GarotaFM
Este site é editado por Christina Fuscaldo, jornalista, aspirante a produtora, metida a cantora e, acima de tudo, uma apaixonada por música.
Já faz algumas semanas que me tornei colaboradora da The Mark, que tem lançamento oficial previsto para esta semana, durante o Fashion Rio. Idealizada por Júlia Almeida, atriz, fotógrafa amadora e uma apaixonada por escrever, a revista virtual traz textos de antenados como o publicitário Rafael Simi, o stylist Yan Acioli e a videomaker Patrícia Fróes. Destacam-se os ensaios fotográficos do diretor de arte Sebastian Bailey, inglês radicado no Rio e co-fundador da The Mark, e os textos editoriais e os de gastronomia de Júlia. Na Markusic, escrevo sobre o que há de mais cool na música ou experiências pessoais com a arte que faz qualquer esqueleto balançar. Nesta quarta-feira (11/01), publiquei uma resenha sobre “Lulu”, o novo disco de Lou Reed com o Metallica. Acesse The Markusic e leia.
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No dia em que o Fashion Rio abre a temporada de lançamento da coleção Outono-Inverno 2012, o GarotaFM publica um texto fashion musical de Christina Fuscaldo. Aproveite, inspire-se e desfile por aí ouvindo Florence + The Machine:
Sai uma de cena, entra outra. Ou acumulam-se. Assim corre o fluxo de cantoras boas e estilosas no mercado britânico. No mesmo ano em que Amy Winehouse se despediu da cena musical e Adele se estabeleceu, surgiu uma nova promessa: Florence Welch. Nascida em Londres, a líder do grupo Florence + The Machine, que desembarca este mês para três shows no Brasil, despontou em 2011 com o lançamento de seu segundo disco, “Ceremonials”, e ainda levou da revista Harper’s Bazaar UK o posto de segunda personalidade mais bem-vestida da Inglaterra. A cantora e percussionista perdeu apenas para a duquesa de Cambridge, Catherine (Kate) Middelton, mas passou a frente da modelo Kate Moss e da estilista Stella McCartney.
Escalada para o Summer Soul Festival, que acontece em 24 de janeiro em São Paulo, no dia 25 no Rio de Janeiro e em 28 em Florianópolis, Florence Welch tem apenas 25 anos e uma bagagem musical de dar inveja a muitos veteranos, além de um vozeirão que coloca o reinado de nomes como Lady Gaga em risco. Do rock progressivo ao metal passando pelo pop, sua música mistura diversos estilos e é produzida com ajuda de músicos como Robert Ackroyd (guitarra), Chris Hayden (bateria e percurssão), Isabella Summers (teclado), Mark Saunders (baixo) e Tom Monger (harpa). “Ceremonials” sucede “Lungs”, disco de estreia de Florence + The Machine, que teve a canção “Dog Days Are Over” como destaque. Entre um e outro, o grupo incluiu “Heavy in Your Arms” na trilha sonora de “Eclipse”, filme da saga “Crepúsculo”.
No que diz respeito ao traje, Florence Welch não tem medo de ser feliz. Mas mesmo os exageros – por exemplo a maquiagem em “Dog Days Are Over” – estão em sintonia com seu trabalho. Com muito tecido, como no clipe “Shake it Out”, ou pouco, como em “Cosmic Love”, Florence parece ter estilo (no aguardo do show para a confirmação). Não é à toa que a inglesa virou uma das queridinhas de Karl Lagerfeld. No ano passado, o estilista da Maison Chanel fotografou a cantora vestida Chanel para a capa de uma edição limitada em vinil do single “Shake it Out”, do novo disco. Ainda de acordo com a revista Vogue, a cantora fez a trilha sonora ao vivo do último desfile da grife francesa.
No início de 2011, a estilista da Gucci, Frida Giannini, contou que a música “Hurricane Drunk”, da Florence + The Machine, ajudou no processo de criação da coleção outono-inverno 2011/12 da marca, noticiou Lilian Pacce em seu site. Mas, para provar que não vive o glamour 24 horas por dia, a cantora declarou em entrevista à revista NME que passou o último Natal vestida com um pijama super colorido e bijuterias. Fashion, não?
