Arquivo da Categoria ‘GarotaFM’
O GarotaFM deseja feliz Natal e Ano Novo
sábado, 24 de dezembro de 2011Minha experiência com Luan Santana, um ídolo que canta e fala o que as fãs querem ouvir
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Não, desta vez eu não estava na plateia cobrindo o show ou curtindo porque-amo-muito-aquele-que-estava-no-palco. Fui, depois de muitas tentativas de me esquivar do popstar do momento, levar minha prima de 14 anos para ver Luan Santana, na última sexta-feira (09/12). Evelyn vinha há meses tentando me convencer a levá-la a um show do “amado”. Ela sabe que eu teria feito isso a trabalho se ainda fosse repórter e colunista de música do jornal Extra. Na época em que trabalhava lá, minha prima era fã da novelinha mexicana Rebelde e eu trouxe de uma coletiva de imprensa uma foto e um autógrafo de um dos integrantes da banda RBD. Ela devia ter uns nove anos na época… Pois bem. Cedi. Não fui ver Luan com ela em Nova Iguaçu nem em Mesquita, mas acabei topando o show da Ilha do Governador, sentindo que pelo menos ida e vinda seriam tranquilas.
Os portões abriam às 18h e às 18h30 Evelyn já estava na porta da minha casa, ansiosa. Sexta-feira no Rio de Janeiro, o trânsito nunca é bom, né? Mas lá fomos nós rumo à Associação Atlético Portuguesa. Chegamos por volta das 21h30, mas o show só começou mesmo às 23h. Cansatiiiivo… O DJ era um dos piores que já “vivi” na vida. O cara tocou dance music e funk da minha época (Claudinho & Buchecha, Cidinho e Doca etc). Toda hora eu perguntava: “Evelyn, você conhece essa?” E ela fazia que não com a cabeça e respondia: “Pô, ele devia tocar Michel Teló.” Esse rapazinho é aquele que recentemente grudou na cabeça de muitos o refrão “Ai, se te pego. Ai, ai!” Vale ressaltar que, no dia seguinte do show, até na feira, eu e minha prima ouvimos gente cantar Michel Teló.
Optei por ir com Evelyn na pista VIP, que custava apenas R$ 60, uma discrepância em relação a ingressos como os de Paul McCartney, cuja pista Prime (VIP) no Engenhão, em maio, saiu a R$ 700. Tá bom, vamos a um artista brasileiro… Chico Buarque fará show no Vivo Rio, em janeiro, e o ingresso mais caro custa R$ 320. Ok, ok… Você deve estar pensando: “Pô, não dá para comprar Luan Santana com Paul ou Chico!” Está certo… Vamos comparar Luan com Luan: no show que ele fez na Apoteose em dezembro de 2010, o ingresso de pista comum custava R$ 140. Melhor ver na Ilha, né? Por seu um espaço para show tão pouco popular, não imaginei que ia estar tão cheio. Percebi que o local e o marketing encarecem muito o evento. Imaginei se não seria legal se Paul tocasse lá na Associação Atlético Portuguesa também…
Na hora em que começou, chegou a dar medo de viver o mesmo que vivi no show do Rage Against The Machine no festival SWU de 2010 (leia aqui). Mas em questão de segundos percebi que a altura média da galera era 1,55m e que a plateia era formada em sua maioria por meninas. Berros a muitos decibéis, mãos que formavam coraçõezinhos, suor naquela primeira noite menos fria de dezembro e muita choradeira permearam o evento. Enquanto elas se rasgavam, Luan dava uma aula de como ser canastrão… e um verdadeiro popstar. O sotaque é do Mato Grosso do Sul, onde nasceu e cresceu. Com o ”R” puxado como aquele do interior de Minas Gerais ou São Paulo, enviou frases direto ao coração das fãs. “Eu tava louco para subir no palco logo, olhar no fundo dos olhos e dizer que eu só quero vocês”, declarou. Em seguida, puxou mais gritos: “Eu tô solteiro. Tô mais sozinho que chinelo de Saci.”
