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Homenagem da Beija-Flor a Roberto Carlos decepciona. Pelo menos saí com a rosa do Rei

sábado, 12 de março de 2011

Divulgação / Beija-Flor

Sempre achei um saco ver os desfiles das escolas de samba pela televisão. Este ano, a expectativa era me surpreender com toda aquela pompa passando bem na minha frente. E foi exatamente o que aconteceu. Realmente, ao vivo, é tudo mais bonito, muito mais contagiante. Mas escolhi ir no segundo dia de Carnaval ao Sambódromo por um motivo especial: ver a homenagem da Beija-Flor ao Rei Roberto Carlos. Quem me conhece bem – e aqueles que andaram acompanhando meu trabalho na grande imprensa entre 2005 e 2009 (infelizmente, em 2010 e 2011, perdi as coletivas do homem por estar fora do país) – sabem que, quando posso, agarro a rosa do Rei. Pois bem… Fui para a Sapucaí pós-bloco, vestida de Branca de Neve, super bem acompanhada de três pessoas maravilhosas e com mochilas e sacos cheios de mantimentos. A Beija-Flor foi a última a desfilar, depois do atraso da Salgueiro e da chuva que caiu durante a Grande Rio. Troquei o vestido encharcado por uma capa e fiquei lá, tremendo de frio, esperando o Rei.

Veja o especial do Rei publicado no site do jornal O Globo em 2009

Queria fazer mais firula, mas prefiro ir direto ao ponto. O desfile da Beija-Flor, intitulado “A simplicidade de um Rei”, foi o pior da noite. Alegorias pobres, nenhuma referência aos filmes nos quais atuou (se teve, foi tão ruim que não chamou a atenção), Lady Laura pouco (ou nada) homenageada… Achei a história do Rei super mal contada. Os carros eram fechados demais, dificultando até mesmo a visão dos artistas que neles estavam. Hebe Camargo precisou meter a cara em um vão entre as hastes das pilastras do veículo. Erasmo Carlos entrou vestido de branco e azul, como se fosse normal vê-lo por aí sem seu tradicional colete de couro e suas pulseiras e anéis de velho roqueiro. E Wanderléa, por onde andava? Enfiar um monte de cantoras em um carro para fazer referência ao show “Elas cantam Roberto Carlos” e um bando de sertanejo no outro para lembrar do álbum “Emoções sertanejas” serviu só pra encher de “gramour” (hein?) o desfile da Beija-Flor, porque esses dois eventos entraram para a história do Rei apenas no ano passado. Há muito mais o que contar sobre o único artista brasileiro com mais de 100 milhões de cópias vendidas dos seus mais de 60 discos lançados.

Agora, você deve estar se perguntando: se a Beija-Flor foi tão mal assim, por que ganhou o título de campeã do Carnaval 2011? Ahhhh, meu amigo (ou amiga)… só vamos descobrir perguntando àquele locutor que, para segurar a atenção da plateia enquanto a escola atrasava (e muito) sua entrada na avenida, ficou metendo o dedo na ferida da Porto da Pedra, dizendo que a escola havia deixado óleo no chão. Engraçado que, mesmo depois de os garis limparem o local, a escola demorou muito a entrar. E, quando passou, correu à beça pra não estourar o tempo. Enfim, pra mim, uma tragédia mal contada.

Só valeu para, mais uma vez, ver o sorriso que adoro de Roberto Carlos e para sair com mais uma rosa do Rei (leia “No navio com o Rei… e a rosa“). Sendo que esta foi distribuída por uma funcionária da Beija-Flor lá no setor 13, onde eu estava.

Mais sobre o Rei:

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Estrela em ascensão da música sertaneja, Paula Fernandes nega boatos sobre namoro com Roberto Carlos: ‘somos só bons amigos’

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Matéria publicada na revista Megazine (O Globo) em 30/12/2010 (clique aqui)

paulafernandesRIO – Quando era pequena, Paula Fernandes tinha mania de dizer a mesma frase cada vez que cantava uma música usando o cabo da vassoura como microfone: “São tantas emoções!”. Hoje aos 26 anos e cantando profissionalmente, ela teve a oportunidade de viver emoções verdadeiras ao lado do próprio Roberto Carlos, autor do famoso jargão. Semana passada, Paula participou do Especial de Natal do Rei, na Praia de Copacabana, e o cantor não economizou elogios para o talento da moça. Depois disso, muita gente diz que tem namoro no ar.

