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Lenine diz que Milton Nascimento foi o responsável por sua relação com a música

terça-feira, 1 de maio de 2012

“Milton foi o responsável!”

No Palco MPB, realizado na última segunda-feira (30/04) no Teatro SESI, Lenine fez uma verdadeira declaração de admiração a Milton Nascimento. Em entrevista ao apresentador do programa da rádio MPB FM, Fernando Mansur, o músico contou que acompanhou cada passo do mineiro quando era mais novo e que sua paixão por música teve muito a ver com ele. Depois, veio a onda Led Zeppelin e, então, The Police. No show/entrevista, Lenine tocou músicas do novo disco, “Chão”, e clássicos como “A Rede” e “Leão do Norte”. E falou a Mansur que é grato por trabalhar fazendo o que gosta.

Lenine parou o show – feito só em voz e violão – para afinar seu instrumento e brincou que ia precisar encher linguiça. Começou a falar qualquer coisa, mas ficou sem graça quando a plateia desandou a gritar elogios rasgados ao homem (pra além do artista). Lenine quebrou e requebrou com a naturalidade que lhe é peculiar. A plateia, claro, adorou.

Fora do teatro, mesmo com chuva, uma fila de gente ficou na expectativa de conseguir ingresso para o show. Apenas as cem primeiras pessoas entram gratuitamente mediante retirada de senha na bilheteria do local. As demais são ouvintes sorteados através do portal da rádio (clique aqui). O próximo Palco MPB terá Zeca Baleiro como convidado e acontecerá n Teatro SESI de Jacarepaguá.

Flávio Venturini faz show intimista e Dalto coloca fãs de pé em Niterói

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ver show de Dalto não é tarefa fácil se não for em Niterói. Foi por isso que, no último dia 28/04, aceitei o convite de meu pai e fui conferir a performance do músico no Bar do Meio, que cresceu (da época em que eu morava na cidade) e agora virou uma verdadeira casa de show em Piratininga. A abertura foi com Flávio Venturini, nome que reforçou minha vontade de dedicar a noite sábado ao evento. Pena que, acompanhado apenas de seu próprio teclado e mais um guitarrista, o show foi menos empolgante. O intimismo não pegou muito bem numa casa grande e com um ar condicionado congelante como essa. Mas fã que é fã curtiu, cantou e se emocionou com “Espanhola”, “Clareia” e “Fênix”, entre outras canções. Dalto, por sua vez, entrou no palco com uma banda de arrasar e fez os seus fãs ficarem de pé para dançar.

Dalto saiu da banda Os Lobos na década de 70 para seguir carreira solo. Muita música em trilha sonora de novela, muitas participações em programas de TV fizeram do músico uma das figuras mais ilustres de Niterói. Desde a década de 90, ele faz shows esparsos pela cidade e participações fora. Neste show no Bar do Meio, apresentou sucessos como “Flashback”, “Muito Estranho” e “Espelhos D’Água”. Dalto tocou canções de outros, inclusive do amigo Flávio Venturini, que voltou ao palco para acompanhá-lo em “Todo Azul do Mar” e em canções dos Beatles que entoaram juntos, entre elas “Hey Jude”.

Pedro Luís recebe Elba Ramalho no Casarão Ameno Resedá

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Até o final de abril, Pedro Luís estará aos domingos no Casarão Ameno Resedá apresentando o repertório de seu novo disco, “Tempo de Menino”, e recebendo convidadas. Neste dia 15/04, o fundador do grupo A Parede e do Monobloco misturou canções novas com sucessos mais manjados e tocou para Elba Ramalho cantar. Mais em forma do que nunca, a cantora compartilhou o microfone com Pedro em ”Cajuína” e na versão pop de “De Volta pro meu Aconchego”. No final do show, ela voltou para o frevo-rock “Banho de Cheiro”.

Pedro Luís apresentou, entre outras, as novas “Menina do Salão de Beleza”, “Tempo de Menino” e “Bela fera”. Esta última é o tema da série da TV Globo “As Brasileiras”. Dos velhos tempos, lembrou “Caio no Suingue”. E tocou “Braseiro”, comentando que a canção dá nome ao primeiro disco de Roberta Sá, sua esposa e convidada do próximo domingo, 22/04. No dia 29/04, último show da temporada, Zélia Duncan canta com Pedro. Já passaram pelo palco do Catete, este mês, Teresa Cristina e Fernanda Abreu.

O Casarão Ameno Resedá é um novo empreendimento situado no Catete (Rua Bento Lisboa, 4).

‘Sexo é a principal porta para o amor’, declarou Erasmo Carlos em palco carioca

sábado, 24 de março de 2012

O que era para ser apenas o lançamento do álbum “Sexo” virou uma festa de arromba na Lapa, nesta sexta-feira (23/03). Erasmo Carlos subiu ao palco do Circo Voador com a banda mais rock’n'roll que ele podia conseguir montar, não deixou a peteca cair nem mesmo quando apresentou músicas novas e ainda desconhecidas e esbanjou energia em quase duas horas de show. “É um orgasmo inenarrável estar gozando aqui com tanta gente tão bonita”, brincou o Tremendão pouco depois do início do show, quando já tinha agitado os fãs com sucessos como “Filho Único” e “Mesmo Que Seja Eu”.

‘Sexo é a principal porta para o amor’

E a intenção de Erasmo era homenagear o amor. O astro da noite não economizou romantismo e entoou sucessos que ele e Roberto Carlos fizeram juntos em um pot-pourri, segundo ele, de músicas de motel: “Olha”, “Café da Manhã”, “Detalhes”, “Proposta” e “Como é Grande o Meu Amor Por Você” estavam entre elas. Mas, antes, brincou de conquista ao dizer: “Agora é hora do sexo oral.” E apresentou “Apaixocólico Anônimo”, que está na trilha sonora da novela da TV Globo Aquele Beijo. A frase que virou entretítulo desta matéria foi declamada em um momento de emoção ao ver uma plateia tão devota.

Para agradar aos fãs, incluiu “Gatinha Manhosa” no repertório. “Os Rolling Stones cantam ‘Satisfaction’, Roberto Carlos canta ‘Detalhes’. Los Hermanos não cantam ‘Anna Júlia’ porque não querem, mas o pessoal fica triste. Eu não quero ver ninguém triste”, comentou, antes de tocar a canção que embalou muitos casais durante a Jovem Guarda. Quase finalizando o show, disparou “Pode Vir Quente Que Eu Estou Fervendo” e “É Proibido Fumar”. Na tentativa de sair do palco, foi agarrado pelo roadie e voltou para fazer do bis uma continuação do show. Teatro, claro. Bem bolado. Palmas para o Tremendão que foi o que nenhum artista conseguiu ser nos últimos tempos: original. E o “bis” contou com “Pega na Mentira”, “Cover” e “Festa de Arromba”. Na música do álbum “Rock’n'Roll”, lançado antes de “Sexo”, mas já com a mesma proposta, recebeu no palco a visita de Raul Seixas, Marilyn Monroe e Roberto Carlos. Eram os covers deles, claro.

Erasmo Carlos tocou acompanhado pelo maestro José Lourenço (teclados), Percy (guitarra), Billy Brandão (guitarra solo) e com os integrantes da banda Filhos da Judith Pedro Dias (baixo), Luiz Lopez (guitarra) e Alan Fontenele (bateria), que abriram a noite com show de seu primeiro álbum de músicas próprias. E recebeu, na plateia e no camarim depois do show, Serguei e Érika Martins, duas gerações de roqueiros.

‘Isso é somente uma homenagem’, declarou Maria Rita em show para Elis Regina

sexta-feira, 23 de março de 2012

Noite de segunda-feira, 19 de março. Vivo Rio lotado. É dia de “Nivea Viva Elis” para convidados. Neste  show, Maria Rita homenageia Elis Regina com nada menos que 28 músicas do repertório da estrela que “voltou” para o céu em 1982. No Rio de Janeiro, ela recebeu artistas (globais ou não) e jornalistas para mostrar o espetáculo que levará sábado (24/03) a Porto Alegre, a Recife dia 1º de abril, a Belo Horizonte em 08/04, a São Paulo no dia 22 e ao Rio de Janeiro em 29/04. Desafiou a si mesma dizendo à plateia que não sabia quantas músicas ia durar. E desabou em lágrimas em “Se Eu Quiser Falar com Deus”, 17ª canção do set list, um clássico de Gilberto Gil capaz de fazer outras pessoas menos envolvidos com a homenageada chorarem também.