Luan dançou com uma menina da plateia, escolhida por sua produção, e deu chocolate na boca daquela que chamou de “Garota Chocolate”. Falou que o Rio de Janeiro é o lugar com mais mulher bonita e voou do palco até parte da pista VIP, pendurado por uma corda regulada por uma estrutura de ferro montada no alto da estrutura onde aconteceu seu show. Formada por sete integrantes (tecladista, baterista, dois guitarristas, baixista e duas backing vocals), a banda entrou em todas as brincadeiras do “astro”, que até fez dueto com Ivete Sangalo através de um telão que exibia a imagem da cantora baiana. Evelyn catou um papelzinho vermelho (cor preferida de Luan Santana) que caiu do palco e jogou lá uma cartinha com bichinhos de pelúcia. Minha prima disse que ele tem um quarto em sua casa onde guarda tudo o que ganha. Ela tem um saquinho com papéizinhos, recortes, ingressos na bolsa e no coração.
Não, não me encantei com Luan Santana. Achei o show bem estruturado e ele, extremamente esperto e focado na carreira. Pode ser que enverede mais para a música sertaneja do que para a romântica (ou parta para o romântico adulto) e consiga se manter em alta por muitos e muitos anos. Pode ser que saia de moda e passe a trabalhar no backstage. Não dá para saber. As fãs, bom, um dia elas vão crescer, amadurecer e talvez até topar levar suas primas mais novas em shows dos próximos ídolos. E com certeza lembrarão para sempre dessa fase que viveram.
Quanto a mim, eu espero que, quando precisar entrevistar Luan Santana para alguma matéria ou esbarre com ele em alguma cobertura jornalística, possa aproveitar essa experiência. Na única oportunidade, que foi durante a cobertura do Criança Esperança para o site oficial, sua produtora pedia até a cor da calcinha para liberar minha entrevista enquanto eu só sabia que era aquele que cantava a canção-chiclete “Meteoro”. Mal conhecia seu rosto, para mim, nada atraente como eram os dos meus ídolos da adolescência… Que Evelyn nunca esqueça desse momento que vivemos juntas.
Assista ao vídeo da confusão na entrada do SWU
terça-feira, 15 de novembro de 2011Assista ao vídeo da confusão na entrada do SWU:
Revista agressiva na porta do SWU faz jornalista perder show e ganhar seus direitos no grito e na ‘carteirada’
segunda-feira, 14 de novembro de 2011Carta à produção do festival SWU, cuja segunda edição começou no sábado (12/11) e termina nesta segunda-feira (14/11), em Paulínia (SP):
SWU: não começa com você
Escrevo para fazer uma reclamação. Fui agredida na porta de entrada por seguranças truculentos. Fiz um pequeno motim e consegui no grito entrar com os objetos que a mulher queria que eu tirasse a bolsa (pente, espelho, lápis de olho etc). A foto dos objetos está aqui embaixo e também no Facebook, assim como relatos do ocorrido. Aconteceu assim:
Enquanto eu tirava a capa de chuva, que estava por cima da mochila, ao tentar me “ajudar”, uma das mulheres responsáveis pela revista RASGOU a mesma. Abriu o zíper enquanto eu ainda ajeitava a mochila em cima da mesa. Arrancou de dentro a necessaire que vai comigo a qualquer lugar (aeroportos, bancos, shows e outros festivais, tais como Rock in Rio e LupaLuna) e abriu. Pedi que deixasse eu abrir, mas ela IGNOROU minha fala e foi tirando tudo de dentro. Colocou a mão na minha escova de dente, abriu a pasta dental para cheirar e separou na mesa meu lápis de olho, um espelho redondo com suporte de madeira, um cortador de unha, uma pinça, dois pentes de plástico pequenos e presilhas tic-tac. Da outra bolsinha, retirou uma caneta americana, mas a Bic, largou lá. E disse que eu não entraria com os 19 OBJETOS que ela selecionou aleatoriamente. Detalhe: Chaves, cinto com fivela grande, sacos plásticos, shampoo, condicionador e caneta Bic entraram.
