Posts com a Tag ‘Adicionar nova tag’

Érika Machado lança CD e recebe Fernanda Takai e John Ulhoa no Cinemathèque

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

erika-machado

Em 2006, Érika Machado (clique aqui) lançou seu primeiro CD, “No Cimento”, com produção de John Ulhoa. Dois anos depois, ela repete a dobradinha  que deu certo, com o guitarrista e produtor do Pato Fu, em “Bem Me Quer Mal Me Quer”. Ela apresenta o repertório dos dois discos nesta quarta-feira (02/12), no Cinemathèque Música Contemporânea. E ainda recebe John e sua esposa (e vocalista da banda mineira), Fernanda Takai , para uma participação. Leia entrevista com a cantora mineira:

GarotaFM: O que representa tocar no Rio para uma artista de  Minas?

Érika Machado: O Rio é uma cidade linda e a mídia do Rio tem alcance muito mais potente que a mídia daqui de Minas. Desde que lancei meu primeiro CD, acho que só fizemos dois shows por aí… a gente estava começando, eu aprendendo a trabalhar…  É muito importante pra gente sair de casa para tocar na cidade maravilhosa.

GFM: E como é tocar no Rio para Érika Machado, que em BH já tem uma  história?

EM: O Rio é muito legal, pois abriga artistas de várias partes do país, e várias coisas acontecem. Aqui em BH, sei que minha mãe, meus irmãos e mais uma galerinha vão estar sempre na plateia. E isso dá um certo conforto. Tocar no Rio dá um certo frio na barriga… mas adoro desafios, e espero fazer um ótimo show no Cinemathèque.

GFM: Conte sobre o trabalho com John Ulhoa neste segundo disco. Houve mais  intimidade pelo fato de vocês já terem trabalhado juntos antes?

EM: Nós ficamos amigos quando ele produziu “No Cimento”, e não pensei em outra pessoa pra produzir o “Bem Me Quer Mal Me Quer”. Trabalhar com o John é uma experiência muito legal. Além de um produtor muito cuidadoso e criativo, ele é um ótimo amigo e mestre. Acabei gravando uma música dele e acabaram surgindo mais outras duas parcerias neste trabalho. O John é massa, e espero trabalhar muitas outras vezes com ele.

GFM: Qual vai ser o repertório do show (vai ter algo do primeiro disco)?

EM: O repertório do show são todas as músicas do disco novo mais “Robertinha”, “As Coisas”, “Perna” e “Secador, Maçã e Lente”, do antigo.

GFM: E no que vai consistir a participação da Fernanda e do John?

EM: O John vai tocar “Plutônio Enriquecido” (canção dele e a única que não é de minha autoria no ‘Bem Me Quer Mal Me Quer’) e “O Menino Perfeito”. A Fernanda vai cantar “As Coisas” e “No Cimento”, do outro CD, e “Solitária Secretária da Agência de Turismo”, do “Bem Me Quer Mal Me Quer”. Ah! Tem uma música do Pato Fu que vamos tocar, caso a
galera peça bis… mas essa é surpresa! Tem que ir no Cinemathèque pra saber qual é!

GFM: Eles já participaram em outros shows seus? Quando e onde?

EM: O John já participou de vários shows, inclusive um que aconteceu aí no Rio, no festival Humaitá Pra Peixe. No lançamento do “No Cimento”, participou de vários e agora, no lançamento do “Bem Me Quer Mal Me Quer”, participou do show que teve aqui em BH também. A Fernanda nunca participou de um show meu, mas fizemos muitas coisas juntas. Já gravamos a trilha de um desfile do Ronaldo Fraga, “Festa no Céu”, gravamos “As Coisas” na cozinha do Xapuri, para o Música de Bolso… E eu já participei de vários shows do Pato Fu em alguns Sescs e aqui em BH também. Eu acho sensacional ter a participação dos dois no meu show, acho que vai ser muuuito massa!

Érika Machado lança o CD “Bem Me Quer Mal Me Quer”: Qua (02/12), às 21h, no Cinemathèque Música Contemporânea (Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo - 2286-5731). R$ 20 e R$ 15 na lista amiga (reservascinematheque@gmail.com).

