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A foto de Avôhai, as primeiras histórias sobre Zé Ramalho e a matéria do Jornal da Paraíba

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

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Pois bem, estou em João Pessoa, capital da Paraíba. Aqui, além de apurar para uma matéria para a Rolling Stone, dei início às entrevistas com parentes e amigos de Zé Ramalho para a biografia (dele) que pretendo escrever. Foi muito emocionante conhecer Zélia, filha de “Avôhai” e uma das tias que ajudou a criar Zé. Em sua casa, esbarrei com uma bela foto do avô para quem Ramalho dedicou seu primeiro sucesso, e com Christian, o filho mais velho do meu personagem. Conheci também Hugo Leão, líder da banda The Gentleman, que tinha Zé na guitarra e que fazia shows direto pelo Nordeste. Com ele, o paraibano viveu muitas histórias interessantes, como a que conta que todos quebraram os instrumentos no palco, inspirados por Woodstock.

Também adorei a visita à Pedra do Ingá, uma das principais inspirações de Zé para fazer o disco “Paêbirú”, uma raridade sobre a qual ele prefere não falar. Mas que a pedra é bonita, isso é! Papo para outro dia.

Exponho aqui o PDF com a matéria que André Cananéa fez sobre minha passagem por João Pessoa para o caderno Vida&Arte, do Jornal da Paraíba ( jornal_da_paraiba ). Próxima parada: Recife!

Agradecimentos em João Pessoa: André Cananéa, Ruth Avelino (diretora da Divisão de Eventos da Secretaria de Turismo), Manuelina Hardman ( Hotel Hardman), Hotel Hardman, Zélia, Christian, Hugo e, claro, Zé e Roberta Ramalho.

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Plateia é abduzida pela música de Zé Ramalho (e de Bob Dylan) no Vivo Rio

domingo, 26 de abril de 2009

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Quando as cortinas do Vivo Rio se abriram, na noite deste sábado, ficou a dúvida se Zé Ramalho daria conta, com apenas um violão, de apresentar seus sucessos e as versões  de músicas de Bob Dylan que gravou no disco “Tá tudo mudando”. Acompanhado da banda Z, composta por Chico Guedes (contrabaixo), Edu Constant (bateria), Dodô de Moraes (teclados), Toti Cavalcanti (sopros), Zé Gomes (percussão) e Zé Leal (cajon), o Bob Dylan do sertão fez mais que isso: fez miséria com as músicas (transformou rock em forró, romantismo em frevo agalopado…) e prendeu pra valer a atenção da plateia. De cara, com voz de trovador, deu seu recado logo após apresentar a primeira música (do CD e do show), “Wigwam / Para Dylan”, de sua autoria:

“É um prazer estar trazendo mais uma viagem musical a vocês. Desta vez, dando um mergulho parcial na obra de Bob Dylan, poeta e artista que inspira tantos poetas e artistas em todo o mundo. E é uma conexão direta entre poetas que falam da naureza humana. Nossos erros, iluminações, sentimentos, como amor, compaixão e esperança… E assim essas emoções estão contidas nessas canções que foram traduzidas, configuradas e transformadas para o nosso tempo real brasileiro.”

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E aí, veio uma sequência de mais sete canções versionadas. Entre elas, “Tá Tudo Mudando” (Maurício Baia e Gabriel Moura para “Things Have Changed”); “Como Uma Pedra a Rolar” (Zé Ramalho e Babal para “Like a Rolling Stone”); “Negro Amor” (Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti para “It’s All Over Now Baby Blue”); “O Vento Vai Responder” (Zé Ramalho para “Blowin’ in The Wind”).

Quando o público já estava totalmente abduzido pela mistura de ritmos que sempre marcou a obra de Ramalho, Zé engatou a segunda e acelerou apresentando canções de seu repertório. “Vila do Sossego”, “Avohai”, “Chão de Giz”… Destaque para o momento em que a plateia ramalheou cantando junto com o ídolo “Admirável Gado Novo”  (“Na semana passada, eu me deparei, lendo alguns jornais daqui do Rio, com algumas matérias que estavam referenciando uma música minha feita muitos anos atrás com os episódios que aconteceram dos trens urbanos, quando trabalhadores estavam sendo chicoteados. Fiquei orgulhoso porque essa canção que fiz há tantos anos ainda serve de parâmetro pra essa coisa social do povo marcado, do povo feliz”). Zé Ramalho despediu-se com “Frevo Mulher”, não menos popular.

Veja abaixo Zé Ramalho cantando “Tá Tudo Mudando” e “Admirável Gado Novo”: