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Rock in Rio: Veja Sérgio Dias, Beto Lee e The Growlers em vídeos exclusivos do GarotaFM

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Nos festivais de música, o último dia é sempre o mais agitado. Algumas das atrações mais aguardadas no headline, pessoas aguardando ansiosamente pelo encerramento e produtores bem mais relaxados. No caso do Rock in Rio, até promoção em loja de roupa teve, no domingo (02/10). Os brindes, que antes eram dados após a participação em provas, estavam sedo distribuídos para todos, na Cidade do Rock. O produtor do palco Sunset, Zé Ricardo, até conseguiu assistir grande parte do show de Tom Zé + Mutantes da plateia.

E a jornalista aqui conseguiu aproveitar brechas e se aproximou de alguns artistas.

Assista a vídeos com Sérgio Dias, atual líder dos Mutantes, o músico e apresentador do Multishow Beto Lee e músicos da banda The Growlers (destaque para o arroto de um deles).

Mutantes surpreende e Axl Rose leva pouca voz ao último dia de Rock in Rio

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Definitivamente, o Palco Sunset estava muito mais instigante do que o Mundo nesta edição do Rock in Rio. E não foi pela qualidade das atrações escaladas para cada um deles. Foi, também, porque os encontros eram inusitados e, muitos deles, efêmeros. No último dia de festival, domingo (02/10), os Mutantes de Sérgio Dias surpreenderam ao dividir o palco com o parceiro de Tropicália Tom Zé e, depois, com Beto Lee, filho de Rita Lee, fundadora da banda ao lado dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista. Tom Zé também divertiu a plateia, só que mais pelo seu jeito irreverente e a menção à calcinha carioca (entenda). O texto poderia acabar por aqui, se não houvesse gosto para tudo.

No Palco Mundo, Evanescence tirou um pouco do público do show dos Titãs com a banda portuguesa Xutos & Pontapés, que esperaram até às 21h para tocarem no Sunset e agitaram (muito!) quem ficou por lá. No palco menor, subiram também The Monomes + David Fonseca e Marcelo Camelo + The Growles.

A primeira banda a tocar no Mundo foi Detonautas, que surpreendeu ao fazer um show na medida (pouca fala e muito rock) no festival que alçou a banda carioca ao sucesso dez anos atrás. Pitty mostrou que tem energia e seus fãs, também. Todas as músicas da baiana tiveram coro. Muita gente foi até a Cidade do Rock para ver System of a Down, que dividiu opiniões.

A chuva caiu e o Guns n’Roses atrasou mais do que Axl prometia. Quase três da manhã, o vocalista subiu ao palco de capa amarela dando “bom dia” e se esquivando da água. Sua voz não chegou inteira ao meio do show, um dos motivos de uma série de piadas no Facebook:

“Liga não Axl, vai passar.”

“Falsete feião.”

“Gente, tô rindo muito nesse show. ainda bem que tô em casa. Vamo lá, Axl!”

“Axl não canta mais né, gente?”

“Nesse momento, toca o telefone na casa de Milton Nascimento. Do outro lado da linha, a voz de Elton John: ‘Ai, bicha, que alívio! Alguém com menos voz que a gente!’”

“E no sétimo dia, em vez de descansar, eu tô aqui que nem um babaca esperando a grande baleia branca se dignar a trabalhar…”

“Não queriam lama? toma.”

“Zeca Camargo está esperando o Guns n’Roses “a qualquer momento”. É um otimista incorrigível.”

“Em 1991 eu jantei no restaurante Alfredo’s, dentro do Hotel Intercontinental, com todo Guns’n'Roses na mesa ao lado. Até vi Slash sem cartola, na época em que isso era um tabu. Mas Axl não estava lá, é claro. 20 anos depois, nenhum daqueles caras da mesa está no Rio pra tocar. Use your illusion. Vou dormir.”