- Estou numa saia mais justa do que o vestido que usei no show – diz Paula, gargalhando. – Estou respondendo vinte vezes por dia que somos só bons amigos. Ele é um querido, um cara atencioso, extremamente sereno, que viveu uma emoção dupla naquela noite: venceu a dor e fez um show lindo para um milhão de pessoas. Passei a admirá-lo mais ainda.

Paula Fernandes canta profissionalmente há 16 anos. Aos 10, gravou seu primeiro disco, de vinil, de forma independente. Depois de se apresentar em muitas festas da escola, da cidade e de rodeio, conquistou a confiança dos executivos da Universal e, desde 2008, vem tocando sua carreira, lançando discos e fazendo shows com o respaldo da gravadora.

Mas foi neste ano que a nova musa da música sertaneja estourou. Em março, ela participou do DVD “Emoções sertanejas”, com medalhões do gênero homenageando Roberto Carlos. Em setembro, o Rei a convidou para abrir seu show na festa do centenário do Corinthians. Além disso, Paula está na trilha sonora da novela “Araguaia”, da Rede Globo, com a música “Tocando em frente” ( assista ao clipe ), e no DVD de Hebe Camargo. A cantora ainda aparecerá no show da Virada da TV Globo, exibido na noite do Réveillon.

- Graças a Deus, tive uma semana bastante especial e estou fechando o ano com chave de ouro. Posso dizer que foram os maiores acontecimentos da minha vida. Foram tão grandiosos que estão gerando burburinhos bons pra mim. É a primeira vez que gravei o show da Virada. Cantei “Quando a chuva passar”, tema da novela “Escrito nas estrelas” ( assista ao clipe ). Mas o grande acontecimento da minha vida foi cantar com o Rei. Sou fã desde pequena. Roberto Carlos está no ar que a gente respira – derrete-se.

Em janeiro, ela vai lançar seu primeiro DVD, com participações de Victor & Leo, Leonardo, Marcus Viana e Almir Sater. A cantora se orgulha de ter começado sua história cantando para a mãe, aos oito anos, o sucesso de Leandro & Leonardo “Desculpe, mas eu vou chorar”, e hoje ser amiga e parceira de muitos dos grandes nomes da música sertaneja. E também de estar ganhando espaço entre os artistas da música popular brasileira.

Em franca ascensão, ela não faz rodeio ao ser perguntada se namoraria o Rei:

- Sim, eu namoraria.

Com dores, Roberto Carlos se esforça para emocionar 400 mil na praia de Copacabana

domingo, 26 de dezembro de 2010

dsc01787O show de Roberto Carlos na praia de Copacabana neste sábado (25/12) emocionou cerca de 400 mil pessoas (dado divulgado pela Polícia Militar), mas ele mesmo, o Rei, esforçou-se para apresentar suas duas horas de sucessos de pé. Logo no início, Roberto anunciou que machucou o joelho na “moto”(???). Nos bastidores, diziam que seu problema era no nervo ciático e que chegou a ser cogitado o cancelamento do espetáculo natalino, exibido pela TV Globo com quase 40 minutos de delay (atraso). Roberto ora cantava de pé, ora sentava-se. Paula Fernandes, sua primeira convidada, acompanhou o Rei no banquinho no momento mais romântico do show. Bruno & Marrone, Exaltasamba e Neguinho da Beija-Flor levantaram RC, que encarou até um momento carnavalesco em que a bateria da escola de samba que o homenageará em 2011, a Beija-Flor, tocou seu samba enredo do próximo carnaval.

Roberto abriu o show com o clássico dos clássicos dos hits, “Emoções”, e trocou a letra de “Além do horizonte” (não pela primeira vez):

Se você não vem comigo (Porque você vem comigo)
Nada disso tem valor (Tudo isso tem valor)
De que vale (Pois só vale)
O paraíso sem o amor… (O paraíso com Amor…)

dsc01794Para declarar seu amor por Copacabana, contou que quando veio morar no Rio sua vontade era ficar no bairro. E cantou “Copacabana”, sucesso de Dick Farney (“…princesinha do mar…”). Em seguida, apresentou “Amor perfeito”, lembrando que quem fez sucesso ao gravá-la foi Claudinha Leitte (na verdade, o Babado Novo quando tinha ela como vocalista). “Eu te amo, eu te amo, eu te amo” foi um dos momentos mais emocionantes do show, com a plateia gritando seu amor pelo Rei durante o refrão.

