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Rock in Rio: Dia extra surpreende com Stevie Wonder e Legião Urbana orquestrada

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Até os ingressos para os seis dias de Rock in Rio se esgotarem, não havia notícia de que Stevie Wonder viria ao Brasil. Bastou os mais ágeis atuarem para que a produção do festival anunciasse uma sétima noite, com o soulman e outras grandes atrações. Acabou que a escalação de quinta-feira (29/09) foi uma das melhores.

A abertura do Palco Mundo já valeu por tudo: os remanescentes da Legião Urbana Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (guitarra) tocaram acompanhados da Orquestra Sinfônica Brasileira, dos filhos João Pedro Bonfá e Nicolau Villa-Lobos e dos convidados Rogério Flausino, Toni Platão, Pitty, Herbert Vianna e Dinho Ouro Preto. O vocalista do Capital Inicial não segurou a emoção: “Parece uma seita, todo mundo cantando. Hoje não precisava de ninguém cantando aqui.”

No maior estilo Motown, a petit Janelle Monáe fez um show que não empolgou não por ser ruim, mas porque suas músicas não são conhecidas do grande público. Kesha transformou a Cidade do Rock em uma pista de dança, mas decepcionou a maioria por não estar escalada para o dia certo e por não convencer com sua máscara de maquiagem e dança Quero-Ser-Britney-Ou-Gaga. Jamiroquai fez um bom show, como de costume, porém deixou a desejar por não levar ao palco hits conhecidos dos brasileiros, tais como “When You Gonna Learn” e “Cosmic Girl”.

Em termos de “gringolândia”, a noite foi mesmo de Stevie. O cantor, compositor e ativista fez quase duas horas de show e incluiu, para alegria da plateia, duas canções brasileiras no repertório: “Garota de Ipanema” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e “Você Abusou” (Antonio Carlos e Jocafi). Entre seus sucessos, estavam no set list ”I Just Called To Say I Love You”, “Isn’t She Lovely” e “You Are The Sunshine Of My Life”. O músico deitou  no chão, citou Deus, chamou Janelle ao palco para cantar duas (“Superstition” e “Another Star”)  e fez uma releitura de “The Way You Make Me Feel”, de Michael Jackson.

Pelo Palco Sunset, passaram Marcelo Jeneci +Curumim, Africa Bambaataa + Paula Lima + Boss ac, Joss Stone e Baile do Simonal + Diogo Nogueira + Davi Moraes. Joss fez um show solo no palco dos encontros, mostrando que tinha força para encarar o Palco Mundo se a oportunidade lhe tivesse sido dada. Simoninha e Max de Castro colocaram a plateia para dançar interpretando clássicos do pai, como ”Nem Vem Que Não Tem”, “Samarina” e “Meu Limão, Meu Limoeiro”, no baile.

Fotos: Divulgação / Image.net

Rock in Rio: Noite dos ‘de preto’ teve arremessos da plateia e vibração pelo Metallica. Leia depoimentos dos ‘amigos do metal’

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Rock in Rio finalmente teve seu momento “arremesso no artista”. Foram copos de plástico o que os metaleiros ávidos por Metallica jogaram no palco quando a Gloria estava lá. Também rolaram vaias. A banda de São Paulo sofreu com a hostilidade na recepção e durante todo seu show.

Na sequência, o Motörhead recuperou a confiança da plateia e abriu a porteira para o Slipknot passar: durante seu show “eletrizante” (como diriam se fosse na edição de 1985), o baterista da banda tocou na vertical, com seu instrumento preso a uma plataforma que a deixou de pé. O Metallica fez um show memorável, segundo os fãs.

Veja depoimentos de parceiros do meio musical:

“Esse é o verdadeiro dia do Rock. O resto é perfumaria!” (Luiz Garcia, Head of EMI Marketing)

“Não sou metaleiro, acho Slipknot chato, mas Metallica genial. Gosto mais do rock alegre, daçante e cantarolável do Red Hot, por exemplo. O mais legal hoje foi ver uma garrafa d’água passar perto da orelha do Andreas Kisser, quando ele foi pedir paciência aos rapazes de preto na plateia por causa do atraso no show do Sepultura: seria a primeira vez que um metaleiro levaria uma garrafada no Rock In Rio!” (Leandro Souto Maior, repórter do jornal O Dia)

“Ou eu sou muito gata ou esses caras do metal tão muito a perigo.” (Roberta Pennafort, repórter do jornal O Estado de S. Paulo)

“Se vale um depoimento sobre não ir à noite de hoje, lá vai: Me dei folga do Rock in Rio neste domingo. Metal é religião. Como não partilho deste credo, preferi ficar longe da Cidade do Rock, templo temporário da turma que bate cabeça.” (Mauro Ferreira, crítico musical e editor do blog Notas Musicais)

“Acho que foi o dia mais honesto e com line up mais coerente do Rock in Rio. O mais emocionante também, mas isso se deve aos fãs fiéis ao movimento.” (Michele Miranda, repórter do site do jornal O Globo)

Fotos: Divulgação / Image.net

Metaleiros chegam na Cidade do Rock sábado para os shows de domingo

domingo, 25 de setembro de 2011

Antes das 20h de sábado, já havia homens de preto formando fila na porta da Cidade do Rock para garantir um bom lugar no terceiro dia do Rock in Rio, domingo (25/09). Na medida em que os fãs do Red Hot Chili Peppers iam saindo, os do Metallica iam se acumulando no local. Dormir, para quê? Comer, só o que trouxeram na mochila ou as ofertas de ambulantes. Eles são metaleiros e, como declarou um dos jovens da fila, “os metaleiros aguentam porque são fortes, não são que nem aqueles roqueiros fracos, não”.

Com Mike Patton e Red Hot Chili Peppers, o rock começa a mostrar sua cara no segundo (e molhado) dia de Rock in Rio

domingo, 25 de setembro de 2011

O Rock in Rio ameaçou sofrer novamente um drama como o de 1985, não fosse a grama sintética espalhada por toda Cidade do Rock. A chuva, que na primeira edição quase acabou com uma noite do festival ao fazer do chão um lamaçal, deixou algumas poças. Fãs do Red Hot Chili Peppers e do Capital Inicial, as duas bandas que mais agitaram a segunda noite do Rock in Rio, jogaram copos nos filhotes da lama oitentista, o que acabou servindo para chamar a atenção de quem vinha passando. Os mais desatentos molharam o pé. E teve namorado que, durante a briga, chutou a água para molhar a namorada. Comédias da vida nada privada…

Mas a chuva não apavorou. Os shows do palco Sunset foram vistos a seco. A água caiu logo depois a apresentação de Mike Patton de seu projeto “Mondo Cane”, que é uma coleção de sucessos da música pop italiana. No Rock in Rio, ele interpretou as canções acompanhado da incrível Orquestra de Heliópolis, de São Paulo. O vocalista do Faith No More só falou em italiano e incluiu rock também no seu set list. São Pedro fechou a torneira logo após o segundo show do palco Mundo, do Stone Sour (continue lendo para saber mais sobre essa programação).

Antes de Patton, passaram também pelo Sunset Marcelo Yuka, Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra, que fizeram o show com uma bandeira do MST pendurada na mesa de sintetizadores do ex-Rappa. Com um cocar de índia, Amora seguiu protestando, com ”Tribunal de rua”, “Baía de Guantânamo” e “Ninguém regula a América”. “Vai se foder, América, com sua bomba atômica”, gritou a cantora. Tulipa Ruiz e Nação Zumbi misturaram São Paulo com Pernambuco no show que fizeram no palco de Zé Ricardo. Milton Nascimento e Esperanza Spalding foram as estrelas da noite no palco dos encontros. O mineiro e a americana mostraram a sintonia que ela já vinha buscando desde que gravou “Ponta de Areia” em seu disco de 2008.

No palco Mundo, não houve polêmica. No máximo, uma baixa de energia durante o show do Snow Patrol. Os roqueiros da média guarda – lembrem-se que Red Hot tem 30 anos de carreira e estourou há exatos 20 anos!!! Foi em 1991, com o álbum “Blood Sugar Sex Magik” – não tiveram muito ânimo para o indie (ou melhor, brit) rock da banda britânica. Mas houve respeito. A turma se dividiu entre a grama sintética e as filas dos bares e restaurantes. Antes, o NXZero tocou em paz e a Stone Sour, banda de Corey Todd Taylor, vocalista do Slipknot, teve carinho de parte do público. O Capital Inicial surpreendeu com suas explosões de fogo no palco e com a adesão da grande maioria dos presentes. O Red Hot entrou em cena uma hora depois do previsto (coloquem na conta da produçã0), mas levou o público à loucura quando entoou hits como “Give it Away” e “Californication”. “Under the Bridge” embalou muitos beijos na boca e músicas mais novas (do recém-lançado disco “I’m With You”) fez os fãs ficarem mais olhos do que pulos. Anthony Kiedis (vocais), Flea (baixo), Chad Smith e Josh Klinghoffer (guitarra) pareciam meio influênciadospor ritmos latinos, talvez por causa da presença, na gig, do percussionista brasileiro Mauro Refosco.

