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Roberta Sá e Trio Madeira Brasil homenageiam o baiano Roque Ferreira em disco

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

robertaquandoocantoerezacapa“Quando o Canto é Reza”  é trecho de música de Roque Ferreira e também é o nome do disco que Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil acabam de lançar juntos. Coincidência? Claro que não! A cantora guardava pérolas do sambista baiano desde quando estava gravando seu segundo disco, “Que Belo Estranho Dia pra se Ter Alegria”. Já estava na hora de levá-las ao público. Confira o que Roberta diz sobre o projeto:

GarotaFM: Quando e como surgiu a ideia de fazer um disco só com canções de Roque Ferreira?

Roberta Sá: Quando estava pesquisando canções para o meu segundo disco, liguei para o Roque pedindo repertório. Ele me mandou várias e fiquei com aquelas pérolas nas mãos. Liguei para o Marcello Gonçalves, violão de 7 cordas do Trio Madeira Brasil,  e mostrei pra ele, que também se apaixonou pelas músicas.  Assim nasceu o projeto.

GFM:  Como foi encontrar Roque na Bahia e levá-lo à terra natal?

RS: Foi importante pra conhecer o universo do compositor que estávamos homenageando, além de ouvir mais canções do Roque. Assim, pudemos colher informações, imagens e inspiração para o disco.

GFM: Como foram feitas essas parcerias do Roque com Pedro Luis e com Zé Paulo Becker?

RS: Nossa! Cada uma aconteceu de um jeito. Eles fizeram várias. Acho que a maioria por telefone e sedex!

GFM: Qual foi a reação de Roque quando soube que seria homenageado Quem deu a notícia e como ela foi dada?

RS: Ficou emocionado e desconfiado como ele é. Falamos nisso logo que nos conhecemos, o Trio e eu, e demoramos tanto que acho que ele nem acreditava mais que fosse acontecer!

GFM: Quem teve a ideia, o Trio Madeira Brasil ou a Roberta Sá, e quem convidou o outro?

RS: Tivemos a ideia juntos. Já era vontade antiga fazer essa parceria e o repertório fabuloso do Roque fechou com chave de ouro a ideia.

GFM: Foi o próprio Roque quem “emprestou” as oito músicas do disco que são inéditas?

RS: Sim. Ele nos alimentou com as canções inéditas.

GFM: Como essas letras datilografadas foram resgatadas? Roque ainda usa uma máquina de escrever?

RS: Ele envia as letras datilografadas, com glossário, junto com as demos pelo correio.

GFM: Por que homenagear o samba baiano? Porque era o Roque ou porque o samba veio da Bahia, afinal?

RS: A homenagem é ao Roque Ferreira e o Roque canta a Bahia e o Brasil todo. Amamos música brasileira e esta é sempre a principal razão de tudo!

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Pedro Luís comemora os dez anos do projeto Monobloco

terça-feira, 16 de março de 2010

Pedro Luís e o Monobloco / Guito Moreto

Pedro Luís e o Monobloco / Guito Moreto

Matéria publicada na revista Rolling Stone de fevereiro de 2010 (clique aqui).

RÁPIDAS COM… Pedro Luís

Líder do grupo A Parede comemora os dez anos do Monobloco e o sucesso da carreira e do casamento com Roberta Sá

Por Christina Fuscaldo

Monobloco oficina e Monobloco show

“O Monobloco começou em 2000 como uma oficina de percussão ministrada pelos integrantes do Pedro Luís e A Parede (Plap). A função era e é até hoje fazer leigos tocarem percussão. Tanto que não temos samba enredo anual como os blocos comuns tem. Só que foi se desdobrando. Criamos o Monobloco Show, para não ser o trabalho principal de ninguém. O mais importante é o repertório, de música brasileira com instrumentos de bateria de escola de samba. Esse tratamento é a grande jogada. O esquema do jogo não importa e também não importa o time. Hoje, temos mais de 30 músicos na equipe, que faz cerca de dez shows por mês… em casamento, em feira agropecuária, em chopada de calouros universitários e em casas de shows.”

 10 anos de Monobloco em DVD

“Estamos lançando o segundo DVD e terceiro CD. O primeiro disco foi de estúdio e o segundo saiu em 2005 junto com um DVD. O novo, ‘Monobloco 10’, foi gravado na Fundição Progresso em outubro, para comemorar esses dez anos de história. Colocamos no repertório ‘Santa Clara Clareou’, de Jorge Ben, um medley com ‘Você’ e ‘Gostava Tanto de Você’, de Tim Maia, ‘Girassol’, do Cidade Negra, e ‘Pescador de Ilusões’, d’O Rappa, que virou sucesso nas festas do Monobloco. O show abre com um medley com ‘Isso Aqui Tá Bom Demais’, de Dominguinhos, ‘Frevo Mulher’, de Zé Ramalho, e ‘Pagode Russo’, de Luiz Gonzaga. O Monobloco é uma banda de baile, com repertório variado, que tem instrumentos de samba a serviço da música brasileira. Tentamos sempre apresentar alguma novidade para a garotada que tem preconceito de ouvir velha guarda. Temos orgulho de, depois de dez anos, além de formarmos novos instrumentistas, termos visto muitos outros blocos se inspirarem no Monobloco.”