Maria Rita provou que superou o trauma da comparação, fantasma que a perseguiu no início de sua carreira. Mas, como é melhor prevenir do que remediar, achou por bem deixar seu recado aos engraçadinhos que quisessem sair de lá dizendo que Elis era melhor ou pior.

“O mais importante é que seja percebido ou pelo menos intuído que isso é  única e somente uma homenagem a maior cantora que o país já teve”, declarou Maria Rita.

Acompanhada por Thiago Costa (piano e teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico e elétrico), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), Maria Rita interpretou “Arrastão”, “Como Nossos Pais”, “Águas de Março”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “Tatuagem”, “Alô Alô Marciano”, entre tantos clássicos. Lembrou que eram ídolos de Elis Regina a cantora Ângela Maria, o cantor Cauby Peixoto e o maestro Tom Jobim e comentou que Milton Nascimento foi um grande amigo de sua mãe. Para cada inserção de informação, vinham músicas relacionadas. De Bituca, ela cantou “Morro Velho”, “O que Foi Feito” e “Maria Maria”. O bis ficou por conta de “Fascinação”, “Madalena” e “Redescobrir”.

Fotos de Marco Amarelo

Datas e locais da turnê NIVEA Viva Elis com Maria Rita

24 de março – Porto Alegre
Local: Anfiteatro Pôr-do-Sol – Av. Edwaldo Pereira Paiva, s/n. Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – Praia de Belas
Hora:16h
Entrada gratuita

01 de Abril – Recife
Local: Parque Dona Lindu – Praia de Boa Viagem (acesso principal) – Boa Viagem
Hora:16h
Entrada gratuita

08 de Abril – Belo Horizonte
Local: Parque das Mangabeiras – Rua Caraça, 900 (acesso principal) – Mangabeiras
Hora:16h
Entrada gratuita

22 de Abril – São Paulo
Local: Auditório do Ibirapuera –  Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n. – Moema
Hora:11h
Entrada gratuita

29 de Abril – Rio de Janeiro
Local: Aterro do Flamengo – R. Buarque de Macedo, s/n. – Flamengo
Hora:16h
Entrada gratuita

Tuítes em cobertura do show de Roberta Sá

domingo, 11 de março de 2012

O GarotaFM levou um fã ao show de Roberta Sá e também assistiu ao lançamento da turnê “Segunda Pele”, homônima ao novo disco da cantora. No palco, Roberta misturou canções novas com sucessos e todas levantaram a galera. Mesmo as mais lentas, que levam o álbum para uma vertente mais pop do que a cantora está acostumada a fazer, tiveram coro da plateia. Os sambas não ficaram de lado. Com o GarotaM voltando devagar ao ritmo das coberturas por Twitter, veja alguns tuítes enviados durante o show de Roberta Sá, sábado (10/03), na Fundição Progresso:

No palco da Fundição Progresso, @_robertasa apresentando Segunda Pele. Agora!

@_robertasa canta sucesso antigo… “De virada desço queixo e rio amarelo”

“Rio de Janeiro é Rio de Janeiro”, diz @_robertasa na Lapa!

Mão e Luva, música de Pedro Luís e A Parede, no repertório de @_robertasa

Público canta sozinho parte de “Cicatrizes”. @_robertasa tem coro!

Depois de um pot-pourri de sucessos, @_robertasa canta “O Nego e Eu”

@_robertasa canta: “Tem alvorada depois da chuva” e emenda “Não vou dizer seu nome porque me desgas, pra bom entendedor meia palavra bas”

@_robertasa Fim!