Falei para a jovem que essas REGRAS NÃO ESTAVAM ESCRITAS nem no site do SWU nem no verso do ingresso. E que eu tinha tudo ali porque fui do Rio de Janeiro direto, com a mochila nas costas com uma muda de roupa e a necessaire. Tudo passou pela rodoviária e pela Polícia Federal, no aeroporto. Pedi para falar com meu namorado, que por ter sido levado a correr uma fila de homens a essa altura já havia passado pela catraca, e uma OUTRA MULHER FEZ UMA BARREIRA, e disse que dali eu não passaria. Comecei a falar com ele de longe, gritando para ele ouvir e entender o que estava acontecendo. Eis que vem um SEGURANÇA GRANDE (leia-se alto e gordo) e se fazendo valer de seu tamanho, ME EMPURROU e disse que, se eu não jogasse aquelas coisas na lata de lixo, que fosse embora porque não teria conversa. Gritei que ele não podia ENCOSTAR EM MIM e, vendo a confusão, meu namorado pulou para fora do festival e veio em nossa direção, com a câmera ligada, registrando a tentativa de me inibir daquelas três pessoas. O “segurança grandão” METEU A MÃO NA MÃO DELE, desligando a câmera dele. Gritei mais uma vez, dizendo que ele não tinha o direito de encostar na gente. Uma pernambucana chamada Marília que estava tendo seus bens confiscados ali do lado e viu a cena decidiu se juntar a nós e também gritou com o homem. Um quarto “segurança” veio pra cima de mim, gritando QUE ERA POLICIAL E IA ME LEVAR DALI. Desafiei: “Me mostre então sua identificação e me diga seu nome!” E ele se negava a fazer uma coisa ou outra. A pernambucana fazia a mesma coisa. Meu namorado continuou filmando.
Exigi falar com o superior dele, mas eles não queriam chamar. Odeio dar a tal “CARTEIRADA”, mas nessa hora falei que era jornalista e que, em 2010, cobri o evento para o jornal O Globo do Rio (leia aqui). Mais que rapidamente, O SUPERIOR APARECEU (ele não quis se identificar, mas está no vídeo). Na frente dele, os dois “seguranças” truculentos NEGARAM que tivessem encostado na gente e ameaçado com palavras. O que se disse policial enfiou o rabo entre as pernas e só sabia dizer que estávamos mentindo. O superior declarou que havia chamado uma policial para nos revistar e nos dizer que as regras eram aquelas. Nós nos acalmamos e vimos ali A CHANCE DE registrar a ocorrência e de questionar onde estão essas regras. Enquanto esperávamos, Marília sugeriu ao superior que assistisse ao vídeo registrado por Marco. E, quando a companheira pernambucana repetiu para ele QUE EU ERA JORNALISTA, imediatamente ele nos levou para outra catraca E NOS LIBEROU COM TUDO o que tínhamos na bolsa. Medo de jornalista?
Pior é que mais de dez mulheres assistiram à cena e tentaram dar apoio, até mesmo numa de seguirem nossos passos e não perderem seus bens. Mas como as mesmas não fizeram barulho, acabaram ficando pra trás, presas na barreira dos quatro policiais “malvadinhos” e com certeza tiveram que deixar suas coisas na lata de lixo. Sempre que aceitarmos esse tipo de truculência, levaremos o prejuízo.
Porque estou trabalhando em outro projeto e por isso a Midiorama/MediaMania não me credenciou para a cobertura oficial do festival (aliás, a única assessoria que não dá crédito ao GarotaFM, site convidado para o Rock in Rio, a Mimo, o LupaLuna, o próprio SWU em 2010 e tantos outros festivais e eventos brasileiros de música), fui como plateia comum apenas no domingo, dia 13/11, quando tocariam dois ídolos meus: Zé Ramalho e Lynyrd Skynyrd. Por causa da confusão na porta de entrada, que durou mais de 45 minutos, PERDI O SHOW do Zé Ramalho. Calor, dor no peito, vermelhidão no rosto, sede, raiva… levei mais de uma hora e meia para me recuperar daquele estresse. Agradeço a meu namorado pelo apoio na briga, pela filmagem e por me acalmar depois.
Quando eu já um pouco mais relaxada, vi a seguinte cena acontecer do meu lado: uma menina comprando chope por R$ 7 e dando uma nota de R$ 10 e o vendedor se negando a dar troco, dizendo que com ele o preço era esse. Eu me perguntei: “Cadê a fiscalização?”
Gostaria de registrar o ocorrido porque vou querer uma explicação para isso. E quero saber também como a produção pretende ressarcir meu prejuízo por ter perdido o show de Zé Ramalho, artista que acompanho há anos e sobre o qual estou escrevendo um livro (leia mais).
Atenciosamente,
Christina Fuscaldo
* No site do SWU, há uma pergunta na seção FAQ sobre o que pode e não pode ser levado ao festival. De acordo com o texto, apenas meu cortador de unha deveria ter sido confiscado. E também desodorante, shampoo, condicionador e pasta de dente, que não foram. Mas o pregador proibido é apenas aquele tipo bico de papagaio. É proibido levar camisa de time, mas o que mais se via eram homens vestidos com camisas de times. Alô, produção, no ano que vem, é possível treinar os seguranças / responsáveis pela revista ou pelo menos contratar pessoas acostumadas a trabalhar com isso?
