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Favela Blue apresenta evento multicultural na Lapa com ECT (Eu, Chris e Taís), teatro e cinema

terça-feira, 23 de março de 2010

show-lapa

Música, teatro, cinema e stand up comedy… Favela Blue Apresenta evento multicultural no MOFO da Lapa. Quinta-feira (25/03), a banda Favela Blue será anfitriã do festival que terá diversas manifestações artísticas. Luciana Malcher pretende fazer o público morrer de rir com seus números de improviso. Michel Schettert apresentará três curta-metragens: “Faça seu papel”, “Arrepio” e “Um modo estranho de ser”. As artes cênicas estarão muito bem representada por André Pateta, que levará seu “Projeto 1434 personagens” ao palco. E a música fica por conta das bandas ECT (Eu, Chris e Taís) (veja MySpace) e Favela Blue (veja MySpace).

Rodrigo Sestrem é compositor e multiinstrumentista. Christina Fuscaldo canta e brinca com instrumentos diversos. Taís Salles é cantora, compositora e violonista. Com violão, flauta, vozes e barulhinhos percussivos, eles estão juntos no ECT (Eu, Chris e Taís), percorrendo a música brasileira de forma descontraída. Vão da roça ao rock, passando pelo folk e pelos baticuns dos terreiros. No repertório do primeiro EP, estão o forrock “De repente na cidade” (Taís Salles), a pop “Fênix” (Taís Salles), o folk “Enteléquia” (Felipe Melo e Taís Salles) e a nostálgica “Pra Falar da Bahia” (Rodrigo Sestrem e Taís Salles). Neste show, eles estarão sozinhos, mostrando seu formato acústico.

Formada em 2008, a banda Favela Blue nasceu da iniciativa do guitarrista e compositor Amu. O grupo reúne diversos ritmos brasileiros rearranjados numa estética contemporânea. A ideia é experimentar e “suingar”. Em 2009, com a formação atual, a banda gravou um EP com cinco músicas próprias. Favela Blue é um encontro, um abrasileiramento da música de trabalho americana ou uma universalização da música popular brasileira. A mistura se dá na experiência e no encontro de músicos de diferentes origens: Amu, de Brasília, Marcello Gabbay, do Pará, Bernardo Prata e Pablo Diego do Rio de Janeiro. Favela Blue é música popular, é suingue, é encontro. No Mofo, a Favela Blue vai fazer um show elétrico.

Favela Blue Apresenta Evento multicultural no MOFO da Lapa:  Quinta-feira (25/03), às 21h, no Mofo (Av. Mem de Sá, 94, Lapa – 2221-9851). R$ 10.

Minha história com a música e meu set list no ‘Acorde’, programa da rádio Roquette Pinto

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

cd1

Foi ao ar nesta terça-feira (19/01) uma entrevista que dei a Leandro Souto Maior para o programa “Acorde”, da rádio Roquette Pinto (no Rio, no dial 94,1 FM). Além de falar sobre minha banda e meu site, a ECT (Eu, Chris e Taís) e o GarotaFM, levei uma seleção de músicas que amo. Também tocamos duas da ECT, “De Repente na Cidade” e “Enteléquia”. Aqui, o link (clique) para baixar o programa. Mais embaixo, o meu set list (em negrito, os intérpretes).

Amor (Secos & Molhados)
Magamalabares (Marisa Monte / Carlinhso Brown)
Divino Maravilhoso (Gal Costa / Caetano Veloso e Gilberto Gil)
Você Não Serve Pra Mim (Roberto Carlos / Renato Barros)
Negro Amor (Zé Ramalho / Versão de Caetano Veloso para ‘It’s All Over Now, Baby Blue’, de Bob Dylan)
Kadulla, Sateessa tai Landella (Maria Gasolina / Versão para ‘Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda’, de Hyldon)
Duas Namoradas (Zélia Duncan / Itamar Assumpção e Alice Ruiz)
Bola Dividia (Zeca Baleiro / Luiz Ayrão)
A Minha Menina (Mutantes / Jorge Ben)