Sempre gostei de dar música de presente para amigos, familiares ou colegas de profissão. Podia ser através de LPs, fitas cassetes, CDs quando já mais crescidinha, livros relacionados ao tema, ingressos para shows ou, já no século XXI, DVDs. Nos últimos dez anos, essa mania virou um hábito. Como jornalista musical, aproximei-me ainda mais dos títulos, porque recebo muitos deles (para usar como material de consulta durante minha produção de textos) e porque segui comprando nas poucas lojas ainda existentes, em sebos, em feiras de rua etc. Nos últimos dez anos, descobri no processo de seleção de presentes uma verdadeira diversão. No Natal, principalmente, escolher no mínimo dez nomes para homenagear pessoas queridas com minha arte preferida é praticamente uma experiência antropológica.
Minha saga quase começou quando tirei o papelzinho do amigo oculto da empresa. Havia uma lista na rede compartilhada com o presente que cada um queria. O primeiro colocou lá: “CD ‘O que Você quer Saber de Verdade’, de Marisa Monte”. A outra repetiu o desejo. Uma terceira fez a mesma coisa. Todos já completamente fãs de “Ainda Bem”, música recém-lançada pela cantora e, com certeza, a sua mais radiofônica depois de “Amor I Love You” (do CD “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”). Eis que um colega vindo do circuito mais underground do jornalismo musical fez seu pedido: “O disco do Kassin.” Ele queria “Sonhando Devagar”, o primeiro solo do produtor de discos de Caetano Veloso, Mallu Magalhães, Vanessa da Mata, Los Hermanos e tantos outros. Entendi melhor ainda o ar vintage da minha chefe quando ela colocou lá seu desejo pelo DVD de algum filme de Elvis Presley. Eu disse que a saga havia quase começado porque não tirei nenhum deles e acabei parando numa loja-de-mulherzinha para buscar um gloss.
Poucos dias depois, fui vencida pela insistência de minha prima de 14 anos. Levei a “aborrecente” a um show de Luan Santana. Pois é… Quando criança, ser fã de Dominó ou New Kids On The Block era, no máximo, colecionar recortes de jornais e revistas e vibrar com apresentações em playback em programas de TV. Quando adolescente, roqueira, tinha como programa preferido frequentar bares e casas de shows onde as bandas de amigos e familiares tocavam. Mas, naquela sexta-feira acalorada de dezembro, fui parar em um clube na Ilha do Governador onde estavam milhares de meninas e otros más berrando e fazendo coraçõezinhos com as mãos. Minha prima pulou, suou se empolgou tanto que eu não pude deixar de achar saudável minha incursão no mundo do astro de “Meteoro”. O moço fala umas besteiras e faz uns gestos não muito apropriados para seu público, mas canta de verdade… e canta o amor. Ownnnn!
Para meu pai, beatlemaníaco daqueles, adiantei o presente de Natal: no mês anterior, comprei ingressos para ele e minha mãe assistirem comigo e meu namorado a Ringo Starr e sua All Starr Band. Ultimamente, seu sorriso de felicidade estava viciado por estar atrelado aos DVDs que costumo dar. Mas, naquela madrugada, saímos da Barra da Tijuca com mais comentários do que nunca (meu pai sempre gosta de tecer os seus enquanto seus ídolos estão no palco, mesmo quando os vê pela televisão). Além de ver um ex-Beatle de perto, encontrou vários sessentões da sua turma. A alegria se estendeu até o dia seguinte, quando recebi um e-mail típico deste engenheiro civil apaixonado por música e inimigo da internet: em papel timbrado anexado à mensagem, com belíssimas palavras, mostrou que o esforço que fiz para pagar os tickets mais caros, os da pista VIP, valeu a pena.