Show do Happy Mondays no Rio é cancelado. Leia carta aberta do produtor do Circo Voador

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O SHOW DO HAPPY MONDAYS SUBIU NO TELHADO

Ficamos felizes quando o agente do Happy Mondays entrou em contato com a gente oferecendo um show pro dia 17 de março. Ainda mais quando vimos que os shows no Brasil seriam os primeiros da reunião da banda. Mas conhecendo o histórico do Shaun Rider, ficamos com um pé atrás. Sequer tínhamos certeza se o publico ainda se ligava em quem era Happy Mondays. Dai colocamos um post no Facebook dizendo que se tivéssemos um determinado numero de likes até o final do dia, fecharíamos o show. Não demorou nem quinze minutos pra atingir esse numero. Movidos pela empolgação, acertamos um preço, fechamos o show e mandamos a primeira parcela do cachet.

Desde então varias notícias saíram na imprensa especializada internacional falando da reunião da banda, mas nenhuma citava os shows no Brasil. Achamos que esses shows seriam warm ups, aquelas gigs que as bandas que voltam fazem antes de partir pra uma grande turnê, como se fosse o soft oppening de um restaurante. Mas mesmo não constando do calendário oficial, estava tudo certo. Afinal, o contrato estava assinado e a primeira parcela havia sido retirada por eles.

Eis que hoje o agente me manda um e mail dizendo que o empresário havia pedido pra que se re-agendasse esses shows pra junho ou julho, mas que teríamos que pagar mais, já que seria com a formação original. Também aventou a possibilidade de ter um show da tour solo do Shaun Rider mais pro final do ano. Ou do Peter Hook, que é do mesmo agente. Daí caiu a ficha “Caímos no conto do Shaun Rider!”

Como assim seria mais caro, se só topamos o show do Happy Mondays porque seria com a formação original? Na hora me veio a mente aquela cena do 24 Hour Party People em que ele seqüestra as próprias masters do álbum exigindo do produtor do disco um resgate. I can’t fuck believe it!

Visto de um angulo romântico, seria uma honra tomar uma volta dessa do Shaun Rider, mas já encaramos muito Tim Maia na vida pra engolir essa, ainda mais de um doidão gringo. Sendo assim, nem pensamos em adiar esse show. Pedimos o din din de volta e pronto. Madchester de cu é rola!

Então é isso: lamentamos informar que o show do Happy Mondays não vai acontecer no Circo dia 17 de março.  As vendas estão suspensas. Quem comprou terá seu dinheiro de volta. Quem comprou pela ingresso.com terá o valor do ingresso estornado da fatura do cartão de crédito.  Os que compraram em dinheiro poderão fazer o reembolso na bilheteria do Circo. Se você é fã, não se preocupe: eles acabarão vindo pro Brasil qualquer hora. E vamos assistir amarradões, da plateia! Mas eu é que não quero batizar mais nenhum cabelo branco de Shaun Rider!

Valeu!

Rolinha, produtor do Circo Voador

Moraes Moreira e Davi Moraes comemoram 40 anos de ‘Acabou Chorare’ em palco carioca

sábado, 14 de janeiro de 2012

Em 2012, um dos álbuns mai significativos dos anos 70, “Acabou Chorare”, do Novos Baianos, completa 40 anos. Para comemorar, um dos responsáveis pelo sucesso do grupo, Moraes Moreira levou o repertório da obra prima ao Studio RJ na sexta-feira (13/01) junto a seu filho, o guitarrista Davi Moraes. Acompanhados ainda por Cesinha (bateria), Augusto Albuquerque (baixo) e Marcos Moletta (bandolim), pai e filho tocaram todas as músicas do LP.

Depois de começar por “Besta é Tu”, a banda colocou a plateia para pular com ”Brasil Pandeiro” e ”Tinindo Trincando”, para se emocionar com a faixa-título e para suingar com ”Preta Pretinha” e “A Menina Dança”. O belo coro em ”Mistério do Planeta” fez com que Moraes pedisse à banda para repetir a canção.

Fundador dos Novos Baianos, Moraes Moreira recitou cordéis com a história e curiosidades sobre o grupo que fez para o DVD ”A história do Novos Baianos e outros versos”, lançado em 2008. Ao esgotar o repertório, a banda seguiu com sucessos de Moraes, de Davi e outras músicas.