Quer ficar sempre informado do que está rolando no blog? Siga o GarotaFM no Twitter: http://twitter.com/garotafm

Dá para acreditar que Michael Jackson morreu?

quinta-feira, 25 de junho de 2009
Michael Jackson na turnê 'History world tour', em 2004 / Foto: Reprodução internet

Michael Jackson na turnê 'History world tour', em 2004 / Foto: Reprodução internet

De folga, recebi a notícia por um amigo do Jornal do Brasil, através do MSN: “Acho que Michael Jackson morreu”. Minha primeira reação foi colocar aquele monte de “K” que representa uma gargalhada. Não acreditei, juro. Uma hora depois, liga uma amiga e colega de trabalho lá do site d’O Globo: “Ainda bem que estás de folga. Mas mataste dois” (ela falou isso porque morreu hoje também Farrah Fawcett e porque, todo fim de semana em que dou plantão, morre alguém). Gelei. Era verdade! Falei “é, tô sabendo”, mas ainda demorei a crer.

Leia matéria sobre a morte de Jackson publicada no site d’O Globo

Não que eu fosse uma apaixonada por Michael Jackson. Não! Sempre preferi Madonna. E, na verdade, quando me entendi por gente, ele já era uma figura esquisita. Cheguei a ter nojo em alguns momentos. Mas, depois, o tempo foi passando e eu fui me apegando às bizarrices. Este ano, cheguei a fazer cálculos para saber se seria possível ver um desses 50 shows que ele programou para fazer em Londres. Agora, nem se eu ganhar na loteria.

Morre o músico e mantém-se o mito. Vamos guardar na memória o nariz quase pra dentro, a pele que deixou de ser negra para ficar branca, a imagem do neném sacudido na sacada de um hotel e o legado de ótimas músicas que Michael deixou. Que tenha paz pelo menos em seu descanso!

Mulheres dão o tom ao novo disco de Nando Reis. Músico faz show este fim de semana no Rio

quinta-feira, 18 de junho de 2009

nando2

As mulheres dão o tom ao novo CD de Nando Reis. Quando não é cantando, como Ana Cañas fez na faixa “Pra Você Guardei o Amor” – uma das mais belas do disco –, é através de menções. “Drês” foi lançado já com uma homenagem à ex-namorada do músico no título: “Drês” mistura “três” com “Dri”, apelido de Adriana Lotaif. A moça inspirou também outras duas faixas, “Hi, Dri!” e “Driamante”. Outras duas representantes do sexo feminino importantes na vida de Nando, sua mãe e sua filha, ganham verdadeiras declarações de amor em “Conta” e “Só Praso”, respectivamente.

- No caso da minha mãe, é uma tentativa de transformar a saudade em presença, aproximação. Ela morreu faz vinte anos, de câncer. Minha mãe sempre cantava e eu gostava muito disso. Talvez venha daí meu fascínio por voz feminina – analisa. – Essa música surgiu de forma engraçada. Um dia, eu estava cantando “Por Onde Andei” e surgiu o verso “uma criança sou”. Quando fui escrever “Conta”, bateu uma angústia e lembrei dessa frase, que acabou virando o refrão.

A música dedicada à filha “número dois” (ao todo, são cinco) é um apelo: Nando pede perdão por tê-la magoado. Atriz e VJ da MTV, Sophia Reis é a versão feminina – e um pouco mais careta – do músico. Segundo ele, o ponto de atrito está na semelhança entre os dois: sendo tão parecidos, dentre os irmãos, ela foi a que mais se sensibilizou com as agruras do pai ao longo dos últimos 21 anos, ou seja, desde que ela se entende por ser vivo.

- Fiz músicas para outros filhos, mas essa fala das dificuldades numa relação de pai com filha. É uma espécie de pedido de desculpas. Já abusei do álcool e das drogas e ela percebia e não entendia. Tenho uma natureza às vezes angulosa, às vezes doce. Acho graça em revelar esse traço de imperfeição que todo ser humano tem. Não me sinto melhor ou pior, mas vivo. E tenho um orgulho imenso de todos os meus filhos. Sophia é corajosa, fez um filme com 16 anos… Sou fã – derrete-se.

Capa do CD 'Drês'

Capa do CD 'Drês'

“Drês” vem com um recado na contracapa: “Ouvir alto”. Com a ajuda da banda Os Infernais, Nando vai fazer esse barulho ao vivo neste fim e semana (sexta e sábado), no Canecão, no Rio. Acompanhado de Carlos Pontual (violão), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados) e Diogo Gameiro (bateria), ele apresentará “Ainda Não Passou”, “Hoje Eu Te Pedi”, “Mil Galáxias” e “Baby, Eu Queria”, do disco novo. Estão no repertório também sucessos antigos, como “Relicário”, “Por Onde Andei”, “All Star”, “Do Seu Lado” e “Os Cegos do Castelo”.