Não pode levar: Armas de fogo; armas brancas de qualquer tipo ou espécie (facas, canivetes, etc); guarda-chuva (de qualquer tamanho); pingentes, correntes pesadas; objetos pontiagudos (inclusive prendedores de cabelo tipo bico de papagaio); objetos perfuro cortantes (tesoura, estiletes, cortador de unha, aparelho de barba); materiais ou objetos que possam causar ferimentos; balões em geral; malabares; fogos de artifício e de estampido (de qualquer espécie); objetos de vidro, plástico ou metal (perfumes, cosméticos – inclusive desodorantes de qualquer tipo -, pasta e escova de dente); substâncias tóxicas e utensílios para utilização de drogas; bebidas (em qualquer tipo de recipiente ou vasilhame que não seja copo de água mineral selado e lacrado com o tamanho máximo de 200ml; remédios (somente com autorização/receita médica); camisa de time de futebol; bandeira com mastro; papel em rolo de qualquer espécie, jornais, revistas e livros; alimentos de qualquer natureza – SÓ SERÃO PERMITIDOS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS COM A EMBALAGEM LACRADA ORIGINALMENTE (SALGADINHOS/BOLACHAS/BISCOITOS) – ALIMENTOS IN NATURA, MANIPULADOS E/OU COM EMBALAGEM ABERTA NÃO SERÃO AUTORIZADOS); vasilhames, copo de vidro, latas, canecas ou qualquer outro tipo de embalagem vazia ou contendo líquidos de qualquer natureza que, direta ou indiretamente, possam provocar ferimentos em caso de esforço físico isolado ou generalizado; cadeiras; animais; máquinas fotográficas profissionais (lente intercambiável); gravadores; filmadoras; notebooks.
Pode levar: cigarro (1 maço lacrado); isqueiro; fósforo; dinheiro; cartão de débito e crédito; binóculo.
O dia em que Ivete Sangalo não foi a estrela (perdendo o posto para Paula Fernandes)
domingo, 6 de novembro de 2011
É raro acontecer. É difícil combater Ivete Sangalo no palco ou na TV. Mas, mesmo sem a menor intenção de fazer qualquer coisa do tipo, Paula Fernandes conseguiu. No aniversário de 11 anos do Altas Horas, gravado em Inhotim (MG) e transmitido na madrugada de sábado para domingo pela TV Globo, Serginho Groisman convidou a cantora que mais vendeu disco em 2011 para assumir a música do programa junto a Ivete, Samuel Rosa, Rogério Flausino e Milton Nascimento. Todos mineiros, até mesmo a baiana, que recentemente recebeu o título de Cidadã Honorária do Estado de Minas Gerais. Como sempre, Ivete fez suas gracinhas, mas nenhuma delas, nem mesmo as mais ácidas, derrubaram a sertaneja de Sete Lagoas.
Ivete imitou o jeito de Paula cantar (com os dentes fechados, fazendo do S um X). Elogiou a mineira cantando “Quando a Chuva Passar”, mas tentou fazer uma piadinha quando a jovem contou que ouviu essa música sozinha durante uma viagem: “Viajando sozinha? Sei!” A baiana levou uma respostinha marota quando brincou com a “suposta” santidade da moça: “Aí você falou: ‘Tire a mão daí’”. E Paula respondeu: “Ou coloque a mão aí!” E olha que a novata foi só fofura com a “ídola”: ”Eu não acredito em coincidência, nem acaso. Eu coloquei essa música no meu carro quando ganhei o CD da Ivete. Eu tenho que tomar cuidado com o que eu peço, com o que eu mentalizo” (sobre a vontade e oportunidade de gravar “Quando a chuva passar”).
É normal, com suas brincadeirinhas, a baiana tentar intimidar qualquer um que possa ameaçar seu reinado. É assim em entrevistas a jornalistas, por exemplo (os que não puxam o saco da baiana). Ivete é um grande talento da música brasileira, mas também há outros já consagrados e/ou surgindo por aí. Paula Fernandes é um deles. E, no último “Altas Horas”, a cantora foi sem dúvida a estrela da madrugada. Além do dueto com Ivete, cantou com Milton Nascimento “Canção da América”. Paula interpretou ainda “Man! I feel like a woman”, sucesso de Shania Twain. Do seu repertório, apresentou “Jeito de Mato”, “Seio de Minas” e a moda de viola “Saudade da minha terra”.