Fotos: Divulgação / Image.net

Fãs e cambistas tentam comprar ingressos, enquanto Erasmo Carlos, Arnaldo Antunes, Skank e Coldplay se destacam no RIR

domingo, 2 de outubro de 2011

O público foi aumentando a cada dia de Rock in Rio. E o segundo sábado do festival (01/10) estava abarrotado de gente dentro da Cidade do Rock e do lado de fora também. “Ingresso sobrando, eu compro”, diziam milhares de fãs do Coldplay e do Maroon 5 e cambistas-de-estoque-vazio. Flavinho comentava, no terminal rodoviário Alvorada, de onde saíam os ônibus para o RIR, que aquele e o seguinte seriam os dias mais complicados para ele, que normalmente compra pela internet ou de pessoas que desistem da saga e revende na porta do evento (no caso do festival, no Alvorada devido à rígida fiscalização na Cidade do Rock). Já perto do local do evento, ficaram pelo menos duas mil pessoas sentadas por toda a extensão da calçada, até a roleta de entrada. As filas estavam maiores para tudo, desde a entrada no ônibus até as dos brinquedos do festival (montanha-russa, tirolesa e roda gigante). A noite do rock tranquilinho tirou muita gente de casa.

A surpresa brasileira da noite foi o Skank, que tocou depois de Frejat e levantou a plateia de forma a emocionar até mesmo Samuel Rosa. O vocalista sacou uma câmera e filmou a plateia, lembrando que essa era a primeira vez da banda mineira no festival. Em 2001, o Skank aderiu ao protesto liderado por O Rappa, que teve seu show remanejado por causa de uma atração estrangeira. Raimundos, Cidade Negra e outros grupos também boicotaram o Rock in Rio, cancelando seus shows.

O Coldplay apresentou músicas do disco que lança no fim de outubro, ”Mylo xyloto”, e relembrou o hit “Yellow”. O vocalista Chris Martin falou português e desenhou um coração no lugar da letra “o” do “Rio” que desenhou no cenário. Os mexicanos do Maná levaram rock latino ao Palco Mundo e a banda Maroon 5 tocou, entre outras, “Moves Like Jagger”, “Harder to Breathe”, “Sunday Morning”, “Misery”, “Makes Me Wonder” e “She Will Be Loved”.

O palco Sunset chamou a atenção neste dia do festival. Primeiro foi a banda cearense Cidadão Instigado com a do Rio Grande do Sul Júpiter Maçã, que misturaram rocks nordestino e gaúcho. Tiê e Jorge Drexler mostraram hits de suas carreiras, como “Todo se Transforma”, do uruguaio, e “Perto e Distante”, da brasileira. Antes do deixarem o palco, brincaram de “Você Não Vale Nada”, eternizadas pelas banda Aviões do Forró e Calcinha Preta. Zeca Baleiro encontrou-se com Concha Buika. O clímax ficou com Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes, que tocaram separadamente e juntos sucessos da Jovem Guarda, músicas do disco novo do Tremendão, “Sexo”, e da carreira do ex-Titãs, que, diga-se de passagem, levou uma banda da pesada ao Rock in Rio.

Fotos: Divulgação / Image.net

 

No Rock in Rio, Shakira mostra porque é fenômeno mundial

sábado, 1 de outubro de 2011


A segunda sexta-feira do Rock in Rio 2011 teve Marcelo D2, Jota Quest, Ivete Sangalo, Lenny Kravitz e Shakira no Palco Mundo, além de, no Palco Sunset, Buraka Som Sistema + Mix Hell, Céu + João Donato, Cidade Negra + Martinho da Vila + Emicida, Monobloco + Macaco + Pepeu Gomes. Mas a noite foi mesmo da cantora colombiana que pisou pela primeira vez no Rio de Janeiro quando estourou como estrela latino-americana, em 1997, pouco antes de se tornar fenômeno mundial.