Meu namorado… Bom, CD e DVD, não adianta dar. Ele faz a linha “baixo tudo”. O gato ganhou duas câmeras fotográficas alternativas (uma com lente olho de peixe e uma que faz quatro fotos ao mesmo tempo), mas não pode reclamar de não ter ganhado um presente musical. Já que estamos perto do ano novo, vale um mini flashback de retrospectiva… Este ano, o levei a grandes shows. O melhor presente veio no dia do seu aniversário: um ingresso para assistir à banda de rock que mais marcou sua adolescência, Red Hot Chili Peppers. Teve ainda vários outros nomes em outros dias de Rock in Rio, Lynyrd Skynyrd no SWU, concertos incríveis na MIMO (Mostra Internacional de Música em Olinda), atrações diversas no Lupaluna… Isso sem contar os eventos fora dos festivais: Mundo Livre S/A, Zé Ramalho, Eric Clapton (!!!), Ringo, Tom Zé, Totonho e os Cabra, A Cor do Som, Tony Tornado (!!!)… ai, chega! Impossível lembrar de todos! Foi bom, né, meu amor?
E, finalmente, chegou o grande dia da distribuição. Enquanto Papai Noel deixava bonecas variadas e uma guitarra das Princesas para a filha do meu irmão, eu comecei a tirar os embrulhos feitos por mim do saco. Para minha progenitora, DVD e CD de André Rieu e o kit de Elymar Santos cantando sucessos de Alcione. Que mistura, hein, mãe?! No dia seguinte, ela não tirou o espetáculo do regente holandês da TV e o CD do cantor brega brasileiro do som do carro. Minha sobrinha de um ano e meio levou o DVD do Palhaço Topetão e não esboçou nenhum sentimento. Com uma mãe super adepta da importação via internet de produtos estadunidenses, ela já é uma big fan dos CDs do “Hi-5”. Minha prima de sete pulou de felicidade ao rasgar o papel e dar de cara com Justin Bieber. A irmã de 15 anos, adotada como prima desde que meu primo se casou com sua mãe, ficou com o da Taylor Swift, que julguei ser um fenômeno de sua geração. Dei para minha avó, a matriarca de 96 anos – que tem toda a coleção de Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Francisco Alves e Cyro Monteiro – um DVD de Martinho da Vila, porque há algum tempo ela resolveu se encantar por sambistas “novos”. Bom, perto dos ídolos dela, Martinho é mesmo um broto!
E rolaram outros presentes, que gastariam mais alguns parágrafos desse artigo. Cada um tem um gosto, uma preferência. E é uma delícia tentar entender as personalidades através do que gostam de ver ou ouvir. Não sei se vocês conseguiram sacar algo sobre os que citei no texto. Eu começo 2012 ano com mais certeza de que conheço cada vez melhor as pessoas que estão a minha volta. E a música me ajuda nisso. Um 2012 musical a todos!
Obs.: A imagem foi registrada em 2006 pela grande fotógrafa Wania Corredo, que trabalhou comigo no jornal Extra.
Cantora e compositora, com apenas 17 anos e 34 canções no currículo, Laura Rizzotto começou a escrever quando foi morar nos Estados Unidos, fazendo versões de músicas brasileiras em inglês para mostrar aos seus amigos. Laura toca piano, estudou dança por muitos anos e, ao invés de fazer uma festa de debutante aos 15, pediu um clipe de presente para seu pai. Ela bateu um papo com o GarotaFM e falou de sua carreira, o novo CD, o que toca em seu Ipod e muito mais.
Conte pra gente um pouco sobre o CD “Made in Rio”.
O “Made in Rio” é o meu disco de estreia cem por cento autoral. Tem doze faixas autorais e três faixas bônus em português e eu escrevi cinquenta por cento em co-parceria com meu irmão Lucas Rizzoto e ainda tem a participação especial do Eumir Deodato no CD. Ele produziu a faixa número 12. O CD foi produzido pelo Paul Ralphes, a parte de arranjo eu fiz com os músico e com o Paul, foi um trabalho em conjunto e os músicos que gravaram o CD são os que me acompanham agora nos shows.
Como aconteceu essa aproximação com Eumir Deodato?