Criança Esperança visita escola de rabecas de Mestre Ari, em Bragança (Pará)
domingo, 21 de agosto de 2011Matéria publicada em 20/08/2011 no site do Criança Esperança (clique aqui)
Quando o maranhense Aurimar Monteiro de Araújo chegou em Bragança, aos 19 anos, a cidade paraense estava em festa. Era dia do padroeiro São Benedito e o povo celebrava a Marujada, dança folclórica local. Anos depois, o homem que criou 32 filhos, um biológico, também chamado Aurimar, e todos os outros adotados, decidiu retribuir o carinho que recebeu. Com seu conhecimento sobre marcenaria, construiu rabecas para as crianças poderem tocar e fundou uma escola de música, que hoje ensina violoncelo, flauta doce, flauta transversa, trombone e tantos outros instrumentos, além da arte de construir rabecas. Aurimar virou Mestre Ari das Rabecas, um dos mais renomados artesãos do instrumento na Região Amazônica, e o responsável pela instituição, conhecida como Sons do Caetés.
Veja fotos das gravações do filme sobre Mestre Ari das Rabecas
Vídeo: Veja os bastidores da gravação do filme sobre o artesão do Pará
Mestre Ari não toca nenhum instrumento, mas já ensinou mais de 280 alunos, entre crianças, adolescentes e jovens, capacitando-os como artesãos e tocadores de rabecas, elaboradas com matérias primas da floresta. Professores como Maisés e Mosaías dedicam grande parte do seu tempo ao ensino de música às crianças. Diego Carneiro, violoncelista que mora no exterior desde a adolescência, todo ano vai à Bragança levar seu conhecimento aos alunos. A prioridade são os mais humildes, como Mário, filho do pescador Machico, que todo dia viaja do município de Augusto Corrêa para aprender um pouco mais sobre a viola de arco, instrumento da mesma família da rabeca. O jovem nunca tinha saído da região, mas em 2010 veio ao Rio de Janeiro se apresentar com a Orquestra de Rabecas da Amazônia, criada dentro a escola de Mestre Ari.
A história de Mestre Ari das Rabecas e a de seus discípulos será contada pelo Criança Esperança neste sábado através de um filme feito pela equipe de Emerson Muzeli, que viajou ao interior do Pará e registrou belíssimas imagens e emocionantes entrevistas para mostrar ao espectador uma das instituições ajudadas pelo projeto da Rede Globo em parceria com a Unesco. A repórter escolhida para representar a região Norte no programa que tem como tema a Geografia Sentimental do Brasil, é de Manaus e se chama Daniela Assayag. O Pará foi a última região visitada pelo diretor Emerzon Muzeli e seus companheiros, aqui creditados: Felipe Herzog (assistente de direção); Tatynne Lauria (coordenadora de produção); Juliana Jansen (produtora); Ana Karina Ferreira (produtora de arte); Tadeu Rabelo (contra-regra); Edilson Giachetto (câmera); João Brandão (redator); Henrique Salles e Leandro da Silva (operadores de luz); Alçexandre Vieira de Matos (operador de áudio); Henrique Oliveira (operador de VT); Roberto Gomes (caboman).
Veja outras matérias, vídeos e fotos dos making ofs de filmes do Criança Esperança:
Texto: Visita a instituição no Distrito Federal emociona a repórter Cláudia Gaigher
Filme: Veja o making of do filme gravado perto de Brasília
Texto: ‘Vejo minha cegueira como uma benção’, diz fundadora da Adevirp
Filme: Veja o making of do filme sobre Marlene Cintra
Fotos: Veja fotogaleria com imagens das gravações do vídeo sobre Marlene
Texto: Pai funda instituição para ajudar crianças com câncer após a cura do filho
Filme: Veja o making of do filme gravado na Bahia
Texto: Arteterapeuta realiza trabalho voluntário no GACC há 18 anos
Filme: Veja filme com a arteterapeuta Vanessa Pedote
Texto: O Criança Esperança está na estrada. Primeira parada: Nordeste
Filme: Veja filme sobre o início das viagens da equipe de Emeron Muzeli
O material foi produzido entre julho e agosto de 2011 para o site do Criança Esperança
Móveis Coloniais de Acaju conta como é se auto-produzir em post da Melody Box
sexta-feira, 19 de agosto de 2011Matéria publicada no blog da Melody Box em 14/07/2011 (clique aqui para ver)
Quando Brasília ainda se gabava de ter sido o berço do punk rock brasileiro, mais de 15 anos depois de exportar para o Sudeste bandas como Legião Urbana e Capital Inicial, o Móveis Coloniais de Acaju surgiu mostrando que não era preciso sair do Distrito Federal para viver de música. Misturando diversas influências na cena independente da capital do Brasil, o grupo apareceu predisposto a vencer qualquer barreira, inclusive, a tecnológica. Em 1998, enquanto a cidade ainda vivia das lembranças dos tempos do vinil, o grupo que revolucionou ao mostrar que era possível se produzir sozinho colocou um site no ar. De lá pra cá, o Móveis cresceu, passou a viajar pelo Brasil todo e, para mostrar seu trabalho além dos palcos, cadastrou-se em quase todas as redes sociais que se popularizaram no país.