Fotos: Divulgação / Image.net

Primeira noite do Rock in Rio foi de vaia, sensualidade, teste de organização e muito mais

sábado, 24 de setembro de 2011

O Rock in Rio começou nesta sexta-feira (23/09) com um elenco de atrações de risco. Muitos foram para ver Katy Perry e Rihanna. Outros muitos estavam de olho em Elton John, que já foge ao estilo das duas popstars. Se tinha lá algum fã de Claudia Leitte, segunda atração do palco Mundo, esse brigou para manter a musa baiana no salto. No auge do show de Claudinha, uma turma vaiou. Segundo Leo Dias em sua coluna, “Pronto, falei!”, no site do Yahoo!, ela reagiu mal: ”Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?” Já Katy Perry mostrou que música é o de menos e sensualidade é o que move o público em sua apresentação na estreia desta quarta edição do festival. A cantora que beijou uma garota e gostou chamou ao palco o “primeiro homem que tirar a camisa”. Julio, de Sorocaba, ganhou carinho no peito e um beijo quase na boca (assista ao vídeo no site do Multishow).

Elton John não chegou a ser atacado pelo fã que subiu ao palco e os Paralamas do Sucesso e Titãs, que receberam Milton Nascimento, Maria Gadú e a Orquestra Sinfônica Brasileira, não renderam muitos comentários. Rihanna impressionou fãs, mas não convenceu críticos, como Leonardo Lichote, do jornal O Globo (assista ao comentário). Mostrou o “popô”, cantou pacas, mas não trouxe nenhuma novidade, segundo o jornalista.

Quem esteve na Cidade do Rock neste primeiro dia do festival reclamou do arrastão de assaltos que rolou durante o evento. Teve jornalista que ficou sem credencial e muitos fãs, sem carteira e telefone celular. A programação terminou por volta das 4h, o que fez com que os não moradores da zona Oeste chegassem em casa perto das 6h. Falou-se bem da organização: o banheiro feminino tinha papel até altas horas da madrugada e, a não ser pelas filas, as lojas e restaurantes funcionaram bem. A Roda Gigante parou, por medida de segurança, devido à ventania que assolou o Rio de Janeiro inteiro, mas a Rock Street (rua inspirada em Nova Orleans) agradou às/aos fãs de rock e blues que foram carregadas pelos(as) namorados(as) para esse dia do festival. Com curadoria de Zé Ricardo, o palco Sunset é com certeza o que não pode deixar de ser visto. Quando alguém conseguirá, na mesma noite, assistir à seguinte programação: Móveis Coloniais de Acaju + Lettieres Leite & Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar; Ed Motta + Rui Veloso + Andreas Kisser; Bebel Gilberto + Sandra de Sá; The Asteroids Galaxxy Tour + The Gift ?

Fotos: Divulgação / Image.net

 

Totonho e os Cabra tocam no Rio depois de mais de um ano, com participação de Rita Ribeiro

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

“Totonho e Os Cabra, bando paraibano liderado por Totonho, compositordo semi-árido brasileiro da região Cariri, tem sido uma das grandescelebrações da música alternativa brasileira desde 2001, quandolançados pela Gravadora Trama. Dono de um estilo bem paraibano defazer música,  e vindo do interior (cidade de Monteiro), Totonho foi umdos artistas adotados pelo grupo Jaguaribe Carne, da capital Paraiba,de quem herdou uma forma experimental e particular de fazer arte.”

O texto do release divulgado para a imprensa descreve esse cabra macho que subiu ao palco do Solar de Botafogo nesta quarta-feira (21/09) para mostrar canções de seus discos já lançados e do terceiro, que, segundo ele, “deve sair daqui a 150 anos. Fazia mais de um ano que o paraibano não tocava no Rio. Do “Totonho e os Cabra”, ele tocou “Tudo pra ser Feliz “, entre outras. do álbum “Sabotador de Satélite”, saiu “Jaspion do Pandeiro” e “Você tá Doida pra me Dar”, que rendeu muitas risadas.

“Vamos tocar essa música na hora de chamar Rita Ribeiro”, disse Totonho.