Veja o que os sites publicaram sobre o show de Shakira:

“Aquela roqueira que surgiu aos 19 anos, em 1996, foi a primeira a dar as caras no show, com “Estoy aqui”. Sapeca, sexy e falando ótimo português, Shakira deu mostras de que iria ganhar a noite logo em ‘Whenever, Wherever’, em que ensinou seis meninas da plateia a jogar as cadeiras – sua arma infalível de sedução.Daí em diante, a cantora foi teatral (na releitura de ‘Nothing else matters’, do Metallica), flamenca, cigana, reggaeton (em ‘La tortura’), roqueira de novo (‘Ciega sordomoda’) e loucamente dançante (em ‘She wolf’ e ‘Loca’), tudo sem perder a simpatia e o rebolado. A primeira parte do show, ela terminou de forma apoteótica, com o sucesso ‘Ojos asi’.” (Silvio Essinger, O Globo)

“Com a barriga à mostra, a loira dançou até o chão e tocou sua gaita no palco. Os fãs começaram a gritar seu nome e ela respondeu, em português, com muita simpatia. ‘Olá, Rio! Estou tão feliz por estar aqui nessa terra que eu amo. Obrigada pelo carinho! Estou aqui para satisfazê-los. Sou toda de vocês’. (Terra)

“A versão acústica para ‘Nothing Else Matters’, do Metallica – quando a cantora veste uma saia e incorpora a cigana de pés descalços -deu uma quebrada no ritmo do show, mas refletiu o perfil multifacetado que define seu estilo, passando entre o irresistível reggaeton ‘La Tortura’ e o flamenco de ‘Gypsy’ ao eletrônico de ‘She Wolf’.” (Uol)

“Mais tarde, a artista fez passos de dança cigana anunciando o hit Gypsy e trouxe Ivete Sangalo ao palco para cantarem juntas ‘País Tropical’, já na parte final de sua apresentação. Também para o bis ficaram ‘Hips Don’t Lie’, seu único número 1 na parada norte-americana, e ‘Waka Waka’, que foi o tema oficial da Copa do Mundo de 2010.” (Estadão)

Fotos: Divulgação / Image.net

Rock in Rio: Dia extra surpreende com Stevie Wonder e Legião Urbana orquestrada

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Até os ingressos para os seis dias de Rock in Rio se esgotarem, não havia notícia de que Stevie Wonder viria ao Brasil. Bastou os mais ágeis atuarem para que a produção do festival anunciasse uma sétima noite, com o soulman e outras grandes atrações. Acabou que a escalação de quinta-feira (29/09) foi uma das melhores.

A abertura do Palco Mundo já valeu por tudo: os remanescentes da Legião Urbana Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (guitarra) tocaram acompanhados da Orquestra Sinfônica Brasileira, dos filhos João Pedro Bonfá e Nicolau Villa-Lobos e dos convidados Rogério Flausino, Toni Platão, Pitty, Herbert Vianna e Dinho Ouro Preto. O vocalista do Capital Inicial não segurou a emoção: “Parece uma seita, todo mundo cantando. Hoje não precisava de ninguém cantando aqui.”

No maior estilo Motown, a petit Janelle Monáe fez um show que não empolgou não por ser ruim, mas porque suas músicas não são conhecidas do grande público. Kesha transformou a Cidade do Rock em uma pista de dança, mas decepcionou a maioria por não estar escalada para o dia certo e por não convencer com sua máscara de maquiagem e dança Quero-Ser-Britney-Ou-Gaga. Jamiroquai fez um bom show, como de costume, porém deixou a desejar por não levar ao palco hits conhecidos dos brasileiros, tais como “When You Gonna Learn” e “Cosmic Girl”.

Em termos de “gringolândia”, a noite foi mesmo de Stevie. O cantor, compositor e ativista fez quase duas horas de show e incluiu, para alegria da plateia, duas canções brasileiras no repertório: “Garota de Ipanema” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e “Você Abusou” (Antonio Carlos e Jocafi). Entre seus sucessos, estavam no set list ”I Just Called To Say I Love You”, “Isn’t She Lovely” e “You Are The Sunshine Of My Life”. O músico deitou  no chão, citou Deus, chamou Janelle ao palco para cantar duas (“Superstition” e “Another Star”)  e fez uma releitura de “The Way You Make Me Feel”, de Michael Jackson.

