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Gravada por Maria Gadú, Playmobille tem músicas em três novelas e está no Viradão

quarta-feira, 21 de abril de 2010

playmobille

Soube que existia o embrião da Playmobille em 2005, logo após uma viagem de ônibus em que conheci o baixista Rodrigo Lemmings. Era só o começo, mas a força de vontade de seus integrantes foi me comovendo até que, em 2008, consegui ouvir algumas faixas pela primeira vez. Fui rápida no gatilho e consegui incluir a banda em uma matéria que escrevi para o Globo Online (leia aqui). De 2009 para 2010, boas notícias: Maria Gadú gravou “Linda Rosa”, uma linda canção assinada pelo vocalista e principal compositor Gugu Peixoto; a banda assinou contrato com a Som Livre, lançou o CD “Devaneios e Fosforilações” e emplacou músicas nas trilhas sonoras de “Malhação”, “Viver a Vida” e “Cama de Gato”; a Playmobille vai ser atração do Viradão Carioca. O show acontece no sábado (24/04), às 2h30, no Anfiteatro nos Arcos da Lapa, logo após a apresentação de Marcelo D2. A Playmobille é formada por Gugu Peixoto (vocal e guitarra), Gabriel Mello (teclado), Rodrigo Lemmings (baixo), Batata (guitarra) e Bruno Dantas (bateria). Orgulho de ter apostado nesses meninos!

Clique aqui para conhecer o site da Playmobille 

Abaixo, uma entrevista com Gugu Peixoto:

GarotaFM: Como e quando a Playmobille foi formada? A banda surgiu do sonho de quem de fazer músicas a sério?

Gugu Peixoto: A primeira formação foi em 2005. A banda surgiu junto aos meus “devaneios” de querer viver de sonho. Chamei o Bruno Dantas pra tocar bateria,  pela internet, e assim foram aparecendo quase naturalmente todos os que ficaram. Os que passaram ainda estão, mas de fora, torcendo ou ajudando no que podem.

GFM: Você chegou a trabalhar em bastidores de TV, certo? Conte essa experiência e diga no que ela foi válida para sua carreira na música.

GP: Eu fiz faculdade de cinema e, nela, arrumei uns amigos para tocar. Mas eu precisava de dinheiro e sempre trabalhava em curtas e programas pilotos. Foi aí que fiz um piloto da Ingrid Saldanha (ex-mulher do ator Kadu Moliterno) e o apresentamos juntos na Record. Fui contratado. Trabalhei em produção ao lado de pessoas muito profissionais, e é claro que isso me ajudou e ajudou a banda. Hoje, temos uma irmã-produtora que conheci lá. Em TV, tem-se muita estrutura para trabalhar, e daí surgem ideias de se produzir sem dinheiro, às vezes até utilizar a estrutura de um e por em pratica no outro. 

GFM: Como vocês conheceram Maria Gadú e Leandro Leo e como ‘Linda Rosa’ foi parar no disco da cantora?

GP: A Maria tinha acabado de chegar de São Paulo e o ator e a atriz Rafael Almeida e Roberta Almeida marcaram um encontro na casa do Caio Soh(escritor), para apresentar os amigos que se reuniam para fazer som. Acho que foi empatia de todos. A Maria é uma pessoa das mais incríveis que conheço, não só em musicalidade. Ela chegou meio sem lenço e com pouco documento… Estávamos gravando as quatro primeiras músicas do nosso disco. Mostrei para ela. Nós fazíamos os mesmos bares na época. Aí, ouvi dela “Linda Rosa” com o Leandro Leo. Eles filmaram e eu mandei para o produtor do nosso disco (Rodrigo Vidal). Ele se apaixonou e começaram a flertar trabalho. A Maria me deu esse presente de gravar a “Linda Rosa”. O Leozinho, eu conhecia de trombar com ele nos bastidores da RECNOV (estúdio da Record), pois trabalhei na novela em que ele era ator.

GFM: Você acha que algo mudou para a banda depois que Gadú gravou a canção?

GP: Sei que ela deu muita força para nós lá dentro da Som Livre. Ela adora a Playmobille e sempre briga por nós. Mas existiram outras coisas em paralelo, como nosso empresário Marcelo Reis, o próprio Rodrigo Vidal, que sempre nos disse que mostrava nosso som para muitas pessoas do meio. As coisas mudaram bastante quando tivemos o disco na mão.

GFM: Conte como foi o processo “árduo” para conseguir uma gravadora que distribuísse o disco da banda?

GP: Antes da Som Livre,  antes de terminar o disco, nós tivemos uma proposta de um selo da UNIVERSAL, para distribuir… Lógico que fomos atrás de todas as propostas que apareceram (ou não)… Mas o árduo é o dia a dia, a história fica sempre mais light…

GFM: Conte como fizeram para gravar este disco. Foi produção independente? Houve apoio de produtor, estúdio etc?