Fotos: Christina Fuscaldo

Minha experiência com Luan Santana, um ídolo que canta e fala o que as fãs querem ouvir

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não, desta vez eu não estava na plateia cobrindo o show ou curtindo porque-amo-muito-aquele-que-estava-no-palco. Fui, depois de muitas tentativas de me esquivar do popstar do momento, levar minha prima de 14 anos para ver Luan Santana, na última sexta-feira (09/12). Evelyn vinha há meses tentando me convencer a levá-la a um show do “amado”. Ela sabe que eu teria feito isso a trabalho se ainda fosse repórter e colunista de música do jornal Extra. Na época em que trabalhava lá, minha prima era fã da novelinha mexicana Rebelde e eu trouxe de uma coletiva de imprensa uma foto e um autógrafo de um dos integrantes da banda RBD. Ela devia ter uns nove anos na época… Pois bem. Cedi. Não fui ver Luan com ela em Nova Iguaçu nem em Mesquita, mas acabei topando o show da Ilha do Governador, sentindo que pelo menos ida e vinda seriam tranquilas.

Os portões abriam às 18h e às 18h30 Evelyn já estava na porta da minha casa, ansiosa. Sexta-feira no Rio de Janeiro, o trânsito nunca é bom, né? Mas lá fomos nós rumo à Associação Atlético Portuguesa. Chegamos por volta das 21h30, mas o show só começou mesmo às 23h. Cansatiiiivo… O DJ era um dos piores que já “vivi” na vida. O cara tocou dance music e funk da minha época (Claudinho & Buchecha, Cidinho e Doca etc). Toda hora eu perguntava: “Evelyn, você conhece essa?” E ela fazia que não com a cabeça e respondia: “Pô, ele devia tocar Michel Teló.” Esse rapazinho é aquele que recentemente grudou na cabeça de muitos o refrão “Ai, se te pego. Ai, ai!” Vale ressaltar que, no dia seguinte do show, até na feira, eu e minha prima ouvimos gente cantar Michel Teló.

Optei por ir com Evelyn na pista VIP, que custava apenas R$ 60, uma discrepância em relação a ingressos como os de Paul McCartney, cuja pista Prime (VIP) no Engenhão, em maio, saiu a R$ 700. Tá bom, vamos a um artista brasileiro… Chico Buarque fará show no Vivo Rio, em janeiro, e o ingresso mais caro custa R$ 320. Ok, ok… Você deve estar pensando: “Pô, não dá para comprar Luan Santana com Paul ou Chico!” Está certo… Vamos comparar Luan com Luan: no show que ele fez na Apoteose em dezembro de 2010, o ingresso de pista comum custava R$ 140.  Melhor ver na Ilha, né? Por seu um espaço para show tão pouco popular, não imaginei que ia estar tão cheio. Percebi que o local e o marketing encarecem muito o evento. Imaginei se não seria legal se Paul tocasse lá na Associação Atlético Portuguesa também… :P

Na hora em que começou, chegou a dar medo de viver o mesmo que vivi no show do Rage Against The Machine no festival SWU de 2010 (leia aqui). Mas em questão de segundos percebi que a altura média da galera era 1,55m e que a plateia era formada em sua maioria por meninas. Berros a muitos decibéis, mãos que formavam coraçõezinhos, suor naquela primeira noite menos fria de dezembro e muita choradeira permearam o evento. Enquanto elas se rasgavam, Luan dava uma aula de como ser canastrão… e um verdadeiro popstar. O sotaque é do Mato Grosso do Sul, onde nasceu e cresceu. Com o ”R” puxado como aquele do interior de Minas Gerais ou São Paulo, enviou frases direto ao coração das fãs. “Eu tava louco para subir no palco logo, olhar no fundo dos olhos e dizer que eu só quero vocês”, declarou. Em seguida, puxou mais gritos: “Eu tô solteiro. Tô mais sozinho que chinelo de Saci.”

Luan dançou com uma menina da plateia, escolhida por sua produção, e deu chocolate na boca daquela que chamou de “Garota Chocolate”. Falou que o Rio de Janeiro é o lugar com mais mulher bonita e voou do palco até parte da pista VIP, pendurado por uma corda regulada por uma estrutura de ferro montada no alto da estrutura onde aconteceu seu show.  Formada por sete integrantes (tecladista, baterista, dois guitarristas, baixista e duas backing vocals), a banda entrou em todas as brincadeiras do “astro”, que até fez dueto com Ivete Sangalo através de um telão que exibia a imagem da cantora baiana. Evelyn catou um papelzinho vermelho (cor preferida de Luan Santana) que caiu do palco e jogou lá uma cartinha com bichinhos de pelúcia. Minha prima disse que ele tem um quarto em sua casa onde guarda tudo o que ganha. Ela tem um saquinho com papéizinhos, recortes, ingressos na bolsa e no coração.