A gente se conhecia pela internet, temos alguns amigos em comum e ele acabou ouvindo as minhas músicas por indicação de alguma outra pessoa. Ele ouviu e gostou e a gente começou a se falar e, quando eu viajei para Nova York com minha família, a gente se conheceu pessoalmente. O Deodato já virou um amigo de família. A gente sempre conversava e falávamos de um dia trabalharmos juntos, fazermos algum projeto juntos. Quando comecei a gravar meu CD, fiz o convite e ele aceitou. Foi ele que escolheu a faixa 12.
Como começou a compor?
Eu comecei a compor aos 12 anos de idade, quando eu estava morando nos Estados Unidos. É por isso que eu sempre escrevo em inglês. Antes de eu começar a escrever minhas músicas, estava escrevendo versões em inglês de músicas brasileiras que eu gostava e queria que os meus amigos entendessem as letras porque eles curtiam o nosso som, a música pop brasileira, mas não entendiam nada. Então, comecei a fazer essas versões e logo depois comecei a escrever minhas próprias músicas, fazer meu próprio som e eu aprendi a me expressar musicalmente nesse idioma. Peguei essa prática toda. A primeira música que escrevi lembro que foi aos doze anos e se chama “The Reason Why”. Não está nesse CD, mas é um rock mais pesado. E é um processo muito orgânico pra mim, é muito gostoso, todas as músicas meio que fazem parte do meu diário, é o meu diário só que musicado. Fala sobre experiências que eu tive, coisas que eu sinto. Apesar de eu continuar escrevendo bastante em inglês, também comecei a escrever em português quando voltei pro Brasil, tanto que temos algumas faixas em português no CD.
Seu irmão mais velho compõe com você, né? Como funciona o processo de criação?
Quando rola uma parceria, escrevo algo no meu canto e ele escreve no canto dele. Quando a gente se encontra, a gente vê se tem algo que se encaixa. Nós sempre compomos separadamente e tem uma hora que a gente chega e mostra para o outro o que a tem. A própria música de trabalho, “Friend In Me”, foi assim. Eu tinha feito um início de uma música e não sabia qual versão colocar, não conseguia continuar e mostrei para meu irmão e ele falou: “Ah, eu tenho uma versão que encaixa.” E a gente juntou. Ou então, às vezes, ele vem com uma melodia e eu dou aquela ajeitadinha. Mas é muito gostoso até porque meu irmão tem um ponto de vista diferente em relação ao meu na música. Fica bem interessante quando a gente junta um pouquinho de cada um e fica uma música diferente.
Você almeja carreira internacional?
Ah, sim! Tenho uma vontade enorme de fazer carreira internacional. Até porque, para todo o artista, a música que ele escreve, para o compositor principalmente, é a contribuição dele para o mundo. É a mensagem que ele está mandando. A carreira internacional permite que essa mensagem chegue a um número maior ainda de pessoas. Tanto que a maior realização de um músico é ter um número maior de gente se identificado com seus sucessos.
Você acha que seu trabalho vem sendo bem aceito pelo público?
Ah, eu estou tendo um feedback bem positivo da galera, até porque eu acho que tem muita música em inglês tocando no Brasil, músicas de artistas internacionais e até de uma galera que agora tá começando a escrever em inglês aqui no Brasil. Às vezes a pessoa pode não entender tudo o que estou falando, mas curte a sonoridade. E a galera que entende inglês está se identificando bem.
Como você concilia a carreira com seus estudos?
Tá dando pra conciliar, mas tá sendo meio loucura conseguir ter tempo pra tudo, até porque eu gosto de dar cem por cento em tudo o que eu faço. Ainda mais agora que eu estou na época de vestibular e ENEM. Às vezes fica até meio complicado de poder conciliar, mas eu tô dando um jeito, pois eu gosto muito do que eu faço.
Você pretende fazer vestibular para algo relacionado à música?
Sim, eu vou fazer vestibular para música. Quero fazer faculdade de música, é exatamente isso o que eu quero fazer. Eu estou prestando outros vestibulares só por fazer, mas eu quero mesmo me formar em música e com a autorização dos meus pais.
Seus pais sempre te deram força pra você seguir a carreira musical?