Com Paula Fernandes, o Rei fez um pot-pourri de músicas suas, misturando Jovem Guarda com a fase setentista, romântica. Quando ela cantava, a música ganhava clima de roça ao estilo Shania Twain. Quando ele assumia, virava rock orquestrado pelo maestro Eduardo Lages. A cantora promessa mostrou segurança até mesmo ao pegar na mão de Roberto durante a cantoria. Depois, sozinha no palco, ela foi no clássico “Tocando em frente”, anunciando que a canção de Almir Sater faz parte da trilha sonora da novela “Araguaia”. Com Bruno & Marrone, o dueto foi em “Dormi na praça”. O Rei não perdeu a piada:

“Eu perguntei onde estava o Azulone porque Marrone me lembra marrom… Mas você é Marrone mesmo. Fique à vontade!”

dsc01799Depois de outros clássicos, como “Detalhes” e “Lady Laura”, Roberto Carlos recebeu o Exaltasamba e a bateria da Beija-Flor. O grupo tocou o samba enredo que Erasmo Carlos, Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle fizeram para a escola de samba (mas não venceram a disputa). Neguinho interpretou o samba que ganhou, deu uma bandeira da escola para o Rei enquanto a porta-bandeira Selminha Sorriso contava a ele que a Beija-Flor fazia 62 anos naquele 25 de dezembro. 

Já visivelmente cansado, o Rei encerrou o show cantando “Noite feliz” junto ao coral de crianças da Rocinha e jogando flores durante a repetição do refrão de “Jesus Cristo”.

Leia a cobertura do site d’O Globo: Roberto Carlos leva multidão a Copacabana

Assista a trechos do show:

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Depois do encontro com o Rei, reflexões sobre o popstar viciado e as mulheres que amam demais

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

teatro

Domingo, fiquei cara a cara (a mais ou menos uns cinco metros) com Roberto Carlos. Ele estava em seu barco, o Lady Laura, e eu no de uma amiga de infância, ancorado bem próximo ao dele. Passeando pelo deck, avistamos o Rei. E ele estava ali, de blusa azul, apoiado na porta usando um braço – o outro estava na cintura. Uma imagem familiar, um sorriso simpático. Havia acabado de se despedir dos convidados que recebeu naquela tarde ensolarada. Paramos ali, de frente para ele, eu e minha amiga de infância, mas não conseguimos dizer nada. Mesmo depois de cinco anos participando das tradicionais entrevistas coletivas com o Rei, não consegui não ficar meio nervosa. Queria cumprimentar, mas precisava de cinco minutos para relaxar e, em seguida, tomar atitude. Não deu tempo: sua secretária o enxotou para dentro do barco. Ele ainda hesitou, olhando e tentando entender o que aquelas duas moças faziam ali encarando Sua Majestade. Mas logo voltou ao seu conforto, longe de qualquer ameaça.

Terça-feira, fui parar no banco. Dia 5… dia de pagamento… aquela fila! Mal abri o número 4 da revista Movie, que traz a foto de divulgação do filme “Lula – O Filho do Brasil”, e a menina atrás de mim falou: “Nossa, seu piercing é de estrelinha!” O dela era uma pedrinha. Embalamos um papo sobre brincos, tatuagens, namoro, família, faculdade, trabalho e… ufa! Depois de 30 minutos tentando aproveitar aquele tempo que dá raiva de perder, achamos o assunto que tomaria conta da segunda meia hora que passamos juntas dando passos de formiga até o caixa. Ela trabalha no consultório de um psiquiatra que cuida de dependentes químicos. Papo vai, papo vem, disse que tem até artista frequentando lá. E confirmou: aquele menino lindo que estourou com uma música e anos depois apareceu com dreads, dizendo que foi para uma clínica de reabilitação para cuidar de uma dor de barriga, estava (ou está) mesmo viciado. Pior: ele fugiu da clínica. Pegou as coisas e foi embora, dizendo que não precisava mais daquilo ali.

A entrevista com esse cantor saiu no jornal Extra em novembro, se não me engano. Fiquei super triste antes de ler, quando escutei falar sobre o estado dele. Achei meio absurdo uma pessoa que tem muito tempo para tentar refazer sua vida achar que vai resolver seus problemas se metendo “brabamente” com drogas. Mas, depois de reler, achei até meio cômica a maneira como ele mesmo estava lidando com o assunto. E, claro, vi amigos transformarem aquilo em piada: “Tô com prisão de ventre, acho que vou cheirar um pouquinho”, falou um, certo dia. Nossa… Espero que antes que vire homem (fala sério, ele ainda é um menino!), esse ex-projeto-de-popstar saia dessa. Principalmente se ele não quiser virar piada, tipo aquela do “Rafael Pilha”. Olha aí o (bom) exemplo (por enquanto) de Fábio Assunção…

