Zélia Duncan não é muito “boa de cama” quando está em casa. Em compensação, naquele lugarzinho reservado especialmente para ela se ajeitar antes dos shows… Calma, gente! Estamos falando de SONO! Na quarta edição do GarotaFM No Camarim, a cantora contou que é só começar a se maquiar que dá aquela vontade de cochilar. Zélia fala ainda que gosta de se concentrar, de levar seu violão e aquecer a voz e de ter opções de figurino. Ela teoriza:
“Camarim desperta algumas fantasias na cabeça das pessoas porque são esses minutos ou essas horas antes de você entrar no palco.”
Assista ao vídeo para saber outras curiosidades sobre o camarim de Zélia Duncan:
Jurei que não escreveria sobre este show de Zélia Duncan que assisti sábado, no Teatro Rival. Foi o terceiro da turnê de “Pelo Sabor do Gesto” que vi e imaginei que nada mais me surpreenderia. Imagine… Zélia não surpreender… Pra começar, dei pulos de alegria porque consegui registrar “Felicidade”, de Luiz Tatit (veja o vídeo lá embaixo), música pela qual me encantei desde a primeira vez que ouvi ZD cantar, na estreia da turnê, No Teatro Municipal de Niterói. Depois, começou a sessão surpresa-atrás-de-surpresa. Quando cantou “Flores”, recebeu flores, muitas flores, da plateia. Até Rodrigo Santos e Isabella Taviani, que assistiam ao show, renderam-se e levantaram-se para entregar rosas à cantora. No Bis, um bis de verdade: no improviso, subiram ao palco Leila Pinheiro, Isabella Taviani e Rodrigo Santos. Christian Oyens foi a única participação prevista.
De bermuda jeans, Leila Pinheiro cantou “Benditas” lendo a letra em um papel, porém, interpretando muito bem a canção de Mart’nália. Isabella Taviani se assustou quando, depois de chamar Oyens, Zélia a convidou para subir ao palco. “Não é furada, não”, prometeu a amiga. E as duas fizeram dueto em “Não Vá Ainda”. ZD soprava a letra e Taviani soltava a voz. A anfitriã foi acompanhada por Oyens também em “Verbos Sujeitos” e em “Alma”. Nesta última, convidou Rodrigo Santos, que hesitou, mas foi mesmo sem violão e sem saber cantar. Perdido? Que nada! O baixista do Barão Vermelho – agora em carreira solo – vocalizou até o fim da canção. Um festival de improviso! Extasiante!
O programa MPB Solo, o primeiro da rádio MPB FM voltado exclusivamente para web, com a cantora Zélia Duncan estreia no portal MPB Brasil (clique aqui) nesta terça-feira (12/01). Com uma hora de duração, o programa é apresentado pelo produtor cultural e diretor de conteúdo e novos negócios da rádio, Bruno Levinson. No programa, a artista mostra, em formato voz e violão, seus grandes sucessos e conversa com o apresentador e com a plateia sobre seus projetos, suas expectativas e sua carreira. Gravado uma vez por mês no Teatro Poeira, em Botafogo, a idéia do talk show é mostrar como o artista se relaciona com seu instrumento. A interação com o público também é um dos pilares do programa. A edição do programa de estreia com o cantor e compositor Frejat já teve mais de 300 mil acessos.
(Da assessoria de imprensa)
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“Se na minha estreia tivesse acontecido tudo o que aconteceu hoje, eu ia achar que não era para continuar!”
Set list do show
Essa foi a frase que Zélia Duncan soltou ao voltar ao palco da Sala Funarte Sidney Miller, na sexta-feira (18/12), para o bis. Já na primeira música do seu show, “Boas Razões”, houve algum problema com a guitarra de Webster Santos, que foi imediatamente trocada por outra pelo roadie. Logo em seguida, em “Ambição”, uma corda do violão de Zélia arrebentou. Ainda neste número, o som parou, como se tivessem desligado o botão da mesa onde tudo estava plugado. Para não deixar aquele vazio, a plateia cantou os versos da composição de Rita Lee, regravada por Zélia no álbum “Pelo Sabor do Gesto” (veja entrevista da cantora na época do lançamento).
Assim que começou a terceira canção, “Telhados de Paris”, o cabo ligado ao outro violão da cantora deu mau contato e fez a maior barulheira. Zélia levantou as mãos, mas continuou tocando enquanto o roadie tentava resolver o problema.
A primeira música apresentada sem qualquer interferência foi “Se Um Dia Me Quiseres”, parceria de ZD com ZB (Zeca Baleiro). Mas a bruxa estava solta e, quando Zélia tocou “Nem Tudo”, dedicada a Michael Jackson, a corda do seu violão voltou a arrebentar. Sim, do mesmo violão, que neste número estava com um capotraste adaptado (da net: “um prendedor que atua como uma pestana móvel, permitindo que você tire vantagem das cordas soltas em qualquer posição”). Esta foi a última música programada. ZD saiu do palco e voltou fazendo a piada sobre a estreia. Cantou “Catedral”, seu primeiro sucesso, “Mãos Atadas”, que o público pediu, “Toda Vez”, e “Alma”.