Crédito da foto: Vânia Corrêdo / O Globo
Legenda: Eu e alguns de meus discos preferidos  para o “Planeta Globo”, jornal interno da Infoglobo

GarotaFM: O encontro consagrador com Zeca Baleiro

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
No abraço, Zeca avista a câmera

No abraço, Zeca avista a câmera

A minha consagração aconteceu no mesmo dia em que Serjão foi acentuado e virou Allaúde (leia aqui). Só que meu lance não teve a ver com tatuagem. De rabiscos e e-mails, eu já estava cheia. Havia decidido que não tentaria mais fazer contato com Zeca Baleiro. Depois de algumas trocas de e-mails e telefonemas, na época em que começamos a fazer entrevistas sem ser por intermédio de assessorias e a bater papo sobre a ECT (Eu, Chris e Taís), minha banda, ele parou de responder logo quando o assunto ficou sério: estávamos entrando em estúdio, doidos para registrar uma versão de “Olhozinho” – música que ele fez para Rita Ribeiro gravar – e Zeca não respondia se achava a ideia legal.

Zeca vai ao encontro de Taís e Serjão

Zeca vai ao encontro de Taís e Serjão

Do começo…

Foi Hyldon quem me colocou em contato com este que é um dos meus ídolos na música brasileira e um cara que certamente me influencia muito. Estava fazendo para o Segundo Caderno do jornal O Globo uma matéria sobre a gravação de “Soul Brasileiro” e precisei falar com os convidados que fariam participação no disco do soulman baiano. Entrevistei Chico Buarque, Carlinhos Brown, Frejat e Zeca Baleiro. Depois de Chico – não posso negar que não fiquei tensa ao abordá-lo no seu campo de futebol numa manhã de sábado – a entrevista com Zeca foi a que mais me deixou nervosa (sim, jornalistas tremem de vez em quando). Putz, quando eu trabalhava no Extra, participei de uma coletiva de imprensa com ele e, depois, era só pergunta por e-mail e resposta via assessoria de imprensa. Maletação pura! Eu achando que o cara era um sebo e, nesta história do Hyldon, percebi que é um dos mais solícitos e gentis que conheci (o problema, como sempre é a entourage).

Entrego o material da banda para ele

Entrego o material da banda para ele

Uma ou duas semanas depois da entrevista, que rolou por telefone, fui a um show de Rita Ribeiro com participação de Zeca, acompanhada de Totonho (aquele que toca acompanhado dos Cabra). Esse paraibano doido foi dizer ao cara, no camarim, que eu cantava “pra cacete”. Eu? Dali em diante, Zeca sempre perguntava sobre a banda, pedia para que eu mandasse algo gravado etc. Mas a gente ainda estava para estrear (o primeiro show aconteceria um mês depois desse encontro) e eu ficava só enrolando o moço. Um ano depois, quando decidimos entrar em estúdio, mandei um e-mail falando sobre “Olhozinho”. E, depois, mais um. Após a gravação, liguei para dizer que havia enviado o mp3 da faixa para ele por e-mail (recado na secretária eletrônica). Zeca nunca mais respondeu. Fiquei triste, tristinha…

Em São Paulo, deixei os dias correrem. Estava lá desde segunda e, na quinta, numa noitada no Grazie a Dio, desabafei com Paulo Zaidan – o produtor que me ajudou a marcar os shows da ECT (Eu, Chris e Taís) -, com Tatá, percussa da banda, e uma amiga. Eles disseram que eu devia tentar de novo, no dia seguinte. Mas dormi certa de que não faria isso, afinal, vai que o cara queria me ver longe de “Olhozinho”?

Vale uma pausa para falar sobre o por quê da paixão por essa música. Taís levou dez anos tentando me convencer de que tínhamos que ter uma banda. Eu, que nunca toquei bem nenhum instrumento e que não gostava muito de me exibir no palco, declinava. Em 2008, Taís me liga dizendo: “Pi, vamos montar uma banda? Tem uma música que quero muito que você cante. O nome é ‘Olhozinho’.” Por causa de uma sequência de coincidências que estavam rolando (um dia vou escrever um post só sobre isso), topei na hora e pode-se dizer que esta foi a primeira música do repertório da ECT (Eu, Chris e Taís). É ou não é importante para a nossa história?

Zeca mostra o CD da banda para a câmera

Zeca mostra o CD da banda para a câmera

Voltando… Na sexta-feira, um dia antes de irmos para Pindamonhangaba (para o show do festival Fun Music), dois dias antes da apresentação na Livraria da Vila e três dias antes de irmos embora de Sampa, estávamos eu, Taís e Serjão no ônibus para a Praça da República. Íamos na Galeria do Rock acentuar Allaude. Algo gritou dentro de mim e eu escrevi um torpedo para o Zeca, seco:

“Zeca, estou em SP e gostaria de deixar um CD da banda para você. Tem algum endereço possível? Beijos, Chris Fuscaldo”

Minutos depois, pi-pi! Ele respondeu!!! Pediu desculpas por não ter retornado antes e me deu um endereço. Agradeci, dizendo que deixaria lá no domingo. Toca o telefone. É ele! “Taís, filma isso!” Eu, nervosíssima, vendo o nome dele piscar na tela do meu celular e pedindo para Taís – que estava com a câmera na mão – registrar aquele momento para o filme (makinf of da turnê)que estávamos fazendo desde a nossa saída de casa para Sampa.

“Achei melhor ligar, porque no domingo o escritório está fechado. Como estão seus dias aqui?”, perguntou.

Comecei e falar e chegamos à conclusão de que em meia hora estaríamos no mesmo quarteirão, pois ele faria uma participação no show de Siba no Vale do Anhangabaú e a concentração seria no Teatro Municipal, que fica ao lado da Galeria do Rock. Combinei de encontrá-lo logo ali. Meu Deus, o cara é solícito mesmo!

A despedida do músico gentil

A despedida do músico gentil

Enquanto Serjão se transformava em Allaúde, comprei um vestido para usar no show do Fun Music. Estava sobrando pano, mas uma senhora na loja da frente ajustou para mim. Nervosa, decidi que encontraria Zeca Baleiro com a roupa nova (o toque de Zeca deu sorte, pois saímos classificados do festival). Taís e Serjão morriam de rir enquanto me seguiam em busca de Zeca. Me perdi dele, troquei torpedos, telefonemas e finalmente avistei o cara vindo a pé ao meu encontro. Depois de um abraço, ele perguntou se eu estava só. Apontei Taís e Serjão, que filmavam tudo de longe. Que vergonha!!! Fiquei na dúvida se o cara ia ficar chateado, mas ele quis conhecer o resto da galera. E foi até lá. Taís não largou a câmera, o que fez o vídeo ficar muito engraçado.

Taís brincou dizendo que eu devia ter dito que estava “só, sozinha”. Mas ainda bem que sou sincera sempre: quando assisti ao vídeo, percebi que Zeca avistou a câmera assim que ele me deu o abraço. Acho que a pergunta sobre estar sozinha era para conferir se eu ia falar a verdade e/ou para saber se aquela câmera era de algum paparazzo.

Zeca foi demais! E saiu de lá com “Olhozinho” nas mãos. Pedimos para que ele nos diga se gostou da versão. Não sei se ele vai sumir mais uma vez, mas confesso que gostaria de ser um mosquitinho para entrar onde ele estivesse ouvindo o nosso disco. De noite, todos da banda queriam assistir ao filme. No domingo, todos ficaram ansiosos para saber se Zeca ia nos ver na Livraria da Vila (ele disse que, se chegasse a tempo do show de Brasília, tentaria passsar lá). Mas, com ou sem resposta dele, posso dizer que aquele fim de tarde no Centro de São Paulo foi o dia da minha consagração, no que diz respeito à ECT (EU, Chris e Taís).