O clima era de descontração total no palco, com a banda, formada por por Gustavo Benjão nas guitarras, Flu  (líder do De Falla) no baixo, Robson Vintage na bateria. Totonho recebeu Rita e, juntos, eles cantaram “Nhem Nhem Nhem”. Do disco que não saiu ainda, Totonho apresentou Tem mais Igreja que Supermercado”.

Fotos: Marco Amarelo

Gotan Project mistura eletrotango com música brasileira na MIMO 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os integrantes do Gotan Project gostam mesmo de música brasileira. Na tarde que antecedeu o show que fizeram na Mostra Internacional de Música em Olinda – MIMO 2011, um dos assuntos em pauta na coletiva de imprensa foi a força de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. De noite, no palco montado na Praça do Carmo, em Olinda, o grupo inseriu em seu som um trecho de “Samba de Uma Nota Só” e, para homenagear Pernambuco, um pedaço de “Morena Tropicana”, de Alceu Valença.

“A música brasileira deu a volta no mundo e foi adotada em todos os lugares. É como o rock, que foi adotado por outras culturas”, declarou o argentino Eduardo Makaroff, na entrevista.


O Gotan Project levou seu eletrotango à praça pública e contagiou o público com músicas de seu mais recente trabalho, “Tango 3.0″. Foi a primeira apresentação em Pernambuco de Eduardo, do francês Philippe Cohen Solal e do Suíco Chistoph Muller, que tocaram acompanhados de uma violinista, uma cantora, um pianista e um acordeonista. Do blues à cumbia, o grupo misturou todos os estilos, inclusive os brasileiros. O telão foi um show à parte.

Confira a programação da MIMO em Olinda, Recife e João Pessoa

Fotos: Divulgação / Beto Figueiroa

 

Ballaké Sissoko, do Mali, e o francês Vincent Segal levam kora e violoncelo à MIMO 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O show de abertura da Mostra Internacional de Música em Olinda – MIMO 2011, nesta quarta-feira (07/09), surpreendeu a todos que enfrentaram a fila para pegar senha e reservaram seu lugar na Igreja da Sé, em Olinda (PE). Também prendeu a atenção dos passantes que depararam-se com um telão exibindo o mesmo espetáculo para quem ficou do lado de fora. O maliano Ballaké Sissoko e o francês Vincent Segal mostraram músicas do álbum “Chamber Music”. Ballaké apresentou ao público o kora, um instrumento típico da República do Mali que é formado por uma cabaça, um braço de madeira, 21 cordas e argolas de couro exercendo a função de afinador. Vincent acompanhou o parceiro no violoncelo, mostrando uma forma diferente de tocá-lo.

“Meu cello é como se fosse a minha câmera. Gosto de ver alguém tocar para  imitar o som e o gestual. Se vejo uma zabumba, uma guitarra ou uma cuíca, faço isso. Tento fazer também como Ballaké. E é interessante porque ele faz a mesma coisa. Ele não toca a kora tradicional. Para mim, o bom músico é o que transforma o instrumento”, comentou Vincent, durante a coletiva de imprensa realizada em um hotel de Olinda nesta quinta-feira (08/09).

Ballaké aprendeu a tocar vendo os movimentos de seu pai, Djelimady Sissoko, um dos maiores nomes do kora em Mali. Mas engana-se quem pensa que foi natural genitor ensinar ao filho. Enquanto seu irmão estudava engenharia elétrica, Ballaké esperava o momento de solidão para pegar no instrumento.

“Na África, não é como na Europa, que crescemos com aula de música. Talvez no Brasil também seja assim: você tem que aprender por você mesmo. O pai de Ballaké não o obrigou nem mostrou como tocar. Ele começou aos 13 anos e acabou se tornando o músico oficial da família”, contou Vincent.

A mãe de Ballaké também sabia tocar kora, mas, no Mali, o instrumento é coisa de homem. No país onde a maioria da população é muçulmana, a função da mulher é, no máximo, cantar. Ballaké também é adepto do Islã, mas não segue todas as tradições.

“A tradição é algo muito forte, mas Ballaké às vezes desvia dela. Não é comum tocar kora com as unhas compridas, mas ele sempre está com elas grandes”, disse Vincent.

 

No show, o duo apresentou “Oscarine”, “Houdesti” e “Halinkata Djoubé”, entre outras. No bis, convidou para uma palhinha o percussionista Naná Vasconcellos, com quem Vincent já tocou no passado. No segundo retorno ao altar da igreja, a dupla homenageou Luiz Gonzaga interpretando “Asa Branca”.

“Eu vejo muita coisa da música africana no baião. Não gosto quando alguém diz que o Brasil tem só um estilo. Para mim, Luiz Gonzaga é como Vivaldi. Gosto muito também do Trio Nordestino, Novos Baianos, Geraldo Azevedo e Duo Assad”, declarou Vincent.

Ballaké Sissoko e Vincent Segal tocam juntos há quase dez anos. O disco “Chamber Music” está à venda na França, nos Estados Unidos, em Mali e em sites como o Amazon. O toque da dupla poderá ser sentido no próximo disco de Roberta Sá, com quem gravou dias antes do show na MIMO. E, para quem ainda quiser correr, o maliano e o francês tocam nesta sexta (09/09), na Igreja de São Francisco, em Jão Pessoa (PB).

Fotos: Divulgação / Beto Figueiroa

Tom Zé encarna Wando em ‘A noite das calcinhas’, no Circo Voador

sábado, 30 de julho de 2011


O show no CircoVoador, sexta-feira (29/07), seguia como de costume: sem roteiro, mas com alguma coerência. Bastou uma moça jogar uma calcinha no palco para que Tom Zé transformasse sua performance num verdadeiro espetáculo de música e humor. Depois de vestir a peça por cima da calça, guardá-la dentro da cueca, colocá-la na cabeça e brincar com a dona, o músico baiano pediu mais calcinhas. E elas vieram de todos os  lados.

Uma, duas, três, quatro…

“Eu quero 12″, gritou Tom Zé.

Um sutiã, cinco, seis calcinhas, dois sutiãs, sete, oito, nove…

“Eu só saio daqui com 12″, continuou.

Dez, onze, doze calcinhas!

“Vou dizer para os paulistas que eu tenho 12 calcinhas do Rio!”

E decretou:

“Eu só volto aqui com a promessa de que vou sair com 50 calcinhas. E eu vou chamar o show de A Noite das Calcinhas.”

Tom Zé cantou contando com sopros de seu violonista e dançou como se não tivesse 74 anos. Além de cheirar pelo menos três das peças arremessadas, Tom Zé declarou de forma escrachada sua paixão pelo órgão feminino. A plateia ia abaixo cada vez que o músico dizia a palavra mágica iniciada com B (Isso é um blog de família, hein?!). Tom Zé teve seus pouco mais de 15 minutos de Wando.

 

Fotos de Marco Amarelo. Clique para aumentá-las

 

 

 

Assista a trecho do show:

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Zé Ricardo pede licença à sua faceta produtor para lançar CD e fazer show em Botafogo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

“Vários em Um” é o nome do novo álbum de Zé Ricardo e é também o que o músico tem sido nos últimos três anos, desde que recebeu o convite de Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, para produzir o segundo palco do festival. Batizado de Sunset, o espaço é aberto a encontros diversos, de grandes e pequenos nomes, em Lisboa, em Madri e, agora, no Rio de Janeiro também. O Zé produtor é quem seleciona, produz, promove, divulga e supervisiona tudo o que vai acontecer na Cidade do Rock em setembro e em outubro. O Zé músico levou o repertório do quarto trabalho ao palco do Solar de Botafogo nesta terça-feira (19/07).

A faixa título é inspirada em um poema de Jorge Salomão (que estava na plateia, eufórico) sobre ser um humano multifacetado. Foi na casa do poeta que Zé Ricardo descobriu ser possível atuar em diversas frentes ao mesmo tempo. Essa garra, ele levou para o disco e, com a ajuda do produtor Plínio Profeta, transpôs também para arranjos sentimentos e sensações já indicados nas letras de suas composições/parcerias. No show, Zé destacou esse seu momento, esbanjou alegria por estar voltando a um palco carioca depois de quatro anos afastado e mostrou que não só é fácil ser muitos, como também é possível ser bom no que faz.

O show começou duas vezes. Quando Zé Ricardo apertou o play, o iluminador esqueceu de fazer o mesmo. O músico parou e, como que fizesse parte do espetáculo, pediu à plateia que compreendesse seu desejo de tentar novamente. Parecia número ensaiado, de tão sutil e educada foi sua atuação. Com holofotes coloridos programados e vídeos incríveis no telão, mostrou que era mesmo necessário um reinício. Zé, então, disparou suas novas promessas de hit: “Exato Momento”,  “Um Beijo que Atravessa a Madrugada”, “A Filha da Sorte” e “Me Deixa”, entre outras. A releitura de “Eu só Quero um Xodó” também estava no repertório.

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