 Pedro Luís e A Parede

“A Plap existe como banda há 16 anos por causa da determinação de quatro parceiros (Mário Moura, CA Ferrari, Sidon Silva e Celso Alvim) que formaram uma família. A gente coordena e conceitua tudo juntos. A Plap começou por acaso. Eles já tocavam comigo em trabalhos anteriores. Um dia, Michel Melamed me convidou para fazer um show dançante no evento CEP 20000. Combinei com os músicos um formato portátil: todo mundo com o instrumento pendurado para poder interagir com a plateia. Falei que aquilo seria como uma parede sonora. O nome ficou e, no terceiro show, fomos contratados por uma gravadora. Fomos atropelados pelo Monobloco durante um período, mas, no ano passado, lançamos ‘Samba Enredo’, disco que nos deu muita alegria.”

 Roberta Sá

“Fiz a pesquisa de repertório de ‘Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria’ e compus a música que dá nome ao primeiro disco dela, ‘Braseiro’. Foi ali que conheci a Roberta. Temos várias parcerias, inclusive a matrimonial. Por admiração mútua, a gente gosta de opinar e de receber a opinião do outro. Ela é uma pessoa criteriosa e que tem bom gosto, além de ser uma cantora excelente.”

Outros projetos

“Compus o tema do filme ‘Praça Saens Pena’, por eu ser tijucano. Fiz também a direção musical do espetáculo escrito por Fernanda Torres, ‘Deus é Química’. E, com a Roberta Sá, viajei com uma turnê em homenagem a Carmen Miranda. Sou um inferno para a firma porque faço muita coisa ao mesmo tempo.”

 Rio de Janeiro

“As mazelas… eu sempre prestei atenção nisso. Não foi esse fato lamentável e trágico, a morte por assassinato da minha irmã em 2000, que passei a ver. Minha música sempre teve um espaço para isso. Sempre fez parte. Sou aquele compositor que me acho escritor também. Sou cronista, sou urbano, falo do dia a dia. Minha irmã era cantora amadora, trabalhou em produção com a gente e virou produtora do Monobloco. Infelizmente, ela foi uma vítima da violência do Brasil.”

 5 dicas de blocos do Rio de Janeiro por Pedro Luís

1) Céu na Terra: “Revisita clássicos do cancioneiro carnavalesco, com um instrumental de alto nível, fazendo dois belíssimos passeios por Santa Teresa durante as folias de Momo, um deles no bondinho!!!”

2) Empolga às 9: “Bloco da mesma família do Monobloco, que agracia os foliões com repertório variado e puxadoras femininas. Sempre que posso desfilo com eles.”

3) Mulheres de Chico: “Um coletivo feminino que homenageia o maior compositor brasileiro da atualidade, Chico Buarque, com competência e criatividade.”

4) Suvaco do Cristo: “O mais importante da Zona Sul do Rio, pelo papel de ter sido um dos pioneiros na revitalização do carnaval de rua e por seus enredos de humor refinado. Tive o prazer de desfilar alguns anos com eles entupindo a Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, de alegria e bom humor.”

5) Cordão da Bola Preta: “O mais tradicional de todos os blocos. Sempre encantador. É peça fundamental para quem conhecer de verdade o carnaval de rua carioca.”

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Wilson Moreira recebe Roberta Sá, Aline Calixto e outras em seu aniversário

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

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Autor de “Goiabada Cascão”, “Candongueiro” e “Coisa da Antiga”, Wilson Moreira comemora 73 anos do jeito que gosta: ao lado de cantoras que vivem exaltando por aí a sua importância na história do samba. O show acontece nesta terça-feira (15/12), no teatro Rival, com Iracema Monteiro, Dona Inah, Graça Braga, Nãnãna da Mangueira, Mariana Baltar, Aline Calixto e Roberta Sá. No repertório, os clássicos do mestre.

Wilson Moreira começou nas escolas de samba de Realengo, onde morava. Foi tocar tamborim na Água Branca, que se fundiu posteriormente à Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 1956, Leny Andrade gravou sua primeira música, “Antes Assim”. Com grupo Partido em 5, gravou um LP de mesmo nome na década de 60. O disco fez tanto sucesso que motivou Wilson a largar sua profissão de carcereiro.

Wilson Moreira recebe cantoras de samba: terça (15/12), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia – tel.: 2240-4469). R$ 36 e R$ 25 (os 100 primeiros pagantes).

Leia também:

‘Aline Calixto’ é o disco do ano, segundo a APCA

Roberta Sá: segurança no Palco MPB

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Roberta Sá: segurança no Palco MPB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Venho acompanhando Roberta Sá desde antes de ela entrar no “Fama”, programa da TV Globo que mostrou a cantora potiguar ao Brasil. Estudamos juntas na faculdade de jornalismo e posso dizer que fui uma incentivadora durante os primeiros momentos depois que ela saiu do ar. Roberta montou banda, chegou a fazer show (no antigo Mistura Fina) e, depois de um tempo, conseguiu gravar seu disco, intitulado “No Braseiro”. Os primeiros shows já tinham uma Roberta cantando muito bem: ela não é daquelas cantoras que “melhoram com o tempo”, pois já surgiu com vozeirão. Mas faltava um baixista, para substituir o baixo programado, e um pouco mais de expressão corporal. Assim se seguiu também depois do lançamento de “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”.

Com “Pra Se Ter Alegria”, CD e DVD que a gravadora Universal distribuiu recentemente, Roberta Sá chegou lá. No palco, ela mostra segurança, dançando e falando, parecendo mais à vontade do que se estivesse em sua casa. Edição? Uma direção bem feita? Não! Roberta aprendeu a dominar a plateia e a mostrar que a banda é uma extensão sua e de sua música. A sintonia é visivelmente perfeita. Um público seleto pôde ver isso na segunda-feira (07/12), durante a gravação do Palco MPB, programa de show e entrevista, com Fernando Mansur, que a rádio MPB FM colocou no ar na terça (08/12). Veja um vídeo (feito com celular Nokia N73):