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Ricky Vallen convida leitores do GarotaFM para shows em SP e no Rio

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ricky Vallen celebra seu sucesso e o de “Sei lá”, música que está na trilha sonora da novela Ti-Ti-Ti, com shows no Tom Jazz (São Paulo), em 8 e 9 de outubro, e no Teatro Rival Petrobras (Rio de Janeiro), nos dias 22 e 23. O cantor enviou um vídeo convidando você, leitor, para conferir seus sucessos. Informações sobre o show logo embaixo.

Após bem sucedida temporada pelo Nordeste e apresentação de sucesso no Canecão no mês de setembro, Ricky Vallen leva o repertório de seus dois CDs, “Homenagens” e “Ricky Vallen Ao Vivo”, a São Paulo e ao Rio. O show é composto por clássicos da MPB, sambas, música romântica e internacionais. “Vidro fumê” (tema de Ney Latorraca em Negócios da China), “Pra ser amor” (tema de Letícia Spiller em Viver a Vida) e “Sonhos de Ícaro” (tema das crianças em Caminhos do Coração) estão no roteiro, assim como o tema de Marcela, personagem de Isis Valverde na novela das sete. Destaque também para as internacionais “Non, je ne regrette rien”, clássico imortalizado por Edith Piaf, e “Empire state of mind”, de Alicia Keys.

Ricky Vallen iniciou carreira no teatro aos nove anos. Aos treze, além de representar em vários espetáculos, também cantava em bares na sua cidade e participou do programa de calouros mirins da TV Globo, Show do Mallandro, comandado pelo apresentador Sérgio Mallandro. Em 2004, o cantor e compositor conquistou reconhecimento nacional após participar de um concurso de calouros do programa Raul Gil. Em 2006, gravou seu álbum de estreia, “Homenagens”, que lhe rendeu um Disco de Ouro e, no ano seguinte, a indicação ao prêmio de Artista Revelação no Grammy Latino (2007).

Ricky Vallen em SP: 8 e 9/10, sexta-feira e sábado, às 22h, no Tom Jazz (Avenida Angélica, 2331, Centro – Tel.: 11-3255-0084). R$ 50.

Ricky Vallen no RJ: 22 e 23/10, sexta-feira e sábado, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia). R$ 45 a R$ 65.

Leia entrevista de Ricky Vallen ao GarotaFM em julho de 2009:

‘Tentei mudar por dizerem que era over. Hoje, Ricky Vallen é uma realidade’

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‘Tentei mudar por dizerem que era over. Hoje, Ricky Vallen é uma realidade’

quinta-feira, 16 de julho de 2009
Foto: Washington Possato

Foto: Washington Possato

Foram necessários dois dias de gravação para que Ricky Vallen ficasse satisfeito com as imagens que compilaria no DVD “Ao vivo”, que a Sony Music acaba de lançar junto com o CD homônimo. O calouro de Raul Gil mais bem-sucedido do Brasil subiu ao palco do Canecão em 14 de março, mas acabou repetindo a dose em 23 de abril, no Vivo Rio, onde finalmente conseguiu apresentar o show que havia planejado:

- Era feriado, choveu muito e havia um túnel interditado. Não gostei do figurino que fizeram para mim e as tomadas de câmera não ficaram boas. Era dia do meu aniversário e o inferno astral não tinha acabado ainda! Pedi para gravar de novo, e ficou tudo lindo demais!

Quando o assunto é produção, Ricky Vallen mete a mão na massa mesmo. Aliás, ele prefere assim. Acostumado quando pequeno a fazer seus próprios brinquedos, o cantor encara com naturalidade a arte de executar, do repertório às roupas. É calça de cintura alta, saia, camisa de toureiro, jaqueta em vinil dourado imitando couro de cobra… nada passa despercebido.

- No show do Canecão, o figurino não era meu. Por isso, não gostei. Para o Vivo Rio, desenhei as roupas, escolhi os tecidos e até a linha que ia usar para costurar. Noventa por cento das roupas que uso são minhas. Quando era pequeno, meus bonecos eram de barro, pedaço de árvore… Minha infância foi pobre em termos de dinheiro, mas rica em crescimento – declara.

O CD/DVD traz Rick Vallen soltando o gogó de diversas maneiras durante seu passeio por muitos e variados ritmos, o que, às vezes, torna este um trabalho um pouco sem identidade. No repertório, tem clima romântico (“Essa dona”), axé (“Ilê pérola negra”), sertanejo (“Vidro fumê”) e, bom, um blues que vale a pena destacar. Em “Miss Celie’s blues”, Ricky recebe Shirley Carvalho (ex-caloura do Ídolos) para um dueto de gigantes.

- Shirley é maravilhosa! Tenho um carinho imenso por essa cantora fantástica. É uma realização pessoal e profissional, para mim. Se minha vida der certo, espero poder ajudá-la mais. Mas espero que ela não tenha que esperar minha vida dar certo – brinca.

Rouco quando fala ao telefone (“sempre fico com medo de a voz não estar boa para cantar”), Ricky Vallen fica enorme quando canta. No clássico “Disparada”, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, o vozeirão é facilmente confundido com o de (creiam!) Maria Bethânia. Em certos momentos, o cantor parece homenagear Ney Matogrosso – não exatamente em timbre, mas nos trejeitos:

- Desde pequeno, essa força de cantar é minha. Tentei mudar por dizerem que era over, mas não conseguia ser diferente. Decidi não fazer disso um inferno. Falei: “Vou aceitar e me preocupar com as pessoas que curtem meu trabalho.” Hoje, Ricky Vallen é uma realidade, com um trabalho íntegro, sem rabisco e com orgulho.

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