Pelo Palco Sunset, passaram Marcelo Jeneci +Curumim, Africa Bambaataa + Paula Lima + Boss ac, Joss Stone e Baile do Simonal + Diogo Nogueira + Davi Moraes. Joss fez um show solo no palco dos encontros, mostrando que tinha força para encarar o Palco Mundo se a oportunidade lhe tivesse sido dada. Simoninha e Max de Castro colocaram a plateia para dançar interpretando clássicos do pai, como ”Nem Vem Que Não Tem”, “Samarina” e “Meu Limão, Meu Limoeiro”, no baile.

Fotos: Divulgação / Image.net

Rock in Rio: Noite dos ‘de preto’ teve arremessos da plateia e vibração pelo Metallica. Leia depoimentos dos ‘amigos do metal’

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Rock in Rio finalmente teve seu momento “arremesso no artista”. Foram copos de plástico o que os metaleiros ávidos por Metallica jogaram no palco quando a Gloria estava lá. Também rolaram vaias. A banda de São Paulo sofreu com a hostilidade na recepção e durante todo seu show.

Na sequência, o Motörhead recuperou a confiança da plateia e abriu a porteira para o Slipknot passar: durante seu show “eletrizante” (como diriam se fosse na edição de 1985), o baterista da banda tocou na vertical, com seu instrumento preso a uma plataforma que a deixou de pé. O Metallica fez um show memorável, segundo os fãs.

Veja depoimentos de parceiros do meio musical:

“Esse é o verdadeiro dia do Rock. O resto é perfumaria!” (Luiz Garcia, Head of EMI Marketing)

“Não sou metaleiro, acho Slipknot chato, mas Metallica genial. Gosto mais do rock alegre, daçante e cantarolável do Red Hot, por exemplo. O mais legal hoje foi ver uma garrafa d’água passar perto da orelha do Andreas Kisser, quando ele foi pedir paciência aos rapazes de preto na plateia por causa do atraso no show do Sepultura: seria a primeira vez que um metaleiro levaria uma garrafada no Rock In Rio!” (Leandro Souto Maior, repórter do jornal O Dia)

“Ou eu sou muito gata ou esses caras do metal tão muito a perigo.” (Roberta Pennafort, repórter do jornal O Estado de S. Paulo)

“Se vale um depoimento sobre não ir à noite de hoje, lá vai: Me dei folga do Rock in Rio neste domingo. Metal é religião. Como não partilho deste credo, preferi ficar longe da Cidade do Rock, templo temporário da turma que bate cabeça.” (Mauro Ferreira, crítico musical e editor do blog Notas Musicais)

“Acho que foi o dia mais honesto e com line up mais coerente do Rock in Rio. O mais emocionante também, mas isso se deve aos fãs fiéis ao movimento.” (Michele Miranda, repórter do site do jornal O Globo)

Fotos: Divulgação / Image.net

Metaleiros chegam na Cidade do Rock sábado para os shows de domingo

domingo, 25 de setembro de 2011

Antes das 20h de sábado, já havia homens de preto formando fila na porta da Cidade do Rock para garantir um bom lugar no terceiro dia do Rock in Rio, domingo (25/09). Na medida em que os fãs do Red Hot Chili Peppers iam saindo, os do Metallica iam se acumulando no local. Dormir, para quê? Comer, só o que trouxeram na mochila ou as ofertas de ambulantes. Eles são metaleiros e, como declarou um dos jovens da fila, “os metaleiros aguentam porque são fortes, não são que nem aqueles roqueiros fracos, não”.