Quer ouvir ‘Olhozinho’? Clique aqui: Olhozinho

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GarotaFM: As dores e as delícias de produzir a primeira turnê da banda

sábado, 21 de novembro de 2009

studiosp

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Ninguém disse que sair em turnê com a banda seria fácil. E eu pude comprovar que realmente não é. Depois de a ECT (Eu, Chris e Taís) ter sido selecionada para participar do festival Fun Music, achei que o melhor a se fazer seria tentar marcar mais shows, afinal, já que iríamos a São Paulo, por que não aproveitar o tempo e tentar fazer mais dinheiro (a ajuda de custo não pagava nem as passagens dos músicos)?! Um mês antes, fui a Sampa a trabalho (como jornalista) e usei o tempo livre para correr atrás da produção: dois shows fechados, um antes e um depois do festival. Maravilha! No Rio, a banda era alegria só. Comemoração com dois shows na cidade maravilhosa, um no Centro de Referência da Música Carioca (30/10) e o outro no Saloon 79 (08/11). Perto do dia de viajar, os problemas começaram a aparecer…

Duas semana antes, nosso flautista diz que não tem como sair do Rio antes de quinta-feira. Putz, o show mais comemorado, que aconteceria no Studio SP, uma das casas mais hypadas da cidade, estava marcado para quarta-feira, dia 11/11. “Desmarcamos?”, questionei. Todos votaram em tocar com um “sub” (substituto). Nossa percussionista, Tatá Ogan, conseguiu o contato de um cara foda do Ceará – mas que mora em Sampa – e ele topou fazer o show. Viajaríamos na quarta e acabamos indo na segunda-feira, para podermos ensaiar com o moço. Ufa! Gil Duarte é fera e fez um showzão! Aleluia! Passamos por esta na boa.

Show no Studio SP

Show no Studio SP

A hospedagem também rendeu pano pra manga. Um amigo de infância que mora em SP ofereceu a sala de sua casa para acamparmos. Putz, o cara é amigo mesmo! Imagina aturar uma banda durante uma semana em sua casa? No primeiro dia, minha parceira conseguiu brigar com o cara. Uma brincadeira boba dele que acabou numa discussão. Havíamos acabado de chegar do Rio e estávamos exaustos, com fome… tudo errado. Depois da tensão, tudo se resolveu e meu amigo de infância e minha parceira viraram melhores roomates da história. O único problema que rendeu até o dia de ir embora foi o gato do cara que divide o apê com ele: o bichinho soltava pêlo demais e dois da equipe eram alérgicos. Até hoje tem pêlo de gato nos cases dos instrumentos.

Show na Livraria da Vila (sem Serjão)

Show na Livraria da Vila (sem Serjão)

O que deu errado mesmo foi a contagem da grana. A ajuda de custo do festival era pequena demais e o cachê do Studio SP – bacana para um show que tinha entrada gratuita para o público – ajudou, mas não resolveu (claro!). Éramos quatro desde segunda, sendo que tinha o Gil para pagar e o Baiano (o flautista original) para incluir na conta a partir de sexta. Lembre-se que, por fim, ficamos uma semana na cidade (de segunda a segunda) e a casa onde estávamos ficava no Itaim Bibi, um dos bairros mais caros de lá… No último dia, todos estavam sem um puto na carteira. Levei umas duas horas explicando que íamos ter que ficar na coxinha de galinha e tudo acabou entendido.

De tudo isso, tirei algumas lições:

1 – Cansa ser vocalista e produtora da banda ao mesmo tempo;
2 – Se não tem outro jeito, é necessário que a vocalista tire a roupa de produtora pelo menos uma hora antes do show (o que foi resolvido, foi e o que não foi, deixa pra lá);
3 – As diárias devem ser calculadas antes da viagem e não durante e paciência se o dinheiro só der para bancar uma coxinha de galinha e não um prato de arroz com feijão;
4 – É necessário fazer a banda entender que seu trabalho na produção é tão importante quando o deles na música, afinal, se não fosse por você, nenhum desses shows teriam acontecido.