Não, não me encantei com Luan Santana. Achei o show bem estruturado e ele, extremamente esperto e focado na carreira. Pode ser que enverede mais para a música sertaneja do que para a romântica (ou parta para o romântico adulto) e consiga se manter em alta por muitos e muitos anos. Pode ser que saia de moda e passe a trabalhar no backstage. Não dá para saber. As fãs, bom, um dia elas vão crescer, amadurecer e talvez até topar levar suas primas mais novas em shows dos próximos ídolos. E com certeza lembrarão para sempre dessa fase que viveram.

Quanto a mim, eu espero que, quando precisar entrevistar Luan Santana para alguma matéria ou esbarre com ele em alguma cobertura jornalística, possa aproveitar essa experiência. Na única oportunidade, que foi durante a cobertura do Criança Esperança para o site oficial, sua produtora pedia até a cor da calcinha para liberar minha entrevista enquanto eu só sabia que era aquele que cantava a canção-chiclete “Meteoro”. Mal conhecia seu rosto, para mim, nada atraente como eram os dos meus ídolos da adolescência…  Que Evelyn nunca esqueça desse momento que vivemos juntas.

 

Ringo Starr libera o palco para o talento dos amigos em show no Rio

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A única certeza que tinham os presentes no show de Ringo Starr nesta terça-feira (15/11) não era a de que cada um ali, algum dia, vai morrer, mas a de que todos eram beatlemaníacos. Ou mulher de um beatlemaníaco. Ou namorado de uma beatlemaníaca. Alguma relação com Beatles aquela gente que quase encheu o Citibank Hall, no Rio, tem. Mas o baterista mais fofo da história do rock britânico não se aproveitou disso. Apresentando apenas “I Wanna Be Your Man”, “Yellow Submarine” e “With a Little Help From my Friends” do repertório “daquela outra banda” (como ele faz questão de chamar), Ringo Starr priorizou a divulgação do trabalho de seus parceiros de palco.

A All Starr Band, que vira e mexe alterna seus astros, veio ao Brasil com Rick Derringer (guitarra), Richard Page (baixo), Edgard Winter (teclado), Wally Palmar (guitarra), Gregg Bissonette (bateria) e Gary Wright (guitarra). Cada um tem seu estilo e todos tiveram a chance de brilhar no show comandado por Ringo, que abriu a noite com seu maior hit solo, “It Don’t Come Easy”, e interpretou o clássico de Carl Perkins “Honey Don’t”. Depois de “Choose Love”, o ex-Beatle deu a vez a Rick Derringer, que tocou e cantou “Hang on Sloopy”, um sucesso de sua ex-banda McCoys. Para quem não lembra, foi a música que ganhou versão de Leno & Lilian na Jovem Guarda e virou “Pobre menina”.

Edgard Winter, irmão da “lenda da guitarra” Johnny Winter (lembre do show no Rio), assumiu o microfone e, com o teclado pendurado no pescoço como se fosse uma guitarra, tocou “Free Ride”. Gary Wright apresentou “Dream Weaver” e Wally Palmar mostrou “Talking in Your Sleep”, dos seus tempos na banda The Romantics. Richard Page colocou para fora seu lado oitentista com “Broken wings” (momento Antena 1 Light FM). E não foram só essas. A alternância durou o show todo, com Bissonette na bateria principal o tempo todo e Ringo indo e vindo de trás do palco (onde estava a sua bateria) para a frente (quando pegava no microfone). Os fãs alternaram-se entre gostar e achar chatos os números dos amigos de Ringo. Mesmo assim a simpatia do ex-Beatle, que declarou seu amor aos presentes o tempo todo e disseminou Paz e Amor muitas vezes, segurou a atenção da plateia do início ao fim.