste show, eles estarão sozinhos, mostrando seu formato acústico.

Formada em 2008, a banda Favela Blue nasceu da iniciativa do guitarrista e compositor Amu. O grupo reúne diversos ritmos brasileiros rearranjados numa estética contemporânea. A ideia é experimentar e “suingar”. Em 2009, com a formação atual, a banda gravou um EP com cinco músicas próprias. Favela Blue é um encontro, um abrasileiramento da música de trabalho americana ou uma universalização da música popular brasileira. A mistura se dá na experiência e no encontro de músicos de diferentes origens: Amu, de Brasília, Marcello Gabbay, do Pará, Bernardo Prata e Pablo Diego do Rio de Janeiro. Favela Blue é música popular, é suingue, é encontro. No Mofo, a Favela Blue vai fazer um show elétrico.

Favela Blue Apresenta Evento multicultural no MOFO da Lapa:  Quinta-feira (25/03), às 21h, no Mofo (Av. Mem de Sá, 94, Lapa - 2221-9851). R$ 10.

Pedro Luís comemora os dez anos do projeto Monobloco

terça-feira, 16 de março de 2010

Pedro Luís e o Monobloco / Guito Moreto

Pedro Luís e o Monobloco / Guito Moreto

Matéria publicada na revista Rolling Stone de fevereiro de 2010 (clique aqui).

RÁPIDAS COM… Pedro Luís

Líder do grupo A Parede comemora os dez anos do Monobloco e o sucesso da carreira e do casamento com Roberta Sá

Por Christina Fuscaldo

Monobloco oficina e Monobloco show

“O Monobloco começou em 2000 como uma oficina de percussão ministrada pelos integrantes do Pedro Luís e A Parede (Plap). A função era e é até hoje fazer leigos tocarem percussão. Tanto que não temos samba enredo anual como os blocos comuns tem. Só que foi se desdobrando. Criamos o Monobloco Show, para não ser o trabalho principal de ninguém. O mais importante é o repertório, de música brasileira com instrumentos de bateria de escola de samba. Esse tratamento é a grande jogada. O esquema do jogo não importa e também não importa o time. Hoje, temos mais de 30 músicos na equipe, que faz cerca de dez shows por mês… em casamento, em feira agropecuária, em chopada de calouros universitários e em casas de shows.”

 10 anos de Monobloco em DVD

“Estamos lançando o segundo DVD e terceiro CD. O primeiro disco foi de estúdio e o segundo saiu em 2005 junto com um DVD. O novo, ‘Monobloco 10’, foi gravado na Fundição Progresso em outubro, para comemorar esses dez anos de história. Colocamos no repertório ‘Santa Clara Clareou’, de Jorge Ben, um medley com ‘Você’ e ‘Gostava Tanto de Você’, de Tim Maia, ‘Girassol’, do Cidade Negra, e ‘Pescador de Ilusões’, d’O Rappa, que virou sucesso nas festas do Monobloco. O show abre com um medley com ‘Isso Aqui Tá Bom Demais’, de Dominguinhos, ‘Frevo Mulher’, de Zé Ramalho, e ‘Pagode Russo’, de Luiz Gonzaga. O Monobloco é uma banda de baile, com repertório variado, que tem instrumentos de samba a serviço da música brasileira. Tentamos sempre apresentar alguma novidade para a garotada que tem preconceito de ouvir velha guarda. Temos orgulho de, depois de dez anos, além de formarmos novos instrumentistas, termos visto muitos outros blocos se inspirarem no Monobloco.”

 Pedro Luís e A Parede

“A Plap existe como banda há 16 anos por causa da determinação de quatro parceiros (Mário Moura, CA Ferrari, Sidon Silva e Celso Alvim) que formaram uma família. A gente coordena e conceitua tudo juntos. A Plap começou por acaso. Eles já tocavam comigo em trabalhos anteriores. Um dia, Michel Melamed me convidou para fazer um show dançante no evento CEP 20000. Combinei com os músicos um formato portátil: todo mundo com o instrumento pendurado para poder interagir com a plateia. Falei que aquilo seria como uma parede sonora. O nome ficou e, no terceiro show, fomos contratados por uma gravadora. Fomos atropelados pelo Monobloco durante um período, mas, no ano passado, lançamos ‘Samba Enredo’, disco que nos deu muita alegria.”

