Noticiada na semana passado e comentada aqui no GarotaFM, a cena que mostra o baterista da banda Strike preparando um drink à base de urina e oferecendo a uma menina, causou polêmica entre formadores de opinião (leia a notícia). Jornalistas, atores e músicos ficaram revoltados com a atitude de Cadu e toparam participar da “Campanha contra os Imbecis”, proposta pela jornalista que edita este blog. Agradeço pela participação de quem também quer tornar o mundo da música algo bem superior do que isso tudo que estamos vivendo (veja a mini biografia de cada um ao final do post). Antes das declarações, vale abrir parênteses para comentar as mensagens desaforadas que alguns fãs enviaram nos últimos dias:
A garota foi primeiramente apresentada como fã e, depois da polêmica, virou “amiga pessoal” de Cadu. Admiradores do grupo tentam nos convencer de que tudo não passou de uma “brincadeira”. Mas ninguém até agora conseguiu provar que aquilo que estava no copo dado à mocinha não era mijo (peço desculpas pela grosseria, amigos colaboradores deste post). Fora isso, a emenda saiu pior do que o soneto depois que o baterista tentou amenizar o drama em sua página no Twitter: “P acabar c essa polêmica de fan e xixi, eu jamais brincaria c uma fan assim!” / “Então, antes de acreditar em tudo que vc ve na tv, procure saber ao certo antes de sair falando. Bjus e qualquer duvida dos fans,eu to aqui!”. Cadu não percebeu que fez besteira, afinal, se o “Rock Estrada” é um reality show com os bastidores do que rola com uma banda quando ela está na estrada, como ele pode voltar atrás do que os vídeos feitos para o programa (de realidade) mostraram?
Não deixe de conhecer também a campanha “Jogue mijo no Strike”, do site Hornsup
Às declarações:
Jamari França: “Uma excrescência de banda só podia ter um comportamento desses. Que sirva de lição para os incautos que são fãs deles.”
Gregório Duvivier: “O Strike é uma banda que dá xixi para os fãs beberem e merda para eles ouvirem.”
Zélia Duncan: “Isso foi exibido pelo Multishow ou eu tô sonhando? É o retrato do lado mais podre e pobre do show business, que nada tem a ver com música. Ele não só bebeu a urina também, como mordeu notas de reais, que são igualmente imundas. É o abismo humano mesmo, a queda. Da menina tola que entra no camarim, disposta a qualquer coisa pra fazer parte do que projetou enquanto assistia da plateia e do cara insignificante e detentor desse poder rasteiro que lhe é dado, na medida em que faz um sucesso momentâneo e tudo ali lhe faz jurar que ele seja dono do mundo. Um mundo idiotizado, ignorante e deformado. Essa é parte da juventude de hoje e dos ‘artistas’ que são estimulados por esse tempo em que vivemos a gostarem muito mais do sucesso e de suas artificialidades datadas do que de um trabalho musical propriamente dito. A ignorância é mesmo o mal do mundo. Eles se sentem transgressores, modernos, irreverentes. Não entederam nada. Desconhecem a real transgressão como mostraram Cássia Eller, Renato Russo, Cazuza, Tom Zé, Itamar Assumpção ou Arnaldo Batista, para citarmos alguns. E ele foi covarde, assim como todo grupo de cúmplices, bobos da corte, que serão cuspidos como um bagaço após servirem à mídia dessa forma tão óbvia e histérica. Fico pensando que se ele tivesse dito pra ela o que havia ali, ainda assim, talvez ela bebesse, afinal, antes do segundo gole ela mesma anuncia o ‘veneno’, mas ainda assim, pra ser aceita ali, toma de novo com a boca ainda mais aberta a única coisa que aquele ser pequenininho tem para lhe oferecer: seus dejetos. Cadê o antídoto, galera esperta? É só esse o cardápio de vocês? Com licença, meu estômago tá virado…”
Jaime Alem: “Infelizmente os fãs dessa gente não ligam a mínima. Devem ter achado ‘bizarro’ o episódio. Aliás, em sua acepção, bizarro é a palavra adequada para a música desses imbecis. Minha sugestão é criar um termo para definir essa turma: menino(a) uniban ou unibanzinhos, em alusão à escola paulista célebre por seus alunos descerebrados.”