Agora, vamos à parte boa da história da primeira miniturnê da ECT (Eu, Chris e Taís)…

Ensaio com Gil Duarte

Ensaio com Gil Duarte

Não posso dizer que não me diverti. Da hora em que eu, Taís Salles e Pedro Henrique Felitte (cantora e assistente de produção da banda) começamos a colocar a tralha no carro até a hora de deixá-los de volta em casa, devo ter feito um milhão e meio de abdominais. Na ida, em seis horas de viagem, falamos de tudo, rimos de tudo, inventamos uma nova língua… chegamos na intimidade total. Lá, pegamos nosso baixista, Serjão, ainda Allaude (isso é um post à parte, que prometo publicar na sequência), na estação do metrô, e buscamos Tatá em Barra Funda: segundo o policial civil ao qual pedimos informação, ela estava na rua da cracolândia. A primeira sensação foi de tensão. Depois, lembramos que viemos do Rio e… esbarrar no tráfico é com a gente mesmo! Sei que, no final, tudo que acontecia em São Paulo com a gente tinha a ver com a cracolândia ou com o engarrafamento (que também nos pegou de jeito em vários momentos).

Engraçadas eram as nossas noites, as que passamos sem palco. Na véspera do show no Studio SP, fui com meu amigo paulista, End, conhecer a casa, já que ele comemoraria seu aniversário lá no dia do nosso evento. Blackout no país! Saímos e ficamos na Rua Augusta, bebendo no escuro, com o resto da banda. Fomos parar em um lugar não divulgável e nos divertimos com atos não descritíveis. Depois, com a luz de volta e mortos de fome, fomos comer espetinhos na Praça Roosevelt. Mais cerveja, mais diversão. [Tudo nesta parte está sendo bem resumido para preservar a intimidade da banda] Chegamos às 6h e fomos tentar descansar para o grande dia, que, óbvio, começou com todo mundo de ressaca.

Eu (no telefone) e Serjão no camarim do Studio SP

Eu (no telefone) e Serjão no camarim do Studio SP

Eu e Baiano esperando o show do Fun Music

Eu e Baiano esperando o show do Fun Music

Depois do show no Studio SP, mais comemoração! Aniversário do End na Rua Augusta (mesmo boteco). Em seguida, Parlapatões (Praça Rossevelt) por sugestãode Paulo Zaidan, o produtor que me ajudou a fazer contato com a turma do Studio SP para marcar o show. Mais risadas, mais bobagens sendo faladas na mesa, a presença ilustre do grande Jamelão (um paulista bon vivant que conheci junto a End e Flávio, em uma viagem à Cuba, em 2006), mais cerveja. Chegamos na casa do meu amigo pela manhã. Dois dias de risadas por causa da ida de Serjão à Rua 25 de Março, da nossa (eu, Serjão e Taís) à Galeria do Rock, do meu encontro com Zeca Baleiro (post à parte) e da viagem a Pindamonnhangaba, onde rolou o festival.

Vendemos vários discos, tivemos espaço na mídia, fomos elogiadíssimos por todos que assistiram aos shows e ainda saímos vencedores da noite no Fun Music. Classificados para a semifinal, teremos que voltar a São Paulo em dezembro. (Ai, meu Deus! Tenho estômago para outra turnê?) No final, tudo deu certo. A última coisa que falei antes de ir dormir, às 5h da manhã de segunda, cinco horas antes de pegarmos estrada de volta para o Rio, foi: “Enquanto a banda estiver me fazendo rir desta maneira, eu topo continuar.”