Hoje, com um EP, dois CDs e um DVD lançados, o grupo é o número um no ranking da Melody Box, posição alcançada com três dias de participação no site, e é atração confirmada do MB ao Vivo – Salvador, que acontece dia 3 e 4 de setembro na Concha Acústica. Guitarrista do grupo, BC conta como é viver no mercado independente e como se relacionar com as redes sociais.
Como os integrantes começaram a produzir sozinhos o Móveis Coloniais de Acaju?
Isso aconteceu de forma muito natural. A banda é grande e ninguém queria bancar dez pessoas em viagens. A gente precisou aprender. A primeira coisa interessante foi a produção do show de lançamento do nosso primeiro disco. Era comum fazer tiragem de mil cópias e nós prensamos três mil. Fizemos uma festa de lançamento na qual o ingresso valia o CD e vendemos 2.007 discos. Vimos que aquilo dava certo.
Vocês chegaram a ter propostas de gravadora?
Sim, mas as propostas não interessaram. Sempre tivemos a política de abertura total do nosso conteúdo e isso é um ponto sensível para elas. Fizemos um disco com a Trama, mas com eles é uma parceria. O Trama Virtual vai ao encontro dos nossos princípios. Foi muito bom! Eles são parceiros no nosso DVD.
Com o crescimento da banda, o que mudou em termos de produção?
Em 2009, já com o último disco gravado, resolvemos fazer um planejamento estratégico e chamamos uma empresa de consultoria de administração para nos ajudar a mapear missão, valores etc e dividir tarefas dentro da banda. As coisas estavam crescendo, começamos a precisar emitir nota fiscal, então, abrimos uma empresa. Agora temos um escritório, algumas pessoas contratadas e um estúdio.
Antes era um dos músicos que fechava show?
Conhecemos Fabrício em 2003 e ele nos propôs fazer nossa assessoria de imprensa. Ele virou um integrante que não tocava, mas tocava a banda. E a relação é mesmo de igualdade. Antes, empresário era o cara que tinha sua vida nas mãos. Fabrício é nosso sócio. Com ele, somos dez.
Os nove músicos trabalhavam na produção?
Sim! Eu, por exemplo, tomo conta das finanças. Tem uma pessoa que mexe com internet e comunicação, tem aquele que trabalha na identidade visual da banda e por aí vai. Agora, vamos ter assistentes para fazer isso.
E hoje os integrantes vivem de música?
De 2005 pra cá, nossa realidade mudou muito. A gente cresceu muito, temos um disco a mais, já aparecemos na TV e tivemos música em novela (“O Tempo”, em Araguaia). Já não pagamos para tocar e as contas da banda estão em dia, mas ainda precisamos ter dinheiro para o plano de saúde, a escola do filho e a aposentadoria.
Como é a relação do Móveis com as redes sociais?
Passamos por todas elas. O Móveis é uma banda contemporânea da internet e foi uma das primeiras em Brasília a ter um site. Isso foi em 1998. Depois, tivemos Fotolog, Orkut, MySpace. Agora, temos Twitter e Facebook. Isso tudo aproxima o público da gente e torna a comunicação direta, sem atravessadores. O fã vira quase que um sócio da banda. Esta semana, nos cadastramos na Melody Box, que é uma mão na roda… é mais uma rede para possibilitar a banda de estar em contato com seu público e ajudar a fechar show. Acho que isso é o futuro. E o Móveis tem valores muito próximos disso.