GP: Desde antes de gravar, estávamos num processo de entra e sai de pessoas, mas eu tinha certeza que queria o Rodrigo Vidal… Já tinha ouvido falar muito dele, e tivemos umas duas reuniões para gravar esse disco e eu gostei muito dos pontos de vista dele. Foi “Pai trocínio” que nos proporcionou esse bebê.

GFM: Essas músicas que estão no disco existem há muito tempo?

GP: Existem! As mais novas desse disco devem ter uns quatro anos. As mais antigas, como “As Pontes”, devem ter uns doze anos. Eu tenho 28 anos…

GFM: Onde elas estão neste momento (qual está em Malhação, qual está em novela, qual está nas rádios etc)?

GP: “Linda Rosa”, com a nossa versão, está tocando na MPB FM. Com a versão da Maria, está na novela “Cama de Gato” (TV Globo) e em outras rádios do segmento MPB. “Jorge Maravilha” (Chico Buarque) está em “Malhação”, e “A Próxima Vez” está na novela “Viver a Vida”. Fora as rádios de Minas Gerais, para onde viajamos para fazer divulgação.

GFM: O que você espera deste show do Playmobille no Viradão Carioca?

GP: Espero que tenha muita gente! Muita gente que conheça a gente e quem não conhece também, para conhecer.

GFM: Você acha que 2010 é o ano da banda ou ainda há muita semente a plantar?

GP: O ano da banda é todo e qualquer ano. Desde o nascimento até qualquer morte que nos faça parar de alguma maneira e reinventar a busca. Todo ano é todo dia. E todo dia são muitos dias, mais difíceis do que gloriosos. Cada degrau é um suor, mas temos que olhar para cima e para baixo. Saber onde estamos e onde queremos chegar é importante.

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Humaitá Pra Peixe leva Maria Gadú, Ana Cañas e outros ao Circo Voador

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A cantora Maria Gadú

A cantora Maria Gadú

O Humaitá Pra Peixe cresceu e, agora, vai levar atrações de peso a um dos maiores palcos do Rio, o do Circo Voador. Entre sexta-feira e domingo, o festival coordenado por Bruno Levinson oferecerá shows de Maria Gadú, Ana Cañas, Lia Sabugosa, Jonas Sá, Rubinho Jacobina, Wado e as bandas Seu Chico e Tono, entre outros nomes.

O Humaitá Pra Peixe existe há 16 anos e só houve uma noite de encerramento no Circo Voador. Neste tempo de história, já passaram pelo festival Marcelo D2, Seu Jorge, Mart’nália, Roberta Sá, Pedro Luis, Marcelinho Da Lua, Diogo Nogueira , Moska, Strike, Fresno e muitos outros.

A abertura do festival terá a banda Tono, Jonas Sá e Rubinho Jacobina e Maria Gadú. A Tono é formada pelo filho de Gilberto Gil, Bem Gil (guitarra e voz), por Rafael Rocha (voz e bateria), Bruno Di Lullo (baixo e voz), Ana Cláudia Lomelino (voz e metalofone) e Leandro Floresta (flauta, violão e voz). Jonas Sá e Rubinho Jacobina se apresentarão juntos. O primeiro é irmão de Pedro Sá, guitarrista de Caetano Veloso e da Orquestra Imperial, da qual Rubinho faz parte. Maria Gadú estourou em 2009 depois de diversas críticas positivas a seu disco de estreia. “Shimbalaiê” é sucesso nas rádios.

Ana Cañas: no festival

Ana Cañas: no festival

Sábado começa dançante, com DJ Sanny Pitbull e o Tira Poeira, e segue com a música brasileira de Lia Sabugosa, Wado e Ana Cañas. DJ mais grupo promovem o baile ChoroFunk no palco do Circo Voador. Lia mostra sua MPB com canções do disco “Pra Quem Quiser”, que lançou em 2009. De Alagoas para o Rio, Wado mostra o que andou aprontando depois que saiu do grupo Fino Coletivo. Músicas do disco “Atlântico Negro” estão no roteiro. Ana Cañas surgiu na cena MPB com uma pegada rock’n’roll. Seu segundo disco, “Hein?” tem produção de Liminha – que foi guitarrista dos Mutantes e produziu grandes nomes brasileiros.

O encerramento do festival, no domingo, terá shows das bandas Sobrado 112 e Dughettu, de Márcio Local, do grupo pernambucano Seu Chico e do pianista Victor Araújo. A Sobrado 112 mistura ska com polca. Formada pelo vocalista Marcello Silva e pelo DJ Nino, a Dughettu acaba de lançar seu primeiro disco, “Questão de Quê?”, produzido por Plínio Profeta. Carioca de Realengo, Márcio Local tem influências do samba carioca, de Tim Maia e de Jorge Ben. O álbum de estreia foi lançado em 2009. A banda Seu Chico apresentará releituras de canções de Chico Buarque com um convidado muito especial: o menino prodígio Victor Araújo.

Humaitá Pra Peixe: Sexta a domingo (22 a 24), às 23h, no Circo Voador (Rua dos Arcos, s/nº , Lapa – 2533-5873). R$ 40.