Leia também:

A difícil (mas recompensadora) arte de produzir um show ou Os dez mandamentos da produção

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Dentro do estúdio com o ECT (Eu, Chris e Taís): últimas imagens

terça-feira, 7 de julho de 2009
João Pinaud e Taís Salles no Studio 94

João Pinaud e Taís Salles no Studio 94

Já postei imagens do primeiro dia de gravação, com Jorginho Percussa, e um vídeo do terceiro, quando o Baiano (Rodrigo Sestrem) humilhou todo mundo com sua flauta maravilhosa. Um dia após a primeira mixagem, disponibilizo aqui uma foto de João Pinaud, o inventor da Companhia Brasileira de Modinhas de Sacanagem que toca baixo nos shows do Doces Cariocas e, no segundo dia de estúdio, gravou graves incríveis para o EP do ECT (EU, Chris e Taís). Fica também uma foto de Felipe Melo, produtor do trabalho que colocou violão em “Enteléquia”.

Felipe Melo grava violão em 'Enteléquia'

Felipe Melo grava violão em 'Enteléquia'

Estão nesse post mais dois vídeos: de Taís colocando voz em “Pra Falar da Bahia” (momento mágico!) e da gravação de “Olhozinho”, música de Zeca Baleiro que abriu os trabalhos da banda há um ano.

Ah, fica a dica: quem quiser sacar mais ou menos como vai ser a capa do EP, dê um pulo no nosso MySpace. Mas ignore as músicas. Ou melhor, espere até sexta-feira, quando teremos novidades.

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Terceiro dia de gravação: nós somos os personagens do Mágico de Oz

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cá estamos nós, na casa-estúdio de Guilherme Tettamanti, para gravar sopros e vozes. Extasiados com o pife do Baiano – vocês precisam vê-lo gravando; dá vontade de voar – descobrimos que é porque temos personalidades tão diversas que estamos juntos nessa missão ECT (Eu, Chris e Taís). Baiano diz que é o “Estampalho” (ele não consegue mais falar sem trocar as consoantes: na verdade, ele é o Espantalho), Taís é o Leão Coragem (porque chora) e eu sou o Homem-Lata (tento ser durona, mas tenho um coração). Na companhia da incentivadora Robertinha Felitte, que decidiu ser a Dorothy, estamos fechando mais um ciclo. Veja abaixo o vídeo que acabei de fazer do Baiano:

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O primeiro dia em estúdio com o ECT (Eu, Chris e Taís)

domingo, 21 de junho de 2009
Guilherme Tettamanti

Guilherme Tettamanti

Jorginho na zabumba

Jorginho na zabumba

Diretamente do Studio 94, a banda ECT (Eu, Chris e Taís) anuncia a gravação de quatro musiquinhas para seu primeiro EP. Enquanto Taís e João Pinaud, baixista contratado, fumam um cigarrinho ali fora e o percussionista Jorginho grava sua parte, Chris tenta registrar essa sua primeira aventura num estúdio de verdade: fotos e blog confirmam.

Esqueçam o que está no MySpace, pois nas mãos de Felipe Melo (produção) Guilherme Tettamanti (técnico de som e dono do estúdio), nosso som vai ficar outra coisa.

Promessa é dívida: veja a foto da banda

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lembra que falei da importância de se ter uma boa foto para a divulgação da banda (se não, clique aqui)? Recebi vários e-mails de gente querendo ver o ensaio fotográfico da ECT (Eu, Chris e Taís). Conforme prometi, vou postar uma foto da banda hoje, aqui. Quem quiser conhecer melhor a nossa história, vá até o MySpace (clique aqui ou copie e cole o link www.myspace.com/euchrisetais).

Agora vamos à foto, clicada por Caíque Cunha, com produção (cabelo e make up) de Nill Moreira. Tchanam…

ECT (Eu, Chris e Taís) / Foto: Caíque Cunha

ECT (Eu, Chris e Taís) / Foto: Caíque Cunha

Gostou?