Sim! A minha família me apoia cento por cento desde o início porque é algo que eu quero muito. Eu não tenho essa coisa de “ah, eu quero ficar famosa”, não. Eu gosto muito de trabalhar com música, estudar música e por isso eu tenho me dedicado muito. Eu tinha um trato com a minha mãe: se eu tivesse um contrato antes de terminar o colégio eu poderia fazer faculdade de música. Bem, então agora eu posso fazer minha faculdade.
Como foi a sensação de participar do Criança Esperança?
Era um quadro de novos talentos que estavam fazendo e chamaram a Maria Gadú para participar também. Fizeram uma homenagem ao Legião Urbana e tocaram algumas músicas. Mas foi incrível ter participado de um evento que tem um objetivo legal e foi uma delícia!
Quais são suas influências pra compor?
Internacional, gosto muito da Joss Stone, Maroon 5, One Republic, Shania Twain, Michael Bublé. Agora, da galera do Brasil, curto muito Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Ed Motta, Seu Jorge, Ivete.
O que toca no seu Ipod?
Geralmente eu escuto essas pessoas que falei anteriormente. As influências que eu tenho é o que eu mais tenho escutado. E tem Beatles, porque eu sou apaixonada também.
Seu clipe entrou no Acesso MTV. Depois disso, você sentiu a repercussão do seu trabalho?
Participar do Acesso MTV deu uma repercussão legal porque é um programa que tem um público bem jovem e bem grande. Então, teve uma galera que veio falar comigo depois que eu participei que não conhecia o som. Foi muito legal participar.
O que você espera da sua carreira daqui pra frente?
Eu pretendo continuar trabalhando bastante, estudando música, compondo, tocando, fazendo muito shows e levando minha música pelo Brasil.
Com um som um tanto quanto “conceitual”, os britânicos do Radiohead apresentam seu oitavo álbum, “The King Of Limbs”. O disco é composto por oito faixas e parece ser divido em duas partes. A primeira conta com faixas sombrias e confusas, totalmente o oposto das outras que estão repletas de melancolia e serenidade. O título do álbum é supostamente o nome de um carvalho milenar encontrado na Floresta Savernake, próxima de onde eles gravaram parte do disco anterior. Dizem por aí que “The King of Limbs” seria, na verdade, apenas uma prévia do álbum e que ele só estaria completo na versão dupla em LP que chegará às lojas em breve. O Radiohead sempre causa burburinhos e polêmicas em torno de seus trabalhos. Com “The King Of Limbs” não foi diferente.
Em evidência por conta da música “Samba”, gravada por Ricky Martin e Claudia Leitte, o carioca Marcelo Mira se uniu a Armandinho e Fredinho (da banda Macucos, de Vitória) para formarem um trio de surf music, intitulado de Praia Trio. O disco foi gravado no estúdio de Armandinho, na Praia Brava, Santa Catarina. São 15 músicas, sendo cinco de cada artista, mas recriadas pelo trio, que canta junto em todas as faixas. “Desenho de Deus”, música de Armandinho que ganhou projeção nacional, e “Divida”, da banda Alma D’Jem, liderada por Mira e que fez bastante sucesso entre os surfistas, estão no repertório. Nesse bate-papo exclusivo com o GarotaFM, Marcelo fala do espaço que ele ganhou após a gravação do ex-Menudo com a estrela baiana, dos tempos em liderava uma banda de reggae e dos encontros que têm pontuado sua carreira.
Quando você compôs “Samba”, esperava toda essa repercussão?
Quando a gente compõe uma música, deseja que ela vá o mais longe possível. Mas quando vi a dimensão que “Samba” tomou em alguns países nas vozes da Claudia Leitte e do Ricky Martin, confesso que surpreendeu minhas expectativas.
Ter uma música lançada por um astro internacional como Ricky pode abrir portas lá fora?
Com certeza. O mundo está de olho no Brasil e a música brasileira sempre foi um dos nossos maiores cartões de visita. Aos poucos, vamos fazendo contato com outros compositores e intérpretes estrangeiros e abrindo novos caminhos. O fato de ja ter tido músicas de minha autoria gravadas por Ricky Martin e também pelo rapper Ja Rule ajudam a dar credibilidade.
Fale um pouco sobre sua trajetória com a banda Alma D’Jem?