 Roberta Sá

“Fiz a pesquisa de repertório de ‘Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria’ e compus a música que dá nome ao primeiro disco dela, ‘Braseiro’. Foi ali que conheci a Roberta. Temos várias parcerias, inclusive a matrimonial. Por admiração mútua, a gente gosta de opinar e de receber a opinião do outro. Ela é uma pessoa criteriosa e que tem bom gosto, além de ser uma cantora excelente.”

Outros projetos

“Compus o tema do filme ‘Praça Saens Pena’, por eu ser tijucano. Fiz também a direção musical do espetáculo escrito por Fernanda Torres, ‘Deus é Química’. E, com a Roberta Sá, viajei com uma turnê em homenagem a Carmen Miranda. Sou um inferno para a firma porque faço muita coisa ao mesmo tempo.”

 Rio de Janeiro

“As mazelas… eu sempre prestei atenção nisso. Não foi esse fato lamentável e trágico, a morte por assassinato da minha irmã em 2000, que passei a ver. Minha música sempre teve um espaço para isso. Sempre fez parte. Sou aquele compositor que me acho escritor também. Sou cronista, sou urbano, falo do dia a dia. Minha irmã era cantora amadora, trabalhou em produção com a gente e virou produtora do Monobloco. Infelizmente, ela foi uma vítima da violência do Brasil.”

 5 dicas de blocos do Rio de Janeiro por Pedro Luís

1) Céu na Terra: “Revisita clássicos do cancioneiro carnavalesco, com um instrumental de alto nível, fazendo dois belíssimos passeios por Santa Teresa durante as folias de Momo, um deles no bondinho!!!”

2) Empolga às 9: “Bloco da mesma família do Monobloco, que agracia os foliões com repertório variado e puxadoras femininas. Sempre que posso desfilo com eles.”

3) Mulheres de Chico: “Um coletivo feminino que homenageia o maior compositor brasileiro da atualidade, Chico Buarque, com competência e criatividade.”

4) Suvaco do Cristo: “O mais importante da Zona Sul do Rio, pelo papel de ter sido um dos pioneiros na revitalização do carnaval de rua e por seus enredos de humor refinado. Tive o prazer de desfilar alguns anos com eles entupindo a Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, de alegria e bom humor.”

5) Cordão da Bola Preta: “O mais tradicional de todos os blocos. Sempre encantador. É peça fundamental para quem conhecer de verdade o carnaval de rua carioca.”

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Ai, Jesus! ‘Rebolation’ cruza fronteiras… e chega à terra dos meus antepassados!

quinta-feira, 11 de março de 2010

parangole1

O fenômeno “Rebolation” está cruzando fronteiras. Na última terça-feira, o grupo Parangolé, responsável pela canção que agitou o último Carnaval baiano, iniciou uma pequena temporada de shows na Itália. E no segundo semestre, a banda realizará três shows nos EUA. De 6 a 8 de agosto, tocará em cidades da Flórida, New Jersey e Massachusetts.

Troféu Dodô & Osmar - O Parangolé concorre ao tradicional prêmio do Carnaval baiano na categoria “Melhor Música do Carnaval 2010″. “Rebolation” concorre com “Na Base do Beijo” (Ivete Sangalo) e “Lobo Mau” (O Báck).

Fonte: revista Sucesso!

Meu medo é ir para a Itália e eles pedirem para eu dançar o “Rebolation”. Foi quase isso o que aconteceu com uma amiga de seus quarenta e muitos há uns cinco anos. Professora universitária terminando seu doutorado, ela chegou na terrinha e a primeira coisa que ouviu: “Você é brasileira? Mostra pra gente como é que desce na boquinha da garrafa?”

Para continuar no mundo trash, aí vai o som do carnaval da Bahia de 2009 - que chegou ao de Recife em 2010:  

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