Com Mike Patton e Red Hot Chili Peppers, o rock começa a mostrar sua cara no segundo (e molhado) dia de Rock in Rio

domingo, 25 de setembro de 2011

O Rock in Rio ameaçou sofrer novamente um drama como o de 1985, não fosse a grama sintética espalhada por toda Cidade do Rock. A chuva, que na primeira edição quase acabou com uma noite do festival ao fazer do chão um lamaçal, deixou algumas poças. Fãs do Red Hot Chili Peppers e do Capital Inicial, as duas bandas que mais agitaram a segunda noite do Rock in Rio, jogaram copos nos filhotes da lama oitentista, o que acabou servindo para chamar a atenção de quem vinha passando. Os mais desatentos molharam o pé. E teve namorado que, durante a briga, chutou a água para molhar a namorada. Comédias da vida nada privada…

Mas a chuva não apavorou. Os shows do palco Sunset foram vistos a seco. A água caiu logo depois a apresentação de Mike Patton de seu projeto “Mondo Cane”, que é uma coleção de sucessos da música pop italiana. No Rock in Rio, ele interpretou as canções acompanhado da incrível Orquestra de Heliópolis, de São Paulo. O vocalista do Faith No More só falou em italiano e incluiu rock também no seu set list. São Pedro fechou a torneira logo após o segundo show do palco Mundo, do Stone Sour (continue lendo para saber mais sobre essa programação).

Antes de Patton, passaram também pelo Sunset Marcelo Yuka, Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra, que fizeram o show com uma bandeira do MST pendurada na mesa de sintetizadores do ex-Rappa. Com um cocar de índia, Amora seguiu protestando, com ”Tribunal de rua”, “Baía de Guantânamo” e “Ninguém regula a América”. “Vai se foder, América, com sua bomba atômica”, gritou a cantora. Tulipa Ruiz e Nação Zumbi misturaram São Paulo com Pernambuco no show que fizeram no palco de Zé Ricardo. Milton Nascimento e Esperanza Spalding foram as estrelas da noite no palco dos encontros. O mineiro e a americana mostraram a sintonia que ela já vinha buscando desde que gravou “Ponta de Areia” em seu disco de 2008.

No palco Mundo, não houve polêmica. No máximo, uma baixa de energia durante o show do Snow Patrol. Os roqueiros da média guarda – lembrem-se que Red Hot tem 30 anos de carreira e estourou há exatos 20 anos!!! Foi em 1991, com o álbum “Blood Sugar Sex Magik” – não tiveram muito ânimo para o indie (ou melhor, brit) rock da banda britânica. Mas houve respeito. A turma se dividiu entre a grama sintética e as filas dos bares e restaurantes. Antes, o NXZero tocou em paz e a Stone Sour, banda de Corey Todd Taylor, vocalista do Slipknot, teve carinho de parte do público. O Capital Inicial surpreendeu com suas explosões de fogo no palco e com a adesão da grande maioria dos presentes. O Red Hot entrou em cena uma hora depois do previsto (coloquem na conta da produçã0), mas levou o público à loucura quando entoou hits como “Give it Away” e “Californication”. “Under the Bridge” embalou muitos beijos na boca e músicas mais novas (do recém-lançado disco “I’m With You”) fez os fãs ficarem mais olhos do que pulos. Anthony Kiedis (vocais), Flea (baixo), Chad Smith e Josh Klinghoffer (guitarra) pareciam meio influênciadospor ritmos latinos, talvez por causa da presença, na gig, do percussionista brasileiro Mauro Refosco.

Fotos: Divulgação / Image.net

Primeira noite do Rock in Rio foi de vaia, sensualidade, teste de organização e muito mais

sábado, 24 de setembro de 2011

O Rock in Rio começou nesta sexta-feira (23/09) com um elenco de atrações de risco. Muitos foram para ver Katy Perry e Rihanna. Outros muitos estavam de olho em Elton John, que já foge ao estilo das duas popstars. Se tinha lá algum fã de Claudia Leitte, segunda atração do palco Mundo, esse brigou para manter a musa baiana no salto. No auge do show de Claudinha, uma turma vaiou. Segundo Leo Dias em sua coluna, “Pronto, falei!”, no site do Yahoo!, ela reagiu mal: ”Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?” Já Katy Perry mostrou que música é o de menos e sensualidade é o que move o público em sua apresentação na estreia desta quarta edição do festival. A cantora que beijou uma garota e gostou chamou ao palco o “primeiro homem que tirar a camisa”. Julio, de Sorocaba, ganhou carinho no peito e um beijo quase na boca (assista ao vídeo no site do Multishow).