O Alma D’Jem nasceu em 1997, em Brasília, quando eu ainda morava lá. Sempre tive vontade de ter uma banda e achei que era o momento certo. Me identifiquei com o reggae naquela época e as canções começaram a nascer naturalmente, caindo no gosto da galera ligada ao surf no Brasil inteiro. Depois disso, fomos convidados pela EMI em 2002 a mudar pra São Paulo e lançamos mais dois discos. Em 2008, vimos que era hora de fechar o ciclo e cada um se dedicar a seus projetos pessoais.
Em que momento você percebeu que era a hora de partir para uma carreira solo?
Vi que o Alma D’jem tinha um respeito grande no mercado e havia conquistado muitos fãs. Só poderíamos continuar e gravar um próximo trabalho se estivéssemos totalmente comprometidos com a banda. Mas tínhamos alguns projetos pessoais que tinham que ser tocados naquela hora. Então decidimos finalizar a banda e nos dedicarmos ao que acreditávamos naquele momento. Pra mim, iniciar uma carreira solo foi uma boa oportunidade pra experimentar outros estilos. A MPB e o pop sempre fizeram parte da minha história.
Suas composições já foram gravadas por artistas de vários gêneros. Quais as músicas que você destaca, entre as que ficaram conhecidas através de outros vozes?
A primeira a ganhar grande destaque na mídia foi a música “Fly/Meu Momento” gravada pela Wanessa com o rapper Ja Rule. Nesse disco da Wanessa, tem oito músicas minhas em co-autoria. Mas antes já tinha sido gravado num disco da banda Falamansa (música “Teu Lugar”) e no DVD do Natiruts (“Iluminar”) com boa repercussão. Agora veio o “Samba”.
Agora você investe num novo projeto, de surf music. Fale um pouco sobre ele.
Fui convidado pelo Armandinho, cantor de reggae, e pelo Fred da banda Macucos, lá de Vitória do Espírito Santo, para fazermos um disco bem praiano com cinco composições de cada um e os três cantando todas as músicas. O projeto se chama Praia Trio. É um disco bem beira de praia, com bastante som de violão, percussão… Adoramos o resultado e tenho certeza que vai agradar as pessoas no verão.
O que achou da crítica de Luana Piovani (via Twitter) a respeito do clipe de Claudia Leitte e Ricky Martin?
Não concordei com as críticas. Achei o clipe de bom gosto. Ressaltaram elementos brasileiros tradicionais das escolas de samba como o mestre-sala e a porta-bandeira, sem perder a modernidade que a produção do DJ Deeplick oferece. Acho que temos que dar todo apoio para que cada vez mais artistas brasileiros ganhem espaço e levem nossa música pro mundo inteiro. Isso fortalece o mercado musical. Outra coisa que não concordo é essa polarização do público entre Claudia Leitte e Ivete Sangalo. Quanto mais artistas brasileiros em destaque tivermos, melhor. Nos Estados Unidos, cantoras como Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga, por exemplo, coexistem e interagem naturalmente. Cantei com a Gaby Amarantos, essa nova grande estrela da música, lá em Belém, e fui recebido pelo público dela de braços abertos. Foi incrível.
A parceria com esses artistas pode render novos projetos?
Espero que a música ganhe cada vez mais espaço e abra novas portas não só pro Marcelo Mira compositor, mas também pro Marcelo Mira cantor.
Não, desta vez eu não estava na plateia cobrindo o show ou curtindo porque-amo-muito-aquele-que-estava-no-palco. Fui, depois de muitas tentativas de me esquivar do popstar do momento, levar minha prima de 14 anos para ver Luan Santana, na última sexta-feira (09/12). Evelyn vinha há meses tentando me convencer a levá-la a um show do “amado”. Ela sabe que eu teria feito isso a trabalho se ainda fosse repórter e colunista de música do jornal Extra. Na época em que trabalhava lá, minha prima era fã da novelinha mexicana Rebelde e eu trouxe de uma coletiva de imprensa uma foto e um autógrafo de um dos integrantes da banda RBD. Ela devia ter uns nove anos na época… Pois bem. Cedi. Não fui ver Luan com ela em Nova Iguaçu nem em Mesquita, mas acabei topando o show da Ilha do Governador, sentindo que pelo menos ida e vinda seriam tranquilas.