A importância das fotos para a divulgação da banda

domingo, 17 de maio de 2009

fotos2 Não quero desapontá-los, mas preciso dizer algo que pode soar arrogante vindo de uma jornalista: sim, a imagem é tudo! Não adianta mandar e-mails com textos maravilhosos e – vou além – músicas bacaninhas, se não houver uma boa imagem de divulgação. Se a música for incrível, é claro que posso esperar um show para ir até o cara e fazer a minha própria foto (que não vai ser maravilhosa, porque não sou fotógrafa, mas servirá). Mas, se for apenas legal e é você quem está se esforçando para divulgar sua banda na imprensa… Por favor, vá até o primeiro parque bonitinho ou dê um pulinho na praia e tire fotos novas! Basta um pouco de maquiagem, um cabelo arrumado e, se achar que não tem estilo, uma roupa neutra. Vai dar certo.

Foi o que fizemos neste sábado, nós da banda ECT (Eu, Chris e Taís). Um maquiador e cabeleireiro amigo da galera, Nill Moreira, deu um plus. Mas não venha dizer ‘ah, mas vocês tinham um profissional’, porque nosso primeiro ensaio, clicado em 2008 por Rodrigo Peixoto, pela manhã e sem maquiagem, também ficou lindo. O figurino, escolhemos abrindo nosso próprio armário. Claro que faltou vermos as camisetas do Baiano antes de sairmos de casa: o bichinho chegou lá com tudo amassado. Mas isso fez parte da sessão “diversão” do ensaio de Caíque Cunha, nosso parceiro-fotógrafo: a zoação foi geral.

O local escolhido, infelizmente, prefiro manter em sigilo. É que havíamos pensado no Jardim Botânico, mas fomos colocados para fora pelo cara da administração, que explicou sem simpatia alguma que não era permitida a entrada de instrumentos no local. Fomos para outro lugar lindo do Rio de Janeiro, que também tem regras (por isso a discrição), mas uma gente mais bacana.

Já estou de posse das novas imagens de divulgação da banda ECT (Eu, Chris e Taís), mas preciso escolher as melhores para que Caíque possa tratá-las. Em breve, além das fotos, teremos um making of do ensaio, filmado por Adilson Pereira.

A estreia do ECT (Eu, Chris e Taís) em Niterói

domingo, 15 de fevereiro de 2009

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Ontem, fizemos nosso primeiro show na terrinha. Foi no Dragon Jack (Itaipu), abrindo a noite para outras duas bandas (Motherfunk e Anéis de Saturno) . Apesar de a ECT (Eu, Chris e Taís) ter sido formada lá (mais especificamente na mesa do bar que fica ao lado do Barroquinho), só conseguimos nos apresentar para a “tchurma” agora. Foi legal por vários motivos:

1 – Reencontrei uma professora de canto queridíssima, a Julia, depois de mais de cinco anos sem vê-la;

2 – A ex-futura-madrinha da ECT (Eu, Chris e Taís) - que perdeu o posto por não ter ido a nenhum show - apareceu por lá e soube que ainda tem chance de recuperar seu lugar (o cargo foi  oferecido a Fernanda porque ela estava na mesa do bar no dia do nascimento);

3 – Flávia, minha amiga da UFF (sim, ainda faço aquela faculdade de Letras), deu pinta no bar também, ao lado do namorado gente fina;

4 - Meus pais foram lá e ainda levaram seus melhores amigos, que quase nunca saem à noite;

5 - Fizemos dois números em conjunto com a Motherfunk - banda dos nossos amigos Augusto e Érica, responsáveis pela marcação desse show - que ficaram demais (‘Amor’, do Secos e Molhados, e ‘Divino Maravilhoso’, versão Gal Costa);

6 - Fizemos um show QUASE completo: Tocamos sete músicas (três a mais do que no show do Duelo no Saloon) com o Baiano, nossa mais recente e melhor aquisição (não dê mole, porque eu e minha parceira Taís andamos roubando talentos por aí);

7 – Vamos receber nosso primeiro cachê digno de se comentar.

A banda começou em agosto de 2008, com um show no Cinemathèque, e seguiu até o fim do ano tocando só no Rio. Esperamos voltar a Niterói e ir também a outras cidades para mostrar “nosso” som.