Elton John não chegou a ser atacado pelo fã que subiu ao palco e os Paralamas do Sucesso e Titãs, que receberam Milton Nascimento, Maria Gadú e a Orquestra Sinfônica Brasileira, não renderam muitos comentários. Rihanna impressionou fãs, mas não convenceu críticos, como Leonardo Lichote, do jornal O Globo (assista ao comentário). Mostrou o “popô”, cantou pacas, mas não trouxe nenhuma novidade, segundo o jornalista.

Quem esteve na Cidade do Rock neste primeiro dia do festival reclamou do arrastão de assaltos que rolou durante o evento. Teve jornalista que ficou sem credencial e muitos fãs, sem carteira e telefone celular. A programação terminou por volta das 4h, o que fez com que os não moradores da zona Oeste chegassem em casa perto das 6h. Falou-se bem da organização: o banheiro feminino tinha papel até altas horas da madrugada e, a não ser pelas filas, as lojas e restaurantes funcionaram bem. A Roda Gigante parou, por medida de segurança, devido à ventania que assolou o Rio de Janeiro inteiro, mas a Rock Street (rua inspirada em Nova Orleans) agradou às/aos fãs de rock e blues que foram carregadas pelos(as) namorados(as) para esse dia do festival. Com curadoria de Zé Ricardo, o palco Sunset é com certeza o que não pode deixar de ser visto. Quando alguém conseguirá, na mesma noite, assistir à seguinte programação: Móveis Coloniais de Acaju + Lettieres Leite & Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar; Ed Motta + Rui Veloso + Andreas Kisser; Bebel Gilberto + Sandra de Sá; The Asteroids Galaxxy Tour + The Gift ?

Fotos: Divulgação / Image.net

 

Totonho e os Cabra tocam no Rio depois de mais de um ano, com participação de Rita Ribeiro

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

“Totonho e Os Cabra, bando paraibano liderado por Totonho, compositordo semi-árido brasileiro da região Cariri, tem sido uma das grandescelebrações da música alternativa brasileira desde 2001, quandolançados pela Gravadora Trama. Dono de um estilo bem paraibano defazer música,  e vindo do interior (cidade de Monteiro), Totonho foi umdos artistas adotados pelo grupo Jaguaribe Carne, da capital Paraiba,de quem herdou uma forma experimental e particular de fazer arte.”

O texto do release divulgado para a imprensa descreve esse cabra macho que subiu ao palco do Solar de Botafogo nesta quarta-feira (21/09) para mostrar canções de seus discos já lançados e do terceiro, que, segundo ele, “deve sair daqui a 150 anos. Fazia mais de um ano que o paraibano não tocava no Rio. Do “Totonho e os Cabra”, ele tocou “Tudo pra ser Feliz “, entre outras. do álbum “Sabotador de Satélite”, saiu “Jaspion do Pandeiro” e “Você tá Doida pra me Dar”, que rendeu muitas risadas.

“Vamos tocar essa música na hora de chamar Rita Ribeiro”, disse Totonho.

O clima era de descontração total no palco, com a banda, formada por por Gustavo Benjão nas guitarras, Flu  (líder do De Falla) no baixo, Robson Vintage na bateria. Totonho recebeu Rita e, juntos, eles cantaram “Nhem Nhem Nhem”. Do disco que não saiu ainda, Totonho apresentou Tem mais Igreja que Supermercado”.

Fotos: Marco Amarelo