Os portões abriam às 18h e às 18h30 Evelyn já estava na porta da minha casa, ansiosa. Sexta-feira no Rio de Janeiro, o trânsito nunca é bom, né? Mas lá fomos nós rumo à Associação Atlético Portuguesa. Chegamos por volta das 21h30, mas o show só começou mesmo às 23h. Cansatiiiivo… O DJ era um dos piores que já “vivi” na vida. O cara tocou dance music e funk da minha época (Claudinho & Buchecha, Cidinho e Doca etc). Toda hora eu perguntava: “Evelyn, você conhece essa?” E ela fazia que não com a cabeça e respondia: “Pô, ele devia tocar Michel Teló.” Esse rapazinho é aquele que recentemente grudou na cabeça de muitos o refrão “Ai, se te pego. Ai, ai!” Vale ressaltar que, no dia seguinte do show, até na feira, eu e minha prima ouvimos gente cantar Michel Teló.
Optei por ir com Evelyn na pista VIP, que custava apenas R$ 60, uma discrepância em relação a ingressos como os de Paul McCartney, cuja pista Prime (VIP) no Engenhão, em maio, saiu a R$ 700. Tá bom, vamos a um artista brasileiro… Chico Buarque fará show no Vivo Rio, em janeiro, e o ingresso mais caro custa R$ 320. Ok, ok… Você deve estar pensando: “Pô, não dá para comprar Luan Santana com Paul ou Chico!” Está certo… Vamos comparar Luan com Luan: no show que ele fez na Apoteose em dezembro de 2010, o ingresso de pista comum custava R$ 140. Melhor ver na Ilha, né? Por seu um espaço para show tão pouco popular, não imaginei que ia estar tão cheio. Percebi que o local e o marketing encarecem muito o evento. Imaginei se não seria legal se Paul tocasse lá na Associação Atlético Portuguesa também…
Na hora em que começou, chegou a dar medo de viver o mesmo que vivi no show do Rage Against The Machine no festival SWU de 2010 (leia aqui). Mas em questão de segundos percebi que a altura média da galera era 1,55m e que a plateia era formada em sua maioria por meninas. Berros a muitos decibéis, mãos que formavam coraçõezinhos, suor naquela primeira noite menos fria de dezembro e muita choradeira permearam o evento. Enquanto elas se rasgavam, Luan dava uma aula de como ser canastrão… e um verdadeiro popstar. O sotaque é do Mato Grosso do Sul, onde nasceu e cresceu. Com o ”R” puxado como aquele do interior de Minas Gerais ou São Paulo, enviou frases direto ao coração das fãs. “Eu tava louco para subir no palco logo, olhar no fundo dos olhos e dizer que eu só quero vocês”, declarou. Em seguida, puxou mais gritos: “Eu tô solteiro. Tô mais sozinho que chinelo de Saci.”
Luan dançou com uma menina da plateia, escolhida por sua produção, e deu chocolate na boca daquela que chamou de “Garota Chocolate”. Falou que o Rio de Janeiro é o lugar com mais mulher bonita e voou do palco até parte da pista VIP, pendurado por uma corda regulada por uma estrutura de ferro montada no alto da estrutura onde aconteceu seu show. Formada por sete integrantes (tecladista, baterista, dois guitarristas, baixista e duas backing vocals), a banda entrou em todas as brincadeiras do “astro”, que até fez dueto com Ivete Sangalo através de um telão que exibia a imagem da cantora baiana. Evelyn catou um papelzinho vermelho (cor preferida de Luan Santana) que caiu do palco e jogou lá uma cartinha com bichinhos de pelúcia. Minha prima disse que ele tem um quarto em sua casa onde guarda tudo o que ganha. Ela tem um saquinho com papéizinhos, recortes, ingressos na bolsa e no coração.