Aliás, acompanhando a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, também esta semana, parei  para pensar sobre as mulheres que amam demais. Essas mesmo, que hoje até têm um espaço para buscar ajuda (MADA – Mulheres Que Amam Demais, uma espécie de A.A. para as obsessivas). Eu tinha o hábito de chamá-las de “mulheres burras”. Mas, refletindo sobre personagens da ficção e da vida real que andei conhecendo ultimamente, mudei de ideia. Mais do que apaixonadas, elas são dependentes, como algumas são do álcool e outras, das drogas. Só que é uma dependência psicológica. É uma doença, que deve ser tratada como a depressão. Morro de pena cada vez que Dalva de Oliveira (Adriana Esteves) sai no tapa com Herivelto Martins (Fábio Assunção). Traindo a mulher sem parar, ele é o errado da história, mas é ela quem pede desculpas.

Enfim, uma semana para refletir…

‘Viver a Vida’ tem canção inédita de Roberto Carlos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

rei

A nova novela da Rede Globo, “Viver a Vida”, traz em sua trilha sonora uma canção inédita de Roberto Carlos. Intitulada “A Mulher que Eu Amo”, a faixa foi composta e gravada pelo Rei para seu próximo álbum, que deve ser lançado apenas em 2010. Outras seis músicas já foram compostas por ele para o projeto. Já o CD com a trilha da nova novela das 21h deve chegar às lojas, via Som Livre, no mês de outubro. As informações são da Revista Sucesso!

Chuva atrapalha, mas não tira brilho do show de Roberto Carlos no Maracanã

domingo, 12 de julho de 2009
Roberto Carlos e o calhambeque azul / Foto: Divulgação TV Globo

Roberto Carlos e o calhambeque azul / Foto: Divulgação TV Globo

O show de Roberto Carlos no Maracanã foi marcado por muita emoção e um certo desconforto causado pela chuva. Ao contrário do que aconteceu quando Madonna subiu no mesmo palco, o que se viu foi uma plateia de açúcar: parte desistiu de ficar para ver o Rei até o final. Soberano, ele disfarçou bem o incômodo (percebido por quem já foi a outros shows). Os súditos que insistiram não se arrependeram. O aniversário de 50 anos de carreira foi de Roberto, mas o presente quem ganhou fomos nós.

Leia matérias publicadas no site d’O Globo:

Chuva atrapalha, mas não tira brilho e show de Roberto Carlos emociona do início ao fim

Famosos levam o lenço, preparados para chorar com show de Roberto Carlos

Confira os 50 anos de carreira do Rei em fotos e depoimentos

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No navio com o Rei… e a rosa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O ingresso para o show e a rosa

O ingresso para o show e a rosa

Na última segunda-feira, vivi mais um dia de “Emoções em alto mar” no Costa Mágica. Pelo terceiro ano consecutivo, fui cobrir a entrevista coletiva e o show oferecidos durante o cruzeiro (o nome é este aí em cima) por Roberto Carlos a bordo do navio italiano, que tem capacidade para mais de 3.000 pessoas.

Em 2008, fui vaiada pela plateia – cerca de 400 passageiros sorteados para assistir à entrevista – ao perguntar por quê RC havia retirado do seu show a homenagem à esposa falecida, Maria Rita (o que eu queria mesmo saber era se ele estava namorando). Mas, em compensação, além de me salvar, o Rei ainda me deu uma rosa no final do seu show… na mão. Este ano, foi um pouco diferente. Na coletiva, fiz duas perguntas, uma sobre música (‘O que o Rei ainda não cantou que ainda quer cantar?’) e outra sobre a ‘saúde’ (‘O que o Rei faz para parecer mais jovem a cada ano?’). Fui aplaudida, é claro. Mas nem por isso Roberto agradeceu pelo elogio entregando-me outra flor. Ele me chamou de Christininha, mas, na hora em que estava no palco, tive, sim, que brigar pela ‘moça’. Depois do queixinho (Roberto não beija a rosa; ele a encosta no queixo), ela foi jogada para o alto e caiu ao meu lado. Um coroa queria pegar, provavelmente para dar de presente à esposa. Mas, como boa tiete, não consegui deixar de ser egoísta nessa hora. Meti a mão e voltei para o meu assento, comemorando a façanha.

No dia seguinte, a matéria já estava no ar. Trabalho com internet e, lá mesmo, no mar, liguei para a chefe e enviei o material que havia colhido (leia aqui). O áudio com a entrevista, editei já na redação. Diverti-me também com a crônica do parceiro que participou comigo deste “trem da alegria de jornalistas”, como ele mesmo definiu (leia aqui). Enfim, a semana foi (e continua sendo) do Rei.