Sebastian Notini: “As únicas palavras que vêm na minha mente é que quem está com poder político, familiar ou mesmo psicológico, como no caso da relação artista-fã, nunca pode abusar dessa vantagem. Acho que este triste caso mostra duas pessoas doentes, mas quem é responsável é este baterista, pois ele está na numa vantagem enorme e provavelmente ciente disso.”
Pedro de Luna: “Qual o preço a pagar para ter a chance de entrar no camarim e falar com seu artista favorito? Existem vários caminhos. Ter um amigo na produção, subornar alguém ou argumentar até cansar são alguns deles. Já vi um conhecido empresário do meio musical pegar as flores que decoravam o camarim e entregar para uma famosa cantora como se tivesse comprado o buquê. Mas se um artista oferece xixi ao seu fã, deve ter cocô na cabeça.”
Rodrigo Lemmings: “Isso é o que acontece quando a ‘Indústria Teen’ resolve manipular o rock. Transforma artistas e fãs em fantoches, transgride os limites do bom gosto e a noção de moral e destrói o sentimento poético, político e contestatório que nos fez abraçar o rock cinquenta anos atrás. Há salvação? Enquanto a internet revelar novos ídolos de 20 anos a cada bimestre, não.”
Rodrigo Oliveira: “Aprenda: não aceite nada de estranhos e processe se algo assim vazar.”
JPunk: Isso foi uma parada nojenta, uma das coisas mais baixo nível que vi nos últimos tempos!
Totonho: “Tinha que dar nesse cabra, com baquetas de surdo.”
Lívia Cheibub: “Que cara idiota… Nem sei o que dizer… Strike nele!”
Conheça os colaboradores:
- Jamari França é crítico de música especializado em rock desde a década de 80. Além de jornalista, é escritor, tendo publicado o livro “Vamo Batê Lata”, uma biografia dos Paralamas do Sucesso. Clique e conheça o blog Jam Sessions
- Gregório Duvivier é ator que faz plateias rirem há seis anos com a peça “Z.É – Zenas Emprovisadas”. Em 2009, apareceu como promessa do mercado cinematográfico ao protagonizar o filme “Apenas o Fim”. Clique para segui-lo no Twitter
- Zélia Duncan é cantora e compositora. Em 2009, lançou o aclamado CD “Pelo Sabor do Gesto”. Clique para saber mais
- Jaime Alem é arranjador, produtor e diretor musical. É muito conhecido por seu trabalho com Maria Bethânia há mais de 25 anos. Em 2009, lançou so álbum “Dez Cordas do Brasil”. Clique para saber mais
- Sebastian Notini é sueco e toca percussão com Eagle Eye-Cherry e muitos outros artistas. Mora entre Salvador (BA) e Estocolmo. Clique para conhecê-lo melhor
- Pedro de Luna é cartunista, responsável pelas tirinhas do roqueiro BZão, e jornalista, tendo sido editor do Jornal do Rock e do site Sk8. Clique para ver alguns de seus trabalhos
- Rodrigo Lemmings é baixista da banda Playmobille, que no início de 2010 lança seu disco de estreia pela Som Livre. Clique para ler matéria com a banda publicada no site d’O Globo em 2008
- Rodrigo Oliveira é publicitário, com passagens pelas principais agências do país (MPM, Thompson, DM9 etc), e coordena o site Planeta Bodyboard. Clique para conhecer seu site
- JPunk é um dos MCs da banda Nayah, que lançou seu primeiro disco pela gravadora Coqueiro Verde em 2008. Conheça o MySpace do Nayah
- Totonho é cantor e compositor, parceiro de artistas como Zeca Baleiro e interpretado por Rita Ribeiro entre outros. Comanda o grupo Os Cabra e está gravando seu terceiro disco. Clique para conhecer o site de Totonho
- Lívia Cheibub é correspondente da MTV no Rio de Janeiro e diretora do selo Musique. Clique aqui para conhecer o selo
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