Zélia não deixou a peteca cair e, claro, contou com a compreensão e ajuda dos fãs. Mesmo com todos os problemas, não parou de cantar nem fez cara feia. E olha que é difícil para um músico manter o ritmo quando o som está dando um monte de problemas. Já vi Ana Carolina parando show para reclamar do barulho de conversa que vinha da plateia e bandas iniciantes dizendo que não iam tocar se o técnico não ajustasse o retorno. Destaque também para a participação do público da Sala Funarte em “Ambição”, que com certeza deu força para Zélia continuar. Depois de tudo, ela sorriu, abraçou os fãs e, de quebra, pulou no palco (ela mesma!) para pegar o set list do show (na foto) quando perguntei se meu amigo podia levá-lo de recordação.
O show de lançamento de “O Diário do Homem Invisível”, novo CD de Rodrigo Santos, terá um sabor especial. Em sua segunda aventura solo, o baixista do Barão Vermelho gravou treze canções, oito delas com participações: Ney Matogrosso aparece em “Você Não Entende o Que é o Amor” e a banda Autoramas está na faixa-título do álbum. No palco da Modern Sound, nesta segunda-feira (21/12), Rodrigo recebe Zélia Duncan para cantar “Peso do Passado” uma surpresa (dos Beatles) com ele (veja o vídeo abaixo).
Com produção de Humberto Barros, o novo trabalho traz harmonias sofisticadas que remetem a Beach Boys, Talking Heads, David Bowie e ao disco Sargent Peppers. Participam ainda do disco as bandas Filhos de Judith, Cidade Negra, Canastra e João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, além da cantora Marília Bessy. Onze das músicas estarão no repertório do show de segunda. “Trem de Bala”, “Não Vá”, “Longe Perto de Você” e “Dois Segundos” são algumas delas. “Nunca Desista do Seu Amor” e “Pão Duro”, do álbum anterior, estão no roteiro, assim como alguns clássicos do Barão Vermelho e dos Beatles.
Os músicos Fernando Magalhães (guitarra), Kadu Menezes (bateria), Humberto Barros (teclados) e Jorge Valadão (baixo) acompanham Rodrigo Santos no palco.
Rodrigo Santos: seg (21/12), às 19h, na Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana – 2548-5005). Entrada gratuita (recomenda-se fazer reserva).
Depois de assistir à estreia da nova turnê de Zélia Duncan no Teatro Municipal de Niterói neste domingo, deu para sacar que não foi à toa que a cantora escolheu colocar “Duas Namoradas” no repertório de seu novo CD, “Pelo Sabor do Gesto”. No show, ora Zélia é cantora, ora é poeta. E as duas facetas ocupam todo o espaço do palco mesmo estando ela apenas no meio dele. “ZD” – como gritaram as fãs nas repetidas vezes em que a cantora pronunciou o “você” do refrão de “Tudo Sobre Você” (“Não sei se eu saberia chegar até o final do dia sem você”) – abusou da simplicidade para brilhar. Sem muitos efeitos, ali, no chão de sua casa, a niteroiense mostrou que o que gosta mesmo é de estar bem acompanhada das duas namoradas de Itamar Assumpção e Alice Ruiz: “a música e a poesia”.
Fernanda Takai sempre faz falta, mas não doeu nem um pouco ouvir “Boas Razões” com o auxílio luxuoso do guitarrista Webster Santos e da baterista Jadna Zimmerman. Também ficou bacana a brincadeira do baixista e diretor musical Ézio Filho e do tecladista e acordeonista Léo Brandão em “Esporte Fino Confortável”, que não teve Chico César presente. Tudo foi muito natural, inclusive a interpretação da música-poema “Felicidade”, de Luiz Tatit, que levou à plateia aos risos:
“Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade”
Ponto alto do show foi quando Zélia interpretou “Todos os Verbos” traduzindo a letra para a linguagem visual dos surdos e mudos. Foi o sabor máximo dos gestos, principalmente porque junto com a música, veio a história: uma fã portuguesa chamada Marta Morgado teria entrado em contato com a cantora e contado que era deficiente auditiva, mas trabalhava a tradução para surdos e mudos usando letras de Zélia.
“Adoro quando alguém me tira da ignorância”, disse ZD.
As homenagens se estenderam a Michael Jackson, a quem Zélia ofereceu “Nem Tudo”, parceria sua com Edu Tedeschi, e a Roberto Carlos. A cantora tirou do baú “I Love You” (RC e Erasmo Carlos) e apresentou em voz e bandolim a canção lado B do álbum de 1971, do Rei (aquele único em que Roberto aparece desenhado na capa). ZD disse que a música é tão desconhecida que… bom, ela deu a entender que a TV Globo não teria transmitido o número caso ela o tivesse apresentado naquele especial só com mulheres dedicado ao Rei, que foi ao ar em maio.
“Se eu tivesse passado naquela seleção, teria sido cortada depois”, brincou.
Primorosas as interpretações de “Telhados de Paris”, do gaúcho Nei Lisboa, e de “Ambição”, de Rita Lee. Entre as antigas, permearam o repertório “Intimidade”, parceria dela e Christiaan Oyens presente no disco homônimo de 1996, “Benditas”, pérola de Zélia e Mart’nália gravada no “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” (2005), e “Flores”, do niteroiense Fred Martins, que está no “Sortimento” (2001).
Zélia Duncan falou sobre seu novo disco, “Pelo Sabor do Gesto”, à imprensa, nesta terça-feira, na Casa do Saber (Parque Lage). Entraram na pauta a escolha do repertório, a conquista pela autorização para gravar duas músicas francesas versionadas, a decisão por dividir a produção do álbum por dois (John Ulhoa e Beto Villares), a relação com Rita Lee… Rendeu! E Zélia falou muito e, como sempre, muito bem.
“Nunca vou ouvir música em outra língua pensando em fazer versão. Mas fiquei tão impactada com o filme (‘Les chansons d’amour’)… Mas fazer versão dessas músicas (em português, ‘Pelo sabor do gesto’ e ‘Boas razões’) é diferente de fazer de ‘Rehab’ (sucesso de Amy Winehouse), que todo mundo conhece. Quando o filme estreou no Brasil, fui ao cinema e tinha apenas 15 pessoas. Adorei!”
“Todo mundo disse que era melhor eu não gravar as versões, porque conseguir autorização costuma ser difícil demais. Entrei em contato com a editora e não consegui nada. Fui no MySpace e falei com o Alex (Beaupain) de artista para artista. A resposta veio imediatamente.”
“Perguntaram se essa mistura não ficaria esquisita. Eu disse: ‘Espero que fique’. Não penso na unidade, penso na quebra. A unidade é minha voz.”
“Tenho uma relação afetiva profunda com a obra da Rita, mas essa música, eu não conhecia. No ano passado, um amigo meu, jornalista, falou: ‘Esta música está esperando por você’ (sobre ‘Ambição’). A Rita chegou a mudar a letra depois, mas gosto desta versão. É uma típica Rita Lee saindo do Tutti-Frutti, ainda com a pegada rock’n'roll, cantando a frase: ‘Pelo caminho de espinhos avistei um mar de rosas’. É a minha cara. Ela tá linda, do jeito que a Rita merece.”
“Sou parceira dela. Na época dos Mutantes, como todo mundo sabe, liguei para Rita antes de aceitar o convite e ela falou: ‘Vai que você vai se divertir’. Me diverti e saí antes de me aborrecer.”
“Eu procuro muito as pessoas. Já escrevi músicas com o Moska e me aproximei do Zeca há pouco tempo. Ele não sabia que eu não fazia música e mandou uma letra. Mas aí eu fiz. O Chico fez músicas para todas as letras que eu mandei. Escolhi ‘Esporte fino’ porque é uma das mais irresponsáveis do disco, no bom sentido. Ele foi lá no estúdio, deu mole e cantou comigo.”
“Eu costumo mandar as músicas para os produtores sem nada, às vezes com outra pessoa cantando. Chego no estúdio com minha voz, para decidir o tom e todo o arranjo junto com eles.”
“Essa música do Nei Lisboa (‘Telhados de Paris’), canto ela em rodas de violão e passagens de som há 15 anos. OPutro dia me dei conta de que, se eu não gravasse, alguém ia fazer isso. E eu ia ficar muito chateada. Por que não agora?”
A entrevista acabou quando um repórter-fã (ou terá sido apenas um fã infiltrado?) saiu do meio dos jornalistas para pedir um autógrafo à cantora. Aproveitei o momento para conquistar um pôster com a foto da capa do CD para minha coleção.
O novo disco de Zélia Duncan, “O Sabor do Gesto”, chega às lojas no início de junho. Enquanto aguardam, os fãs podem se deliciar com o primeiro single, “Tudo sobre você”, que já está sendo divulgado por aí (clique aqui). Este é o primeiro disco de inéditas depois de “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” (2005) e o retorno da cantora a seus projetos pessoais depois da passagem pelos Mutantes e da gravação do álbum em parceria com Simone.
Zélia me contou, em entrevista para a Rolling Stone de maio (a matéria é destaque da seção Em Estúdio da revista), que o nome do disco é também o título da versão de uma música da trilha sonora do filme francês “Les Chansons D’Amour”. A produção do álbum é de John Ulhoa e Beto Villares. Veja a capa: