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Banda Baleia vai do jazz ao pop contemporâneo em inglês e português

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Matéria publicada no blog da Melody Box em 06/07/2011 (clique aqui para ver)

No início, a ideia era focar no jazz. Com a mistura de experiências vividas por seus integrantes, em menos de um ano, a banda Baleia criou um estilo próprio, moderno, porém preocupado em valorizar melodias e letras. A banda ainda não tem EP ou CD, mas já vem conquistando espaço e admiração de apaixonados por música de qualidade e com personalidade.

“Somos um tanto quanto jazz-rock-swing-romantique-cool-cabaret-pop-experimental”, brinca Gabriel Vaz, um dos vocalistas da Baleia. “Cada um de nós tem experiência musical anterior à banda. David tem também uma banda de samba e Pacheco tem uma de rock. O legal é que cada um traz influências de diversos gêneros à sonoridade da banda.”

As influências vão de Louis Armstrong a Justin Timberlake, passando Chet Baker, Nina Simone e Radiohead:“A banda surgiu no final do ano passado com objetivo de tocar jazz sem nos preocuparmos com virtuosismos. Hoje, fazemos até releituras de músicas atuais do repertório de artistas contemporâneos.”

Entre os artistas “contemporâneos” estão Britney Spears e Justin Timberlake. “Toxic” e “What Goes Around” fazem parte do repertório da banda, que já fez show no Espaço Sérgio Porto e no Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, onde a Baleia reside e se inspira para compor e ensaiar diversos instrumentos.

“A banda é formada por três vozes, baixo, bateria, guitarra, violino e piano. Entre os vocais, tocamos violão, guitarra, bandolim e ukulelê, dependendo da música”, conta Gabriel.

Formada por Gabriel Vaz, Luiza Jobim e Sofia Vaz (vozes), Cairê Rego (baixo), David Rosenblit (piano), Felipe Pacheco (violino e guitarra) e João Pessanha (bateria), a banda tem letras em português e em inglês e também executa temas instrumentais: “Quase todos compõem, e todos participam da criação dos arranjos. Compomos juntos e decidimos qual voz tem mais a ver com cada tema.”

Juntos também, os integrantes, que tem entre eles uma filha de Tom Jobim, escolheram o nome Baleia simplesmente por simpatizarem com a representação do animal:“Passamos dias pensando em nomes possíveis, até ficarmos exaustos. Foi aí que nos convencemos que Baleia era um bom nome. Gostamos do animal e de toda a mitologia e as imagens que ele evoca.”

Conheça o talento do violonista Rodrigo Ferreira e do violinista Felipe de Oliveira

quarta-feira, 30 de março de 2011

Rodrigo Ferreira e Felipe de Oliveira e o ECT (Eu, Chris e Taís) conheceram-se em Pindamonhangaba, no Fun Music 2009. Vocalista e violonista do ECT, Taís Salles saiu do Rio fã do grupo que Rodrigo intitulou Suarabacti. No site do festival, estava uma belíssima música de autoria do violonista baiano radicado no Rio. No camarim, pouco antes da disputa começar, ao ser desafiado por Rodrigo Sestrem, flautista nota mil da ECT, o carioca Felipe surpreendeu com sua capacidade de improvisar no violino. Todos se apaixonaram uns pelos outros.

Suarabacti teve um problema sério técnico na hora do show. Microfonia e qualidade musical não agradaram o público formado por jovens do interior de São Paulo. Rodrigo saiu chateado do palco, mas voltou a sorrir quando o anúncio do vencedor saiu: seus amigos ECT (Eu, Chris e Taís) passaram para a semifinal do Fun Music.

A banda do Rio está gravando duas faixas para a coletânea de MPB que o selo Niterói Discos vai lançar em breve. Em “Mareia”, composição de Taís Salles, Rodrigo toca e sola maravilhosamente bem seu violão e Felipe arrasa no violino.

Abaixo, uma amostra do talento dessa dupla:

Conheça Awadi, o rapper mais famoso do Senegal

quinta-feira, 17 de março de 2011

Durante nossa passagem por Dacar, onde cobrimos o Fórum Social Mundial (saiba mais), esbarramos com um ídolo do qual nunca tínhamos ouvido falar. Tudo bem, música africana nunca foi minha praia. Não porque não gosto, mas porque pouco acessei dela. Mas colegas meus esperavam ansiosamente pelo show que Awadi faria no Just 4 U, uma casa de shows recomendada por um a cada dois senegaleses. O moço levou todo mundo à loucura, lá. E, depois, no encerramento do FSM, no palco montado na Universidade Cheikh Anta Diop, causou o mesmo alvoroço. Melhor pesquisar para saber o segredo desse homem, né?

Didier Awadi é filho de pai beninense e mãe senegalesa. Ele tem 41 anos e é o artista mais famoso do Senegal fora do país. Awadi faz rap de protesto: a dívida do mundo com a África, o patrimônio delapidado e as tensões políticas estão entre os temas que aborda. Em 2003, ganhou o prêmio Musique du Monde, da Radio France Internacionale (RFI), e, em 2004, o de Melhor Artista Africano de Rap no TAMANI (troféus de música do Mali). Awadi foi DJ e sua carreira profissional se firmou em meados da década de 80, com o lançamento do CD “Salaam”. Em 2001, Didier Awadi lançou o seu primeiro álbum solo, “Parole d’honneur” (Palavra de honra) e, recentemente, “Un autre monde est possible” (Um outro melhor é possível). Dizem que na França, é muito amado. A gente também amou seu discurso, sua música e sua simpatia.

Conheça Awadi em palavras e na música no vídeo de Pedro Palmeiro:

Para saber mais sobre o Fórum Social Mundial, acesse o site Tamo Aê

Homenagem da Beija-Flor a Roberto Carlos decepciona. Pelo menos saí com a rosa do Rei

sábado, 12 de março de 2011

Divulgação / Beija-Flor

Sempre achei um saco ver os desfiles das escolas de samba pela televisão. Este ano, a expectativa era me surpreender com toda aquela pompa passando bem na minha frente. E foi exatamente o que aconteceu. Realmente, ao vivo, é tudo mais bonito, muito mais contagiante. Mas escolhi ir no segundo dia de Carnaval ao Sambódromo por um motivo especial: ver a homenagem da Beija-Flor ao Rei Roberto Carlos. Quem me conhece bem – e aqueles que andaram acompanhando meu trabalho na grande imprensa entre 2005 e 2009 (infelizmente, em 2010 e 2011, perdi as coletivas do homem por estar fora do país) – sabem que, quando posso, agarro a rosa do Rei. Pois bem… Fui para a Sapucaí pós-bloco, vestida de Branca de Neve, super bem acompanhada de três pessoas maravilhosas e com mochilas e sacos cheios de mantimentos. A Beija-Flor foi a última a desfilar, depois do atraso da Salgueiro e da chuva que caiu durante a Grande Rio. Troquei o vestido encharcado por uma capa e fiquei lá, tremendo de frio, esperando o Rei.

Veja o especial do Rei publicado no site do jornal O Globo em 2009

Queria fazer mais firula, mas prefiro ir direto ao ponto. O desfile da Beija-Flor, intitulado “A simplicidade de um Rei”, foi o pior da noite. Alegorias pobres, nenhuma referência aos filmes nos quais atuou (se teve, foi tão ruim que não chamou a atenção), Lady Laura pouco (ou nada) homenageada… Achei a história do Rei super mal contada. Os carros eram fechados demais, dificultando até mesmo a visão dos artistas que neles estavam. Hebe Camargo precisou meter a cara em um vão entre as hastes das pilastras do veículo. Erasmo Carlos entrou vestido de branco e azul, como se fosse normal vê-lo por aí sem seu tradicional colete de couro e suas pulseiras e anéis de velho roqueiro. E Wanderléa, por onde andava? Enfiar um monte de cantoras em um carro para fazer referência ao show “Elas cantam Roberto Carlos” e um bando de sertanejo no outro para lembrar do álbum “Emoções sertanejas” serviu só pra encher de “gramour” (hein?) o desfile da Beija-Flor, porque esses dois eventos entraram para a história do Rei apenas no ano passado. Há muito mais o que contar sobre o único artista brasileiro com mais de 100 milhões de cópias vendidas dos seus mais de 60 discos lançados.

Agora, você deve estar se perguntando: se a Beija-Flor foi tão mal assim, por que ganhou o título de campeã do Carnaval 2011? Ahhhh, meu amigo (ou amiga)… só vamos descobrir perguntando àquele locutor que, para segurar a atenção da plateia enquanto a escola atrasava (e muito) sua entrada na avenida, ficou metendo o dedo na ferida da Porto da Pedra, dizendo que a escola havia deixado óleo no chão. Engraçado que, mesmo depois de os garis limparem o local, a escola demorou muito a entrar. E, quando passou, correu à beça pra não estourar o tempo. Enfim, pra mim, uma tragédia mal contada.

Só valeu para, mais uma vez, ver o sorriso que adoro de Roberto Carlos e para sair com mais uma rosa do Rei (leia “No navio com o Rei… e a rosa“). Sendo que esta foi distribuída por uma funcionária da Beija-Flor lá no setor 13, onde eu estava.

Mais sobre o Rei:

Estrela em ascensão da música sertaneja, Paula Fernandes nega boatos sobre namoro com Roberto Carlos: ‘somos só bons amigos’

Com dores, Roberto Carlos se esforça para emocionar 400 mil na praia de Copacabana

Depois do encontro com o Rei, reflexões sobre o popstar viciado e as mulheres que amam demais

Chuva atrapalha, mas não tira brilho do show de Roberto Carlos no Maracanã

Roberto Carlos nega mudança para São Paulo e admite ‘ficar’: ‘Vivo de acordo com a época’

Roberto Carlos contou com a ajuda de pescoços femininos para escolher a fragrância do perfume ‘Emoções’

Roberto Carlos participa do novo CD de MC Leozinho

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Uma viagem ao Senegal para acompanhar o Fórum Social Mundial

sábado, 12 de fevereiro de 2011
Brasileiros durante a marcha de abertura do FSM

Brasileiros durante a marcha de abertura do FSM

Calma, gente! O blog não parou. Ele foi abondonado durante esta viagem ao Senegal. Ainda estou aqui e, pela primeira vez em dez dias, tenho alguns minutos para postar. Acreditem! Não dormi mais que seis horas por noite (ou melhor, por madrugada, porque deitava já pela manhã) e almocei em apenas três desses dias.Vim para acompanhar o Fórum Social Mundial. Além de produzir matérias como free-lancer, fui repórter fixa da Carta Maior (conheça) e editora do Tamo Aê (conheça), site criado por meu parceiro, o videorepórter Pedro Palmeiro, para publicarmos material que produzimos durante viagens, sobre projetos, eventos etc. Destaque lá para as fotos de Rodrigo Peixoto, meu parceiro fotógrafo. Mas, além disso tudo, tivemos sérios problemas com eletricidade (falta luz em Dacar todos os dias) e com internet: levamos quatro dias para tê-la e tivemos que correr muito atrás para atualizar o Tamo Aê, contando ainda com a lentidão da bichinha. Visite nosso espaço (clique aqui) para saber mais sobre a capital do Senegal, veja fotos (clique aqui) e aguarde porque o GarotaFM volta a bombar quando eu voltar para casa.

Mauro Ferreira comenta projeto de biografia de Zé Ramalho no Notas Musicais

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O jornalista e querido parceiro Mauro Ferreira publicou em seu incrível blog, Notas Musicais, uma nota linda sobre meu projeto de livro e meu processo de busca por editora (leia aqui). Trata-se da biografia de Zé Ramalho, artista que acaba de ganhar um box com discos chamado A Caixa de Pandora, que traz garimpos do jornalista Marcelo Fróes e foi lançada pela Sony Music. Obrigada, Mauro! Aí vai o texto:

Jornalista carioca reconstitui a vida e a obra de Zé Ramalho em biografia

A jornalista carioca Christina Fuscaldo trabalha já há dois anos em oportuna biografia de Zé Ramalho. Ainda à procura de editora interessada na publicação do livro, em fase de pesquisa e entrevistas, a autora tem o aval do artista paraibano. Ramalho – visto em foto de Dario Zalis – disponibilizou seu arquivo pessoal para a jornalista com a mesma generosidade com que abriu seu baú musical para o produtor Marcelo Fróes garimpar raridades para montar o repertório dos quatro CDs d’A Caixa de Pandora, cuidadoso box recém-lançado pela Sony Music com oito fonogramas inéditos (clique aqui para ler um post anterior de Notas Musicais sobre a caixa).

(Mauro Ferreira)

Leia também:

Filmes e biografia de Zé Ramalho são tema de matéria de capa do Segundo Caderno d’O Globo

Correio da Paraíba publica artigo sobre as pesquisa em torno da história de Zé Ramalho

A foto de Avôhai, as primeiras histórias sobre Zé Ramalho e a matéria do Jornal da Paraíba

Filmes e biografia de Zé Ramalho são tema de matéria de capa do Segundo Caderno d’O Globo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Matéria publicada por Leonardo Lichote no Segundo Caderno (jornal O Globo) em 19/01/2011 (Clique para ver o arquivo ze_ramalho_sc)

ze_ramalho_oglobo

A história do disco mais caro do Brasil, valendo até R$ 5 mil, é investigada em documentário

RIO – Inscrições rupestres misteriosas, mitos indígenas, boas doses de psicodelia, uma busca para reconstruir as obscuras origens de uma lenda da música brasileira… O roteiro tem elementos que parecem moldados para a ficção, algo como um Indiana Jones lisérgico. Mas “Nas paredes da pedra encantada”, filme de Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim, é um documentário – um “road doc”, como define Cristiano – que investiga a história do raríssimo disco “Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol”, de Zé Ramalho e Lula Côrtes, lançado em 1975.

- Há vários motivos para se falar de “Paêbirú” – defende Cristiano. – É o disco mais caro do Brasil, sua última cotação está entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, o dobro do “Louco por você”, o primeiro de Roberto Carlos >ita<(existe uma edição pirata, em vinil, de “Paêbirú”, lançada na Europa, mas que não vem com o livro que acompanhava o original, trazendo estudos sobre a região e informações sobre a lenda do Caminho da Montanha do Sol). Mais que a raridade, ele é o fundador de uma psicodelia genuinamente brasileira, com elementos da cultura indígena. E sua história tem toda uma mística. Das únicas 1.300 cópias da prensagem original, 1.000 foram perdidas numa enchente em Recife. Nunca vi uma história tão fantástica como a que circunda esse álbum.

Jornalista, Cristiano tomou contato com a fantástica história quando fez uma reportagem para a revista “Rolling Stone” sobre o disco. Quando percebeu que sua apuração poderia render um documentário, se lançou com Leonardo Bonfim na aventura de tentar reconstituir os fatores que permitiram o surgimento do álbum. O termo “aventura” não é exagero. Cristiano morou entre Pernambuco e Paraíba por três meses, investiu dinheiro do seu bolso no filme – atualmente em fase de montagem – e penou para encontrar seus personagens. Mais que isso, quase foi preso durante as filmagens:

- Estávamos na cidade do Ingá do Bacamarte (município da Paraíba onde se localiza a Pedra do Ingá, onde estavam as inscrições que serviram de estopim para o processo criativo que gerou o disco) quando a polícia nos abordou, com vários carros e armas apontadas para nós. Estava havendo uma onda de assaltos a bancos na região, e eles, vendo aquele grupo andando de um lado para o outro e fazendo ligações, acharam que éramos ladrões. Tivemos que ser libertados pelo prefeito, que já sabia do projeto e inclusive colaborou com dinheiro para as filmagens.

O filme – ao qual O GLOBO teve acesso exclusivo – traz entrevistas com personagens como os músicos Lula Côrtes e Alceu Valença (que toca no disco), o arqueólogo Raul Córdula (que apresentou a Pedra do Ingá a Lula e a Zé Ramalho) e a cineasta Kátia Mesel (companheira de Lula então e sócia dele no selo Abrakadabra, que lançou o disco). As gravações registram muitos momentos musicais espontâneos e até cenas que reforçam as lendas em torno do disco.

- Cada lado do álbum duplo de “Paêbirú” tem um conceito: fogo, terra, ar e água. Cada um tem uma sonoridade. Fogo é o lado mais roqueiro, ar são músicas mais etéreas… No lado da água, tem uma parte que faz louvações a Iemanjá. No filme, quando Kátia Mesel canta isso, começa a chover – narra Cristiano, que alimenta mais um tanto a mística ao dedicar o filme ao deus Sumé (parte da mitologia de “Paêbirú”).

Zé Ramalho – que até hoje visita a Pedra e acredita que extraterrestres estão por trás de suas inscrições – não dá depoimento para o filme. Mas autorizou os diretores a usar todas as músicas para contar a história.

- Existe uma rusga entre Zé e Lula, e Zé preferiu não falar sobre o álbum. Mas todos no filme falam dele com muito carinho – nota Cristiano. – Apesar de negar a entrevista, Zé foi muito gente fina, fez um documento liberando a música… Só não queria ter a imagem dele hoje no filme. Ele pergunta por que não falaram do disco quando ele foi lançado (o álbum foi completamente ignorado na época). Aquilo foi muito decepcionante. Além de tudo, Zé Ramalho considera a obra que ele fez solo, posteriormente, muito mais importante. Como o disco tinha um aspecto coletivo, ele ali não tem o peso de ser o portador da mensagem, é só mais uma das vozes.

Mesmo antes da finalização, os diretores já receberam convites para apresentar o filme em festivais.

- Nosso desejo é estrear no “É tudo verdade” – diz Cristiano. – Seria ótimo também ter a exibição na TV, num espaço como o Canal Brasil.

Eles contam com a força da história. E os poderes de Sumé.

Leia outras matérias sobre a biografia de Zé Ramalho:

Correio da Paraíba publica artigo sobre as pesquisa em torno da história de Zé Ramalho

A foto de Avôhai, as primeiras histórias sobre Zé Ramalho e a matéria do Jornal da Paraíba

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Sucesso da série ‘Chuck’ faz Zachary Levi virar o ‘representante’ dos geeks de mais de 60 países

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Matéria publicada na Megazine e no site da revista em 18/01/2011 (clique aqui)

zac21LOS ANGELES (EUA) – No cinema, ele fez pequenas participações em filmes como “Vovó… Zona 2″ e, atualmente, sua voz pode ser ouvida na versão legendada de “Enrolados”, animação da Disney em cartaz nos cinemas. Mas, na TV, o alto, magro, lindo e educado Zachary Levi conquistou os nerds de mais de 60 países, inclusive o Brasil. Seu sucesso com essa tribo que não para de crescer se deve à série “Chuck”, exibida aqui pelo canal a cabo Warner.

- Você é do Brasil? Que legal! Gostaria muito de conhecer seu país. Tenho muitos fãs brasileiros no Twitter e no Facebook. Eles se expressam bastante e são muito apaixonados por “Chuck” – empolga-se.

Na série, Chuck Bartowski é um nerd solitário que recebe um e-mail encriptado e, automaticamente, tem segredos instalados em seu cérebro. De uma hora para outra, ele se vê dividido entre ser um geek de informática ou um espião nas missões de uma agência secreta. Zachary envolveu-se tanto com seu personagem que, na vida real, ele se tornou um dos maiores defensores de seus fãs… os nerds.

- Lancei o site The Nerd Machine (thenerdmachine.com), que é basicamente um lugar para as pessoas abraçarem o nerd que há dentro delas. Vendemos camisetas e temos comunidades para discussões. Estou querendo participar de alguma convenção ou qualquer outra coisa no Brasil para reunir fãs. Seria muito legal! Talvez seja o caso de fazer um evento e juntar os nerds brasileiros. Uma festa, sei lá… – diz o ator.

A empolgação de Zac é a resposta do ator ao sucesso de seu personagem. Há quatro anos, com muitas peças de teatro no currículo e alguma experiência em cinema e TV, ele estava procurando trabalho sem saber para onde encaminhar sua carreira.

- Eu tentava conseguir um papel num filme ou algo na TV… Aí veio “Chuck” e eu gostei muito do roteiro. Fiz o teste, consegui o papel, e o programa deslanchou. Nunca soube para onde essa jornada me levaria – conta.

zacA primeira temporada da série sofreu com a greve dos roteiristas, entre 2007 e 2008, além de perder audiência para concorrentes como o reality “Dança comigo” (ABC) e a série “House” (Fox). Na segunda temporada, a exibição de uma entrevista com o presidente Barack Obama em horário nobre fez com que a NBC adiasse “Chuck” por uma semana. Mas uma campanha dos fãs chamada Save Chuck (Salvem Chuck) levou Zac à terceira temporada, essa que acabou de ser exibida no Brasil.

- TV é um negócio interessante. Muitos programas não duram. Agora, estamos na quarta temporada, na qual Chuck e Ellie (irmã do personagem, vivida por Sarah Lancaster) procuram pela mãe e descobrem por que ela foi embora e quem ela é. Quem faz o papel é Linda Hamilton, de “O exterminador do futuro” – adianta.

No Brasil, a quarta temporada deve ir ao ar no meio de 2011. Quanto a Hollywood, Zachary até pensa em fazer cinema. Mas, agora, para largar Chuck o papel tem que valer a pena:

- Adoraria fazer filmes, mas só quero trabalhar para as pessoas que acreditam no meu trabalho e em projetos nos quais acredito e que façam bem aos espectadores.

A repórter viajou a convite da Walt Disney Studios

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Antes de gravar terceiro CD, mais pop, Mika passa férias no Brasil e declara amor a Milton Nascimento

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Matéria publicada na revista Megazine (O Globo) em 04/01/2011 (clique aqui)

mika2RIO – O Brasil conquistou mais um gringo. Depois de fazer um dos mais aplaudidos e aclamados shows do Planeta Terra, festival que rolou em São Paulo em novembro passado, Mika está de volta ao país. Mas acalmem-se, (infelizmente) não vem show por aí. Antes de mergulhar na produção de seu próximo CD, o músico libanês radicado em Londres desembarca este mês no Rio. Ele chegou a cogitar alugar um apartamento na cidade para curtir o nosso verão. Mas, como é sua primeira vez por aqui, resolveu experimentar umas férias mais curtas. E já avisou que quer ficar anônimo, curtindo tudo como um turista normal.

- Toda vez em que ouvia falar do Brasil, pensava na palavra grande. Eu achava que tudo era grande – conta Mika.

Grande é a paixão que vem sentindo pela cultura brasileira. Ao comparar a comida da Inglaterra com a que provou aqui, faz cara feia para a primeira. Ao falar sobre música, diz que é brasileiro um dos nomes que mais o influenciam:

- Um dos meus compositores e músicos favoritos de todos os tempos é Milton Nascimento, junto com Nina Simone e Harry Nilsson. Eu o acho maravilhoso por causa dos discos que fez. Milton quebrou muitas barreiras. Ele não é pop nem clássico. É folk, tradicional e progressivo. E minha música é contra rótulos. Ela vai aonde quer.

Mika atribui a “esses caras” – e também a Freddy Mercury, Elton John, Beck e David Bowie – a responsabilidade por ter feito seu segundo disco, “The boy who knew too much”, menos pop do que o de estreia, “Life in cartoon motion” (um sucesso de vendas e crítica). Ele não se arrepende dos rumos que sua música tomou e diz que prefere não ser encaixado em estereótipos. Mas adianta que seu terceiro CD volta às origens:

- Eu disse a mim mesmo que precisava de um disco que complementasse o primeiro, sem que fosse feito para a rádio. O terceiro disco, no qual estou trabalhando, vai ser muito mais pop do que os outros.

Nascido Michael Holbrook Penniman Jr., o músico curte polêmica: já cantou sobre a mulher que sofre discriminação (“Big girl – you are beautiful”) e o homem casado que tem um caso homossexual (“Billy Brown”). A gravadora que queria mudar o estilo de Mika no início de sua carreira também foi “homenageada”, nos versos de “Grace Kelly”. Algumas letras são autobiográficas. Todas, acima de tudo, pregam a tolerância.

- Na escola, nunca me toleraram, mesmo as crianças. Mais velho, outros músicos tentaram mudar meu estilo. Mas a rejeição te dá uma liberdade. Eu diria aos adolescentes de 13 anos que querem se matar que a rejeição é um prêmio, porque eles podem ver o que os outros não veem. Podem criar seus próprios mundos, como eu criei o meu.

Mika não assume sua sexualidade publicamente, mas volta e meia é tido como um representante do mundo gay. Ele não se importa de sua música seguir o mesmo caminho.

- Não ligo! Não gosto de rótulos, mas gosto do fato de os gays identificarem algo na minha música, que fala sobre tolerância mais do que sobre política. Falo sobre sexualidade, mas faço isso sem você perceber. Quando colocam o carimbo “gay”, vai contra o que estou querendo atingir, porque minha música não é necessariamente gay nem hétero. Dá para ver isso nos meus shows. Tem gays e héteros perdendo a cabeça do mesmo jeito – comenta.

Na passagem por São Paulo, em novembro, um festival de figurinos, uma banda incrível e projeções nas laterais do palco fizeram do show de Mika o mais animado e diversificado. Apreensivo sobre como seria recebido, ele não acreditou quando se deparou com a plateia vibrante.

- Não sabia o que esperar, estava nervoso. Sempre ouvi dizer que seria incrível tocar aqui. É um país difícil por causa da distância, e eu não sabia se as pessoas conheciam minha música. Quando toquei a primeira, falei: “Isso vai ser legal”. Vi pessoas olhando para mim com curiosidade e se entregando. Vi que poderia fazer duas horas de show sem perder a atenção deles. Me senti sortudo de estar ali.

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