Não, não me encantei com Luan Santana. Achei o show bem estruturado e ele, extremamente esperto e focado na carreira. Pode ser que enverede mais para a música sertaneja do que para a romântica (ou parta para o romântico adulto) e consiga se manter em alta por muitos e muitos anos. Pode ser que saia de moda e passe a trabalhar no backstage. Não dá para saber. As fãs, bom, um dia elas vão crescer, amadurecer e talvez até topar levar suas primas mais novas em shows dos próximos ídolos. E com certeza lembrarão para sempre dessa fase que viveram.
Quanto a mim, eu espero que, quando precisar entrevistar Luan Santana para alguma matéria ou esbarre com ele em alguma cobertura jornalística, possa aproveitar essa experiência. Na única oportunidade, que foi durante a cobertura do Criança Esperança para o site oficial, sua produtora pedia até a cor da calcinha para liberar minha entrevista enquanto eu só sabia que era aquele que cantava a canção-chiclete “Meteoro”. Mal conhecia seu rosto, para mim, nada atraente como eram os dos meus ídolos da adolescência… Que Evelyn nunca esqueça desse momento que vivemos juntas.

Depois de lançar o CD e DVD “Paula Fernandes – Ao Vivo”, a gravadora Universal reeditou dois álbuns de Paula Fernandes. “Canções do Vento Sul” e “Dust in The Wind”, ambos gravados pelo selo Sonhos e Sons, voltaram às lojas. Os discos trazem músicas que fizeram de Paula Fernandes a cantora mais bem sucedida no Brasil em 2011.
Terceiro CD de Paula, “Canções do Vento Sul” reúne 14 faixas, sendo a última uma bônus track. Há a participação especial de Sérgio Reis na faixa “Sem Você” e também de Marcus Viana e do grupo Sagrado Coração da Terra. O CD que tem foco no sertanejo romântico passa por vários estilos como MPB, pop, entre outros. O trabalhou rendeu a Paula a indicação ao Prêmio Tim de Música Brasileira na categoria de melhor cantora popular.
“Dust in the wind” é um disco que conta com as músicas do repertório internacional da cantora. O CD é bem eclético e tem músicas como “Iris” (famosa pelo grupo Goo Goo Dolls), “Angel” (Sara McLachlan), “Behind Blus Eyes” (do The Who e famosa com o Limp Bizkit), “Dust in the wind” (Kansas), que entrou na trilha sonora da novela “Páginas da Vida”, entre outras.
Mineira de Sete Lagoas, 27 anos, a cantora, compositora e arranjadora Paula Fernandes já esta na estrada há muito tempo. Gravou seu primeiro vinil independente aos dez anos e com doze trabalhou numa companhia de rodeios. Aos dezoito abandonou a carreira por dificuldades e retornou a Minas Gerais onde cursou Geografia e cantou em barzinhos. Paula Fernandes conseguiu roubar a cena no especial de fim de ano de Roberto Carlos, ficou em primeiro lugar na vendagem de discos em 2011, deixando pra trás Ivete Sangalo e Luan Santana, e já teve mais de 5 músicas em temas de novela.
Após a correria do Rock in Rio e uma temporada de shows em Portugal, onde apresentou-se em Lisboa e no Porto ao lado de artistas portugueses como Rui Veloso, Tim (Xutos & Pontapés), Boss Ac e Expensive Soul, Zé Ricardo faz única apresentação no Studio RJ nesta quarta-feira (7/12). O músico e produtor do palco Sunset do maior festival de música do Brasil vem mostrar o repertório de seu novo CD, “Vários em Um”, lançado pela Warner Music, com produção de Plinio Profeta. A banda que sobe ao palco com o músico é formada por Marcelo Linhares (baixo), Wallace Santos (bateria), Maurício Piassarollo (teclado), Cláudio Costa (guitarra) e Kabé (percussão). No repertório, músicas do álbum novo.
Clique aqui e saiba como foi o primeiro show de lançamento, em Botafogo
E mais: Zé Ricardo é destaque na Rolling Stone
Zé Ricardo: Quarta (07/12), às 23h, no Studio RJ (Av. Vieira Souto, 110 / 1º andar, Arpoador/ Ipanema - (21) 2523-1204). R$ 30 e R$ 25 (lista amiga).