Zélia Duncan é destaque na Rolling Stone
quinta-feira, 18 de agosto de 2011A revista Rolling Stone deste mês publicou uma matéria sobre Zélia Duncan. Clique aqui para ver a reprodução da internet ou leia trecho abaixo.
Por Christina Fuscaldo
Zélia Duncan celebra 30 anos de carreira com novo CD/DVD e peça teatral
“É um momento especial da minha vida como uma jovem senhora.” Completando 47 anos de vida e 30 de carreira em 2011, Zélia Duncan se sente mais disposta do que nunca e nada nostálgica. Com uma série de comemorações prevista – a começar pelo lançamento do CD e DVD Pelo Sabor do Gesto – Em Cena e seguindo com a estreia, em setembro, do espetáculo Totatiando (uma homenagem a Luiz Tatit, de quem gravou “Felicidade”, e a São Paulo), no qual vai cantar e atuar -, a cantora celebra a boa forma.
“Este DVD só tem música nova. Coloquei ‘Catedral’ no bis só com violão e deixei a platéia cantando pra mim”, diz. “Nesse momento, passou sim um filme da minha vida na cabeça, porque gravei no Teatro Municipal de Niterói, cidade onde nasci. Mas me sinto mais madura. Estou mega-apaixonada.”
Você lê esta matéria na íntegra na edição 59.
Zé Ricardo é destaque na Rolling Stone
quarta-feira, 17 de agosto de 2011A revista Rolling Stone deste mês publicou uma matéria sobre Zé Ricardo, músico e produtor do palco Sunset do Rock in Rio. Clique aqui para ver a reprodução da internet ou leia trecho abaixo.
Aniversários e Carreiras Paralelas
Por Christina Fuscaldo
Responsável por palco Sunset do Rock in Rio, Zé Ricardo lança disco e fala sobre o festival
Quando a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, convidou Zé Ricardo para assumir um dos palcos da versão portuguesa do festival, em 2008, o músico estava começando a pré-produção de seu quarto disco. Entre uma gravação e outra, criou o palco Sunset e o levou duas vezes a Lisboa e uma a Madri. Três anos depois do início dessa história, ele finalmente lança Vários em Um e se prepara para promover, no Rio de Janeiro, encontros de artistas de todos os tamanhos no espaço alternativo ao palco principal do maior festival do Brasil.
“Estava trabalhando junto ao [produtor] Plínio Profeta no disco quando ganhei um palco no Rock in Rio. A música ‘Vários em Um’ nasceu da angústia de fazer muita coisa sem saber se estava tudo benfeito. Não foi fácil encontrar o equilíbrio. Ainda mais quando soube que o festival voltaria para o Rio. É uma ‘responsa’”, conta Zé Ricardo.
Você lê esta matéria na íntegra na edição 59.
Invasão de artistas baianos na Melody Box chama a atenção para a cena pop rock de lá
quinta-feira, 4 de agosto de 2011Matéria publicada no blog da Melody Box em 04/08/2011 (clique aqui para ler)
A Bahia sempre se destacou por ser o estado do Nordeste que mais divulga seus músicos e compositores. Desde Dorival Caymmi até Raul Seixas, passando por João Gilberto e pelos tropicalistas, vários estilos tiveram seus representantes na mídia (e palcos) de todo o Brasil ao longo dos tempos. Da década de 90 para cá, a axé music ofuscou todo o resto de música que se fazia na Bahia, permitindo somente Pitty ultrapassar essa barreira. Mas, ultimamente, as cenas pop e rock da Bahia voltaram a chamar a atenção e seus novos expoentes começaram a ganhar espaço. Na semana passada, oito bandas baianas ocuparam posições de destaque no ranking da Melody Box: Maglore, Zé Chico, Velotroz, Rubra, Pirigulino Babilake, Vendo 147, Truanescos e Os Barcos. Não necessariamente elas, mas duas atrações de lá podem concorrer a vagas para tocar no MB Ao Vivo, nos dias 3 e 4 de setembro, na Concha Acústica de Salvador. O festival terá shows de Móveis Coloniais de Acaju, Karina Buhr, Ronei Jorge e Maglore.
“Nos deixa bem felizes saber que essas bandas estão no ranking . Tem muito mais por aqui. A cena baiana está borbulhando. O que tem havido é um despertar desses artistas para o novo formato de mercado e de relações que vem se formando. A Melody Box caiu como uma luva nos nossos planos. E a ideia de sair da tela do computador para os palcos através do MB Ao Vivo deu a credibilidade que faltava às outras redes”, diz Pietro Leal, cantor e compositor da Pirigulino Babilake.
As portas voltaram a se abrir depois que foi reconhecida a democratização dos meios de comunicação e de divulgação de trabalhos através da internet. Tudo bem que na rede a oferta é vasta e é preciso garimpar para descobrir o que de bom tem lá. Mas, quando oito bandas figuram uma mesma lista de nomes em destaque, é porque elas alcançaram seu objetivo: fortalecer uma cena.
“Hoje você tem acesso a pessoas de todo o Brasil igualmente, e as bandas baianas tem usado estas ferramentas de maneira brilhante. Temos várias bandas do nosso estado com forte público conquistado via internet e que, quando saem para circulação em outros estados, recebem todo o feedback desta divulgação online. E a Bahia está passando por um momento todo especial na música autoral. Está se formando naturalmente um movimento fortíssimo de bandas com a proposta de resgate da criatividade e reinvenção da música baiana, em especial, o rock”, diz Fernando Bernardino, guitarrista da banda Os Barcos.
A Zé Chico é um exemplo de banda que nem fez show aberto a público ainda e já está bombando na rede. Ao contrário dela, a Velotroz saiu dos bares de Salvador para se apresentar em cidades vizinhas, como Vitória da Conquista, Cachoeira e Feira de Santana. Para seus integrantes, o segredo do sucesso dessa nova cena é simplesmente a novidade.
“O axé está estagnado. Não tem nenhuma novidade nem o frescor que encontramos, por exemplo, nessa nova geração de bandas da qual fazemos parte. Nunca se viu tantas bandas diferentes e tão boas produzindo tanto material, tanto em quantidade quanto em qualidade. Nada contra o axé, que já nos divertiu muito e nos inspira demais. Chiclete com Banana, Luís Caldas, Ivete Sangalo e Daniela Mercury fazem jus ao status que alcançaram. Mas não entender o que está acontecendo é burrice”, afirma Tássio Carneiro, tecladista e guitarrista da Velotroz.
Ter dois vocais principais à frente, um masculino e um feminino, é o diferencial que faz da Rubra uma banda já popular no circuito underground de Salvador. Para a vocalista e guitarrista Amanda Torres, a Bahia precisa de mais investimento em produções.
“Falta investimentos em casas de shows de qualidade. A cena de rock baiana é muito intensa e as pessoas, de certa forma, são carentes de bons eventos. Com certeza Pitty foi um marco, pois ela conseguiu vencer toda essa carência que existe na Bahia em relação ao rock”, diz Amanda.
E olha que tem um público forte em Salvador até para quem faz música instrumental, que é sempre mais difícil de atrair mídia, porém fácil de formar tribos. Formada por duas baterias, uma guitarra e um baixo, a Vendo 147 não está ainda na grande mídia, mas é conhecida na rede e nos bares de Salvador.
“Como somos uma banda de música instrumental, não sentimos esse lance de tribo. Fazemos música para um público variado, que pode ter idade entre 3 a 120 anos”, diz Dimmy “O Demolidor” Drummer.
Para Noblat, guitarrista e baixista da banda Zé Chico, a influência dos grandes veículos de comunicação de massa é o que atrapalha no desenvolvimento da cena:
“A mídia influencia muito a visão de quem não é da Bahia. Temos o carnaval e todas essas festas onde reinam o axé e o pagode e que são transmitidas pelas televisões e veículos de grande porte. Mas o cenário independente da Bahia é forte e grandes iniciativas como a Melody Box provam nosso valor e mostra que não precisamos nos adaptar a uma cultura popular para provar que temos qualidade.”
Sem preconceitos! E o mais legal é que, mesmo dentro dessa cena que está se formando, não há disputa. Pelo contrário: uma dá força para a outra.
“Adoramos a música baiana! Somos fãs do que é feito aqui. Desde Caetano e Gil, passando por Luiz Caldas e Novos Baianos. Gostamos muito também do cenário atual que tem grandes nomes como a Suinga, Enio e a Maloca, Ronei Jorge e por aí vai! O interessante é que ultimamente tem surgido (ou passamos a ter acesso a) boas bandas também do interior do estado, a exemplo d’ Os Barcos, de Vitória da Conquista, que lançou o primeiro disco recentemente e vem desenvolvendo um bom trabalho na capital”, diz Leo Brandão, tecladista e guitarrista da Maglore.



